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rico em proteínas o plasma corresponde a cerca de metade do volume de uma bolsa de sangue doado após a coleta o material É centrifugado e fracionado resultando em diferentes componentes hemácias plaquetas e plasma cada componente do sangue tem um fim específico é a partir desse líquido amarelado extraído do sangue humano que a Indústria Farmacêutica consegue separar fatores e insumos específicos para o tratamento de diversas doenças a bolsa de plasma pode ser utilizada por exemplo por pacientes que sofreram queimaduras graves e esse material pode ser passado diretamente ao paciente como uma transfusão ou transformado em medicamento pelos Laboratórios transformar plasma em medicamento é atualmente no país uma exclusividade da hemobras que é Empresa Brasileira de hemoderivados e biotecnologia uma estatal criada em 2004 vinculada ao Ministério da Saúde e localizada em Pernambuco não é uma matéria-prima singular né porque é um produto biológico obtivo do sangue né ele ele de fato a gente ter um produto né que é transportado de uma forma eh eh totalmente congelada né a logística desse plasma não é fácil vocês terem uma ideia ele vai em contêiner refrigerado né até o exterior é processado e volta para produzir o que a gente faz é extrair essa proteína do plasma né por isso ificar e concentrar ela e ofertar ela como medicamento e não como hemocomponente como é ofertado nos nos serviços de hemoterapia por exemplo né Nós somos uma Indústria Farmacêutica temos toda uma instalação apropriada para produção desses medicamentos derivados do plasma no dia 4 de outubro a comissão de constituição e justiça do Senado Federal aprovou a PEC do plasma que permite a venda de plasma humano e abre a possibilidade da participação do setor privado na comer segundo o texto da PEC as empresas privadas poderiam coletar separar e comercializar o plasma humano mas de acordo com a constituição brasileira só o estado pode produzir e comercializar os chamados hemoderivados que são os produtos à base de sangue até hoje o país não é autossuficiente na produção de medicamentos desse tipo porque a emobras ainda não tem todas as instalações árias para usar o plasma separado do sangue para fazer os remédios hoje todo o plasma doado em hemocentros precisa ser enviado para Laboratórios no exterior a hemobras hoje tem uma equipe de auditores n é que qualifica os serviços de hemoterapia os hemocentros né e a partir dessa qualificação esse plasma excedente desses serviços é então encaminhado aqui paraa nossa indústria né nosso Armazém nós temos uma câmara fria a men 35º né E aí a partir de desse dessa estocagem a gente exporta esse plasma para uma empresa contratada temporariamente pela emobras para que esse plasma seja fracionado no exterior e retorne como medicamentos pros pacientes do SUS Então essa foi uma estratégia usada pelo Ministério da Saúde Até que a nossa planta de produção esteja apta a iniciar a produção local e aí a gente não mais usaria Esse contrato né E esse plasma Então seria usado nacionalmente paraa produção dos medicamentos O que é permitido no Brasil é a coleta e a transfusão de plasma convalescente para uso experimental no tratamento de pacientes com covid-19 ação que foi feita no emoc trro da Unicamp durante o período mais crítico da pandemia estamos sim doadores daqueles pacientes que tinham recentemente tido covid né com o objetivo mesmo de de separar o plasma e pegar aqueles anticorpos né contra covid o Carro Chefe hoje da indústria são as imunoglobulinas né usão os anticorpos vocês sabem que em situações eh de até de guerra e mesmo de pandemia houve uma escassez Ainda há uma escassez muito grande de imunoglobulina porque elas são usadas em diversas situações clínicas Tá certo na própria eh crise da pandemia do covid houve uma escassez mundial de imunoglobulina em situações de guerra como estamos passando agora portanto é um produto estratégico para o país o governo federal já se posicionou contra a comercialização e remunera na coleta de sangue ou de plasma já a Associação Brasileira de bancos de sangue defende a participação do setor privado ao argumentar que o país não tem a tecnologia necessária para se tornar autossuficiente na produção de emod derivados para Frederico a possibilidade de vender uma parte específica do sangue prevista pela PEC do plasma Poderia gerar uma competição com as doações de sangue afetando os a gente entende que a comercialização desse plasma pelos serviços privados acarretaria um prejuízo importante tá certo para o fornecimento do plasma mobrais e consequentemente a entrega de medicamentos ao sistema único de saúde e e nós então entendemos que a gente deve seguir a política nacional de sangue que estabelece exatamente essa doação voluntária né altruísta e não remunerada então só assim a gente conseguiria de fato ter um plasma com a qualidade que a hemobras necessita Tá certo e da mesma forma em quantidade né então assim a comercialização do do plasma no nosso entendimento acarretaria sim prejuízos tanto paraa indústria quanto para o uso transfusional