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TV Câmara, Campinas. Senhoras e senhores, boa noite. Iniciamos neste instante a 60ª reunião solene de 2024 da Câmara Municipal de Campinas para homenagear com a entrega de diploma de mérito educacional ao professor Darcy Ribeiro, a Simone Franco, por proposição da vereadora Mariana Conte. Convidamos para compor a mesa, representando o presidente da Câmara Municipal de Campinas, vereador Luiz Rossini, e para presidir esta reunião solene, a vereadora Mariana Conte. Convidamos também o vereador Paulo Búfalo Aplausos Convidamos agora a diretora educacional Valéria Santucci Aplausos Convidamos também à mesa a diretora educacional Rita de Cássia Ferreira de Almeida. Aplausos Convidamos agora Sandra Assis, agente de apoio escolar. Aplausos Convidamos também Rosana Marcelino, ex-presidente da homenageada. Aplausos Convidamos agora Paulo Martins, o seu Paulinho, membro da comunidade escolar. Convidamos também Diego Teixeira, ex-aluno da homenageada. Finalmente, convidamos Maria Fernanda Pereira Bussiano, a MAFE, professora da Rede Municipal. Aplausos Uma vez composta a mesa de autoridades, convidamos os seus componentes e demais presentes a receberem a nossa homenageada desta noite. Por favor, recebam Simone Franco. Convidamos os componentes da mesa a tomarem assento. Com a palavra, a vereadora Mariana Conte para declarar aberta esta reunião solene. Boa noite declaro aberta a presente reunião solene da Câmara Municipal de Campinas para a entrega de diploma de mérito educacional ao professor Darcy Ribeiro, a Simone Franco. Convidamos os presentes para a execução do Hino Nacional Brasileiro, que tem letra de Joaquim Osório Duque Estrada e música de Francisco Manuel da Silva, e do Hino da Cidade de Campinas, com letra de Carlos Ferreira e música de Antônio Carlos Gomes. A CIDADE NO BRASIL Ouviram no Ipiranga as margens pássidas De um novo herói com brado retumbante E o sol da liberdade em raios fúlgidos Brilhou no céu da pátria nesse instante Se o venho dessa igualdade Conseguimos conquistar com braço forte Em teu seio, ó liberdade Desafio nosso feito a própria morte Ó pátria, paz e glória, casa, salve, salve Brasil, um sonho intenso, um raio vívido De amor e de esperança a terra desce Sem teu formoso céu, risonho e límpido A imagem do Cruzeiro resplandece Gigante pela própria natureza És velha, forte, forte do pulo sul E o teu futuro espelha essa grandeza Terra adorada Entre outras mil, és do Brasil, pátria amada Dos filhos deste sol, és mãe gentil Pátria amada, Brasil Deitado eternamente nesse esplêndido Ao som do mar e à luz do céu profundo Fulguras, ó Brasil, florão da América Iluminado ao som do novo mundo Do que a terra mais garrida Teus risonhos e dos campos têm mais flores Nossos bosques têm mais vida Nossa vida no teu seio mais amores Ó pátria mágica, ó pátria mágica, salve, salve, Brasil de amor eterno seja símbolo, o lábaro que os tenta os estrelado, e digam, vende louro desta fúmula, paz no futuro e glória no passado. Mas seguis a justiça clava forte, verás que o filho teu não foge à luta, Nem tem ninguém que adora a própria morte Terra adorada Entre outras vilas do Brasil Uma pátria amada Dos filhos deste sol As mãos de ti Pátria amada Brasil A CIDADE NO BRASIL A CIDADE NO BRASIL Amém. Legenda por Sônia Ruberti A CIDADE NO BRASIL A CIDADE NO BRASIL Convidamos todos a tomarem assento Assistiremos agora a uma apresentação do grupo Samba do Presidente Boa noite, gente. A tão sonhada aposentadoria, né? Eu sonho que esse dia também, viu, professor? É Vamos lá, gente Um, dois Um, dois Não posso ficar nem mais um minuto com você Sinto muito amor, mas não pode ser Moro em Jaçã, se eu perder esse trem Que sai agora às onze horas, só amanhã de manhã Eu não posso ficar, não posso ficar, nem mais um minuto com você Sinto muito amor, mas não pode ser Moro em Jasanã Se eu perder esse trem E sai agora às onze horas Só amanhã de manhã E além disso, mulher, tem outras coisas Minha mãe não dorme quando eu não chegar Sou filho único Tenho minha casa pra olhar Não posso ficar, não posso ficar Nem mais um minuto com você Sinto muito amor, mas não pode ser Moro em Jassana Se eu perder esse bem Que sai agora às 11 horas Só amanhã de manhã E além disso, mulher Tem outras coisas A minha mãe não dorme enquanto eu não chegar Sou o filho único Veio minha casa pra olhar Eu sou, eu sou Sou filho único Tenho minha casa pra morar Paz, paz, paz, paz, paz, paz Paz, paz e dudum, paz, paz e dudum Paz, paz, paz, paz, paz, paz Paz, paz e dudum, paz, paz e dudum Ninguém sabe a mágoa que trago No peito quem me vê sorrindo desse jeito Nem sequer sabe da minha solidão É que meu samba me ajuda na vida Minha dor vai passando esquecida Vou vivendo essa vida do jeito que ela me leva Ninguém sabe a mágoa que trago No peito quem me vê sorrindo desse jeito A gente sequer sabe da minha solidão É que meu samba me ajuda na vida Minha dor vai passando esquecida Vou vivendo essa vida do jeito que ela me leva Vamos falar de mulher, da morena o dinheiro O batuque do sul, viajando o padeiro Vai nos abrir a vida se você não sabe o que eu já passei Moço, aumenta esse samba que o verso não para A dor que mais fode a tristeza se encara E eu levo essa vida do jeito que ela me levar Todo mundo! É, do jeito que a vida quis É, desse jeito que a vida quer É, do jeito que a vida quer É, desse jeito que a vida quer É do jeito que a vida quer, é desse jeito. Cadê as palmas da professora? É do jeito que a vida quer, é desse jeito. É do jeito que a vida quer, é desse jeito. É do jeito que a vida quer, é desse jeito Fantástico é saber curtir a vida, se libertar com prazer Ter belos sonhos com seu bem querer Sorrir, cantar, laraiá, sabor e ar doce mel Sentir o bem do nosso papai do céu, laraiá, laraiá Sorrir, cantar, laraiá, sabor e ar doce mel Sente no peito o nosso papai do céu Irmão, na vida tudo passa Assim que vem fumaça perdida No ar Entre lamento e sujeito Mais vale o divertimento que se lamenta Mas corra, corra, corra atrás do seu apuro Faça mole o caminho duro, sem desanimar Aponente o ferimento dos espinhos Sem deixar que os inflame Deixando morrer na veia A fé que se enveia Pra chegar a fim de uma longa caminhada E ser feliz, jornada Amigo, hoje a minha inspiração Se ligou em você Em forma de samba mandou te dizer Qual o outro argumento, como esse momento Me faz penetrar por toda a nossa amizade Esclarecendo a verdade sem medo de agir Em nossa intimidade você vai me ouvir, meu amigo Amigo, meu amigo, meu amigo Se ligou em você Em forma de samba Mandou te dizer Volta ao momento Volta a esse momento E faz penetrar Por toda a nossa amizade Parecendo a verdade Sem medo de agir Em nossa intimidade Você vai morrer Fui vencido na vida que eu procurei Encontrar novos jogos pro mundo melhor Com você, menino santo, que jamais falhei Pois ganhei muita força tornando maior A amizade Nem mesmo a força do tempo irá destruir Somos verdade Nem menos que esse samba de amor pode nos resumir Quero chorar, quero chorar o teu choro Quero sorrir teu sorriso, valeu por você existir Amigo, quero chorar Quero chorar o teu choro, quero sorrir teu sorriso Valeu por você existir Simone Vencendo na vida que eu procurei Encontrar novos rumos pro mundo melhor Com você eu me sinto o que jamais falei Pois ganhei muita força tornando maior A amizade Nem mesmo a força do tempo irá destruir Somos verdade Quem mesmo esse samba de amor pode nos resumir Quero chorar, quero chorar o teu choro Quero sorrir teu sorriso, todo valeu por você existir Simone Quero chorar, quero chorar o teu choro Quero sorrir teu sorriso, valeu por você existir Simone Simone Agradecemos o grupo pela bela apresentação. Com a palavra agora, a vereadora Mariana Conte, para a homenagem da Câmara Municipal de Campinas à Simone Franco. De novo? Ah, deu certo. Pode ser, eu prefiro, na verdade. Boa noite novamente a todo mundo que compareceu aqui nessa belíssima homenagem. Quero cumprimentar cada um e cada uma de vocês. Quero cumprimentar os nossos músicos aqui do Samba do Presidente, agradecer por essa apresentação. Quero cumprimentar a nossa mesa também, o vereador Paulo Búfalo, meu colega de bancada do PSOL. Quero cumprimentar a Valéria Santucci, a Rita de Cássia Ferreira de Almeida, a Sandra Assis, Rosana Marcelino, o Paulo Martins, o seu Paulinho, o Diego Teixeira e a Maria Fernanda Pereira e quero cumprimentar também as organizadoras desse evento, a Mônica Bonomi e a Cecília Rodrigues. Esse é um evento muito especial e foge um pouquinho do que é geralmente esses eventos de entrega de medalhas na Câmara Municipal. E ele é especial por vários motivos. Acho que é o primeiro elemento que torna esse evento especial que está aqui, perto da comunidade onde a Simone trabalhou, com o envolvimento da comunidade, dos colegas, dos familiares, e isso torna esse evento todo especial. Também é especial pela dedicação que foi realizada, com as fotos dos alunos, memórias, todas essas mensagens, isso é muito especial também com os nossos músicos. E eu quero dizer que isso ser especial é fundamental porque nós estamos falando aqui de uma homenagem, a homenagem Darcy Ribeiro, que foi um dos grandes educadores e cidadãos desse país, que sempre tratou a educação não apenas como ato pedagógico, o ato pedagógico em si dentro da sala de aula, mas o ato pedagógico de ser um educador e propor, lutar, se organizar e atuar para que a gente tivesse não apenas uma educação melhor, mas um país melhor. E isso faz toda a diferença. Então, quando a gente traz esse mérito educacional do Darcy Ribeiro, com certeza é uma alegria muito grande. E quero também dizer que é especial, porque aqui no início, quando a gente vai vendo as pessoas e, muitas vezes, as pessoas ouvirem relatos de quão importante é o trabalho que a Simone realizou, desenvolveu e que continua desenvolvendo, porque são muitos os projetos, não é, Simone? Sobretudo a partir do apoio e da coletividade. Isso, para mim, ficou muito evidente o quanto essa homenagem e essa força coletiva diz respeito a essa solidariedade, a esse companheirismo, que é uma questão fundamental no espaço de trabalho. Infelizmente, nem todos os espaços de trabalho permitem isso. E, infelizmente, nós vivemos uma sociedade que acha perigoso a solidariedade entre os trabalhadores, porque, uma vez que os trabalhadores e trabalhadoras estão solidários, estão na base da coletividade, eles se empoderam e se empoderam para qualificar o seu trabalho, para realizar o seu trabalho de uma melhor forma, e se empoderam também para apontar os equívocos e atuar para mudar a situação. Muitas vezes que a gente sabe que não corresponde àquilo que é o necessário para o nosso trabalho. Então, esse espírito de coletividade é fundamental. Estava aqui também vendo uma das plaquinhas, era lute como uma professora. E lute como uma professora, isso diz muito. Eu fui professora um curto período de tempo na escola estadual e vivi o que é ser professora num país que muitas vezes não respeita, que é verdade que, no geral, não respeita e não valoriza os seus educadores e as suas educadoras da forma como os educadores e as educadoras mereciam. Então, a gente tem um país que a educação deixa muito a desejar, deixa a desejar em investimento, deixa a desejar em política educacional. E eu sei muito bem que essa coletividade à qual a Simone faz parte, à qual a Simone tem um papel importantíssimo de construção, essa é uma coletividade que luta para defender não apenas a educação pública, que já é uma luta enorme e uma luta a qual eu entendo que nós devemos respeitar enormemente, mas luta também para que a gente tenha uma cidade, um país mais justo, soberano, e que a gente possa, sim, acabar com as inúmeras desigualdades sociais que a gente vive, que a gente vê por aí, que vocês, enquanto educadores e educadoras da escola pública, sentem na pele, sabem dos efeitos mais visíveis e cotidianos dessa desigualdade social. Eu acho muito curioso, porque, na verdade, muitas vezes, quando essas desigualdades, todas essas carências, elas são expressas dentro da sala, na escola, é um dos únicos lugares em que, muitas vezes, essas desigualdades, essas carências são expressas e muitas vezes os professores tem que lidar com isso lidar com os efeitos sociais dessa enorme desigualdade social que nós vivemos e desenvolver o seu trabalho a partir daí e eu tenho certeza que esses professores que aqui estão fazem o seu trabalho, não apenas no trabalho do conteúdo escolar em si mas como exemplo, como visão de mundo, educando os seus alunos para serem cidadãos para serem atuantes e também transformadores dessa situação a qual nós não devemos naturalizar. O companheiro aqui falou da aposentadoria, e é uma conquista. A aposentadoria é uma conquista. Infelizmente, nós sabemos que é uma conquista que está muito distante para muitas pessoas. Além de uma conquista, deveria ser um direito assegurado com qualidade para todas e todos aqueles que vivem do seu trabalho. Infelizmente, nós temos aí um desmonte da aposentadoria pública e a gente sabe, eu sou de uma geração que eu tenho certeza que nós devemos lutar para que a gente consiga, de fato, conseguir ter o direito a uma aposentadoria. Mas que isso também seja, quer dizer, que a aposentadoria da Simone, que o exemplo que a Simone teve enquanto educadora, enquanto aluna também da Unicamp, porque os educadores, você ensinar passa por você estar aprendendo cotidianamente, então, como aluna, como educadora, o seu exemplo, Simone, eu tenho certeza que tem feito diferença na vida de tantas pessoas. Às vezes, a gente nem calcula o quanto a gente faz diferença na vida das pessoas. E eu tenho certeza que você já fez e vai continuar fazendo a diferença na vida de tanta gente. Então, parabéns, Simone, parabéns a toda a comunidade, parabéns às organizadoras e parabéns a vocês que podem ter aí, tão próximo, pessoas como a Simone, como as nossas professoras, como os nossos educadores, e que a gente se sirva como um exemplo do quão importante é a escola pública e o quão importante é que a gente lute para defender a escola pública. Muito obrigada. Neste momento, faremos a entrega da honraria. Simone Franco recebe o diploma de mérito educacional professor Darcy Ribeiro por sua contribuição à educação no município de Campinas. Aplausos Convidaremos agora os integrantes da mesa para prestarem suas homenagens. Iniciaremos com Valéria Santucci. Alô? Boa noite. É tão bom estar aqui. eu fiquei pensando não no que eu ia falar mas eu também no que eu ia falar mas eu queria um fio para puxar a conversa sabe e não me saiu da cabeça uma coisa que aconteceu quando eu cheguei no Erenberg nós tivemos a nossa primeira reunião passaram-se alguns dias e daí eu conversando com a Simone e eu falei que ia fazer o possível para atender a escola, para atender os professores, para fazer o melhor possível o meu trabalho. E ela me respondeu assim, tá, vou te dar uma chance. Eu acho que, se eu estou aqui, é porque eu correspondi, não é, amiga? E isso é uma coisa que não saiu da minha cabeça. Mas eu também queria dizer que a Simone é aquele tipo de professora que facilita muito o trabalho do diretor, demais. Ela facilita demais. É uma grande profissional. Eu tenho orgulho de ter esse ofício e de ter colegas assim. Tenho muitos. Hoje é o seu dia. a gente escolhe os colegas de acordo com o que a gente sente o que a gente pensa você é maravilhosa o seu trabalho é lindo sempre foi, facilitou mesmo muito a minha vida se dedicou muito a essas crianças nesse bairro e fez uma coisa que eu depois de tanto tempo no magistério, 30 anos porque eu também sou aposentada você fez uma coisa importante que eu entendi tardiamente, sabe? depois de fugir da polícia, de Mario Covas eu entendi que a gente tem que mudar o nosso pedaço sabe? que é o que é possível é o nosso pedaço e aquilo que a gente muda vai provocar outras mudanças e isso é muito importante então parabéns pela aposentadoria Tudo é vida Depois que a gente aposenta A gente fala assim Ai, aposentei, agora não vou fazer mais nada Ai, que maravilha Não é tão maravilha assim Você está em Campinas, você vai entrar para o grupo dos invisíveis E a luta continua, companheira E, para terminar, uma coisa que eu tenho dito ultimamente muito para as pessoas que, de fato, fizeram diferença na minha vida, eu te amo muito. Eu também. E eu te amo muito. Eu também. Obrigada. Passamos a palavra agora à Rita de Cássia Ferreira de Almeida. Boa noite à mesa, boa noite a todos, todas, todes. Eu fiz... É bem rapidinho, tá, gente? Porque a gente sabe que... Bom, hoje é uma noite muito especial. Eu estou honrada, Simone, por você representar aqui tantos, tantas educadores, educadoras que tiveram, aqui nós temos alguns, o privilégio de trabalhar com você de fazer partilha enfim, das coisas que eu presenciei durante o tempo que estava lá e a partilha é o que eu acho que é o que fica mais de concreto e de construção eu cheguei Valéria falou de quando ela chegou eu cheguei em 2002 2002 é um ano simbólico né, gente? Nossa, a gente estava tão cheia de gás, tão cheia de esperança, a política mudando com perspectivas incríveis para a educação. E é nesse momento que eu chego, e eu chego em 2002 e essa pessoa já está lá. E ela fica nessa escola durante 23 anos. Quer dizer, ela fica uma vida, a vida profissional dela, ela fica dentro dessa escola. E, nessa longa trajetória dela, na nossa Escolinha Branca, que é assim que é conhecida, o Erenberg, você foi um dos exemplos mais bonitos de compromisso com as crianças, com o coletivo da escola e com a comunidade. Foi. Então, eu pensei em materializar isso em um dos exemplos que ficaram muito marcados para mim. Bom, seu Paulinho está aqui. Cadê o seu Paulinho, que eu não estou vendo? Seu Paulinho está aqui para provar que é verdade das nossas reuniões de conselho. E eu não me lembro exatamente se era o ano de 2004. E a gente com aquela sala cheia do seu Paulinho, do conselho, de repente começam a chegar uns pequenininhos assim, uns pimpolhos, alunos da Simone. tudo pequenininho assim, levantavam a mãozinha para participar, opinavam, encaminhavam coisas. O senhor lembra, seu Paulinho? Gente, essa reunião encheu a todo mundo que estava ali, que eram os alunos da EJA, que a gente aproveitava, os alunos da EJA estavam lá, a comunidade, o seu Paulinho sempre ajudando, e os alunos da Simone participando. Bom, eu citei esse exemplo para dizer que somente pessoas que acreditam que todos, sejam quem forem, podem dar sua contribuição e podem ir se educando e se constituindo como pessoas, respeitando amorosamente o conhecimento que cada um carrega. se empenham num trabalho como você se empenhou. É só quem acredita nisso que faz. Bom, em seu percurso, a Simone foi buscando alternativas, novos conhecimentos, parcerias, fez até lá um curso com o meu filho. No intuito de que a alfabetização fosse uma ferramenta importante para se desvendar o mundo e poder atuar nele. E aí eu vou ter que citar o nosso mestre maior, Paulo Freire, que foi tão relegado há pouco tempo, e nós vamos colocá-lo de novo num lugar importante. E ele diz assim, que você conhece no livro Educação como Prática da Liberdade. A educação é um ato de amor, por isso, um ato de coragem. Não pode temer o debate, a análise da realidade Não pode fugir da discussão criadora Sob pena de ser uma farsa Então, essa pessoa que tem na educação um ato de amor E um ato de coragem ao possibilitar isso As pessoas com as quais você conviveu As crianças que estiveram sob seus cuidados Menina Simone É muito merecido esse seu diploma de mérito educacional. Você, e aí eu vou repetir, como tantas e tantos outros educadores nesse país afora, dignificam a nossa profissão e a nossa luta. Parabéns, você nos representa, Simone. Assistiremos agora ao vídeo de Lurdinha Gomes, professora da Rede Municipal. Oi, gente. Hoje é dia 25 de julho e eu sei que tem muita gente reunida. no Seu Vila Esperança, para fazer uma homenagem para Simone Franco, minha querida amiga Simone Franco. Eu queria estar junto com essa turma de gente boa, que eu sei que é muita gente boa reunida, em torno de uma alegria muito grande, né? Essa homenagem que está sendo feita para a nossa querida Simone é uma homenagem muito justa, A Simone foi uma professora muito dedicada, muito comprometida. E eu digo isso porque compartilhei com ela dias, anos de trabalho. Nós começamos juntas como professora do ensino fundamental na Escolinha Branca, no Jardim São Marcos. Depois de um tempo, eu passei a ser orientadora pedagógica e o nosso trabalho continuou de forma muito parceira. A Simone sempre foi uma parceira muito grande no trabalho, no cotidiano, da educação, nesses últimos 23 anos que ela trabalhou na Escolinha Branca. E para mim é uma honra ter compartilhado dessa trajetória, porque com a Simone eu aprendi muito. Aprendi sobre alfabetização, aprendi sobre compromisso com a comunidade, aprendi sobre militância na educação. Junto com a Simone, a gente formou um grupo do Coletivo de Educadores Que ainda existe hoje, o coletivo iniciou em 2009 Num momento de finalização de uma greve dos servidores públicos municipais E a gente estava muito insatisfeito com a condução do movimento e ao finalizar a greve, Simone esteve junto com outros educadores na organização de um coletivo de educadores que muitos aqui conhecem, que muitos participam também. Simone esteve comigo em vários domingos, preparando a semana de aula, pensando em cada criança, pensando nos desafios da alfabetização. Então, para mim, hoje, não estar nesse coletivo que faz essa homenagem, que entrega a Simone esse diploma de mérito educacional, para mim é uma tristeza muito grande não poder estar junto. Fisicamente, tive um impedimento Mas de coração, Simone sabe que eu estou com ela E com todos vocês Unida nessa homenagem que ela tanto merece Ela representa muitos de nós É como se fosse uma de nós que está recebendo essa homenagem, esse diploma de mérito educacional. Simone é uma militante, Simone é uma educadora comprometida e amorosa com seus alunos. Com certeza, ela merece essa e muitas outras homenagens que possam vir a ela como educadora e como pessoa. um grande abraço minha amiga Simone assistiremos agora ao vídeo de Guilherme Duval Toledo Prado, professor da Unicamp Oi Simone, estou muito feliz com essa homenagem que você vai receber, ela é mais do que merecida, você tem uma jornada na educação de muita dedicação, com muito carinho pelas crianças e pelo trabalho docente que você realiza. É mais do que merecido essa homenagem e eu, enquanto seu professor da Faculdade de Educação do Unicamp, fico muito orgulhoso por você receber esse merecido reconhecimento do seu trabalho. Parabéns e siga com a sua felicidade, espalhando-a para todos os lugares que você for. Parabéns, Simone. Passamos a palavra agora a Sandra Assis. Boa noite também para vocês. E eu hoje também quero dizer para vocês o quanto eu estou feliz também de estar participando desta homenagem para a Simone, que sempre foi tão parceira na escola com a gente. Aquela professora que sempre teve um carinho tão especial por todos os funcionários, além também do cuidado e a preocupação com as crianças da nossa comunidade. E também quero dizer para ela que foi muito bom trabalhar todos esses anos do seu lado, com bastante conhecimento, aprendizado também. Eu fico muito feliz. E você vai ser sempre lembrada por todos nós, viu? Vai fazer muita falta. E, por isso, eu quis vir aqui hoje também participar desta homenagem tão merecida para você. Meus parabéns, querida. Passamos a palavra agora à Rosana Marcelino. Boa noite. Então, foram 23 anos e 7 meses dedicando à Escolinha Branca. Querida Simone, então, quando eu entrei na escola, eu entrei no período da tarde. a cuidadora que cuidava do menino ela falou para mim que iria sair então não pensei duas vezes era com a professora Simone então vamos nessa e ela foi minha professora em 2011 para 2012 então foi uma parceria bem na minha cabeça estava super vamos lá, nota 10 eu agradeço muito por fazer parte da Escolinha Branca porque vários professores meus que estão aqui eu agradeço mesmo de coração por ter faço parte ainda da escola e é isso, eu não queria que ela tivesse saído, mas infelizmente eu sei a luta, que ela queria tanto sair, mas eu não queria. No primeiro dia, ela estava mandando. Mandar, é verdade. E ela faz muita falta naquela escola. E é isso, gente. Vamos tentar voltar ela para lá. Só para passear. Então é isso. Eu quero te agradecer muito. Eu te amo muito também. E é isso. Foi merecido isso tudo para você. E é isso, de coração. Passamos a palavra agora a Paulo Martins, o seu Paulinho. Boa noite a todos. Boa noite. Ela mesma, olha, para mim foi uma satisfação tão grande, gente, que eu ouvi a mensagem do meu celular e eu quase chorei. Porque a Simone, ela não foi a professora, ela foi a mãe de todos os alunos, porque ela fazia o que ela não tinha nem condições de fazer, ela fazia para os alunos. É um coração grande, coração grande de amor. Então, eu fiz o supletivo, ali, na Escolinha Branca, mas, até hoje, eu tenho saudade, tanto da Bela, como da diretora Rita, a Mafé e outros professores. Porque eu, quando era criança, estudava na escola anterior, lá era a lei do cão, desculpe a expressão. Entendeu? Se eu ia para a casa de professor um pouquinho assim, você está achando eu bonito? Vira a cara para lá. É desse jeito. E, quando eu entrei na escola, eu pensava que ia ser a mesma coisa. Mas não. Fui bem acolhido. Todo mundo me deu o melhor para mim, a educação, para me aprender. Então, essas coisas que me tragam dentro de mim. Então, a Mafé também, sempre junto, a dona Rita sempre junto, nós sempre discutindo, sempre falando. E, quando eu saí da escola, quando eu saí, sempre eu ia lá na escolinha, ia lá ver ela. A Rita não estava, mas a minha Mafé, mas ela estava lá perto. Então, gente, é uma satisfação grande para mim. desculpa se percebo o que vou falar vocês foram praticamente minha mãe para me ensinar e me pôr no caminho da educação então, muito obrigado Deus que abençoe você sempre com a sua família todos juntos e vamos estar juntos e quando teve a semana passada eu não pude vir, fiquei tão sentindo que eu estava lá em Minas, quase chorei Puxa vida, por que não estou lá? Mas, hoje, Deus deu essa oportunidade e estou aqui. Então, muito obrigado. Deus abençoe a todos. Porque a educação é o caminho da verdade. É o caminho do futuro. Então, é o que eu falo até para meus filhos também. Respeita os professores, respeita os diretores, Respeite os alunos e os seus colegas Tem que ser, todo mundo tem que ser respeitado Se você quer o respeito Você tem que respeitar Então, mais uma vez Deus te abençoe Deus que te proteja Toda a sua vida, seu caminho, tá bom? Boa sorte Passamos a palavra agora a Maria Fernanda Pereira Bucciano, a MAFEI. Boa noite, gente. Boa noite a todos da mesa. Boa noite a tanta gente querida. Estou com uma missão aqui. A Lurdinha não pôde estar aqui. E o Cláudio também não. Era para o Cláudio estar aqui compondo a mesa, o professor Cláudio Borges, também professor da Rede Municipal de Educação. E acho que vou começar com a leitura do texto do Cláudio, porque eu escrevi um texto para falar, mas, desde que cheguei aqui, já mudei na minha cabeça. Então, vou ler o texto do Cláudio. Aí, três minutos, não é? Tá. Medo, medo, medo. Tá bom, eu vou ler o texto do Cláudio, então. Salve, Simone, querida. Queria muito estar junto em mais a sua homenagem, a sua atuação como educadora na Escolinha Branca e em nossa rede. Você é daquelas mulheres professoras mais do que necessárias, tanto para alunos e alunas, quanto para nós que tivemos o privilégio de trabalhar e militar contigo em defesa da educação pública. Necessária, junto às alunas e alunos, porque orientou sua presença pelo afeto, compromisso e respeito com cada um e cada uma em tantos contextos desafiantes. Necessária, porque sempre mobilizou sua intuição, sensibilidade e conhecimentos para acolher e incentivar a participação da comunidade do São Marcos para ocupar a escola e participar efetivamente da vida escolar. Necessária porque sempre nos contagiou, seus amigos e camaradas de ofício, com uma garra e disposição para o trabalho e a luta coletiva sem igual. Sempre nos lembrando que escuta, acolhimento e cuidado são saberes docentes imprescindíveis, cuja aprendizagem se renova num movimento permanente de atenção ao outro se minha memória está carregada de muitas cenas potentes de você junta em nossas lutas por uma educação e uma vida mais justa, livre e igualitária você embalando cartazes, cantorias e palavras de ordem nas manifestações do coletivo de educadores e nas inúmeras greves dos servidores que tanto nos uniu e nos ensinou. Você partilhando sua experiência e seus saberes, talentos com minhas alunas da pedagogia da Unimap, com o povo da Eja no Guará, nos ajudando com as cantorias nos saraus. Querida, levo comigo seus ensinamentos sobre como afirmar o valor e a dignidade docente e articular a resistência coletiva quando o autoritarismo procura negar nossa trajetória e nos silenciar. Sigamos juntos. Sim. Eu estou com uma... Eu tenho uma música do Capiba que foi gravada pelo Antônio Nóbrega e que a gente cantava e que eu acho muito a cara das coisas que a gente viveu juntas e que ele fala a música chama Madeira que Cupim não roi. Não vem pra fazer barulho Vem só dizer E com satisfação Queiram ou não queiram os juízes O nosso bloco é de fato campeão E se aqui estamos, cantando esta canção Viemos defender a nossa tradição E dizer bem alto que a injustiça dói Nós somos madeira de lei que cupim não rói É um hino, não é? É um hino, essa música. E aí eu queria dizer que seria só reiterar de um jeito muito bonito das pessoas que conviveram de pertinho no cotidiano. Desses 23 anos, 10 anos, eu tive o privilégio de ser parceira da Simone. E eu sou muito grata por essa parceria. e mais do que isso eu sou grata por ter reconhecido no miudinho do cotidiano uma professora se constituindo cada vez melhor um ser humano e uma mulher cada dia mais capaz de reconhecer em si cada vez mais espaços para crescer e nos desafios cotidianos fazendo acontecer ações sempre novas tentativas e tateios sempre fruto dessas lições desses aprendizados e aprendizados porque você sempre se permitiu se encontrar com as pessoas. E procurava, nesses encontros, buscar conhecer mais, aprendendo e colocando as coisas que você aprendia em prática. Eu, de verdade, nunca conheci alguém com uma capacidade tão grande de colocar as coisas que aprende em prática como a Simona. É impressionante. E eu buscava aprender mais, e eu sou muito grata, nós todos aqui somos muito gratas, porque juntos a gente pode seguir cantando essa tradição, que foi dita e cantada aqui por muitos de nós, que é de ir fazendo junto e construir em parceria sempre. com as crianças e não só por elas. Aprendi com elas e junto com você. Aprendemos juntas a cantar e dizer bem alto que a injustiça dói. E quando eu cheguei aqui, eu vim comentando com o Anderson, nossa, essa pontinha aqui, quantas vezes... E ele, onde para o carro? Espera aí, mais uma voltinha. E aí eu cheguei, eu dei de cara com esse painel aqui que a Cecília trouxe. E lembrei, a gente tem muitos registros disso feito. São muitas experiências compartilhadas. E teve uma coisa que me veio quando o Sr. Paulinho falou, e que é muito claro, mas que me veio com muita força agora, que é essa homenagem que você recebe hoje, nos representando tanto, é a homenagem a tantas professoras que se permitem se fazer professoras na relação com a comunidade. São muitas as cenas de caminhadas por essas ruas, de visitas à casa dos estudantes, de vindas à escola em período da noite, de festas em finais de semana. Então, eu fico muito grata e queria reiterar aqui essa coragem e essa capacidade que você teve de sustentar por tanto tempo esses princípios e essas crenças, com tantas mudanças e por tantos anos, com tantas mudanças políticas e mudanças de gestão que passaram pela escola. Madeira de lei. Parabéns, lindona. Obrigada. Passamos a palavra agora a Diego Teixeira. Boa noite, tudo bom? Boa noite. Eu estou com um pouco de vergonha, nervoso. A professora Simone foi minha professora em 2002, então faz muito tempo já, hein? E ela foi mais do que uma professora, foi uma mãe, foi uma amiga, e ela sempre apoiou nossos sonhos, né? Eu, desde pequeno, brincava com os passarinhos, com os gatinhos, ela falava, ah, esse aí vai ser veterinário. e hoje eu venho contar a história que eu acabei virando médico veterinário por conta desses pequenos sonhos que ela sempre apoiou a gente. Foi na minha formatura e sempre esteve com a gente apoiando. Então, assim, hoje eu sou grato pela minha formação e por tudo que você fez, sempre vai estar no meu coração, viu? Eu estou nervoso. E eu venho aqui por todos os alunos que você teve esses anos só agradecer e que sempre vai estar no coração de todo mundo. Está bom? Obrigada. Passamos a palavra agora ao vereador Paulo Búfalo. Eu vou falar aqui mesmo, só que eu vou ficar em pé, por conta do costume lá da Câmara. Mas um registro muito rápido desse momento. Queria cumprimentar a minha colega de bancada, a vereadora Mariana Conte, pela iniciativa justíssima. E, em nome dela, cumprimentar outras autoridades que eventualmente estejam aqui presentes. Cumprimentar a Simone, companheira de lutas, de reflexões, enfim. e, em nome dela, cumprimentar todos os educadores, educadoras aqui e a comunidade, com a representação do Paulinho, os alunos e alunas aqui da Simone. Muito rapidamente, eu gostaria de destacar esse aspecto já falado aqui, dessa organização da Simone fora do espaço da escola em si. Eu não convivi com ela dentro da escola em Abra, Eu sou professor também de escola pública, mas lá no Bentão, e já há 30 anos, esse ano aqui. E parte disso é compreendendo e alinhavando, de certa forma, as nossas lutas com aquilo que o coletivo de educadores produziu ao longo desse último período, desde 2009, quando ele foi fundado. E destacar, então, esse papel da Simone também, que é esse papel que transcende a sala de aula do educador, desse engajamento, do intelectual engajado. Foi isso que permitiu Darcy Ribeiro ser essa referência, inclusive, da nome, a honraria da Câmara Municipal de Campinas. Florestan Fernandes, que faria 104 anos na semana passada, ser daqueles que conseguiu garantir que a educação tivesse um recurso vinculado na Constituição. foi esse engajamento também que permitiu que Paulo Freire fosse a nossa principal referência de educação, porque ele transcendeu esse espaço da sala de aula e, ao mesmo tempo, trouxe para dentro do espaço da escola essa crença que nós temos de que todos nós somos capazes de produzir conhecimento, produzir, portanto, o próprio caminho, produzir a possibilidade de mudança. Basta esses inúmeros exemplos já citados aqui que a Simone fez estar presente na escola, no caso, aqui na Escolinha Branca, nessa comunidade aqui tão importante, que a acolheu e, ao mesmo tempo, fez com que ela pudesse produzir todo esse conhecimento, conhecimento, essa diversidade aqui, e por isso quero cumprimentar a Simone. Honraria mais do que merecida e fico muito feliz em poder ter estado aqui e compartilhado com a entrega do diploma de mérito Darcy Ribeiro a você. Legal? Isso aí. Neste momento, a professora Mônica Bonomi, representando o coletivo de colegas de trabalho, ex-alunos e membros da comunidade escolar, entregará flores à nossa homenageada. Convidamos agora à tribuna a professora Cecília Rodrigues para se somar às homenagens desta noite. Boa noite, pessoal. Trouxe aqui minha fala, mas não vou falar tudo isso não, tá? Vamos falar do coração mesmo. Bom, essa noite, eu e algumas professoras chegamos mais cedo. Na verdade, teve algumas que chegaram mais cedo do que eu. Eu cheguei meio atrasada, porque a Simone está aposentada, mas nós não, nós estamos trabalhando. Então, você vai para a escola, dá aula. Eu ainda estou na gestão, então não estou dando aula, é um pouquinho menos tenso, mas é tudo correndo. E aí fomos montando as coisas. quando eu cheguei a Lia e a Mônica já tinham começado aí chegou a Amanda, chegou a Carol e a gente estava montando tudo e vendo as fotos as coisas que as meninas produziram eu fiquei pensando muito como eu sou grata de ter conhecido a Simone na verdade eu faço parte de um trechinho muito pequeno da história de vida dela mas tem uma curiosidade muito interessante sobre o nosso encontro que é o seguinte agora eu vou denunciar a idade, você vai ficar brava comigo Quando a gente olha as fotos ali das primeiras turmas, tem a primeira turma de primeira série ali da Simone. E uma coisa interessante é que o ano que ela pegou a primeira turma de primeira série, que ela estava ali com a Lurdinha, que eu sei da história, porque a gente ficou ouvindo as professoras mais antigas falar, que ela pegou a primeira turminha, que ela estava lá arrancando os cabelos e falando com a Lurdinha, pelo amor de Deus, vamos fazer as coisas no domingo para a gente poder entregar o que a gente vai fazer com as crianças. Nesse ano que ela estava lá como professora a primeira vez, foi o ano que eu entrei na primeira série. É claro que eu não morava aqui, então não tive a sorte de ser aluna da Simone, mas é interessante isso, porque quando eu era uma menininha entrando na primeira série, eu jamais esperava que eu fosse conhecê-la, na verdade, jamais esperava que eu fosse ser professora. E quando eu passei no concurso aqui de Campinas, e fui para a primeira escola que eu atribuí, que foi a Escolinha Branca, logo que eu cheguei, eu fui recebida de braços abertos por ela. Uma professora que já tinha quase 20 anos na época, ainda não tinha chegado aos 20 e tantos, quase 20 anos de casa, e que me recebeu de braços abertos e me vendo naquela posição de quando ela era a professora iniciante no primeiro ano, de ir arrancando os cabelos e pensando assim, Meu Deus, como é que eu vou alfabetizar essas crianças até o final do ano? Ensinar esse povo a ler e escrever, como é que eu vou fazer isso? E assim, eu me formei na universidade, já tinha algum pensamento crítico. Por isso, inclusive, que eu escolhi uma escola aqui no São Marcos, porque era a comunidade que eu queria trabalhar. Mas, quando eu cheguei aqui, eu me deparei com uma professora que tinha anos de casa e que não estava cansada. que estava assim, não, vamos lá, a gente tem que construir e tocar essa comunidade, e a vida dessas crianças é extremamente importante, e a gente tem que pensar no futuro, sim. E isso me deu uma outra visão, porque a gente tem a visão da professora velha de casa, antiga de casa, cansada, que não aguenta mais, que não quer ir. A sociedade muitas vezes faz a gente ver o professor dessa forma. E ela foi um grande exemplo para mim de como construir a educação de uma forma pensando realmente em mudanças na sociedade, em combate à desigualdade e um pouco de tudo aquilo que a Mariana falou, das lutas que são tão necessárias no nosso mundo hoje. E por que eu vim aqui falar separado? Eu falei assim, gente, eu não vou fazer parte da mesa, porque a minha história é assim, pequenininha, perto da galera que está aqui. Mas eu vim aqui com uma tarefa importante. A Mônica veio trazer as flores, e eu falei assim, eu vou lá levar outro documento. Para a gente fazer essa homenagem, a gente organizou aqui na comunidade um abaixo-assinado. Esse abaixo-assinado, ele teve quase 300 assinaturas, não chegou em 300 exatamente acho que foi 280 e alguma coisa e foi um abaixo assinado que assim, talvez não tenha chego em todo mundo que está aqui tem muita gente que assinou que não pode estar aqui hoje e foi um abaixo assinado daquele raiz, não foi formulário não foi nada, foi papel assinado ali, até porque a gente queria que as pessoas que a Simone inspirou conseguissem participar disso e a gente sabe que muita gente aqui do bairro tem dificuldade, por exemplo, com acesso à internet, acessar um formulário do celular e tudo mais. Então, a gente fez ele em papel mesmo. E aí a gente conseguiu esse tanto de assinaturas e, na verdade, eles nem eram tão necessários para homenagem, quando a gente foi ver as burocracias que precisava fazer, mas a gente achou que isso era importante justamente porque é uma homenagem que ela parte da coletividade, como os tantos anos de carreira na educação que a Simone desenvolveu aqui no bairro. E aí, além do diploma que a Simone está recebendo, dessa homenagem linda, maravilhosa, a gente construiu um presente que, para mim, pessoalmente, tem até mais valor, porque é justamente o nome daquelas pessoas que acreditam na gente, no nosso trabalho, no trabalho da Simone, e eu acho que é muito especial estar fazendo essa entrega agora, tanto porque, talvez por eu ser a mais nova, ainda que eu não estou tão nova assim mais, Mas, assim, sou a mais nova, então estou ali levando o legado, aquela coisa. E eu acho interessante estar aqui justamente porque eu acho que para a Simone isso também vai ser mais simbólico. Talvez mais simbólico do que o diploma em si, mas esse reconhecimento direto da nossa comunidade. E aí, Simone, eu quero entregar para você, a gente mandou fazer uma brochura das assinaturas. vou até mostrar aqui para vocês, tem o texto que a gente passou e as assinaturas aqui todas das pessoas que gostariam que você fosse homenageada. Nossa, que coisa maravilhosa. Que coisa maravilhosa. Só você, meu. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Convidamos então agora a tribuna para seu discurso de agradecimento à homenageada Simone Franco. Boa noite, pessoal. Eu preparei uma coisa para falar, porque, assim, eu falo muito, não é? Não posso ver o microfone. E eu tinha medo de tomar muito tempo de vocês. Mas, antes de eu começar, eu quero agradecer a Mariana por ter me concedido essa honra. No começo, eu falava assim, não mereço isso não, gente. Mas, ouvindo, é legal ouvir as pessoas falando, porque a gente não imagina o que a gente é capaz de fazer na vida das pessoas. A gente faz, vai lá, faz, mas você não imagina o quanto isso toca realmente, o quanto você consegue alcançar. E aí, ouvindo, é muito legal. Então, eu quero agradecer. Seu Paulinho, eu tenho uma história boa para contar de cada um que está nessa mesa aqui. Mas eu não vou fazer isso, senão nós vamos ficar aqui até altas horas. Mas Mafê, minha parceira de 10 anos, seu Paulinho, a história que foi escolhida por mim e pelas crianças para contar de uma pessoa marcante na comunidade. A gente fez uma história da vida dele para o Museu da Pessoa. Então, superatuante nessa comunidade há muito tempo. Sandra, parceira, funcionária. Amiga, gente amiga. Tive o prazer de ter Valéria e Rita como diretoras. Ela fala que eu facilitei para ela, mas ela também facilitou. Elas também facilitaram para a gente, porque tem alguns que não facilitam. Elas facilitaram. Paulo, eu vejo o Paulo, eu lembro da gente nas greves. Sempre ali na luta, levando gás de pimenta e tudo mais. A Rô, ela foi minha aluna, mas ela estava de cuidadora do meu aluno agora, já fazia três anos que a gente estava trabalhando junto. Então, foi uma alegria ela ter sido minha aluna e depois cuidadora de um aluno meu na cidade especial. E eu já fazia parte da vida da Rô, porque eu fui professora do mais velho, o Dirceu foi da Mafê, o Moisés foi meu. E Diego, não preciso nem falar, a minha mãe conta a história do Diego para todo mundo que ela vê. sabe que a Simone tem um aluno que ela deu aula pra ele no primeiro ano mas depois na faculdade ela foi madrinha dele na faculdade toda orgulhosa então assim, você tá lá na família então eu quero agradecer todo mundo as amigas que tão aqui, amigas de faculdade né Dri Davi Sena, Tayla Eloá e Breno meus pimpolhos que tão ali atrás, infelizmente o O Cristian teve que ir embora. Estou morrendo de saudade de vocês. Então, assim, obrigada. Obrigada. Família, Deise, Douglas, o Samba do Presidente, maravilhoso, Dedé, Doni foram meus alunos também, os meninos que a gente sempre está na toada, né? O Sambi. Obrigada por todos, tá? Bom, vamos lá. Hoje é dia 25 de julho. Então, eu não sei se vocês sabem, mas essa data foi instituída pela ONU como o marco internacional da luta e resistência das mulheres negras. Então, hoje é comemorado, é a marca do dia de enfrentamento do racismo e do sexismo vivido até hoje por mulheres que sofrem com discriminação racial, social e de gênero. Aqui no Brasil é o dia da Tereza Benguela, que é o símbolo, foi, é, foi, sempre será um símbolo de resistência na luta contra a escravidão. Eu achei isso superlegal, dessa coincidência de eu estar recebendo isso nesta data tão significativa. Até porque as temáticas do povo negro, de África, foram temáticas que a gente sempre trouxe para a sala de aula, para a escola. Foi uma temática que a gente sempre trabalhou bastante, não é, Mafê? Que a gente sempre achou importante e significativo. Uma das coisas que eu sempre gostei muito de trabalhar com as crianças, por exemplo Era a questão dos provérbios africanos E tem um em particular que eu gosto muito Que fala assim É preciso uma aldeia inteira para educar uma criança Esse é um provérbio africano E eu acho que é sobre isso que se trata esse momento é sobre todas as pessoas, os lugares, as vivências, as escolhas que nos formam ao longo da vida e que nos fazem ser quem somos e que certamente me fizeram estar aqui hoje. No meu caso, nessa aldeia enorme da qual eu faço parte, o primeiro ser de luz que apareceu nessa minha aldeia foi minha mãe, a dona Cecília. Infelizmente, ela não pôde estar aqui hoje, ela não estava muito bem de saúde, mas ela foi a primeira luz de importância da educação na minha vida. A minha mãe não pôde estudar muito. Ela estudou só até a quarta série. E ela trabalhava desde muito pequena, em casa de família. Então, ela não estudou muito. Mas ela lia livros para mim todas as noites. ela não deixava eu faltar na escola ela falava para mim como era importante respeitar os professores ela me ajudava a encapar caderno numa época que não tinha capa bonita dos heróis naquela época que só tinha aqueles caderninhos feios aí a gente encapava para ficar mais bonito para conservar porque era caro comprar caderno então isso foi a minha primeira aprendizagem que a educação é importante e quando ela vem com amor ela é melhor ainda. Daí, isso é legal, eu tive o meu primeiro exemplo de professora dedicada e apaixonada. E eu quero que vocês a conheçam. Ela está sentadinha ali, de cabecinha branca. O nome dela é Laura. É minha tia. Por favor, uma salva de palmas para ela. Essa minha tia linda, eu não vou falar a idade dela porque ela não gosta. Mas ela foi o exemplo de professora na minha vida, foi o meu primeiro exemplo. Ela foi minha professora de inglês, né, tia? Eu tive a oportunidade de estudar em escola particular um certo período de tempo graças a ela, que ela era professora da Escola Batista. E ela me arrumou uma bolsinha boa lá e eu estudei ela até a segunda série. Mas era assim, era um exemplo, por quê? Depois que se casou e teve os três filhos, ela voltou para a universidade e foi fazer faculdade e ser professora. E dava aula na particular, dava aula no estado, dava aula na prefeitura. Então, estava sempre trabalhando, correndo atrás. Então, para mim, um exemplo grande. E aí eu estava sempre no colo, ela me carregava para tudo quanto é lugar, porque as meninas já estavam grandes, eu sou a raspa do tacho, e as meninas já estavam grandes, eu estava com ela em todo lugar. Então, a gente ia passear conversando em inglês, ia no mercado, ela me ensinava a fazer conta de cabeça, sabe aquelas coisas de professora. Mas era assim, abriu o mundo para mim, me levou para outro lugar. E aí eu aprendi que a educação é boa, amorosa e pode ser divertida. Foi assim. A letra é grande, não assusta, não. Eu conheci o mundo do trabalho aos 14 anos. Nessa idade, eu já tinha carteira assinada. Eu fui uma adolescente que trabalhava durante o dia e estudava à noite. Parece até uma situação normal, e é, não é? É normal isso. Mas eu acho que foi essencial para entender que conquistar um sonho exige esforço e dedicação. Um dos meus sonhos era fazer faculdade. Eu tinha essa vontade de ter uma profissão, de estudar. E estudar na Unicamp, porque não ia dar para pagar faculdade particular naquela época. Não tinha as bolsas, as coisas boas que tem. Então, ou era unicamp ou era não estudar. Tentei três vezes. Na terceira, consegui. E entrei no unicamp em 1994, me formei em 1998, reingressei, fiquei mais dois anos, e tudo o que pude aproveitar, eu aproveitei lá. Fiz curso de arte, de inglês, de francês, Tudo que eu podia fazer, eu fazia. Nas horas vagas, porque eu ainda trabalhava. Trabalhava de manhã, sugava a Unicamp à tarde e fazia a faculdade à noite. E aí, minha primeira experiência como professora foi numa escola particular para crianças com deficiência. Eu cheguei nessa escola para ficar um mês. Uma professora estava doente, precisava de uma substituta. Fiquei três anos. Eu era recém-formada, eu não sabia muito bem o que fazer, como fazer, e aí por que eu fiquei? Eu fiquei porque eu gosto de aprender, eu cresci gostando de aprender, eu sou genuinamente curiosa, eu gosto de ajudar as pessoas a gostarem de aprender, a descobrir o mundo e, quem sabe, conseguir transformá-lo. As crianças lá naquela escola me ensinaram muito sobre que cada um de nós é diferente, é singular e é único. Como professora, eu busquei ajudá-las em suas necessidades específicas, mas não importava para mim. Tem deficiência, não tem deficiência? O que é isso, deficiência? Eu tenho deficiência. Fazendo uso da palavra de Paulo Freire, e aí parece que eu combinei com a Rita, mas não, educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo. Este grande educador brasileiro acreditava que era fundamental ao diminuir a distância entre o que se diz, o que se faz, de tal forma que a fala seja a nossa prática, a almejada coerência. Defendia também que não há educação sem amor. O amor implica luta contra o egoísmo. Quem não é capaz de amar os seres inacabados não pode educar. Não há educação imposta, como não há amor imposto. Quem não ama, não compreende o próximo, não respeita. Como Paulo Freire sempre foi uma grande referência para mim, suas falas, textos, sempre fizeram muito sentido às minhas vivências de infância. Minhas vivências sobre amor, sobre alegria, sobre dedicação, empatia, coerência e transformação. Ele foi um membro fundamental dessa minha grande aldeia. Em 2000, passei no concurso, me tornei professora da rede e cheguei na Escolinha Branca. A primeira escolha... Ah, por que Escolinha Branca? Era mais perto de casa, não é? Morava aqui pertinho. Vamos lá. Mas aí, como que eu fiquei 23 anos, não é? Ai, por que eu fiquei 23 anos? A Juliana, a Jusceline, desculpa, que teve que sair, ela fala assim para mim, são 23 anos, hein, Simone? Não são 23 dias. Eu me identifiquei com a história dessa comunidade, porque eu fui conhecer a história da comunidade. E aí, embora muitas vezes fosse possível eu tentar novos caminhos, porque tentavam me tirar daqui, me cortejando, me levar para outros lugares, eu escolhi continuar. Foi uma escolha. O amor não pode ser imposto, assim como a afinidade, o respeito, o reconhecimento por toda dedicação e trabalho árduo. Também não tem como ser imposto. Por isso eu fiquei aqui. Continuei acreditando em possibilidades de mudança e crescimento. Recebi como retribuição sincera e desinteressada. O que eu recebi de vocês? São Marcos. Amorosidade, confiança, parceria no trabalho. Eu sou muito grata às crianças e famílias dessa comunidade. Da mesma forma, agradeço por tudo que recebi das pessoas dessa escola. E sua grande maioria, mulheres fortes, e que, assim como eu, ali estavam por escolha e por acreditar em uma educação de qualidade possível. Está acabando. Não posso deixar de mencionar e agradecer ao meu marido Vladimir. E em passeio, passeio de sábado para a Repogreve, está lá o Vladimir junto. Final de semana, vamos lá recortar os negocinhos para enfeitar. Quer ajuda? Vamos ajudar a recortar. Então, assim, baixar filme, sabe aqueles filmes que precisa passar para as crianças? Baixa o filme, hein, amor? Tinha um pendrive, um pendrive que a gente repartia com todas as professoras, cheio de filme, todo mundo. Eu deixei uma cópia lá depois que eu aposentei. Baixava todos os filmes, tocava violão para as crianças, ajudava nas festas, ia nas greves, segurava cartaz lá, educação não é mercadoria. E, o melhor de tudo, ajudava a professora a desestressar, levando ela no sambinha. Isso é companheiro no melhor sentido da palavra, não é, amor? Convidou um monte de gente para vir aqui hoje sem me contar. Bom, finalizando aí, gente Durante esta jornada, priorizei a escuta atenta das crianças Buscando identificar seus conhecimentos, seus sonhos, seus medos Acreditei na importância da partilha, de aprendizagens, atividades, desejos e angústias Desenvolvi a construção de um trabalho baseado no planejamento e debate coletivo de ideias para desenvolver um projeto de escola pública de qualidade e laica, porque acredito que todas as vozes são importantes. Não foi fácil. Às vezes foi preciso, e isso é o mais triste, convencer aqueles que deveriam defender os direitos primordiais das crianças e mantê-los protegidos. Isso é o mais triste. A luta é grande, é importante, ela não deve parar, dentro e fora do espaço escolar, Porque a educação não se faz lá na sala de aula apenas Muitas vezes precisamos ir para a rua, sim Para exigir a valorização do nosso trabalho A infraestrutura adequada dos espaços públicos A obediência às leis que buscam garantir a qualidade do ensino O aprendizado também ocorre assim Através de um debate honesto entre nossos pares Respeitoso E também com a comunidade escolar Por isso, se vocês me permitem dar um conselho ocupem os espaços de debate. Vão para os conselhos de escola, comissão de avaliação, CPA, participem. A escola não é do diretor, a escola não é do professor, do guarda, a escola é de todo mundo. A gente precisa ocupar, estou falando isso há 24 anos, a gente tem que ocupar esses espaços. Agora, o mais importante, embora... Mas não, né? Importante também. Embora esta homenagem esteja direcionada a mim, nominalmente, na minha aldeia, mulheres fortes e muitas outras pessoas, crianças, famílias, funcionários, estagiárias, cuidadoras, professoras, orientadoras, diretoras, me ajudaram a construir o caminho até aqui. Eu não fiz tudo isso sozinha. Como diz o poema da Cora Coralina Sou feita de retalhos Pedacinhos coloridos de cada vida que passa pela minha E que vou costurando na alma Nem sempre bonitos, nem sempre felizes Mas me acrescentam e me fazem ser quem sou Portanto, esta homenagem se expande por toda a aldeia Por toda a comunidade Por todas as pessoas que, assim como eu, lutaram E lutam por uma educação pública de qualidade Dentro e fora da escola Obrigada. Depois desse discurso emocionante da nossa homenageada, convidamos novamente o Grupo Samba do Presidente para uma apresentação musical. Eba! Quero ouvir uma do Chaves. Estou na gratidão, amador. Obrigado. Opa! Que ninguém quer e ao mesmo procura encontrar E quando o sonho se torna esperança perdida Que algo deixou conhecer e mesmo tentar E a beleza encontro no cedo a que faço E a tristeza se torna alegre e tanta É que eu carrego no samba, dentro do peito Sendo a cabeça do samba, não posso ficar Não posso ficar, eu juro que não Não posso ficar, eu tenho razão Já fui batizado na roda de bala O samba é a corda, eu sou a caçamba Não posso ficar, eu juro que não Não posso ficar, eu tenho razão Já climatizado a roda de pampa, o samba é a corda da sua canção Tanta noite de tristeza, é que me consola Eu não me percebo, a minha viola Assim é o samba, não sei o que será Mas sem a matriz do samba não posso ficar Não posso ficar, eu juro que não Não posso ficar, eu não tenho razão Já fui batizado na roda de bamba O samba é a corda, o samba é a canção Não posso ficar, eu juro que não Não posso ficar, eu não tenho razão Já fui batizado na roda de bamba O samba é a corda, o samba é a canção Olha que o samba é a corda, o samba é a canção O samba é a corda, o samba é a canção Muita gente me ajudou a chegar aqui Foi aos trampos e barulhos que eu consegui Me abriu a empresa de luz, minha fé A você deu muito duro Na bela luz, eu andava por aí Procurando um anjo bom pra me ouvir Eu jamais engrandeçava o seu sorriso Eu se cortei em absurdos Mas vocês me sabem que eu tenho confiança Esse amor é formado por desesperança Eu sou feliz demais Quando olho pra trás só consigo sentir Gratidão Pela força que não me deixou desistir Por ter sido escolhido por essa missão Obrigado meu corpo por me fazer sentir Sempre me deu a morte Só dinheiro que me faz o meu bolso doer Se eu fugir das redes, se eu percorrer o céu Obrigado meu corpo por fortalecer Beijos pro coração Música Seu corpo é a minha luz Eu estou me salvando com a minha esperança Esse corpo é uma luta esperança Eu sou feliz demais Eu olho pra trás só consigo sentir Prática Você treinou e deixou de existir Você se desfaz para essa lição Obrigado meu Deus por você existir Você que me deu a paz A dinheiro que paga eu não posso comer Se eu fugir das orelhas eu pego o meu chão Obrigado meu Deus por você existir Sempre me dá a vontade A força que me leva a deixar existir Porque tudo que é meu não precisa ser Obrigado meu Deus por você existir Sempre me dá a vontade A força que me leva a deixar existir Vou fugir das aves e acender pro meu chão Estarei no meu peito, não vou descer Beijos no coração Isso aí, gratidão Gratidão define Coisa linda, coisa linda Eu fui batizado na capela do farol, no último matrimônio de Santa Rita, Maceió. Eu fui batizado na capela do farol, no último matrimônio de Santa Rita, Maceió. Mas por essa estrada abaixo que eu perdi a cura, eu disposto a adorar o grande escolar natural. Se alguém me perguntar, não tenho nada a dizer, é que pra me legalizar eu preciso morar Mas o desenho está da baixa, eu fiquei amurado, desculpa por não olhar a escola da altura Se alguém me perguntar, não tenho nada a dizer, é que pra me legalizar eu preciso morar Você me deu liberdade, nunca deixe de escolher E quando sente saudade, deixe estar com você Vem me olhar, mãe, só me lamentar É que eu tô tentando a viver do que eu amo E eu quero me ver em paz Por favor me deixe a pena Que louca, que louca Quem quer viver em paz Com a voz de Deus Que louca, que louca Perguntou o seu nome A grande introdução Respondeu Meu nome é qualquer Eu sei Será que Será que sou Será que sou Será que sou Será que Será que Será que sou Será que sou O seu som é o meu, Saraqueiro Saraqueiro, Saraqueiro, Saraqueiro Saraqueiro, Saraqueiro, Saraqueiro Valerius é o filho do nosso amor Pelo amor falou Eu sei que ali Aconteceu, mas não sei o que fez Por boa vontade fez Onde fui Eu só sei que almei, que almei Que almei, que almei Será talvez Que a minha ilusão Foi a meu coração Com toda força Pra essa moça me fazer feliz E o destino ela quis E o rio como raiz De uma flor de risco E foi assim que eu vi Nosso amor na poeira Não tem mais um povo Não tem mais a filha de Maria No meu jardim da vida Esse é o meu amor O meu pé que brotou a ria Em Magalhães nasceu E o meu jardim não virá Você morreu, morreu O pé que plantou a marinha Em Magalhães nasceu Laia, laia, laia, laia Obrigado gente, até uma próxima Se Deus quiser Pra quem não segue a gente nas redes sociais Nessa moral aí Arroba só no presidente oficial Tá certo? É um projeto cultural que a gente já tem É realizado todo segundo domingo do mês Na rua Mercedes Com assustose Bem próximo à Escolinha Branca Onde a professora dava aula Então é isso gente Fica com Deus Uma boa noite, uma boa volta pra casa Tá, e continuo ficando por aqui Mais um pouco e vai clarear Vai clarear Nós não morreremos outra vez Com certeza nada apagará Esse brilho de vocês De vocês, de vocês No caminho desde cada nós E amamos pela nossa voz Cantando a alegria de nós, da moçaz Boa noite, boa noite A quem se encontrou na noite Boa noite, boa noite A quem se encantou na noite Boa noite, boa noite A quem veio o samba Boa noite, boa noite A quem desnopeia e lavava a cama Boa noite. Agora é só um beijo e uma boa volta para a área. Obrigada. Agradecemos o grupo Samba do Presidente e passamos agora a palavra à vereadora Mariana Conte para as suas considerações finais e para declarar encerrada esta reunião solene. Alô? Bom, gente, caminhando aqui para o final, quero agradecer a Maria Aparecida Montanier a Lia, a Amanda Rabelo, a Carol Peloni que fizeram todo esse material que está aqui que está nas paredes quero agradecer imensamente o cerimonial a TV Câmara que são parceiros também e que sem eles aqui acho que é importante a gente reconhecer agradecer pelo trabalho a disposição de estar aqui fazer esse evento. Ainda bem que o cerimonial, o pessoal já está acostumado que a gente sempre quebra protocolo nas nossas atividades, porque hoje foi muito diferente do que é geralmente as cerimônias de diplomação. Então, aqui, quero parabenizar novamente a Simone. Agradecer a dona Cida, que é responsável pelo espaço. Obrigada, dona Cida. Então, eu quero parabenizar novamente a Simone e dizer assim, nem sempre na nossa vida de vereadores, nem sempre tudo é flor, nós enfrentamos muitas coisas, mas espaço como esse, como esse cheio de carinho, afeto, de alegria, fazem também dar sentido. Então, obrigada, obrigada também por proporcionar isso e eu, então, declaro encerrada essa reunião solene, que foi uma reunião muito especial. Obrigada e um bom retorno para todos. Câmara, Campinas.