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14 views Publicado 16/04/2025 HD · 41:12

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[Música] [Música] Seminário debate tecnologias quânticas em Campinas. Câmara Municipal promove o segundo simpósio de autismo de Campinas. Comissão de Finanças e Orçamento aprova projeto que institui a Procuradoria Especial da Mulher na Câmara. Esses são os destaques de hoje. Boa tarde a você. Começa agora o jornal Câmara Notícia nesta quarta-feira, dia 16 de abril de 2025. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência e participe, mande a sua mensagem para o número do nosso WhatsApp. 19 é o nosso DDD. Para você que é de Campinas e região, pode ir direto no 97829377 ou você tem a opção de enviar esta mensagem pelo nosso QRcode com a câmera do seu celular apontada aqui. Já aparece uma mensagem na sua tela, o WhatsApp da TV Câmera Campinas. Você aperta e pode mandar o seu elogio e uma crítica construtiva, o que você quer assistir aqui no nosso telejornal. Bom, e a gente abre a edição de hoje com as notícias da Metrópole, porque o Instituto El Dourado promoveu o primeiro seminário de tecnologias quânticas de Campinas. 2025 está marcado como um ano importante para as tecnologias quânticas. Bom objetivo é incentivar instituições de pesquisa a realizar ações de divulgação dos conceitos e temas da área. É um ano importante porque a UNESCO declarou 2025 como ano internacional, né, das tecnologias quânticas. Então, o intuito de celebrar, de organizar um evento como esse, é a gente primeiro celebrar esse ano importante para as tecnologias quânticas e também a gente debater como que o Brasil assume um protagonismo no desenvolvimento delas aqui no nosso país. Foi justamente pensando nisso que o Instituto Elourado promoveu o primeiro seminário de tecnologias quânticas em Campinas. Esse é um evento inédito aqui no Brasil que a gente elabora uma parceria junto com o Instituto César pra gente fomentar o assunto da computação quântica no país e discutir quais são as áreas estratégicas que o Brasil deveria investir seus os seus recursos para ter o protagonismo no desenvolvimento das tecnologias quânticas no Brasil. Com uma programação de painéis e palestras, o evento explorou os avanços das tecnologias quânticas no Brasil. As tecnologias quânticas, elas se dividem em três pilares principais. O primeiro da computação quântica, que ela traz benefícios muito grandes paraa inteligência artificial, paraa otimização de cadeias logísticas, para problemas que hoje não são facilmente tratados pela computação eh clássica. a parte do sensoreamento quântico, que permite que a gente extraia dados eh mais precisos em diferentes áreas que hoje os sensores tradicionais não conseguem extrair. E a parte da comunicação quântica. Uma vez que nós temos a formação quântica sendo trafegada de um lado pro outro, a comunicação quântica também precisa ser pensada, modelada para conseguir trafegar esses dados que não são mais do modo tradicional, mas que consideram os esses bits quânticos, os kbits como são conhecidos hoje pela literatura. E olha só, a agência de inovação da Universidade Estadual de Campinas, a Inova Unicamp, apresentou os dados do relatório anual do Parque Científico e Tecnológico e da incubadora de empresas de base tecnológica da Unicamp, a Incamp, referentes ao balanço de 2024. A boa notícia é a retomada nos postos de trabalho gerados. Bom, para nós, esses números são recordes aí na sua maioria. Eh, então estamos com 80 empresas vinculadas aqui ao nosso ambiente, eh, com capacidade total de ocupação. Ah, faturamento dessas empresas, principalmente em startups e incubadas, de R9 milhões deais. Isso é um aumento aí de mais de 50% do que a gente teve no ano passado. Então, mostra que o ambiente aqui tá sendo propício para essas empresas crescerem, né, se destacarem no mercado e num mercado ah, assim muito difícil, né, que é o mercado de empresas de base tecnológica, com base em produtos, né, oriundos aí da universidade de pesquisas, da universidade, né, pesquisas acadêmicas. Então, não é um mercado de de fácil concorrência, mas que esses números mostram que essas empresas têm tido crescimento e destaque no mercado nacional e internacional também. Nós tivemos também aumento no número de empregos gerados por essas empresas, 711 empregos diretos, mais de 30% ligado à atividade de pesquisa e desenvolvimento e mais de 40% desses empregos são para alunos e ex-alunos da Unicamp. o que coloca o valor do nosso ambiente, né, o do porqu essas empresas estarem aqui, que é tá perto dessa, desse recurso humano tão qualificado quanto são os alunos aqui de graduação e pós-graduação da Unicamp, que podem sair do laboratório e vir trabalhar, né, e desenvolver essa pesquisa conjunta. E vamos com as notícias do Legislativo, porque a Câmara Municipal de Campinas foi a grande vencedora da terceira edição do prêmio ESG, Grupo Tribuna, na categoria voto popular. Uma conquista que reforça o compromisso com a transparência e valoriza o trabalho público sério e acessível. Transparência, responsabilidade e compromisso com o cidadão. Esses foram os pilares que conduziram a Câmara Municipal de Campinas a uma conquista histórica. O projeto Transparência Pública e Controle Social, A Conquista do Selo Diamante, venceu a terceira edição do Prêmio ESG Grupo Tribuna. E o reconhecimento veio diretamente da população com a vitória na categoria voto popular. É, na verdade essa premiação é mais um reconhecimento, né, pelas ações que a Câmara de Campinas desenvolve na área de controle, de transparência, de cuidado, né, com o recurso público aqui. Isso é uma demonstração que a gestão da Câmara é feita respeitando integralmente a lei de transparência. atende todos os requisitos do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, que aliás levou a Câmara a receber o selo diamante, né, da Tricon, Associação dos Tribunais de Contas. E também esse esforço todo fez com que a Câmara de Campinas eh ficasse em primeiro lugar no prêmio Não Aceito Corrupção, do Instituto Não Aceito Corrupção, no quesito governança corporativa. Agora, essa premiação eh do jornal Tribuna, do grupo Tribuna, é mais um reconhecimento de que nós estamos no caminho certo. A premiação valoriza iniciativas de destaque em sustentabilidade, responsabilidade social e governança. A Câmara Municipal se preparou muito para esse momento, para poder receber essa premiação. Então vem engajando a equipe, trabalhando de forma conjunta aí para poder evoluir o portal de transparência e estamos recebendo os frutos, os frutos de um trabalho sólido, um trabalho com muita ética, um trabalho que o grupo se sente pertencente a ele e o resultado não podia ser diferente. Estamos muito felizes. Recebemos mais um prêmio aí mostrando que a Câmara Municipal de Campinas, além de apresentar um dos melhores portais de transparência do Brasil, também é a melhor Câmara Municipal do Brasil. O reconhecimento nacional foi resultado de um processo seletivo criterioso, com a avaliação técnica e engajamento do público. Foram mais de 30 projetos inscritos de cinco estados brasileiros nessa nessa seleção. Eh, até a promotora do evento comentou sobre outros ganhadores que tiveram Ministério de Gestão e Inovação do governo federal, eh governo do Mato Grosso. Então é um trabalho de alcance nacional. Primeiro foi uma seleção feita pela equipe de jurados que chegou nos finalistas e daí abriu paraa votação popular. Então é muito rico trazer esse troféu de votação popular que tem a validação dos jurados que fez a seleção dos finalistas e a população que selecionou Campinas como a grande ganhadora. Não, isso é muito legal, né? Isso demonstra que primeiro que a sociedade, os cidadãos estão acompanhando, estão atentos e ao votarem eles também referendaram essas ações da Câmara, né? A sociedade acompanhando, fiscalizando e contribuindo também para esse aperfeiçoamento, aprimoramento da qualidade da Câmara de Campinas. Eu quero agradecer a todos aqueles que votaram, que torceram e que ajudaram o Campinas a ser a Câmara de Campinas mais uma vez eh ser premiada, né, com esse reconhecimento do nosso selo diamante. Mais que números, a conquista representa uma nova forma de relacionamento entre o legislativo e o cidadão. Quando a gente fala de programa anticorrupção, de um programa de compliance, então a Câmara ela vem buscando isso daqui pro futuro para poder se aprimorar e o portal de transparência trazendo todas as informações de forma simples, de forma acessível e aquilo que eventualmente não for encontrado no portal, a gente sempre subsidia via ouvidoria de forma rápida, de forma tranquila. Então isso dá uma segurança pro cidadão, sabendo que o recurso público tá sendo bem investido e que a Câmara Municipal tem uma cautela muito grande com o uso do recurso público. Comissão de Finanças e Orçamento aprova mérito de projeto que cria Procuradoria Especial da Mulher na Câmara. O projeto que cria a Procuradoria Especial da Mulher na Câmara Municipal passou pelo crio da Comissão de Finanças e Orçamento na terceira reunião de 2025. A proposta protocolada em 2021 pelas vereadoras Guida Calisto e Paola Miguel recebeu parecer favorável da vereadora Fernanda Solto, relatora da matéria. Além do presidente, o vereador Carlinhos Camelô, os parlamentares Ben Lima e Luiz Yabico acompanharam o parecer de Fernanda, que contextualizou os problemas enfrentados pelas mulheres em Campinas. essa procuradoria que vai acolher as denúncias eh de violência contra as mulheres, participar dessa elaboração de políticas no sentido de se eh resolver esses problemas vem como um instrumento muito importante no na defesa do direito das vidas das mulheres. E quero agradecer em nome das vereadoras que fizeram a proposição desse projeto os votos favoráveis dos colegas vereadores. Além desse projeto, a comissão aprovou o parecer favorável de Carlinhos Camelô ao projeto da mesa da Câmara, que autoriza abertura de crédito adicional especial no orçamento de 2025 da Câmara de Campinas e também o parecer do vereador Luiz Yabico, favorável ao projeto do presidente do legislativo, vereador Luiz Rossini e outros parlamentares, que prevê a obrigatoriedade de maioria absoluta, ou seja, 17 vereadores para aprovação de projetos que tratam de legislação tributária. O presidente da comissão falou da importância das propostas e do trâmite após o parecer favorável do colegiado. Hoje eh passar passou pela nossa comissão esse da Procuradoria das Mulheres aqui na Câmara Municipal de Campinas. Eu acho um projeto importante porque o mundo vem trazendo e abrindo espaços para as mulheres. E eu acho que essa casa tem que fazer o mesmo, abrir esses espaços e deixar com que as mulheres tomem conta desses espaços. Após a aprovação da comissão aqui de finanças, ele vai pro plenário, vai até o presidente Luís Carlos Rocini, ele pode apresentar o plenário pro plenário aprovar esses projetos. E olha só, por iniciativa do vereador Eduardo Magoga, a Câmara Municipal de Campinas sediou mais um simpósio para debater sobre o autismo, aproveitando que o Abril Azul é o mês de conscientização do TEA, o transtorno do espectro autista, um encontro que reuniu especialistas de diversas áreas, familiares, mães atípicas, autoridades do poder executivo e representantes de instituições. Confira na reportagem quais foram os principais pontos debatidos nesta conferência. O segundo simpósio de autismo de Campinas, com amor as peças se encaixam, reuniu um público expressivo no plenarinho da Câmara Municipal. A iniciativa foi do vereador Eduardo Magoga. Pelo segundo ano consecutivo, o evento trouxe palestras com especialistas da área da saúde e da educação. Para o vereador que já defende a bandeira no legislativo, é preciso ampliar cada vez mais o alcance das informações sobre o autismo e debater o tema. Não é uma caminhada, não é duas, pode ser 10, 15, 20, não é um simpósio, dois, mas são vários. a sequência dessas ações que vão nos trazer um resultado futuro. São informações ricas e e é isso aí. O simpósio é pra gente ajuntar todas as partes da sociedade, do nosso meio de de vivência o máximo possível de informações para que todos nós chegamos num consenso e podemos caminhar para melhorar a vida dessas pessoas. Participaram da conferência a secretária de assistência social de Campinas, a conselheira do Conselho Nacional de Saúde e Presidente da AFAG, que é a Associação dos Familiares, Amigos e Portadores de Doenças Graves e um vereador da Câmara de Americana, onde também foi realizado um simpósio sobre a mesma temática. Quando eu fui paraa Brasília, eu conheci a doutora, o Magoga lá, estavam lá e nosso lá eu numa audiência pública, eh, a questão deles hoje de poder buscar essa ajuda para que esse trabalho que elas fazem de pesquisa possam caminhar cada vez mais aqui no nosso país. Eu vi muita esperança nesse trabalho deles e é isso que eu quis levar pra americana e é isso que eu tô aqui hoje para que a gente possa trazer esperança às mães para que a vida seja melhor, que a qualidade de vida dos autistas seja melhor. E as pessoas com transtorno do espectro autista merecem respeito. Elas merecem todo o tratamento necessário, elas merecem a inclusão necessária. Isso não é favor. Isso é um direito garantido pela nossa Constituição Federal. Então, nós temos que lutar e esses eventos são importantíssimos e como o vereador falou, não é um evento, não é dois eventos, é a constância, é a sociedade cada vez mais mostrar essa importância, essa indignação. E nós temos que fazer isso. Quem muda o Brasil, quem muda um país somos nós. Quero dizer o quanto é importante essa construção conjunta. seja legislativo, seja executivo, seja assistência, seja família, o quanto essa escuta de qualidade é importante e essa escuta de qualidade só vem escutando quem faz parte, quem vive dia a dia. Durante o simpósio, ainda houve um momento para que os familiares pudessem compartilhar suas experiências com um espaço aberto para o depoimento de mães atípicas. Eu sou autista, também tenho um filho autista. E essa oportunidade aqui, eu diria que é para trazer um lugar de fala a nós mães. Então, tanto como eh eu como autista, né, fazendo parte dessa comunidade, como também entendo a luta das mães, né, do dia a dia, como já foi falado, né, como a gente bem sabe como que funciona. Os dias nunca são iguais. E eu costumo dizer assim que a luta da mãe ela é como um grito, né? Preso na garganta, tá sempre esperando uma oportunidade para poder falar. E hoje a gente tá tendo essa oportunidade. A mãe atípica é todo dia pensando no milagre que tem que acontecer para ela poder simplesmente viver aquele dia. E o olhar pra mãe é importantíssimo. Quantas mães que ao receber o laudo entram em luto, em luto pelo seu sonho, sonhos que ela planejou pro filho. Ela tem que reconfigurar a rota, ela tem que repensar. Mas e aquelas que ainda nem o laudo tem e ficam naquela expectativa? Porque quando tem o laudo, você tem o tratamento, você tem o diagnóstico, você sabe qual o tratamento adequado. Infelizmente, vereador Eduardo, quando se tem o diagnóstico de criança ou pessoa com deficiência na família, os homens, ó, a maioria deles abandona. são as mães solos, as mulheres que ficam com essa responsabilidade. Então, é muito importante fazer escuta das mulheres e o quanto é importante ter homens que sabem que isso é importante e que se fazem presente, se manifestam, fala: "Eu apoio essa causa." Quando diagnosticado precocemente e acompanhado de perto por profissionais especialistas, por meio de treinamento e informação, o TEA ou transtorno do espectro autista pode ser revertido a níveis leves ou moderados, dependendo do tempo do diagnóstico e qualidade da abordagem do tratamento. Por isso, o vereador defende a implantação de um laboratório para estudos do autismo, entre outras iniciativas. A minha meta esse ano é colocar esse laboratório de pesquisa para funcionar. Depois disso, vou me dedicar a trazer centros de especialidade, vou me dedicar a [Aplausos] trazer trazer recurso paraas entidades que hoje já faz o atendimento. Então, laboratório de pesquisa, centro de especialidade e depois recurso para as instituições que já atendem essas mães. E a gente segue com esta temática porque a casa legislativa aqui de Campinas ofereceu um seminário numa semana especial do autismo. No mês da conscientização do autismo, Câmara Municipal de Campinas, por intermédio do Instituto Intea e do vereador Nelson Osri, realiza seminário dedicado aos profissionais e familiares que vivem o espectro autista. O autismo ressignificou a minha vida em todos os aspectos e contextos possíveis e imagináveis. Eu nunca havia tido contato com esse transtorno, tampouco sabia da sua complexidade até cair no meu colo. Entrou na minha vida sem pedir licença, com todas as suas dificuldades, dores e incertezas. O seminário começou com palestrantes que trouxeram suas experiências e ensinamentos sobre a prevenção e agressividade. Ninguém pensa que o mais importante é prevenir para evitar que aquilo aconteça, porque é um desgaste pra criança, é um desgaste para aquele profissional, para aquela família, tá? E paraa criança, além de um desgaste, se está num ambiente público, é uma exposição desnecessária. O primeiro dia de seminário contou ainda com palestra sobre nutrição, comportamento e protocolo de segurança daqueles que desenvolveram o espectro autista. Já no segundo dia de seminário, o responsável pelo evento, vereador Nelson Osri, inicia falando sobre o objetivo deste projeto. O objetivo desse projeto é identificar, mapear e cadastrar o perfil das pessoas com T e seus familiares com vistas aos direcionamentos das políticas públicas de saúde, educação, trabalho e lazer desse segmento social. Assim, eh, esse projeto tem como objetivo fazer o levantamento por meio de pesquisa específica, que irá identificar quantos são e onde estão as pessoas com teia para então desenvolver e aprimorar a política pública. Considerando os desafios do TEA, professor e pesquisador ressalta a importância dos movimentos corporais no dia a dia do autista. E quando falamos nessas dificuldades, por exemplo, pensando nessas habilidades motoras globais, nós temos a dificuldade em manter o equilíbrio ao caminhar e coordenar movimentos amplos. Correr, jogar bola, jogar bola com os pés, com as mãos, subir escadas. São movimentos que necessitam de movimentos maiores do nosso corpo, por isso movimentos amplos. Para que o tratamento seja iniciado o quanto antes, é necessário se atentar aos sinais. Os sintomas, como eu falei, os sintomas do Tele já podem ser percebidos nos primeiros meses de vida, como aconteceu com a minha neta, tá? E acontece muito. Só que em algumas crianças os sintomas são aparentes logo após o nascimento, porém a maioria dos casos de TEA só consistentemente identificados entre 12 e 24 meses. Isso, gente, com muita boa vontade, né? Porque a gente sabe que não é isso que acontece. Então, como a gente identifica alguns sinais já nos primeiros meses, no primeiro ano de vida, a normalidades no controle motor. Ao final do seminário, o vereador ressalta dizer que não é porque estamos aqui encerrando esse seminário, que isso significa um ponto final, né? que possamos assim através desses profissionais que contribuíram trazer novos eventos e trazendo também assim a oportunidade para que todos possam aprender mais sobre esse tema tão relevante que é o autismo. E a gente segue aqui com o jornal Câmara Notícia. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência, porque uma fábrica de reciclagem de papelão da década de 40 e o impacto social ambiental. Essa é a história do cartonifício de valinhos, resgatada pela autora Denise Monsógrafa a Chris Day, que escreveram o Raízes da Mudança, compartilhando a importância dos catadores e da reciclagem e também sobre o pioneirismo numa atividade que hoje já se tornou essencial para a sociedade e para a economia circular. A partir de agora é o giro ambiental. [Música] E no Giro Ambiental de hoje, a gente vai falar sobre o livro Raízes da Mudança, que conta a história do cartonifício de Valinhos, que é uma das pioneiras na reciclagem de papéis tanto aqui na região de Campinas quanto no Brasil, e da conexão dela com a reciclagem de papéis e com os catadores. E quem escreveu esse livro foi a Denise Mons. Quem tirou as fotos foi a Cris Day. E o resultado é muito bonito, com uma diagramação moderna e com fotos muito orgânicas. E a Denise tá aqui com a gente para falar dessa história, o que motivou ela a fazer esse projeto tão bonito, Conversão em inglês também. Muito obrigada pela sua presença aqui com a gente, Denise. É um prazer, Alexandra. Denise, eu queria que você começasse contando por que você resolveu fazer esse projeto. Então, nesses tempos de, como eu tava dizendo, nesses tempos de mudanças climáticas severas, né, eu acho que um livro desse que trata da reciclagem, especificamente do papel no nosso mundo, ele tem uma urgência enorme, né? Porque apoiados pelo cartonifício Valinhos, que é uma empresa pioneira na nossa região, uma das primeiras empresas de criação de papel e papelão reciclado, né? Ela data da década de 1940, é pioneira mesmo. E através do patrocínio deles, do apoio, nós imaginamos criar uma obra que desse conta da cadeia da reciclagem. quem são os atores principais que fazem a cadeia de reciclagem no Brasil, né? Então ele acaba tendo uma amplitude muito maior do que só regional aqui paraa gente, que é um um evento que acontece no Brasil todo, né? catadores, a existência das cooperativas, que além de movimentar um segmento com geração de renda, onde antes não havia nada, né, para pessoas muito eh empobrecidas na sociedade, ele trabalha muito a questão da sustentabilidade no nosso mundo, porque se não fosse a reciclagem, como disse um senhor proprietário de um grande depósito de de reciclados, nós estaríamos habitando uma montanha de lixo, né? Eles fazem uma função, eles tm uma função muito importante. Denise, essa foto inclusive tem no livro, né? Sim, sim. O livro é ricamente ilustrado pela fotógrafa Chris Day. É um fotolivro, na verdade, né? Eu criei o texto e a Cris as fotos que acompanho. Então ele é muito interessante a partir desse ponto de vista, porque a gente documenta as pessoas que fazem essa cadeia com texto e com imagens também, né? E também com a versão em inglês que dá pra gente contar e multiplicar essa história pelo mundo todo, né? Sim. É uma edição bilíngue, uma edição muito cuidadosa. Ela acontece graças aos auspícios da lei ruan, os mecanismos da lei de incentivo, né? E teve, como eu já disse, o patrocínio do cartonifício Valinhos. Então ele começa o livro, na verdade a partir da vinda desse visionário que foi fundador do cartone físico ao Brasil. Ele é italiano de nascimento, brasileiro de adoção. E aqui ele teve essa já mentalidade de trabalhar com o papel reciclado, né? Isso é uma coisa muito interessante porque verdadeiramente revolucionária paraa época que ele começou, né? Os idosos de 1940. E e Denise, eu achei interessante também porque é uma pesquisa ambiental, histórica, porque fala muito aqui da região, eh, e também sociológica, né? Você menciona num determinado ponto do livro que as mulheres casadas não poderiam mais trabalhar no cartão edifício, né? Então, tem essas nuances também históricas muito interessantes, porque se a gente pensar 40 foi logo ontem, né? Ele foi pioneiro para muita coisa, mas também pra gente pensar em comportamento social foi logo ontem, né? Sim. E Alexandre, você tem toda a razão. Essa foi uma preocupação que norteou o projeto de pensar esse lado muito humano da participação humana dentro do projeto todo, dentro da reciclagem. Quer dizer, qual é a participação dos seres humanos nesse projeto todo que leva a reciclagem até o final da cadeia, que são as pessoas que conduzem homens e mulheres. E tem um dado interessante que dentro da do trabalho da reciclagem a gente tem por volta de 70 80% de mulheres. Então, ela gera empoderamento, gera eh um trabalho para mulheres, geração de renda pras mulheres. Isso é muito interessante dentro do escopo todo do trabalho da reciclagem. Se a gente pensar que ainda é uma coisa assim muito eh nós estamos ainda no início do trabalho da reciclagem, não é todo mundo que recicla, nós não temos essa mentalidade ainda consolidada por todos, apesar de já termos tido um avanço, né? Ainda é pouca gente. Para se ter uma ideia, por exemplo, eh a reciclagem movimenta 20 milhões de trabalhadores ao redor do planeta. desses 20 milhões, 4 milhões estão na América Latina e por volta de 800.000 números consolidados, né, eh, pelo governo federal, estão no Brasil, 800.000 pessoas, onde a grande maioria é feita de mulheres. Isso é o que a gente tem contabilizado oficialmente. Talvez o número seja muito maior do que esse, né, dos catadores no Brasil que trabalham com reciclagem. Denise, é um é um número expressivo, não? Sim. muito expressivo, mas eu queria que você falasse da possibilidade de aumentar, porque a gente tinha muito essa coisa de, ah, o papel vai acabar, o papel vai acabar e provavelmente não acabe tão cedo. Esse esse ponto específico de reciclagem de papel na sua pesquisa, você conseguiu aferir se é possível aumentar muito ainda esses números? Olha, Alexandre, o que a gente tem assistido é ao aumento de plantas industriais de fabrico de papel. A fabricação dele tem aumentado e o Brasil é um dos maiores fornecedores de celulose fina no mundo. Mas o que eh nos move não é exatamente a fabricação do papel, é a reciclagem do papel. Porque o que nós estamos apostando realmente é no papel da reciclagem e não está fabricando mais papel, criando eh florestas que são certificadas, essas árvores são plantadas, então elas são corretamente cultivadas para serem derrubadas e criar celulose. Mas o que nos preocupa nesse caso não é essa criação de celulose, a fabricação, mas a reciclagem do que já está aqui no planeta. Entende? Essa, esse foi o grande norte do livro. Ou seja, dá para melhorar muito ainda a reciclagem de papel no Brasil? Sim, com certeza. Dá, tem como melhorar muito se a gente pensar que inclusive a no mundo o mundo, o planeta recicla apenas algo em torno de 19% de resíduos sólidos. No Brasil esse número caiu para 4% apenas. Então, quer dizer, tem uma tem muito que melhorar, tem muito que melhorar a consciência das pessoas ainda em relação a isso, né? Penso a ser feito ainda. Com certeza. Ainda que nosso país é continental, esses 4% eles ganham uma dimensão ainda muito grande, né? Exatamente. Exatamente. Quer dizer, então esse livro vai muito eh no esse muito vai esse livro, perdão, vai muito na direção de alicerçar uma mudança de consciência nas pessoas, uma tomada de consciência de que se enxergue que a reciclagem é muito importante, que ela começa dentro das nossas casas. Existe muito da reciclagem no universo empresarial, as empresas reciclam, mas é preciso levar essa consciência pro cidadão comum. E às vezes, por exemplo, os catadores eh eles têm uma função que é meio invisibilizada na sociedade. Nós não enxergamos na rua essa, esse exército, né, que tá fazendo a reciclagem. A gente não separa direito dentro de casa. Nós deixamos lixo que é conspurcado, misturado com lixo que seria reciclado, então acaba perdendo o material. Então essa consciência o livro mostra muito através do papel dos recicladores, né, que são as empresas, as cooperativas, os catadores autônomos, enfim, o grande exército da reciclagem. Sim. É que as empresas elas têm que cumprir leis, né, normas e metas. E o cidadão ele até às vezes tenta, mas tem todo um processo, né? Aqui em Campinas a gente tem umas caçambas verdes de orgânico e eu vejo como meus vizinhos colocam um monte de plástico lá dentro. Então tá super visível. Aí a pessoa pode jogar certinho, vai um e joga tudo misturado. Aí já muda todo o contorno das coisas, né? E e exatamente é um lixo que depois não pode ser reaproveitado. É, já tá contaminado inclusive, né? com até mesmo com a com a o cocô do cachorro ali que a gente pode jogar dentro do saquinho e tudo mais. E Denise, queria saber eh se teve alguma curiosidade, alguma história que chamou muito a sua atenção, que você gostaria de compartilhar com a gente nessa pesquisa para fazer o livro? Olha, eu acho que isso, esse aquele dado que nós mencionamos de início de que é um trabalho muito voltado paraas mulheres, isso é uma coisa que eu não tinha ideia, Alexandra, e isso me impressionou muito. A reciclagem no Brasil é muito movida por mulheres. Nós encontramos grupos de mulheres que eram diretoras, dirigentes, melhor dizendo, de cooperativas e que acabaram eh criando oportunidade de trabalho e geração de renda para uma comunidade inteira, lugares onde o crime organizado agia e que a cooperativa entrou e começou a minimizar, né, eh eh as pessoas que não tinham muita opção de vida, a criar uma forma de trabalho. E foi muito dentro do universo feminino. É um esforço muito de mulheres a reciclagem. Isso é uma coisa que me chamou bastante atenção. Certeza. É um sinalizador aí para que a gente pode fazer de políticas públicas, inclusive daqui pra frente, né, Denise? Exato. Eu queria saber, o livro ele tem eh distribuição gratuita, vocês t um canal de contato, redes sociais, que a gente possa entrar em contato para quem tá assistindo possa de repente conhecer esse trabalho. Perfeitamente. Eh, a prefeitura de Valinhos, pela Secretaria de Cultura tá fazendo um trabalho de distribuição gratuita dos exemplares, tá? A empresa Renovart, que é, eu posso dar um endereço? @renovart.org. Ela distribui também o livro aqui em Campinas. Maravilha. A gente pode entrar em contato. Ele tem, claro, ele tem distribuição gratuita porque ele foi feito, como eu mencionei, pelos mecanismos da lei de incentivo, a lei ruanê. Então, ele é distribuído gratuitamente. É só a pessoa requisitar num desses lugares, né, pela Secretaria de Cultura de Valinhos. o museu da cidade de Valinhos, eles estão distribuindo também muito legal, principalmente pras escolas, né, pros educadores ambientais. Vamos deixar essa dica então para todo mundo. Denise, eu queria agradecer demais a sua participação aqui com a gente. Olha, Alexandra, sou eu quem agradeço. Muito obrigada pela oportunidade e espero que o livro chegue até as pessoas que ele tem uma uma utilidade social bastante grande no sentido de contribuir para uma melhoria da consciência das pessoas em relação à sustentabilidade no planeta e na separação do lixo a partir da da casa de cada morador. Muito obrigada e parabéns pelo trabalho, Denise. Agradeço eu, Alexandra, muito obrigada. E até uma próxima. Até. E para você que nos assiste, continue com a gente, porque agora é hora daquele giro ambiental das curiosidades do Brasil e do mundo. Qual foi a última planta que você viu? E qual o nome daquela florzinha que brota da calçada no caminho que você faz até o trabalho? Se você não se lembra dos detalhes ou sequer sabe o nome das espécies, é possível que também esteja sob influência da cegueira botânica. Esse fenômeno estudado há pouco mais de duas décadas define a falta de percepção que temos das plantas em nosso cotidiano. Isso pode nos levar a negligenciá-las, ignorar o papel essencial que desempenham em nossas vidas e, em muitos casos, a considerá-las seres de menor valor. Mas por que isso importa? Mais do que uma mera preocupação de botânicos ou pais de planta, essa desconexão pode afetar a forma como interagimos com a natureza. Todo mundo sabe reconhecer um elefante, mas se digo que uma planta é um ciclame, poucos reconhecem", explica a bióloga Susana Urce, professora do Departamento de Botânica do Instituto de Biociências da USP. Se a gente não reconhece o valor e a importância das plantas, ficamos cada vez mais distantes de nos conscientizar e tomar ações para mitigar fenômenos, como as mudanças climáticas, completa professora, que prefere chamar o fenômeno de impercepção em vez de cegueira. Em um artigo publicado na revista Plant Science Bulletin, os pesquisadores definiram a teoria da cegueira botânica em três pontos. a incapacidade de reconhecer a importância das plantas na biosfera e nos assuntos humanos. a dificuldade de apreciar as características estéticas e biológicas únicas do reino vegetal e a classificação equivocada e antropocêntrica das plantas como inferiores aos animais, que faz com que elas pareçam indignas de consideração. [Música] para amanhã, quinta-feira, o Sol volta a aparecer com mais intensidade entre nuvens, mas não deve chover. A temperatura sobe em relação a hoje. Olha só, mínima de 18º. Ao longo do dia, a temperatura sobe, podendo chegar aos 29º aqui na cidade de Campinas. O jornal Câmara Notícia fica por aqui. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Continue na nossa programação. Lembrando que hoje é quarta-feira, dia da 21ª reunião ordinária. A partir das 6 horas da tarde, os vereadores vão se reunir para discutir e votar oito projetos. E o jornal Câmara Notícia retorna amanhã ao meio-dia. Até lá. Ciao. Ciao. [Música]
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