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Universo Épico no ar, o programa vai mostrar hoje a cobertura completa do Anime Fest. E começa agora! Você já pensou em ter uma armadura daquelas bem realísticas? Eu vou conversar com o Rodrigo agora. O Rodrigo, que é do Brothers in Arms, e vai falar pra gente como é que surgiu essa ideia. Bom, essa ideia surgiu de uma coisa muito simples. Eu queria ter um traje do Darth Vader pra mim. E eu não encontrava. Ou era muito caro, tinha que importar, ou era de qualidade muito ruim, de plástico, brinquedo. Eu vou fazer um para mim. Aí conheci o que hoje é meu sócio, o Wagner, e uma coisa leva a outra. Eu sempre brinquei um pouco com esse tipo de material, de fibra de vidro, para fazer esse tipo de coisa, mas sempre como um hobby. E conversa vai, conversa vem, a gente começou fazendo uma ou outra coisinha E está se transformando em uma empresa Só que o detalhe é que a gente já vendeu várias armaduras e eu ainda não tenho a minha E é difícil fazer? Do que elas são feitas? São feitas de fibra de vidro É feita toda a escultura, ou em massa clay de modelagem, ou em isopor Depois tem todo um processo de deixar isso rígido depois é feito o molde, depois é feita a laminação e fibra de vidro, e depois todo o acabamento, pintura automotiva, como se estivesse fazendo uma lancha, por exemplo, um carro. Demora quanto tempo? Olha, por volta, uma armadura completa do Vader por volta de 15 dias. 15 dias e você tem aí uma armadura do Star Wars, até mesmo alguma fantasia Senhor dos Anéis, Harry Potter? Sim, a gente começou com o Darth Vader, aí passamos para outros personagens do Star Wars e conforme as pessoas foram se empolgando com isso, começaram a pedir outras coisas. Agora a gente já está começando a fazer o Senhor dos Anéis, passamos também para os personagens japoneses, o Jaspion, o Jiraiya, o Ultraman, né? Estão fazendo agora o primeiro Batman, a armadura do Batman versus o Superman. Então aí não tem limite, né? Começou aí há um ano e meio, você começou como hobby e hoje vocês estão fazendo encomendas. Então se quiser um super-herói, um Jaspion, um Changeman, tem? Tem. Tudo por encomenda. Nós temos um hall de personagens já bem legal e aqueles personagens que nós não temos, a gente aceita a sugestão. Às vezes uma pessoa pede um personagem novo e a gente estuda a viabilidade se é para fazer para uma pessoa só, que fica muito complicado, ou se a gente vai fazer várias unidades. A gente põe na lista de projetos, mas é tudo por encomenda, a gente não fica com, não trabalhamos com estoque, é um grupo de artesãos, nós fazemos a escultura, toda a pintura, pintura automotiva e tal, mas não temos estoque. Você pediu uma, dali 15, 20, 30 dias, dependendo da complexidade da demanda, está pronto para você. Rodrigo, tem aí um site, um Facebook, Instagram? Sim, procurar o Bia Replicas no Facebook, tem no telefone do WhatsApp, que é o 99304-6683, e tem no Instagram, é só colocar Bia Replicas que já vai encontrar a gente lá. Perfeito, muito obrigado. Obrigado a você. E olha só, o Universo Épico continua aqui pela feira, vamos lá. E se você achou que não teria livro aqui no Universo Épico hoje, está totalmente enganado. Eu vou conversar com a Gabriela, ela que é responsável aqui por uma história. Gabriela, conta pra gente do que se trata o seu livro. Quatro Elementos da Traição fala sobre jovens com afinidade com os elementos da natureza, terra, água, fogo ou ar. E existe uma lenda entre eles de que algum dia surgiria um desequilíbrio entre as forças, guerras, assassinatos, alguns ataques contra os mutantes. E todos eles são identificados por uma marca no braço Surgiu então uma jovem que é a única do mundo com afinidade com todos os elementos juntos Tanto que a marca dela é da cor roxa, uma cor diferente de todos os outros mutantes E é o primeiro livro de uma série de quatro de ficção e aventura E de onde que surgiu essa ideia? A primeira versão desse livro eu escrevi há 10 anos, eu tinha 12 anos de idade Eu me inspirei, eu me estudei em outros livros de história que eu tinha lido, filmes mas muitas das ideias acabaram vindo da minha cabeça, porque eu já fazia história em quadrinhos, novelas. Com 12 anos, hoje você tem quanto? 22. Eu já escrevia desde os 9, então eu já pensava em várias coisas misturadas e aí eu acabei criando. E o que foi mais difícil na sua história? Eu imagino que tenha sido mais o trabalho da protagonista, não tornar nem ela uma pessoa endurecida demais e nem mole demais. Então eu revisei o livro várias vezes para trabalhar essa personalidade dela. Você ficou responsável por tudo, né? Por tudo, eu tive que realizar a revisão, lancei junto de uma editora, mas hoje basicamente o trabalho é muito voltado para a visibilidade do livro, a comunicação do livro, então muito do trabalho vem do escritor. E o que o pessoal de casa, por que eles tem que ler o seu livro e correr atrás da sua história? Olha, eu acredito que a leitura inspira a gente, desenvolve a nossa criatividade e o nosso lado inteligente. O livro é uma mistura de humor com muita aventura, muita ficção e até romance. Então, acho que atende a vários gostos diferentes. Vou fazer o seguinte, então. Eu vi que a Gabriela tem tatuagens ali, né, do livro. Eu acho que vou fazer uma. Vamos fazer? Vamos fazer. Não deve ser da época de muitas pessoas, Mas agora eu vou falar sobre o Jiraya E quem vai contar essa história pra gente é o Lúcio O Lúcio que foi o primeiro Jiraya aqui no Brasil, não é Lúcio? Sim, por coincidência ou não, eu sou de uma época que os lançamentos no Brasil eram em VHS Na ocasião, em lançamento do Jiban, Jiraya e Lion Man, acabou sobrando pra mim Numa época que não falava sobre cosplay Então praticamente eu fui um cosplay antes da época de serem cosplay Trabalhei com cybercops, antes de ser cybercops virar cosplay Então sou de uma época, 30 anos atrás praticamente, onde nem se falava de cosplay Atualmente com esse convívio, essa quantidade de crianças, adolescentes trabalhando A coisa realmente está acontecendo da melhor forma possível Mas e aí, como é que foi? A roupa original do personagem veio para o Brasil e você teve que representá-lo, é isso? Sim, nós fizemos um lançamento de vídeo, áudio, vídeo e companhia. Nessa ocasião, a roupa era original, porque ninguém fazia réplicas até então. Então, eu tive o privilégio de usar uma roupa original do Jiraya, o Ninja do Amor. Seria isso. E como é que foi? Você ficou bastante tempo viajando com esse personagem, representando, e deu para ficar com a roupa ou a roupa foi embora? Como a roupa é da companhia, eu simplesmente só vestia a roupa e não tinha conceito de cosplay Então praticamente eu vesti uma roupa, depois de uns 4 anos saiu o conceito cosplay Então até então era uma fantasia, mas com privilégio, um uniforme original E aí, esses personagens, heróis, eles se perpetuaram, né? Surgiu outros personagens como Power Rangers Então são heróis que se perpetuam. Sim, o interessante, o Jaspion foi um sucesso nacional. Anteriormente a isso, na década de 60, Nacional Kid. E o interessante, o Jaspion vai ter uma versão nacional pela Sato Company, com os brasileiros representando uma versão do Jaspion no Brasil. É inédito. Esse trabalho, que a gente pode falar que é um trabalho Porque eles investem bastante, né? Continua, cosplay tem que fazer por amor e gostar Sim, há um caso do Max Figueiredo Que depois de um acidente se tornou o Homem de Ferro Mas o interessante dele, de coração ele já era um super herói Que ele faz visita para as crianças em hospitais vestido de Homem de Ferro E ele é a cara do Homem de Ferro. Então é legal isso. A pessoa concilia a roupa para fazer uma coisa legal em relação a toda a comunidade. É uma paixão. É uma paixão. Obrigado, Michel. Valeu. Bom, você já viu aí livro aqui no Universo Épico. agora chegou a hora de quadrinhos, da gente bater um papo sobre quadrinhos. E agora é um quadrinho de estilo japonês, eu vou falar com o Lucas. Lucas, sobre o que se trata a sua história? Bom, Stargirl é o meu principal trabalho, ele fala sobre as defensoras do sistema solar, ele tem um visual bem psicodélico, com um visual cyberpunk futurista, e fala delas defendendo o sistema solar, num futuro mais apocalíptico, onde a sociedade se dividiu em alguns planetas, e aí algumas pessoas tentam tomar conta de uma forma hostil, e elas vão lá e defendem como se fosse uma polícia do sistema solar. E da onde que veio a referência? Eu, na verdade, assim, cresci assistindo desenho japonês, então esses animes dos anos 90 até os anos 80, eles inspiram muito a minha criação, né? Então todo esse visual eu tentei colocar no meu trabalho. E por que não um herói, né? Você escolheu heroínas. Na verdade eu sempre tive muita facilidade para desenhar personagem feminina e eu acho que chama um pouco mais de atenção. Falta esse conteúdo, hoje a gente já tem mais algumas heroínas, mas é um pouco mais raro. Desde então eu comecei a me especializar em desenhar mais personagem feminina e no final a história inteira é só com mulheres. É bem colorido, bem diversificado o seu quadrinho. Isso. As inspirações que eu busco, eu tento colocar cores bem saturadas pra chamar atenção assim que a pessoa bate o olho. E pelo que as pessoas dizem, eu acho que isso caracteriza um pouco o meu trabalho. Então eu fico contente com essa conquista que eu consegui de colocar essa característica no meu trabalho. E é um trabalho que tem uma história aí que você pretende dar vários episódios, né? Então você lançou o episódio 1 e já tá seguindo pro 2. Isso, inclusive todas as publicações que eu lancei foi pelo Catarse, que é um site de financiamento coletivo. Então eu lancei primeiro um artbook que falava sobre as Stargirls, aí o pessoal teve uma boa receptividade. E eu fiz agora o volume 1 e o volume 2 está inclusive a sequência no Catarse no ar agora, vai até dia 30 de agosto. Então as pessoas podem apoiar e conseguir os dois volumes por lá também. Então se o pessoal quiser acompanhar o seu trabalho, como é que faz? Tem Instagram, site, Facebook? Eu costumo usar mais o Instagram, mas se digitar Lucas Mendonça no Facebook também encontra. O meu Instagram é artof.lucasm E aí consegue me encontrar, é uma menina com a cara dividida lá na extração, vai conseguir encontrar fácil. Já imaginou você fazer a sua própria action figure? É possível! Quem vai falar aqui com a gente sobre isso é o Daniel. O Daniel que é escultor e professor, ele está aqui fazendo na feira uma escultura, né? Explica pra gente o que você está fazendo aqui. Bem, eu estou fazendo uma action figure, que aqui no caso é um sketch, né? É um trabalho rápido, né? Que a gente fala, né? Então aqui eu estou fazendo um leão guerreiro aqui, né? Para rimar mais com o clima aqui, né? O Claudio está fazendo uma peça mais para um orque, alguma coisa assim. É um leque muito grande de trabalho que você pode se relacionar, você pode fazer tanto peças particulares para encomendas, mas você pode trabalhar em um mercado de cinema, de jogos, o pessoal usa muito em jogo hoje em dia, o pessoal faz no tradicional, eles escaneiam e depois eles passam para o digital, dando um acabamento final ali. Uma obra dessa daqui, uma escultura como essa, do que ela é feita e quanto tempo leva? Olha, aqui a gente está trabalhando com uma massa, é uma argila, só que ela é a base de óleo e outros componentes. Então ela não seca nunca. Você pode usar e utilizar várias vezes. Ela não vai ao forno, nada. E ela tem várias durezas. Essa, por exemplo, é a molinha, né? Então ela é rápida de trabalhar. Mas a gente trabalha, faz primeiro na massa, aí como ela não pode ir no forno, a gente tira o molde dela e desse molde a gente pode passar para outros materiais, como resina, que é o caso da peça lá de trás, pode passar para um bronze, pode passar para outros materiais embrangentes. E é um mercado muito amplo, como você disse, essa peça pode ser usada para videogame, para filmes e também para hobby, tem gente que compra peças como essa. Sim, eu tenho alguns alunos que fazem o curso para hobby mesmo, porque querendo ou não, é uma terapia que o pessoal fala, mas o pessoal gosta muito nessa área de fazer trabalho manual. Mas é uma terapia que leva quanto tempo para eu chegar nesse nível? A gente tem alguns anos de estudo, eu faço mais ou menos há uns 6 anos já E profissionalmente faz uns 4, 3 anos mais ou menos Então leva um certo tempo, uma certa dedicação e paciência principalmente O problema principal de hoje em dia que a gente vê nos nossos alunos É a questão de afobação, de querer aprender e fazer rápido mas tem que ir com calma e estudar bastante. E o que aprende numa aula como essa? Olha, além da modelagem, a gente ensina muito a anatomia humana, principalmente, porque é a base de tudo. Eu vou fazer uma criatura, eu preciso de uma anatomia, estudar cada parte, saber como funciona aquele personagem, para conseguir fazer e modelar. É um mercado que vem crescendo. Sim, é um mercado que vem crescendo bastante, principalmente, igual a gente falou, pela indústria de cinema e jogos. O pessoal tem procurado bastante, graças a Deus Dá pra ganhar dinheiro Dá sim, dá sim Certo, Daniel, muito obrigado pela entrevista E olha só, a gente segue aqui pela feira E agora a gente vai bater um papo com uma atriz que é cantora, dubladora E princesa Eu vou falar com a Lara A Lara que é a princesa Jasmine, não é Lara? Oi, tudo bem? Como é que foi esse processo, né? Pra ser a Jasmine? Foi muito louco, eu fui chamada pra audição Nem sabia que audição que eu tava fazendo E aí eu cheguei lá E era pra Jasmine, eu fiquei louca, né? Porque eu cresci assistindo Aladdin, então Foi um presente pra mim Depois de muitas audições, acabei passando E aí foi um presente E nessas audições, o que inclui, além da interpretação e também saber cantar? É, no caso da Jasmine, a gente faz dois testes, a gente faz o teste de diálogo, são todas as cenas, quer dizer, algumas cenas, óbvio, e aí a música também, porque aí tem que saber cantar no caso dela. Mas você tem um repertório aí, você estava me contando que fez musicais. Fiz, eu fiz Os Miseráveis em 2017, aí depois eu fiz Noviça Rebelde, Romeo e Julieta e Tic Tic Boom, e aí depois veio a dublagem. E é de peso, né, você fazer um personagem como esse, a responsabilidade? Com certeza, eu acho que como também eu cresci assistindo a Aladdin, pra mim tá fazendo uma personagem tão icônica assim, tem um peso gigantesco. Eu fiquei muito nervosa, porque você sabe que todo mundo ama, né? E é Disney também, então é muito difícil assumir um papel desse. A gente aqui do Universo Épico já entrevistou dubladores, né? Então uma coisa é você fazer a dublagem. E até eu me aventurei e acho muito difícil. Mas... e cantar, né? Porque eu fiquei prestando atenção na sincronia também. Eu acho que pra mim a parte mais fácil foi cantar, porque como eu venho de musical, já é mais fácil. Mas é muito diferente de teatro Então, assim, foi um desafio gigantesco pra mim fazer dublagem Mas foi incrível Essa lista só deve aumentar Então agora começou com a Jasmine, vai embora Eu espero que sim, vamos ver E eu não posso terminar essa entrevista, claro Sem pedir pra ela cantar um trechinho pra gente Vamos lá, Lara? Ó, vou passar pra ela Um mundo ideal, um mundo que eu nunca vi E agora eu posso ver e lhe dizer Que com você não saio mais daqui Pronto para mais uma entrevista? Sente o peso. Agora eu vou conversar com a Nathalie e ela vai passar o currículo dela de dublagem. Nathalie, quais personagens aí você tem no seu currículo? Ih, caramba, o currículo? Eu faço a Cinderela do Live Action, a Destiny do Procurando Dory, a Princesa Mais Grana agora das Novas Meninas Superpoderosas, eu faço a voz original da Annie Malu e um monte de coisa. Vai embora. É dublagem de tudo, né? A gente dubla de tudo. É filme, série, novela, novela mexicana, é tudo. E como é que começou o seu trabalho como dubladora? Eu era atriz já, né? Porque é importante dizer que a gente, pra ser dubladora, a gente tem que ser ator primeiro. E aí eu conheci algumas pessoas que trabalhavam com dublagem, fiquei interessada, fiz o curso e aprendi a técnica e comecei a trabalhar também com dublagem. Hoje em dia você foca só na dublagem ou você ainda também faz trabalhos no teatro, novela, série? Ah, assim, no momento eu estou trabalhando muito com a voz, com voz original e com dublagem Mas a gente tem sempre aí uns projetos de teatro, de outras coisas que a gente quer botar em prática sim Existe aí algum personagem preferido que é o seu xodózinho? Ah, não tem como dizer preferido não, gente A gente ama todos igual, é verdade O que é mais fácil, fazer uma animação, live action Com personagens, com pessoas, atores reais, né? Cara, vai depender muito mais do personagem Da personagem do que se é desenho ou live action O desenho talvez te dê um pouco mais de margem pra brincar Do que uma pessoa real, com uma intenção real Você tem que respeitar ainda mais do que no original de um desenho. Você tem alguma preferência em live action, animação? Ai, não, eu gosto de tudo. Eu gosto mesmo. Novela mexicana, adoro. É divertidíssima. Tem um personagem aí que você pode destacar pra gente de novela mexicana? Ai, não, mas assim, eu gostei muito de fazer uma vilãzinha que gritava e falava Não, você vai casar comigo, porque você é meu noivo. Carlos Daniel É, era Carlos, era Carlos Mas é muito divertido, é legal porque é divertido, é over, né? É muito over, então é legal fazer Quem aí de casa tá assistindo e gostaria de fazer dublagem, trabalhar com dublagem, alguma dica? A dica é, primeiro você tem que ser ator Então você se profissionaliza como ator, você se forma em ator de alguma forma E aí depois você vai aprender dublagem, que é uma especialização, né? É como se fosse uma pós, depois que você já é ator. Mas é isso, foca, vai estudar bastante, bastante interpretação e depois a técnica da dublagem. E agora, uma pergunta. Antes de terminar nossa entrevista, tem algum personagem que tá aí no forno, que tá chegando, que você já pode adiantar pra gente? Ou é segredo? Ah, no forno! A Ani Malu, que é a personagem que eu faço no YouTube, que ela é a primeira YouTuber animada do Brasil, talvez do mundo, talvez, ela está preparando o programa no Cartoon, né? Em breve, vai ser muito legal. E olha só, pra terminar então esse bate-papo Eu vou pedir pra Nathalie fazer a personagem do Procurando Dory Vamos lá então? Vou deixar aqui na mão dela A Destiny, falar um baile ex Ela só mandava Dory, nade para o outro lado E agora a nossa conversa é com a Kika, ela que é dubladora, cantora, atriz. Kika, vamos falar aí a lista dos personagens para o pessoal de casa? Vamos! Então, minha primeira personagem foi a Jasmine do Aladdin. Eu fiz a canção O Mundo Ideal, na animação, que hoje em dia é a Lara, no live action. depois eu fiz, vou falar na ordem né, depois eu fiz a Nala do Rei Leão, depois eu fiz Pocahontas, depois eu fiz a Megra do Hércules, depois eu fiz Príncipe do Egito, fiz a Espada Mara, aí tem muito, são quase 15, 20 anos de Disney, Dreamworks, Warner, Fox, é isso. É muito tempo, e como que você começou na carreira de dublagem? Olha, foi por acaso Na verdade eu já era cantora Há muito tempo Atriz e cantora Mais cantora do que atriz A cantora veio sempre na frente da atriz E foi através de um amigo que dublava Eles estavam com dificuldade de achar a voz da Jasmine do desenho E aí quando eles chamaram esse meu amigo Que ele estava dublando lá no estúdio Falei, ah, Márcio, você conhece alguém? Márcio Lotti, meu amigo querido Aí, falei, é a voz da Kika Aí me chamaram pra ir lá fazer o teste Porque é tudo teste, né? E eu passei, daí nunca mais Deixei de ganhar nenhum teste, graças a Deus Então é isso, foi assim Por acaso, essas coisas do QI, né? Quem indica, vai indicando E aí, daí pra frente, eu entrei nesse mercado E sempre fazendo teste sempre sendo convidada também, porque além de, tem a pequena sereia que eu não fiz no filme, mas eu fiz nos seriados de TV, né? Porque aí começou a entrar a Disney Channel no Brasil, então aí foi ampliando, foi abrindo o leque, né? E a Disney já anunciou aí o live action, né? É, tem. É um atrás do outro, né? Um atrás do outro. Quem sabe aí é você que vai fazer a voz da Ariel? Eu acho que não, porque eles estão com essa política, mesmo nos Estados Unidos eu fiquei sabendo, que quem fez o desenho, a animação, não faz o live action, com exceção, eles abriram uma exceção para o Gênio, que marcou muito a voz do Gênio, que é o Marcos Simões, então eles não trocaram, mas pode ser que eu esteja enganada, mas eu acho que quase ninguém fez live action. Certo. E conta uma curiosidade pra gente, é tanto tempo dublando, né, e as pessoas reconhecem a sua voz num mercado, numa farmácia. Olha... Algum bastidor que você possa contar, alguma coisa engraçada que já aconteceu, que alguém reconheceu a sua voz? Ai, gente, tem muita. Porque assim, na época que eu comecei, não existia internet, gente. Não existia, sabe? Tanto que, por exemplo, quando a gente fazia o teste, ia numa fitazinha que chamava DAT, ia para o SEDEX, pegava o avião, ia para Los Angeles. A gente só sabia que passou no teste 15 dias depois, entende? Então não existia isso. Eu nunca pensei na minha vida que eu fosse ter, tantos anos depois, essa reciprocidade. Então eu tenho várias, de andar no Rio, por exemplo, no shopping, e vem uma pessoa e fala, você é a Kika Tristão? Aí eu, gente, falei, sou! Por causa disso, as pessoas começaram a me achar, começaram a pesquisar. Hoje eu fico encantada com esses eventos, eu já participei de outros também, como eles são ligados, como eles participam, como que valoriza, porque isso tende a valorizar o nosso trabalho, que é meio que nos bastidores, não é palco, né? Então assim, eu na época que eu gravava isso Jamais pensei Então, todo dia eu recebo no meu Instagram Gente, meu Instagram Tem que falar, né? Arroba Kika Tristão Tá lá no Instagram, me sigam que eu adoro Eu recebo mensagens super carinhosas Teve um que me emocionou muito Que ele falou, todos me falam Que a minha voz fez a infância feliz Me agradece Eu fico super emocionada Eu sempre fico muito Mas teve um que ainda falou pra mim assim Sua voz não só fez a minha infância feliz Mas sua voz cuidou de mim Eu falei, garoto, não fala isso pra mim não Que eu tenho um infarto Então foi assim, eu tenho coisas maravilhosas Agora histórias em estúdio eu tenho várias E qual que é a responsabilidade, no seu caso Uma grande responsabilidade Porque você fez várias princesas O peso disso? É, é mesmo. Eu acho que o profissionalismo, manter, passar o profissionalismo, apesar de tantos anos, a Jasmine tem 20 e tantos anos que eu gravei, eu tinha 20 e poucos aninhos, eu tinha mais ou menos a idade da Lara, que gravou a Jasmine agora. Então assim, eu sinto um legado muito importante para essa garotada que está vindo, sabe? Que é manter o profissionalismo, manter, fazer a nossa profissão, que eu me sinto precursora disso, de trazer essa valorização cada vez mais para esse trabalho de dublagem no Brasil, que eu considero uma das melhores no mundo. Eu, por exemplo, na Megara, foi uma coisa muito inusitada para mim na época, Que eu ganhei o melhor prêmio de cantora dubladora das Américas Da América Latina, né? Que antes eu nunca tinha ficado sabendo isso nunca Que isso sempre o México que papava A Disney, a Americana tem mania de premiar tudo, né? E tem esse prêmio E eu ganhei o melhor prêmio de cantora dubladora da América Latina Então assim, eu fiquei super feliz com isso E eu tento manter isso, né? E eu acho que foi a consequência de muitas que cantam hoje em dia maravilhosamente bem, elas beberam nessa fonte do qual eu também, eu tô aí, né? Então, eu fico super feliz da Lara, por exemplo, arrasar, cantou pra caramba o Mundo Ideal. Foi muito feliz pra mim. Gente, eu vou contar um negócio pra vocês. A Kika me contou que ela fez, né, cantou a personagem Nala, da animação. E quando ela me contou isso, já veio na memória, porque pra mim é um filme muito marcante da minha infância. Então aí dá um calorzinho no coração e eu vou encerrar essa entrevista pedindo pra ela cantar a música tema pra gente. Nessa noite o amor chegou, chegou pra ficar E tudo está em harmonia e paz, romance está no ar Obrigada gente, beijo Ponto final no Universo Épico de hoje E na próxima semana a gente volta com muito mais Tchau