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População de Campinas pode conferir a caravana do futebol feminino até o dia 17 de agosto. Unicamp debate em evento e esporte na periferia. No episódio de hoje da série Guardiões da Cultura, vamos falar do Cebo Casarão. Gustavo Peta requer informações sobre a modernização da iluminação pública da cidade de Campinas. Olá, [Música] boa tarde. Começa agora o jornal Câmara Notícia ao vivo nesta quinta-feira, 14 de agosto de 2025, meio-dia em ponto. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência e participe. Vamos conversar. Mande a sua mensagem para o número do nosso WhatsApp. 19 é o nosso DDD. Para você que é de Campinas e região, pode ir direto no número que já aparece aqui embaixo da sua tela. É o 97829377. Ou você tem a opção de enviar o seu elogio, uma crítica construtiva, o que você quer assistir aqui no nosso telejornal, abrindo a câmera do seu celular e apontando para o Qcode. Também já aparece uma mensagem na sua tela. O WhatsApp da TV Câmara Campinas você aperta e a gente conversa. ao vivo nesta quinta-feira. O Brasil é a sede da Copa do Mundo de Futebol feminino que vai ser realizado em 2027. E a cidade de Campinas nesta semana está fazendo uma ação lá no cartódromo da Lagoa do Taquaral. Quem vai nos contar o que tem no local, como está a preparação, a expectativa é a repórter Ana Paula Meneguete. Seja bem-vinda e boa tarde, Ana. Olá, Gabriel. Uma boa tarde para você, uma boa tarde para todos que acompanham o jornal Câmara Notícia. É isso mesmo, viu, Gabriel? Essa ação que tá acontecendo aqui no cartódromo do Taquaral. É uma ação totalmente de graça e que vai ter diversas atividades pra população aqui de Campinas. é a caravana do futebol feminino e quem vai falar mais sobre essa ação é a promotora de eventos, Fernanda Beraldo. Fernanda já tá aqui ao meu lado, né, Fernanda, para explicar pra gente mais um pouquinho sobre essa sobre essa ação, as atividades que serão oferecidas aqui para Campinas. Primeiro, obrigada pela sua participação aqui no nosso jornal, no Câmara Notícia, e vamos contar pra população, né, Fernanda, qual que é o principal objetivo de trazer essa caravana aqui para Campinas. Sim. Olá, boa tarde. Eh, o nosso incentivo é incentivar as mulheres a participar um pouquinho mais do futebol brasileiro, elas estinho mais próxima do esporte e entender que o futebol não é só para homens, que também serve para mulheres. E vocês fazendo toda essa ação aqui, eh, essa caravana vai ficar aqui no cartódromo até qual dia? Em quais horários que a população pode estar aqui aproveitando todo esse espaço? Eh, a gente tá aqui desde o dia 11 até o dia 17, das 7 às 7 da noite. E Fernanda, quais são as atividades que a população pode encontrar aqui nesse espaço? Lembrando aí que o público pode ser tanto jovens, adultos, crianças, idosos? É isso? Sim, sim, sim. Todos são bem-vindos. E a gente vai ter dinâmicas lá embaixo, né? vai participar de embaixadinha, troca de brinde, vai ter várias brincadeiras para interagir com o público. Vamos ter aqui dentro também da caravana algumas explicações com a IA, tem também uma cabine para tirar selfie com algumas jogadoras que são patrocinadoras, né? E tem a parte também da que vai ficar passando foto, hashtag, subindo a hashtag. É bem legal, interage bastante com o público, bem bacana. É uma experiência que une, então, educação, futebol e tecnologia, né? Porque você tava me explicando que tem essa cabine IA. Queria que você explicasse um pouquinho para quem tá em casa entender como que funciona essa cabine. Isso envolve um pouco da tecnologia, que é o que traz pro mundo hoje em dia, né? O pessoal tá super antenado. A a IA não é uma Alexa, é a nossa Sofia. Ela você pode fazer qualquer pergunta relacionada ao futebol feminino que ela está com a língua afiada para poder responder para você. E também tem uma uma sessão de fotos, né, que as pessoas podem fazer com as jogadoras. É isso? Sim, sim. Você tem de duas jogadoras a quatro jogadoras para escolher para est tirando uma selfie e postando no Instagram. E não, não esquece, tem que subir a hashtag pra gente poder estar repostando. É bem fácil. Então, depois as fotos ficam todas expostas e expostas aqui na cabine. É isso, Fernanda? Sim. Quem quiser que fique exposta pros outros visitantes visualizar, dá para subir a hashtag. a gente passa com a hashtag. Senão também não precisa, você pega a foto para você pelo Qcode. E Fernanda, conta mais pra gente. Eu sei que esse espaço é bem legal e tem mais histórias aqui dentro. Tem até uma exposição falando um pouquinho do futebol feminino. Sim, conta a história de como começou o futebol feminino. Tem várias fotos também pro pessoal entender um pouquinho mais sobre o futebol feminino. Conta um pouco da história da Duda, da Tamires, da Formiga. Eh, é bem bacana, gente. Tipo, dá para interagir bastante, entender sobre a história do futebol feminino. Você até brincou comigo, né? Se você perguntar ali pra inteligência artificial quem é a melhor jogadora ou jogador do mundo, ela vai responder o quê? Sim, aqui não tem Neymar, é só a Marta e as meninas, é só para mulheres. A gente tem que jogar no nosso time, né, Fernanda? Sim, sim. Tem que puxar o saco para mulheres, mas os homens também são bem-vindos. E Fernanda, tem até uma mesa de jogos, né, que isso é é bastante atrativo pras crianças. Queria que você falasse um pouquinho qual é a ideia também de trazer esse público mais infantil para essa caravana. Sim, é para tá incentivando, né, o mundo do futebol, porque o nosso país é o país do futebol. Então, eh, o antigo pimbolim com uma tecnologia um pouquinho melhor, que é o que as crianças entendem sobre touach, videogame. Então, a gente deu uma para puxar para eles algo que era do nosso da nossa época, né? E para não deixar cair no esquecimento e aproximar eles com o esporte, sair um pouquinho da tela, brincar um pouquinho, é bem bacana. E Fernanda, você como mulher aqui, né, por que que você acha importante Campinas receber uma caravana desse porte, incentivando, né, a as mulheres aí se aproximarem de não só do futebol, mas de qualquer modalidade esportiva, né? Na sua opinião, por que que isso é importante? Eu acho que é abre portas, né, pras mulheres e uma visibilidade melhor também para mulheres para mostrar que o lugar de mulheres é em todo lugar. onde elas quiserem estar, elas podem estar e todas são bem-vindas em todos os lugares. Fora que a gente pode ter muitos talentos escondidos aqui pela cidade e as meninas, né, entrarem em contato com esse mundo e se descobrirem, não é verdade? Sim, sim. Eh, portas abertas para todas, desde 4, 5 anos até uma longa idade. Que que você achou aqui da caravana do futebol feminino? Muito legal. Coisas virtuais. Muito legal. Você joga futebol já? Gosta dessa modalidade? Eu eu gosto de futebol, jogo desde os 5 anos de idade e eu e eu quando eu cresci eu queria ser jogadora de futebol. Bruno, o que que você achou também dessa ideia, né, de Campinas receber essa caravana do futebol feminino? Achei muito legal, muito criativo e muitas coisas que pode se divertir. Você acha importante as meninas terem essa proximidade com o futebol, entrarem nessa área, terem espaço nessa modalidade? Eu acho que sim, porque futebol é a gente aprende e também a gente joga com coração. E você pretende seguir nessa carreira aí futuramente? Sim, eu pretendo ser jogadora de futebol quando eu crescer. E quem que é sua inspiração assim no mundo do futebol? Em feminino é a Marta, em masculino é o Cristiano Ronaldo. Tá bem representado, né? Sim. Vamos chamar a população para participar aqui reforçando a data até o dia que fica, né, deste mês aqui no cartódromo do Taquaral. Vamos estar aqui então desde o dia 11 até o dia 17, domingo, eh, das 7 às 7 da noite. Domingo o horário é um pouquinho menos reduzido, eh, mas todos são bem-vindos. Vou adorar mostrar para vocês aqui esse mundo, essa caravana que tá linda e pode vir que vai ser todos bem-vindos. Muito obrigada, Fernanda, pela sua participação e por explicar também como funciona essa caravana aqui pra população de Campinas. Magina, sejam bem-vindos. É isso aí. Então, Gabriel, eu vou aproveitar um pouquinho essa caravana porque eu quero eh tirar foto com as jogadoras, eu também quero conversar um pouquinho com a inteligência artificial, fazer algumas perguntas e ainda se der tempo, jogar um pouquinho, né, eh, o futebol ali, conhecer mais a história. Então, eu volto com você aí no estúdio. Ah, aproveite mesmo, Ana Paula Meneguete, deu para ver que vale a pena ir até o cartódromo, lá na Lagoa do Taquaral, conhecer mais sobre o nosso futebol feminino, a seleção brasileira, as nossas jogadoras. Muito obrigado por todas as informações. Bom, e a gente segue aqui com as notícias da Metrópole, porque o Fórum Esporte, As Quadras e Suas Periferias pretende refletir sobre o esporte que nasce e resiste a partir destes locais. O evento foi na Unicamp. O evento Esporte, as quadras e suas periferias foi realizado na Unicamp e contou com palestras de profissionais da área. É um evento muito bacana. É, eu tô muito honrada de participar do evento, representando aqui a rede municipal de ensino de Campinas. E falar sobre o esporte que acontece na escola é sempre um prazer, né? A gente tem aí no esporte um um tema importantíssimo pro desenvolvimento integral das crianças e e o tema desse fórum é o esporte e as quadras da periferia. Então, quando a gente pensa em periferia de de um jeito simbólico, eh trazer esse esporte da da margem da sociedade, o esporte que acontece lá na escola pro centro, né? E e a gente tem feito isso na rede na rede municipal através dos jogos escolares, que é o GEN. A gente tem dado visibilidade para isso. A gente tem, a gente tá na 17ª edição dos Jogos Escolares e envolvem todas as escolas de Campinas da rede municipal. E e a e eu venho aqui hoje trazer essa experiência e mostrar que é possível a gente valorizar o esporte que acontece na escola. O esporte ocupa espaço privilegiado na vida pública. Primeiro que a gente não pode pensar numa única periferia, mas em periferias, né? Não apenas a questão da periferia no seu sentido de às vezes carência, mas uma periferia que constrói sentidos, constrói sentidos pelas suas práticas cotidianas, constrói sentido pel esses agentes que vivem esse dia a dia, né? E aqui a periferia é pensar também, não, como eu disse, num espaço geográfico, mas num espaço de construção de significados não hegemônicos que fazem a resistência acontecer. O fórum tem como público alvo pessoas ligadas ao esporte. A gente sabe que muitas vezes em aula de educação física na escola as meninas são maioria entre aquelas que não fazem a aula, que ficam ali as margens, né? Então o que que seriam estratégias de trazer esse público também para dentro do esporte, né? Também um esporte praticado por outros corpos, né? Corpos de pessoas transexuais, corpos, né? Talvez também de pessoas com deficiências, corpos obesos que também podem praticar esporte. Então, pouco nesse sentido de trazer paraa universidade, que é um berço da produção científica e da formação profissional, essas outras práticas eh esportivas. Estudantes de educação física reforçam que o evento é importante para a profissão. A gente tá vendo muito sobre a temática das quadras de suas periferias. Eu acho importante pra gente na educação física para ver além das escolas e além dos lugares que a gente vê mais eh fácil a nossa atuação. Eu acho que a nossa atuação vai muito além disso e a gente vê muitas ONGs em muitos lugares que fazem trabalhos voluntários além desses lugares que a gente tava comentando mais eh dos centros periféricos, dos centros das cidades. Então acho muito importante isso. A gente faz parte do Petf, né, o grupo aqui da Unicamp. E a gente faz um trabalho que chama Crescer Jogando numa escola ali do bairro São Marcos. E aí a gente trabalha com diversos esportes, então a gente dá aula eh pra pro quinto ano, né? Pro quinto ano. Então a gente consegue eh a partir eh dos estudos que a gente teve ver essas diferenciações de gênero, ver as questões de preconceito que muitas vezes são enraizadas. Então a gente com esse trabalho a gente consegue quebrar um pouco essas barreiras e eh inserir o esporte de uma maneira não só prática, mas social também. Mei-dia, mais 13 minutos. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Estamos ao vivo nesta quinta-feira. E olha só, os sebos são estabelecimentos comerciais de livros, vinis, revistas, objetos antigos. Mas muito além do negócio, os sebos proporcionam uma experiência orgânica, onde é possível encontrar o que se deseja, mas também ser surpreendido pelo que o tempo guardou, preservou e valorizou. No quarto episódio da nossa série Guardiões da Cultura, vamos conhecer mais da história do Sebbo Casarão, que fica na rua Barreto Leme, aqui em Campinas. Quem caminha pela calçada da rua Barreto Leme, na altura do número 994, no centro de Campinas, se depara com as pastilhas azul marinho brilhantes, emoldurando a cena que é um verdadeiro convite à viagem no tempo e no universo das artes. Livros, vinis, CDs e DVDs, objetos antigos e música boa dão o clima do que virá. Há 20 anos da Barreto Leme, sendo cinco somente neste endereço, o Cebo Casarão nasceu de um coletivo de expositores da antiga feira Alfa e se mantém forte com a mesma característica de boa organização, grande acervo e atendimento ímpar. eram várias pessoas que cada um tinha o seu espaço na feira e eles resolveram se juntar em um espaço só. E como havia um imóvel à disposição, eles alugaram o imóvel e se instalaram no imóvel, né? E ali foi criada então uma cooperativa, uma cooperativa de sebos, porque cada integrante tinha uma loja, tinha um cebo que era o Cebo Vali, o Cebo Galpão, o Cebo Porão, e a partir dali surgiu o Cebo Casarão. Com o passar do tempo, essa cooperativa deixou de existir e eles fizeram uma sociedade. Então, passou a ser uma loja só, ser lojão, com todos esses associados. Hoje em dia é somente o Fernando, é o único associado que é o proprietário do prédio. Apesar de controverso, o nome Cebo é atribuído ao fato de livros antigos ficarem engordurados pelo manuseio e, portanto, é um nicho para quem vê no livro e nos discos um valor para além do físico. Eu sempre gostei de livros e discos e eu trabalhava numa livraria e já essa livraria tava em fase de fechamento, né? E eu cheguei até lá, fui comprar um livro e um disco e conversei com eles. Falei: "Puxa vida, a gente tá precisando de uma pessoa que goste de disco de vinil e goste de livros, tá? Você não não quer vir trabalhar com a gente?" Ah, mas foi imediato, né? Então, deu met deu met. Se a cultura de Cebo guarda um tempo e um jeito de acessar a literatura e a música, o sebo casarão sentiu na pele o desmantelamento da preservação histórica com a demolição da antiga sede. Naquele prédio morou eh um as pessoas da família Zinc, inclusive a biblioteca de Campinas leva o nome de um deles que era o proprietário do prédio, morou naquele prédio e ele tinha duas filhas, tá? Ele foi embora pros Estados Unidos e com o passar do tempo ficou somente as duas filhas morando no prédio. Morreu uma delas e a outra ela ela eh disse que quando ela morresse ela ia doar o prédio pra Santa Casa de Misericórdia e ela faleceu. E assim e o prédio ficou sobre os cuidados da Santa Casa de Misericórdia. E aí vocês tiveram que sair depois de 15 anos, né? Já estão há 5 anos aqui, tão muito bem estabelecidos, né? Mas como é que foi essa história? Deu uma dorzinha no coração? Puxa, muita dor no coração, porque aquele prédio é um prédico icônico, né? O pessoal dizia que ali era um ponto da cultura de Campinas. E o que aconteceu na realidade foi que em plena pandemia eh aconteceu o lockdown, todos os estabelecimentos fecharam e a gente precisava eh fazer uma manutenção no prédio, arrumar o telhado e tal. E nós chegamos para eles e dissemos que nós eh queríamos fazer uma uma reforma no telhado e tal e a gente pedi um abatimento no aluguel. Daí no caso, o provedor na época ele disse que que aluguel era uma coisa sagrada, que ele não podia fazer isso, tá? Que se a gente não se nós não tivéssemos condições de pagar o aluguel, nós que desocupássemos o prédio. Daí foi feita uma reunião entre os proprietários e tal e eles acharam melhor então a gente desocupar o prédio e a partir daí nós desocupamos. Seis meses depois ou um pouco mais o prédio foi invadido por moradores de rua. depredaram todo o prédio e aconteceu que por eh por essa depredação continuar incessantemente eh a Santa Casa tomou a atitude de demolir o prédio. Ali morreram sonhos e expectativas, pessoas que tinham aquele ponto, aquele local como um ponto de encontro da cultura, mas nós deixamos com que isso não morresse, tá? E a gente teve a a grata sorte de encontrar esse espaço aqui e nós nos estabelecemos aqui. Estamos aqui já há 5 anos renascida das cinzas. No universo de todas as possibilidades dos cebos, é possível unir o passado e o futuro através das materialidades no presente. Um diferencial do Sebbo Casarão é que a gente tem muitas peças aqui antigas, né? Máquina de escrever, máquina de costura, mimiógrafo, telefone de riscar. E é um fato curioso. Uma uma menina veio aqui, ela falou assim: "Olha, você tem um um teclado manual". Falei: "Um teclado manual, mas todo teclado é manual". Ela falou: "Não, moço, aquele teclado que você escreve e sai numa folha era máquina de escrever". Então, passou a ser uma coisa assim engraçada, né? Porque eles não conhecem isso. E mesmo os telefones de discar com disco, né? O pessoal desconhece essa nova geração, não sabe o que é isso, que é o mimiógrafo, né? Que vai, a gente vai se lembrar das escolas que as provas eram todas mimiografadas e tal. E isso é muito interessante. A gente sempre procura ter um gramofone que nó relata o gramofone é ele era acionado através de corda como um relógio. Tanto que quando o gramofone era quebrado, quem consertava o gramofone era o relojoeiro. Então é um fato que para eles é uma coisa assim muito impactante, né? Como que um relojoeiro vai cuidar de um de um aparelho que toca música, né? Então é, faz parte da história e tem até relíquias. Acontece de vir muitas pessoas aqui e querendo se desfazer dos seus livros e tal. Quando a gente vai fazer as avaliações, às vezes existem algumas peças, como máquina de escrever, máquina de costura e tal, e a gente acaba arrematando todo o acervo da pessoa. E dentre elas aconteceu de uma pessoa tem uma bússola, uma bússola antiga da da época da guerra, tal, acabou entrando no nosso acervo também. A outra foi uma caneca, era uma caneca interessante, bem velha, tal. Daí nós procuramos saber da onde era aquela caneca, porque ela tem uma chancela do império embaixo e realmente é uma caneca da época do império, do segundo império. Tem a chancela da da coroa, tal. É uma coisa muito interessante e outras coisas, um lampião da Primeira Guerra Mundial, uma máquina de costura eh manual que foi fabricada para atender o mercado da Espanha e de Portugal. Então, todas essas histórias a gente acumula e para nós ou para mim em particular é um prazer falar sobre isso, sabe? Informar as pessoas da da origem daquilo da da máquina de costura que tem 50 anos de garantia. O pessoal fica abismado. 50 anos de garantia. Sim, 50 anos de garantia é a máquina de costura Vigorelli que não existe mais. Era fabricada em Jundiaí. Então são detalhes que enriquece, né? E muita gente aqui eh fotografa e quer ter aquela recordação e eu fico muito contente com isso. Os frequentadores têm os mais diversos perfis e motivações para garimpar textos, músicas e objetos. Sou muito curioso, gosto de ler muito. Quando você vem, você busca por que tipo de livro? Livro de livro. de ciência principalmente, né? Ciências é o que te mais te atrai. Que legal. E você vem sempre, então, passar um tempo aqui, ler um pouquinho? Sempre, de vez em quando, né? Que eu sou muito culpado também, né? Mas é um momento que você se permite vir para cá e se distrair um pouco. Gosta dos cebos? Então, gosto. Eu conheci o CEO vindo aqui uma vez com meus amigos. a gente gosta dessas coisas mais vintage, mais antigas e a gente veio aqui uma vez procurar CD, disco, eh, livro. E eu comecei a vir aqui às vezes quando eu venho, eu estudo aqui no centro, né, e às vezes eu venho aqui para dar uma olhada e hoje eu vim comprar um presente. Presente para quem? O que que você tá buscando? Eu vim comprar um presente pro meu pai. Eu tô procurando umas coisas dos anos 80, anos 70, 80 para ele. Ele gosta de um vinil, então ele gosta. Então vai ter presente vintage pro pai no final de semana. Vai. E aí você aconselha as pessoas verem ao quem é curioso, quem é quem gosta de história e quem gosta de de se surpreender, né? Eu aconselho sim. Eu já comprei aqui, eu comprei um livro da Rita ali, autobiografia. Aqui tem muita coisa que é bem legal. que tem muita coisa de diversos anos também, tem coisa dos anos 70, 80, dos anos 2000 também e tem muita coisa. Livro, CD, é bem legal aqui. Vida longa aos CEO de Campinas, que seguem como guardiões e promotores da cultura e de um jeito de viver mais analógico, onde era possível experienciar mais os cinco sentidos e até mesmo o sexto sentido, onde moram as memórias. e as emoções. Não sou eu como o Fernando, a Carol e cada integrante do CEO, que no fim fica conhecendo a história também. Eu faço questão que essa história seja divulgada para que as pessoas conheçam e saibam a funcionalidade, a funcionabilidade dessas coisas e o que ela representa pra cultura, né? [Música] [Música] A Associação Avança Campinas e mais 17 instituições representativas da região metropolitana anunciaram na manhã de ontem O lançamento da governança colaborativa denominada Mais Campinas. É um modelo de gestão que envolve a participação ativa do governo, sociedade civil, setor privado, entre outros atores na definição e implementação de políticas e ações públicas. O evento realizado em um centro de convenções da cidade contou com a presença de representantes do poder executivo e vereadores. O encontro reuniu associações e diversas autoridades com um propósito único, planejar um futuro próspero para o município. A Associação Mais Campinas é uma entidade apartidária e sem fins lucrativos que busca o desenvolvimento econômico e social de uma região, apresentando soluções para os problemas em diferentes áreas. sempre que a gente tem uma uma dor, né, nós fazemos o seguinte, nós vamos entender o setor como um todo, nós olhamos as cidades vizinhas ou a cidades concorrentes desse setor, que nem sempre são as cidades vizinhas, né, para trazer ideias de um todo, não falar só da nossa dor, mas trazer ideias, mostrar o que que estão acontecendo em outras cidades, como tá sendo feito, eh, propostas, então, do que a gente acredita que poderia ser implementado. Então é sempre dessa forma, é mostrando um todo, né, mostrando a concorrência e mostrando uma proposta. A gente tem convivido com alguns desafios que são assim denominador comum nas cidades, mobilidade urbana, segurança, eh a educação, né, que como eu eu citei anteriormente, a gente precisa alavancar para patamares mais qualificados, né, o desafio eh da inovação, da tecnologia. Então, eh, isso tem sido a as próprias ameaças climáticas que tdo muitos desafios paraas cidades. Isso tem sido muito recorrente. O lançamento da governança colaborativa denominada Mais Campinas foi acompanhado por secretários municipais e pelo vice-prefeito de Campinas, Vanderlei de Almeida, o Vandão, que destacou a importância do poder público acolher e participar de iniciativas como essa. A cada momento a gente tem visto as coisas se alterando num num ritmo muito rápido e cada vez menos o poder público preparado para enfrentar isso. Então, ter, né, um um ambiente aí, ter um um uma proposta que discuta isso de maneira antecipada, que avalie propostas de maneira antecipada e que apresente projetos de maneira antecipada, eu acho que é muito é muito significativo pra gente enfrentar esses desafios. O presidente da Câmara Municipal, o vereador Luiz Rossini e os vereadores Mineiro do Espetinho, Benê Lima, Luís Iabico, Nick Schneider, Hermínio Monteiro e também o vereador licenciado Luiz Cirilo, atual secretário municipal de habitação, estiveram presentes no evento. é uma ação que nasce da sociedade civil com a proposta de criar uma entidade para ajudar, pensar o desenvolvimento da nossa cidade e planejar o desenvolvimento da nossa cidade. É claro que isso afeta a Câmara, porque certamente muito dos assuntos que essa entidade deve debater, eh, vai ter a participação da Câmara, porque o que eles estão pensando é como criar uma um novo modelo de governança do setor público envolvendo a sociedade privada, a sociedade civil, né, para aprimorar as políticas públicas. é uma ação que nasce da sociedade civil com a proposta de criar uma entidade para ajudar, pensar o desenvolvimento da nossa cidade, planejar o desenvolvimento da nossa cidade. É claro que isso afeta a Câmara, porque certamente muito dos assuntos que essa entidade deve debater, eh, vai ter a participação da Câmara, porque que eles estão pensando é como criar uma um novo modelo de governança do setor público envolvendo a sociedade privada, a sociedade civil, né, para aprimorar as políticas públicas. É claro, quando a gente fala de política pública, a gente fala de lei, a gente fala de ações que a Câmara tem que estar presente. Então nós vamosos acompanhar, entender e é claro que a Câmara está aberta para contribuir, né, com as ações que possam se serem desdobradas dessa ação da criação do da Associação Mais Campinas. Além de Campinas, o modelo também foi adotado por outros 35 municípios, como Belo Horizonte, Maringá e Goiânia, alcançando resultados positivos para cidades. Obviamente que quanto mais madura a governança, mais entregáveis ela vai conseguindo fazer. Mas a gente já consegue, mesmo naquelas cidades que já estão há menos tempo, 10 anos, 8 anos, você já consegue ver entregáveis, eh, como, por exemplo, a elaboração de um plano estratégico de desenvolvimento econômico que dá o direcionamento econômico paraa sociedade de futuro, a atualização do mesmo, tem colaborado em algumas cidades, tem sido um ator muito importante paraa constituição e amadurecimento do ecossistema de inovação, marcos regulatórios, principalmente e visando a simplificação e da gestão pública, os hospitais públicos que às vezes precisa de articulação para trazer recursos não só pra infra, como também pro próprio corpo, né, técnico, que isso é bastante custoso. Então, tem sido a uma participação ativa nos planos diretores, então um pouco aí dos entregáveis que a gente tem visto da governança pelas cidades. Rossine ainda comparou o papel dessa governança colaborativa com o trabalho desenvolvido pelas 31 frentes parlamentares. As frentes parlamentares são um instrumento que a gente tem legislativo para fazer isso, cada frente debatendo um tema específico e envolvendo eh setores da sociedade relacionados àquele tema, né? Certamente esse avança Campinas, esse Associação Mais Campinas é isso. Agora também tá reunindo entidades de vários segmentos, vários setores e certamente vão querer fazer esse diálogo com a Câmara, potencializando ainda mais aquilo que a Câmara já faz. A composição de todas as funções do grupo Mais Campinas deve ser definida até o final deste ano. O início dos trabalhos estão previstos aí para o primeiro trimestre de 2026. Vamos com as notícias do legislativo, porque ontem foi dia da reunião ordinária de número 45. Durante 2 horas, os vereadores discutiram e votaram seis projetos de lei e também moções. A repórter Mina Abreu acompanhou tudo e traz agora as informações. Olá, Mirna. Olá, Gabriel. E a você que assiste o Câmara Notícia. Na 45ª reunião ordinária, além dos seis projetos aprovados pela Câmara, os vereadores também aprovaram as moções, que são documentos que representam a opinião do legislativo de Campinas acerca de um tema. Uma delas é de autoria do vereador Nick Schneider, que apoia a implantação do Centro de Ciência e Tecnologia do Exército no município de Campinas. A gente lembra que esse termo de cooperação com a prefeitura da cidade foi assinado na última segunda-feira. Eu acho que vem muito ao encontro da vocação de Campinas. Campinas que é uma cidade tecnológica, tem diversos institutos de pesquisa, tem uma Unicamp, tem uma PUC e outras universidades de ponta na área de pesquisa. E agora o exército viu em Campinas essa oportunidade de implantar aqui esse centro tecnológico voltado à área de de defesa, né, da defesa voltada à área de segurança. E é uma surpresa muito grande, foi uma uma alegria muito grande receber essa notícia e eu propus essa moção para demonstrar o apoio da Câmara Municipal a essa iniciativa do nosso querido exército brasileiro. da vereadora Guida Calisto, foi aprovada uma moção que apela à construtora MRV Engenharia para que acelere a assinatura de um termo de ajustamento de conduta junto à prefeitura, visando a entrega de unidades do condomínio Világio Garden. A vereadora detalhou o que é este problema e qual seria a solução então para acelerar esse processo. Quando você constrói condomínios, você coloca muitas pessoas naquele território, naquele bairro, que muitas vezes aquele bairro não tem a estrutura, a capacidade para atender todas aquelas pessoas. Então vai impactar no trânsito, vai impactar na necessidade de ter mais médico, de ter mais escola, vaga em escola, de precisar de centro de saúde, de precisar de cabeamento, de precisar de energia, enfim, né, de esgoto, de ônibus, de transporte público. Então, e a o a medida mitigadora para poder amenizar esse impacto que foi instituído entre a prefeitura e a MRV havia sido uma obra de um viaduto no Ribeirão Pissarrão. Se teve vários problemas, né, por conta de liberação, enfim, tava tendo, é, dificuldades. E aí a MRV junto com a prefeitura decidiram então fazer uma outra medida que é o alargamento da avenida Prestes Maia que também a prestismaia de manhã cedo ou à tarde em hora de pico ela fica intransitável, né? Muito carro, enfim. Então a a medida foi essa. Só que até agora a MRV não assinou essa táxi. Se não assinar isso, se não der encaminhamento na documentação, não tem como a Secretaria de Urbanismo liberar o ABITS. E essas 488 famílias estão aguardando mudar paraas suas casas. Estão esperando, aguardando receber as chaves do apartamento. Eh, e estão pagando aluguel, tão tendo que renovar contrato de aluguel, tão estão pagando multas por conta de de contratos de compras de móveis, de móveis, enfim, isso tudo tá resultando muito prejuízo a essas famílias. Também foi aprovada a moção de autoria do vereador Guilherme Teixeira, que apela ao Senado Federal para que paute e aprovei 2801 de 2022, que torna a pedofilia crime ediondo. Crime ediondo é um crime que é inafiançável. A pessoa quando comete ela, ela é levada à delegacia e ela não tem direito à fiança. Ela tem que cumprir a pena ali em regime fechado. E hoje o que acontece é que a pedofilia ele é um crime que tem fiança. Então a pessoa que comete o crime acaba voltando paraa inserção da sociedade e acaba cometendo novamente esse crime. O deputado Paulo Freire junto com a Clarissa Garotinho, ela eles apresentaram um projeto na Câmara Federal, 1776 de 2015, colocando no rol de crimes ediondos a pedofilia e também tratando questões de crimes sexuais também com criança adolescente através do Estatuto da Criança Adolescente. Essa proposta, ela foi aprovada na Câmara dos Deputados em 2022 e até agora ela está aguardando o trâmite na casa revisora que é o Senado. Acontece que com o Felc, o caso que acabou sendo divulgado, acabou tornando mais evidente a questão da punibilidade, porque hoje as pessoas estão cometendo crimes e como paga uma fiança e sai, acaba não tendo a questão da culpabilidade, da penabilidade aplicada e ela começa, acaba recaindo. Então a questão da moção é apelando ao Senado para que ele coloque logo em votação, que escolha logo o relator. O projeto está na comissão de constiução e legalidade deles, de justiça, na verdade, né, do Senado, aguardando ainda a instrução de quem será o relator. Eu acho que no momento que a sociedade vivencia algo como Felca, eu acho que é muito importante a gente ter esse projeto aprovado e sancionado. E a gente lembra que todo o trabalho da Câmara de Campinas também pode ser conferido lá no site campinas.sp.leg.br. É com você aí no estúdio, Gabriel. Muito obrigado, Minabriu, pelas informações. Lembrando que você pode rever a reunião ordinária na íntegra com todas as discussões e votações no YouTube da TV Câmara Campinas. E olha só, a moção da vereadora Guida Calisto apoia a implementação do piso salarial nacional e a efetivação das 30 horas da categoria de assistentes sociais. A moção protocolada pela vereadora Guida Calisto diz que a Câmara Municipal de Campinas manifesta apoio irrestrito a implementação do piso salarial nacional. Também a efetivação das 30 horas semanais sem redução de vencimentos, que será debatida em audiência pública a ser realizada no dia 19 de agosto na Câmara Federal. o nosso apoio a essa matéria, porque o Brasil anda numa discussão gigantesca sobre a política econômica, sobre a questão da onde arrecadar, onde procurar mais recursos para se arrecadar. Então a gente, a a nossa preocupação é que os trabalhadores não sejam penalizados por conta dessa questão do dos recursos, né? Então quando o presidente Lula vem falando sobre a taxação das grandes fortunas, é para poder garantir mais recursos e quem tem que ser beneficiado são os mais vulneráveis. Com relação à aos assistentes sociais, tem uma luta nacional pelo piso nacional desses trabalhadores, porque existe uma discrepância gigantesca do pagamento do salário, principalmente de assistência social, quando ele é concursado e quando ele é trabalha em entidades. Aqui em Campinas mesmo, nós temos uma diferença grande. Por exemplo, um assistente social concursado diretamente pela prefeitura tem um salário base na em média R$ 7.000, Enquanto que um um trabalhador assistente social cumprido a mesma função, né, eh com o mesmo cargo, mas cumprindo a mesma função, ele ganha no máximo 2500. Ainda segundo a parlamentar, é inaceitável que profissionais essenciais ao enfrentamento das desigualdades sociais recebam menos de dois salários mínimos. A gente sabe que tem postos de trabalho que precisam ter plantão, né, de profissionais de assistência social. Então tem hospitais que precisa ter assistência social e o hospital não para, não fecha, trabalha sábado e domingo, enfim. Eh, a discussão é 30 horas semanais, 30 horas semanais. Eh, tem o entendimento que é uma jornada eh discutida pela base dos assistentes sociais e é uma jornada digna, né? Uma jornada que vai dar condições de trabalho, de atendimento, eh, tem que lidar com uma população muito vulnerável. a questão do adoecimento, inclusive dos assistentes sociais tem sido muito séria, né? Porque trabalho numa linha de frente muito intensa, muito, enfim, que que demanda muito desse profissional, inclusive. Então é é legítimo, é uma questão de saúde pública, é uma questão sanitária pública. Vereador Gustavo Peta protocola requerimento e pede informações à prefeitura sobre a modernização da iluminação pública de Campinas. Depois de criar uma subcomissão dentro da comissão permanente de administração pública do legislativo de Campinas, para poder acompanhar o contrato da parceria público-privada da iluminação pública da cidade, o vereador Gustavo Peta protocolou um requerimento solicitando ao executivo informações sobre a modernização da iluminação pública do município. A prefeitura tem um contrato com uma empresa que chamada Conecta, que ganhou, né, uma uma um edital, um leilão na iluminação pública da cidade. Então essa empresa que é responsável por garantir a iluminação pública e os investimentos em iluminação pública. Tem metas a serem alcançadas durante os próximos anos. Nós verificamos no início desse contrato é que essas metas não estavam sendo cumpridas. Por isso que eu queria a subcomissão. Nós convocamos a empresa aqui, vários problemas e depois a empresa até que acelerou um pouco alguns desses serviços, mas ainda as metas não foram cumpridas na integralidade. O meu questionamento é para saber as informações precisas do que foi cumprido ou do que não foi cumprido. Essa empresa já foi multada pela administração pública e provavelmente deverá ser multada novamente por conta desses questionamentos. É por isso que esse requerimento foi feito no sentido de garantir as informações para a Câmara Municipal para que a gente possa agir, se for o caso. O contrato da parceria público-privada foi firmado em março de 2023 com a duração de 13 anos. O acordo ainda prevê a modernização de 130.000 pontos de luz no município. No documento, o vereador questiona quais as regiões da cidade foram beneficiadas até o momento com a iluminação das lâmpadas de LED. Primeiro que é preciso que haja uma divisão justa pela cidade toda, mas também verificar os principais corredores de passagem de pessoas, de pedestres, lugares em que há mais índices de criminalidade para você garantir que a iluminação pública ajude a dar uma sensação melhor de segurança e inibe também possa inibir também ações de violência contra a população da nossa cidade. Você já ouviu falar em síndrome nefrótica no Saúde Agora, uma especialista num assunto explica o que é essa condição rara que afeta os rins, quais são os sintomas, como é feito o diagnóstico e tratamento e ainda como ela pode comprometer a qualidade de vida da criança e agravar o quadro de saúde se não tratada adequadamente. Confira. [Música] Olá, pessoal. Mais um saúde agora começando aqui na programação da TV Câmara Campinas. E hoje nós vamos falar sobre a síndrome nefrótica. O cantor Júnior Lima e a esposa Mônica Benini revelaram recentemente que sua filha mais nova foi diagnosticada com a síndrome nefrótica, uma condição rara que afeta os rins e pode comprometer a qualidade de vida da criança. E quem esclarece tudo sobre esse tema é a Rebeca Apel, que ela é nefrologista do Hospital Japonês Santa Cruz. Dout. Rebeca, muito obrigada pela sua participação aqui no Saúde agora. Seja bem-vinda. Olá, é um prazer estar aqui conversando com vocês. Doutora, vamos explicar um pouquinho, né, de uma forma bem geral, o que que é essa síndrome nefrótica, certo? A síndrome nefrótica são alguns achados clínicos que eles são caracterizados pela perda maciça de proteína pelo rim, uma grande quantidade de proteína que acaba sendo perdida na urina. Isso aí se dá por alguma alteração no funcionamento de de renal, que o rim ele é um filtro, né? E ele filtra o sangue e aí em algum momento ele acaba perdendo essa proteína e essa perda de proteína no rim pode levar a várias consequências. E doutora, quais são as causas dessa condição que é uma condição rara? Bom, eh, a causa ela pode ser genética, a pessoa ela já é propensa a ter aquela aquele aquela doença, aquela malformação renal. Ou então ela pode ser uma causa induzida por alguma outra doença, por exemplo, eh, algum tipo de câncer que pode levar a uma alteração renal ou então, por exemplo, diabetes. O diabetes é uma doença muito comum que faz fazer perder proteína proteína no rim, vai fazer uma uma alterações semelhantes a uma síndrome nefrótica. Eh, então essas são as principais causas. ou uma doença que tá levando o rim a desenvolver essa síndrome, ou então algo que é nato do próprio rim, que a pessoa já nasceu propensa a ter essa doença. E dout. Raquel, quais são as os principais sintomas dessa síndrome, até como forma de alerta aqui pros pais, né, caso a síndrome atinja uma criança, o que que eles precisam ficar atentos, certo? O principal sintoma é o inchaço, é o edema, tá? Eh, é o é o sintoma que mais marca a síndrome, mais característico. Não é comum que o seu filho, a sua criança fique inchada. Se ela tá ficando inchada, tem alguma coisa que tá acontecendo e a gente tem que investigar. Tem outras doenças que podem causar inchaço, como problemas no fígado, problemas no coração, mas o problema renal, ele é um uma causa importante de inchaço, tá? Uma outra coisa que pode acontecer, mas é um pouco mais difícil da gente conseguir perceber, às vezes, é uma urina que fica mais espumosa. Eh, é quando você faz o xixi, você olha lá no vaso, sempre tem uma outra bolinha, isso é normal, tá? Uma bolhinha em cima ali na água, mas fica cheio de espuma em cima da da urina, isso não é normal, isso é um um demonstrativo que você tá perdendo proteína no rim, tá? E doutora, essa síndrome, ela pode estar também relacionada com algum hábito da pessoa, ou seja, ah, não tá tomando tanta água, tá se alimentando com muitos, né, com com alimentos e produtos que t muito sódio, tem essa relação? Não, não vai ter essa relação. Tirando os casos que você tem perda de proteína por conta de um diabetes que tá mal controlado, mesmo assim não tem uma doença associada, né? em geral, não tem relação com eh um hábito de vida, uma alimentação. É lógico que a alimentação, o hábito de vida, eles vão ajudar no tratamento, no controle do dos dos sintomas, no controle da doença, mas isso não vai desencadear a doença. E com qual idade geralmente as pessoas costumam apresentar essa síndrome? Tanto aqui eu falo tanto adultos, né, quanto crianças também. Aham. Bom, a síndrome nefrótica, ela é muito comum na infância, tá? Crianças aí desde muito pequenininhos, não tem uma idade assim definida, ah, é 14 anos, não, crianças muito menores, de 4, 6 anos, podem apresentar, certo? E também pode acontecer no adulto um pouco menos comum e pode acontecer também numas em idades mais avançadas, tá? Tudo vai depender eh da doença de base que tá levando a síndrome nefrótica, certo? Eh, a síndrome nefrótica tem uma doença que é, a gente fala que a doença de lesões mínimas, é uma doença própria do rim, que ela é muito comum de acontecer na infância. Eh, e normalmente quando é uma síndrome nefrótica que abre na infância, a gente sabe que provavelmente é essa doença, certo? Então, a gente sabe que é acaba que a gente vê muito nas crianças por conta desse tipo dessa doença que leva a síndrome nefrótica. E, doutora, como que a gente faz então o diagnóstico dessa síndrome? Certo? Bom, o diagnóstico ele é feito por exames, tanto exames de sangue quanto exames de urina na suspeita inicial, tá? Eh, com esses exames eu consigo determinar se a pessoa tem a síndrome. Eh, o que que é importante? Quais são os achados mais relevantes? É a perda de proteína no rim, tá? Então, vai ter que fazer aquele exame da urina de 24 horas. Dá para fazer também pelo daurina simples, mas normalmente a gente pede daurina de 24 horas, que é um exame um pouco mais fidedigno, certo? Eh, a gente vai ver o quanto de proteína que a pessoa perde na urina. Esse é o primeiro passo. A gente vai fazer também exames de sangue para procurar outras alterações que estão associadas. Por exemplo, alterações de colesterol podem vir associadas à síndrome nefrótica, proteína no sangue pode ficar baixa associada à síndrome nefrótica. Então, a gente vai acabar fazendo alguns exames de sangue também para ver e que vão ajudar a gente a complementar esse diagnóstico, tá? Eh, e aí a gente tem o diagnóstico da síndrome. Dependendo da idade do paciente, a gente vai eh além na investigação e vai fazer uma biópsia do rim, mas isso tudo depende da idade e do caso. Eh, principalmente em crianças, os exames de sangue eles são suficientes pra gente fechar o diagnóstico e de sangue, de urina, né? Pra gente fechar o diagnóstico e iniciar o tratamento, tá? No adulto, muitas vezes a gente precisa, na maioria dos casos, a gente precisa fazer a biópsia também, mas aí é cada paciente a gente precisa individualizar e avaliar. Geral são exames simples que a gente consegue diagnosticar a síndrome e começar o tratamento. E doutora, você poderia explicar pra gente qualína que é essa que que é detectada, né, nesses exames? Sim, sim. Eh, a gente acaba Vou vou vou vou explicar para ficar mais fácil. Churrinha é como se fosse uma peneira. O sangue passa nessa peneira, vai sair água, vai sair impurezas, mas não é para sair células, né? Para sair albumina, que é uma proteína no sangue, não é para sair, por exemplo, anticorpos, que são proteínas maiores, que estão no sangue. Essas coisas não passam pelo rim, elas têm que continuar dentro do sangue, certo? E o que vai sair é só a urina, que é água, com ureia, eh, com creatinina, com alguns eletrólitos como fósforo, como cálcio, como sódio. Isso a gente manda para fora. Quando a gente tem uma alteração nessa peneira desse rin, que ela fica mais larga, ela fica mais desgastada, é que a gente começa a perder primeiro proteína, que é a coisa mais comum, que é que que a segunda molécula maior, vamos dizer assim, entendeu? Vai acabar vazando nesses nesses nesses nesse filtro do rim. E aí, eh, essas proteínas podem ser de vários tipos. normalmente é abomina, que é a proteína que a gente tem mais comum, mais comum no sangue, mas existem outras proteínas que a gente sabe que a gente pode perder, como eu falei, de anticorpos, eh proteínas relacionadas eh a a outras a outras coisas de funcionamento do corpo, como coagulação, tudo. Então assim, eh, uma coisa importante, além da desnutrição, que pode acompanhar a síndrome nefrótica, você pode ter uma alteração da sua imunidade, eh você pode ter uma chance maior de fazer tromboses, então tem várias coisas que podem acontecer associadas a essa perda de proteína pelo rim. E doutora, falando na parte agora dos tratamentos, eles são eh aplicados da mesma maneira para crianças e pros adultos também ou tem alguma diferença quando a gente fala em tratamento? E quais são os tratamentos recomendados para essa para para esse quadro? Sim, eles são diferentes, tá? Eh, eles são, em geral, eles são diferentes na criança, como a gente, quando a gente faz o diagnóstico de síndrome nefrótica, o tratamento inicial é com med eh corticóide, que é uma medicação que é imunossopressora e que aí a dose pra gente tem que avaliar caso a caso, né? Mas são doses um pouco maiores, tá? Eh, e aí a gente vê a resposta e vai avaliando. Existem outras alternativas de tratamento, mas normalmente o tratamento inicial é corticoide na criança. No adulto, eh, muitas vezes a síndrome nefrótica secundária, alguma outra doença. Então, o tratamento pode ser diferente dependendo do que do que for diagnóstico. Mas em geral, é só com medicação ou é necessário algum tipo de intervenção cirúrgica futuramente? é um é uma doença que se trata com medicação, tá? Somente com medicação, eh, somente com medicação. E o objetivo da medicação é justamente a gente corrigir essa essa essa alteração do rim que faz com que se perda se perca a proteína na urina, tá? Porque se a gente não parar esse processo, com o tempo isso vai levar perda do funcionamento total do rim, entendeu? E aí isso pode por consequência, né, levar a doença renal crônica, necessidade de hemodiálise e outras complicações, tá? Mas fazendo o diagnóstico precoce, iniciando o tratamento, o tratamento é simples, é medicamentoso. E doutora, esses exames que você comentou, né, um pouquinho antes, eles são oferecidos pelo SUS, ou seja, a população no geral tem condições de acessar esses exames? Sim, esses exames tm na rede pública. É possível fazer o diagnóstico pelo SUS, sim. Tá? Eh, sobre ainda essa linha, né, do tratamento, a pessoa faz o tratamento, chega o momento que ela tem a cura dessa síndrome, isso é possível? A gente tem um controle dessa síndrome, tá? Eh, você tem um controle, você espera que a doença entre em remissão, mas você precisa fazer um acompanhamento porque ela pode retornar futuramente, tá? Mas você consegue sim eh reduzir a a perda de proteína e e controlar a doença. Mesmo se for criança, essa síndrome ela ela tem controle ou ela pode até sumir quando a criança ficar mais adulta? Sim, sim. Ela pode ela pode ela pode regredir, tá? Vai precisar fazer acompanhamento com o nefrologista aí por muitos anos pra gente ter certeza que isso aí tá controlado. Tá bom. Eu até gostaria de tirar essa dúvida. Se os pais identificarem nas crianças esses sinais, a indicação é levar para qual médico imediatamente? Leva pro pediatra, tá? Eh, se seu filho tá ficando inchado, se você olhou o xixi dele tá diferente, como eu falei, ficando com espuma ou se tá ficando numa cor que não é a cor habitual, também é um sinal de alerta, tá? Pode ter outras doenças renais associadas. Eh, leve leve a um pediatra, tá? Eh, o exame inicial que a gente que a gente consegue suspeitar de uma síndrome nefrótica é aquele exame de urina simples, sabe? Que a gente vai fazer ele, a gente vai ver que ele tá alterado e a partir daí a gente vai fazer dos outros para complementar. Mas a suspeita diagnóstico inicial eh o pediatra ele consegue dar e encaminhar pro especialista. E doutora, a caso essa síndrome não seja tratada, né, de início, futuramente, essa criança ou esse adulto também pode apresentar alguma complicação da saúde? Sim. Eh, como eu tava falando antes, se a gente não trata isso, o rim ele vai perdendo o funcionamento e a pessoa vai desenvolver a doença renal crônica, que é quando o rim ele começa a parar de funcionar, ele começa a entrar numa insuficiência. E quando isso eh atinge um certo ponto que você não tá conseguindo mais eh ter um um controle adequado do do do da quantidade de líquido que tem no seu corpo, eh um controle adequado do metabolismo, você pode precisar até de uma hemodiálise. Então é lógico que é um caso muito mais avançado. A gente consegue eh tratar e e e segurar a doença muito antes disso, se a gente fizer o diagnóstico. Doutor, então, pra gente encerrar aqui o nosso quadro, eu gostaria que você pontuasse, né, os principais eh tópicos assim relacionados a esse assunto, para quem tá em casa mesmo acompanhando, se atentar, se tiver alguma criança também, eh, se atentar com relação aos sinais e sempre tá acompanhando eh todo esse processo e se for algo grave já levar pro médico mesmo. Sim. Bom, então acho que as principais coisas que todo mundo tem que ficar de olho, principalmente com as crianças, é se sua criança tá inchando. Não é comum que uma criança fique inchada. Pode ser o rim, pode ser alguma outra coisa. E às vezes a gente pensa no adulto, a gente pensa que a gente enche o pé no final do dia. A gente acha que a criança vai enchar só o pé, mas às vezes ela enche o rosto, fica com aquele olhinho gordinho, a mão gordinha. Então, se a criança tá inchando qualquer parte do corpo, isso não é normal. É, alguma coisa tá acontecendo e a gente precisa descobrir. Acho que é a primeira coisa que os pais podem observar, tá? Segunda coisa que os pais podem observar é a urina da criança, né? A criança vai no banheiro, você normalmente às vezes o pai vai acompanhar ou vai depois para ajudar a criança a a se limpar, dá uma olhada, ver como tá. Tá amarelinha como sempre foi, amarelo clarinho, sem espuma, igual tá igual igual é o esperado, né? Não tem do que se preocupar. Mas se você começa a ver que a urina da do da sua criança tá diferente, tem ficado espuma, a cor mudou, é um sinal de alerta, tá? Eh, existem existe uma coisa que é confundidora, que eu acho que é importante falar, que nesse caso a gente tá falando de síndrome nefrótica, mas também existe a síndrome nefrítica, que é um outro tipo de alteração renal que é muito semelhante, que a gente também tem um pouco de perda de proteína na urina, mas é uma doença diferente. É, na síndrome nefrítica, a gente também vai ter uns um achado semelhante, pode ter inchaço, mas a gente vai ter alteração de pressão, às vezes a gente vai ter infecção e associada amidalite e perto de desse desse processo, algum uso de algum remédio. Eh, por isso que até é importante falar eh se pode não ser a síndrome nefrótica, pode ser a síndrome nefrítica, ainda mais se sua criança teve alguma infecção de de vias aéreas, uma gripe recente, começou a inchar. É uma coisa de alerta também, não é esse essa doença, não é essa questão, mas é uma doença muito semelhante que também afeta os rins. E já que a gente tá falando disso, acho que vale a pena trazer o alerta, né? Sim, sim, com certeza. Sem dúvida. Doutora, eu quero aqui agradecer então sua participação no nosso quadro no Saúde agora e obrigada por compartilhar aí essas informações. Foi um prazer conversar com vocês. Obrigada também pela sua companhia que tá em casa. Você pode conferir todos os quadros da nossa programação no YouTube da TV Câmara Campinas e não se esqueça de nos acompanhar também nas redes sociais. Até o próximo. Saúde agora. [Música] Uma frente fria está passando pelo oceano neste momento, o que deixa as temperaturas estabilizadas aqui em Campinas e região. Portanto, sem alterações para amanhã, sexta-feira, não tem previsão de chuva, então segue céu, azul e sol. Umidade relativa do ar, viu? mínima em torno de 30 a 35%, uma pequena elevação em comparação com os dias anteriores, devido a ventos que trazem esta umidade do oceano. Sobre as temperaturas, elas já estão aqui na minha tela para esta sexta-feira, então mínima de 13º. Segue a previsão de frio pela manhã e também à noite. Ao longo do dia, com a presença do sol, a temperatura sobe, podendo chegar aos 25º aqui na cidade de Campinas. O jornal Câmara Notícia fica por aqui. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Continue na nossa programação e nos vemos amanhã na sexta-feira. Até lá. Ciao. Ciao. [Música] [Música]