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A vereadora Guida Calisto presidiu a segunda reunião da Comissão Especial de Estudos para avaliar e discutir a importância do fim da escala 61 da jornada de trabalho. Na ocasião, foram discutidos os impactos na economia de Campinas. Que que Campinas pode interferir num debate como esse? Bom, primeiro a gente tá falando de uma cidade que é metrópole, né? e uma cidade que acaba ficando na frente de vários capitais nacionais, né? Aqui é um polo industrial, nós temos universidades aqui de muita relevância, nós temos um polo de pesquisa aqui muito forte e nós temos pesquisadores que pautam isso. Nós temos eh funcionários do estado, digo, próprio eh Ministério Público, enfim, que debatem muito essas questões, que acompanham muito isso. Então a gente eh entende que sim, que Campinas tem muito a contribuir nesse debate. Por isso nós então conseguimos aprovar aqui na Câmara Municipal de Campinas essa comissão de estudos para pautar, né, para fazer essa discussão. Foi destacado que variados setores do movimento sindical defendem a redução da jornada de trabalho sem redução de salários. No entanto, a última vez em que houve uma redução na jornada foi em 1988, que reduziu a jornada de trabalho de 48 horas para 44 horas semanais. Um dos pontos levantados foi a importância de considerar o tempo do trajeto da casa até o local de trabalho. Campinas virou um grande polo de prestador de serviço que essencialmente vai buscar nessas cidades da periferia essa mão de obra. Então, se a gente eh conseguir mapear isso dentro dos dados do Cajed, enfim, dentro da Riz, observar que há uma mobilidade brutal na nesses nesse trabalho. E que que tem a ver com isso que a gente tá falando sobre a jornada de trabalho? É justamente essa a importância que a gente tem que levar em consideração, é que aumenta o tempo de deslocamento das pessoas, as pessoas não estão trabalhando mais em volta ao redor da sua casa, ao mais próximo. E aí você tem uma extensão brutal da jornada de trabalho e consequentemente uma extensão também do do tempo de mobilidade do transporte, né, de sair da sua casa até o local de trabalho e voltar da do local de trabalho paraa sua casa. perfil socioeconômico e produtivo de Campinas, eh, demonstram aí um um importante eh ensaio, né, mesmo, né, quando a gente pensa em estudar, em se debater sobre os impactos que essa jornada pode trazer eh a nível nacional, contribuir com essa discussão, que é uma discussão muito válida e que essa discussão ela vai de encontro a um princípio constitucional que está inserido no artigo séo da Constituição, que é a melhoria progressiva. das condições de vida e de trabalho, né? Então, lá no artigo séo, eh, e o que certamente a gente pretende que seja modificado com essas discussões de redução de jornada de trabalho, eh, estão previstos os direitos e garantias constitucionais aos trabalhadores, além de outras. Então, é uma cláusula que nós chamamos de cláusula aberta, né? Ela não ali não é não são os únicos direitos dos trabalhadores, mas é um patamar mínimo civilizatório que naquele momento da edição da Constituição de 1988 se entendeu mesmo como um patamar, né, como um piso, né, sempre eh pensando aí em melhoria progressiva. Ao final da reunião, a presidente da comissão destacou que, pelo seu potencial econômico e tecnológico, Campinas pode vir a se tornar uma cidade modelo na superação da escala 6x1, mas reforçou que esse caminho só será possível com planejamento. Na história do Brasil, sempre quando os trabalhadores pautaram uma necessidade como é essa agora da redução de jornada, sempre tem um setor da elite brasileira que começa a colocar o terror nas pessoas. Não, porque a gente vai quebrar, não porque não vai ter emprego, não porque não sei o quê a gente e não é isso, né? E ela traz experiências internacionais, países inclusive que são equiparados economicamente ao Brasil e até mais inferior que o Brasil. conseguiu resolver essa questão da redição de jornada, acolheu essa pauta, essa agenda deu mais qualidade de vida para o povo, né, para a população e funcionou muito bem. a produtividade das empresas.