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24 views Publicado 24/03/2025 HD · 55:34

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[Música] Olá, seja bem-vinda, seja bem-vindo. Semana começando, segunda-feira, 24 de março de 2025. Inicia agora o jornal Câmara Notícia ao vivo. Meio-dia, mais um minuto. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência e participe, mande a sua mensagem. Vamos conversar nesta segundona pelo número do nosso WhatsApp. 19 é o nosso DDD. Para você que é de Campinas e região, pode ir direto no número 97829377. Ele já aparece aqui embaixo da sua tela junto com o nosso QRcode. Você está com seu celular aí perto? Pegue o celular, abra a câmera como se fosse tirar uma foto. Mas antes de apertar para tirar essa foto, você só vai apontar a câmera do seu celular aqui, ó, para este Qcode, porque aí já vai aparecer uma mensagem na sua tela. O WhatsApp da TV Câmara Campinas. Você aperta e pode enviar o seu elogio, uma crítica construtiva, o que você quer assistir aqui no nosso telejornal que a gente conversa ao vivo. Confira a partir de agora os destaques de hoje. Projeto de lei do vereador Igor Diego quer a instalação de rastreadores em veículos utilizados por empresas terceirizadas na prestação de serviços públicos em Campinas. Vereadora Paola Miguel protocola projeto de lei para instituir o programa municipal de renda básica de cidadania. Governador Tarcísio de Freitas visita Campinas e anuncia projeto guri na escola. E o quadro de Olho na Educação mostra como é realizada hoje a alfabetização de jovens e [Música] adultos. E a gente abre a edição de hoje com as notícias da Metrópole, porque o governador do estado de São Paulo, Tercío de Freitas, anunciou o projeto Guri na escola, que conta com aulas de música na rede municipal. e assinou também o termo de sessão do Palácio da Justiça. Confira a reportagem. Os alunos da Escola Estadual Professor Carlos Lancastre, no Jardim Garcia recepcionaram o governador Tarcísio de Freitas com uma apresentação da banda de fanfarra. O governador Tarcísio de Freitas participou aqui na região metropolitana de Campinas de ações voltadas, habitação, infraestrutura, cultura e educação. O lançamento regional do guri na escola chamou a atenção da criançada. O programa integra aulas de música grade de ensino na rede estadual. É fundamental. A gente tem aí uma complementação daquilo que é feito no campo pedagógico, né, que é a inclusão por meio da educação musical. a gente desperta vocações, a gente consegue incluir mais alunos, a gente consegue eh identificar eh talentos que estão por aí, desenvolver esses talentos e afinal das contas fomentar eh toda essa integração, fomentar eh outras habilidades, né, essa capacidade de relação interpessoal que é tão importante. O governador também entregou títulos de regularização fundiária. pessoas que faziam parte de assentamentos ou que adquiriram imóveis ou participaram de programas habitacionais lá atrás e que não tinham até hoje escritura. Então, as pessoas têm o sonho da casa própria, mas se você não dá a escritura, se você não dá o título, não faz a regularização, esse sonho fica incompleto e você traz uma insegurança jurídica. a pessoa não tem o título de propriedade, ela não pode negociar, ela não pode transferir. Então, a partir do momento que você faz a regularização fundiária, se a gente pensar são 2.500 títulos de hoje com as matrículas mãe que a gente entregou pras prefeituras e mais 750 ontem e a gente acabou de, né, de ontem para hoje conseguimos preparar mais 250. A gente tá falando aí e de 3.000 e e poucos títos, 3200 títulos. O presidente da Câmara de Campinas, Luís Rossini, destacou a importância dessas ações. A entrega das escrituras para algumas famílias de três núcleos. Foram 751 escrituras de regularização fundiária numa parceria do governo do estado, Secretaria de Habitação, no projeto Cidade Legal com a Secretaria Municipal de Habitação, COAB. E um dos núcleos do Jardim Capivari. Eu iniciei o processo de urbanização há quase 40 anos atrás no meu primeiro mandato. Acompanhamos toda a reformulação, reestruturação, levar infraestrutura, água, esgoto, saneamento, energia elétrica, asfalto e hoje com a entrega da escritura para algumas famílias concretiza um sonho. E assim eu divido a minha alegria com as famílias que estão recebendo sua escritura. Por isso eu fiz questão de vir aqui e registrar esse momento. Também compareceram os vereadores Nelson e Nick Schneider, Luiz Cirilo, Ben Lima, Igor Diego, Felipe Marquezi, Vine Oliveira, Permínio Monteiro e Luís Abico. O governador assinou o termo de sessão do Palácio da Justiça. O prefeito de Campinas, Dário Saad, voltou a falar sobre o assunto. O prédio histórico será utilizado pela prefeitura nos próximos 40 anos. O governo do estado já assinou o decreto com a mudança. Eh, pra cidade é muito importante, são mais de 60 serviços. Além do mais, vamos abrigar ali secretarias, eh, unidades das secretarias e a própria CETEC, que vai transferir a sede administrativa e atendimento aos eh permissionários lá também no centro da cidade. Nós já começamos a obra eh de reparo, de troca do telhado para possibilitar até a metade do ano a retirada daqueles daquela tela de proteção e daqueles andaimes. É, então tá caminhando bem. Agora cada secretaria que vai usar o andar e a e a prefeitura no primeiro e segundo andar, o gabinete vai fazer o estudo dos custos e das intervenções necessárias. E olha só, a adoção de animais é uma maneira de salvar vidas e dar uma segunda chance para os pets não viverem nas ruas. Por isso, no Câmara Serviço de hoje, você vai saber como adotar esses bichinhos e dar uma chance para [Música] felicidade. O Departamento de Proteção e Bem-Estar Animal tem um compromisso, dar uma nova chance para cães e gatos resgatados das ruas do município de Campinas. Temos cerca de 400 animais no departamento, alguns num abrigo, ah, que a gente tem em outro local e outros aqui para tratamento. O processo de adoção é simples e responsável. Os interessados passam por uma triagem e recebem orientações para garantir que os animais tenham um lar seguro e amoroso. O candidato, ele tem que preencher certos requisitos. Ele tem que ser maior de idade, ele tem que ter um imóvel onde não tem a rota de fuga, né, para manter o animal, tem que ter a responsabilidade de zelar pelo bem-estar do animal, providenciar as vacinas e ser apto à adoção, né? Gostar do animal, ter zelo pelo animal. Ele pode procurar os dois meios que eu te falei, o portal animal ou as campanhas. Se você quer mudar a vida de um animal e ganhar um amigo, basta procurar o DPBE através do site portalanimal.campinas.sp.gov.br. Nós trabalhamos com o portal animal, é onde os nossos animais estão lá para pra população que quiser conhecê-los. Alguns estão na modalidade de tratamento, mas logo a gente atualiza, quando terminar o tratamento, eles estarão disponíveis para adoção. Também trabalhamos com os animais através da campanha de adoação, que são as feiras que atualmente ocorrem no Taquaral e segue um cronograma que também vai estar disponível no portal Animal. [Música] Meio-dia, mais 10 minutos. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Estamos ao vivo nesta segunda-feira. Vamos com as notícias do legislativo, porque a Comissão Permanente de Administração Pública se reuniu pela segunda vez no ano e analisou dois projetos de lei. Confira como foi. O vereador Rubens Gaz presidiu a segunda reunião ordinária da Comissão Permanente de Administração Pública com a presença do membro Nick Schneider e o parlamentar Carmo Luiz. Na ocasião, foram discutidos dois projetos. A primeira pauta, o primeiro projeto, discussão e votação do parecer sugerido por esse vereador favorável ao Pelon de número 168/2023, processo número 239.265 265, de autoria do senhor Luís Rossini e outros vereadores que altera o incivo 1 do parágrafo único do artigo 41 da Lei Orgânica do Município. Eh, vereador Nick Schnaid, como vota o documento tributário do município? Algo, algo simples. Então, meu voto é favorável. Obrigado, vereador. Vereador Carmo Luiz, como vota, presidente, também é uma adequação aí dentro do da da do nosso centro de custos, né? Uma adequação jurídica e eu voto junto com o seu relatório. Favorável ao seu relatório. Muito bem. com três votos, né, do parecer e e dos dois vereadores que se encontram, o projeto se encontra aprovado por essa comissão. Segundo projeto que iremos discutir aqui, discussão do PL número 18/2025 de emenda de processo número 242.88, 888, de autoria da mesa da Câmara, que dispõe sobre o reajuste na renumeração dos servidores da Câmara Municipal de Campinas, institui o programa de assistência à saúde no âmbito da Câmara Municipal de Campinas e de outras providências. Mudando a lei da Agora, eu gostaria, o parecer também nosso foi favorável. Eu gostaria de saber do parecer do voto do vereador Carmen Luiz. Seu voto é favorável. Vereador Nick, sinai de como vota o projeto e a emenda. Senhor presidente, para que essa casa cumpra o seu papel dentro da democracia, seu papel de fiscalização, de indicação, de proposição com qualidade, eh eu voto favorável, dando esse voto de confiança aos servidores dessa casa, a todos que compõem, esperando sempre o melhor, esperando um bom trabalho e que nos dê aí um mínimo de suporte para que possamos exercer o nosso mandato com dignidade. Projeto de lei de autoria do vereador Benê Lima, pretende regular a forma como os postos de de combustíveis divulgam os preços praticados efetivamente nos estabelecimentos. A ideia é que os preços anunciados sejam iguais aos cadastrados nas bombas de abastecimentos e não nos aplicativos que servem como uma isca para atrair os consumidores. O projeto de lei ordinária de número 94 deste ano, de autoria do vereador Benê Lima, visa garantir maior transparência aos consumidores que escolhem o posto para abastecimento a partir dos preços exibidos. E esses valores, muitas vezes são divergentes do praticado efetivamente. Olha, não só na cidade, como no estado inteiro de São Paulo, é, nós vemos, a gente para muitas vezes com preços atrativos na placa, né? Tipo R,99. Eu vou dar o exemplo do álcool, que é a média que tá em Campinas. A hora que chega na bomba dá uma diferença de até 30 centavos, 4,29, 4,30. Por esses preços que estão e nas placas são condizentes a aplicativo, não ao preço que tá na bomba. A estratégia da comunicação de fazer uma isca para o consumidor não acontece apenas aqui em Campinas. Acho isso um eh um abuso por parte dos postos pelo consumidor, né? Então, por isso eu protocolei esse projeto de lei. Eu espero que seja estendido pelo estado, estado de São Paulo inteiro e pro Brasil, né? Eu mesmo já fui vítima muitas vezes. Eu paro no posto e pelo preço que tá na placa e na bomba não está condizente com o que está na placa. E no aplicativo geralmente é só os três primeiros abastecimento. E o posto também não explica isso. E alguns postos, como não vou falar a marca aqui, eles ele fala em cashback, ele devolve para você em cashback, nem desconto é. Então acho isso um abuso por parte do posto e lesando o consumidor aqui na cidade de Campinas e no Brasil inteiro, né? O projeto prevê uma aplicação de penalidade. Eu previ uma multa de 2000, mas eu vou deixar a a o executivo também normalizar isso, mas eu previ uma multa de 2000. Eu acho que é um um valor razoável para que os postos não enganem mais esses os clientes, os possíveis clientes nossos dos postos. Eu acho que é um projeto interessante aí pra cidade de Campinas e pro e pro estado de São Paulo, né, pro Brasil. Eh, visto que muitos consumidores na pressa ele para no posto, ele não não olha na na bomba na hora de abastecer, ele só para e abastece. Alguns donos de posto se mostraram descontentes com a iniciativa. Ah, eles disseram que vai trazer prejuízo para ele. Eu falei assim, é só vocês e trabalhar de acordo com a lei. E eu achei um abuso também ligar no meu gabinete para uma forma de me intimidar, né? Mas eu vou, eu fui eleito pelo povo e é pro povo, pro povo que eu tô fazendo a lei. A vereadora Paula Miguel protocolou aqui na Câmara um projeto de lei para instituir o programa municipal de Renda Básica de Cidadania. O objetivo é garantir o direito a um benefício financeiro universal para todas as pessoas que residam em Campinas há pelo menos 3 anos. Além de fortalecer o comércio da cidade por meio da moeda social campineira, a iniciativa deve reduzir as desigualdades econômicas e garantir melhores condições de vida para a população. O projeto de lei ordinária de número 88 de 2025, protocolado pela vereadora Paola Miguel pretende instituir em Campinas o Programa Municipal de Renda Básica de Cidadania. Esse projeto foi apresentado em 2021. Ele foi apensado a um projeto de auxílio emergencial que foi discutido e foi arquivado. Mas ele não é um projeto que se restringe as pessoas de vulnerabilidade. Ele, a nossa proposta é que seja um direito universal. Então, quando a gente tá pensando num processo universalizado, todos, todas e todes que moram na cidade de Campinas, que vivem aqui, teriam direito a esse benefício. De acordo com o projeto, o pagamento do benefício será realizado por meio de uma moeda social campineira, que funcionará como um instrumento de fortalecimento da economia solidária local. Mas não é um critério socioeconômico, mas sim com relação à permanência na cidade. Além disso, a gente cria, né, um uma a moeda social, que seria uma moeda local, né, para investimento nos nos comércios locais, né, que pudessem aceitar ali e para que a gente tivesse a nossa economia cada vez mais fomentada. Os estabelecimentos comerciais que aderirem ao sistema poderão aceitar a moeda social como meio de pagamento, promovendo o desenvolvimento econômico da região. Para gerenciar a nova moeda e garantir sua efetividade, também será criado o Banco Comunitário Popular de Campinas. A proposta da vereadora segue modelos bem-sucedidos adotados em outros países e também no Brasil. Ele é inspirado no outro projeto de Maricá, né, na cidade do Rio de Janeiro, que já tem isso acontecendo, tanto a renda básica quanto a moeda social. E isso foi importantíssimo para que a gente tivesse o potencial econômico dessa cidade potencializado, que é isso que a gente espera paraa cidade de Campinas, garantindo, né, que a pessoa consiga com esse recurso pagar a conta de luz, pagar a conta de água ou então até mesmo comprar uma cesta básica e de novo. Ele precisa ser universal, independente de de raça, e gênero, credo, situação social, a pessoa que que mora na cidade de Campinas teria esse direito. Dados recentes do IBGE, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, apontam que aproximadamente 30,2% da população campineira possui renda de até meio salário mínimo. O programa será implementado em etapas, conforme regulamentação do poder executivo. Ainda segundo Paola, o valor do benefício ficará sob a responsabilidade da prefeitura para se tornar lei municipal. A proposta precisa ser aprovada em duas votações no plenário e ser sancionada pelo prefeito. Então, o mais difícil é pontapé inicial, porque depois esse próprio comerciante vai pagar imposto, ele vai aumentar a sua arrecadação e isso vai voltar mais ainda pro nosso município, pra prefeitura, aumentando a arrecadação de impostos e aí quem sabe aumentando o benefício e aí esse ciclo pra gente cada vez mais fortalecer economicamente não só os nossos munícipes, mas também os comerciantes e empresários. Meio-dia, mais 20 minutos. A gente segue aqui com as notícias do legislativo, porque o vereador Igor Diego protocolou um projeto de lei para estabelecer a obrigatoriedade da instalação de rastreadores em veículos utilizados por empresas terceirizadas na prestação de serviços públicos aqui em Campinas. O projeto de lei complementar número 22 de 2025, protocolado pelo vereador Igor Diego, dispõe sobre a obrigatoriedade da instalação de rastreadores em veículos utilizados por empresas terceirizadas na prestação de serviços públicos no município de Campinas. O objetivo ele tá em consonância com a lei federal, né, com a lei federal que prevê a lei da transparência nos municípios e ele vem como uma forma de apoio. Hoje a o vereador ele é muito questionado sobre a utilização e a contratação devida, a utilização devida da contratação dos serviços terceirizados desses veículos. Com eh esse projeto de lei, a gente prevê essa exigência durante o certame, que é o processo licitatório de contratação. Assim, o vereador pode utilizar os recursos como um requerimento de informação para poder até mesmo questionar e mandar pros munícipes trazer a transparência aqui para dentro da casa. O projeto determina que todos os veículos automotores, como caminhões, tratores, retroescavadeiras, ônibus e vans, utilizados por empresas contratadas pelo poder público municipal sejam equipados com sistemas de rastreamento. a gente é muito questionado, pô, eu não vejo toda eh todo esse investimento de empresas terceirizadas rodando, porque a cidade de Campinas é uma cidade muito extensa, né, e a logística é muito complexa. Com esse mecanismo de fiscalização e transparência, eu acho que a gente consegue ter um trabalho daqui pra frente e para produzir conteúdos também, eh, oficiais e prestação de contas e mensal aí, quem sabe até pra comunidade. O vereador acredita que com a implementação do rastreamento obrigatório, será possível melhorar significativamente a gestão dos serviços públicos, coibindo irregularidades e garantindo mais eficiência no uso dos recursos do município. As maiores empresas hoje de zeladoria, como também eh de logística do privado, eles contam com serviços de rastreadores para poder melhorar a eficiência dos serviços contratados. Por que que o poder público não não pode também contar e utilizar desse mecanismo? Existe profissionais, inclusivos nas empresas privadas que a função dele é só analisar esses dados de tráfegos para poder otimizar e ser mais produtivo. Então a gente precisa de dados e em cima de dados aumentar a produtividade. A alfabetização de jovens e adultos foi durante muitos anos concebida, desenvolvida igualmente ao que se propunha na alfabetização de crianças. as didáticas, metodologias e até mesmo as cartilhas direcionadas a esse público não se diferenciavam daquelas dirigidas às crianças. Hoje a realidade é bem diferente e é o tema de hoje que nós vamos acompanhar a partir de agora do nosso quadro que está sempre de olho na educação. Bom, pessoal, quadro de olho na educação e olha só, hoje um assunto mais uma vez super importante, porque vamos falar sobre a diferença de alfabetizar uma criança e um adulto, porque na verdade existem métodos diferentes. A gente vai entender isso com o José Batista Filho, que é gerente dos programas de educação do Eja. Tudo bem com você, beleza? Muito obrigado por nos atender. Tudo bem, André. Prazer estar com vocês, com os telespectadores da TV Câmara que estamos seguindo em frente aí na reflexão sobre a educação. Boa, sem dúvida alguma. Esse é um quadro realmente muito especial, né, que que fala muito sobre educação. Primeira pergunta, obviamente, é: existe diferença entre alfabetizar uma criança e um adulto? Sim, existe muita diferença e eu falo com certa propriedade porque eu estou há muito tempo trabalhando na educação de jovens adultos e idosos que ten também dois filhos de 4 anos e 8 meses meses. E então eu acompanho o projeto pedagógico da educação infantil. E uma das principais diferenças é que o projeto pedagógico de EJA e da educação infantil eles são totalmente diferentes. Por quê? que a criança ela está naquela fase inicial, tudo é novidade e não tem nenhum tipo de preocupação. Isso é na fase de aprendizagem. Então ela assimila com muita facilidade. O grau de velocidade é impressionante. Quando você vem pra educação de jovens, adultos e idosos, são pessoas que ao longo da sua vida passaram por muitas experiências e inclusive aqueles que passaram por um processo de rejeição também na aprendizagem, ficaram à margem da sociedade e o a o grau de velocidade, de assimilação da parte cognitiva, ele acaba sendo mais limitado e o processo é lento. Por outro lado, a criança não tem experiência de vida. Os idosos, os adultos e idosos têm experiência de vida. Portanto, a a estratégia pedagógica é totalmente diferente para uma criança e para um adulto idosa. Boa. Não, super importante isso. Qual é a principal diferença na estratégia, assim, no método de ensino? A criança tudo é novidade. Você eh ela passa por um processo de educação e de descoberta. Para o adulto e o idoso, ele já tem a experiência de vida, só que ele precisa aprender a ler, a escrever, a desenvolver as funções matemáticas, coisas que ele não aprendeu na infância. É, e isso deve fazer realmente muita diferença, porque as pessoas falam, né, José, que não sei, puxa vida, a criança tem a cabeça mais fresquinha, talvez seja isso que você tenha dito agora, né? E e o adulto não tem de fato isso na na aprendizagem. Isso também acontece. Porém, o adulto, ele já vem paraa sala de aula com muitas informações. A criança não, o adulto ele vem com informações de êxito, de sucesso, de conquista e também informações de coisas que ele não conseguiu ao longo da vida. o fracasso, que é o fracasso. Então, esse esse adulto quando ele chega, ele já chega com algumas restrições no processo de aprendizagem. Ele não está, como você disse, André, com a cabeça livre, com a mente livre para assimilar tudo que ele recebe e processar essas informações. Até porque ele tem paradigmas que ele vai adquirindo ao longo do tempo. Ele tem conceitos já prédefinidos. como que para você mudar a forma de pensamento de A para B existe um processo, existe uma dificuldade. E aí justamente que o professor ele do jovem e do adulto e idoso, ele ele precisa conhecer um pouco sobre esse histórico, sobre essa carga de informações que ele tem para trabalhar noo ensino e aprendizagem para trabalhar em cima daquilo que ele a partir do que ele conhece, do que é interessante para ele. Olha só, eu eu tô inclusive dando uma olhadinha aqui nas informações no release que eu tenho e algo me chamou atenção. Olha só, é necessário ressaltar que o aluno da EJA não deve ser alfabetizado apenas, ou seja, que tenha apenas domínio do sistema alfabético, também deve eh o mesmo deve ser letrado. Como que é isso, ô José? chamou atenção. São dois pontos interessantes. O primeiro ponto é que o ensino paraa EJA sempre deve ser a partir da experiência de vida e do interesse, da busca que esse estudante tem. O letramento ele vem na sequência da alfabetização, que é a parte do desenvolvimento na leitura, na escrita, na comunicação. E aí são habilidades e competências que ele vai eh adquirindo ao longo da sua trajetória estudantil. Bom, então, de fato, tem super a ver isso e é um método bastante interessante também, passa a ser um obstáculo eh para vocês ensinarem os adultos a questão da da motivação no que respeito, por exemplo, eh eh alguns sentimentos como vergonha, puxa, eu tô começando depois de mais velho. Tem isso, tem esse esse impecílio também? Sim, tem. Por que que existe esse esse impedimento inicial? Porque ao longo da vida, essa pessoa que não estudou, ela passou por processos de rejeição, sem dúvida, processo de busca que que tentou e não conseguiu, ou seja, ficou à margem. Os professores alfabetizadores também estão preparados e recebem informação para trabalhar com essas limitações psicológicas, emocionais. e desbloquear esse processo para que o adulto e o idoso tenha mais facilidade de desenvolvimento na alfabetização e no próprio letramento. Bom, e tem uma coisa, né? Quando o adulto, o idoso, ele começa a ler e escrever, ele fala: "Deve ser uma emoção muito grande na". André, eu tenho experiências dentro da Fumec e depois eu posso até disponibilizar alguns depoimentos, alguns vídeos de estudantes assim que chegaram aqui sem nenhuma perspectiva, sem saber, sem escrever. Depois de alguns anos que passaram por aqui, eh, nos eventos que a gente faz, a gente pede, fala alguma coisa aí, como que foi seu aprendizado no desenvolvimento na fala? É um negócio impressionante. Impressionante. Nós temos uma unidade dentro da Fumec, que é um momento literário, onde eles fazem a leitura, fazem comentários, interpretações, pelo menos uma vez por semana numa na unidade do Cambará. e é uma prática extracurricular que está extra sala de aula e e que tem obtido resultados fantásticos e outras situações. Cada cada regional tem a sua dinâmica própria. Portanto, esse esse processo de dificuldade, ele existe, ele é real, porém os professores estão preparados para trabalhar esse chamado desbloqueio e levá-lo a uma dinâmica normal de aprendizagem no seu itinerário formativo. Pois é. E por falar, né, em em professor e tudo mais, vocês também desenvolveram aí uma situação para passar aí eh algumas informações, fazer um curso para professor. Como que é isso que você tava me contando antes a gente entrar no ar e realmente é é sensacional, né? Como que vai funcionar? E excelente pergunta essa sua, porque a a Fumec ela oferece a formação continuada e nos últimos anos nós temos percebido que a forma de ensinar o idoso, o adulto e o idoso a aprender, ela vem sendo desenvolvida de acordo com a experiência, de acordo com a chamada experiência empírica, né? Já você aprende, vai desenvolvendo, trocando informação, etc. Só que eu fui que chegou no momento que nós teríos que rever todo o as todas as diretrizes curriculares. Nessa revisão das diretrizes curriculares, nós estamos há mais de 3 anos discutindo, debatendo, procurando formas de construir um currículo que seja estratégico, abrangente para a Funec, dadas dados os novos desafios que a economia, a própria saúde, a realidade política, social vem vem permeando e influenciando na vida desses estudantes. E justamente por isso nós passamos por uma discussão ampla em com todos os professores em algumas situações, com os próprios estudantes participando também sobre a revisão da atualização curricular. Nessa atualização, nós detectamos que ah os professores precisam passar de formação continuada. Então agora em 2025 essa formação ela será direcionada para quatro pontos. Quatro. Um deles é como alfabetizar idosos, que o idoso hoje, para você ter uma ideia, segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral, a Campinas tem 83% da população não alfabetizada tem mais que 50 anos. Do grupo entre 16 e 29 anos, são 300 pessoas não alfabetizadas. Ou seja, a Fumec está cumprindo o seu papel e quase gerando o analfabetismo entre os jovens até 29 anos. Porém, a maior dificuldade que foi detectada passa a ser junto aos adultos. E é justamente aí que está um dos focos de formação, como alfabetizar idosos. Esse é um dos dos módulos que será desenvolvido ao longo do ano. O outro módulo é a parte de português e letramento, revisão, atualização do currículo, né? Os professores estarão recebendo essa formação específica também. O terceiro módulo é o de matemática, matemática básica, sempre voltado pra prática de vida desse estudante. Todos os autores do dia a dia, exatamente aquilo que é interessante para ele, vai ser úor atrativo. Você pega uma pessoa acima de 60 anos, ela vai estudar para quê? Alguns estudam até para seguir eh seguir até a faculdade. Outros buscam estudar para poder ter uma convivência mais tranquila no dia a dia. Outros para ler a Bíblia, outros para ler o jornal. Cada um tem a sua finalidade, mas de qualquer forma eles precisam também controlar suas finanças, português, matemática. Aí, e aí são estratégias diferenciadas a partir da eh para ensinar a partir da realidade do estudante. E o quarto módulo que nós estaremos desenvolvendo é a respeito dos desafios de aprendizagem desses estudantes. Quais são os desafios que eles enfrentam no dia a dia e como tudo isso deve ser trabalhado na proposta curricular da Fumec? Boa. Sempre um prazer enorme conversar aqui com o José Batista Filho, que é o gerente dos programas de educação de jovens e adulto. Eja, é muito legal, esclarecedor a entrevista com aí muitas informações importantes, inclusive esse último assunto que a gente abordou, né, esses quatro eh métodos, né, eh, bastante interessante. Tenho certeza que isso vai vai ajudar bastante. Muito obrigado pela entrevista. Sem dúvida. Muito obrigado a você, André, pelo trabalho que tem feito e quando precisar estamos à disposição para refletir sobre a educação, em especial a educação de jovens adultos e idosos. Com certeza. É um tema que me agrada e muito. Bom, pessoal, eu sou André Aranha e vocês já sabem, né? Tô sempre, ó, de olho na educação. [Música] Tchau. Meio-dia mais 36 minutos. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Estamos ao vivo. Jornal Câmara Notícia. Olha só, a dislexia foi categorizada como um transtorno específico de aprendizagem, caracterizado por dificuldades na leitura e na ortografia. Isso significa que crianças com dilexia podem ser muito inteligentes, criativas, mas ainda assim encontrar desafios ao lidar com a leitura. No quadro de hoje, uma especialista no assunto vai explicar quais são os principais sinais da dislexia, como é feito o diagnóstico e como o pais e também a escola podem trabalhar juntos para criar um ambiente de apoio. É o Saúde [Música] agora. Olá, pessoal. Mais um saúde agora começando aqui na programação da TV Câmara Campinas. Hoje nós vamos falar sobre a dislexia. Você já ouviu falar em dislexia? Sabe o que é isso? Quem tem dislexia pode ter dificuldades em reconhecer palavras e compreender seu significado. É uma condição persistente, mas que não está relacionada com a inteligência da pessoa. E quem vai explicar tudo sobre esse assunto é a Sulene Pirana, otorrinolaringista e foniatra e também secretária do Núcleo de Estudos de Desenvolvimento e Aprendizagem da Sociedade de Pediatria de São Paulo. Doutora Sulene, muito obrigada pela sua participação aqui no nosso quadro. Obrigada pelo convite. É sempre um prazer a gente trazer esclarecimento sobre essa condição, a dislexia. Certeza. Eh, vamos começar explicando então, Sulene, o que que é dislequia. Ela é uma doença? A dislexia ela não é uma doença, ela é uma alteração neurobiológica em que vai haver uma falha na hora de aprender a ler e escrever. Na verdade, a criança tem inteligência normal, mas ela tem uma disfunção na área cerebral. responsável pela leitura escrita. Ela não é adquirida, é uma condição genética. É claro que ela só vai aparecer se a criança for aprender a ler e escrever. Isso, Lene, quais, né, são os principais sinais que a dislexia apresenta? Olha, a criança vai ter dificuldade na hora de associar aquele símbolo gráfico, a letra, ao som que ela representa. Isso é uma capacidade simbólica. Então, a gente pega os sons que a gente usa para falar, transforma ele em símbolos e a gente tem que associar esses símbolos. Então, uma dificuldade na simbolização, isso já pode aparecer um pouco antes da leitura escrita, um desenho mais pobre, uma dificuldade de interpretar uma história. Então, a gente pode notar ali na pré-escola que a criança tem uma história mais pobre, uma brincadeira menos elaborada, isso já pode indicar que talvez essa criança vai ter alguma dificuldade na leitura escrita. E Sulene, qual que é a faixa etária mais ou menos que essa dislexia ela começa aí dar esses sinais? a partir dos 5 6 anos, quando a criança começa a ser apresentada ao mundo da alfabetização. É claro que a gente tem graus diferentes de dislexia, então quadros mais leves em que há uma troca de letras, omissão, até quadros mais importantes em que realmente a criança não consegue aprender a ler e escrever. E isso gera muito sofrimento, porque é uma criança que tem inteligência normal, que escuta bem, que enxerga bem. Então as pessoas não entendem por que ela não consegue ler e escrever. Acho que é importante, né, a gente tocar nesse ponto que a inteligência não tem não tem relação, né, com a dislexia, porque ainda há muito preconceito, há muito há muito estigma em torno desse desse assunto, né, Sulene? Exatamente, né? A primeira coisa que acontece muitas vezes é falar que essa criança é preguiçosa. Poxa, ela é tão esperta, ela é tão inteligente, ela brinca, ela pronta, ela não teve nenhum atraso no desenvolvimento. Por que que ela não consegue ler e escrever? Então eu sempre deixo bem claro, gosto de fazer uma brincadeira que não existe o diagnóstico preguiça. Se alguém descobrir esse diagnóstico em alguma literatura médica, eu já prometi até um prêmio, mas até hoje ninguém conseguiu. Então vamos tirar da cabeça essa ideia de que a criança é preguiçosa. A criança não tem preguiça. Se ela não está conseguindo fazer a leitura escrita, é porque ela tem alguma dificuldade. toda dificuldade de leitura escrita é dislexia. Dislexia é um quadro muito específico, muito particular. Então esse diagnóstico ele muitas vezes ele demora um tempo para ser feito. E Sul Lene, quais são os eh quais são as orientações pros pais que têm as crianças diagnosticadas com dislexia? Então, primeiro é procurar o máximo de esclarecimento junto aos profissionais para entender, ter paciência, saber que isso não é uma coisa que depende da vontade da criança, né? Então, a gente tem que ter eh paciência, estratégias de ensino diferentes, conversar com a escola e com os terapeutas em casa, estimular a leitura, ler para a criança, porque muitas vezes quando alguém lê para ela, ela aprende, ela entende muito bem. Então, utilizar essa via auditiva para que ela possa aprender. Eh, Solene, eu queria que você falasse um pouquinho por que é importante desmistificar a relação entre dislexia e problemas de visão, que isso também é muito comum, né, as pessoas associarem esse essas duas condições. Então, eh, surgiu aí no meio, na mídia, em alguns meios, algumas, alguns quadros que seriam atribuíveis a um problema de visão, que poderiam melhorar com lente colorida, com prisma, né? E muitas famílias eh foram atrás desse tratamento, depositaram muita esperança nisso. Porém, os estudos científicos da sociedade de oftalmologia, inclusive internacionais, mostraram que não há um tratamento visual que cure a dislexia. Então, a gente precisa realmente não botar esperança em tratamentos milagrosos, porque muitas vezes a família tá angustiada, aquela criança tá sofrendo e é muito fácil a gente acreditar em soluções mágicas, né? Mas não existem tratamentos visuais que comprovadamente curem a dislexia. Doutora, pra gente retomar um pouquinho aqui, então, os principais desafios encontrados por essa criança é principalmente na alfabetização. Exatamente, né? O principal desafio essa associação que a gente chama do som, que é o fonema, com o símbolo, que é o grafema. Porém, essa criança, ela entende outros tipos de símbolos gráficos. Então, por exemplo, o símbolo de um refrigerante, que é um desenho muito eh falado, ela consegue reconhecer o nome daquele símbolo, né, o símbolo de uma lanchonete. Então, muitas vezes a gente tem estratégias de ensinar essa criança a ler através de símbolos que representem a palavra inteira. Então, os psicopedagogos, os foneaudiólogos vão buscar outras estratégias para que essa criança possa desenvolver a leitura escrita. Sulene, como que é feito, né? Explicar um pouquinho pro pessoal que tá em casa acompanhando aqui o quadro como que é feito o diagnóstico da dislexia. A primeira coisa é a gente verificar se essa criança tem todas as condições necessárias para aprender a ler escrever. Quais são essas condições? Enxergar bem, ouvir bem, ter capacidade motora de escrever, ter inteligência normal, o seu emocional estar adequado e a escola não tem um problema pedagógico. Se tudo isso tá adequado, aí é bem provável que o diagnóstico seja dislexia. Então, a gente precisa de várias avaliações, de um acompanhamento. Por quê? Eu só posso fechar o diagnóstico se depois de 6 meses de um acompanhamento terapêutico bem feito, essa criança não conseguiu desenvolver a leitura escrita, porque pode ser só uma dificuldade. E uma dificuldade vai melhorar, vai resolver com a terapia. a disletia, aquele quadro que não consegue ser sanado com terapia. As terapias vão melhorar, vão buscar estratégias, mas não vão curar. É isso, Lenia. A escola, eu acredito que ela tem um papel muito importante também para ajudar essas crianças, não é? Sim. A informação que a escola dá para o médico e para os terapeutas é muito importante. Então, um relatório pedagógico, ele sempre vai ser solicitado, porque a escola passa um tempo muito grande com essa criança e ela que é capaz de nos mostrar, de alinhar essas dificuldades. Depois de feito o diagnóstico, ah, toda criança com diagnóstico de alguma dificuldade, por exemplo, a dislexia, ela tem direito, precisa ser realizado um PDI. O que que é PDI? É um plano de desenvolvimento individual, de forma que garanta que ela consiga atingir as metas daquela ano escolar. Esse plano é feito em conjunto com a família, os terapeutas e a escola. E doutora, vamos falar um pouquinho também quais são os tratamentos que existem pra dislexia. O tratamento ele é terapia. terapia com fonaludiólogo, especialista em transtor de aprendizagem, psicopedagogo, que vai desenvolver essas estratégias pedagógicas. E em alguns casos, quando o diagnóstico demorou muito, essa criança já tá com muito sofrimento, porque ela foi taxada de preguiçosa, de não ter vontade, ela tá com autoestima baixa, às vezes ela precisa também de uma psicoterapia, tá? Mas não tem uma receita de bolo. Então, cada criança, cada quadro vai ser avaliado e a gente vai indicar melhor terapia naquele momento. E doutora, essa condição, ela vai acompanhar essa criança ao longo da vida, né? Essa, no caso, a dislexia, ela vai eh melhorando ao longo dos anos. Como que fica esse quadro, né? Após a infância, toda criança ela vai ter um amadurecimento biológico. Então, alguns quadros mais levem podem melhorar tanto que passam até despercebidos. Mas uma dislexia muito grave, a pessoa vai sempre ter uma dificuldade, vai precisar de algumas estratégias, né? essas estratégias que foram desenvolvidas no processo terapêutico, mas a disleticia ela não tem cura, ela tem uma melhor, ela tem estratégias terapêuticas. Eh, Sulene, quais são seriam assim as dicas, né, pros pais que têm crianças com dislexia, como que eles podem eh melhorar assim o dia a dia da criança também com relação aos estudos, com relação mesmo ao a às próprias atividades, né, as tarefas que que existem ali no dia a dia. primeiro ter realmente certeza do diagnóstico, porque um diagnóstico inadequado vai fazer com que você vá fazer um tratamento que não vai ser o correto. Então, como foi feito esse diagnóstico? Em caso de dúvida, procura um especialista e vamos rever. É realmente dislexia por qual canal essa criança aprende melhor? Ela é mais auditiva. Então, se eu falar, se eu ler a matéria para ela, hoje em dia a tecnologia ajuda muito, né? a gente tem leitores de texto no próprio computador, ela é mais visual. Se eu colocar mais figuras, ela vai melhorar o aprendizado, ela vai a isso vai agregar informações para ela e muita paciência e compreensão, entender que isso sim, quando a criança vai ficando maior vai pode trazer algum sofrimento. E a criança, se ela não tivesse acolhimento, ela pode inclusive não gostar de ir à escola. Porque quem gosta de fazer uma coisa que tem dificuldade, né? Eu brinco que eu sou uma péssima cozinheira, então se você me obrigar a ir pra cozinha todo dia, eu vou arrumar mil desculpas e não vou querer ir. Então é isso que acontece com a criança que tem dificuldade de leitura escrita. Eu acho que é bem interessante esse ponto, né, que a doutora tocou sobre o acolhimento e essa questão da família, tanto a família quanto a escola, estarem dispostas, né, para para colher, para ajudar essa criança. Sim, a gente não pode eh achar que vai ser fácil. É um caminho, é um processo. No meio do caminho a gente vai ter sucessos e retrocessos. Então, eh, esse apoio da equipe, então, ter pelo menos um terapeuta e um médico especialista, um foniatra, bem acompanhando, por o quadro clínico ele vai mudando, essa criança vai crescendo, o seu cérebro vai amadurecendo. Então, uma estratégia que funcionou bem lá no início pode não funcionar bem eh com a o a evolução dos anos de escolaridade. Mas os disléxicos podem sim ser muito bem sucedidos, inclusive no ambiente acadêmico, desde que eles sejam realmente apoiados e eh tratados adequadamente. Doutor, eu gostaria de agradecer muito a sua participação aqui no nosso quadro. Muito obrigada pela oportunidade. É sempre importante a gente trazer esses esclarecimentos. Certeza. Obrigada também pela sua companhia. Você pode conferir todos os quadros da nossa programação no YouTube da TV Câmara Campinas. E não se esqueça de nos acompanhar nas redes sociais. A gente se vê no próximo. Saúde agora. [Música] Ontem chuva forte aqui na cidade de Campinas. A Defesa Civil registrou quedas de árvores em diversos bairros, no Alfaville, Ponte Preta, Conjunto Edivaldo Orce, Nova Aparecida, Jardim Campos Elízios, Jardim das Oliveiras, no Proença, Jardim Maisa, Jardim Leonor. Teve também alargamento de móvel na rua Alvimar Schneider, no Jardim Novo Maracanã. Teve ponto de alargamento no cruzamento entre as vias Brunoro de Gáspere e também Maria Emília Alves dos Santos. Isso lá no Parque Prado. O maior volume de precipitação foi de 22,8 mm na região do centro aqui de Campinas. E a gente sempre reforça aqui no jornal Câmara Notícia, né? Se você tiver problemas de alaramento, de inundações, quedas de árvores, você liga no 199. Você pode ligar também no 118 para emergências em relação ao trânsito. Bom, previsão do tempo para amanhã, terça-feira. A chuva deve dar uma trégua amanhã. Com isso, o sol aparece entre nuvens. As temperaturas, elas sobem em relação a hoje. Hoje à tarde pode ter mais chuva, amanhã então a temperatura deve subir. Elas já estão aqui na minha tela. Então, 25 de março, que é amanhã, na terça-feira, com mínima de 20º, ao longo do dia, a temperatura sobe, podendo voltar para os 32º aqui na cidade de Campinas. Bom, e olha só, como hoje é segunda-feira, é dia de reunião ordinária. A 14ª do ano, a partir das 6 horas da tarde, os vereadores vão se reunir para discutir e votar sete projetos. Entre eles está em definitivo o projeto de lei de autoria dos vereadores Rebert Ganém e Luiz Cirilo sobre a implementação do programa de castração contínua de animais dos protetores independentes aqui do município. Outro projeto que vai ser discutido e votado é de autoria do vereador Eduardo Magoga, que estabelece a instalação de bebedouros em áreas públicas de lazer acessíveis a adultos. crianças, pessoas com deficiência. Para você ficar muito bem informado, conferir todos os projetos que serão discutidos e votados, é só entrar lá no site da Câmara, no campinas.sp.lege. O Jornal Câmara Notícia fica por aqui. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Portanto, continue na nossa programação e nos vemos amanhã na terça-feira ao meio-dia ao vivo. Te espero, hein? Até lá. Ciao. Ciao. [Música]
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