Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
Em 2025, região de Campinas registra crescimento de 57% em interrupções com pipas na rede elétrica. O curta hoje não, que está sendo gravado também no cemitério da Saudade, conta a história de Toninho Milagreiro e o Boi que falou: Planejamento urbano, preservação das áreas verdes e conscientização ambiental. Frente Parlamentar do Meio Ambiente faz balança dos trabalhos e aponta os próximos desafios. Acordar cansado virou rotina. No Saúde Agora, o médico nutrólogo e geriatra Adriano Faustino explica como você pode recuperar a energia. Olá, [Música] boa tarde. Quinta-feira, 24 de julho de 2025, começa agora o jornal Câmara Notícia ao vivo. Meio-dia mais 4 minutos. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência e vamos conversar. Mande a sua mensagem, a sua participação pelo número do nosso WhatsApp. 19 é o nosso DDD. Para você que é de Campinas e região, pode ir direto no número que já aparece aqui embaixo da sua tela, 97829377. Ou você pode mandar esta mensagem apontando a câmera do seu celular para o Qcode. Também já aparece uma mensagem na sua tela. WhatsApp da TV Câmara Campinas. Você aperta e pode mandar o seu elogio, uma crítica construtiva, o que você quer assistir aqui no nosso telejornal. No próximo sábado, Bosque do Jequitibas, vai ter uma programação especial voltada à educação ambiental e com atividades para todas as idades. Para nos contar quais serão as atrações, os horários, se é gratuito, eu aciono a repórter Carla Mendrô, que tem as informações. Seja bem-vinda e boa tarde, Carla. Olá, boa tarde a todos, a vocês que nos acompanham pelas telas. Olha, esse boletim tá diferente. É um boletim entre seres vivos de espécies diferentes. Ao meu lado está o biólogo Felipe Brocanelli e também essa belezinha aqui que é a Nagini. Qual é essa espécie, Felipe? Boa tarde. Boa tarde, Carla. Essa espécie é uma cobra do milho, tá? É uma espécie muito dócil. também uma espécie exótica, mas que tem uma docilidade muito grande aí e a gente utiliza ela para atividade de educação ambiental com o público. E falando em educação ambiental, né, esse é o ponto alto do boletim para falar sobre o bosque interativo, né, que é importante ter essa aproximação, é, de uma forma lúdica, mas também de uma forma bastante educativa, né, mostrar para o público como funciona o dia a dia desses animais, né? Sim. Eh, o Bosque Interativo surgiu como uma ideia tanto da nossa equipe do Museu de História Natural, quanto da equipe do zoológico do Bosque, de mostrar pro público, pra população como é nosso trabalho. Elista, o público tem uma uma certa noção, mas tem muita coisa que acontece também por trás dos bastidores que a gente como bosque interativo consegue mostrar pra população, educando ela para trazendo informações sobre curiosidade, sobre o nosso trabalho e também falando um pouquinho sobre conservação do ambiente, que é a temática principal, é o nosso objetivo realmente sobre essa atividade. Inclusive, antes, né, quando antes que a pessoa possa tocar nos bichos e tirar aquela famosa foto pro Instagram, ela recebe uma palestra, né? Sim. O contato com os animais, ele é feito dentro de um local, dentro do centro de educação ambiental. Eh, é um contato limitado com pessoas que vão receber senhas e vão eh estar presentes lá. Antes de fazer o toque, tirar a foto, a gente vai passar uma palestra, a gente vai passar curiosidades dos animais que vão estar presentes na na atividade, no roteiro. E além disso, a gente fala um pouco sobre nosso trabalho, sobre a problemática do tráfico animal, que é a principal razão desses animais estarem aqui com a gente. a gente fala um pouquinho de como os zoológicos podem eh ajudar nessa confirmação, nessa conservação e depois sim, depois de toda essa palestra as pessoas vão ter a oportunidade de tocar nesses animais. Felipe, nós estamos com esse exemplo aqui, né? A cobra do milho, que é muito simpática, muito dócil. Deixa eu ver se ela vem comigo. Vamos ver se ela quer fazer amizade. Às vezes tem gente que não gosta de jornalista, né? Vamos ver como como é ela aqui, ó. Eu acho que ela gostou de mim. Qual é a importância dela para o meio ambiente? O que o que que as pessoas tem que saber em relação a a esse a essas espécies? É, as serpentes, por exemplo, a primeira coisa que a gente fala é os indivíduos que estão aqui com a gente são indivíduos que já estão eh humanizados. Esses animais já estão acostumados ao toque nosso e é por isso que a gente utiliza eles paraa educação ambiental. Primeira coisa que a gente fala é para as pessoas não reproduzirem isso em ambiente natural. Uma serpente que nunca viu humano, nunca teve um contato, ela vai ter um comportamento totalmente diferente. Então esse animal ele vai pode ser aí agressivo, pode dar um bote nas pessoas. Então, o que a gente fala, primeiro lugar é: "Não reproduzam isso que a gente está fazendo." Nós somos pessoal competente, técnico, esses animais já estão acostumados e na natureza a a o esquema é outro, é outra coisa, né? Esses animais eles são super importantes porque eles controlam algumas populações de animais e eles também são controlados por outros. Então, dentro da cadeia alimentar que a gente fala, da teia alimentar, o ambiente ele tá sempre eh em equilíbrio, né? Eh, ou teria que estar em equilíbrio, né? E daí as serpentes elas conseguem controlar uma superpopulação de roedores, por exemplo, que se reproduzem muito rapidamente, muito facilmente, elas se alimentam desses roedores. Da mesma forma que aves de rapina, por exemplo, também se alimentam das serpentes. Então você tem aí esse balanceamento, esse equilíbrio ecológico, porque todas as espécies estão convivendo no mesmo ambiente, uma controlando a outra. E você não tem casos de superpopulação, de migração exacerbada, de animais entrando em ambiente urbano e causando desequilíbrio aqui também ou se adaptando eh muito eh muito velozmente, como a gente já vê com outras espécies aqui no no nas cidades, né? Que aliás foi o um pouco do que aconteceu com essa essa cobra cobra do milho, né? Porque as pessoas estavam adquirindo de forma ilegal e ela se reproduzindo muito fácil, né? Isso. A cobra do milho tem essa problemática por ser já muito dócil, por se reproduzir também de maneira muito muito fácil e é um animalzinho que quando nasce tem um tamanho muito pequeno, né? Então ele vai crescendo de tamanho, alimentação muda, você tem que adquirir outros animais maiores para alimentar ela e aí você cria um problema de pessoas reproduzindo em casa, tendo muito animal e daí tem a a questão do abandono também. Eh, isso é muito eh pior paraas pras cobras do milho, porque é um animal exótico, ele não ocorre aqui no Brasil e nós estávamos vendo um abandono muito grande dessas cobras do milho, sendo soltas realmente na cidade, nos ambientes. Isso causa um problema ambiental muito grande, além de ser crime também ambiental. Ou seja, esse é um ponto chave, viu? vocês que nos acompanham aí pelas telas, é muito importante a gente conhecer sobre esse ecossistema, mas também o equilíbrio que ele precisa ter, né? E por isso a importância do bosque interativo, né? Gostaria que você falasse um pouquinho mais sobre as regras, como vai funcionar neste sábado, o que pode, o que não pode, para que as pessoas já venham bem orientadas, OK? O Bosque Interativo, então, ele é uma atividade eh que ocorre na Praça do Chafaris. São montadas várias tendas ali para demonstrar um pouco das nossas atividades. Hoje em dia o Bosque evoluiu um pouco mais. A gente conseguiu trazer parceiros externos também, tanto de áreas da prefeitura como as Ononoses, além de laboratórios de pesquisa da Unicamp. Então, a gente reúne uma gama muito grande de equipes que são muito competentes nas suas áreas de atuação, todo mundo mostrando um pouquinho dos seus trabalhos. E daí nessas tendas a visitação ela é gratuita, ela não tem idade para para acontecer gênero nem nada. Só no toque dos animais, a gente sim aí controla esse público para a gente diminuir um pouco da carga de impacto de estresse que esses animais podem ter e daí o público vai recebendo senhas conforme vão eh chegando na na fila. E daí são sempre quatro sessões ao longo do sábado, 40 pessoas por sessão e essas senhas vão sendo distribuídas um pouquinho antes dessas sessões, tá? Ótimo, Felipe, muito obrigada. Obrigada a você que nos acompanhou aí pelas telas. Olha aqui, eu acho que ela tá querendo passear um pouquinho, quem sabe voltar para o habitate natural e eu volto com vocês aí no estúdio. Muito obrigado à nossa corajosa repórter Carla Mendrô. E claro, as informações, a disponibilidade do tempo do Felipe Brucanelli, ele que é biólogo com a nossa equipe já. Então, ó, a nossa repórter volta aqui no Câmara Notícia com mais informações lá do bosque do Jectibas. Bom, a gente segue com as notícias da metrópole porque interrupções com pipas na rede elétrica aqui da região de Campinas cresceram 57% só neste ano. Soltar pipa é uma paixão de muitas gerações. Essa tradicional brincadeira, além da diversão, exige uma atenção redobrada. Ainda mais quando o assunto é a rede elétrica. Conforme os dados da CPFL paulista, concessionária responsável pelo serviço de distribuição de energia, a soltura de pipas causou um aumento preocupante de 57% nas interrupções de energia elétrica na região neste primeiro semestre de 2025. Foram 599 ocorrências provocadas por pipas contra 382 no mesmo período do ano passado. A cidade de Campinas é a mais afetada, registrando 249 interrupções devido a essa prática. Com isso, a CPFL alerta para que crianças e adolescentes soltem pipas longe da fiação elétrica. A gente percebeu esse aumento, né? tá falando aí do primeiro semestre de 24, o primeiro semestre de 25, que não é a época de soltura de pipa, né? Esse volume aumenta agora nas férias escolares com o vento de inverno, né? Essa essa preocupação nossa de trazer com vocês aqui da TV Câmera essa conscientização. A principal dica é procurar um local seguro, longe da rede elétrica, longe do entorno das rodovias, do marginal da rodovia, longe da substitação de energia, né? Essa é a principal dica. Mas vamos falar que tá próximo e aconteceu, enroscou sua pipa na rede. Nunca tentar resgatar, não usar nenhuma madeira, nenhuma ferramenta metálica, nada para resgatar. Não resgate sua pipa, vai fazer outro papagaio, outra pipa, outra mariola. faz a brincadeira de novo. É super legal montar, faz a competição de quem faz a pipa mais bonita, mas não tente resgatar a sua pipa da rede. Esse é o principal ponto. Além da questão do risco de vida que o Resgate das pipas oferece, a concessionária faz outra orientação para garantir a segurança e a continuidade ao fornecimento de energia. Essa interrupção pode ser numa área de comércio que todo mundo vai deixar de vender porque seu seu seu sistema não vai funcionar. Pode ser numa residência que tem uma UTI domiciliária em casa e a pessoa precisa da energia para sobreviver e pode afetar uma pessoa. Pode ser numa área hospitalar, né? Pode um hospital de um qualquer hospital de Campinas, se tiver o fornecimento interrompido, isso pode trazer sérios transtornos para quem tá internado, para um médico que tá operando. Então assim, existem uma série de riscos, né? A interrupção aconteceram 599 no período que não é o período forte de soltura de pipa e por isso a nossa preocupação. O uso de cerol, linha chilena ou qualquer outra linha com elementos cortantes é crime no estado de São Paulo. De acordo com a lei estadual número 12.192 que existe desde 2006. A segurança, né? Você pega, nós tivemos vários acidentes na nossa região de acidentes até fatais de motoqueiro, com linha chilena, com cerol. Isso é um risco pra vida. Mas também existe o risco elétrico, né, de você enroscar uma linha dessa na nossa rede, conduzir energia, onde você tá soltando a sua pipa no momento de chuva, de tempestade, uma descarga atmosférica pode ser conduzida e ter um choque fatal. A CPFL orienta que em caso de ocorrências as pessoas permaneçam o mais distante possível de fios partidos para evitar acidentes graves ou fatais. Havendo vítimas, o corpo de bombeiros ou SAMU ou outros órgãos de socorro médico devem ser acionados imediatamente. E para reforçar ainda mais essa conscientização, a concessionária possui a campanha Guardião da Vida. Essa campanha é uma preocupação da CPFL, não só agora na época de pipa, nós temos essa preocupação durante o ano inteiro. Queria convidar todo mundo a entrar no nosso site, conhecer a campanha do Guardião da Vida. Então nós falamos lá do Maio Amarelo, nós falamos da festa junina, nós falamos de quem trabalha, né, com no serviço de eh de pintura, reforma de fachada, pro pedreiro ali do dia a dia, pro eletricista do dia a dia. Então tem dicas de segurança para todos, né, quando você vai instalar sua antena em casa para ficar longe da rede e também fala da questão da pipa, né, dá essas dicas, traz essa conscientização. Eu acho que é legal um amiguinho falar pro outro da escola, o professor da escola trazer paraos seus alunos, os pais pros filhos, os avós. É uma brincadeira milenar, saudável e que tem que ser feita com segurança. Pela definição, lenda é uma história que cai no gosto popular e mistura fatos reais com ficção. E Campinas tem algumas lendas. Entre as mais famosas está a do boi que falou numa sexta-feira santa, quando um homem escravizado, o Toninho, ouviu com clareza: "Hoje não é dia de trabalhar". Essa história é tema do curta hoje não. Dirigido por Daniel Almeida, escrito por uma professora da rede pública e gravado nas fazendas da região e no cemitério da Saudade. Uma das lendas de Campinas é a do boi que falou, atribuída ao milagreiro Toninho do cemitério, diz a lenda que numa sexta-feira santa, ao tocar a boiada, um boi teria falado com Toninho que neste dia não se deveria trabalhar. A história de Toninho e a lenda são temas do curta hoje não, dirigido por Daniel Almeida, que além de professor atuou como porteiro Marlon em Ainda estou aqui, o único filme brasileiro a ganhar um Oscar. Em primeiro lugar de ser um trabalho a partir de um projeto de uma ex-aluna minha, né, de de cinema. É professora da rede aqui de Campinas. Isso me orgulha bastante porque essa questão do cinema pedagógico, educativo, eu acho que segundo essa história eh que me pega tanto, perpassa tanto, que é do Toninho Milagreiro. Gosto de falar milagreiro porque quando a gente contém nas histórias sempre Toninho escravizado, exescravizado, não, para mim Toninho milagreiro, gosto pontuar dessa maneira, né? e tá nesse lugar na onde o jazico dele tá aqui, onde ele recebe homenagem até hoje, pessoas agradecendo as suas graças e tudo. Fazer essa homenagem através do cinema para essa pessoa tão importante para a cidade de Campinas é gigante, né? Além de Daniel, da atriz e roteirista Cláudia Garcia e do ator J Morais, grande parte da equipe de produção, de filmmakers e sonoplastas é composta por pessoas pretas, marcando a mudança de um tempo. E aí você tem essa produção também que por trás das câmeras, né, você tem uma uma quantidade de trabalhadores pretos da cidade também é muito importante, né? Porque a obra em si, a gente fala, OK, depois ela vai pro mundo, vai atingir cada pessoa de uma forma, mas enquanto a gente tá fazendo, é tudo isso aqui, né, que vocês estão vendo, é essas pessoas trabalhando, construindo, trabalhadores, trabalhadores da cultura construindo a história da cidade, porque a gente de uma certa maneira vai passar, a gente tá no cemitério da saudade, vai passar, mas essa mensagem que é a imagem fixa, né, ela fica. Cláudia é professora da rede e frequentou as oficinas de cinema do Daniel para aplicá-las aos alunos. Mas hoje não, seu primeiro roteiro foi classificado pelo ProAC junto de outros 11 concorrentes, de um total de 500 inscritos. Quando a gente pensa na história do Toninho, né, a gente vê uma a construção dessa lenda muito ligada ao Barão. E o Toninho meio que some da história, né? E isso daí me incomodava na história, né? Cadê o Toninho? E aí nas minhas pesquisas, além do Toninho, eu ainda encontrei a felicidade que é a esposa dele. Esses personagens são reais. o Toninho, claro, vão ter outros personagens do no filme que não, mas o o o Toninho, o Barão e a felicidade são personagens que existiram. E aí eu trouxe essa mulher também pra história, né? Eh, da força da mulher negra também dentro dessa história e contar a perspectiva a partir do escravizado, né, que era uma perspectiva que a gente não percebia nas outras histórias. O único registro da história foi feito pela neta do Barão Geraldo de Rezende. Ambos, Barão e escravizado, estão enterrados lado a lado no cemitério da cidade. Hoje, Toninho é considerado um milagreiro e seu jazigo tem inúmeras placas de agradecimento por graças alcançadas, dando uma meio de Tarantino do que você gostaria que fosse, como você gostaria que essa história tivesse acontecido, entendeu? foi um pouco pensando nisso. Os registros contam que Toninho já era um rezador reconhecido inclusive pela baronesa. Hoje um milagreiro. Talvez só alguém que tenha sentido na pele e na alma o sofrimento da escravização pode sentir a dor do próximo e auxiliar os que buscam por socorro. E a realidade de representar esse personagem é desafiadora. Tem sido um prazer, um aprendizado enorme, né? Eh, não só contar a história de Campinas, mas trazer também a história de um de um ancestral, vamos dizer assim, de um ancestral, né? Que também é uma alegoria de uma classe lutadora, né? De uma classe que resolveu dizer hoje não, né? E isso é maravilhoso. Tem sido um processo de aprendizado, né? Eh, trazer esse personagem eh tem me ensinado muita coisa, né? A gente tem que se despir de muita coisa para eh eu não gosto de dizer incorporar, né? Mas de representar, né? O Toninho, que é uma história de liberdade e de luta de classe, né? Vamos dizer assim. Além de resgatar a lenda do boi que falou, hoje não é um convite à reflexão de uma luta que é ancestral, mas também muito atual, porque o filme para além de de falar dessa questão eh eh da história do Toninho e a história preta da cidade, mas fala sobre direitos de trabalhadores. Então uma pessoa também que não seja negra, preta, ela também se identifica, porque a gente tá falando de direitos dos trabalhadores nesse filme. Então qualquer pessoa, de repente, até no outro país que não tem essa história de escravização como a gente teve aqui, vai entender o que que a gente quer debater. E tem um ditado africano que diz que o leão vai ser sempre mal se você só ouvir a história do caçador. Então, né, bem no meio dessa concha de retalhos, nós estamos seguindo por uma visão eh dos próprios escravizados, né? uma visão eh trazida com a a etnia negra, né? Então é uma visão como se se fosse um negro falando de um negro, né? Não essa coisa eurocêntrica, né? Que tem na nossa cultura. Hoje não é um convite para um mergulho na história contada, recontada e ocultada da cidade e de nossos ancestrais. Quando eu converso com meus alunos sobre eh essa história e eu percebo que poucas pessoas conhecem, né? E é é assim, Campinas é uma das poucas cidades que tem uma lenda própria. E aí eu fico, né, tipo, eh, eh, assim, abismada. Como assim? As crianças não conhecem, né? Só que o que eu tenho também de referências, eu não me animava a a contar a história, entendeu? Então, eh, para uma base de uma educação antiracista, eu acho que é uma história perfeita, assim, né? E é o que eu pretendo trabalhar com eles, né? Com essa história na escola. Esse filme, eh, apesar de ser um curta, ele tá contando uma história que é muito longa e que ainda tem muitos passos aí pela frente, né? E aí uma eh, o nome que se dá a isso, né? que é o hoje não. Eh, esse hoje não, ele é atual, né, para várias coisas, né, que a gente tem que continuar dizendo, né? O preto da periferia, ele tem que sempre tá dizendo: "Não, hoje não, cara, não vai fazer isso comigo, sabe? Eu não vou mais um preconceito, eu tenho que fugir de, sabe, hoje não para fome, sabe? Hoje não, eu preciso dos meus direitos." Então esse nome para além do que o Boi fala, que é o dia sagrado que não pode trabalhar, é para que que a gente tá dizendo esse não atual e que liberdades que a gente quer, né? Então, para mim tá nessa, tá nesse ponto filme. Meiodia mais 26 minutos. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Estamos ao vivo nesta quinta-feira. A cidade de Campinas chegou a um mês sem chuva e essa estiagem a gente sabe que traz muitos prejuízos à nossa saúde. Por isso tem entrevista ao vivo com um pneumologista lá do Hospital Ciro Libanês. Tem alguma dúvida sobre este assunto? tempo seco, para quem tem rinite, para quem tem sinusite, asma ou colocar balde com água dentro do quarto. Será que ajuda isso a resolver essa questão do tempo seco? Bom, número do WhatsApp está na nossa tela. 19 é o nosso DDD, 97829377. Já vai mandando seus questionamentos que eu vou passar aqui com o Pneumologista. A rápido intervalo e na volta tem entrevista ao vivo. [Música] meio-dia mais 30 minutos. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Estamos ao vivo nesta quinta-feira. E olha só, a cidade de São Paulo registrou na última quarta-feira, dia 16, um dos menores índices de umidade relativa do arreitais do país, apenas 20%. Nível só foi inferior ao de Cuiabá, no Mato Grosso, que chegou a 18%. Aqui em Campinas, a umidade relativa do ar ficou em 29,2% neste mesmo dia. Sendo que de acordo com a Organização Mundial da Saúde, a umidade ideal para o bem-estar do corpo humano varia entre 40% e 70%. Bem distante, né? E segundo a Defesa Civil do Estado de São Paulo, a região de Campinas está em estado de alerta para incêndios, o que agrava os riscos à saúde. Sobre este tempo seco, cuidados e informações importantes, eu converso agora com o Alexandre Amaral, ele que é pneumologista do Hospital Círio Libanês. Então, Alexandre, primeiramente, muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo, ter aceito o convite para participar do nosso jornal aqui, o Câmara Notícia. E a situação que nós estamos vivendo, ela é crítica, ela é perigosa. Seja bem-vindo e uma boa tarde. Boa tarde, Gabriel. Muito obrigado pelo convite aí para falar sobre o assunto importante. A situação é é perigosa, sim, especialmente pros grupos de risco, que a gente chama, né? crianças, idosos, portadores de doenças crônicas, sejam elas doenças respiratórias, doenças cardiovasculares. Já existe, existem muitos estudos mostrando a associação desse tempo seco, frio e poluído. São coisas que costumam andar juntas, de mãos dadas nessa época do ano, com o aumento de incidência de eventos cardiovasculares, mortalidade, exacerbações de doenças respiratórias. Então, com certeza é um é um momento para muita atenção. Já já. Então, eu quero repercutir aqui com o Alexandre sobre este público, né? Porque ele citou crianças, citou idosos também. Então, tem um cuidado especial aí com uma determinada parcela da nossa população. Alexandre, a gente pode dizer que um dos problemas desta época de estiagem, que é o tempo seco, a baixa humildade relativa do ar, é porque elas não aparecem, né? não tem consequências a curto prazo, mas no momento em que estamos a um mês sem chuva, aí os sintomas quando eles aparecem, é porque o corpo ele já está sendo prejudicado? É, existem vários efeitos possíveis desse tempo mais seco e poluído, eh, que podem não ser tão aparentes. Existe um aumento de sintomas respiratórios mesmo, então, principalmente tosseca, falta de ar para quem já tem alguma alguma doença, algum problema, eh irritação dos olhos, garganta, agravamento de quadros de rinites, sinusites, mas eles podem não ser tão aparentes assim, tão óbvios e a gente tem efeitos que às vezes vão além dos próprios sintomas respiratórios. Então, por exemplo, o efeito da poluição eh eh no sistema cardiovascular, né? A gente sabe que tem partículas que atingem a circulação, então elas aumentam a incidência de eventos cardiovasculares. Então, a gente tá falando de infarto, AVC, principalmente eh nesses indivíduos mais predispostos, quem eventualmente já tem alguma doença aterosclerática, mas não sabe, nos indivíduos idosos. A gente também fala de um aumento de incidência de infecções respiratórias. Então, o ar seco atrapalha as defesas do corpo, atrapalha a produção do muco, atrapalha a hidratação das mucosas e tudo isso aumenta a incidência de infecções virais, infecções bacterianas. Então isso pode não ser tão patente assim, o pessoal pode não tá tendo nenhum sintoma, mas ela fica mais doente e ela sofre com as consequências, mesmo sem sentir muita coisa, né? Ô Alexandre, a gente pode dizer que historicamente nesta época os consultórios, os hospitais eles realmente ficam mais cheios, mas até pela rotina que nós levamos, então muitos compromissos, o trabalho, eh tem que cuidar dos filhos, às vezes má alimentação. Essa época, essa geração com o passado do tempo tem ficado mais doente? Tem como a gente falar: "Olha, isso sempre aconteceu, mas a rotina que nós estamos levando traz um alerta para agora e também para um futuro?" É, a gente tem uma série de mudanças que são associadas à sazionalidade, assim, a essa época do ano. Então, o o tempo mais frio, extremos de temperatura em geral, e a gente sabe que os extremos para baixo, né, temperaturas mais frias, aumentam esse risco de infecções respiratórias, de agravamentos, exaccebações de quadros crônicos, eh, em geral. A gente tem outros mecanismos para isso, por exemplo, a restrição de circulação de pessoas, né? tá frio, as pessoas tendem a ficar aglomeradas em ambientes fechados, diminuir a circulação. Então isso às vezes pode eh piorar também para facilitar ter mais infecções respiratórias, esses problemas dessa natureza. E a gente tem outras mudanças, provavelmente isso tudo é multifatorial, né? Mas, por exemplo, a poluição ambiental, então a gente sabe que os níveis de poluição têm aumentado. A gente tem visto sinalizações de alertas aí de poluição outdoor mesmo, né, fora dos ambientes fechados que chegam a gerar recomendações desses grupos de risco ficarem dentro de casa, dentro de ambientes fechados, para se protegerem pelo nível de poluição externa. Então, esse conjunto de mudanças, com certeza, eh, favorece o surgimento, o aparecimento de doenças eh crônicas e pode estar associado ao desenvolvimento de doenças no futuro, por exemplo, câncer de pulmão, né? eh doenças que não só de pulmão, mas eventualmente outros tipos de câncer que estão associados à inalação de fumaças, dessas substâncias poluentes. Eh, e lógico, levar uma alimentação saudável, se cuidar, tá associado a uma redução no risco de desenvolvimento de inúmeras doenças, sejam elas o próprio câncer, doença cardiovascular. Então, com certeza, essas mudanças de estilo de vida são importantes. Eu falei na minha abertura que de acordo com a Organização Mundial da Saúde, a umidade ideal pro bem-estar do corpo humano varia entre 40% e 70%. Quando os níveis ficam abaixo de 30%, já se considera o estado de atenção com riscos à saúde, especialmente para crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias. O que que acontece principalmente para estes públicos, Alexandre, para as crianças, pros idosos e para as pessoas com doenças respiratórias? Por que que agora é um alerta um pouquinho maior do que em relação à outra parte da sociedade? É, a gente precisa lembrar que nosso corpo ele é formado por mais água do que qualquer outra coisa, né? Então, a gente depende da umidade para manter nossos processos naturais e, particularmente, as vias respiratórias, elas têm um amplo contato com o ambiente, né? Não parece, quando a gente vê a gente, o ar tá sendo inalado pelo nariz, pela boca, mas se a gente colocar o pulmão aberto, ele tem o tamanho equivalente a uma quadra de tênis. ele é gigante, assim, a superfície de contato que a gente tem com o ambiente é muito grande. Então, eh, quando a gente tem esses níveis de umidade muito baixo, a gente deixa de ter o funcionamento apropriado das dos sistemas de defesa das nossas vias respiratórias. Então, a produção de muco, que serve pra gente colocar tudo que tá sendo inalado para fora, por exemplo, é bastante prejudicada a eliminação dessas secreções. E normalmente o tempo seco ele vem combinado com outras coisas. Então, o tempo seco, pela própria circulação eh que acontece do ar, pode favorecer a deposição de poluientes e da circulação no ar desses desse material particulado, aerossorizado. Então, a gente não só respira o ar mais seco, mas a gente respira o ar mais poluído e nessa época do ano, o ar frio também. Só para citar um exemplo eh da prática assim da nossa clínica, né? a gente usa o ar frio e seco para induzir broncoespasmo em quem a gente faz um negócio que chama teste de broncoprovocação. Então, quando a gente tem essa combinação de fatores do ar frio, seco e poluído, a gente tá falando da pior qualidade possível para ser respirada. E isso vai afetar geralmente que é mais suscetível. Os idosos que já não tm o sistema imunológico funcionando tão bem ou que tem menos reserva para essas agressões, né, podem sentir mais esses efeitos. as crianças, justamente por serem mais suscetíveis, não terem um desenvolvimento completo, seja dos órgãos, do sistema imunológico. E para quem já tem uma doença respiratória ou uma doença cardiovascular, esses efeitos acabam sendo sentidos na forma de um agravamento de da doença ou na provoca na provocando uma exacerbação, que a gente chama, né, uma crise famosa dos pacientes com DPAC, com asma, com doença respiratória crônica. Ô Alexandre, e estudando o assunto, né, para esta entrevista, eu vi uma reportagem falando que no inverno o risco de infarto pode ser até 30% maior do que em outras épocas do ano. Isso acontece realmente e por quê? É, então esse combo todo de alterações que acontecem pelo frio e pelo ar seco e poluído, a gente sabe que tem alterações que não são só limitadas ao pulmão, que é a área de contato, né? Então a gente sabe que essas alterações são sistêmicas. Então esse ar de qualidade ruim, ele provoca um aumento de sinalização de estress no nosso corpo, como se a gente tivesse sendo submetido a um estress físico, uma cirurgia, uma corrida, alguma coisa nesse sentido. E a própria os poluentes que a gente inala, eles não ficam parados na nossa via respiratória. Então a gente até usa o PM 2,5, por exemplo, que é um negócio que o pessoal fala bastante. O que que é isso? é o tamanho da partícula, dessa poeirinha que a gente tá inalando, que é fumaça, na verdade, né? São os poluentes, um dos principais componentes da poluição ambiental que a gente não enxerga, mas que além da gente inalar e chegar no nosso sistema respiratório, ele atinge a circulação sistêmica. Então ele circula mesmo. A gente tá falando dessas poluentes atingindo a nossa circulação e provocando um estress sistêmico. E é isso que predispõe a um aumento de incidência de doenças cardiovasculares. A gente não é um efeito, não tá vendo um efeito só local, a gente tá vendo o efeito sistêmico do corpo como um todo. E também atinge mais os idosos dentro desses 30% ou às vezes tem haver outras questões para outros públicos? É, o os grupos de risco que a gente chama, eles são sempre os mais afetados porque eles são mais suscetíveis, mas isso não quer dizer que você não possa ter indivíduos ídos, saudáveis, sem doença conhecida, também afetados. E a gente tem níveis de poluição que não são saudáveis para ninguém respirar. A gente tá pensando nesses efeitos a longo prazo, isso com certeza vai fazer mal de forma cumulativa, né? Não é uma vez só. A gente não passa isso só esse ano. A gente teve no ano passado recortes de seca, queimadas, a gente tá vendo de novo isso se repetir esse ano e vai se repetir no ano que vem, né? E mesmo uma pessoa que não tem nenhum problema de saúde, pode sentir esse efeito cardiovascular, por exemplo, tendo infarto. A gente tem dados mostrando que eh isso, esse aumento é muito real. a gente tem um aumento da mortalidade cardiovascular nessa época do ano, independente de ter esses fatores de risco pré-existentes, né? E tem o que fazer numa questão de prevenção. É, a gente tem algumas coisas para fazer, idealmente medidas populacionais, né? Então, combater poluição, a gente diminuir a emissão de poluentes. Saiu um estudo recente muito interessante eh lá nos Estados Unidos, que o fechamento de uma fábrica que liberava queima de combustível fóssil provocou uma queda de 20% nas hospitalizações por causa respiratória e 40% nas crises asmáticas em criança, né? Ou seja, cuidado ambiente é fundamental, né? a gente estão falando de dados bem robustos simplesmente porque fechou um local que poluía e que afetava a saúde da população daquele local. A gente tem também as medidas individuais, então se manter bem hidratado parece uma coisa boba, simples, né? Mas beber água mesmo, né? No inverno, às vezes, a gente tende a sentir menos sede, se manter menos hidratado, tentar manter algum grau de hidratação do ambiente. Então, tem aquela história da toalha molhada, eh eh algum balde com água, algum jeito. Isso vai aumentar um pouco a umidade, a gente não sabe o quanto, mas de alguma maneira aumentar um pouco a umidade relativa do ar daquele ambiente. Quando tiver muito poluído do lado de fora, esses grupos de risco, principalmente tem recomendação de ficar em locais fechados. Então, fechar as janelas, manter-se fechado mesmo, né? É uma coisa que a gente não costuma falar muito pelo medo de circulação de vírus, infecções, mas se o ar tiver de qualidade muito ruim, é melhor ficar fechado dentro de casa mesmo do que inalando o ar poluído do lado de fora. Eh, e medidas gerais, né? Então, evitar a circulação de pessoas doentes, evitar contato com pessoas doentes, eh repousar, se alimentar bem, praticar atividade física e, lógico, evitar a prática de atividade física quando o ar tiver de qualidade muito ruim, essa prática outdoor, né? Alexandre, para quem está nos acompanhando, corpo deu sinais, ressecamento da pele, coceira nos olhos, o nariz às vezes sangra, acorda, tem o que fazer. E também a questão da medicação ou da automedicação e os seus perigos. é manter as mocosas hidratadas, o melhor jeito é hidratando ou o ambiente com a com esse aumento da umidade do ambiente. Existem alguns filtros também, mas o ideal seria aqueles filtros de alto eficiente, de alta eficiência, aqueles filtros EPA que a gente chama, né? Então tem alguns recirculadores, eu sempre falo para tomar cuidado que vários deles usam umidificadores e a água parada é uma fonte de problemas também, né? Então, tomar cuidado com e esses reservatórios de água, que se deixar lá água parada uma semana, ela vai acumular bactérias, fungos que podem até ser mais nocivos, né? Então, tomar cuidado com esses dispositivos. Hidratar a mucosa do nariz, então de hidratação oral, tem gel também que pode servir para manter as mocosas bem hidratadas, colírio pros olhos e cuidado com os remédios, né? Se automedicar é sempre perigoso, tirando analgéticos simples, coisas que a gente pode fazer eh de maneira local, sempre tomar cuidado com remédios muito milagrosos, né, que vão prometer eh melhorar a saúde das mucosas, tem ser esses esses tratamentos mais tópicos, né? E se a pessoa tiver doença, não que sempre vale o conselho de que tem que manter os tratamentos, mas ainda mais nessas épocas do ano, né? Então, quem usa medicação inalatória, quem tem rinite, rinocinosite, às vezes usa um corticovide nasal, alguma medicação nasal. Quem tem asma, DPC, usa medicamentos inalatórios pro pulmão. Quem tem doença cardiovascular, usa medicamentos para pressão. Isso tudo vale o reforço de que se manter bem medicado é um dos jeitos de prevenir que a doença descompense, que ela piore. E no caso de você sentir efeitos cardiovasculares, começou a aumentar minha pressão, começou a ter outros problemas, procurar ajuda, auxílio médico mesmo, que vai poder te orientar a um tratamento mais dirigido e apropriado, né? Ótimo, Alexandre. Vamos ratificar aqui na sua resposta anterior. Vamos confirmar aqui o que o senhor disse. Para quem não tem umidificador em casa, o que que pode ajudar? Balde com água próxima à cabeceira da cama, uma toalha molhada, não é a solução, mas pode ser um auxílio importante para quem não tem eh esses aparelhos em casa. Com certeza vai aumentar. Tudo que conseguir aumentar a umidade relativa do ar no ambiente onde você tá pode ajudar a diminuir as consequências desse ressecamento intenso, né? Então, manter toalha úmida, bacias de água, sempre mantendo o cuidado de trocar o a água, né, o dispositivo e tomar cuidado para não eh deixar isso contaminar, não criar um ambiente propício pra gente criar mais problemas, né? O mofo, as bactérias que acumulam lá, elas podem ser inaladas com o tempo, mesmo que isso não seja visível, né? Então, tomar cuidado em trocar esses reservatórios de água todos os dias, eh, e manter as mucosas hidratadas e a própria hidratação oral mesmo. Então, tomar água, ingerir líquidos é um dos jeitos de garantir a hidratação das nossas mucosas, né? Ótimo. Chegou uma participação aqui pelo número do nosso WhatsApp. 19 é o nosso DDD, 97829377. O Marcos Reis, ele pergunta o seguinte, Alexandre, sobre eh inalação com água ou com soro fisiológico, se adianta, se tem essa recomendação e se pode fazer todo dia? Marcos Reis. Alexandre, ô Marcos, obrigado pela pergunta. A inalação sem medicamentos, né, só com soro ou com água destilada, ela pode ser feita sem grandes restrições, não tem problema. Isso pode ajudar. Eh, a gente também eh pede para tomar cuidado com esses aparelhos, assim, um o compartilhamento, né? Como as pessoas terem um aparelho de inalação e aí todo mundo vai usar. Isso não é legal. A gente acaba trocando bichos, bactérias, vírus. Isso pode favorecer as contaminações, as infecções respiratórias, que são justamente um dos riscos desse período do ano em que a gente tá com ar mais frio e seco e poluído. E a gente pede sempre também eh o cuidado com os medicamentos, produtos naturais que às vezes o pessoal eh aconselha, né, a colocar. Isso pode ser bastante perigoso, assim, aqueles olhos, por exemplo, eles ser sinalados, eles podem eh causar graves problemas pro nosso sistema respiratório, causar problemas com a pneumonia lipoídica, por exemplo, da inalação dos olhos vegetais. Então, tem que tomar cuidado com essas esses aditivos. Mas a água destilada e o soro fisiológico podem ser feitos sim, sem grandes eh restrições ao longo do dia e podem ajudar a hidratados com causas. Sim. Ótimo, Alexandre. Na minha pergunta anterior eu tinha falado para quem não tem umidificador, mas e para quem tem umidificador em casa, tem que tomar algum algum cuidado? Ele pode ficar ligado à noite inteira, o dia inteiro e também a importância da higienização do aparelho. Ele pode sim, não tem problema deixá-lo ligado, né? A gente pede para tentar controlar a umidade, cuidado para não deixar muito úmido. Os extremos são sempre ruins, né? Então, a umidade de menos faz mal, umidade de mais também, né? Então a gente tem uma faixa ali recomendada, então cuidado para não exagerar também na na humidificação do ambiente. A gente pede para tomar cuidado com a água. O reservatório de água, idealmente ele tem que ser trocado todos os dias, eh, ou até antes, se tiver alguma sujidade aparente. E mesmo que ele não esteja sujo, a recomendação é de trocar o reservatório de água. Cuidado com os filtros, que é uma coisa que raramente as pessoas verificam, né? Às vezes tem umidificador que tem aquele filtro, ele tá lá há 15 anos. Isso pode ser uma grande fonte de problemas, porque aquilo acumula mofo, bactérias e tudo. E a hora que você liga o filtro, na verdade, ele tá recirculando esse material particulado e tudo, né? Eh, mas serve, pode deixar ligado, desde que atento a essas questões da higienização, da troca do filtro, da troca da água e do excesso de umidade, pode sim, eles podem ajudar bastante. Saiu de casa, viu que tem incêndio próximo, aquele cheiro de fumaça, não está acontecendo aquela dispersão dos poluentes, utilizar máscara ajuda. E aí qualquer máscara pode ser de pano ou tem que ser aquela pandemia que a gente usava, a N95. Alexandre, uso de máscara para essa época de inverno ajuda, auxilia ou não? É a as máscaras convencionais, a máscara de pano ou mesmo aquela máscara cirúrgica, né? Aquela máscara branca comum que a gente vê os cirurgiões usando e que é mais comum da gente ver as pessoas usando na rua, elas protegem apenas contra as gotículas que a gente chama. Então elas vão proteger as pessoas de infecções respiratórias transmitidas por gotículas como gripes, resfriados em geral, né? Mas elas não vão proteger contra os efeitos da poluição ambiental. Então ela pode proteger um pouco assim aquela fumaça, o o material particulado que a gente chama macroscópico, né? Então ela pode impedir um pouco daquela fumaça, mas aquilo tende a se depositar só nas nossas vias aéreas maiores. Aquele material pequeno que a gente não enxerga e que essa máscara não é capaz de filtrar, vai continuar entrando para dentro dos nossos pulmões sem a gente ver e continua provocando os efeitos respiratórios e cardiovasculares deletéos ruins. Então, a N95 seria a máscara recomendada para alguém que esteja num ambiente muito poluído e que não tenha escapatória daquilo. A máscara cirúrgica ou a máscara de pano não vai servir para evitar os efeitos da poluição. E se possível, se a pessoa tiver escolha, se ela tá vendo que tem um ambiente poluído assim, com fumaço, um incêndio, uma queimada, o ideal é que ela fique longe daquele ambiente, se afaste ou no caso, se ela tiver na casa, no domicílio dela, que ela feche, isole mesmo o ambiente, feche as janelas, os cômodos para não deixar aquela fumaça entrar dentro de casa e ela fique respirando o ar de dentro que vai ser mais saudável. Ótimo. Muito bom, Alexandre. Acho que todo mundo sabe dos benefícios das atividades físicas. Ajuda a prevenir doenças crônicas, aumenta a disposição, reduz o estress, a ansiedade, promove o bem-estar geral, enfim. Mas existe a recomendação para não se fazer atividade física ao ar livre nesta época nos horários de maior exposição do sol, geralmente entre 10 da manhã, 3 da tarde. Por que que existe essa recomendação? Que que acontece neste período de maior exposição do Sol? No inverno, é, quando a gente tem esse ar de qualidade ruim para ser respirado, muito seco, a gente combina isso com o calor e a gente combina isso com a poluição, porque essas coisas todas tendem a andar juntas, a gente tem um efeito sinérgico que a gente chama. Então, é mais do que a soma dos efeitos individuais, né? Cada uma dessas coisas tem potencial de agravar problemas cardiovasculares. O ar frio, o ar seco, a poluição, todos eles já comprovadamente fazem mal paraa saúde. Quando a gente combina isso e combina com a atividade física, na atividade física, a gente tende a respirar mais profundamente e mais rapidamente. Então, o nosso volume de ar exalado por minuto, né, o nosso fluxo de ar, ele aumenta. Então a gente tá potencializando esses três efeitos que tá essa soma que não é aditiva, né? Esse efeito sinérgico multiplicador de consequências ruins e tá provocando um aumento da inalação dessas substâncias ao mesmo tempo. E essa é uma combinação muito ruim. Eh, então o recomendável é a gente sempre evitar os períodos de pico de calor, de pico de poluição, inclusive. Então, tem alguns jeitos de monitorar isso nas notícias, tem aplicativos hoje em dia que mostram o nível de poluição externa através dos monitoramentos eh locais. E a gente consegue ter uma ideia se é seguro ou não praticar a atividade física outdoor. Se esses níveis de poluição, de seca, de calor tiverem exagerados, a recomendação é não praticar nesse momento as atividade física. Lógico, tem sempre a opção de continuar praticando atividade física indo então, substituir por uma atividade que você possa fazer num local fechado ou tentar praticar no momento em que esse ar ele é menos seco, menos quente, menos poluído. Normalmente isso tende a acontecer no final da tarde, assim, eh, fora desses horários de pico. É para encontrar um período para se exercitar, não é para ficar com essa desculpa de doutor avisou que não é para fazer exercício físico no inverno, né, Alexandre? Não, com certeza não. Inclusive tem até estudos tentando avaliar se, por exemplo, se você praticar atividade física no local poluído, eh, vai fazer mais mal do que bem, né? E todos os estudos, eles vão no mesmo sentido de que praticar atividade física faz tão bem que é melhor praticar atividade física no local poluído, como São Paulo, por exemplo, do que não praticar atividade física. A prática da atividade física suplanta esses potenciais físicos. É só um cuidado para escolher o melhor horário, o melhor momento, mas não para parar de praticar atividade física. Com certeza não é esse o recado. Ótimo. Mais um WhatsApp chegando aqui. 97829377. O Luiz, ele manda a seguinte questão. Sempre que é temperatura baixa, tem uma questão, uma discussão que retorna aqui em casa. Se sorvete no inverno traz alguma consequência pra garganta ou por pro corpo? E já emendo, existe a associação entre gelado e piora de algum resfriado? Tem alguma consequência o gelado todo dia nessa época que já tá mais frio, Alexandre? É, e a gente não tem nenhum dado científico assim que comprova essa associação que eu brinco que é o conselho de vovó, né? é o sorvete, toma cuidado com o pé descalço, tá frio. Então, e esse isso é é muito do dito popular, né? Mas a gente não tem nada que associe isso tipicamente ao aumento da incidência de infecções. O que acontece é que normalmente no inverno a gente já tem o aumento das infecções respiratórias por todos aqueles motivos que a gente já falou e a gente sabe que a a passar frio, né, a exposição ao frio. Então se você resfria a temperatura do corpo, por exemplo, você aumenta a incidência de infecções eh sistêmicas mesmo, né? por exemplo, no protocolo de hipotermia, uma situação simulada em que a pessoa faz isso com uma parada cardiorrespiratória, por exemplo. Eh, e a gente sabe que, lógico, eh, passar frio aumenta também a incidência de eventos cardiovasculares. A hipotermia grave, ela pode ter consequências até no nosso sistema cardiovascular, mas não a ponto de justificar a pessoa não poder tomar um sorvete ou pisar gelado. Então, que a gente pede é a cautela para não passar frio. Assar frio não parece ser uma coisa boa, mas tomar o sorvete gelado, andar descalço, essas coisas, é isso fica mais no dito popular. A gente não tem nada que comprove que é esse o motivo das pessoas ficarem mais doentes. Agora, lembrar também de coisas que são sabidamente eficazes, né? Então, da questão da restrição de circulação de pessoas, então tentar deixar quando possível os ambientes abertos, evitar contato com pessoas doentes e vacina, né? a gente tem vacina contra o influenza agora a gente tem vacina contra o vírus essencial respiratório, a gente tem vacina contra Covid-19. Então a gente tem vacinas contra vários ou pelo menos alguns desses vírus respiratórios que circulam nessa época e que fazem as pessoas ficarem doentes. E não é a vacina que faz as pessoas ficarem doentes. A vacina protege contra a forma grave. É a época do ano mesmo que faz as pessoas ficarem mais doentes. Ótimo. Semana passada me vacinei contra o vírus influenza. está liberado em todos os centros de saúde aqui da cidade de Campinas. Quem não se vacinou, corre lá no centro de saúde, mais próximo da sua residência. Alexandre, dicas importantíssimas até aqui, mas quando procurar um médico? Olha, sintomas que são comuns, assim como secura nos olhos, secura na garganta, boca seca, eles até certo ponto podem ser comuns de ser encontrados nessa época do ano e não precisam necessariamente eh demandar um atendimento médico. Agora, qualquer sintoma respiratório não é explicado, então tosse, falta de ar, qualquer sintoma cardiovascular, então as senti o coração acelerar, arritmia, dor no peito, qualquer desses sintomas merece ser investigado, né? A gente brinca que não existe a tosse do fumante, não existe a tosse do idoso e sintomas até que se provem. contrário. Se eles não tiverem uma causa evidente, eles devem ser investigados, até porque o tempo seco, as infecções respiratórias, eles podem ser gatilho para esses sintomas, mas eles também podem eh ser o gatilho para uma exacerbação, uma piora respiratória aguda e eles podem revelar uma doença subjacente que não tinha sido diagnosticada. Então a pessoa poderia ser portadora de asma, doença pulmonar obstrutiva crônica, que é a doença o efisa, bronquete crônica do cigarro, alguma doença cardiovascular que ela não tava manifestando e que justamente essa época do ano que deixa as pessoas mais suscetíveis, fez isso se manifestar, é uma boa oportunidade para ir atrás desses sintomas e tentar investigar e diagnosticar uma doença que pode ser tratável, manejável, né? Ótimo. Alexandre Amaral, pneumologista do Hospital Círio Libanês. Muito obrigado novamente pela disponibilidade do seu tempo. Todas as informações que foram trazidas aqui de credibilidade, de grande importância para você que está nos acompanhando. Já faço um novo convite pro senhor retornar até aqui ao jornal Câmara Notícia para falar sobre exerto para suas considerações finais. Obrigado, muito obrigado pelo convite. Acho que a é a época das pessoas prestarem atenção, né? Prestarem atenção no sintomas, na qualidade do ar, nas no uso de medicações e em todas essas medidas preventivas que a gente eh falou. Acho que o importante é as pessoas se manterem alerta que essa época do ano é particularmente propícia e de novo, chama a atenção dos grupos de risco, idosos, crianças e quem já tem alguma doença respiratória, quem já tem alguma doença cardiovascular, tem que redobrar a atenção, eh, para prestar atenção se isso não vai ser o momento em que essas doenças podem ser agravaras. Muito obrigado, Alexandre Amaral, ao vivo conversando com a nossa equipe aqui no jornal Câmara Notícias, os cuidados, né, o alerta nesta época do ano para esta estiagem, um mês sem chover aqui na cidade de Campinas. Já já a gente fala sobre a previsão do tempo. Pode ser que amenize amanhã na sexta-feira pode cair uma chuva aqui na nossa cidade. Mas antes vamos com as notícias do legislativo, porque aqui em Campinas duas ruas do Parque Viia Norte tiveram um sentido de direção alterado. A mudança foi sugerida pelo vereador Roberto Alves, que atendeu um pedido da população. É o Câmara nas ruas. A indicação do vereador Roberto Alves solicitando a mudança de sentido viário nas ruas dos Cambaraz e rua Maria Edna Vila Gelim Záquia, no bairro Parque Via Norte, foi atendida pela Prefeitura de Campinas. Que nós temos quatro pistas, só que não há aquela todas elas sobe e desce. Então, há um encontro nas esquinas de caminhões que descem o caminhão subindo. Isso estava atrapalhando não só o trânsito, como também trazendo acidente aqui para o bairro do Via Norte. A sugestão foi feita pelo parlamentar após ouvir os moradores. Com o estudo técnico aprovado, o novo sentido das vias foi implementado. Agora ficou melhor porque foi feito toda a mudança do trânsito aqui. Antes, as ruas estreitas geravam congestionamentos e diversas situações de risco. Agora, com os novos sentidos, o fluxo de carros ficou mais organizado e seguro. Moradores que esperavam por uma solução já percebem a diferença. Eles destacam a redução de conflitos no trânsito e o aumento da segurança para quem circula a pé pelo bairro, principalmente os horários de fluxo maior de carro e caminhão, entrada da pista, o o os pedestres não tinha vez e pros carros é perigoso também, né? Então ficou assim excelente. Mudou muito. É segurança. A gente tem reivindicado isso há vários anos. Eu tô aqui desde 94, faz um cadinho, né? E aqui nós tínhamos as duas subiu e desciu. E aqui nós temos trânsito de caminão pesado. E com isso as manobras do camião atrapalhavam junto com os carros e houve existiram acidentes nesse período todo e depois de vários anos de reivindicações a gente conseguiu ser atendido. Ainda falta bastante, mas melhorou muito. Evita o acidente, facilita o trânsito, porque agora as pistas ficaram, duas pistas descem e duas pistas sobem. Isso vai facilitar o trânsito no bairro e também facilita para os moradores. [Música] Frente Parlamentar pelo meio ambiente de enfrentamento às mudanças climáticas apresenta balanço das ações do primeiro semestre com destaque para o debate sobre a arborização urbana e o fortalecimento de políticas públicas sustentáveis em Campinas. A Frente Parlamentar do Meio Ambiente e Enfrentamento das Mudanças Climáticas da Câmara de Campinas atua na articulação com a sociedade civil, especialista e instituições públicas para promover iniciativas concretas em busca de um desenvolvimento urbano mais sustentável. A Frente Parlamentar, ela tem uma tarefa muito importante, que é posicionar o legislativo na sua relação com a sociedade civil para lidar com o tema foco, que é o meio ambiente e o enfrentamento aos efeitos das mudanças climáticas. Nós fizemos uma primeira reunião que reuniu mais de 40, a quase 50 pessoas representativas do movimento ambientalista em Campinas, da sociedade civil. E a partir daí a gente tirou uma agenda de discussões, de temas que nós estamos começando a enfrentar a partir desse mês. Entre as ações realizadas no primeiro semestre, as reuniões tiveram como destaque o debate sobre a arborização urbana em Campinas, ressaltando a importância da análise técnica das árvores antes de qualquer decisão sobre supressão. Nós fizemos uma primeira reunião temática sobre arborização urbana. foi a primeira reunião em que a gente chamou especialistas pro diálogo e que a gente pôde confrontar com a sociedade civil também, que tava presente eh a essa reunião. Eh, a arborização urbana é um tema muito importante em Campinas. A gente tem visto nesses últimos anos um processo de supressão das árvores de maneira indiscriminada aqui na cidade de Campinas. E a gente tá muito preocupado com isso, porque a gente entende que a gente precisa lidar com a questão das árvores, não como uma questão de serviços urbanos, né, de de de jardinagem na cidade ou reservado a parques e jardins, mas algo que tá tem relação direta com o clima, a gente pensar os efeitos das mudanças climáticas e como que a gente tem que também a partir da do plantil de árvore, da de árvores, da regeneração desses espaços, que a gente possa ter uma diminuição da temper temperatura em determinadas regiões da cidade. Então esse essa foi um foi um pouco da nossa discussão. A gente discutiu também como que especialistas, a gente teve especialistas da Unicamp que participaram também eh podem ajudar a prefeitura a determinar se uma árvore tá sadia ou não, porque às vezes isso a olho nu, sem fazer um experimento, você não consegue saber. Infelizmente a gente tá vendo a prefeitura muito refratária a essas pesquisas, impedindo inclusive que isso aconteceu no caso do Bosque dos Jequibá nesses últimos nesse último acontecimento, né, nesse falecimento de uma pessoa que foi vítima de uma árvore que caiu. Infelizmente, a prefeitura não permitiu que especialistas pudessem ir lá para fazer uma ferição se realmente as 61 árvores que foram suprimidas ali do bosque, se elas realmente deveriam ter sido. A agenda de reuniões e debates da Frente Parlamentar deve continuar no segundo semestre com novos temas em pauta, entre eles a gestão dos resíduos sólidos. O próximo tema que nós vamos tratar é o tema do resíduo sólido. É um tema muito forte, muito importante. Infelizmente a gente há anos que não vemos uma campanha sobre destinação dos resíduos em Campinas, sobre reciclagem, sobre reutilização. E a gente acha que é muito importante envolver a população nessa atividade, nessa tarefa. Não dá pra gente eh pensar que isso vai ser apenas uma atribuição dos catadores ou das empresas que produzem, que fazem a reciclagem dos resíduos. Se a população não tiver consciente e não perceber que ela precisa começar repartindo, né, eh, dividindo aquilo que é orgânico, aquilo que é o lixo não orgânico, reciclável na sua própria residência, né? Então, a gente vai fazer essa discussão, vamos trazer o tema dos ecopontos. A cidade tá carecendo de ecopontos. A gente tem visto eh situações de depósitos clandestinos de resíduos, né? A gente teve isso, a o caso que aconteceu agora recentemente do do esgoto do gramado sendo despejado na região dos diques ali no Ouro Verde. Quer dizer, uma situação de calamidade e que a prefeitura tinha conhecimento. Isso é que é o pior. Então nós vamos trabalhar essa questão com muita força, porque a gente sabe que esse tema é muito caro para toda a população, né? A gente gera muito resíduo todos os dias e a gente tem que dar uma destinação correta para isso. Isso também é pauta da nossa frente parlamentar do meio ambiente. 1 hora mais 10 minutos. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. A gente segue aqui com as notícias do legislativo. Vamos abrir o site da Câmara, campinas.lege. lege.br, porque tem uma notícia aqui que o vereador Rodrigo da Farmadique, ele pede Wi-Fi gratuito em praças e parques aqui da cidade de Campinas. O vereador ele protocolou uma indicação sugerindo ao poder executivo, portanto à prefeitura de Campinas, a implantação de pontos de Wi-Fi gratuito e de qualidade em espaços públicos de convivência, como praças e parques. A proposta, ela prioriza em um primeiro momento, os bairros mais afastados e com maior vulnerabilidade social do município. De acordo com o parlamentar, o acesso à internet deixou de ser um luxo e se tornou um direito fundamental para o exercício da cidadania. A proposta, ela destaca que a instalação de Wi-Fi livre em locais como praças e centros comunitários, poderá beneficiar especialmente estudantes que muitas vezes não têm acesso adequado à internet em casa e vai permitir que cidadãos acessem os serviços essenciais, desempregados busquem oportunidades de trabalho e pequenos empreendedores utilizem ferramentas digitais para ampliar os negócios. Para ficar muito bem informado é só entrar lá campinas.leg.br e você acompanha todas as notícias aqui da Câmara de Campinas. Olha só, a gente segue com as notícias do legislativo porque a Câmara recebeu e recebe ainda, né, a visita do controlador geral da Câmara de Aparecida. A troca de experiências faz parte de um intercâmbio técnico entre os dois legislativos. A Câmara de Campinas virou referência para a controladoria do legislativo da cidade de Aparecida. Nesta semana, o controlador Rodolfo Brun Pereira participa de um intercâmbio institucional com foco na troca de conhecimentos e práticas administrativas. Eu fiz algumas visitas, algumas câmaras, né, municipais e Campinas. Ela foi até a última que eu vim visitar por causa da questão da distância. E eu fiquei impressionado para dizer a verdade com o método de trabalho deles. Eles são bem específicos, eles adentram mesmo em questões assim que eu fiquei impressionado com as outras câmaras não faziam. Eu tenho aprendido muito, né? O Bruno Paulo que tem me atendido, Fabiano também tem ajudado. E como eu entrei recentemente nesse cargo de controlador interno, que é bem recente lá na Câmara, não existia antes, então foi tudo novo para mim. E aí, tendo essa, digamos assim, orientação deles, que já tá aqui mais ou menos 10, 11 anos, não sei, e ver o quanto eles se profissionalizaram tanto na área deles, eu falei: "Poxa, tem alguma coisa ali que eu posso aprender com eles para tentar, né, colocar em prática lá na Câmara". São vários os órgãos que estão criando esses cargos. Então, ter essa possibilidade de troca de experiência enriquece muito e facilita a atividade para quem tá iniciando. Durante a semana, a visita acompanha a rotina da controladoria da Câmara. O foco é levar ideias e compartilhar experiências. Na segunda-feira, ele conheceu a estrutura da casa e acompanhou uma apresentação sobre o funcionamento da Controladoria Geral. O encontro abriu espaço para esclarecer dúvidas e aprofundar temas específicos da rotina de fiscalização e controle. A gente preparou 16 itens que colocamos como prioridade para passar para ele como que a gente desenvolve. eh, Auditoria de Contratos, o Programa Nacional de Transparência Pública, como que a gente desenvolveu a metodologia aqui para chegar nesse resultado, eh a atividade desenvolvida no homoxarifado, no patrimônio da casa que a gente faz de acompanhamento, eh, para ele poder ver como que a gente atua na prática. Então, são as atividades prioritárias que a gente tem passado com com ele. Auditoria, que assim é bem difícil você achar uma galera que domina tão bem a auditoria e eles dominam, você vê isso. E também eu acho que é a questão do monitoramento, porque você faz auditoria, mas você pode ser que deixe para lá, vamos, vamos supor. E eles acompanham isso. Eu achei isso bem interessante, essa organização que eles têm de acompanhar do que está sendo feito a partir das recomendações que eles fizeram, né? A controladoria da Câmara é responsável por supervisionar os atos administrativos, acompanhar contratos e garantir o uso correto de recursos públicos. Iniciativas como essa reforçam compromisso com a transparência e a eficiência na gestão legislativa. Tem muita gente chegando aí que não sabe muito bem como exercer, né? e principalmente com qualidade, com profissionalismo. Então eles, eu falo, eles estão sendo pioneiro e eu vou sair daqui com uma bagagem boa e até poder ajudar o pessoal da minha área lá, que é o Vale, né, do Paraíba e quem sabe, né, também poder ajudar outras pessoas com que eu tô aprendendo aqui. Campinas tem uma uma excelente estrutura, eh, física, né, é um corpo técnico muito legal, a presidência apoiando. Então é muito válido pra gente ter essa possibilidade de est agregando, né, em outros órgãos, apoiando outros órgãos. A gente tem hoje o selo diamante em transparência pública, né? A semana que vem a gente já tem uma visita marcada com a equipe de Montimor, que estão querendo conhecer um pouquinho da atividade aqui também. Então é, sem dúvida alguma, é rico para pro município. A proposta que prevê gratuidade em estacionamentos de clínicas, hospitais e também na rodoviária de Campinas por até 15 minutos foi sancionado pelo prefeito e agora é lei. [Música] A Lei 16.781 781 de 21 de julho de 2025 foi publicada no Diário Oficial do Município no dia 22 de julho. De autoria do presidente da Câmara, o vereador Luiz Rossini, ela determina a gratuidade do uso do estacionamento por até 15 minutos em clínicas e hospitais públicos e privados para o embarque e desembarque de passageiros. A gente quer estender pros hospitais e clínicas um procedimento que você até vê no shopping centers, que tem a cobrança do estacionamento, é dar um prazo de tolerância de 15 minutos para que as pessoas que precisarem chegar nos prontos socorros nessas clínicas para deixar um paciente tenha esse prazo de entrar no no espaço de estacionamento e sair sem ter que pagar estacionamento. Com a sanção da lei, a norma também vale para o terminal rodoviário de Campinas e os locais deverão informar esse direito por meio de cartazes afixados em locais visíveis em suas dependências. Se é um serviço de urgência, ele precisa permitir o livre acesso e não deve ser honerado por isso, né? Então eu eu entendo que essa medida deve se assim atender muito às pessoas que precisam disso nesses momentos de urgência, questão de saúde, né, não serem penalizadas com a cobrança do estacionamento. Acredito também que hospitais e clínicas vão entender a justeza, né, a dessa medida e a gente deve então criar essa norma com esse prazo de intolerância de 15 minutos para essas situações. [Música] Hora de acionar a nossa equipe novamente que está no bosque do Jectibass porque uma das atrações é o zoológico, tem centenas de animais, tem mamíferos, aves, répteis. Então vamos acionar novamente a Carla Mendrô. Seja bem-vinda e boa tarde. Boa tarde novamente a todos que nos acompanham pela tela. Olha, esse boletim tá diferente num ar livre, muito verde, som dos animais. E quem vai falar com a gente agora é a Débora Abrão, que é coordenadora desse espaço belíssimo aqui, o Bosque do Jequitibá, e vai falar com a gente. A gente já tem um público aqui atrás que tá vibrando a nossa entrada. Mas é o seguinte, Débora, a gente precisa comentar com o público o funcionamento do bosque, né? Porque tem muita gente que ainda não conhece, faz tempo que não vem. O que que a gente pode passar pro público do funcionamento do bosque? O Bosque fica aqui no Bosque bairro Jequetibá. Ele é fechado na segunda-feira para fazermos a manutenção do local. Então nós abrimos de terça a domingo, das 6 da manhã às 18 horas. E uma coisa que é interessante, porque assim, ele é um ambiente que serve tanto para as pessoas que gostam dos bichos vir conhecer, interagir, mas também para quem quer fazer exercício, né? Sim. A maioria das pessoas vem para fazer a caminhada, aí fica encantado com os bichos para vai visitar os recintos. E outra, nós também temos a academia da terceira idade que fica dentro do bosque. Agora, um ponto importante também que a gente precisa ressaltar para vocês que estão em casa, às vezes é muito comum a gente ver os bichos e fala: "Ah, eu quero passar a mão ou então quero alimentar". Esse é um cuidado de extrema importância que precisa ter, porque o bosque já tem um responsável pela alimentação dos animais, né? Então assim, o público não precisa alimentar o animal, correto? Sim. Não. Nossos animais têm uma alimentação, um cardápio muito rico, preparado por nutricionistas ou tecnista. Então assim, o pessoal pode ficar tranquilo que eles são muito bem alimentados. Então a gente pede pra população não alimentar. principalmente os saguis de vida livre, porque eles podem vir atacar as crianças, principalmente na hora de alimentar. E se atacando uma das crianças ou mesmo um adulto, tem que ir para um posto de saúde para fazer tomar os cuidados, como a toda a vacinação ante raiva. Inclusive, Débora, além desse cuidado todo com a alimentação dos bichos, existe também o cuidado com a saúde. A gente tem o caso aqui do do hipopótamo, né, que ele passou por um tratamento odontológico. Sim, o cuidado, né, só a alimentação e sim a saúde como um todo. E há pouco tempo o nosso hipopótano Dinho passou por uma cirurgia, é um procedimento dentário que envolveram 16 profissionais e hoje ele está super bem se alimentando otimamente e sem dores de dente, né? Legal. E o que mais que a gente pode ressaltar aqui em relação aos animais, né? Aqui a gente tá vendo ao fundo, a gente tem os os ganzos ali, né? Eh, tem as antas também, mas tem muitos animais aqui, né, Débora? Sim, nós temos os animais, a maioria deles são resgatados pela polícia ambiental que nos traz. Eles passa pela uma quarentena. Se eles tiverem condições de estarem voltando pra natureza, após a quarentena, nós contata de novo com a polícia ambiental, eles vêm, resgata e leva pra soltura. Se não tiver condição nenhuma de soltura, eles vão ficar pra disposição. Maravilha, Débora, eu agradeço sua participação. Agradeço vocês aí das telas. Então, fique atento, programe o seu final de semana. A entrada é franca, né? Você tem entrada gratuita aqui no bosque, tanto para fazer exercício quanto para conhecer os animais aqui do bosque e a plantação também, porque é uma vegetação bem rica. É bem interessante você vir para cá conhecer. Eu volto com vocês no estúdio. Muito obrigado novamente a Carla Mendrô e agradeço também a disponibilidade do tempo, as informações da Débora Abrão, que é chefe aí, né? A coordenadora do setor do bosque do Jequitibá. 1 hora mais 22 minutos. Acordar cansado já virou rotina. Além da qualidade do sono, fatores como o mau funcionamento das mitocôndrias podem estar por trás da exaustão ao despertar. No quadro de hoje, um especialista vai explicar quais são as principais causas de todo esse cansaço e dar orientações práticas para reverter este quadro. É o saúde agora. [Música] Olá, pessoal. Mais um Saúde Agora começando aqui na programação da TV Câmara Campinas. E hoje nós vamos falar sobre o cansaço matinal. Você dorme, mas não descansa. Acorda todos os dias com aquela sensação de que correu uma maratona durante a noite. Esse tipo de cansaço pode ter raízes mais profundas do que uma simples noite mal dormida. E quem esclarece tudo sobre esse assunto é o médico geriatra e nutrólogo Adriano Faustino, especialista em medicina funcional, fisiologia funcional e oncologia integrativa. Dr. Adriano, eh muito obrigada pela sua participação aqui no Saúde Agora. Seja bem-vindo. Muito obrigado. Um prazer estar aqui com vocês. Eh, doutor, vamos explicar um, né, pro pessoal que tá em casa acompanhando. Afinal, é normal a gente acordar já cansado e e ter esse cansaço com frequência logo pela manhã? Não, não é normal. Eu falo que é muito comum a gente encontrar isso. Então, às vezes, é, como é tão comum, a existe uma tendência a se pensar que é normal, mas não é. Principalmente no início do dia que você passou a noite descansando, é de se esperar que a gente tenha uma energia toda restabelecida no início do dia. Agora, doutor, por que que isso acontece? Essa exaustão crônica, ela pode ter alguma explicação biológica? Então esse cansaço ele é fruto de várias consequências. Então muitas vezes é um mix de consequências que tá causando esse cansaço. Às vezes é um can é uma consequência isolada, tá? Mas quais são essas consequências? Eh, poluição eletromagnética, uso excessivo de telas, tudo isso vai prejudicando a nossa saúde. Isso começa aí com a noite de sono, com um sono que não que não é reparador. Que que é um sono reparador? É um sono que você dorme e ele realmente causa reparo. O sono é para ter reparo. Tanto é que um dos hormônios principais do sono é o a melatonina. A melatonina não é um sonífero. Muita gente acha que melonina é um sonífero. Melatonina não é um sonífero, é um hormônio que faz restauração, reparação celular e dentre as diversas funções da melatonina está ela ajudar a melhorar a qualidade do sono e a gente produz melatonina naturalmente. Qual que é o estímulo pro nosso corpo produzir melatonina? Escurecer. Então, os nossos antepassados, quando não existia luz elétrica, o dia começava a escurecer e já começava a produzir melatonina, porque a luz que ele tinha acesso era a luz do fogo, da lamparina e tudo mais. Então, o uso excessivo de luz, de telas, e a gente tem muito isso, vai piorando a nossa produção de melatonina, vai piorar a nossa qualidade do sono, vai fazer com que o sono não seja reparador e vai aumentar a chance do cansaço. Uma outra consequência que a gente tem é o mau funcionamento das nossas mitocôndrias. As mitocôndrias são organelas que estão dentro da célula, que elas têm a função de produzir energia. Então, a mitocôndria é como se fosse o motor da célula, a usina hidrelétrica da célula. Um outro fator que vai contribuir para isso é o que a gente chama de inflamação crônica subclínica. É, é comum a gente ter inflamação por causa de uma infecção, um vírus, uma bactéria, você pega gripe, pega sinusite, pega infecção de urina, pega pneumonia, tudo isso até em febre, que é um sinal de inflamação intensa, né? Então é normal, mas aí essa inflamação ela dura um tempo e depois some. Já essa inflamação subclínica estéreo é subclínica por quê? porque ela é bem levinha, então ela não dá um sintoma típico de inflamação e é estéreo porque não é nenhum microorganismo que tá causando. Ela tá causando isso por fonte metabólica, por causa do organismo que não tá funcionando bem, pela má alimentação, o sono ruim vai contribuindo, então uma coisa vai puxando outra. E aí a gente tem esse, a gente tem indicadores de inflamação que a gente dosa no sangue. Se esses indicadores estão se mantendo altos constantemente, mesmo que uma leve elevação, vai aumentar o risco de infarto, de entupimento das artérias, de AVC, chamado derrame cerebral, de Alzheimer, aumenta a incidência de Alzheimer aí na idade mais avançada. Então essa inflamação subclínica é outro problema que a gente tá vivendo cada vez mais. E aí, por exemplo, se eu alimento muito com açúcar, açúcar é inflamatório. Tem vários alimentos que são inflamatórios. Então, a pessoa já não, às vezes não tem uma atividade física, já não tem um sono bacana, já tem excesso de tela, já tem excesso de luz, já não tem um sono tão reparador, ainda tem uma alimentação inflamatória e, ou seja, as é tudo para as mitocôndrias não funcionarem corretamente. Aí não faz uma atividade física regular, nós somos feitos para andar, pra gente mexer. E e hoje com essa vida moderna, né, a tendência é você fica, é só usa elevador e controle remoto. Então a a padaria vai num padaria no no supermercado da esquina, pega o carro e vai. Então, ou seja, a gente tá ficando muito sedentário e todos esses fatores culminam com ficar inflamado, um sono de má qualidade, que aí você não tem uma boa reparação. Com certeza uma coisa vai levando a outra, né? uma uma questão aí de cadeia mesmo e até um índice que eu acho que fala bastante pra gente que tem alguma coisa errada é o cortisol. Cortisol muito alto tá indicando que você tá ali bem inflamado, né, doutor? Exatamente. O excesso de cortisol, o cortisol é um hormônio importante, mas o desequilíbrio dele, se ele tiver baixo demais ou se ele tiver elevado demais, é ruim. Inclusive, para falar da qualidade do sono, para ter um sono repador, para não acordar cansado, eu sempre recomendo o seguinte: o que a gente chama de higiene do sono. O que que é higiene do sono? É você ter um controle, uma limpeza do seu do do seu da sua rotina para que o seu sono seja de boa qualidade entre diversas coisas que tem, como, por exemplo, tirar a tela 2 horas antes de dormir, pelo menos, né? É uma coisa importante aí falando do cortisol, é você evitar de ter discussões, brigas, exaltações perto da hora de dormir, porque na hora que você tem isso, você dá uma descarga de cortisol e esse cortisol vai atrapalhar o seu sono, né? Então o cortisol ele é um hormônio importante porque ele dá energia, né? Só que do mesmo jeito, se ele é desbalanceado, em vez de ter energia, você vai perder energia. Então o cortisol, como você lembrou, realmente é muito importante aí a gente deixar ele equilibrado nos níveis corretos. Exatamente, doutor. E quando o cansaço ao levantar, né, já pela manhã indica que a gente tá aí com algo mais sério, que já é mais preocupante, que é preciso buscar ajuda médica? Não necessariamente você tem eh sintomas alarmantes e aí quando você tem, por exemplo, os índices de inflamação aumentados, eles já podem dizer sim que você tá correndo maior risco, principalmente se eles estiverem bem elevados, mas isso não tem uma uma regra, porque o é no longo prazo. Então, se eu pego muitas vezes o paciente com nível elevado, eu não sei se ele tá andando com esses níveis elevados há um mês, há 1 ano ou 10 anos, entendeu? E às vezes ele não deu sintoma nenhum. E muitas vezes o sintoma, o primeiro sintoma que dá é um AVC direto, é um infarto fulminante. A gente vê muito isso. Eu falo como médico, eu falo o seguinte: ninguém morre de repente. Mas a gente vê vários casos falando: "Poxa, ele tava bem ontem, jogou futebol, tava super bem e amanheceu morto, teve o infarto fulminante." Na verdade, ele tava sem sintomas. Se se realmente fizesse uma busca mais complexa, iria encontrar alguma coisa. Esse cansaço matinal também pode estar relacionado com a menopausa? Pode também pode, porque como você tem uma alteração hormonal importante na menopausa, eh, é esse essa alteração hormonal pode contribuir para ter essa queda de energia. A mulher na menopausa, ela merece um cuidado redobrado, porque o risco cardiovascular dela aumenta demais, o risco de ter osteoporose aumenta demais, tem uma tendência maior a perder massa muscular, ficar flácida, perder energia, perder força, porque se você perde músculo, você perde energia e perde perde força. Então, a mulher que já tá aí na na pré-menopausa, né, no climatério que a gente fala, ela já tem que ter um cuidado redobrado, porque ela vai entrar na menopausa. Isso é inevitável. E uma outra pergunta que acho que todo mundo que tá acompanhando o quadro quer saber, né, se tem algum segredo, como recuperar a energia e a gente despertar com essa disposição bem, né, não despertar cansado, que isso é horrível, né? Se você já desperta cansado, você vai arrastando o dia e você não vê a hora que aquilo acaba para você deitar de novo e você sabe que você vai dormir mal de novo. Como que a gente faz para recuperar isso? Exatamente. É uma série de medidas todas naturais. Primeiro, você tem uma higiene do sono, como eu falei, uma rotina. O nosso cérebro, o nosso corpo, ele gosta muito de rotina. Então, pro nosso cérebro ser bem cuidado, ele tem que ter uma rotina. Então essa história de um dia eu durmo meia-noite, no outro dia eu durmo 2 horas da manhã, fazendo isso sempre bagunçado, isso é ruim. É melhor você dormir às 9 horas da noite e acordar de madrugada do que for dormir meia-noite para acordar às 7 da manhã, por exemplo. E é uma alimentação saudável, é uma alimentação eh que é que a gente chama de comida de verdade. É diferente de produto alimentício. O produto alimentício ele te dá energia naquele momento, ele mata a sua fome, mas ele não nutre de verdade as suas células. Que o que que é isso? você come, te dá energia, mas a célula ela não recebe os micronutrientes que ela precisa para funcionar. Então ela fica de certa forma desnutrida por causa disso. Por qu usando alimentos de má qualidade. O alimento não é simplesmente para ele dar energia, você precisa também dos micronutrientes. E pro alimento ser rico em micronutrientes, tem que ser um alimento natural, legumes, saladas frescas, né? evitar alimentos ultra processados, industrializados, né? A velha é máxima, eh eh descasque mais e desembale menos, né? Então, ter essa alimentação saudável, ter o sono, ter uma prática de atividade física, quando falo atividade física é qualquer coisa. Muitas vezes eu falo atividade física, as pessoas falam: "Mas eu não gosto de academia". Academia é uma forma de você ter atividade física. Você pode estar no seu prédio aí você subir e descer a escada várias vezes, ficar meia hora fazendo isso, você fez uma atividade física maravilhosa, certo? Isso também vai estimular suas mitocôndrias e vai estimular sua produção de energia. Você pode ver que essas pessoas que fazem atividade física regular e tudo, elas têm um nível de energia melhor, justamente porque elas estão estimulando a mitocôndria. E nós temos também vários suplementos que aí tem que fazer por orientação médica com bom acompanhamento, mas você tem vários suplementos que são naturais que também vão contribuir com a melhora da energia. a própria vitamina C, que ajuda até modular o cortisol, tem vários adaptógenos fitoterápicos naturais que ajudam a modular o cortisol. Então, a gente tem vários suplementos naturais, não é remédio, né? Porque tem muita gente que às vezes tá com cansaço e aí toma, vai no médico e passa a tomar ritalina, passa a tomar vinvance, que são anfetaminas que realmente vão dar muita energia, mas geram uma dependência. Tanto é que é uma é uma medicação de de uso estritamente controlado, não é? A receita é retida, tem que ser uma receita amarela, não é nem aquela receita azul de de benzepínicos, de rivotrilo, por exemplo. Então, eh o não não é resolver a energia usando remédio, certo? Pode até usar se precisar, tiver uma indicação precisa, mas a gente sempre quer caminhar pra parte natural pra gente evitar o máximo uso de medicação química, que dá muito efeito colateral. Então você tem uma boa alimentação, uma boa suplementação, uma uma higiene do sono, uma rotina ideal de sono, tudo isso vai contribuir para você ter boa energia e ter uma boa avaliação de um médico funcional para ver também os exames, para documentar esses marcadores inflamatórios e essas medidas naturais, como eu falei aí, de sono, de alimentação, de rotina, de controlar, né, evitar de ter eventos estressantes à noite. Então, a gente tem essas medidas, fazendo tudo isso de forma natural, regularmente, o nosso corpo vai começar a responder com mais energia e mais disposição. Eh, doutor, queria agradecer sua participação aqui no Saúde agora. Muito obrigada pela disposição e pelas informações compartilhadas. Eu que agradeço. É um prazer aqui poder trazer essas informações. É uma alegria aí poder contribuir para trazer saúde máxima para todos os telespectadores aí. Muito obrigada. Obrigada também pela sua companhia aí de casa. Você pode conferir todos os quadros da nossa programação no YouTube da TV Câmara Campinas e não se esqueça de nos acompanhar nas redes sociais. Até o próximo. Saúde agora. [Música] Quinta-feira de Vent Ventania aqui em Campinas. Falamos ontem aqui, né, no jornal Câmara Notícias sobre esta condição, o que deixa a sensação térmica mais baixa, principalmente nas primeiras horas do dia. Para amanhã, sexta-feira, devido à convergência de umidade que o avanço de uma área de baixa pressão proporciona, favorece a presença de nebulosidade. Então, amanhã o dia deve ficar nublado, tem possibilidade de chuvas isoladas, especialmente a partir da tarde. E não se descarta, viu? temporais com raios aqui paraa cidade. Então, muita atenção para essa mudança no tempo. Vamos às temperaturas. Parecido com o dia de hoje. Olha só, sexta-feira, então, 25 de julho, mínima de 15º. Ao longo do dia, a temperatura sobe, podendo chegar aos 25 aqui na cidade de Campinas. O jornal Câmara Notícia fica por aqui. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Continue na nossa programação e nos vemos amanhã na sexta-feira ao meio-dia ao vivo. Te esperem até lá. Ciao. Ciao. [Música] [Música] เ