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Impulsionados por grandes eventos esportivos como a Copa do Mundo, os álbuns voltaram a ocupar espaço nas escolas. Colecionar, trocar. É mais do que uma simples brincadeira. A atividade pode contribuir para o desenvolvimento social e emocional. Pois é, a expectativa de abrir um pacote, encontrar uma figurinha rara ou completar uma página estimula a paciência. Pois é, pessoal, enquanto a tecnologia oferece conteúdos instantâneos na palma da mão, os álbuns de figurinha resgatta o interesse da nova geração. Não apenas a diversão, mas tudo isso garante um aprendizado bem legal dentro e fora das salas de aula. Bem mais tablet do que agora. Por quê? Porque as figurinhas incentiva a ficar menos, trocar, arrumar. Vale super a pena. Vale. O que, o que você mais tá gostando de fazer agora com o álbum de figurinha? Ah, eu gosto de bater bafo, é comprar figurinha também. Eh, eu também já eu gostei também de que eu já consegui duas legends. E é isso. Eu família conta também que é desde o tempo do dos seus pais e tudo mais. É, eu perguntei um dia pro meu pai, falou que que é tinha figurinha na época dele também. Bom, você tem celular? Tem. E agora com o álbum de figurinhas, você tá vendo mais, menos ou igual ao celular? Menos. Por quê? Porque às vezes eu bato bafo em casa, registra poucos no celular. Educadores destacam que os álbuns podem ser utilizados em atividades como matemática, geografia, história e até educação financeira. A dinâmica das trocas ajuda a ensinar conceitos como valor. A gente consegue trazer paraa sala de aula, aproveitar, porque o aprendizado ele sempre acontece quando existe muito prazer envolvido. E para as crianças é um enorme prazer colecionar o álbum, ter as figurinhas, o ídolo que eles tanto almejam ali na mão, né? E aí a gente aproveita e leva isso pra sala de aula, porque é o centro de interesse deles. Então, dá para fazer quantos países estão participando da Copa, porque daí a gente vai um pouquinho além do álbum, né? traz a história de cada país, quem tá participando, quem é o melhor jogador, ajudar as crianças a fazerem o quadradinho para marcar quantas figurinhas faltam para completar o álbum, se vale a pena você ficar gastando comprando pacotinhos novos ou você troca com seus amigos, né, já que você tem figurinhas repetidas. Então é uma vasta gama aí de oportunidades pra gente se trabalhar isso na escola. Ignorar essa realidade, não usá-lo como uma ferramenta, como um recurso pedagógico, é ignorar o valor da aprendizagem significativa. Então, a criança trouxe esse álbum, ele vai ser manuseado pela criança, ele vai ter a leitura, eu sou professora da série de alfabetização e não é só ensinar letras e palavras. A alfabetização vai além disso, é o letramento, né? Então o letramento ele vem num contexto de que é a realidade da criança, manusear o álbum, fazer a leitura e aí eu vou estar trabalhando na sala substantivo próprio. E aí faz sentido, são os nomes dos países, os nomes dos jogadores. Então vai trazendo todo esse contexto que a sala de aula parece que é bem difícil, que de forma lúdica e a criança vai aprendendo. E aí lá em geografia, os mapas, aonde fica em história, a cultura daquela região, quais são os hábitos. Então, de forma interdisciplinar, mesmo que as crianças não percebam a aprendizagem, ela tá acontecendo. Mas os especialistas fazem um alerta. Quando a coleção deixa de ser diversão e passa a representar status social ou motivo de exclusão, a atividade exige atenção. A família precisa colaborar muito com isso, né? que é que forma que a criança vem pra escola com esse álbum? Qual a importância que isso tem? Não é só dinheiro. Por exemplo, eu tenho uma criança que trocou o Cristiano Ronaldo. Ele queria muito o Cristiano Ronaldo e o amigo falou: "OK, eu troco por 29 figurinhas". A mãe contabilizando tudo isso, né? Respirou fundo e entendeu. Ele virou falou: "Mas era o meu ídolo, eu quero muito o Cristiano Ronaldo." E ela entendeu que tinha por trás disso e não teve nenhum tipo de conflito. Valeu a pena. Ele tem o Cristiano Ronaldo no álbum. Então, a forma que as famílias conduzem também, né, e se colecionar as figurinhas faz toda a diferença quando eles chegam aqui. A recomendação é incentivar momentos organizados de troca e aproveitar o interesse dos alunos para promover aprendizado, convivência e interação. Um exemplo de como uma brincadeira tradicional continua encontrando espaço em tempos cada vez mais digitais. E para encerrar essa reportagem em grande estilo, eu desafiei os dois meninos aqui no bafinho. Na minha época, pelo menos, falava bafinho. Hoje eu percebi que eles estão falando mais bafo. Então, bora ver como eu vou me sair aqui contra esses dois que mandam super bem. 야,