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A 25ª Audiência Pública teve como tema a saúde pública de Campinas e foi presidida pela vereadora Fernanda Solto. Boa noite a todos. Eu sou a vereadora Fernanda Solto. Nós estamos iniciando a nossa 25ª audiência pública da Câmara Municipal de Campinas. Hoje nós vamos discutir a situação da saúde pública no município de Campinas e os desafios pro acesso ao direito à saúde. Audiência pública contou com a presença de psicólogos, profissionais da saúde, entre eles Pedro Tourinho, ex-vereador e médico sanitarista, Roberto Farias, médico pediatra e coordenador do Conselho Municipal de Saúde, e também com Jean Perez, especialista em finanças públicas, que apresentou um estudo com base no município. O SUS é muito isso, né? que ao mesmo tempo que é uma grande conquista, né, da perspectiva civilizatória, ele tem muitos problemas, né, de subfinanciamento, ele tem problema eh de conflitos, porque para nós é uma uma forma de é uma conquista civilizatória, é garantir direito a uma população com todos os os preceitos, né, do SUS, mas também para muita gente é uma forma de se ganhar dinheiro, né, e essa esse é o conflito permanente. Após a apresentação desses dados, integrantes da mesa comentaram sobre a saúde no município. A gente quando fala da crise do SUS Campinas, a gente tá falando também da perda da vitalidade de um projeto que sempre foi feito contra a a as probabilidades, né? Nós somos feito, a Fernanda e o Jean falaram aqui, nós somos um país que optou por uma medida muito ousada de construir um sistema público de saúde lá na década de 80 e 90, numa época em que o Banco Mundial, as estruturas internacionais orientavam que país pobre tinha que fazer sistema de saúde pobre para pobre, que era fazer o quê? Experiências reduzidas, focais. Outro médico destacou a grande rede da cidade suas insuficiências. Queria dar uma rápida pincelada na nos nos outros problemas que não são só os da atenção primária. Então, eu queria começar reconhecendo que Campinas tem uma rede bastante grande, eh uma rede que comparada com outras cidades do Brasil é uma rede potente, mas muito insuficiente. ela tem uma insuficiência grande, por exemplo, seja a gente pensar a questão hospitalar, eh tem uma um estrutura hospitalar grande com dois hospitais públicos, com a Unicamp que atende regionalmente, mas atende muita gente de Campinas, os hospitais contratados, PUC, etc, etc, mas ainda falta em torno de 170 leitos na cidade de Campinas. A audiência pública também teve a participação do público que pôde manifestar suas queixas antes que a reunião terminasse. A nossa intenção com essa audiência é justamente isso, trazer essa questão que as pessoas estão sentindo no dia a dia, essa dificuldade de ter acesso ao direito à saúde, a fila das consultas, dos exames, das internações, das cirurgias, que existe e é real. Nós recebemos muitas reclamações sobre isso, trazer esse debate aqui pra Câmara pra gente esmiçar, fazer um diagnóstico da saúde, onde tá o problema, quem é responsável pelo problema. Então, aqui na audiência a gente trouxe pessoas eh que fizeram composição da mesa, que são pessoas que conhecem muito bem o sistema de saúde, são médicos, psicólogos, assistentes sociais, pessoas que lutam aqui há muito tempo por uma saúde pública de qualidade e conhece por dentro esse sistema e vieram aqui trazer essas experiências. Nós também apresentamos um estudo pelo nosso mandato, mostrando que a arrecadação do município de Campinas tem crescido. Então, não se justifica do ponto de vista político, essa precarização do serviço público. O que que tá acontecendo?