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33 views Publicado 04/06/2025 HD · 52:30

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A única do Brasil, Câmara Municipal de Campinas ganha prêmio nacional por inovação em Transparência. Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação discute a utilização de inteligência artificial em grandes eventos em Campinas. Câmara Municipal de Campinas realiza a terceira reunião da Comissão de Estudos Especiais para falar sobre o complexo de salas de cinemas. E no giro ambiental de hoje, vamos falar com o agrônomo e antropólogo Eduardo Brondízio, que ganhou o prêmio Tyler de meio ambiente, equivalente ao Nobel [Música] ambiental. [Música] Olá, boa tarde. Chegamos ao meio da semana, quarta-feira, 4 de junho de 2025. Começa agora o jornal Câmara Notícia ao vivo. Meio-dia, mais um minuto. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência e participe, vamos conversar pelo número do nosso WhatsApp. 19 é o nosso DDD. Para você que é de Campinas e região, pode ir direto no 97829377 ou você tem a opção de enviar esta mensagem pelo nosso QRcode apontando a câmera do seu celular. Aqui embaixo já aparece uma mensagem na sua tela. WhatsApp da TV Câmara Campinas. Você aperta e pode enviar o seu elogio, uma crítica construtiva, o que você quer assistir aqui no nosso telejornal. E a gente abre a edição de hoje com as notícias da Metrópole, porque o prefeito Dário Saad anunciou que todas as salas de aula das 45 escolas municipais de ensino fundamental serão climatizadas até o início do ano letivo de 2026. Ao todo, serão 960 aparelhos de ar condicionado para climatizar todas as salas de aula da rede. O novo clima, as mudanças climáticas trouxeram calor acima da média eh no verão, eh, nas temperaturas não só de Campinas, mas do Brasil e do mundo. E nós já estamos trabalhando para reduzir a temperatura dentro das salas de aula de aulas com a troca dos telhados. Infelizmente aqui em Campinas nós tínhamos ainda escolas com telhados e telhas de fibra cimento e de amianto. Isso é além de ser eh eh tóxico paraa saúde, ambientalmente totalmente inadequado, ainda dava um desconforto térmico terrível para nossas crianças. Então, nós já vínhamos trocando os telhados das escolas com telhas eh com isolamento termoacústico, que chamadas telhas sanduíche. E agora vem a segunda etapa, que é a etapa da climatização. Primeiro, a troca do telhado mesmo, porque quando você troca esse telhado, você reduz muito a temperatura dentro da sala de aula e os aparelhos de ar condicionados fazem mais efeito, funciona melhor quando você já tem uma temperatura mais baixa. colocar aparelho de ar condicionado numa telha de fibro cimento ou numa telha de e puramente metálica, infelizmente o aparelho pode não ter o resultado que a gente gostaria na redução da temperatura. Então isso vem numa sequência lógica após a troca dos telhados. Então é uma iniciativa importante, visando o bem-estar, o conforto dos alunos, dos professores e consequentemente o aprendizado, eh garantir um aprendizado melhor paraas nossas crianças. E neste mês de junho, a Prefeitura de Campinas vai abrir o processo de licitação paraa contratação da empresa responsável pela compra e instalação de aparelhos de ar condicionado nas escolas municipais. A expectativa é que a empresa vencedora seja definida até o mês de agosto. O investimento total vai ser de R$ 26,6 milhõesais, sendo R, milhões deais destinados à compra e instalação dos equipamentos e o restante para adequações na rede elétrica das unidades escolares. Bom, vamos com as notícias do legislativo, porque um evento nacional reuniu instituições de todo o país para premiar ações que transformam as cidades. A Câmara de Campinas esteve lá e foi destaque. Na 12ª edição do Prêmio Nova Cidade, realizada durante a abertura do Congresso Smart City Business Brasil 2025, em São Paulo, a Câmara Municipal de Campinas foi o único poder legislativo do Brasil a ser premiado. O evento reuniu 64 organizações e destacou projetos que contribuem para cidades mais inteligentes, transparentes e humanizadas. A Câmara foi reconhecida pelo trabalho que elevou o índice de transparência para mais de 95% em apenas 2 anos. Essa premiação procura reconhecer tanto do setor público quanto privado as iniciativas de transparência, de aprimoramento dos processos, de eficiência na gestão pública. Então, Campinas, ao receber essa premiação, é o reconhecimento, né, do esforço que a gente vem fazendo, que é permanente, de aprimorar cada vez mais nossos sistemas de controle e tornar a Câmara de Campinas cada vez mais transparente e cumprindo com muito rigor toda a legislação. E eu quero dividir essa premiação com os técnicos da nossa Câmara, os servidores que são responsáveis para fazer de Campinas a melhor câmara do Brasil. O projeto premiado foi desenvolvido sem custos adicionais, utilizando software livre e ações coordenadas entre diversos setores da casa. A iniciativa garantiu a conquista do selo diamante do Programa Nacional de Transparência e transformou o portal da Câmara num referencial nacional de acesso à informação. Nós temos uma equipe muito engajada, multidisciplinar, que se esforçou muito para entregar esse resultado. E é com imensa alegria que estamos aqui nesse congresso de reconhecimento internacional para reafirmar o compromisso da Câmara técnico com a população, com a sociedade, entregar o melhor resultado possível. E a equipe sente isso. A equipe quer sempre entregar um resultado de excelência e mostrar o valor que o serviço público tem no município de Campinas e a referência nacional que é para manter isso é continuar o trabalho de sempre, né, que assim foi difícil conseguir, mas permanecer com isso também tem que ser muito diligente no dia a dia e disponibilizando as informações para o controle social e sempre fiscalizando, acompanhando. É um projeto que a gente não quer deixar é cair, não pode deixar a peteca cair, né? Tem que seguir sempre como uma das maiores câmaras em transparência no Brasil. O reconhecimento foi destacado pela Comissão Julgadora do Prêmio, que valorizou os impactos imensuráveis da ação. Também participaram do evento Presidente da IMA, informática de municípios associados e representantes de outras instituições que atuam na transformação digital das cidades. Isso mostra o quanto que Campinas tem importância no quesito tecnologia, no quesito cidades e inteligência. E a Câmara Municipal de Campinas, ela é uma referência disso para o Brasil, né? Aí a gente tem muito orgulho de tê-los, né, como cliente da IMA. A gente tem um sistema das emendas parlamentares que poderia, inclusive, ser replicado pelo Brasil. E isso a Câmara Municipal de de Campinas tem feito de forma muito positiva e o prêmio é merecido justamente por esse motivo. Eu tenho certeza de uma coisa absoluta. A contribuição dada pelo projeto da Câmara de Campinas foi muito importante para as cidades e o conceito de cidade inteligente. Então essa análise é teda exatamente para que os casos selecionados fiquem como uma espécie de repositório e que possam ser copiados por outras iniciativas, por outras cidades, por outras câmaras, enfim, o objetivo é replicar o conhecimento, é um repositório de conhecimento. Então, a gente homenageia aqueles que efetivamente merecem por conta da contribuição social que [Música] dão. Parabéns aí a todos os envolvidos aqui do Legislativo Campineiro. E olha só, a Câmara de Campinas foi sede do segundo Encontro Nacional da Associação Brasileira da Síndrome de Apert. Profissionais da saúde, familiares e pacientes participaram da atividade que fez parte da reunião da Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência. A Câmara de Campinas sediou o segundo encontro nacional da Associação Brasileira da Síndrome de Apert. A atividade integrou a quarta reunião ordinária da Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência ou Mobilidade Reduzida presidida pela vereadora Débora Palermo. O evento contou com a participação de profissionais de diversas áreas médicas e multidisciplinar envolvidos no processo de reabilitação. A síndrome de Aperte é uma condição genética rara que exige não apenas múltiplas cirurgias e acompanhamentos médicos complexos, mas também uma rede sólida de suporte, empatia e políticas públicas que assegurem dignidade e qualidade de vida para quem convive com a condição. Hoje vamos discutir caminhos para fortalecer essa rede. Vamos destacar o papel da ciência, da medicina, da terapia. da educação e principalmente da escuta sensível, porque por trás de cada diagnóstico existe uma história, uma família, um sonho que precisa ser respeitado e acolhido. A síndrome de Aperte é uma condição genética rara que afeta de um a cada 65.000 nascidos. Os pacientes apresentam fusão precoce dos ossos do crânio, além de alterações nas mãos e nos pés. As consequências vão desde dificuldades respiratórias e cognitivas até limitações motoras. A presidente e fundadora da Associação Brasileira da Síndrome de Apert acompanha famílias que convive com a síndrome. Ela criou a fundação há 7 anos. Tudo começou a ideia no consultório do Dr. Cássio. Enquanto ele me falava sobre a síndrome, explicava sobre a síndrome, a Isa já tinha feito algumas cirurgias com ele. Enquanto ele falava, veio no meu coração a vontade de criar alguma coisa para reunir, para informar as famílias, porque a Isadora tava indo tão bem, se desenvolvendo tão bem. agora já. E aí eu pensei que não devia ficar isso só com ela, então, mas sim compartilhar com todos, porque a minha esperança e a vontade é que todas as crianças possam fazer as cirurgias tudo na época certa, igual a Isodora fez, e se desenvolver também. A finalidade da associação é sempre acolher, informar, eh garantir os direitos das pessoas da síndrome de Aperts, porque muitas famílias ainda não sabem, mas são todos PCDs e todos têm direitos. Não veste, filha. Eh, estimular o diagnóstico precoce. O que eu sempre falo, você encontrar um especialista na síndrome de Apert enquanto o seu filho é bebê, o tratamento com certeza vai mudar a vida do seu filho. A Isa começou as cirurgias com o Dr. Cássio antes de ter os três meses de vida. com um aninho de vida, ela já tinha feito as primeiras cirurgias, as mãos, os pés e o crânio. Referência no tratamento dessas condições, o Hospital Sobrapar, Crânio e Fá em Campinas é o único no Brasil a realizar com excelência cirurgias precoces de separação dos dedos fundidos, um dos sinais da síndrome. O vice-presidente da instituição apresentou as mudanças ocorridas nos últimos 20 anos. No tratamento de crianças com síndromes raras crâniofaciais. A literatura descreve, né, a literatura americana, alguns estudos norte-americanos mostram que algumas algumas crianças chegam a passar 50 cirurgias ao longo da vida. 50, justamente porque vai separando um dedinho por vez e isso vai multiplicando o número de cirurgias. Eh, aqui eu gostaria de falar então de eh cinco técnicas e como isso foi evoluindo ao longo dos anos. deixar claro que é algo que a gente tá também tá fazendo, mas que a gente acredita os resultados a longo prazo virão, que a crânitomoscópica vai a eh ser uma por pela facilidade técnica, né, em comparação a distração posterior, ela vai ganhar difusão, mas sempre lembrando que ela não mitiga a necessidade de nova cirurgia ao longo do do crescimento. Então é basicamente isso, a evolução das técnicas. Falei de cinco técnicas, né? E qualquer dúvida tô à disposição de vocês. O encontro reforçou a importância de uma rede estruturada de apoio com acesso à educação inclusiva, direitos garantidos e tratamento contínuo. Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação realiza a palestra sobre uso da inteligência artificial em eventos públicos. O uso de modelos de inteligência artificial para garantir mais segurança em eventos de grande porte foi apresentado por especialistas na quinta reunião da Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação da Câmara Municipal de Campinas, presidida pelo vereador Dr. Ianco, João Lucas Brasilo, CEO da Eltron Security, João Galdino, docente da Unicamp e CEO da Gênesis Inteligência Artificial. e Eric Silveira, CEO da EBM Group e especialista na implementação de tecnologias na produção de grandes eventos, falaram de como a chamada IA é utilizada hoje e como será o futuro em todos os setores, inclusive nos eventos públicos. Aqui nós estamos falando de Rocken R. Para quem não sabe, foram mais de 730.000 pessoas no Rocken Rio em 7 dias. movimentou mais de 2.9 bilhões na economia, teve mais de 880 pontos de alimentação lá dentro, 700.000 1000 m² de área. Do total de público, 46% fora do Rio de Janeiro. Então assim, nós temos uma imensidão aí dentro para trabalhar, né, com esses dados e tudo isso, lembrem o seguinte, né, dados, imagem e análise. Por que que o Rocken Ro é um sucesso? Porque eles já vem implementando essa tecnologia há muitos anos. Isso traz uma base de dados consistente para recorrência. A gente tem uma solução onde o grupo consegue entregar um sistema de cidade inteligente com inteligência artificial. Isso é muito diferente do tradicional. Eu como um bom campineiro, quem nunca pegou a norte-ul, né, naquele momento de fluxo pesado. E naquele momento de fluxo pesado, às vezes o semáforo tá fechado e o e do outro lado não tem carro nenhum. Então, uma IA gerenciando esse contexto, ela consegue liberar o fluxo. A nossa função sempre é detectar fragilidades, vulnerabilidades para ajudar órgãos de governo, eh, e entes privados a se proteger antes, né, de sofrimento, de qualquer tipo de ataque. A gente sabe que a gente vive hoje basicamente um cenário de guerra, né, o tempo inteiro. É, são ataques e pessoas tentando adentrar esses sistemas para conseguir obter algum tipo de vantagem ilícita, algum tipo de controle que não era previsto. Acho que há menos de um ano atrás a gente tá vendo quebras de paradigma exponenciais na tecnologia. O encontro contou com representantes de secretarias municipais e autarquias, como do desenvolvimento econômico, da INDEC e também da Secretaria de Cultura, que falou dos grandes e mega eventos que contaram com a participação de milhares de pessoas. pra gente conhecer essas tecnologias, enxergar como elas interligam com também o lazer e o entretenimento, né? Eh, é muito importante, porque hoje é acho que é o maior desafio que a gente vive, é trazer as pessoas pros ambientes externos, porque a gente vive uma sociedade eh de muita introspecção, as pessoas muito conectadas nas suas telas. Então, é nosso papel da cultura gerar cidadania. através das pessoas participarem dos eventos, mas elas querem participar desde que elas sintam um ambiente seguro. E eu acho que tecnologia ela tem, ela é um caminho sem volta. Campinas na semana passada, para quem não sabe, bateu 1 milhão de veículos aqui na cidade de Campinas. Então nós temos vários desafios na cidade, né, na área da mobilidade urbana. E a inteligência artificial, com certeza, pode nos ajudar a melhorar cada vez mais a qualidade de vida das pessoas. Parabéns por essa iniciativa de trazer essa discussão hoje aqui eh na Câmara Municipal com tantas pessoas interessadas no tema e que de fato é muito relevante. Ao final, o presidente da comissão, Dr. Ianco, reforçou a importância da Câmara discutir este tema já pensando na Campinas do Futuro. mostra o interesse do nosso executivo, né, no que nós aqui na Câmara Legislativa estamos trabalhando arduamente para trazer o que tem de melhor para Campinas. Eu sempre falo que tecnologia é o futuro. Nós não temos como fugir a tecnologia, mas a gente tem que integrar também a parte de segurança e aliar os diferentes setores junto de um ideal, né, próprio que seria de melhorar e qualificar cada vez mais a cidade paraos seus cidadãos. Eu sempre comento que Campinas é a cidade mais tecnológica do Brasil. Esse título a gente já tem, mas a gente tem que ser também a cidade mais inteligente do Brasil. E com essas tecnologias aliadas à segurança, é muito importante para que a gente esteja sempre brilhando e à frente no nosso país. A Comissão Especial de Estudos criada para avaliar a situação do complexo municipal de Salas de Cinema aqui de Campinas, realizou a terceira reunião do ano. Confira como foi. O parlamentar Wagner Romão realizou a terceira reunião da Comissão Especial de Estudos para tratar sobre o complexo municipal das Salas de cinema. A reunião contou com a participação do diretor e da secretária municipal de cultura. Existe uma demanda, a gente conhece, eh, mas muitas vezes, eh, eu acho que é nosso papel estar para o diálogo, mas também com o pé na realidade. Acho que parte do que o Gabriel eh comenta sobre sobre a questão de servidores e tudo, acho que a gente tem que sempre ter um olhar muito realista, né? E e avançar naquilo que é fundamental. Quando a gente pensa a rede de de cinema da cidade, né? A gente tem um debate muito intenso, inclusive com as pessoas que estão aqui presentes, que são muito qualificadas, que acho que a princípio dá pra gente pensar que aqui seria mais adequado até uma roda do que uma mesa, porque todo mundo que tá presente aqui é muito qualificado, tem muito a contribuir. O desenvolvimento do audiovisual e o direito ao acesso foi pontuado pelo público. Mas a primeira coisa de tudo é lembrar que quando a gente tá falando desse desenvolvimento do audiovisual, dessa capacidade toda da circulação, da exibição, de ver nossos filmes, a gente tá não só falando pro setor que produz o audiovisual, né? A gente tá falando para toda a sociedade e o direito de ter a fruição e o acesso a conteúdos audiovisuais, não só da própria cidade, que é fundamental, porque frequentemente obras regionais, assim que quer dizer, nos seus locais não são vistas. Muitos filmes, né? É mais fácil ver o filme do Júlio Cane do que em Campinas. Um diretor de cinema alertou sobre questões técnicas que devem ser consideradas na construção das salas de cinema. Existe no mundo um padrão eh técnico eh que determina o que é e o que não é uma sala de cinema. Eu acho que é importante a gente estar atento a isso, porque se a gente tá usando essa linguagem, eh, vamos discutir a criação de uma sala de cinema, a gente tem que ter consciência desses padrões técnicos, que é o que determina. Porque quando a gente faz um filme, a gente vai lá e calibra a cor do nosso filme pros padrões técnicos dos projetores de cinema que existem nas no mundo. A segunda coisa que eu também sempre falo é o cinema não é só a questão técnica, né? O cinema envolve a programação, envolve a curadoria, envolve os filmes que vão estar em cartaz, enfim, às vezes o custo eh de produção dessa programação é maior do que de da manutenção técnica. É muito difícil você manter uma sala de cinema funcionando 5, 6, 7 dias por semana com três, quatro sessões por dia. Eh, então quando for pensar nisso, tem quear pensar no aspecto técnico da sala, mas também tem que pensar no aspecto da programação. Para o parlamentar, a reunião reforça a comunicação com o executivo municipal em busca do desenvolvimento das produções cinematográficas de Campinas, bem como a exibição dessas obras. A gente tem aqui pensado em alternativas para pensar formas de fortalecer a exibição de filmes, essa a possibilidade da fruição de dos do que é produzido aqui em Campinas e fora daqui, claro. Eh, e a gente tá tentando um pouco mapear isso, né? como é que o poder executivo tem pensado isso e como também a sociedade civil que teve aqui presente pode colaborar um pouco. Acho que a a busca é a gente conseguir aliar o fortalecimento da exibição técnica, ou seja, da de salas de do que aqui foi chamado de salas de cinema, ou seja, em que a gente possa realmente eh fluir aquilo que foi produzido pensando-se em cinema, em em, né, em perfeitas condições de exibição, com aquilo que é possível, eh, tanto de modo orçamentário, como também experiências que acontecem pela cidade, seja em escola, seja em céus, seja eh em espaços que a sociedade civil também mantém, né? Meiodia mais 23 minutos. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Estamos ao vivo nesta quarta-feira. A gente segue aqui com as notícias do legislativo e olha só, site aberto, hein? Campinas.sp.lege. Você tá vendo aqui na sua tela uma reportagem que nós exibimos. da Câmara de Campinas venceu o prêmio e Nova Cidade com o projeto de transparência pública e controle social, conquista do selo diamante, né? A Luana Galiza, nossa repórter, foi a São Paulo e contou a história pra gente. E olha só, como hoje é quarta-feira, hoje é dia de reunião ordinária, a 34ª do ano. Nós teremos seis projetos que os vereadores vão discutir e votar. Entre eles tem um projeto de lei complementar de autoria do poder executivo, portanto da prefeitura, que propõe doação de um terreno público localizado no bairro Nova Campinas, a Arquidiocese de Campinas. É uma área que já abriga a atual igreja Santa Rita de Cásia e teve a descrição então atualizada. é uma proposta que estabelece um prazo de até 5 anos para que o uso da área esteja regularizado de acordo com a finalidade religiosa, sob pena de reversão do imóvel ao município. De acordo com a prefeitura, essa adequação se faz necessária para refletir com precisão o espaço atualmente ocupado pela igreja. Para você ficar muito bem informado, é só acessar aí no seu computador, no seu celular, campinas.sp.lege.br. Pode conferir a pauta de hoje completa da 34ª reunião ordinária e também as outras reportagens no nosso site para você ficar muito bem informado sobre o que acontece aqui na Câmara Municipal de Campinas. E olha só, o vereador Eduardo Magoga protocolou um projeto de lei para garantir a ampla divulgação sobre a neurofibromatose na rede pública aqui de Campinas. Para se tornar lei, este projeto deve ser aprovado em duas votações no plenário aqui da Câmara e posteriormente sancionado pelo prefeito. Pessoas com o diagnóstico da neurofibromatose, também conhecida como síndrome de Von Hecklinhausen, são consideradas pessoas com deficiência, conforme a Lei Brasileira de Inclusão. Devido à gravidade da doença, o vereador Eduardo Magoga é o autor do projeto de lei protocolado na Câmara de Campinas, que pretende ampliar o conhecimento da população sobre a síndrome. É um projeto que traz uma importância na vida dessas pessoas, porque nós vamos falar de divulgação e quanto maior for a divulgação, mais a gente consegue diagnosticar quando ainda é só o começo da doença. pessoal conhece como neurofibramatose, mas também como Heling Housen. É pouco e divulgado as informações pertinentes para que essas pessoas possam e providenciar os cuidados à saúde dela, uma vez que é uma doença que ela não é reversível. Então precisa do quanto antes essas informações chegarem a este público para que o município e o município através de convênios possa atender essas famílias. Para Eduardo Magoga, a informação sobre os sintomas e o impacto da doença na vida dos portadores deve estar disponível aos munícipes na rede pública de saúde, além da capacitação e reciclagem dos profissionais do SUS para a garantia do diagnóstico correto. Bom, geralmente os informativos, cartazes ajudam bastante, mas também o médico no centro de saúde, os enfermeiros, como por exemplo, no cuidado de detectar uma mancha no corpo, porque para quem não conhece essa doença, ela é um monte de tumores pequenininho que às vezes aparece no corpo, parece umas verrugas grandes e isso se dá através dessas manchas que aparecem as manchas primeiro, depois vai se transformando em alguns tum tem os tumores exteriores e os interiores. Então tem pessoas que convivem com isso no corpo anos e anos, mas só que tem pessoas que não tem o mesmo a mesma sorte, pode desenvolver um tumor numa parte muito importante, num órgão importante e isso vinha afetar a vida e a saúde dela naquele momento. O diagnóstico precoce salva vidas e evita sequelas, possibilitando mais qualidade de vida aos portadores da síndrome. Quero até deixar um testemunho aqui registrado. Quando eu estava conversando desse projeto no gabinete, tinha um convidado e esse convidado ele conversando com a gente falou que no grupo dele tinha uma pessoa que tinha amputado a perna. E aí ele conversando, mas eu não sabia que essa doença era por conta daquele carocinho na pele. Ele que estava junto no gabinete não sabia que ali se tratava de uma reliquen housing, né, a neurofibromatose. Então ali tinha um caso de uma pessoa que viu o amigo perder a perna, viu todos aqueles tumorezinhos e não sabia que é uma doença que ela é hereditária de família e que é irreversível. Então, o quanto antes for detectada, a família pode ter aí eh momentos melhores e e tratar sobre o assunto. Meiodia, mais 29 minutos. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência e olha só, o giro ambiental desta semana entrevistou o pesquisador Eduardo Brondízio, ganhador do prêmio Tyler, juntamente com a Argentina Sandra Dias, que é o equivalente ao Nobel do meio ambiente. O reconhecimento dá mais visibilidade à pesquisa atual sobre o bioma amazônico e as comunidades tradicionais. Eduardo é um dos fundadores da SOS Mata Atlântica, leciona antropologia na Indiana University e também na Unicamp. Tema que você acompanha a partir de agora. [Música] [Aplausos] [Música] E no giro ambiental de hoje, vamos falar com o agrônomo e antropólogo Eduardo Brondízio, que há mais de três décadas se dedica ao estudo do comportamento humano com o meio ambiente, principalmente nas regiões amazônicas. E esse trabalho é tão relevante que em abril deste ano o Eduardo recebeu o prêmio Tyler, que é equivalente ao Nobel do meio ambiente. Ele mora em Indiana, leciona lá e recebeu o nosso convite, aceitou participar aqui do giro. Eu quero começar agradecendo demais por esse tempo aqui com a gente, Eduardo. Muito obrigado, Alexandra. Obrigado pelo convite. É um prazer participar do giro ambiental da Câmara de Campinas. Ah, eu tenho uma conexão com Campinas muito especial também, né? Porque eu sou professor associado ao UNEPAN, na Unicamp, tem vários alunos aí. Então eu que agradeço o convite de vocês. Você já é meio que um cidadão do mundo, né, Eduardo? Levando também a Amazônia para todos os cantos. E dividiu esse prêmio então com a Sandra Dias, que é da Argentina. E é a primeira vez que a América Latina recebe esse prêmio, que é um grande reconhecimento, né? É, ficamos muito, muito contes, né? Não só por representar a região, vamos dizer assim, ah, mas também receber juntos, nós trabalhamos juntos, né, no levantamento global da biodiversidade de serviços ambientais junto com o nosso colega Joseph Setel. Então, foi muito especial ver esse reconhecimento junto que traz tanto essa colaboração como uma atenção pra região e pros problemas da região e uma combinação, né, das ciências sociais com as ciências ecológicas, no caso da Sandra, que é um olhar assim fundamental que a gente precisa interiorizar, que nós somos parte do meio, né? A gente fala meio ambiente, mas o homem é parte disso tudo. E às vezes parece que a gente fragmenta um pouco isso, não é? Exatamente. Eu acho que essa é uma das mensagens desse prêmio. Tanto a Sandra como eu, a gente tem trabalhado para mostrar essa interdependência, né? Nós somos completamente dependentes da natureza, apesar da nossa história, né, de se ver separados e e autônomos do que a natureza provê. E nós dois, no caso, temos trabalhado para mostrar essa interdependência. Isso foi eh uma uma das mensagens do, né, eu acho que dessa premiação é realmente realçar a que aí estamos interdependentes e cada vez mais precisando reconhecer para poder cuidar, né, da natureza que nos sustenta. É um corpo só, né? E Eduardo, você foi um dos fundadores da SOS Mata Atlântica, que é super respeitada, tem um trabalho muito consolidado e fez o primeiro levantamento da Mata Atlântica, né, que é usado como referência até hoje. Eu queria saber quando foi que você despertou como agrônomo e depois como antropólogo pra necessidade de olhar para esse bioma. É, obrigado por essa pergunta, né? Porque isso aconteceu nos anos 80. Eu passei a trabalhar na Amazônia, né, no final dos anos 80, mas essa foi uma parte muito especial da minha trajetória. Eu acho que da trajetória de de todo o movimento ambientales, das das ciências ambientais no Brasil naquele momento. E a SOS Mata Atlântica foi um esforço de muitas pessoas, né, de de reunir a a, né, a tensão em torno desse bioma, né, um dos mais biodiversos do mundo e um dos biomas aonde nós mais dependemos, seja em Campinas, seja em São Paulo, em São José dos Campos, né, e que estava ah num momento crítico, né, de uma transição de de ah quase assim chegando aos remanescentes mínimos e naquela época nós não sabíamos exatamente quais eram e aonde estavam os remanescentes da Mata Atlântica no Brasil. Então isso foi um esforço, né, no final dos anos 80 que uniu a SOS Mata Atlântica, uniu o IMP, né, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, uniu o IBAMA na época, né, e nós desenhamos um trabalho para fazer um levantamento no Brasil todo, cobrindo 16 estados para ter um primeiro quadro da história de transformação da Mata Atlântica. Então, me sinto muito orgulhoso de ter sido parte daquele trabalho e também de ter dado um encaminhamento para continuação desse trabalho. Então, o Atlas da Mata Atlântica, que foi eh que foi apresentado em 1990, que deu essa quadro geral da região, ele daí serviu de base, de referência para monitoramentos, né, e novos levantamentos que vem sendo feito a cada 5 anos. Então, virou uma um instrumento central da política ambiental a ao redor de toda a Mata Atlântica eh no Brasil. Então, eh, realmente é é um trabalho que a gente tem muito orgulho, mas é importante lembrar que é um trabalho também com muitas mãos, né, e muitos esforços de muita gente ah, que o fez acontecer e tá vivo até hoje. É, pela grandeza do trabalho, a gente imagina realmente que precisa dessa multiplicidade aí para dar conta desse desse acompanhamento, né? E depois migrando para pra região amazônica, então eu queria que você falasse eh o que que você percebe que é possível extrair da vivência dos povos originários que a gente poderia compartilhar hoje aqui com quem assiste. O que que você sente que impacta mais? Olha, se a gente pensar na Amazônia que é hoje, que a gente conhece hoje, que a gente valoriza pela sua diversidade, né, a biodiversidade, a diversidade de recursos, de produtos, nós não podemos deixar de pensar que isso é um produto da relação das populações indígenas com a região nos últimos 13.000 anos, né? Então, a Amazônia a gente ainda costuma ter um imaginário da região, que é aquela natureza entocada, né? Aquela natureza separada. Mas a Amazônia que está aí hoje, ela é produto do manejo, do conhecimento e do cuidado de populações indígenas ao longo de milhares de anos, né? Eu estou aqui na frente de ah uma paisagemonde se tem agroflorestas de açaí. Parece uma mata, né? Mas são agroflorestas de açaí. Isso é um exemplo de um sistema de produção e de um conhecimento que tem suas origens, né, na nas populações indígenas da região que fazem uma agricultura florestal altamente produtiva, né? E isso é só um exemplo de dezenas de cultivos eh de cultivos agrícolas, de plantas domesticadas na região, que hoje são importantes no mundo inteiro. Então o primeiro ponto dessa relação é isso. Nós temos uma herança de de milhares de anos de que todos nós hoje beneficiamos, né, e que ah oferece caminhos para o futuro. Outro aspecto é a proteção territorial e a proteção dessa natureza, principalmente nos últimos 50 anos, né? você tem esse avanço das fronteiras agrícolas extrativas na região que vem, na verdade, destruindo boa parte desse patrimônio. E aonde a gente vê a, né, a a o o a resistência, vamos dizer, né, a esses avanços, são nas terras indígenas, são nas áreas de comunidades tradicionais que t mantido a um manejo da floresta, uma produção com a floresta em pé e ao mesmo tempo resistindo às economias que avançam. Ah, hoje as populações indígenas, para chegar no momento atual, que eu acho que é importante falar, elas estão enfrentando pressões enormes, né? A região, a maior parte do desmatamento na região, ela é feita de maneira ilegal, com apropriação de terra pública ou apropriação de terra de populações locais. o crime organizado, a economia ilegal tem avançado por toda a região. Então, e é importante a gente lembrar do papel dessas populações, do papel milenar dessas populações, de criar essa biodiversidade que a gente tem hoje e do papel recente, né, de oferecer uma alternativa pro desenvolvimento da região, mas também de estar ali na linha de frente, protegendo a biodiversidade, as águas, né, a a todos os ecossistemas amazônicos a de do avanço das economias ilegais, do desmatamento ilegal, enfim. Ah, eu eu tentei aqui falar um pouco que essa essa é uma relação que vem de milhares de anos, mas que tá aí viva hoje. E nós precisamos lembrar dessas contribuições das populações indígenas, as comunidades locais, porque elas estão na linha de frente tentando proteger um ecossistema que nós todos beneficiamos, né, em todo o continente também porque tem uma influência a nível global, ou seja, é um modelo que já existe, que funciona, que dá certo, né, que eh ele transforma a economia sem a deterioração do meio ambiente e mesmo assim a gente ainda vira e mexe, acaba tava tendo as discussões do plantil de cana na Amazônia Legal, da extração de petróleo. É claro que isso teria toda uma contrapartida dos órgãos ambientais para que as coisas acontecessem de uma forma correta, mas a gente nem tem a fiscalização suficiente hoje para de repente pensar nesses manejos grandiosos que impactariam sim o modo de viver na floresta, né? É muito importante chamar atenção para isso, né? A gente vive numa encruzilhada hoje em relação à Amazônia. A a degradação ambiental avançou muito rapidamente nos últimos 30 anos e tem rompido ciclos vitais do ecossistema da Amazônia, como é, por exemplo, a bomba d'água que a região funciona, né, em reciclar sua água para alimentar a sua própria floresta, mas também para alimentar as chuvas que alimentam o resto do continente, né? Então, nós temos nesse momento aonde o ecossistema tá chegando num ponto de ruptura a mesmo tempo em que várias e atividades que têm mostrado um caminho diferente, que tem trazido uma bioeconomia mais sustentável, estão também enfrentando muitas dificuldades, né? Então hoje é um momento fundamental, né, de repensar o modelo de desenvolvimento da Amazônia, restaurar partes da região, restaurar o funcionamento dos ecossistemas e ao mesmo tempo dar apoio para aquelas populações que estão protegendo, que estão produzindo, muitas vezes invisíveis. Acho que importante lembrar que, né, tem uma economia na região que sustenta cidades, que sustenta mercados nacionais e globais, como é a economia do açaí, que está aqui atrás e de muitos outros produtos, ah, que precisam de apoio, né, para avançarem, para mostrarem que são uma alternativa econômica pra região. As soluções estão lá, mas elas precisam ser apoiadas, né? E precisam é serem apoiadas para poder se suceder, para poder manter as pessoas, né, nas áreas indígenas, nas zonas florais, melhorando as condições onde elas vivem, né? Então é um momento muito importante para atuar na área ambiental, atuar na área social e econômica, dar apoio para aquelas atividades que estão funcionando na região, né? e repensar a nossa relação com a região. A Amazônia influencia a vida de todo mundo, por isso é uma responsabilidade de todo mundo, né, ter um cuidado a e é o cuidado que a região precisa hoje. E é muito importante falas como a sua, Eduardo, porque você é um pesquisador, tá 30 anos voltado com esse olhar indo eh a loco, né? você leva seus alunos, vocês fazem pesquisas, é um brasileiro, porque acaba que algumas coisas se politizam no sentido eh negativo, não é uma não é uma politização eh profunda de pesquisa, de discussão e acaba criando uma um discurso paralelo de que a Amazônia tem que ser explorada, que eh outros países têm esse olhar para com a Amazônia e a gente tem que explorar também. Só que como explorar é muito importante que a gente sempre observe isso e a partir ouvindo sempre as populações que já estão lá, né, como você disse, há milhares de anos. Uhum. Exatamente. Eu acho que no nos últimos 50, 60 anos, né, foi implantada uma visão para desenvolver a região, muito voltado para ver a região como uma área de extração de benefícios para outras pro resto do país ou para outras regiões, usando modelos de que foram que também tiveram, né, seus impactos, como na Mata Atlântica que a gente estava falando agora, exportando esse mesmo modelo pra região como se fosse funcionar lá. Infelizmente hoje nós temos, né, uma áreas enormes. 80% da área desmatada na região são áreas de pasto. A maior parte dessas pastagens são de baixa produtividade, né? Então você tem um modelo que tem sido criado a degradação ambiental e desigualdade social. É preciso dizer, a região é a mais desigual, a mais violenta do Brasil hoje, né? Então, é um modelo que tem deixado o impacto ambiental e também deixado o impacto social. E como você disse, eu acho que a maneira que a gente apresenta e discute a região é muito polarizada, muito simplificada e geralmente coloca atores contra uns aos outros, né? você confronta ou traz um modelo de desenvolvimento negando outras maneiras que são a de manejo, de produção que estão na região. Então, nós precisamos reformular essa conversa. Realmente, nós precisamos encarar a realidade regional do ponto de vista das soluções que estão lá, das soluções que podem ser levantadas, que podem e são muitos exemplos que a gente pode conversar. Ah, mas também encarar os problemas sociais da região, né? Não dá pra gente esconder que a região ela tem um nível de violência hoje que é o maior do país. Você tem uma expansão do crime organizado e das economias ilegais de maneira assustadora. Hoje 1/3 da região, dos municípios da região, tem facções de crime organizado. São mapeadas quase 20 facções de crime organizado e uma economia legal que tem apropriado terras públicas e terras indígenas, apropriado o patrimônio ah nacional, patrimônio dos países da Amazônia. Então a gente se encarar, eu acho que a região dessas duas maneiras, reconhecer as soluções que estão lá, né, e tentar levantá-las e apoiá-las e reconhecer os problemas que estão lá, porque não tem como você avançar soluções, né, fazendo, fechando os olhos pros problemas. Tem muito trabalho pela frente, né, Eduardo? tem a Amazônia, ela eh a proporção, né, da região, ela ela realmente se traduz não só nas soluções como nos problemas. Ah, uma coisa, por exemplo, que a gente vem chamando atenção há muito tempo e que ainda é, né, eh, invisibilizada é a questão urbana na Amazônia, né, a gente ainda tendo a falar da região ignorando a parte urbana. É muito comum você ver representações, políticas públicas, soluções ou mesmo mapas aonde não se aparece áreas urbanas, né? E hoje o que eu tenho dito é que a realidade indígena, rural e urbana na Amazônia estão completamente interligadas, aliás, afetam umas outras, né? A poluição da cidade, o crime organizado da cidade tem braços longos afetando o meio ambiente, as populações indígenas e rurais da região. Os impactos que são feitos no interior, seja mineração ilegal e suas poluições, seja o uso discriminado de pesticida, seja o uso indiscriminado de fogo, afetam não só as populações indígenas e rurais, como afetam as populações urbanas. Então, hoje a Amazônia ela tá interligada, todas as questões estão interligadas e as soluções precisam prestar atenção para essas conexões, né? Ah, enfim, é realmente eh traz desafios muito grandes. Ah, principalmente na área urbana, que a gente não fala, né? 80% da população amazônica brasileira vive em área urbana, né? São as áreas também mais pobres do país, né? E ah, por exemplo, você pega as grandes metrópoles da da Amazônia, você pega Belém e Manaus, né? Mais de 50% da população residente nessas eh metrópoles vive em condições subnormais, né? Então tudo isso cria um clima fértil para economias ilegais e esses problemas que acabam tendo a esses efeitos ambientais, sociais mais distantes. Então nós precisamos encarar a realidade da região, né? Abrir a copa da árvore e ver as soluções, né? Mas também prestar atenção aonde esses problemas estão e tentar pensar em políticas públicas que olham para essas conexões, né? e não vejam soluções isoladas para uma região onde esses problemas estão interligados. Eduardo, quero agradecer demais a sua participação aqui com a gente, compartilhar toda essa experiência aqui com Giro Ambiental. Eu queria saber se você tem algum canal, algum blog onde a gente pode acompanhar seu trabalho. Eh, isso é interessante porque eu não tenho mídia social. A, né? Ah, eu acho que a maneira de acompanhar o que a gente tenta mostrar é é através, né, de de ah de publicações, de de palestras e várias formas e de trabalho lá no chão, direto com as comunidades, de várias formas de mostrar esse trabalho, mas eu não tenho a mídia social. Olha aqui para não limpar a boca na roupa, não, tá? É, agora, ah, tem, por exemplo, um lugar onde eu tenho muito dos meus trabalhos disponíveis, é um um uma página que chama Research Gate. Ah, tem muitos trabalhos lá disponíveis, mas eh enfim, fico, estou sempre à disposição para dividir, para conversar, né, para discutir esses assuntos. A gente coloca assim o o a página aqui para as pessoas terem o alcance. Então eu agradeço demais a sua participação aqui com a gente. Muito obrigado, Alexandre. Um assuntos que a gente poderia falar por horas. Agradeço muito da maneira também que você conduziu, das perguntas que você trouxe. Muito obrigada. E para você que nos assiste, agradeço demais a companhia e na quarta-feira que vem a gente volta com mais um Giro Ambiental. [Música] [Aplausos] [Música] Hoje, dia estável aqui na cidade de Campinas para amanhã, quinta-feira. O sol aparece durante todo o dia, a nebulosidade segue presente e com isso o fim da tarde é uma pequena possibilidade aí de ocorrer pancadas de chuva, mas fraca, a moderada, por conta da frente fria se deslocando pelo oceano. Vamos às temperaturas porque elas já estão aqui na minha tela para amanhã, quinta-feira, então 5 de junho, mínima de 17º, nada daquela friaca, aquele frio mais intenso. Ao longo do dia essa temperatura sobe, podendo chegar aos 27º aqui na cidade de Campinas. O jornal Câmara Notícia fica por aqui. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Lembrando que hoje é quarta-feira, a partir das 6 horas da tarde acontece a 34ª reunião ordinária com as discussões e votações dos seis projetos. Amanhã a gente repercute aqui no jornal sobre essas votações. Eu volto então nesta quinta-feira ao meio-dia. Até lá. Ciao. [Música] Ciao. เฮ [Música]
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