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A 22ª Audiência pública presidida pela vereadora Fernanda Solto debateu sobre o fim da escala de seis por um e os impactos da redução da jornada de trabalho no Brasil e principalmente em Campinas. A audiência integra as atividades da Frente Parlamentar, também de iniciativa da vereadora, como apoio a PEC, a proposta de emenda constitucional sobre o fim da escala 6 por1 no país. Esse momento é importante pra gente dividir as experiências, as impressões sobre essa pauta que que está no momento, que é a defesa da redução da jornada de trabalho, garantindo pelo menos dois dias de descanso na semana. Essa discussão ela é objeto da proposta emenda constitucional proposta pela deputada do pessoal Érica Hilton a nível nacional. E a nossa frente em Campinas, ela tem o objetivo de acompanhar a tramitação dessa PEC e fortalecer o movimento de pressão para que essa PEC seja aprovada. A reunião realizada no plenário da Câmara contou com a participação de vários representantes e lideranças do movimento sindical que trouxeram a perspectiva dos trabalhadores sobre os efeitos da carga horária atual e as possibilidades de mudança. O debate também foi acompanhado pelo vereador Luís Abico. Eu estive ontem, por coincidência, ouvindo o Dunker, o psicólogo Dunker, né? Eh, falando da da do excesso de trabalho que o policial militar hoje sofre, do excesso de carga horária que ele sofre e ele pede para que haja uma revisão na carga horária do PM e é um assunto que é atinente, que vocês conversaram hoje. Foi uma noite muito importante que eu aprendi muito nesse assunto. 6 por um, 5 por2 na Alemanha. Os trabalhadores da construção civil, por exemplo, trabalham 28 horas por semana, né? E isso nunca quebrou a economia alemã. Na França se trabalha 35 horas, né? Então, é um debate, já é uma tendência no mundo todo, eh, a redução da jornada de trabalho e também a diminuição, né, do dos dias trabalhados para que os trabalhadores tenham a condição de usufluir de um dia a mais de descanso para poder eh estar com seus familiares, né, ter cultura, ter lazer, ter mais acesso à informação de qualidade. Como classe trabalhadora, a gente precisa se unificar como uma classe. A gente precisa ocuparem as ruas, chamar as as centrais para poder trazer esse tema todo, chamar justamente os trabalhadores para poder compor essa retomada, retomar as ruas, fazer o movimento pra gente conseguir avançar nisso. Especialista no tema jornada de trabalho, a pesquisadora da Unicamp explicou que o movimento pelo fim da escala 6x1 é um reflexo das relações de trabalho que se deterioraram nas últimas décadas. a redução da jornada, a luta pela redução da jornada do fim da escala 6, na verdade é a expressão desse descontentamento, né, desse grito, né, de revolta, de insatisfação a essas condições de trabalho. Ainda segundo a pesquisadora, em 2024 foram registrados 500.000 afastamentos motivados por questões de saúde mental. Existe um grau de exaustão, de cansaço. Ano passado, 8 milhões de pessoas empregadas no setor formal pediram demissão. Ã, são 36% de todas as demissões do emprego formal ano passado. É um nível recorde. Não é porque as pessoas estão saindo do trabalho formal porque elas querem ser empreendedoras. Uma pesquisa feita pelo Ministério do Trabalho entre dezembro de 2023 e abril de 2024 com estas pessoas que pediram dispensa mostram que são motivados por busca por salários melhores, busca por relações de trabalho mais respeitosas, tá? Porque estava afetando a saúde mental, estavam sendo pressionados por cumprimento de méos. as pessoas buscam condições de trabalho melhores. De acordo com os dados apresentados no requerimento que solicitou a criação da Frente Parlamentar, Campinas possui mais de 433.000 trabalhadores com carteira assinada, o que demonstra o impacto positivo da medida a médio e longo prazo para a população, quanto ao tempo adequado para descanso, lazer, convívio familiar e estudos. A gente tem historicamente exemplos de como foi importante a redução da jornada de trabalho, tanto pra saúde dos trabalhadores, quanto pro aumento da produtividade e geração de emprego. Então, nossa intenção com a frente é ampliar pra sociedade toda essa discussão que não é simples, mas que é importante e que nós vamos seguir com a construção do dia do trabalhador aqui no primeiro de maio e a construção do plebiscito popular em defesa do fim da escala 6x1. Yeah.