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Na 13ª reunião solene da Câmara Municipal de Campinas, o vereador Wagner Romão homenageou com diploma Laudelina de Campos Melo, Creusa Maria de Oliveira e Zenilda Ruiz da Silva Silveira, por suas contribuições a ações organizadas para a inserção da mulher negra na sociedade. O diploma homenageia mulheres que se preocupam com as diferenças de classe e preconceitos enfrentados pelas trabalhadoras domésticas. Ainda antes da gente iniciar o mandato, né, nós fizemos uma reunião com a Sida, com a Vera, com diversas outras companheiras do Sindicato das Domésticas que me procuraram eh para dizer a respeito do prêmio Laud Laudelina Campos Melo, do diploma Laudelina de Campos Melo. E me tocou muito quando elas comentaram que esse esse esse diploma ele foi uma iniciativa lá atrás do sindicato das domésticas, né? E que há alguns anos eh o sindicato não tinha, digamos assim, o protagonismo na escolha, né, das pessoas que seriam homenageadas. E eu disse, né, lá em outubro ainda, logo depois da gente ter o resultado das eleições, eu disse que faria muito gosto que elas pudessem livremente, né, indicar as pessoas e que nós, enquanto mandato, acataríamos, né, essa essa escolha com muita com muito gosto, né, com muita identidade. Creusa Maria de Oliveira, natural de Salvador, começou sua trajetória no trabalho doméstico ainda na infância. Como presidente de honra da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas, Creusa se destacou como uma líder sindicalista e ativista, não apenas pelos direitos das empregadas domésticas, mas também na luta por pautas inclusivas relacionadas à questão racial e feminista. agradecer aqui a essa casa por essa oportunidade de estar sendo homenageada por essa casa do povo. Nós somos a continuidade de dona Laudelina, somos filhas, somos netas de dona Laudelina que estamos dando eh eh estamos dando continuidade ao que dona Laudelina começou. Se na época de dona Laudelina, naquela época de Getúlio Vargas, não foi fácil, se para nós hoje não é fácil a nossa caminhada, imagine dona Laudelina de Campos Melo, na década de 30, que criou a primeira associação de trabalhadoras domésticas em 1936. Então, com certeza para ela nunca foi fácil e com certeza ela teria muito orgulho de estar nos vendo aqui. Jazenilda Ruiz da Silva Silveira, nascida em Rinópolis, também teve seu primeiro contato com as dificuldades enfrentadas pelas trabalhadoras domésticas, ainda jovem. Sua trajetória começou em 1987, quando se envolveu com a Associação das Empregadas Domésticas do Município de São Paulo, influenciada por seu marido, que atuava como advogado na instituição. O que eu digo sempre é o seguinte: fale desta categoria, coloque em todos os lugares a importância desta categoria. Eu cheguei no sindicato eh em 1987, eu tinha 19 anos. Hoje eu tenho 58 anos, estou lá até hoje. Eh, eu queria agradecer eh, em primeiro lugar os meus filhos, que esse diploma não é só meu, são deles também. Minha filha não pôde vir por causa de uma advocacia burguesa, não deixaram ela participar, mas ela gostaria muito de estar aqui, mas eu falo em nome dela, Joana e o Caiutan, meu filho, que foram criados dentro de um sindicato, dormindo atrás dos arquivos. As a referência que meus filhos têm de avó e de tia são as trabalhadoras domésticas do sindicato. A minha honra de estar aqui de agradecimento pelo sindicato Sidavera. E a gente entende que, embora eh muitos tenham uma opinião a respeito das honrarias, né, de que são coisas que, enfim, eh são eh ações menores pros parlamentares e a gente tem aprendido que não, né, é muito importante a gente homenagear pessoas que são queridas, pessoas que têm uma trajetória, que t uma luta. Eh, sempre a pessoa que é homenageada, ela e as famílias também, as pessoas, amigos, amigas, entendem essa homenagem como uma algo muito importante e a gente tá fazendo essa homenagem porque também a gente compactua dessa visão. Kom.