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37 views Publicado 28/07/2025 HD · 1:26:50

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do amor. Asa Campinas registra aumento da procura e também do preço da fruta. Reta final da campanha do agasalho que segue até esta quinta-feira e Câmara de Campinas é um dos pontos de coleta. Na ponta do lápis, vamos entender como as tarifas dos Estados Unidos impactam no bolso do brasileiro. [Música] Olá, semana começando. Segunda-feira, 28 de julho de 2025, inicia agora o jornal Câmara Notícia ao vivo meio-dia, mais 10 minutos. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência e vamos conversar. Participe, mande a sua mensagem para o número do nosso WhatsApp que já aparece aqui embaixo da sua tela. 19 é o nosso DDD. Para você que é de Campinas e região, pode ir direto no número aqui de baixo, ó, 97829377. Ou você pode mandar esta mensagem apontando a câmera do seu celular para o QRC. Também já aparece uma mensagem na sua tela, o WhatsApp da TV Câmara Campinas. Você aperta e pode mandar o seu elogio, uma crítica construtiva, o que você quer assistir aqui no nosso telejornal. A febre do momento que se espalhou pelas redes sociais, em muitos canais de televisão é o Morango do Amor, uma releitura da tradicional maçã do amor e está gerando muito lucro para quem está vendendo, mas acredito que o preço do morango tenha subido. Isso que nós vamos conferir a partir de agora, porque a repórter Ana Paula Meneguete foi até a SEASA e vai nos contar. Seja bem-vinda, Ana. E por aí tem o morango do amor ou só a fruta mesmo? Boa tarde. Olá, Gabriel. Uma boa tarde para você. Uma boa tarde para todos que acompanham o Câmara Notícia. Pois é, Gabriel, por enquanto aqui a gente só tem a fruta mesmo e que já está com preço bem salgadinho, viu? Quem vai falar mais pra gente sobre esse assunto é o Sebastião Guerra. Ele é técnico especialista aqui da SEASA Campinas, que é o mercado de frutas e vegetais. Sebastião, muito obrigada pela sua participação aqui no Câmara Notícia. Primeiro ponto, né, Sebastião, que todo mundo quer saber quando o assunto é morango do amor, quanto que subiu o preço do morango depois dessa febre. Boa tarde, Ana Paula. Boa tarde a todos. Então o morango a gente percebeu que ele teve uma procura muito grande por parte dos consumidores e isso acabou levando uma alta dos preços, mas é importante salientar que a gente tem bastante morango no mercado de qualidade e não vai ficar desabastecido, mas a gente percebeu eh uma mudança nos preços em torno de 50% para cima e nessas últimas semanas, mas isso tende a se estabilizar. Antes desse boom, o preço tava bem mais em conta. É isso, Sebastião? Isso, exatamente. O preço tava bem mais em conta e a gente percebe que tem uma busca por morangos, especialmente o morango que a gente chama de fundi, que é um morango de calibre maior. Ele é um tanto maior e ele fica mais bonito realmente para fazer o doce. Então o pessoal tem preferido levar esse morango. Mas aí o pessoal também tá buscando aquele morango menorzinho, né? Aquele mais miudinho para fazer o doce que tanto viralizou aí, tanto nas redes sociais quanto em canais de TV também, né? Sim, exatamente. E a procura maior realmente é pelo morango fundir de um calibre maior, mas na falta dele ou na o aumento de preço dele, teve essa percepção de mudança para um morango também de calibre menor. Então o pessoal tá levando tanto um quanto o outro para poder estar fazendo essa iguaria aí. Exatamente. E Sebastião, vamos falar, vamos falar um pouquinho da temperatura, né? A gente sabe que o frio pode estimular aí, né, a produção do morango. Essa produção, ela tem sido boa para 2025. Qual que é a expectativa aí ao longo do ano? A produção está sendo boa, sim. Inclusive esse ano mais seco um pouco favoreceu que a gente não tivesse doenças fúgicas, que são as principais doenças que atrapalham o crescimento do morango. Então, com essa pouca com esse pouca entrada de doenças, os morangos vieram com bastante quantidade e vieram com boa qualidade. Eles estão muito bonitos. A gente teve apenas uma pequena percepção que o frio eh acabou queimando algum dos morangos e até geado em alguns locais de produção, mas mesmo assim a produção está sendo muito satisfatória e a qualidade tá sendo muito boa. Por exemplo, amanhã, terça-feira, a gente tem uma previsão de muito frio, em torno aí a mínima de seis, se mais ou menos. Isso atrapalha um pouco a produção? Não, a produção do morango já é no mês frio do ano. A gente tem uma produção muito grande nos meses de frio e essa essa temperatura não chega a afetar o crescimento do morango. Talvez ele fique um pouquinho demorado mais uma maturação, mas nada que vai atrapalhar e nada que vai comprometer o abastecimento. E Sebastião, para quem não quiser fazer esse doce com morango, tem outras alternativas? Frutas com preços mais acessíveis, quais são? Sim, a gente vê comentando com o pessoal aí, o pessoal que vem comprar às vezes faz com banana, mxirica, então o pessoal tá inovando, tá fazendo com várias frutas e e pessoal tá tá comentando que tá gostando. E outra coisa que a gente quer saber, né? Então é garantido, não vai faltar morango mesmo com essa explosão do doce. É isso sim, não vai faltar morango. A qualidade e a quantidade estão sendo muito satisfatórias e o morango tá muito bonito, tá muito gostoso. Vale a pena, então. Com certeza. E Sebastião, eu soube que até você já entrou nessa moda. Você tava me dizendo aqui que você já provou o Morango do Amor e eu quero saber sua opinião. Aprovado? Sim, sim, aprovado. Eu tive o prazer de ganhar de um amigo morango e muito aprovado. Delicioso, muito bom, né? Sim, sim. Muito gostoso. Sebastião, muito obrigada então pela sua participação aqui no nosso jornal no Câmara Notícia. Obrigado. Disponha, Gabriel. Então é isso, ó. Agora nessa primeira entrada aqui, a gente só tem o morango morango fruta, mas daqui a pouco a gente volta com o morango que tá bombado aí nas redes sociais, o morango do amor mesmo, doce. E vocês já podem conferir daqui a pouquinho, é nessa nossa volta aqui no Câmara Notícia. Eu volto com você aí no estúdio. Estamos todos na expectativa aqui pelo Morango do Amor. Muito obrigado, Ana Paula Meneguete, pelas informações importante, né, sobre esta alta no preço da fruta do morango. E claro, quero agradecer também aqui a disponibilidade do tempo, as informações que foram passadas aqui pelo Sebastião Guerra, que é o técnico especialista da SEASA Campinas, falando aí que não vai ter o desabastecimento, que as frutas estão bonitas, então a gente consegue no mercado e encontra um morango. Bom, a gente segue aqui com as notícias da Metrópole, porque a campanha do agasalho entra na reta final, mas ainda dá tempo para você que está nos acompanhando doar uma roupa, sapato ou cobertor em bom estado. Ainda dá tempo de doar para a campanha do agasalho de Campinas em 2025. A iniciativa que já arrecadou quase 20 toneladas de roupas, cobertores e outros itens desde o início da ação em 30 de abril, segue até esta quinta-feira, 31 de julho. Com o slogan cada peça uma cor, cada cor mais calor, a edição deste ano reforça a importância da solidariedade coletiva. A população campineira, quando é chamada a ação, quando é chamada mobilização, participa. a gente já tá com quase 20 toneladas arrecadadas e a nossa expectativa sempre foi essa, foi de que as doações chegando já fossem distribuída para quem precisa. Então, nós temos conseguido fazer isso. É para este galpão que vem as roupas de inverno, calçados, cobertores e outros materiais em bom estado que foram arrecadados nos 157 pontos de coleta distribuídos nas regiões da cidade. Aqui eles passam por uma triagem, são separados, dobrados e só então encaminhados para doação para a população em situação de vulnerabilidade. Um trabalho diário de separação daquilo que pode ser usado com dignidade por quem precisa, por idade, tamanho e tipo de item, que vai desde o que aquece do frio até brinquedos. Aquilo que não serve para ser utilizado por ninguém vai direto para o descarte. Separa as roupas que são rasgadas, sujas e posteriormente a gente dobra, coloca em caixa, como vocês já viram, e posteriormente já é elas são destinadas às entidades sociais, pra população, pros nossos abrigos, pros cras e é feito dessa forma. Muito trabalho, então, por aqui, né? Graças a Deus, só que não para. A Câmara de Campinas com entrada pela Avenida da Saudade é um dos pontos de coleta. E para você que tem roupas, cobertores e sapatos em bom estado, pode doar em um dos locais com o endereço no site da campanha. Você que ainda não fez doação ou se você já fez a sua doação, a gente sabe o quanto tem ficado frio, principalmente nas manhãs e nas noites. E a sua doação pode fazer diferença. Pode ser um cobertor, pode ser um caminhão de cobertores, uma blusa ou várias caixas. Não faz diferença. A diferença está no ato de você doar e alcançar uma vida que precisa naquele momento. Mais uma onda de frio está chegando aqui na cidade de Campinas. Então eu reforço aqui você que está nos acompanhando, que tem condições de fazer essa doação de uma roupa, de um cobertor, gorro, luva, procure um dos pontos aqui pela nossa cidade. A Câmara Municipal de Campinas está recebendo doações. Avenida da Saudade número 100. Faça porque tem muitas pessoas que estão em situação de vulnerabilidade e vai fazer a diferença no frio que está chegando aqui na cidade de Campinas. A gente segue aqui com o Jal Câmara Notícia, porque fundado por nomes importantes da cidade, o Lar dos Velhinhos de Campinas completou no último dia 25 de julho 121 anos de muita história. A entidade que é referência entre as instituições de longa permanência de idosos pelo serviço prestado a dezenas de idosos no município, completou mais um ano de vida. Parabéns para você. Hoje a gente tá vivendo assim um dia muito especial, né? É um marco aí na no nosso atendimento, sempre com atendendo com muita qualidade, né? E a gente prioriza sempre eh eh pensar em quem já passou por aqui, quem passa por aqui, sendo ele colaborador, idosos que necessitam desse atendimento. Então, hoje é um dia muito especial e a gente olha assim pro passado com muita gratidão e pro futuro com muita esperança, né? pensando que nós possamos viver mais 121 anos aí pela frente. E a tradição foi mantida e com muito sabor. Para celebrar os 121 anos, uma deliciosa feijoada foi servida para o pessoal. O almoço especial é o momento de agradecer e renovar a união entre os idosos atendidos, os colaboradores e a diretoria da entidade. Muito boa, viu? Excelente. Aqui, pelo menos eu na na feijoada eu sou um pouco seleto. Tem certas coisas que eu não gosto pé, orelha, essas coisas não. Mas tá ótimo. Não tenho nada a reclamar. 8 anos que eu estou aqui. Todo ano nós temos essas essa festa e cada festa parendo melhor. Uma delícia. Eu não sou de comer, mas aqui eu como. Feijoada não, eu não sou, mas essa tá maravilhosa, tá excelente. A instituição foi fundada em 25 de julho de 1904, originalmente como asilo de inválidos. Sua criação foi impulsionada por importantes figuras da sociedade campineira, como Orozimbo Maia e Alberto Sarmento, que buscavam atender a crescente população de desabrigados e carentes decorrente do crescimento desordenado de Campinas e da migração em busca de trabalho na época dos barões do café. Inicialmente, o asilo acolhia pessoas em situação de rua de todas as idades, mas com o tempo o foco passou a ser o público idoso. E em 1972, a instituição formalizou a sua especialização, alterando o seu nome para Lar dos Velhinhos de Campinas. A missão do Lar de Zelins de Campinas é atender o idoso nos seus aspectos psicos, sociais, eh, de necessidade, eh, atendendo a vivência dele, eh, da melhor forma possível, com qualidade de vida. Faz parte da história de Campinas, né? O Lar dos Velhinhos de Campinas faz parte da história. Então, hoje é uma instituição de de renome e que tá aqui para fazer o trabalho da melhor forma possível. Localizado na vila Prost de Souza desde sua fundação, o Lar dos Velhinhos de Campinas conta com uma estrutura de 72.000 m quadrados, além de uma equipe multiprofissional, responsável pelo cuidado dos 94 idosos atendidos pelo lar. Os idosos têm aqui desde alimentação até o vestuário, atendimento de saúde, né, medicamentos, tudo que eles necessitam e o o a parte eh social e carente também no sentido de hoje aproximadamente 40% da nossa população não tem família, não tem vínculo familiar. Então hoje, eh, o Lar dos velhinhos faz esse trabalho de afeto, de aconchego para esses idosos que são atendidos aqui. Eu já tinha conhecimento do lar quando eu era criança e eu só que eu nunca imaginei que eu iria morar aqui, né? Mas eu tô bem, graças a Deus. E é muito importante mesmo para a velice das pessoas, principalmente que não tem quem cuide. que precisa de atendimento. Aqui é acolhido com muito amor. Você tem tudo, você tem desde manicure, as pessoas faz o o cabelo, faz tudo. Nós temos cinco refeições por dia, que é o café da manhã, o almoço, café da tarde, a janta e a ceia à noite. Eh, praticamente aqui eu encontrei minha família. Tô feliz. Agradeço a esse lar porque é é fora do comum, tudo na minha vida, entendeu? Porque se não fosse isso aqui, eu não seria seria de mim. O seu Ercílio, de 79 anos, é um dos idosos há mais tempo no local. O aposentado conta a experiência de morar na instituição. Aqui é o lugar, um lugar de paz para mim, o lugar que eu achei paz. Aqui tudo de bom tem. Se fosse ruim, não tava aqui 22 anos. Eu tenho bons amigos, respeito todo mundo, tá pessoas da melhor maneira. Eu só tenho, só tenho que falar bem daqui. Eu não falo mal. Aqui tem comida boa, tem pouso bom. Se quiser arrumar namorada até arruma. E após 120 anos de muita luta, trabalho voluntário e solidariedade, a entidade atualmente conta com a ajuda da comunidade para manter o atendimento aos idosos. É, o nosso trabalho é um trabalho filantrópico, né? A instituição ela sobrevive de doações. Eh, então, se não são os colaboradores, os doadores, parcerias, a instituição não consegue se manter. Numa empresa que tem um produto para se vender, né? Hoje a gente necessita das doações paraa manutenção dessa desses idosos que aqui estão, porque o lar eh sem receita, né, sem parcerias, o lar não consegue manter a a despesa total aí cada cada mês. [Música] [Aplausos] [Música] Meiodia, mais 27 minutos. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Vamos fazer o seguinte, rápido intervalo e na volta tem entrevista ao vivo. Nós vamos falar sobre a fraude no INSS. Lembrando, hein, mais de 1 milhão de pessoas já aderiram ao plano de ressarcimento. Nós vamos conversar com um especialista neste assunto que vai nos explicar sobre essas situações, né, dos beneficiários, dos aposentados que tiveram esse desconto indevido. Tem alguma dúvida? sobre a o este assunto, pode mandar pra gente que eu vou repassar 19 ao nosso DDD. O número tá aqui embaixo da sua tela, 97829377. Manda a sua participação que eu vou repassar ao Washington que vai conversar comigo daqui a pouco, depois do intervalo. เฮ [Música] [Música] [Música] Câmera Notícia de volta ao vivo nesta segunda-feira. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência e nós vamos falar agora sobre a fraude no INSS. Segundo a Polícia Federal e a Controladoria Geral da União, associações descontaram ilegalmente e na época se falou em mais de R$ 6 bilhões de reais de aposentadorias e pensões entre 2019 e 2024. prometiam serviços para os quais não tinham estrutura para oferecer, como assessoria jurídica ou convênios com academias, planos de saúde. para explicar essa situação, se já foi corrigida, se tem como saber quem foi vítima da fraude. Eu converso agora com o Washington Barbosa, ele que é especialista em direito previdenciário e mestre em direito das relações sociais e trabalhistas e CEO da WB Cursos. Washington, primeiramente, muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo, ter aceito o convite para participar aqui do jornal O Câmara Notícia. fiz uma contextualização, mas de que maneira esses descontos eles aconteciam e se de fato, né, eram ilegais? Seja bem-vindo e uma boa tarde. Boa tarde. Boa tarde, Gabriel. Boa tarde a todos os nossos telespectadores. Eh, realmente assim, isso foi uma situação muito complicada e muito complexa. Como é que durante tanto tempo as pessoas eram debitadas, um débito não autorizado e ninguém fazia nada? E o mais importante, Gabriel, o mais importante, você que está nos assistindo, é que todos os avisos foram dados. O TCU já tinha falado sobre isso, a possibilidade de riscos e de fraudes. Ah, vários. Ficou claro no relatório da CGU que houve um incremento estrondoso, né? Eu estou falando, gente, de dobrar. De 2022, por exemplo, nós tínhamos algo em torno de R$ 700.000 em débitos. Quando passou para 2023, esse número dobrou, chegou a 1 bilhão de 700 milhões, passou para R 1.hão300 milhõesais. E quando foi de 23 para 24, esse número dobrou novamente, chegando a quase 2,5 bilhões de reais debitados. Qualquer pessoa olhando esse tipo de situação veria que algo não estava certo. Mais do que isso, Gabriel, a as pessoas estavam reclamando. O índice e também está no relatório da CGU, o índice de reclamações sobre esse tipo de débito também estourou. oscilava ali as reclamações em torno de 100, em cento e poucas, subiu para mais de 5.000 reclamações mês. Olha para isso. Então, todos os avisos foram dados, tudo foi feito, mas no mínimo por negligência nada foi feito e as pessoas, os aposentados, as pensionistas foram lesados. Ô Washington, para quem está nos acompanhando e compreender essa situação, os descontos eles foram em aposentadorias e pensões pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social, o INSS, e as suspeitas atingem sindicatos, associações e até servidores do órgão. Exatamente, Gabriel. E aí eu diria, na verdade, eh, não são suspeitas, né? Porque assim, o que é que está claro hoje, por exemplo, depois de dessa história toda ser descoberta mais ou menos uns 90 dias, depois disso ser descoberto, o INSS preparou uma ferramenta, né, lá no meu INSS, ele virou e disse: "Olha, espera, eh, vou informar para todo mundo que teve o débito. E essa pessoa que teve o débito, ela pode, na verdade, fazer o quê? Ela pode virar, olhar aquele débito e dizer se ela autorizou ou não. Só pra gente ter uma noção disso, eram 3 milhões, quase 4 milhões de pessoas que tinham débitos. Sabe quantas reconhecer os débitos? Quantas? Menos de 40.000 1000 pessoas. Olha para isso. De 3 milhões, quase quatro, menos de 40.000 1000 pessoas reconhecer o débito. Então, me desculpe, nós não estamos falando de um erro qualquer. Nós não estamos falando de algo assim fortuito. Ah, aconteceu, eu pensei que ele tinha autorizado. Não, nós estamos falando realmente de uma quadrilha montada pelos sindicatos, provavelmente, como você disse, Gabriel, com a participação de alguns servidores do INSS para roubarem os aposentados e as pensionistas. E o termo, desculpa até falar, é um termo forte, mas o termo realmente é de roubo. E veja, gente, nós estamos falando, veja, você que tá nos assistindo, nós estamos falando de pessoas que ganham um salário mínimo, R$.500. Essas pessoas que moram no interior do Brasil, a maior parte sem informação, a maior parte muito simples, muito humilde, que passam necessidade, cuja concentração foi no Nordeste e no norte do país, que nós sabemos que são regiões mais pobres. E essas pessoas tiveram débitos que inicialmente eram da ordem de R$ 70 e também esses débitos aumentaram da ordem de 70 para chegando a R$ 250 por mês. Gente, quem ganha R$500, R$ 70 tirado da conta é muito dinheiro. R$ 250, nem se fale o peso que isso tem. Eu tô falando que a pessoa deixou de comprar um Cis, a pessoa deixou de comprar um remédio, deixou de comprar comida para sua casa, passou ainda mais necessidade por conta desse desse processo altamente fraudulento, desse golpe, desse roubo que foi feito. Washington. A operação, sem desconto, cumpriu centenas de mandados de busca e apreensão, outros seis de prisão temporária em 13 estados e no Distrito Federal. Isso quer dizer que foi no país inteiro? É, os débitos, Gabriel, eles ocorreram no Brasil inteiro. A concentração, vamos dizer assim, dos fraudadores, né? Vamos separar as duas coisas. Nós temos o fraudador, golpista, sindicato, tá? E aí a concentração deles são Brasília, São Paulo e Rio Grande do Sul, tá? A sede desses sindicatos. Nós temos de outro lado os fraudadores, os golpistas que estavam dentro do INSS. Então aí pelo que se sabe até agora, a concentração era mais aqui em Brasília, falo de Brasília, era mais aqui em Brasília na direção geral. do próprio órgão e também em um ou outro local espalhado. Essa notícia desses vários eh mandados na que foram cumpridos, elas t duas linhas também nesse aspecto. Olha, eu tô todo duas linhas aqui, né, Gabriel? Mas vamos separar as duas linhas. Nós temos de um lado os mandatos que foram feitos lá atrás, que foram feitos contra os sindicatos e contra alguns servidores, entre os quais o presidente, o antigo presidente e o antigo procurador do INSS. E foram feitas eh eh também para esses sindicatos, onde foram inclusive aprendidos bens e outras coisas. Agora recentemente, inclusive nesses dias, que deve ser o que você está se referindo, Gabriel, eh foram feitos outros mandados, mas esses mandados não necessariamente eles têm uma associação direta com esse golpe dos eh eh sindicatos, né? Eles também colaboraram, mas fizeram outros tipos de golpe, né? Washington, eu vi uma reportagem falando que mais de 3 milhões de pessoas já declararam ao INSS que não reconheceram os descontos feitos nos benefícios. Quem que faz essa análise? Se de fato ocorreram os descontos indevidos. Como é que funcionou o processo, Gabriel? E você que tá nos assistindo? Primeiro, o INSS informou: "Olha, você teve débito". e teve débito deste sindicato, tá? Aí você, segundo passo, você virava e dizia: "Olha, eu não reconheço esse débito ou eu reconheço e aí o teu número está certíssimo. Foram 3.400 e poucas mil pessoas que disseram que não reconheciam e como eu falei também agora a pouco, menos de 40.000 reconheceram realmente o débito. Esse foi o primeiro passo. Segundo passo, o INSS informou quanto foi debitado. Então, apareceu para você uma um uma notificação no meu INSS que virou e disse: "Gabriel, você foi debitado pela associação XPTO e esse débito alcançou o volume de R$ 2.000 assim, tal mês tanto, tal mês tanto, tanto, tanto, tanto." Tá? Esse foi o ponto. Paralelamente, o que o que é que houve? O governo federal, por meio da AGU, Advocacia Geral da União, procurou o STF, Supremo Tribunal Federal e fechou um acordo com o Supremo Tribunal Federal. Esse acordo homologado, o que é que diz? Basicamente, o INSS vai devolver esses valores debitados para você devidamente atualizados, desde que você desista de discutir qualquer outra coisa sobre esse tema, tá? Eh, Gabriel, além da própria devolução do dinheiro, as pessoas deveriam ter direito, têm direito a receber o que a gente chama de repetição em débito. Ou seja, no teu exemplo que eu dei agora, R$ 2.000 foi debitado de você. Então, você receberia os R$ 2.000 devidamente atualizado e receberia mais R$ 2.000, que é o que a gente chama de repetição do tá? E além disso, você poderia e deveria eh requerer dano moral, que como eu falei, a pessoa deixou de comer, deixou de comprar um gás, deixou de comprar um remédio, passou ainda mais necessidade e isso com certeza gerou grande inconveniente para essa pessoa, tá? Mas o governo virou e disse: "No acordo: "Quem quiser receber vai receber, mas vai ter que desistir de discutir todo e qualquer outra coisa a respeito disso." O primeiro lote saiu agora, dia 24, né, que foi já acreditado esses valores para quem aderiu. A adesão ainda está aberta, tá? A qualquer momento as pessoas podem aderir a este acordo e o dinheiro será devolvido pelo governo. Agora, detalhe, eh, os sindicatos roubaram os aposentados junto com algumas pessoas do INSS. Nós, quem é que paga a aposentadoria dessas pessoas? Somos nós, pagadores de impostos. Agora, quem vai devolver o dinheiro é o próprio governo. Não são os sindicatos. É o próprio governo que vai devolver o dinheiro. E quem é que vai pagar mais uma vez? Nós pagadores de impostos. Ah, mas depois o governo disse que vai procurar os sindicatos. Gente, desculpa, eu trabalho nessa área. A gente sabe como é um processo de execução e principalmente nesse caso que as instituições não têm o mínimo de estrutura. Não tem bens, não tem nada para você poder executar. Gabriel, desculpa, eu acabei me alongando um pouco na resposta. Ótimo. É ótimo. Você deu uma ótima contextualização realmente do que tá acontecendo. Uma das dos meus questionamentos seria exatamente sobre isso que você acabou de responder, né? Porque não foi o governo que fez isso, mas foi o governo que precisou então pagar esses beneficiários. Então, acabou saindo eh de uma parte. Eh, para quem está nos acompanhando até Gabriel, desculpa, desculpa te interromper, mas até o seguinte, como dizia Margaret Tátia, não existe dinheiro do governo, existe dinheiro do pagador de impostos. O governo não tem dinheiro, o dinheiro é meu, é seu, é, é seu que você está nos assistindo, de você que tá nos assistindo aqui, que pagamos nossos impostos, né? Governo não faz dinheiro, ele não tem uma arrvorezinha de criar dinheiro, né? Exato. Para quem está nos acompanhando, Washington, é sobre essa situação atual, ainda tem como saber se os descontos aconteceram ou já se esgotou o prazo? Para quem está nos acompanhando, ainda dá tempo de recebeu essa mensagem, mas às vezes passou despercebido, dá tempo de solicitar que foi realizado um desconto indevido. Sim, Gabriel. Então, veja, você que tá nos assistindo aqui, o que é que você tem que fazer? Se você não fez nada ainda, você vai acessar o meu INSS. O meu INSS você acessa lá pelo pela internet, é só colocar lá meu INSS, vai chegar lá. ou mesmo se você tiver baixado o app, né, o aplicativo no seu celular, pelo próprio celular você tem acesso a isso. Quando você acessar o meu INSS, que você acessa com a senha do golbr, você vai chegar e vai verificar em notificações. Essas lá nas notificações haverá, se for o caso, se tiver havido débito na tua conta, haverá lá o valor do débito, a quantidade, o o quem recebeu esse débito, né, o sindicato que recebeu e vai ter a opção se você confirma ou se você contesta, tá? Esse é um ponto, primeiro passo. Segundo passo também lá no meu INSS, você acessa em acordo para você aderir ao acordo. Aerindo o acordo, é aquilo que nós já falamos, você vai receber o valor devidamente corrigido, mas terá de abrir mão, de discutir toda e qualquer outra coisa a respeito disso, tá? Então isso ainda tá aberto, isso você ainda pode fazer, não tem problema nenhum, tá? Eh, na sua resposta anterior, você disse que os pagamentos eles já começaram a acontecer. De que forma isso está sendo realizado e tem como esse beneficiário acompanhar esse pedido de reembolso? Os pagamentos começaram, o primeiro lote foi agora dia 24 de julho. E assim, segundo o governo, haverá vários lotes que acontecerão a cada 15 dias, tá? Então, as pessoas receberam, essas primeiras pessoas receberam e receberam aonde? receberam no seu contra-cheque, na conta que você recebe o teu salário. Então você tá ali, você recebe tua aposentadoria no Banco do Brasil, na Caixa Econômica Federal, tá? Então naquela mesma conta, do mesmo jeito, foi feito o quê? foi feito o crédito desses valores. No exemplo que eu dei aqui do exemplo do Gabriel, se tivesse dado R$ 2.000, então seria eh creditado, foi, né, nesses dias creditado para essas pessoas. Agora, quem foi creditado? Segundo o governo, ele tá montando lotes a cada 15 dias. O primeiro foi esse, agora do dia 24. E esses lotes eles são montados conforme o a data da adesão. Adesão a quê? adesão ao acordo. Então, quem aderiu o primeiro ao acordo, entra na fila primeiro e vai receber primeiro. Também, segundo o governo, até o final do ano, com previsão aí que o último lote seja no final de novembro, começo de dezembro, todos esses valores, todo mundo que eh eh aceitou o acordo será devidamente ressacido. Duas questões, Washington, para não deixar passar batido. Caso não aconteça essa adesão dentro do prazo, o segurado ele vai ficar fora dessa lista de pagamentos automáticos? Em princípio, Gabriel, não existe um prazo para adesão a CU, né? O que se estabeleceu foi um prazo que é o prazo da última semana de novembro para que se receba ainda este ano. E este prazo não foi estabelecido, desculpem, não foi estabelecido no acordo, foi estabelecido por conta de uma questão orçamentária do governo federal, tá? Agora, em tese, eh, os valores foram debutados, isso prescreve a cada 5 anos, então está dentro do tempo. Por isso que se viu lá que era de 2019 para cá, que o relatório da CGU todos os dados trazem de 2019 para cá e que os pagamentos estão sendo de 2020 para cá, que são os últimos 5 anos. Então, em tese, você não tem prazo para aderir. Se você quiser aderir ao acordo e quiser que o pagamento seja feito ainda este ano, aí você tem de fazê-lo até o a a última semana de novembro. E a outra questão para também não deixar para trás numa resposta anterior, você disse que foi feito um acordo com quem tinha feito uma ação judicial. falou: "Olha, pode tirar, já reconhecemos o erro, o pagamento vai ser feito." Se mesmo assim a pessoa quiser entrar com uma ação judicial por algum prejuízo que ela teve neste período, tem como? Ótima pergunta, Gabriel. E aí vamos separar as coisas. Eh, primeiro, a o governo federal procurou o Supremo Tribunal Federal para quê? para suspender toda e qualquer ação que tivesse sido ajuizada no Brasil inteiro. Então, se você já tinha ajuizado uma ação, essa ação sua, ela está suspensa. Aí o governo fez o acordo, tá? o o STF homologou e agora ele está dando esse essa possibilidade de você aderir ao acordo e em aderindo receber esses pontos. Mas detalhe, se você aderir o acordo, mais uma vez eu digo, você terá de abrir mão de discutir qualquer outra coisa. Então assim, se você recebeu o dinheiro, se você aderiu ao acordo, aí não adianta entrar com ação judicial. Se você entrar com ação judicial, o que é que vai acontecer com ela? ela vai ser eh eh instinta sem julgamento de mérito, porque o valor já foi pago e você ainda corre o risco até de rece de receber uma multa, de ter que pagar uma multa por litigância de máfé, que é aquela pessoa que discute sabendo que não tem direito, tá? Agora, se você não aderiu o acordo, se você não aderiu, você não vai receber o dinheiro nesta leva aí. E você poderá discutir isso na justiça, tá? E aí, discutindo isso na justiça também, como eu falei, você vai ter direito à devolução devidamente atualizado, tá? vai ter direito a que a gente chama de repetição indébito, ou seja, o mesmo valor e vai poder requerer o dano moral previdenciário. Ô, ason, numa resposta anterior sua, o senhor deu a explicação para entrar no aplicativo INSS, né, para conseguir as informações. E quem tem dificuldades em concluir este processo de forma digital, existe alguma outra possibilidade? Existe sim. o as agências dos Correios, eh, regra geral, a principal agência de cada localidade, elas estão, a, perdão, elas estão autorizadas a fazer esse tipo de trabalho. Então, se você tem dificuldade de acessar a internet, de mexer em aplicativos e tal, você pode se dirigir a uma agência dos Correios e lá perguntar sobre este caso. E aí os Correios vai te dar toda a orientação, vai fazer todo o procedimento para você. Ô, Washington, para quem está preocupado com esta situação, né, porque foi de 2019, 2024, enfim, foram muitos anos para conseguir combater as fraudes contra aposentados, o que que seria necessário? É o uso de biometria seria uma solução? Ajudaria? Precisa mudar alguma coisa no sistema? É, Gabriel, essa é a parte que nos deixa, eh, principalmente, no meu caso, que trabalho nessa área muitos anos e estudo muito sobre o tema, essa é uma parte que nos deixa a palavra revoltado, né? Porque essa questão da biometria, essa questão da segunda conferência, essa questão do cuidado no credenciamento, ou seja, visitar a entidade, ver se realmente ela tem estrutura, se realmente ela consegue oferecer o que ela tá prometendo. Isso tudo estava previsto nas normas. Isso tudo está previsto nas normas. Isso tudo eh deveria ter sido feito, mas ainda eh temos como exemplo a questão do dos empréstimos consignados, que antigamente não tinha o reconhecimento biométrico, tá? E as fraudes eram enormes. O que é que houve na hora que se colocou o reconhecimento biométrico? As fraudes praticamente zeraram. Uhum. diminuíram drasticamente. Então assim, o INSS sabia como fazer direito, o governo sabia como tomar os cuidados devidos, o Tribunal de Contas do da União advertiu sobre os riscos dessa operação. Houve orientação eh eh da própria CGU e de vários órgãos a esse respeito, mas não foi feito. Uhum. Então assim, a solução ela já está dada há muito tempo e a solução está inclusive nos normativos do INSS. A solução está inclusive no termo de acordo que é assinado com as entidades, que é o quê? a exigência de biometria. Washington li uma reportagem que fala que as entidades investigadas elas não tinham sequer estrutura operacional para fornecer os serviços que ofereciam. É claro que os aposentados eles são as vítimas, mas tem alguma dica ou algum cuidado extra para os aposentados que estão cadastrados a partir de agora eles precisam fazer alguma coisa para ter um cuidado a mais ou não? É, eu acho que o que a grande a grande dica, o grande cuidado é você acompanhar os teus estratos, tá? Você não paga absolutamente nada por isso, é liberado de tarifas. Você pode chegar lá e fazer o quê? Você pode chegar lá e verificar no teu extrato o que é que foi feito. Então, poxa, você ganhava ali todo mês R$. Esse mês veio R$ 1.200. Opa, por quê? Então vai lá e verifica, tá? E lá vai ter exatamente tanto no extrato bancário quanto também lá no meu INSS, todo de forma gratuita. vai ter todos os detalhes, haverá todos os detalhes do teu pagamento, quanto foi o valor do benefício, se houve algum empréstimo consignado que tá debitado ali, se houve algum débito paraa associação. Você tem que acompanhar isso. Agora, Gabriel, me permita chamar a atenção dos filhos, dos sobrinhos, dos netos. Nós que temos um pouco mais de acesso à informação, um pouco mais de de de, vamos dizer assim, de costume, né, de prática de se utilizar desses meios digitais, nós temos a obrigação de ajudar nossos pais, nossos tios, nossos afós a tomarem esses cuidados. A gente sabe que essas pessoas têm certa dificuldade. Então, cabe a você, filho, tio, eh, filho, sobrinho, neto, você ajudar o seu parente que já tem essa aposentadoria a acessar esses detalhes, a acompanhar. Esse é teu grande papel e isso é muito importante que você faça. Governo federal, você gasta dinheiro em tantas publicidades inadequadas, né? A verba publicitária do governo é um absurdo, né? Por que que você não faz uma campanha esclarecedora desse tipo de situação? Agora mesmo com a história do dessa fraude toda, as os veículos de imprensa, como vocês aqui, a a mídia que divulgou isso, mas não houve uma uma propaganda sequer, uma peça publicitária sequer, explicando para a população o que é que ela deve fazer e como deve fazer. Então, temos que pegar uma parte dessa verba gigantesca de publicidade do governo federal e utilizar para eh conscientizar os aposentados, as aposentadas, aqueles que recebem benefícios assistenciais, principalmente eles que não têm tanto acesso à informação, consci conscientizá-los desse tipo de cuidado, passar informação, ensinar como é que faz, isso é muito importante e não é feito. Washington Barbosa, especialista em direito previdenciário, mestre em direito das relações sociais e trabalhistas, CEO da WB Cursos. Muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo novamente. Tenho certeza que as informações que foram ditas aqui de grande valia pro nosso telespectador deu uma boa contextualizada nesta situação que muitas vezes não é fácil de entender, mas acho que agora ficou claro o que precisa ser feito e como que foi realizado e como está sendo, né? Eh, tomada as decisões, já faço um novo convite pro senhor retornar até os nossos estúdios, participando aqui do jornal Câmara Notícia e fica aberto as suas considerações finais. Eu que agradeço, Gabriel, pelo convite. É sempre bom a gente poder ajudar de alguma forma e passar essas informações. E mais uma vez eu reforço, filhos, netos, sobrinhos, vocês têm a obrigação de ajudar seus pais, seus avós, seus tios. Gabriel, muito obrigado. Parabéns pelo teu trabalho e parabéns à nossa TV por passar essas informações. Nós aqui agradecemos a participação ao vivo do Washington Barbosa aqui no Jornal Câmara Notícia ao vivo nesta segunda-feira, 1 hora mais 1 minuto. A gente segue aqui com o nosso telejornal porque agora é hora das notícias do legislativo. Durante todo este mês de julho, nós estamos mostrando aqui um balanço, uma análise do trabalho realizado pelas comissões, frentes parlamentares. Hoje é a vez da vereadora Paola Miguel, presidente da Frente Parlamentar pela Cannabis Medicinal e Cânamo Industrial. Foi relançada na Câmara Municipal de Campinas a Frente Parlamentar pela Cannabis Medicinal e Cânamo Industrial. A iniciativa é presidida pela vereadora Paola Miguel do PT e tem como objetivo ampliar o debate, propor políticas públicas voltadas ao uso terapêutico da planta e ao estímulo da sua produção industrial. Esse ano a gente começou com um diploma de mérito médico para pro Dr. Tofoli, né, que ele é médico da psiquiatria da Unicamp, que estuda principalmente os efeitos da cannabis. eh em nas pessoas de um modo geral, mas sobre as escleros principalmente, além de estudar outras substâncias como é a IASCA, né? Ele veio, ele trouxe bastante do histórico no nosso relançamento da Frente Parlamentar. Ele trouxe o histórico de como que isso chega no Brasil, de como que os medicamentos muitas vezes eles interagem, quais são as patologias que podem ali se beneficiar desse medicamento. Apesar dos avanços em alguns municípios, o acesso ainda é limitado, principalmente por entraves legais e pelo alto custo dos medicamentos. Sem dúvida nenhuma, a gente quer também fazer algumas visitas. A gente sabe que tem a primeira clínica pública que foi criado em Ribeirão Pires. A gente quer poder conhecer essa importante iniciativa municipal, ver se a gente consegue trazer o modelo dessa iniciativa aqui pra cidade de Campinas. A gente já realizou algumas reuniões com a Secretaria de Saúde para falar sobre isso, sobre a gente ter um medicamento aqui no nosso município, porque é um município que atende as pessoas e a gente tá trabalhando para que haja uma formação, principalmente dos profissionais da saúde. A Comissão de Legislação Participativa aqui da Câmara de Campinas encerrou o primeiro semestre com foco em fortalecer a participação popular nas decisões do legislativo. A presidente da comissão, a vereadora Guida Calisto, destaca os avanços obtidos e os próximos passos. A Comissão de Legislação Participativa realizou três encontros na Câmara Municipal de Campinas neste primeiro semestre de 2025, sob a presidência da vereadora Guida Calisto e composta pelos membros Paulo Hadad, Mariana Conte, Igor Diego e Wagner Romão. O grupo tem como foco o diálogo aberto com a população. O primeiro debate tratou da ampliação da semana Antônio da Costa Santos, transformando a homenagem em um mês inteiro de atividades. Faço uma análise positiva. Nós iniciamos essa comissão, fizemos algumas reuniões e discutimos pelo menos dois ou três projetos bastante importantes. Primeiro, o projeto, a extensão e do projeto de lei da lei, né, da lei que fala Antônio da Costa Santos, que era uma semana que é justamente na semana do aniversário de nascimento do prefeito Antônio da Costa Santos, que acontece ali no início do mês de março, né? Eh, nós apresentamos uma alteração na lei que fala para transformar no mês. Por quê? Porque essa lei fala que todos os espaços públicos, escola, espaço cultural, debater projetos que versam sobre arquitetura pública, sobre utilização do espaço público, sobre o direito à cidade. Outra pauta importante foi a proposta de criação do Conselho Participativo Municipal. A ideia é que representantes de diferentes conselhos e movimentos sociais acompanhem de perto a elaboração de políticas públicas com voz ativa e espaço garantido no processo decisório. O outro projeto é um projeto que eu tô, que eu tô super apaixonada, que é um conselho que a gente tá eh criando um conselho nos territórios para que as pessoas que moram nos territórios elas possam ser eleitas nesse conselho e pensar essas demandas. Por quê? Veja, a gente sabe que o quando um prefeito ganha a cidade, ele acaba compartilhando com seus aliados eh estarem em cargos que vai garantir a zeladoria da cidade, por exemplo, né? E muitas vezes essas pessoas não tm o olhar que a população tem. Essas pessoas que estão ocupando esses cargos, elas priorizam determinadas demandas, deixando outras que a população tá tá sofrendo, que a população tá precisando. Então, o conselho participativo é para isso, é para que cada território tenha um conselho que seja presente da população, do serviço público e também pessoas indicadas pelo executivo para que eles possam ali discutir, deliberar sobre quais são as demandas mais prioritárias naquele território. Além de debater projetos e ouvir entidades organizadas, a comissão também tem a missão de transformar sugestões populares em propostas com base legal e técnica para que possam tramitar oficialmente no legislativo, o que reforça o compromisso com uma política mais democrática e acessível. A ideia nossa sobre essa questão do do conselho participativo é abrir uma campanha mesmo. A gente quer ampliar isso. A gente não quer que seja uma lei que vai e ah, eu voto aqui e acabou. Porque a nossa preocupação é que a gente vota, vota, vota a lei. O povo não sabe e não tem conexão nenhuma, com, né, com a vida real da população. A ideia nossa é abrir uma é abrir uma campanha, tipo um plebiscito mesmo, ir pras ruas, colher a assinatura. As pessoas precisam saber que que esse projeto de lei tá tramitando aqui, se elas quiserem ter o interesse de de vir participar, de ficar mais atenta e com certeza nós vamos abrir mais espaços de debate aqui nessa casa. [Música] Ah, fim de semana ruim para as duas equipes da cidade. Só derrota, viu? No sábado, o Guarani recebeu Náutico no brinco de ouro, foi dominado e perdeu a partida. Aos 15 minutos, o Náutico assustou. Cruzamento da direita e Marco Antônio livre na área não conseguiu aproveitar. Aos 18 minutos, Marco Antônio, de novo, ele resolveu arriscar, mas à direita do gol só dava Timbu. Agora Paulo Sérgio recebeu dentro da área, virou e chutou todo torto. Que chance! Aos 34 minutos, cobrança de escanteio. Mateus Silva ganhou pelo alto, mas a zaga bugrina conseguiu desviar. Somente aos 40 minutos, o Guarani apareceu no ataque, Emerson cruzou e Bruno Santos de peito por pouco não marca um golaço. Até que aos 47 minutos, Lucas Cardoso cobrou bela falta. Andrei se esticou todo e não alcançou. 1 a 0 Náutico no finalzinho da primeira etapa. No segundo tempo, por pouco Muriel não se enrola com a bola e o Bugre consegue o empate. O Náutico respondeu com Kelvin, mas furou o chute. Aos 30 minutos, os visitantes chegaram novamente pela bola aérea, mas Andrei ficou com ela. Até que aos 49 minutos, na última oportunidade do jogo, o zagueiro Rafael saiu do banco de reservas e como um centroavante cabeceou no cantinho, mas Muriel foi buscar bela defesa e ficou nisso. No brinco de ouro, Guarani 0, Náutico 1. É o terceiro jogo consecutivo que o Guarani não marca um gol, não tem conseguido produzir ofensivamente, chuta pouco ao gol e por isso as vitórias não têm aparecido. Quarto jogo consecutivo que a equipe não consegue a vitória, viu? E com isso a diretoria optou pela demissão do técnico Marcelo Fernandes. E o Mateus Costa foi anunciado agora a pouco, tá? É o treinador que estava no Ipiranga lá do Rio Grande do Sul. é o sexto colocado neste Campeonato Brasileiro da Série C, trocou o Ipiranga pelo Guarani e vai ter muito trabalho, já que a semana é decisiva. Neste sábado, 5 horas da tarde, acontece o derby contra a Ponte Preta, no estádio Moisés Lucarelli. Então, a partir de hoje já vai ter que juntar os cacos, conhecer o elenco e conseguir uma forma de melhorar o rendimento da equipe. Bom, e no domingo, ontem, no duelo de líderes, a Ponte Preta até saiu à frente do marcador, mas depois caiu de rendimento e tomou a virada no último lance da partida. Aos 9 minutos, Maguinho já deu cartão de visitas, lançamento para Gé. A bola deslizou no gramado encharcado, mas depois parou na poça. O goleirão Thiago Coelho foi driblado, seco e aí o esperto G só teve o trabalho de chutar para o gol livre. 1 a 0 Ponte Preta. Aos 16 minutos, Maguinho invadiu a área, cruzou e agora Thiago Coelho conseguiu afastar. Até que aos 19 minutos, Tomás Bastos cobrou falta. G desviou e Cisson livre de marcação colocou para o fundo das redes. Tudo igual, 1 a 1. Só que o auxiliar levantou o instrumento de trabalho anulando o gol. Não tem VAR na Série C. Os atletas do Caxias foram reclamar. O auxiliar chamou o árbitro, contou o lance e o gol foi validado. Então, tudo igual, 1 a 1. Aos 37 minutos, a Poça traiu Pedro Rocha, só que Eduardo Melo não chutou, quis caminhar com a bola que ficou presa no gramado, encharcado e a zaga Ponte Pretana conseguiu mandar para escanteio. Luís Felipe de longe obrigou o Thiago Coelho a fazer boa defesa. Ainda no final do primeiro tempo, Luís Felipe arriscou mais uma de muito longe e de novo o goleirão do Caxias foi buscar. No segundo tempo, a Ponte chegou com Vanderson de cabeça, mas Thiago Coelho fez a defesa. Aos 15 minutos, Tomás Bastos colocou o veneno na bola cheio de curva e Pedro Rocha espalmou como deu. Aos 23 minutos, Pedro Rocha esticou o braço e fez bela defesa. Aos 34 minutos, Pedro Rocha quis sair jogando. Esperto esticou a perna e fez o gol. 2 a 1 Caxias. Só que não. Erroneamente o árbitro anulou o gol. Aos 49 minutos, a Ponte ainda teve a chance da vitória com Pacheco, que bateu cruzado, mas para fora. E não é que aos 53 minutos, em cobrança de escanteio, Lhan saiu do banco de reservas e de cabeça marcou no último lance da partida. Que castigo, então ficou nisso. Caxias dois, Ponte Preta um. Muita chuva, né? O gramado encharcado, acabou comprometendo o nível técnico da partida, mas a Ponte encarou o adversário, jogou de igual para igual. Problema foi no segundo tempo, quando o técnico Alberto Valentin fez as alterações e quem entrou não deu conta do recado, o ritmo caiu e aí a pressão do Caxias deu certo. Derrota que deixa a Ponte na vice-liderança e agora já começa a pensar no derby contra o Guarani majestoso. Nenhum jogador que estava pendurado recebeu cartão amarelo. Então o treinador ponte pretano vai ter força máxima para este confronto que ao longo da semana nós vamos falar bastante entre Ponte Preta e Guarani que se enfrentam neste sábado. 1:15. Vamos fazer o seguinte. Para você que está acompanhando o jornal Câmara Notícia desde o início, você viu que a nossa repórter Ana Paula Meneguete estava lá na SEASA para falar sobre o preço do morango, que é a fruta do momento, a febre, né? Todo mundo querendo experimentar o morango do amor. E ela prometeu que iria voltar aqui no jornal Câmara Notícia, mas agora com o morango do amor, não só com a fruta. Está ao lado de uma confeiteira. É isso mesmo. Seja bem-vinda novamente e boa tarde, Ana. Olá, Gabriel. Uma boa tarde para você novamente. Uma boa tarde para todos que acompanham o Câmara Notícia. É isso mesmo, Gabriel. Eu estou aqui do lado da confeiteira Andreia Marcolina. Ela é confeiteira já há 10 anos e a Andreia entrou na onda, né? Andreia desse boom do morango do amor e ela tá aqui para falar pra gente quanto que aumentou essa produção, como é que tá sua rotina depois desse doce ter viralizado. Uma boa tarde. Obrigada pela participação aqui com a gente. Olá, eu que agradeço a participação. Olha, realmente foi um boom, né? Eu acho que é algo que assim que ninguém esperava e tá sendo aí a sensação do momento. O retorno financeiro tá sendo bem atrativo, não só para mim, como paraa maioria, né, das colegas de profissão. Eh, e quando a gente faz assim com carinho, gente, não tem como dar errado, né? Eu falo assim que ele é uma releitura da maçã do amor, daqueles espetinhos de de chocolate, ele é mais gourmet, então não tem como não gostar e não tem como dar errado, né? Então, eh, aproveitando aí a cada venda, aproveitando a cada novo cliente, né? E vamos lá. André, estava me contando que ontem mesmo você acabou produzindo 80 morangos do amor. É isso? Então, a produção tá sendo bem bem vantajosa, né? Ontem foram 80 morangos, no sábado também não foi muito diferente disso. E a tendência assim nesse desse momento é ir cada vez mais aumentando, né? E vamos aproveitar enquanto o pessoal aí tiver aderindo, né, ao morango do amor, vamos estar aí produzindo. Andreia, fala um pouquinho pra gente da receita. É fácil fazer? Você fez muitas tentativas antes de conseguir, né, apresentar o doce, né, da forma correta. Como que foi esse processo? Eh, nas redes, né, tem várias receitas, várias pessoas fazendo de diferentes maneiras. Eu fiz assim alguns testes, né, e adaptei ao meu jeito. Então, quando a gente fala também, a gente que é o morango do amor, a gente fala assim que é o morango um pouquinho do ódio, mas é é até você se encontrar e quando você se encontra você consegue aí tirar de letra, né? Então é o que é o que aconteceu, porque você tava me contando que a calda é esse ponto mais difícil da receita, né? Porque precisa ter ali a temperatura certa, a textura certa mais crocante. É isso. Isso. É, muitas pessoas às vezes reclamam que quando vai colocar, quando vai morder, quer ter aquela sensação, né? Aquela sensação de creque, aquela coisinha gostosa. E não pode ser também uma casca muito dura, tem que ser uma casca feita na temperatura correta. Tem pessoas que trabalham ali com termômetro, mas também tem outras técnicas, né, que é a ali aquela questão ali da água fria, que você vai pingando ali aos poucos. Daí você vai provando até que ficar joia. E André, você tava comentando também aqui com a gente, né, nos bastidores aqui da receita que o corante já tá faltando no no mercado. É isso. Olha, falta corante, falta alguns insumos, né? Tem pessoas que usa não só ali o vinagre, mas usa também ali a glucose. Então o pessoal aí tá tendo que rodar para poder conseguir aí e os insumos necessários, né? Mas pelo menos o morango não tá faltando. É uma receita que é possível todos fazerem, tá? ali por brigadeiro de ninho é uma lata de leite condensado, uma de creme de leite. O creme de leite é bem interessante vocês usarem que tem uma boa gordura, tá bom? E uma colher de sopa de manteiga. Aí você vai ali colocar tudo junto e você vai ali testando ali o ponto, né? Quer dizer, deixar um brigadeiro bem firme. Coloca numa vasilha, coloca um plastiquinho e coloca na geladeira ali por aproximadamente umas 3 4 horas. Em relação à calda, a calda é em torno de 250 g de açúcar, 75 ml de água e três colheres de sopa de vinagre. Esse daí é para quem vai fazer, vamos supor, ah, vou arriscar fazer em casa, então tô dando uma receita reduzida. E depois é só enrolar o morango nessa massinha, né, do do brigadeiro e depois passar na calda. Isso. Isso. Daí você já envolve, né, ali o morango ali no brigadeiro, volta pra geladeira para poder descansar mais um pouquinho também. Daí nesse meio tempo, você vai fazendo ali a calda, tá? Viu ali que a calda já deu ponto ali, que chega até uns 150º mais ou menos. Caso você tenha o termômetro. Se você também não tiver o termômetro, é possível fazer também, tá? Você vai fazendo ali o teste, pega ali a uma colher e vai pingando aos pouquinhos na água fria. Na hora que você sentir aquele barulhinho de vidro quebrando, já é o ponto. Daí você já pode começar a banhar, tá certo, Andreia? E é muito importante, né, esse que a gente sabe que viralizou algo doce, algo bom, né? Isso é difícil de acontecer. Geralmente a internet propaga muitas coisas ruins, né? notícias ruins. Então, acho interessante esse doce ter viralizado e já tá até ganhando aí confeitarias de outros países, não é mesmo, gente? Que nem eu falei, né? Tá sendo foi uma surpresa, né? Uma surpresa para todas nós, né? Então assim, agora as pessoas até mesmo que nem que nem você falou, né? Eh, fora do Brasil também entrou na onda, né? Então, enquanto está sendo estiver sendo vantajoso, né? Todos eu tenho que continuar fazendo. Exatamente. Andreia, muito obrigada pela sua participação aqui no nosso jornal. Muito obrigada por mostrar pra gente um pouquinho da receita também. Ah, eu que agradeço, gente. Gente, eu que não sou boba nem nada, hora do almoço, né? Sempre pede depois do almoço o quê? uma sobremesa. Então, a gente quer um docinho, a gente tem um docinho e eu vou provar aqui junto com vocês. O meu morango do amor já tá aqui separadinho, feito especialmente aqui pela Andreia. E vamos lá, né, gente? Sentir essa crocância junto com esse brigadeiro e esse morango. Olha aqui barulhinho já, né? Muito bom. Casquinha bem fininha, creme bem bem gostoso também. O morango ainda não apareceu, mas já já ele aparece, né? Mas tá aqui, gente. Muito bom. Gabriel, sinto muito que eu sei que você tá com vontade aí no estúdio. O Cris, nosso negra aqui, também tá salivando. Eu volto com você e se sobrar a gente leva. Ah, eu vou esperar então, viu, Ana Paula Meneguete para saber se de fato vai aparecer aqui no nosso estúdio este morango do amor, ou pelo menos na redação, hora que acabar aqui o nosso telejornal. Quero agradecer, claro, a nossa repórter Ana Paula Meneguete e também, né, Andreia Marcolino, que é confeiteira por ter recebido a nossa equipe e feito aí o Morango do amor. Bom, a gente segue aqui com o nosso telejornal porque na próxima sexta-feira, dia 1eo de agosto, começam as tarifas 50% sobre os produtos brasileiros de acordo com uma política estabelecida pelo presidente Donald Trump dos Estados Unidos. A nossa equipe conversou com um professor de economia que vai explicar sobre este cenário econômico atual, tema que você acompanha no Na Ponta do Lápis. Tá no ar mais um na ponta do lápis. E hoje o nosso tema é sobre as novas tarifas dos Estados Unidos de 50% sobre os produtos brasileiros que afetam o dólar, a inflação, os preços e a renda. para explicar melhor sobre esse assunto. Eu estou aqui com professora de economia Eli Borochovícios, que vai trazer as melhores dicas para você que tá em casa não se prejudicar com todo esse cenário. Eli, pra gente começar, né, entender toda essa situação, o que que são essas novas tarifas dos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros nessa porcentagem de 50%. É, o que tá acontecendo é que os Estados Unidos resolveram impor produtos que são importados do Brasil. Portanto, eh isso obviamente vai acarretar em um aumento no do preço lá nos Estados Unidos. Então, eh, as pessoas que vivem lá terão produtos brasileiros mais caros na nas prateleiras ou eventualmente vai até inviabilizar a importação. E obviamente se nós temos de um lado o importador Estados Unidos comprando os produtos brasileiros e disponibilizando nas prateleiras dos supermercados ou, né, pra vida realmente lá do do americano, nós temos do outro lado a exportação. Portanto, nós estamos nos referindo a produtos que saem do Brasil para os Estados Unidos, que vão acabar custando mais caro lá. Portanto, existe aí uma grande probabilidade, e a gente já tá enxergando isso, deles cancelarem pedidos de produtos brasileiros. Então, a gente vai aqui falar de uma série de produtos, mas eu acho que é importante as pessoas entenderem que esses 50% não vão incidir aqui no Brasil, né? Isso é para os americanos, só que como lá vai ficar mais caro, eles cancelam os pedidos aqui e a gente deixa de exportar. E deixar de exportar é algo muito ruim, principalmente porque os Estados Unidos são o segundo, o maior importador e exportador de longe. O primeiro é a China, o segundo país eh são os Estados Unidos. E considerando isso, a gente não pode dizer que nós não estamos muito preocupados. A gente ouviu eh o FMI dizendo que isso vai dar mais ou menos 0.2 pontos percentuais em relação ao PIB, como se fosse pouca coisa, não é? São grandes parceiros comerciais do Brasil e é importante a gente entender o que é que tá acontecendo. Eli, os Estados Unidos anunciou que essas novas tarifas elas começam a valer a partir do dia primeiro de agosto, né? Isso, ela já foi anunciada anteriormente para que os importadores nos Estados Unidos possam se preparar, porque leva tempo. Aliás, isso é importante a gente dizer, porque o que que aconteceu? carne bovina nesse momento assim lotou o o o porto de Santos porque os caras estão querendo aproveitar a chegada do material antes da imposição dessas tarifas, obviamente porque isso vai impactar no preço deles. Então eles estão importando tudo aquilo que eles podem. Vamos lembrar, a carne é perecível, então não dá para importar demais também, mas aquilo que eles entendem que eles conseguem consumir dentro do prazo de validade, já tão importando para aproveitar isso. E aí o que que acontece? Os produtores de carne bovina aqui já estão preocupados. Tudo bem que o Brasil tem acordo comercial com vários outros países, mais de 160 outros países. Mas a pergunta é: esses outros países estarão dispostos a comprar do Brasil a carne pelo preço que é vendido eh aos Estados Unidos? Essa é a primeira pergunta. A segunda questão é que eles, sabendo, esses outros países parceiros, sabendo que o Brasil não tem como desovar essa carne pros Estados Unidos, eles vão querer negociar preço. E aí pro produtor é preocupante. Então assim, são mais de, sei lá, 160, 170.000 toneladas de carne que o produtor brasileiro tá preocupado em saber onde que ele vai desovar, o que que ele vai fazer. O mercado consumidor norte-americano é importante também para esse produto, assim como alguns outros produtos que a gente pode falar aqui. E quais são os outros setores também que vão ser afetados? A questão do petróleo bruto, aí a questão da aeronaves, da questão da Embraer, produtos de agronegócio, né? Laranja, café. É. E vamos lá, aos poucos, né? Primeiro vamos falar da Embraer. A Imraer, por exemplo, já soltou uma nota dizendo que vai ter um prejuízo aí de 2 bilhões de dólares por ano. Isso é muita coisa, tá? Eh, mas por quê? Porque algumas aeronaves, elas são específicas para o mercado americano e ela não consegue, por exemplo, pegar essas aeronaves e desovar em algum outro mercado. Então, a Embraer já avisou: "Olha, eu vou vou ter problema". Braera é uma empresa SA de capital aberto. A gente já viu na bolsa de valores uma queda, né, no índice Bovespa em função, né, da queda de valor de mercado dessas empresas. Então, a gente tem, por exemplo, você tocou no setor de laranja, ah, as empresas produtoras de laranja já avisaram que não tem para onde escoar o mercado. Então, isso para eles é um problema grave. Aparentemente aí, eh, acho que 70% da produção de laranja vai para lá. Vamos falar, por exemplo, de psicultura, vamos falar dos peixes. Existem também algumas espécies de peixes que são compradas em 70, 80% majoritariamente pelo mercado norte-americano. Também vai sofrer. Já saíram notícias sobre o mel. 80% do do mercado aqui nacional ele é consumido pelo norte-americano e e assim vários produtos já foram eh vários contêiners do do produto já foram cancelados no mercado e eles não têm para onde escoar, eles não têm para onde vender, eles não têm o que fazer, vão ter que procurar um parceiro, né? Eh, e aí o que que acontece? Muita gente tá apostando na China, mas a China tá investindo muito no Brasil. Isso não significa que a China vai conseguir ou que ela tenha interesse em assumir essa demanda dos Estados Unidos. Exatamente. Nem tudo aquilo que é vendido aos Estados Unidos eh é o mercado comprador oriental chinês. Então são algumas preocupações que a gente tem. Então, a gente falou aqui carne, a gente falou peixe, a gente falou de laranja, a gente falou do mel, a gente falou de avião, a gente não pode esquecer do mercado de mineração. Então, a gente já tem visto as associações de de pedras eh reclamarem, dizendo que a situação tá difícil porque estão tendo cancelamentos, tá ficando muito caro, né, para para colocar esse produto lá nos Estados Unidos, tão cancelando os pedidos e não tem o que fazer. Aí é que começa a ter uma série de problemas, porque se essas empresas tão tão recebendo cancelamento, não estão vendendo, como é que elas vão pagar eh os impostos e o governo precisa desse imposto? Como é que vão fazer para manter os funcionários? Talvez nós tenhamos aí um aumento da taxa eh de de é a taxa de desemprego que deve aumentar. O desemprego aumenta, a empregabilidade é reduzida. Eh, assim, a gente já começa a ter uma série de movimentações aqui que podem ser prejudiciais pra economia nacional. Agora, o café, que é o que você tocou aqui no assunto, ele é interessante porque o café ele é muito consumido no Brasil e aí se não conseguir exportar para lá, talvez o mercado interno consiga absorver. E se o mercado interno absorve e eu não consigo mandar eh esse esse produto para fora, possivelmente os produtores vão reduzir a lucratividade, porque como o dólar tá alto, eles teoricamente receberiam mais exportando do que aqui dólar do que vendendo por real. Pois é. Então o que muita gente diz é: "Ah, como vai abastecer o mercado interno? Tende a reduzir o custo pela oferta que se tem. Só que o problema é que tá sendo uma oferta de um preço menor e isso é prejudicial pro produtor. O que o produtor vai fazer? Reduzir a oferta. Então, é possível que nós tenhamos uma redução no preço? OK, é possível que isso aconteça, mas também é possível que essa redução não aconteça. E vamos lembrar que o preço do café disparou, foi lá para cima. Tá todo mundo vendo isso? Será que vai ter uma queda? Eu particularmente não acredito nisso. Eu entendo que os produtores vão reduzir a produção, considerando que terão de qualquer maneira que jogar esse produto pro mercado interno num preço menor para tentar aumentar o preço e manter a sua lucratividade. E o Eli, como que tudo isso, né, impacta realmente no bolso brasileiro, né, do pessoal que tá em casa assistindo os combustíveis que todo mundo fica preocupado, a questão da gasolina também ela vai ser impactada o preço devido a toda essa questão ou não? É, vamos entender o seguinte. Exportação significa que eu mando o produto para fora e aí entram dólares, certo? E se tá entrando o dólar, o dólar é um produto, tem muita oferta, o preço tende a cair. Como eu reduzo a exportação e aí deixa de entrar dólar, a tendência é você ter uma alta no câmbio e aí com o dólar mais alto, os produtos importados vão ficar mais caros. E nós vivemos um mundo globalizado, a gente precisa importar e essa importação que nós fazemos vai vir num preço mais alto. Resultado, por exemplo, se eu importo trigo, eu vou ter o pão mais caro. Então, pãozinho na mesa do brasileiro vai ficar mais caro. Eh, se a gente já tem hoje eh os preços dos alimentos e aí eu me refiro frutas, tubérculos, os vegetais, tudo isso tá caro, porque os insumos tão caros para lavoura e se a gente importa fertilizantes, eh, principalmente aí da da Rússia, da Ucrânia, com o dólar mais alto, vai ficar mais caro ainda. Então, os insumos mais caros aumentam o custo do produtor, ele tem que repassar isso, vai ser no produto final, a gente vai pagar mais caro. E como fugir desse cenário ali? Quais são as principais dicas? Tem tem algumas dicas que dê pro pessoal de casa anotar aí como que é monitorar gastos, ficar atento aos noticiários e de economia para acompanhar a alta do dólar. Como que é? É, tem algumas coisas assim que estão fora da nossa mão e e aí é uma questão política. Então, eu entendo que existe aí uma certa preocupação política em tentar eventualmente fazer uma negociação para ver se consegue ou voltar atrás ou tentar entender um pouco isso melhor. Mas a verdade é que os Estados Unidos ficaram eh muito eh machucados com a ideia do Brick ter uma moeda comum. É importante dizer que não é uma moeda única, assim como existe, por exemplo, o euro, né? Não é uma moeda única, é uma moeda comum. A ideia é negociar deixando o dólar de lado e isso teoricamente enfraquece o dólar, o que não é bom. Então, obviamente, isso acabou mexendo com a economia norte-americana e eles estão dizendo: "Olha, o dólar ainda é forte, o dólar precisa ser forte. Eh, não dá para vocês eh quererem nos abandonar". Então, a gente vai colocar uma tarifa mais alta para vocês. Vocês vão machucar a gente, a gente vai machucar vocês. E aí é uma briga de gente grande em que todo mundo se machuca, o que não é bom. E o Brasil, por historicamente ser um país de negociação, o que se espera e a gente vai ter um pronunciamento eh do do do nosso presidente falando um pouco sobre isso. Tudo isso demora um pouco, né, para para funcionar. Não é do dia paraa noite, né? Não é do dia paraa noite. Agora não dá para saber se em primeiro de agosto, que tá logo aí, eh, se de fato a gente vai ter ou não vai ter eh, esse acréscimo aí de 50%. Eu acho que eh as negociações têm que acontecer para benefício de todo mundo, porque uma alta é ruim pro povo americano, porque vão ter produtos mais caros ali de qualquer forma. Quer dizer, isso vai acabar inflacionando o mercado deles e é ruim pra gente porque a gente não consegue exportar. E aí você tem uma série de de outras questões que acontecem, que é o que a gente comentou aqui, né? É muito ruim para todo mundo. Então, a gente tá aí no perde perde. O ideal seria o ganha ganha. tem que entrar em negociação. Importante, então, é não entrar em pânico, manter-se informado de tudo e tomar decisões baseadas em dados concretos, né, ali? Ah, principalmente porque tem coisas que fogem ao nosso controle. Que foge ao controle não tem o que fazer. Então, a gente tem que se preparar pro que pode acontecer. E o que pode acontecer é um aumento nos preços, portanto aumentar a inflação. Se a inflação aumenta, o Banco Central, por meio do COPOM, comitê de política monetária, se sente menos confortável em reduzir a taxa de juros. E se não cai a taxa de juros, o crédito fica mais caro. E o crédito fica mais caro pra pessoa física e pra pessoa jurídica. E crédito ficando mais caro, os preços sobrem. Tem mais alguma dica pro pessoal que tá em casa dessa questão dessas novas tarifas dos Estados Unidos sobre o Brasil? Mais alguma dica que o pessoal pode ter no dia a dia assim dessa questão? Olha, a única coisa que eu posso dizer é que o Brasil tem se aproximado muito da China, tem importado muito, exportado, a China tem investido muito no Brasil. Então assim, o que deve acontecer nos próximos anos, a gente não sabe o que vai ser nas eleições de 2026, mas possivelmente a gente vai começar a ver o pessoal trocando iPhone pro Xiaomi, a gente vai ver o pessoal trocando GM por BYD, né? Então os produtos chineses começam a chegar com força e em função dessa alta, a tendência é a gente enxergar menos produtos norte-americanos aqui no Brasil. Agora, o que vai eh o que a gente tem que fazer é esperar e ver o o que que o o tempo vai nos dizer, o que que vai acontecer, mas é bom a gente já começar a acostumar com essa ideia. Beleza? Então, Eli, muito obrigado mais uma vez por todas essas dicas, por todas essas informações, viu? Muito obrigado. Eu espero que as pessoas em casa tenham compreendido e entendido o que acontece com esse aumento de 50% e o impacto que vai ser na vida de cada um de nós. E pessoal, ó, não se esqueçam de nos seguir nas redes sociais, no Instagram e no Facebook TV Câmara Campinas e também de nos acompanhar no YouTube, onde tem toda a nossa programação, TV Câmara Campinas. Um abraço, até o próximo, na Ponta do Lápis. [Música] [Música] Segunda-feira chuvosa aqui em Campinas, né? Na madrugada o venda mudou o tempo. Foram registradas, viu? rajadas de até 68 km/h. Aumentou a nebulosidade, choveu na cidade nesta manhã. Dia fica instável, viu, por conta da passagem de um sistema frontal. Uma frente fria associada à presença de um ciclone extratropical sobre o sul do país. Estas condições de instabilidade devem dar lugar a uma massa de ar mais frio, seco e estável, viu? que segue aí aqui no sistema. Então, as temperaturas vão cair, viu? Amanhã o sol aparece entre nuvens e as temperaturas estão aqui na minha tela. Então, para você já se preparar para esta terça-feira, mínima de 8º, ah, aquele cobertor vai ter que sair do armário. O casaco mais pesado também, porque a terça-feira é de friaca. Ao longo do dia a temperatura até sobe, mas não passa dos 21º aqui na cidade de Campinas. O jornal Câmara Notícia fica por aqui. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Continue na nossa programação e nos vemos amanhã na terça-feira ao meiodia ao vivo. Te espero, hein? Até lá. Ciao. Ciao. [Música] [Música]
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