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21 views Publicado 24/07/2025 HD · 1:29:01

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Reunião hoje em Campinas entre os prefeitos da região metropolitana e a secretária de saúde do estado de São Paulo discute o projeto técnico do Hospital Metropolitano. Campinas assina carta de adesão ao Pacto das Cidades antiracistas. E no Giro Ambiental de hoje vamos saber mais sobre eficiência energética, o que é a necessidade e os desafios. [Música] Olá, boa tarde. Começa agora o jornal Câmara Notícia ao vivo. Meio-dia, mais 1 minuto. Chegamos ao meio da semana, quarta-feira, 23 de julho de 2025. E eu quero a sua participação, hein? Envie a sua mensagem. Vamos conversar pelo número do nosso WhatsApp que já está aqui embaixo da sua tela. 19 é o nosso DDD. Para você que é de Campinas de região já sabe, né? Pode ir direto 97829377 ou você tem uma outra opção para enviar esta mensagem. Está com o seu celular aí perto? Pegue o celular agora. Já faça o teste para você ver que dá certo. Você vai abrir a câmera do seu celular, mas antes de apertar para tirar essa foto, você só vai apontar a câmera do seu celular para o Qcode, porque aí já aparece uma mensagem na sua tela. O WhatsApp da TV Câmara Campinas, você aperta e pode mandar o seu elogio, uma crítica construtiva, o que você quer assistir aqui no nosso telejornal. Hoje pela manhã aconteceu a reunião do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Campinas para discutir o projeto técnico do Hospital Metropolitano. O repórter André Aranha acompanhou tudo e traz agora as informações. Então, seja bem-vindo e boa tarde, André. Boa tarde para você, Gabriel. Boa tarde para todo mundo acompanhando o Câmara Notícia. Pois é, o hospital vai ter mais de 400 leitos. Olha só, a expectativa é de que a licitação aconteça já neste segundo semestre de 2025. Hospital, portanto, será ali no Parque Itália. Bom, hoje o prefeito Dário Saad se reuniu com prefeitos de toda a região de Campinas, inclusive também com a secretária executiva de saúde do estado de São Paulo, Priscila Pedes. O prefeito falou sobre a reunião importante realizada hoje. Olha só, olha, esse anúncio, a anúncio já foi feito pelo governador, mas a apresentação do projeto técnico da divisão dos leitos, eh, foi realmente uma notícia excelente. A a formatação desse hospital, ele vem para enfrentar as filas que nós temos, principalmente em cirurgias de média e alta complexidade. UTI, o hospital prevê quase 50 leitos de UTI adulto, que é realmente é um gargalo. Nós temos um gargalo no Mário Gate que é a UTI. Muitos, muitas cirurgias são canceladas porque são pacientes, é, que necessitam de um leito de UTI no pós-operatório e durante a noite acidentes acabam ocupando, politraumatizados acabam ocupando esses leites que estão reservados. E a cirurgia tem que ser cancelada, porque não é possível você realizar uma cirurgia, por exemplo, num paciente idoso, sem ter um leito de UTI vago para aquele paciente. Quando você vem um hospital com 50 leitos de UTI adulto, sem dúvida, é um reforço fantástico pra região e eh toda a região metropolitana e a região da RAS 5 e RAS 7. Então, é importante eh a formatação, a divisão dos leitos que foi apresentado hoje foi realmente eh atende às necessidades mais urgentes de uma atenção hospitalar na região. Eu tenho acompanhado de perto o chamamento público do governo do estado. Eh, nós temos aí uma uma pré eh eh adesão ao chamamento de uma unidade grande de saúde do governo do estado eh de Campinas que tem interesse, já demonstrou interesse, tá só no ajuste de documentação. Então a gente, nós acreditamos, acompanhando de perto o trabalho do governo do estado, que nas próximas semanas nós teremos algumas adesões grandes a esse chamamento público do estado. Bom, tá aí o prefeito Dário trazendo informações importantes. Também tivemos a oportunidade de entrevista coletiva ouvir a secretária de saúde do estado de São Paulo, porque a expectativa Gabriel Castro é de que o Hospital Metropolitano siga o exemplo do Hospital Rota dos Bandeirantes em Baruerê. Portanto, a secretária falou sobre isso. Olha só, a lógica, né, dessa dessa unidade de saúde é que ele ela atenda a RAS 15 e a RAS 16, ou seja, ela vai ser uma referência para essas regiões, Circuito das Águas, região metropolitana de Campinas e região de Bragança Paulista, Jundiaí. A lógica é que ela seja uma referência para essas regiões. A área ela exatamente ao lado da onde é hoje o nosso AM. A a lógica que nós estamos construindo é para que tenha uma melhor utilização dos recursos de saúde que já estão aqui colocados. Então ali já tem uma série de unidades, né? Hospital Mario Gate, Mário Gatinho, Hospital do Amor, vai ter o Hospital da Mulher e e o nosso âme é um estadual, né? Ambulatório médico de especialidades. E ali mesmo vai ser construído esse hospital regional de 400 leitos de média e alta complexidade, né? Com oncologia, cardiologia, ortopedia. exatamente aquelas especialidades que mais t demanda eh reprimida aqui na nossa região. A ideia é que nós tenhamos essa unidade funcionando em 24 meses, né? Nós já estamos trabalhando em todo o planejamento eh fino desse projeto, no plano assistencial, no projeto executivo dele, para que nós possamos eh licitar ainda nesse semestre, nesse segundo semestre. É importante lembrar que nós estamos, eh, Governador Tarcísio está investindo fortemente na área da saúde, não só aqui na região metropolitana de Campinas, mas em todo o estado. Já foi mais de 6 bilhões de recurso investido na tabela sus paulista, exatamente para ampliar eh toda a parte de internação, exames, né, alta complexidade. Isso tem resultado, só para dar um exemplo, num aumento de mais de 20% na na realização de cirurgias de alta complexidade, por exemplo. Eh, e aqui na região metropolitana de Campinas tá previsto um chamamento, está aberto um chamamento público para mais de 4.000 1 procedimentos entre cirurgias, consultas, exames, eh procedimentos oncológicos, quimioterapia, radioterapia, eh aberto para que prestadores possam eh se colocar como uma opção para que a gente possa ampliar esse atendimento logo agora, né, a partir do segundo semestre desse ano. Ainda eu volto com você, Gabriel Castro. Motivo de muita expectativa, né? Muito obrigado ao nosso repórter André Aranha, ao prefeito de Campinas, Dário Saad, que conversou com a nossa equipe, e a Priscila Perdicares, que é secretária executiva de saúde do estado de São Paulo, por todas as informações. Numa sociedade racista, não basta não ser racista, é necessário ser antiracista. A citação é da filósofa Angela Daves. Enfatiza que a luta contra o racismo exige uma postura ativa, não apenas a ausência de atos racistas. Na manhã de ontem, Campinas deu mais um passo nessa direção e aderiu ao Pacto das Cidades Antiracistas. O objetivo da iniciativa é formar uma ampla mobilização dos municípios do estado de São Paulo para o combate do racismo nas diversas manifestações. O evento contou com a participação de vereadores, secretários municipais, sociedade civil e membros do judiciário. A carta de adesão ao Pacto das Cidades antiracistas foi assinada pelo prefeito Dário Saad ao lado de diversas autoridades entre secretários municipais, vereadores da Câmara de Campinas e representantes do movimento negro. O Pacto, parte do projeto Cidades antiracistas é resultado de uma parceria com a rede de enfrentamento ao racismo do Ministério Público do Estado de São Paulo e o Conselho Estadual de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra. O que essa carta Compromisso de Cidade antirracista tá pedindo? Campinas já tem a maioria delas. estrutura, o conselho, a promoção, a questão da CEPIR ter uma estrutura de coordenação e estrutura administrativa eh da promoção da igualdade racial. Então, a gente já tem, mas a gente fez questão de assinar. Vou levar isso pra região metropolitana de Campinas amanhã na reunião com uma pauta extraordinária. E a cidade agora tem o compromisso de avançar mais. Campinas tem essa essa questão histórica de ser considerada a última cidade eh que aboliu a escravidão. Tem também um na história a referência das fazendas eh que tinham escravos em Campinas. Eram consideradas fazendas que eh tratavam muito mal os escravos. Os escravos eram ameaçados em outras fazendas de serem mandados para fazendas de Campinas. Mas a cidade hoje tá virando essa página eh como referência de enfrentamento à desigualdade racial e referência em enfrentamento ao racismo. O evento realizado aqui no salão vermelho da prefeitura reforça o compromisso de Campinas com a equidade, a diversidade e o combate a todas as formas de discriminação. cidade foi um dos municípios que inspirou e apoiou o projeto desde o início de sua construção. Todas essas políticas públicas que a cidade tem foram aprovadas pela Câmara, pela Câmara Municipal de Campinas ou muitas surgiram dentro da Câmara de Campinas. Então essa atuação da Câmara eh de Campinas também é fundamental nesse resgate histórico e na e no avanço das políticas de promoção de igualdade racial. Além do vereador Luís Iabico, que acompanhou a cerimônia de assinatura do pacto, o vereador Permínio Monteiro representou a presidência da casa de leis e falou sobre a atuação dos parlamentares e a urgente necessidade da luta contra o racismo ganhar ainda mais força e visibilidade. Campinas evoluiu muito eh em leis antiracistas e sabemos da importância de ter o poder executivo e o poder legislativo em conjunto. Hoje uma iniciativa do Ministério Público do Estado de São Paulo, apenas 73 cidades assinaram essa carta. Temos que eh pedir, né, solicitar e acompanhar de perto junto com o Ministério Público para que outras cidades do estado de São Paulo assine essa carta, porque é muito importante abraçar essa causa, é muito importante ter o conselho nos municípios de todas as cidades do estado de São Paulo, lutar, lutar e lutar mais para alcançar os espaços de instituições que ainda não existe homens, mulheres pretas e homens pretos ocupando determinados cargos em instituições no nosso estado. nosso município e também no Brasil. O promotor de justiça do Ministério Público de São Paulo e coordenador estadual do projeto Cidades antiracistas, destacou que o pacto é voltado para toda a sociedade, já que o combate ao racismo é uma questão de cidadania, ou seja, um dever do Estado e de toda a população. eh um compromisso político que os gestores municipais fazem com o Ministério Público paraa implementação das estruturas de promoção da igualdade racial previstas no Estatuto da Igualdade Racial, a criação de um conselho municipal, um órgão de promoção e um plano municipal. Com essas estruturas, a participação popular e a efetiva concretização de políticas públicas nas mais diversas áreas, saúde, educação, eh cultura e todas as outras, a gente entende que a gente pode ter uma promoção da igualdade racial cada vez mais concretizada e claro também a criação de um fundo municipal para execução dessas políticas públicas. Engada em ações e movimentos que combatem o racismo, a coordenadora de jornalismo da TV Câmara Campinas palestrou sobre o protagonismo negro dentro da comunicação social e a responsabilidade dos veículos de imprensa no processo de inclusão desses profissionais. A gente traz um painel falando justamente qual é o papel do jornalista quando traz as pautas e o compromisso da TV pública quando a gente fala nessas pautas propositivas. Por quê? Porque geralmente as TVs comerciais a gente vê o negro e em pautas policiais, em pautas negativas. Então, qual é o nosso compromisso em propor pautas? Por exemplo, quando fala de saúde, trazer um médico negro falando, quando fala de algum estudo, trazer um especialista negro falando. Quando a gente fala, não só no 20 de novembro, não só no mês da consciência negra, mas durante todo o ano, como é propor essas pautas e o compromisso da TV pública, no caso da TV Câmara Campinas tem esse compromisso, principalmente após a resolução de 2022, que faz parte justamente desse enfrentamento ao racismo e, claro, também ser uma TV antiracista. Outro dia, inclusive, eu ouvi, ah, agora tá na moda. Não, não é que negro e afrodescendente tá na moda, é porque ele é tão capaz quanto qualquer jornalista branco ou branca. Eu vejo dessa forma. Então a gente precisa avançar para que mais de nós estejam também trabalhando como jornalistas, como apresentadores e outros cargos também de gestão no jornalismo. Para o coordenador da Coordenadoria Setorial de Promoção da Igualdade Racial da Prefeitura de Campinas, a assinatura do pacto quebra um paradigma institucional. A assinatura vem dar pra gente legalidade institucional. e quebra também essa questão do racismo estrutural. O próximo passo é continuar fazendo aquilo que ah o movimento negro em Campinas já vem fazendo, que é a luta pela efetivação da 10.639, 639, que é o ensino da africanidade dentro da escola pública. é a validação da do compromisso do município de Campinas com lideranças negras é continuar lutando e quebrando o racismo institucional, estrutural de entretenimento e principalmente o racismo religioso que tanto tem machucado a escolha e a fé de muitos negros e negras, não só no município de Campinas, mas em todo o estado. Sob céu, cordeanil das Américas, hoje se ergue um soberbo perfil. É uma imagem de luz que em verdade traduz a história do negro no Brasil. Falar sobre educação agora, porque o segundo semestre letivo começa hoje para o cerca de 69.000 1000 alunos da rede municipal de ensino de Campinas. Atualmente, a rede municipal conta com 178 escolas de educação infantil, 45 de ensino fundamental e 44 unidades colaboradoras conveniadas à Secretaria Municipal de Educação. Entre os principais eixos pedagógicos deste segundo semestre está o fortalecimento da educação antiracista por meio do programa Memória e Identidade, Promoção da Igualdade e Diversidade. Estudantes matriculados na rede estadual também retornaram às aulas no dia de hoje. Bom estudo e bom trabalho aos professores e funcionários das escolas. Meio-dia mais 17 minutos. Olha só, a maioria das pessoas costuma levar o celular para registrar o momento de um evento ou show. É fato que celulares mais simples são menos atrativos para furtos e roubos. Mas será que essa estratégia é boa? No quadro Fica a dica de hoje. A comandante da Guarda Municipal de Campinas vai esclarecer se esse método de segurança funciona mesmo. [Música] Algumas pessoas adotam essa prática de ter um um celular de valor e agregado menor, de ter e um outro celular que ele leva para esses locais de evento, celular, por exemplo, que não tem aplicativo de banco ou que não tem outros outros aplicativos que possam aí ser alvo de de prejuízo futuro caso esse aparelho seja subtraído. Então, eh, vale a pena, porque aí você não se ocorrer de ter esse celular roubado, furtado ou extraviado de alguma maneira, é, é um valor menor que agregado. E também e nesses celulares, como eu disse, via de regra, as pessoas não têm aplicativos que são importantes. Eh, porque é comum, inclusive durante aí grandes eventos, as pessoas se distraírem com este aparelho. Então, tá com o celular na mão, vai comprar alguma coisa, ao invés de colocar o celular já imediatamente no bolso, é, ou na cintura, põe em cima de algum lugar para pegar o que comprou, para passar o cartão, vira, a hora que sai, o celular eh ficou em cima de um balcão ou de algum lugar. Então, é, é um equipamento fácil, inclusive das pessoas esquecerem. às vezes vai num local com cooler, põe o celular no cooler, sai, vai fazer outra coisa, a hora que volta, isso é muito rápido, o aparelho não tá mais. Então, um aparelho de menor valor, eh, ele é importante por conta disso, né? Eh, em especial se ele não tiver esses aplicativos do banco ou outros que sejam importantes aí e possam lhe trazer prejuízo. [Música] A Prefeitura de Campinas trabalha para divulgar o edital de licitação para a concessão do transporte público coletivo convencional em outubro. Após a publicação, serão contabilizados até 45 dias úteis para que as empresas ou consórcios interessados na licitação elaborem as propostas. Terminado esse prazo, os envelopes serão abertos. O edital de licitação para a concessão do transporte público coletivo convencional será divulgado em outubro. A prefeitura incluiu algumas sugestões para o novo edital que foram apresentadas durante o período de consulta pública. E agora nós anunciamos, né, na recentemente aí o prazo de outubro, né, para publicar a minuta final, o edital da licitação do transporte público e nós vamos aí avaliar se vamos incorporar ou não algumas sugestões, né? De 2 de abril a 2 de julho, ou seja, durante 92 dias, a prefeitura recebeu 1130 sugestões, o que, segundo a INDEC, é um número bastante expressivo. Bastante eh eh sugestões, né? Muita gente falando também de linhas, né? Então, a gente vai revisar, aproveitar para revisar algumas questões de linhas. Acho que foi importante a participação da sociedade e agora a bola tá com a gente para que a gente possa ter a minuta final publicada aí o mais rápido possível. Estamos respondendo também essas questões eh para todos que fizeram as sugestões, os questionamentos. E dentro desse prazo aí até outubro, nós também vamos eh eh revisar o edital, né? Revisar os valores, atualizar os preços, atualizar os índices econômicos. A revisão das linhas também é é de extrema importância para que a gente possa aí ter o edital final publicado em outubro. Como exemplo de contribuição, não será mais determinada a tecnologia empregada na frota de ônibus limpa. Ou seja, ela poderá ser elétrica, como anunciado anteriormente, ou utilizar outras tecnologias, como gás natural, por exemplo. Também, como reforçou o presidente da INDEC, ocorre a atualização dos preços e valores dos custos que envolvem a concessão. Na verdade, os preços que foram eh publicados na minuta, né, eles estão já eh desatualizados. Agora a gente vai atualizar os preço. Então, por exemplo, né, o valor do veículo, né, o valor de um ônibus. Eh, nós vamos ter que atualizar agora, né, esse esse preço para a publicação da minuta eh final, entre outros índices econômicos, né, mão de obra, peças, né, dentre todos os os componentes que nós temos aí dentro do transporte público, tudo isso vai ser atualizado para que a gente possa ter a minuta publicada até outubro. Meio-dia, mais 22 minutos. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Estamos ao vivo nesta quarta-feira. Vamos com as notícias do legislativo, porque a Comissão Permanente de Segurança Pública debateu neste primeiro semestre o programa Guarda Municipal Amiga da Mulher, o Gama. Objetivos e algumas iniciativas. O objetivo da comissão é fazer estudos, pesquisas, debates e palestras que retratem a situação da segurança pública no município e auxiliem no seu aprimoramento. A comissão de segurança pública tem como presidente o vereador Nick Schneider. Também fazem parte do colegiado Ganém, Arnaldo Salvete, Carlinhos Camelô e Wagner Romão. Comissão de Segurança Pública, um dos principais objetivos dela é dar visibilidade a tudo que a Polícia Militar, que a guarda, que a Polícia Civil vem fazendo. A gente tem esse leque aberto para que as pessoas tenham essa sensação de segurança, porque a segurança se faz também com essa sensação em sentir que o guarda, que o policial está próximo. Então, a nossa comissão procurou dar visibilidade a essas ações e acompanhar de perto essa integração entre as polícias, que é muito importante, todo esse trabalho que é desenvolvido na cidade de Campinas. E esse é um assunto certamente que merece aí um muitos debates, né, vereador? Segurança pública é algo realmente que que hoje em dia e tá deixando um pouquinho a desejar, né? É, as pesquisas mostram, né, que saúde e segurança pública estão entre os principais temas, as principais preocupações das pessoas. Então aqui na Câmara, estando à frente dessa comissão, é uma responsabilidade muito grande que a gente tem abraçado e feito o nosso melhor. A comissão debateu o programa Guarda Municipal Amiga da Mulher, que é o Gama, como a sala lilás e o botão SOS, além das formas de contato. A segurança pública é um assunto, uma temática que não para em Campinas, em nenhuma cidade. É um assunto muito dinâmico. E nós a tivemos a oportunidade de assumir a presidência da comissão de segurança pública aqui na Câmara recentemente. Tivemos uma reunião muito importante para falar do grupo de apoio a mulheres, o Gama. Ainda sobre esse assunto, o presidente da comissão destaca o trabalho realizado pelo Gama. Por isso, o tema teve destaque na comissão no primeiro semestre. O programa Guarda Amigo da Mulher. Tem mulheres que têm medidas protetivas determinadas pela justiça e essas mulheres têm que ser protegidas, né, por determinação judicial. E a guarda criou esse grupo dentro da Guarda Municipal que faz exatamente esse trabalho de proteger as mulheres através do Gama. A vereadora Paola Miguel, presidente da Comissão Permanente de Relações Internacionais, também analisou as reuniões deste primeiro semestre. das obrigações da Comissão Permanente de Relações Internacionais, está acompanhar e fiscalizar os programas governamentais e não governamentais, além de opinar ou emitir parecer sobre as relações internacionais ligadas ao município de Campinas. A presidente da Comissão Permanente de Relações Internacionais, vereadora Paola Miguel, faz um balanço sobre o primeiro semestre de 2025 e os temas tratados na reunião, como a chegada de imigrantes a Campinas. Primeiro, é uma novidade pro nosso mandato tá presidindo a comissão de relações internacionais da Câmara. A gente, a primeira coisa que a gente fez foi entender como que funcionava o sistema aqui do município com relação a pessoas migrantes, apatriados, refugiados. Então, a primeira reunião da comissão foi justamente no centro de referência, né, que trata sobre esse assunto. A gente descobriu quais as leis que tinham, quais os caminhos, como que a gente poderia também pensar juntamente com eles para que a gente buscasse transformações pra cidade de Campinas para oferecer o melhor acolhimento para quem migrou. para nossa cidade, mas de vem de algum país, países vizinhos, América Latina, mas até mesmo países mais distantes. Outro ponto debatido durante a reunião foi a implantação de taxas pelo governo americano. O segundo debate que a gente teve foi sobre os impactos do governo Trump, sobre a a taxação que tava sendo colocado com relação ao Brasil. O que isso impacta de fato na cidade de Campinas? A gente tem o aeroporto internacional de viracopos e ele muitas vezes é quem traz as mercadorias. Ele foi um ponto importantíssimo para que a gente tivesse ali as vacinas chegando ainda na pandemia com relação ao COVID. Então a gente discutiu porque a gente percebeu que 60% do que é exportado e importado que passa pelo aeroporto de Viracopos, ele tá sendo, ele vem dos Estados Unidos, né? ou ele é importado dos Estados Unidos ou ele é exportado paraos Estados Unidos e isso ia impactar diretamente aqui na nossa região. Então a gente discutiu sobre isso, né? A taxação ali, ela tá muito flutuante porque é um governo muito instável, mas se isso perdurar, né, se isso for consolidado, a gente vai ter um impacto sim na economia local, principalmente das empresas, das pequenas empresas que gostam, né, e que querem entrar no mercado exportador. Para o próximo semestre, a presidente da comissão destaca, a gente quer poder também trazer pra comissão de relações internacionais como é a juventude, como são as juventudes dos outros países. Será que elas têm os mesmos impactos, desafios que a gente tem no Brasil? Acesso à universidade, primeiro emprego, renda, permanência da cultura. Então, a gente quer poder também fazer essa essa troca, né, internacional e trazendo sempre pro município de Campinas. A gente tem o aeroporto e muitas vezes o intercâmbio é o destino, é o sonho de muitos dos nossos jovens, toda a nossa população. E a gente segue com o balanço do trabalho realizado pelas comissões neste primeiro semestre, agora com o vereador Benelima, presidente da Comissão Permanente de Educação e Esporte. A comissão de educação e esporte, que tem como presidente o vereador Ben Lima, realizou quatro reuniões no primeiro semestre, debateu pareceres de projetos. A Comissão de Educação, com todo respeito, é uma das comissões mais importantes da casa. Ela trata de diversos assuntos em gerais. A maioria dos projetos passa pela educação. Eh, então faço um balanço positivo. Eh, eu não fiz tudo que eu queria. Eu quero fazer alguns debates públicos com as escolas. com os representantes de escolas. Eh, ainda não consegui, mas eu faço um balanço positivo. Nós avançamos com bastante projeto aqui paraa cidade de Campinas, projetos importantes na área de educação, na área do esporte. Eh, temos barrados ideologias aqui em Campinas, ideologia de gêneros da esquerda que a esquerda propõe. Então, eu faço um um balanço positivo e no segundo semestre, se Deus quiser, iremos trabalhar muito mais, trazer as escolas, os representantes das escolas. Foram três reuniões ordinárias e uma extraordinária. Tem a questão da regularização das escolas infantis, que nós sabemos que na cidade de Campinas eh tem muitas escolas funcionando irregularmente, estão querendo regularizar e tem a parte burocrática da prefeitura. Então, eh, nós iremos fazer debate público, audiência pública aqui com convocação do secretário, convocação, não, desculpa, com convite secretário para que ele possa participar e expor a parte da prefeitura. Além do presidente Benê Lima, completam o colegiado dos vereadores Roberto Alves, Carlinhos Camelô e Guida Calisto. Eh, nós queremos eh achar uma solução para que essas escolas trabalhem de forma regular, porque quando acontece algum acidente, alguma escola dessa, ah, é porque a escola não tava regular, porque a prefeitura não regularizou. Mas nós sabemos também que a burocracia por parte do poder público da prefeitura é muito alta. Eles pedem muito documento que não fazem eh não faz sentido eles pedir aquele tal documento. E a gente sabe que as escolas maiores que t facilidade acesso à prefeituras, elas têm esse documento. Eh, então nós queremos regularizar essas escolas para que todas funcionem, todas tenha o trabalho digno e correto perante a prefeitura para que não fique eh burlando a fiscalização, porque a gente sabe que essas escolas elas funcionam de forma irregular. as infantis, eu falei com algumas escolas que t medo de ir até a prefeitura e não conseguir a documentação e por isso elas elas elas ficam irregular. Não sei o endereço, até porque eu estaria prevaricando, né? Mas nós vamos eh solucionar, tentar solucionar isso junto à prefeitura. O presidente da comissão fala também sobre suas expectativas para o segundo semestre. espera trabalhos resolutivos, que resolva a questão eh principalmente dessas escolas, mas nós temos outros temas também. Eh, a questão, tem um projeto de lei também e que propõe educação financeira nas escolas. A gente, o que eu quero, na verdade, é uma educação de qualidade pra cidade de Campinas, porque eu acredito que se investir em educação vai mudar o mundo. Mei-dia, mais 31 minutos. Nós estamos ao vivo nesta quarta-feira. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência e vamos fazer o seguinte, rápido intervalo e na volta nós vamos repercutir o tarifaço mundial do presidente Donald Trump dos Estados Unidos e repercutir, claro, a influência aqui no Brasil, porque agora nós estamos na mira, 50% nos produtos brasileiros. Que impacto isso traz na nossa economia, politicamente, na diplomacia? Vou conversar com um professor ao vivo. Lembrando, tem alguma questão sobre este assunto? Tem alguma dúvida, viu alguma reportagem? Agora é o momento de você tirar. 19 é o nosso DDD, 978293776 é o número do nosso WhatsApp. Pode mandar sua pergunta que eu repasso para o professor. Rápido intervalo, não saia daí. [Música] [Música] [Música] Câmara Notícia de volta ao vivo nesta quarta-feira. E olha só, no dia 2 de abril deste ano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a lista de países que foram cobrados pelos produtos fabricados fora do território americano. Na ocasião, o Brasil foi taxado em 10%. Só que no último dia 9 de julho, o presidente dos Estados Unidos enviou uma carta pública ao presidente Lula e anunciou uma tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros. A nova taxa está prevista para entrar em vigor em primeiro de agosto. Sobre os impactos desta decisão nas esferas econômica, política, diplomática, eu converso agora com o Paulo Borba Casela. Ele que é professor titular de direito internacional público da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Lecionou na Academia de Direito Internacional da AIA sobre Direito Internacional, História e Cultura. Instituto de América Latina da Academia de Ciências da Rússia, Ministério das Relações Exteriores dos Países Baixos, AIA. Conferência Gil Hberto Amado, Comissão de Direito Internacional da ONU, Genebra, entre outros cursos e qualificações. Apenas uma breve apresentação. Então, professor Paulo, muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo com a nossa equipe, ter aceito o convite para participar aqui do jornal Câmara Notícia e primeiro para contextualizar o nosso telespectador lá em abril, aquele eh anúncio do tarifaço global pegou o mundo de surpresa ou já era esperado? já se comentava que isso poderia acontecer e se é comum taxar eh o aumento, né, das taxas dos produtos estrangeiros. Seja bem-vindo e boa tarde. Boa tarde, Gabriel, e a toda a equipe da TV Câmara. Veja, o aumento unilateral de tarifas é uma violação das normas da Organização Mundial do Comércio. Todo esse conjunto de acordos começa a ser construído logo após o final da Segunda Guerra Mundial e tem uma evolução institucional em 1995 com a criação da Organização Mundial do Comércio. A tônica principal desse sistema do qual os Estados Unidos sempre participaram e muitos se beneficiaram é de progressivamente remover barreiras alfandegárias e não criar outras barreiras não tarifárias. Então, seja 10% em abril, seja 50% em julho, são ilegalidades e violações do direito internacional vigente. O Brasil já levou a questão paraa Organização Mundial do Comércio e tivemos o apoio de 40 países da União Europeia, da China, Canadá e outros países. Então, seja 10, seja 50, são ilegalidades e isso não poderia ser feito dessa forma. Ô professor, eu tava vendo a lista, né? Tem 10 páginas de países que foram taxados, 10, 20, 30%, enfim. E aí fica o questionamento: o mundo ele é dependente dos Estados Unidos? Existe um risco ou uma possibilidade dos países começarem a fazer acordos e tentar não ter essa dependência? Existe essa possibilidade? Veja, como técnica de negociação, o governo Trump faz a o comportamento de um especulador imobiliário, não de um estadista. Joga coisas absurdas para criar um impacto e daí tentar obter vantagens. Esse tipo de atuação e o discurso que tem sido usado são característicos de alguém que tá se sentindo ameaçado. Quando o Trump diz que quer acabar com os bricks, ele não tem esse poder. E essa realidade, como você bem aponta, já está acontecendo dos países procurarem outras alternativas. Tivemos o caso da Rússia, que foi expulsa do sistema internacional de pagamentos, o Swift, a partir da invasão e agressão contra a Ucrânia desde fevereiro de 2022. Então, todo o comércio exterior da Rússia se faz sem o dólar e sem o sistema internacional de pagamentos. Isso já tem sido cogitado e discutido no âmbito do Brick e outros países também aplicam. Você pode usar uma terceira moeda ou a moeda de um dos dois países que compram e vendem como unidade de referência e depois você liquida aquela operação. Então existe um papel importante dos Estados Unidos no comércio mundial, mas eles estão decrescendo, eles estão diminuindo a sua fatia. Isso inclusive em relação ao Brasil. É importante deixar claro que quando se pede pro governo negociar, é difícil você negociar com quem não quer conversar com você. É o ditado de quando um não quer, dois não brigam. Quando um não quer, dois não negociam. E não adianta o empresariado brasileiro que legitimamente está preocupado e vê prejuízos dessa adoção unilateral de tarifas abusivas e ilegais, ter a expectativa de que o governo consiga negociar, quando já deixou claro o governo brasileiro de muitas tentativas que tinham sido feitas. O que pode funcionar, Gabriel, é que o contribuinte americano e o eleitor americano, quando tenham aumento de custos e descontinuidade de fornecimento, pressionem o seu governo lá nos Estados Unidos, como já está fazendo a pessoal do setor de suco de laranja. Eles já entraram com medidas judiciais contra o governo americano, dizendo isso, cria problemas de abastecimento e isso vai aumentar muito os custos do produto final pro consumidor interno. Então essa situação mostra os Estados Unidos em retração no mundo. E esse tipo de truculência só faz com que os países tomem medidas de precaução de procurar outros mercados e outros parceiros mais confiáveis. Ô Paulo, eu lembro que na época lá em abril se falava que o Brasil poderia sair ganhando com esta taxa, entre aspas, de apenas 10%, porque os produtos brasileiros ganhariam em competitividade frente aos produtos sobretados de outros países e também aumento das vendas de commodities para a China. De fato, e olhando paraa nossa economia, 10% era para ser aproveitado e há, você diz que não tem eh essa negociação agora, mas o governo brasileiro se tentar se aproximar nesses 10% ainda fica bom pro nosso país. Veja, o governo Trump ameaçou muita gente e voltou atrás em relação à China, em relação ao Canadá, em relação ao México. A imprensa hoje fala do Trump se vangloriando do acordo alcançado com o Japão e também com as Filipinas. Então essa jogada dos 10, depois mais 50% pode ser que eles voltem atrás. voltaram atrás em relação a vários casos. Pode ser que eles aceitem, somos bonzinhos o bastante para aceitar, reduzir de 50 para 20 ou para alguma coisa eh em torno disso. Mas não quer dizer que o produto brasileiro possa continuar competitivo. Isso vai depender muito de um setor para outro. É mais fácil você realocar exportação de commodities. Então, carne, suco de laranja e outros produtos, é muito mais complicado de você realocar cliente quando se trata de compra de aviões, como a Embraero, que tem uma parte importante das suas vendas pro mercado americano. Isso vai ser necessário considerar caso a caso. E o governo brasileiro, o ministro da fazenda, já sinalizou que depois de conversas com setores, estão agora fazendo conversas com operadores específicos para ver onde vai doer mais o calo de cada um. Se o Brasil continua competitivo, dependerá do que venha a ser finalmente acordado como tarifa. Acho que é importante que o Brasil faça a retaliação, porque se é pressão que estão colocando, é importante reagir da mesma forma. E daí os parceiros americanos do comércio com o Brasil gritarão lá no mercado interno. É aí que eu acho que pode ter uma alavanca para que o governo Trump se mexa da sua posição agressiva e de verdadeiras sanções, porque não é só um aumento de tarifa que foi anunciado. Ô Paulo, no início da sua resposta, você falou sobre os produtos brasileiros serem relocados para outros países. Existe essa possibilidade então? E aí isso depende das empresas negociarem ou tem uma intervenção do governo brasileiro? Veja, o governo tem dialogado com os empresários e tem procurado colocar as coisas em termos de ainda tentamos uma conversa. Então, uma carta assinada pelo vice-presidente e ministro do comércio, Geraldo Alkmin, pelo ministro das relações exteriores, Mauro Vieira, e o que apareceu na imprensa, que a embaixadora do Brasil, Maria Riot, em Washington, teria ouvido a resposta too late, tarde demais da parte de agentes do governo americano. Então volta ao que eu te dizia agora a pouco. Se um lado diz, não quero conversa com vocês fica difícil sentar para negociar. Nesse meio tempo, enquanto o lado americano diz que não quer conversar conosco, quem pode fazer pressão é quem é eleitor e contribuinte nos Estados Unidos. Então, os clientes americanos que compram do Brasil e os exportadores americanos que terão prejuízo com essas tarifas adicionais. E é no mínimo inusitado que o governo dos Estados Unidos venha bater num país com o qual eles têm superavit no comércio bilateral. Então, se você tá ganhando no comércio com um país, você não vai agredir aquele país há anos, né? Esse superaft é há anos por parte dos Estados Unidos, né? É, não tem, é verdade. E a hipótese, por exemplo, de taxar eh prestação de serviços pode ser um canal e, sem dúvida nenhuma, a pressão das bigtecs para ter uma liberdade de atuar no Brasil sem controle de qualidade e sem responsabilidade. Então, as exigências que o governo brasileiro fez com relação a evitarem determinados conteúdos danosos é perfeitamente razoável, não destoa muito do que a União Europeia tem exigido das bigtecs também. Então, não é nada absurdo o que o Brasil pede e determinou que se faça para que essas empresas atuem no Brasil. Como é um mercado importante, as bigtecs não hão de querer ficar fora do mercado brasileiro. Aí também há a possibilidade de uma alavanca que crie pressão do lado brasileiro para poder ensejar uma futura negociação. Esperamos. Professor, na minha abertura eu falei, né, que no início deste mês Donald Trump enviou uma carta pública ao presidente Lula, anunciou essa tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros. Para quem está nos acompanhando, que impacto que isso tem? O Brasil ele vai exportar menos? Tem produto que vai ficar mais caro pra gente? Para quem está nos acompanhando, muda alguma coisa no dia a dia? Ele vai sentir alguma diferença em produto que vai ficar mais caro, vai ficar difícil de achar no mercado ou não vai exportar e a gente vai consumir esse produto e ele pode ficar mais barato? Que qual que é o impacto que tem pras pessoas? a gente tá falando das empresas que isso traz um impacto, mas no dia a dia para as pessoas elas vão conseguir visualizar esse tarifaço de 50%. Veja o outro dia na feira o vendedor disse que a castanha do Pará ia sumir do mercado com uma sobretaxa de 50%. Daí você precisa entender como é que chega essa conclusão. Se a Castanha do Pará é produzida aqui e é vendida aqui, eu não entendo porque não tem nenhuma tarifa adicional dos Estados Unidos. Uhum. O que pode sim é ficar 50% mais caro para quem comprar castanha do Pará ou castanha de caju ou eh suco de laranja ou peixes ou carnes provenientes do Brasil. Se os produtos chegam ao mercado interno sobretaxados. Aqui no Brasil, o que poderia aumentar de preço é, se o Brasil colocar retaliação, o que nós importamos dos Estados Unidos, então produtos farmacêuticos e outras coisas poderiam ficar mais onerosas. Mas o que é produzido e consumido aqui dentro do Brasil não há motivo nem para que suma do mercado, nem para que o preço aumente. E que pode ser, pelo contrário, carnes, por exemplo, podem vender mais no mercado interno e ter até, quem sabe alguma redução de preço. Isso tem que esperar para ver se acontece. Quando a gasolina sobe, no mesmo dia, os postos de gasolina mudam a tabela. Quando baixa um pouquinho o preço da gasolina nas refinarias, você não vê isso refletido na bomba, nem no mesmo dia, nem no dia seguinte. E às vezes nem na porcentagem, né, professor? É, com certeza. Então, acho que essa situação, não vejo por nós entrarmos em pânico em relação ao mercado interno, em tudo que não dependa de importação dos Estados Unidos. E isso somente se o Brasil, como eu volto a dizer, eu acho que seria necessário fizesse a retaliação para ter esse incômodo sentido nas exportações americanas. E quem exporta para cá vai gritar com o seu governo, vocês estão perturbando os nossos negócios e nos fazendo vender menos e gastar mais para chegar ao mercado brasileiro. Então, acho que é importante que o Brasil tenha consciência de que nós temos um peso específico no mundo. É preciso levar o Brasil em consideração. E o BRIC, que não foi pensado para isso, está servindo como uma plataforma de solidariedade e de ação coordenada, quando a China manifestou apoio ao Brasil e repúdio à sobretaxa americana e outros países bons parceiros econômicos dos Estados Unidos, como Canadá e México, que já apanharam do governo americano e também já sinalizaram que teriam interesse em aumentar negócios com o Brasil. Ô professor, eu li em uma reportagem que as exportações brasileiras representam menos de 15% do produto interno bruto e, portanto, o comércio exterior não é tão significativo pra economia brasileira quanto é para outros países. Isso procede? Sim, com certeza. Quando você pensa que o México tem cerca de 80% do seu comércio com os Estados Unidos, a situação nossa é completamente diferente. Já vi também cálculos de que as restrições ao excesso de produtos brasileiros no mercado americano poderia no máximo ter um impacto entre 0,3 e 0,4 do PIB brasileiro. Isso no pior cenário em que não houvesse realocação de produtos para outros mercados. Tem coisas que é difícil, como por exemplo, pescado em contêiners frigoríficos, esperando para ser embarcado do Ceará pros Estados Unidos. Peixe congelado não pode esperar muito. Já outros produtos podem esperar mais, você pode fazer prospecção. Então essa situação vai ser completamente diferente de um setor para outro. Numa resposta anterior, o senhor disse que o Brasil pode taxar também os Estados Unidos em 50, os Estados Unidos em 50%. Eh, queria repercutir isso novamente com o senhor para quem está nos acompanhando, porque em um primeiro momento o presidente Lula diz que o aumento unilateral de tarifas sobre exportações brasileiras será respondido com base na lei da reciprocidade econômica. Então, queria repercutir novamente com o senhor se isso é possível, é provável e como funciona essa lei pros nossos telespectadores. Veja, a reciprocidade é um princípio básico do direito internacional, das relações internacionais e é também das relações humanas. Ou seja, você normalmente recebe de volta o mesmo que você faz pros outros. Até agora, até pouco tempo atrás, nós não tínhamos uma lei específica sobre essa matéria. Isso estava em discussão no Congresso com relação à União Europeia e com relação ao uso de barreiras, alegando questões de proteção ambiental. Então esse foi um jabuti do bem que foi embutido nesse texto de lei para contemplar não só a situação da relação do Brasil com a União Europeia em relação a restrições por alegações ambientais que os europeus costumam fazer esse tipo de alegação para disfarçar protecionismo, sobretudo em relação ao setor agrícola, e incluíram também a possibilidade de reação, de retaliação ou de reciprocidade em relação a aumentos de tarifas. Então, o Brasil passou a contar com um instrumento legal para poder tomar esse tipo de medidas contra os Estados Unidos. E essa situação é, no meu entender, o que pode fazer um diferencial na medida em que cria um certo constrangimento num primeiro momento, mas não foi o Brasil que tomou a iniciativa. Nós estaríamos reagindo a uma chantagem feita pelo governo dos Estados Unidos e há motivo para que essa retaliação seja adotada. E a partir daí seria possível talvez sentar para conversar. Professor, o Pix ele foi desenvolvido pelo Banco Central entre 2016 e 2020 e obviamente por não pagar taxas, né, e pelas facilidades, caiu no gosto do brasileiro. Tanto que o economista, o Paul Krugman, que conquistou o Prêmio Nobel de Economia, diz que o Brasil pode ter inventado o futuro do dinheiro. E o documento enviado pelo Trump também faz referência ao Pix, dizendo que, abro aspas, o Brasil parece adotar várias práticas desleais em relação aos serviços de pagamento eletrônico. Fecho o aspas. Os Estados Unidos podem fazer algo em relação ao Pix, professor? Já eles querem defender os operadores americanos que cobram para fazer serviços de pagamentos e transferências de dinheiro. o Brasil ter conseguido desenvolver essa tecnologia que transformou hábitos e está de 2020 para cá caindo ano a ano o uso de dinheiro, de cédulas e moedas mesmo para fazer pagamentos pequenos de do dia a dia. Então, é algo totalmente descabido, absurdo e abusivo que um governo estrangeiro pretenda que o país abra mão de uma tecnologia desenvolvida que permite pagamentos sem custo para quem envia e para quem recebe, só para agradar empresas americanas que ainda usam um modelo de taxas sobre transferências e pagamentos efetuados. Então eles podem gritar, eles podem ameaçar, mas é totalmente descabido, abusivo e tem que ser repudiado. Falando sobre política também, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao justificar a elevação da tarifa ao Brasil, citou o ex-presidente Jair Bolsonaro e disse ser abro aspas uma vergonha internacional. Fecho aspas o julgamento no Supremo Tribunal Federal. Professor, isso é uma interferência no judiciário brasileiro. Como é que explica essa justificativa? Com certeza é uma interferência abusiva, ilegal e tratando como se não fosse um país soberano e independente. Gostei muito de uma manifestação do vice-presidente geraldo Almin dizendo com o ar mais educado deste mundo que é preciso explicar pro governo dos Estados Unidos que o Brasil é um estado democrático de direito com separação dos poderes estipulada na Constituição. Então, ainda que o executivo brasileiro pretendesse interferir, não poderia. E termos instituições que funcionem de de maneira adequada já se mostrou muito importante para que não voltássemos a ser uma ditadura. E ainda bem que isso foi eh exercitado dentro da lei, dentro dos limites da Constituição e é abusivo, eh descabido e tem seria impossível pretender que o executivo desse ordens pro Supremo Tribunal Federal eh deterré com o andamento de um processo. É o que o governo Trump e o Trump pessoalmente tem feito. Não esqueçamos que é um condenado pela justiça que voltando a ser presidente evita as punições. Ainda agora é muito preocupante, para não dizer vergonhoso, o que tá sendo feito pelo governo Trump, tentando acobertar o escândalo sexual com o Epstein, com uma lista que durante muito tempo Trump e republicanos ameaçaram que mostrariam essa lista para tentar constranger de democratas. E agora estão dizendo que a lista não existe. E Trump está dizendo que essa história foi usada pelos democratas para atingi-lo como se ele não tivesse um histórico de abusos sexuais e de condenações já prolatadas pelo judiciário americano. Exatamente nessa matéria. Então, é um reincidente em delitos sexuais. tentando acobertar. E você deve ter visto, Gabriel, que ficou fechada a Câmara até setembro, porque assim não precisa colocar esse assunto em pauta, né? É bem intrigante que isso esteja acontecendo, não acha? Sem dúvida, professor. A carta do Trump ainda diz que o STF emitiu centenas de ordens de censuras secretas e ilegais a plataformas de mídia social. dos Estados Unidos, ameaçando-as com multa de milhões de dólares e expulsão do mercado de mídia social brasileiro. A relação diplomática dos dois países vive um momento conturbado. A gente pode dizer que é a pior das últimas décadas, porque pelo que eu me lembre, o governo brasileiro, agora do Lula, tinha boa relação com o George W. Bush, que também é republicano, teve boa relação com o Obama e agora parece tá muito conturbada. A gente pode falar que essa diplomacia é a pior das últimas décadas. Veja, nós estamos falando de uma relação diplomática de mais de 200 anos. Os Estados Unidos e o México foram os primeiros países a reconhecer a independência do Brasil antes dos países europeus que só reconhecer o Brasil como um estado independente depois do tratado entre Brasil e Portugal em 1825, pelo qual Portugal reconheceu que a independência do Brasil era um fato irreversível e consumado. E a partir daí outros países europeus também o fizeram. Então, antes disso, México e Estados Unidos foram dois dos países. Estamos falando de uma relação que existe desde 1824. Já houve momentos, por exemplo, quando o governo Carter fez severas críticas ao governo brasileiro, o a ditadura militar na época, por violações de direitos humanos e crimes cometidos pela ditadura. Eu acho que naquele momento eram coisas muito mais sérias que estavam em discussão. Agora é fanfar ronice de um especulador imobiliário que está criando turbulência para tentar estorquir vantagens. E é importante essa atitude de ponderação, de equilíbrio que o governo brasileiro tem manifestado. É lamentável, para não adjetivar de uma maneira mais enfática, desprezível, que políticos brasileiros se alinhem com a chantagem de Trump e manifestem apoio a essas agressões sendo cometidas contra o Brasil. É hora de pensar no interesse nacional como um todo e não colocar à frente pequena política tentando se valer de uma conjuntura que foi artificialmente exacervada pelo governo dos Estados Unidos. Então eu acho que numa relação de 200 anos, se você me pergunta é o pior momento, eu acho que já teve piores. Eu acho que tem uma turbulência. Esperemos que fique nisso e que daqui a pouco passe. E quem sabe pode ser, como já foi feito em tantos outros casos, o Trump grite e ameaça e depois, pensando bem, vamos tentar conversar. Uhum. Essas investigações que estão em curso podem servir para ajudar a encaminhar uma negociação futura ou podem também servir para complicar mais? Isso o tempo dirá. E precisamos voltar a conversar daqui algum tempo, quando tivermos mais informações. Sobre essa complicação. Eh, o Brasil ele faz parte dos bricks, que é aquele agrupamento formado por 11 países membros, né? Retomo aqui Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia, Irã. E eles fazem uma articulação aí político de países do sul global e de cooperação nas mais diversas áreas. Depois se você quiser completar, professor, fique à vontade, porque o senhor que é um especialista aqui, ainda mais sobre bricks, né? E o Trump, em conversa com os jornalistas na Casa Branca, diz que qualquer país que fizer parte dos bricks terá uma tarifa de 10% apenas por esse motivo. O bricks são ameaças aos Estados Unidos. Tem um recado pra China aí também, porque são as duas maiores economias. Como é que o senhor enxerga essa questão? Veja, o Brick, além dos 11 que você lembrou, tem mais 10 estados parceiros, tá? e tem uma fila de espera de estados que já manifestaram interesse em ingressar. Até hoje só teve um caso da Argentina que convidada disse simplesmente não, nem falou muito obrigado e talvez se deem conta depois da bobagem que fizeram. Nesse caso, o Bricks começou para ser um caminho de atuação coordenada entre os quatro primeiros, depois com África do Sul a partir de 2011 e com mais seis a partir do final de 2023 para 2024. E esse eh agrupamento que curiosamente não é uma organização internacional, nunca teve um tratado constitutivo, mas criou uma organização internacional, o novo banco de desenvolvimento ou o banco do BRIC com sede em Shangai e atual presidente e a ex-presidente do Brasil, Dilma Russef. Esse agrupamento de países faz sentido, representa uma parcela importante da população mundial, representa uma parcela importante do PIB mundial e mostra que você pode ter outros parceiros, além e ao lado de parceiros tradicionais, como a relação do Brasil ou do Mercosul com a União Europeia, o Mercosul com a da Associação Europeia de Livre Comércio, com a qual foi feito recentemente um acordo de comércio bastante interessante com outros países das Américas, da Ásia, da África. Então o brinc faz sentido, é uma bobagem o Trump pretender ameaçar. Com certeza. Eh, a China não vai deixar de participar do bricks porque foi ameaçada pelos Estados Unidos. A Índia procura manter um uma linha de diálogo aberto com o governo dos Estados Unidos, mas não deu sinal algum de pretender deixar de participar dessa iniciativa. Creio que o BRIC veio para ficar e a tendência é que ele aumente o seu peso no contexto internacional. Já são 15 anos do grupo de estudos sobre os bricks da Universidade de São Paulo, que eu coordeno. E tem, além da parte aparente das reuniões de cúpula, mais de uma centena de grupos de trabalho sobre assuntos mais variados de educação, cultura, energias limpas, que trabalham ao longo do ano, preparam relatórios que depois são também mencionados ou não na ata final das reuniões. Então é uma iniciativa que faz sentido. O Brasil tem uma atuação relevante. O Brasil conta com o apoio dos bricks na COP 30 em Belém do Pará no final do ano, quando os Estados Unidos estão trabalhando contra e os europeus se retraindo em relação a compromissos ambientais. E esperemos que isso continue, quer o Trump goste ou não. 1 hora mais 10 minutos. Professora, eu já encerrei, peço até desculpas aqui que a gente tinha um combinado aqui de 30 minutos, já ultrapassei esse tempo. As últimas duas perguntas, por gentileza. Instituições globais, como a ONU, FMI, Banco Mundial, acompanham essa guerra de narrativas e de ações também ou não eles ficam de fora? Veja, as organizações têm que se preocupar com a seu perfil institucional, ou seja, exceto em situações clamorosas de flagrante violação, elas tendem a se manter equidistantes para que as partes numa controvérs possam eventualmente levar a Organização Mundial do Comércio ou a ONU uma discussão entre dois dois ou mais estados, como a contrupada momento da relação Brasil e Estados Unidos. Agora, podemos fazer críticas às organizações internacionais, mas sem esquecer que o mundo seria muito pior e muito mais arriscado, sem a ONU, sem a OEA, sem a Organização Mundial do Comércio e tantas outras organizações que são um avanço importante desde o momento em que foram instauradas e se mantém em operação. É só comparar com a história de séculos passados, quando era o uso da força o parâmetro que determinava a conduta política dos estados. Quem tenta fazer isso voltar a funcionar dessa forma, tá indo contra a evolução dos últimos 100 anos ou pelo menos dos últimos 80 anos. Eu espero que elas continuem e que elas não sejam sabotadas. Professor, pra gente poder encerrar como é que o senhor eh imagina ou projeta os próximos passos, os próximos meses, a lei da reciprocidade, tentar um acordo, como é que você enxerga aí um futuro próximo? Veja, eu acho que uma coisa não exclui a outra. Eu volto a dizer que eu acho que a reciprocidade, fazendo a retaliação pode ser uma forma do Brasil sinalizar: "Eu não estou brincando". E essa briga ou nós sentamos para conversar ou vai ser tratado da mesma forma. A retaliação pode ser um elemento para desencadear novas negociações. A pressão dos operadores internos americanos, tendo de pagar mais caro ou tendo problemas de abastecimento, pode também ser um motivo adicional para que o governo americano se disponha a negociar, sentar e conversar. Esse futuro, se tivesse como adivinhar, poderíamos ganhar tanto dinheiro quanto foi o especulador que vendeu e comprou eh três ou 4 bilhões de de dólares em algumas horas no dia 9 de julho, quando essas tarifas chantagas foram adotadas. Então isso, quem tivesse essa informação valeria muito mais do que 1 milhão de dólares essa essa resposta. Mas o que a gente pode esperar dentro dos elementos que estão colocados é alguma turbulência ainda continua. E é preciso que o Brasil mantenha essa posição ponderada, madura e ao mesmo tempo firme, porque rastejar diante dessa chantagem nos desmoralizaria muito seriamente. E isso é impensável que aconteça e que a gente aceite esse tipo de pressão com relação ao PIX, com relação à independência do judiciário, com relação ao comércio legítimo, com relação a taxar as bigtecs e colocar regras para que se quiserem operar no Brasil e elas querem, porque o Brasil é um mercado relevante que tem que se comportar dentro do que a lei aquele país, no caso o nosso, exige. Então, eu acho que a turbulência continua por algum tempo, mas nós temos que acreditar que a linha adotada até aqui pelo governo brasileiro faz sentido e eu espero que persevere nessa direção. Professor Paulo Borba Casela, muito obrigado pela aula contextualização que o senhor deu para quem está nos acompanhando. Já faço um novo convite pro senhor retornar aqui ao jornal Câmara Notícias para falar sobre esse e também outros assuntos e fica aberto aí para suas considerações finais. Com muito gosto. Eh, cumprimentos pelo trabalho de vocês e podemos voltar a conversar. Espero podendo olhar para trás e ver a turbulência já diminuída. Uma boa tarde a todos. Boa tarde ao professor e a gente segue aqui com o jornal Câmara Notícia ao vivo nesta quarta-feira, 1 hora mais 15. Olha só, embora a redução das emissões dos chamados gases do efeito estufa sejam pauta dos acordos internacionais desde 1990, a transição energética das matrizes não renováveis para as renováveis acontece lentamente, pois impacta toda a sociedade, desde a população, quanto os gestores públicos e todo o setor produtivo. E esse é o tema que a gente acompanha a partir de agora no nosso quadro, o giro ambiental. [Música] O Brasil é um dos países mais privilegiados em termos de diversidade de matrizes energéticas, com grande participação das fontes renováveis, como hidrelétricas, eólicas e solares. E, portanto, temos material de sobra para fazermos a transição energética. E para falar mais sobre esse tema, convidamos o Fábio Aurélio Bonk, que tem um currículo muito extenso e é o coordenador do curso de gestão de energia da Fatec Campinas. Muito obrigada por aceitar o nosso convite para participar aqui do giro Ambiental, professor Fábio. Olá. Olá, Alexandra. Eh, muito obrigado pelo convite de poder falar no programa Giro Ambiental. Fico muito feliz por tentar esclarecer a sociedade campineira eh alguns dos conceitos que mais são usados e a sobre a importância da transição energética no mundo, no Brasil e no mundo, né? Como o mundo está preocupado com isso e quais os motivos. Então, a gente pode discutir um pouco sobre isso. Obrigado a todos. O porque o mundo não tem fronteiras, na verdade a gente tem fronteiras que a gente estabeleceu, mas o meio ambiente é uma coisa só, né, Fábi? Eu queria que você começasse explicando pra gente o conceito, o que é, afinal de contas, a transição energética. Então, Alexandra, a transição energética é um conceito que vem abarcando o mundo inteiro. É a ideia de uma troca gradual das matrizes de energia não renovável por energias renováveis. Essa troca deve ser gradual, pois o mundo consome muita energia, principalmente no âmbito pós revolução industrial. Então você não consegue uma mudança muito veloz. Eh, então existem esforços para que com o avanço da tecnologia, principalmente do ponto de vista de energia limpa, biomassa, fotovoltaica, eólica, essas fontes que não poluem eh não produzem gases de efeito estufa, ã, eh possam ser utilizadas, digamos assim, eh protegendo o planeta para as gerações. futuras e a própria vida na Terra, né? E eu queria que você falasse pra gente qual é a atividade hoje que mais emite, porque tem toda aquela coisa que fala do gado, eh, do transporte rodoviário. Você tem essa informação para trazer pra gente? a atividade que mais emite é, sem dúvida, a atividade industrial e muito provavelmente eh os os veículos que não tão aí em todas as cidades em grande quantidade, né, o transporte urbano. Então, esses são os grandes eh vilões aí da emissão de CO2. Eh, agora existem outras fontes, como diz o gado, o aumento populacional, mas eu eu acredito muito mais nas indústrias e nos veículos que já vem sofrendo mudanças, alterações. Muitas indústrias vem alterando, mudando, né, suas fontes de energias, instalando microgeração nas suas próprias eh unidades e os veículos vêm sendo substituídos por veículos elétricos. Então isso vem fazendo com que os níveis de emissão do CO2 caiam, né, principalmente nos países que têm forte eh política pública para que esses veículos elétricos sejam eh sejam colocar substituídos pelos pelos que consomem o petróleo, né? É, até as frotas de ônibus vem sendo eh eh substituídas por veículos elétricos, né? Você tocou num ponto muito importante, né, Fábio, sobre políticas públicas, porque o apontamento dessa substituição, ele vem desde 1990 lá em Kyoto, já se falava disso, né? Aí veio o acordo de Paris em 2015, resgatou isso de novo. Você arriscaria dizer que é um problema mais político do que científico essa adesão por energias renováveis? Eh, ele tange a esfera política. Entretanto, não é uma tarefa fácil você fazer uma transição energética, né? Como eu disse, é exige exige-se uma aumento da tecnologia, eh, exige-se uma um pensar em energias renováveis, uma mudança comportamental da das pessoas quanto a isso, um compromisso maior com o planeta e as políticas públicas. Então, não é só uma questão de políticas públicas e uma mudança tão rápida assim. Ela é lenta, existe uma inércia, porque as grandes empresas consomem muito e elas não podem parar. E tudo isso tem que ser, o mundo não pode parar, né? Então, como o mundo não pode parar, a troca tem que ser lenta e o petróleo, os combustíveis fósseis estão aí ajudando a mudar. O exemplo é, por exemplo, é a China que emite muito gás estufa, mas é a pioneira no caso de mudar, fazer transição energética, apesar de emitir muito. Então é um compromisso, mesmo que você queira, você precisa segurar as pontas pelo por outro lado para que o mundo não pare, né, diante das necessidades que hoje nós temos. É uma transição geral, então porque a questão econômica impacta. a gente não vive fora disso, não tem como, né? Então, até mesmo as plantas industriais, tudo tem que ser gradativamente alterado à medida que a tecnologia chega e se torna eh escalável, né, economicamente viável, né? Eh, então é um é um passo a passo, né? Por isso que a gente tá aí batalhando há há 20 anos e mais, né? E eu queria que você falasse então também eh o conceito da pegada carbônica, né? a gente chama pegada de carbono. Que seria pegada de carbono? Então, a pegada de carbono, ela nos traz é um parâmetro que computa todos os os efeitos que uma pessoa, uma empresa, um país causam para o aquecimento global. Apesar de ter o nonome pegada de carbono, ela tá envolvendo todos tudo aquilo que pode gerar aumento da temperatura do planeta. Então, uma empresa que tem uma pegada de carbono grande, essa aí é uma palavra que aparentemente ela parece não ter sentido, mas é no sentido de pegadas mesmos, deixar um rastro, né, na natureza sobre sua atividade, quanto você contribui para que você não aumente a temperatura do planeta, né? Então, eh, não, não, não compute tantos a emissão de CO2. Agora, uma empresa que tem uma pegada baixa de carbono, quer dizer que ela tem uma grande responsabilidade com o planeta. Ou seja, ela tem um rastro pequeno de de impacto, né? Atividades de atividades que eh, digamos assim, contribuem para o aumento dos gases de efeito estufa, né? Então são vários gases, não somente o CO2, ele é o principal, evidentemente, mas ficou com o nome de pegada de carbono, ou seja, um rastro daquilo que você faz seria suas marcas pelo planeta. Então a daí a ideia de pegada, né? Qual o rastro, qual o caminho que você faz? Quanto menor, melhor, mais compromissado com o mundo você está, com as próximas gerações e com a vida na Terra. E aí também surgiu até mercado para isso, né? os eventos que fazem uso de energias renováveis, eh, empresas, como você mesmo disse, e isso tudo vai contribuindo gradativamente para essa transição, né, Fábio. E eu queria que você falasse que Campinas tem um curso, né, voltado para isso. Sim, é uma coisa muito importante se dizer que, como eu disse no início, eh, desde a as tenras idades da dos anos escolares, ah, as crianças devem aprender sobre ã conceitos de preservação ambiental, emissão de CO2, porque elas viverão nesse futuro que está por vir no no mundo delas. Então, a Fatec Campinas como uma das pioneiras eh tem um curso chamado de gestão de energia e eficiência energética, que é um curso do governo do estado de São Paulo, é um curso é uma faculdade de graça, né? Então, é do governo, é pública e ela é gerenciada pelo Centro Paula Souza. Assim, a sociedade campineira tem na a sua mão curso superior que pode ser ã acessado por todos. E ela é bem local, né? ali está na situada na frente do aeroporto dos Amarais ali e a estamos abertos para acolher todos os alunos que prestam o vestibular, né, que acontece no meio do ano ou no começo do ano, né, até o momento está assim. Agora já acabou, por meio desse ano já acabaram as inscrições, mas em para dezembro já temos novas inscrições. Então com esse curso vem trazer e dar à sociedade uma resposta, né, no sentido de olha, nós temos um curso, queremos criar consciência sobre o ambiente, sobre a emissão de CO2, sobre tudo o que tudo isso pode causar para nosso, para o nosso mundo. Maravilhoso. Até porque a gente tá aqui num polo tecnológico, né, super reconhecido em todo o país e no mundo. Então, faz muito eh sentido que a FATEC esteja aqui com esse curso. Professor Fábio, quero agradecer demais a sua participação aqui com a gente. Você gostaria de deixar um canal de contato, um e-mail para quem tiver mais dúvida e quiser saber mais sobre o assunto? Bom, eh, para dizer o canal de contato, no, no meu caso, meu e-mail é fabio. @fatec.sp.gov.br. Existe o link da Fatec Campinas, né, que é só você digitar no Google aí, Fatec Campinas, você vai ter ah já entrar no site da unidade, vê v ver a gama de cursos que nós temos também. deixou aqui para aqueles que não têm interesse só em energia, ah, em energia, existe uma coisa que está extremamente ligada, que é a química, né? E nós temos um curso de processos químicos, que também quem quiser entrar pro mundo ambiental, um curso de processos químicos é muito muito engajado nesse nesse nesse caminho. Perfeito. Muito obrigada. Para você que nos acompanhou, continue com a gente porque agora é hora daquele giro ambiental pelas curiosidades do Brasil e do mundo. Cientistas do Instituto de Pesquisa Espacial, UIMP e da USP, em colaboração com instituições do Reino Unido e Estados Unidos, alertam na revista Global Change de Biology sobre um aumento preocupante na degradação da Amazônia. Diferente do desmatamento total, a degradação enfraquece a floresta sem destruí-la por completo, muitas vezes por meio de corte seletivo de árvores ou mesmo de incêndios. Os alertas de degradação subiram 44% de 2023 para 2024, atingindo 25.023 1023 km² de floresta degradada somente no ano passado, uma área maior que o estado de Sergipe. Cerca de 66% dessa degradação foi causada por incêndios florestais agravados pela seca. Em contraste, o desmatamento na Amazônia registrou uma queda de 27,5% em 2024, marcando o menor índice em 10 anos, com 5.816 km² desmatados. Segundo o Prodes do IMP, Guilherme Mataveli do IMP destaca que a degradação é mais difícil de identificar por ocorrer na floresta em pé e seus impactos, como a diminuição dos serviços ecossistêmicos são cruciais para a formulação de políticas públicas eficazes. [Música] A massa de ar seco mantém o tempo firme e sob predomínio de sol. Então, amanhã, quinta-feira, o dia vai ser ensolarado. À tarde, a nebulosidade aumenta e pode ficar nublado com ventos moderados à noite, o que pode baixar a sensação térmica, viu? sobre chuva, né, que tem muitas pessoas perguntando amanhã ainda não, mas existe uma possibilidade na sexta-feira, depois de amanhã, devido à convergência de umidade que favorece a condição de céu nublado. Se ocorrer na sexta-feira, eu já adianto que vai ser de uma forma isolada, não há indicativos de acumulados elevados. Os volumes estimados ficam em torno de 5 a 10 mm. Bom, para amanhã, sol entre nuvens e vamos às temperaturas, porque elas já estão aqui na minha tela. Quinta-feira, 24 de julho, mínima de 14º, amplitude térmica menor, porque a máxima não deve passar dos 25 aqui na cidade de Campinas. Então, neste inverno, aquele agasalho, aquele casaco vai continuar saindo do armário, principalmente para quem sai cedinho de casa e também à noite. O jornal Câmara Notícia fica por aqui. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Continue na nossa programação e nos vemos amanhã na quinta-feira ao meio-dia ao vivo. Te espero, hein? Até lá. Ciao. Ciao. [Música] เฮ [Música]
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