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A Câmara Municipal de Campinas realizou a 29ª audiência pública de 2026 para a apresentação da prestação de contas do Sistema Único de Saúde, o SUS, referente ao segundo quadrimestre de 2026. A reunião foi promovida pela Comissão Permanente de Política Social e Saúde e foi presidida pelo vereador doutor Ianco. Traz algumas apreensões, principalmente pelo aumento da utilização do Sistema Único de Saúde, pela condição de carência da população, onde muitos munícipes que antigamente tinham convênios ou planos de saúde e hoje tem que utilizar o SUS, isso infla bastante o sistema e obviamente ao inflar o sistema dificulta o atendimento e encarece muito o custeio por parte da prefeitura principalmente, que é a maior patrocinadora da saúde, obviamente deveria ser compartilhado com o governo do estado e com o governo federal, mas a cidade de Campinas, através da sua gestão, do prefeito Dario e do vice-prefeito Vandão, tem que custear grande parte desse empenho destinado à saúde. Então isso complica um pouco o cenário, mas a gente vê que o pessoal, todos os trabalhadores aqui da Secretaria Municipal de Saúde estão muito compenetrados para que esse sofrimento seja cada vez menos sentido pela população. Durante a audiência foi apresentado o relatório detalhado do quadrimestre anterior, o RDQA, CRDQA, documento que reúne informações sobre a execução das ações e serviços públicos de saúde no período. A prestação de contas quadrimestral é uma exigência prevista na Lei Complementar Federal nº 141 de 2012. Algumas considerações sobre o desempenho dos indicadores, observou-se melhor em indicadores relacionados ao programa Bolsa Família, Assistência Farmacêutica, Saúde Mental, IST, HIV e hepatites verais. Permanecem estáveis os resultados relacionados ao pré-natal, gravidez, adolescência, atendimento ao recém-nascido na primeira semana de vida e cobertura dos CAPS E persistem desafios importantes nos indicativos de cobertura de atenção básica, cobertura vacinal, rastreamento dos cânceres de colo de útero e mama, acesso à atenção especializada, vigilância em saúde, especialmente para sífilis congênita, tuberculose, ranceníase e saúde do trabalhador De forma geral, os resultados demonstram manutenção da capacidade assistencial da rede, com necessidade de fortalecimento de ações voltadas à ampliação do acesso, qualificação do cuidado e melhoria dos indicadores de vigilância. Participaram da apresentação o secretário municipal de saúde, Laércio Zambon, e o vereador Wagner Romão. A Comissão de Política Social e Saúde acompanha e fiscaliza a prestação de contas e temas relacionados à saúde pública e à assistência social no município. Tem uma alta aqui considerável de doenças do aparelho circulatório, 3.655 no agregado, 1.580 no primeiro quadrimestre. Então, nós vamos ter aí cerca de 2.100 na comparação entre primeiro quadrimestre, 1.580, provavelmente no segundo quadrimestre, só o segundo quadrimestre, cerca de 2.100. É bastante. O que está acontecendo com a população? É a questão climática? É a questão sazonal? Talvez seja isso. Campinas é uma cidade extremamente enorme e a saúde pública tem uma função absurdamente alta dentro de um contexto de uma cidade desse tamanho. Para quem conhece o Brasil sabe a importância de Campinas nesse contexto. Se você mais ou menos pegar uma classificação da Organização Mundial de Saúde, Campinas era para ter por volta de 60 centros de saúde, hoje ele tem 69, 70, e está migrando para mais 8 ou 9 centros de saúde, uns novos e outros substituindo uns que são muito ruins do ponto de vista de estrutura.