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Resumo editorial

Primeira parte da reunião ordinária dedicada à comemoração do primeiro ano da Lei 16.801/2025, que institui em Campinas a Semana de Conscientização do Transtorno do Desenvolvimento de Linguagem (TDL). Sharon Caridá Ortolani, psicopedagoga do movimento Passo a Passo pelo TDL, discute a importância da identificação precoce e conscientização para melhor assistência às crianças e desenvolvimento de políticas públicas.

Citados nesta edição

Descrição do vídeo

O Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem, o TDL, completa um ano de lei própria em Campinas e abre a reunião ordinária dedicada à conscientização sobre o TDL, conduzida pelo presidente Luiz Rossini. A psicopedagoga Sharon Caridá Ortolani e a fonoaudióloga Michele Frederico Turatti, do movimento Passo a Passo pelo TDL, explicam o diagnóstico, o luto das famílias e as ações previstas, como formação de professores e o abraço simbólico ao TDL na Torre do Castelo. A Lei 16.801/2025 instituiu a semana de conscientização, sempre na terceira sexta-feira de outubro.

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TV Câmara Campinas a reunião ordinária, que agora será dedicada às comemorações de um ano da Lei 16.801 de 2025, que institui, em Campinas, a Semana de Conscientização do Transtorno do Desenvolvimento de Linguagem, o TDL. Portanto, com a palavra, o idealizador do encontro, vereador e presidente da Câmara Municipal, Luiz Rossini. Boa tarde. Você já ouviu falar sobre TDL, Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem? Essa primeira parte da reunião é dedicada à comemoração do primeiro ano da lei que institui a semana de conscientização sobre o TDL, para que as pessoas da sociedade possam conhecer um pouco mais esse transtorno e, obviamente, aprimorar as ações de políticas públicas para cuidar das pessoas portadoras de TDL. E para falar sobre esse assunto, eu tenho a alegria de receber aqui a Sharon Caridá Ortolani, que é psicopedagoga e também participante do movimento Passo a Passo pelo TDL. E, junto com ela, Michele Frederico Turatti, também fonoaudióloga e também do movimento Passo a Passo pelo TDL. Na verdade, as duas, mais outras pessoas, organizaram esse movimento para dar visibilidade para esse problema, trouxeram isso até a Câmara, eu tive a felicidade de apresentar o projeto de lei que a Câmara aprovou e se transformou em lei. Então, esse é o primeiro ano da lei que cria a semana de conscientização do TDR, que é sempre comemorado na semana da terceira sexta-feira de outubro. Mas a gente fica o mês inteiro falando sobre isso. Para falar um pouco mais sobre isso, eu já vou passar a palavra, agradecendo a presença aqui, para a Sharon. Oi, boa noite. Tudo bem com vocês? Eu estou muito feliz de estar aqui nesse primeiro ano da lei. E hoje a gente veio para ter uma conversa sobre a linguagem, a aprendizagem e o que é o PDL. Porque esse um ano a gente conseguiu dar vários passos no desenvolvimento, no atemoramento do nosso ideal, do nosso propósito, mas ainda tem muito a aprender e a divulgar. Então, a gente começa assim, dando a visibilidade para o ampliar do olhar do adulto. Então, qual é a importância do olhar para o TDL, para a criança? E contar um pouquinho para vocês que isso tudo começou como experiência própria de mobilização e para acolher os pais. Porque os pais, quando recebem um diagnóstico de TDL, a gente sempre tem um luto. E esse luto é muito importante para a gente conseguir aceitar ter pessoas iguais a nós por perto. e pessoas que podem ensinar a gente, acolher a gente e aprender como que a gente pode fazer esse desenvolvimento para as crianças de uma forma mais tranquila, porque as dificuldades já são ruídas. Então, reconhecer a dificuldade é também construir o apoio da família, da criança e de toda a sociedade. Então, a gente está aqui hoje para explicar um pouquinho o que é o TDE. E assim, né, Chá, só complementando, é uma experiência, né, que a gente... Boa tarde, boa tarde, pessoal, tudo bom? Eu sou a Michelle, a fonoaudióloga, estou junto nesse propósito da Chá, né, no TDL, que nem a Chá falou, a gente conseguiu já, eu, ela e a Sila, muitas coisas já nesse um ano do conscientização do transtorno, né, do desenvolvimento da linguagem, E quando nós falamos sobre isso, mais pessoas entendem. Então, nós estamos com vários projetos de formação de professores da rede particular que viemos procurar, das minhas filhas lá na Unicamp, que é a formação de lá. Então, nós estamos com várias ações para o ano que vem e agradecemos todo esse propósito, esse projeto de lei do Rocine. E quando nós falamos da experiência, volta lá, Chama, quando a gente fala no propósito a experiência que mobiliza, então essa mobilização é da sociedade, então é da sociedade civil, são das escolas, são dos pais que atendem TDL, nós temos várias ações, inclusive sábado vai ter o abraço do TDL no castelo, na torre do castelo também, com o apoio da prefeitura. Então, nós estamos mobilizando, acho que essa palavra mobilização e conscientização rega o nosso propósito e amor que a gente tem para o TDL, pelas crianças, que é muito mais comum esse transtorno que o TEA. Então, o TEA já é muito visível, todo mundo fala, tem lei, é uma deficiência. O TDL, as pessoas não sabem o que é o transtorno do desenvolvimento de linguagem. Quando nós vamos às escolas, as professoras falam, nossa, a sua manifestação clínica que você está falando enquanto fono, eu consigo elencar umas 10 crianças que têm TDL. E aí, por que não é falado? Por que não é uma deficiência? Por que não tem o apoio de órgãos, de fornecedores de saúde, de convênios de saúde para o TDL? Porque a criança sofre muito. Então, assim, é uma linha muito tênue do que é o TEA ou o que é o TDL. Então, essa mobilização que a gente procura é buscar, e a gente tem apoiadores, nossos apoiadores que buscam esse mesmo propósito com a gente. Inclusive, muitas pessoas confundem o TEA com o TDL, porque é pouco falado e a dificuldade de interação aparece nos dois. Então, a gente vai explicar agora um pouquinho para todo mundo o que é o TDL. O TDL, para início de conversa, ele é um transtorno do neurodesenvolvimento heterogêneo igual ao TEA. Então, nunca uma criança é igual a outra, porque ninguém é igual a ninguém. Isso é muito importante, todo mundo fica sabendo, porque podem falar para a gente, ah, mas ele tem uma dificuldade de expressão, mas não tem de compreensão. Cada um é um e cada detalhe é um detalhe diferente. Quer explicar, Miriam? Então, quando nós pegamos uma criança para avaliar linguagem, nós fomos, somos especialistas na linguagem psicopedagógica, o pessoal que vem junto, nós vemos muita dificuldade de entender, de compreensão de linguagem. E é aquela criança que está sendo entendida, ouvida. Quando a gente pensa em uma criança, o Tiago fala muito disso do PIC, a rede da infância é tudo, a criança é tudo, somos formadores do que a gente vai formar. A criança não é compreendida, ela não consegue se expressar, ela não faz escolhas então é dificuldade que a gente vai ver que isso faz se alastrar para alfabetização, então quando chega primeiro ano, o TDL interfere muito no social, porque aquela criança que não tem repertório de fala, ela se isola então daí as pessoas falam, é um T ele fica isolado, ele fica isolado porque não tem repertório de fala então muitas vezes é criança que não consegue se expressar troca letra e aí começa a investigação, para onde eu mando? para uma FUNO, especialista em linguagem porque ela vai fazer avaliação para ver os níveis de linguagem que está alterado o TDR tem os níveis de alteração de linguagem, então quando a gente fala expressão da linguagem compreensão, tudo anda junto nós falamos, entendemos ouvimos, colocamos nosso ponto de vista, argumenta, a linguagem é poder né gente, a linguagem é poder então nós podemos estar falando de um jeito quando a gente fala assim o jeito que fala tem diferença tem diferença o jeito que fala, a linguagem é poder você pode falar uma coisa muito incisiva para uma pessoa, de um jeito simples que ela entenda, e eles não fazem esse discernimento do que é piada, do que é duplo sentido, eles sofrem bullying. Então, tem muitas questões ali que tem que ser levado em consideração nesse prejuízo, a criança vai ter prejuízo. Quando tem prejuízo, tem uma intervenção. Então, não é assim, vai rotular todo mundo com TEA, vai rotular todo mundo com TDL. Não é rótulo, é uma intervenção correta. Nós vemos o que tem para intervir corretamente. Quando nós pensamos isso na neurodivergência, seja ela qual for, a gente intervém para ter resultados Então tem prejuízo, tem prejuízo acadêmico, tem prejuízo social, tem prejuízo interacional, tem vários prejuízos E prejuízo no dia a dia, o impacto social é muito grande Então tem muitas pessoas que perguntam, mas vai ter que fazer terapia para o resto da vida? Talvez, talvez sim, talvez não, talvez possa fazer por um tempo e logo tem uma alta, mas mudou a demanda social, mudou a idade, pode ser que tenha que voltar, porque é isso, a linguagem e a aprendizagem, elas andam de mão dada. Vamos lá. E quais são os principais sinais que a gente pode ver dentro do TDR? É o compreender, é o encontrar palavras, é o organizar os relatos. Então, é uma criança que conta uma história confusa, então ela conta o começo, aí ela vai para o final, aí ela vem para o meio. Então, você tem que ir tentando descobrir aos pouquinhos qual é essa história, o que aconteceu, como é que foi essa história. É muito difícil, às vezes, seguir orientações. Então, você vai fazer um pedido, ela vai entender o primeiro comando, depois o outro vai falar, como que era mesmo? Então, esses são alguns sinais que os professores, os pais podem observar no dia a dia. E aí sim, procurar uma avaliação do mafono, talvez quando tiver um pouquinho maior, numa psicopedagoga. E isso a gente vai ajudando a criança a arrumar estratégias para conviver no dia a dia. porque o mais importante é a autonomia e a independência do dia a dia e acho que o principal, igual a Chá falou é organizar as ideias eu entendo o que você está me perguntando mas eu não consigo organizar o relato por exemplo, uma criança que no parque se machucou a professora diz, o que aconteceu? ela fica, é, bateu amigo, joelho, parece que é uma fala meio robotizada, ela não consegue explicar meu amigo me empurrou e eu bati meu joelho é simples pra nós mas ela vai falar, empurrou, amigo dodói, tá doendo Aí a professora tem que dar um modelo de fala. Você caiu, o amigo empurrou, está doendo o seu joelho. Então, não consegue organizar as ideias para contar. Porque falta vocabulário. Então, os níveis de linguagem que eu falei, nível morfológico, nível sintático, nível semântico, a criança não consegue organizar o que é simples para os típicos, normais, ditos típicos. Não é para uma criança que tem um TDL. Não é para uma criança que tem TEA. Eles funcionam diferente. porque é um transtorno, é uma neurodivergência então são transtornos neurodivergentes, que as crianças não se organizam, ela não consegue contar ela não tem vocabulário, ela é difícil para encontrar a palavra, então surge muito assim aquele, mãe, aquele que usa para escrever é a caneta não vem a caneta igual quando é um AVC adquirido no adulto o AVC de expressão eles não conseguem explicar o que aconteceu à criança com TDL, é isso o tempo todo é como se eu fosse na Alemanha Falar a língua deles alemã Que eu não entendo nada E vou estar falando e a outra pessoa não está entendendo O TDL a criança não entende Então nós temos que dar etapas Pausar a fala Tem que ser claro, objetivo E etapas Não adianta falar, vai no armário, pega o sapato Traz aqui, vai pegar seu leite na pia O armário, a meia, o leite Ela vai começar, meia, tênis, sapato A pia, o que eu vou fazer Então é assim, pega o tênis no armário Um comando, pega o tênis traz para a mamãe agora vai lá e pega o seu leite na pia então são três comandos pausados que uma criança daria conta mas ela se perdeu no comando então é difícil no dia a dia ela ser compreendida e ela entender o que fala e isso numa escola é extremamente importante é para o professor entender que não é preguiça não é desatenção quando eu fui falar para os educadores nossa, foi um tapa na cara porque várias vezes eu falo como ele é preguiçoso, ele não faz o que eu mando assim, primeiro que você não manda, você pede então vamos lá, desconstrói tudo nós não mandamos as crianças, nós pedimos tem que ter um olhar acolhedor, um olhar humano para a criança então nós já fomos crianças tem coisa que não tem repertório para entender as mães falam, meu filho não entende, ele briga comigo pensando no desenvolvimento ele está apto para saber isso então assim, a gente às vezes exige da criança o que a gente quer para o adulto no mercado de trabalho a gente exige muito da criança, a criança não tem repertório ou se não também é aquela criança que fala assim ah, eu pedi, igual você falou da meia da geladeira do leite. Ah, ele pôs a meia na geladeira. Nossa, mas ele não entendeu o que eu falei. Não, ele entendeu, mas ficou tão nebuloso ali na cabeça dele que ele só entendeu pegar a meia e a geladeira. Então, vou pôr a meia dentro da geladeira. Oxa, depois dos 40 eu já estou colocando a tesoura no micro-ondas. Ontem eu coloquei a tesoura no micro-ondas. Então, depois dos 40 a gente já perde. Agora, o que é mais fácil de perceber, assim, você falou que é dificuldade de compreensão e expressão. Ele pode compreender um comando e na hora de verbalizar ele não consegue. Ou se você fala, fala e ele não faz nada, é porque ele não está nem compreendendo aquele comando que está sendo dado. E essa pergunta é muito importante, porque tem a heterogeneidade do TDL. Então, assim, a heterogeneidade do TDL que é muito importante. Tem criança que compreende bem e não consegue executar. Tem criança que falha muito na compreensão, depende do nível de linguagem que ela está. Então, ela já vai falhar na compreender o que pediu. Algumas compreende, mas não executa. Porque não consegue ter esse planejamento de execução. Porque a gente se organiza, a gente tem a ideação, o planejamento e a execução das coisas. O TDL passa, tem a dificuldade de planejar e executar. Então, tem criança que compreende, mas não faz. Tem os que não compreendeu, você tem que... o tempo todo, você entendeu? Se possível, desenha, figura. Então, apoio visual é uma estratégia. Então, você não entendeu, vamos lá. Dormir, rotina. Escovar o dente, escola, dormir. É dormir e escola. Então, tem rotina. Então, às vezes não compreende, a rotina visual ajuda. Tem a heterogeneidade. Então, tem criança que compreende bem e não executa, tem criança que nem compreende e precisa de apoio visual. E tem criança que não compreende e não executa. Tem criança que fica olhando para você, Como se você está falando uma coisa muito difícil Então, também tem a criança que vai te responder com uma função E não com o que você está pedindo de fato Então, depende muito do caso a caso E a gente só consegue, obviamente, perceber isso Na hora que a criança começa a falar Então, a fala é muito importante, porque é a linguagem Mas quando a criança já não obedece o comando Pega o sapato, você não está esperando uma resposta dela Você está dando comando verbal Ela já não executa, pequenininho, um ano e meio Pega o sapato, a criança olha para você Parece que ele tem problema auditivo Então, assim, nossa, ele não está escutando Ele não está ouvindo o que eu estou falando Não é que ele não ouviu, ele não compreendeu E aí a gente descarta, vai fazer um teste auditivo Audição, ok, ele não está compreendendo Aí começa a investigação Mas já no comando, se ela não entender Comando verbal de escolinha já começa, não precisa estar falando porque quando fala a gente vê os níveis de linguagem melhor mas quando não fala e tem essa compreensão, a compreensão é desde pequenininho, um aninho, manda beijinho pra mamãe criança às vezes manda beijo às vezes não manda, você fala, será que entendeu que eu tô falando beijo, daí você tem que dar um modelo opa, tem que dar um modelo pra essa criança não tá entendendo e se você der um modelo e ele executar você fala, ah, dica visual já ajuda então temos aí outros caminhos E a linguagem, como a gente falou, participa muito da aprendizagem Então muitas vezes essa linguagem é truncada também na escola Então o professor pode perceber que a compreensão de uma história A leitura, a escrita, a compreensão dos enunciados das atividades Se tem um livro, o enunciado é muito comprido E estava pedindo uma atividade de matemática e a criança escreveu completamente errado, será que ela não entendeu a atividade? Será que, se a gente diminuir frases curtas, objetivas, ela conseguiu compreender o enunciado, fez o exercício certo? Isso já são sinais também que a gente pode observar dentro de uma sala de aula. E a compreensão de história é quando ele vai ter que apresentar um trabalho, ele vai ter que apresentar uma história. Então, tem que ter começo, meio e fim. E foi o que a Michelle falou, quando começa a misturar todas, a embolar a história, assim, começou aqui, de repente caiu, então também é outros olhares que a gente tem que olhar. Uma coisa muito importante, as professoras na roda de conversa, quando tem roda de conversa, contam uma história, recontam a história, a criança não consegue recontar. Então, assim, cinco anos, seis anos, uma roda de conversa, a criança tem que falar bem, Tem que saber recontar uma história. A criança está com dificuldade de recontar a história. Nossa, muita dificuldade. Pode ser um problema de linguagem, é um TDL. Porque a função principal é a linguagem. E o que diferencia de outros transtornos, quando a gente vê que a base é a linguagem, a base é a linguagem. Então, a gente diferencia de um TEIA, que tem outros problemas de interação, outros problemas. Você vê que a criança não compreendeu e não consegue recontar a história. Mesmo com cinco anos, você fala assim, nossa, o que você fez no final de semana? Ah, eu fui lá naquele lugar, aí eu caí e a minha mãe me pegou. Não, como que chama o lugar que você foi? Como que aconteceu? Tem sábado e domingo. Não tem detalhe. Não tem detalhe, a história é robotizada, como você falou. Ou mesmo algumas crianças, elas não conseguem entender, com cinco anos também, quais são os dias da semana, confunde todos os dias férias, férias é final de semana final de semana é feriado e vira tudo uma bagunça também são sinais que a gente pode observar desde a educação infantil e na educação infantil o que difere também, a criança tem muita iniciativa de fala, o que difere de um TEA ela tem vontade de falar só que ela não tem repertório o TEA ele se basta, ele não quer falar com você ele não tem prazer nenhum na troca ele não quer o outro, ele fala bem baixinho ele fica cutucando, ele fica, não vou contar Eu vou contar mais Não tem repertório Ou se não fala muito baixinho Porque foi assim que eu fiz E aí você fala, oi, o que é que estava lá? Está se organizando Tem uma ecolalia, uma repetição de fala Igual o TEA, mas a ecolalia é para organizar O TEA usa a ecolalia Vê desenho, começa a repetir coisa nada a ver Mas o TDL usa a ecolalia Para se autorregular Essa repetição de fala é para se autorregular Então o olhar da linguagem é muito importante no olhar do aprendizado. Pode continuar. E, como a gente estava falando, o TDL é muito importante também, é o olhar na interação social. A interação social do TDL é muito diferente da interação social do TEA, porque você vê, no olhar da criança com TEA, você vê aquele olhar vazio, que a criança própria se basta. Então, parece um olhar que passa além de você. No TDL, não. A criança tem um olhar mais querendo ter a interação social, mas ela não consegue ter a interação social. Então, ela fica, parece que meio gaguejando. Então, ela tem dificuldade de fazer amizade, ela tem dificuldade para brincar, ela tem muita dificuldade para pedir ajuda, porque ela não consegue nem entender o que ela precisa fazer para pedir ajuda, porque ela não sabe nem dizer no que ela precisa de ajuda. E também em conversar, porque se o repertório é baixo, o vocabulário é baixo, como eu posso ter essa troca de ideia, de interação? Eu perguntar para a pessoa o que você fez no final de semana, mas eu não sei nem o que eu fiz. Então, tem toda essa dificuldade. Então, é muito importante a gente ter uma mediação e, nas terapias, a gente ensinar essas estratégias de talvez pedir ajuda ou falar assim, nossa, como que era mesmo aquilo que eu fiz? Então, vou pedir licença, Chá, para falar do seu livro. A Chá fez três livrinhos da Lume de pedir ajuda que olha que é nítido isso, uma criança com TEA. A filha da Chá, que tem TDL, TEA não, desculpa, TDL. A filha da Chá, que tem TDL, estava se trocando com as amigas e pôs a meia calça sem colocar shorts. Ficou só com a meia calça, não é isso? Foi. E aí, chegou em casa, a Sharon falou, mas o que é essa meia calça? as amigas estavam lá, as amigas não falaram e ela não pediu ajuda, eu tinha que colocar um shorts ela ficou só com a meia calça sem o shorts, aí os outros podem ter tirado sarro, mas ninguém falou pra ela e ela não entendeu que aquilo estava errado então se ela conseguisse pedir ajuda o momento que eu peço ajuda, os outros estão rindo de mim, o que aconteceu? A hora que saiu chorando pro pai, falou, olha estão rindo, por que está rindo? Ela não entendeu o que estava rindo dela, o que ela poderia ter feito ela pedia ajuda, então esse pedir ajuda a gente tem que empoderar as pessoas para pedir ajuda. Você pede ajuda. Não foi isso, Chapada? Foi exatamente isso. Ela falou que as meninas falaram que tinha que ser rápido. E aí eu fui rápido. Eu falei, mas você precisa pôr roupa para ir rápido. A gente não pode sair sem... Ah, eu não vi. Eu não sei. Mas pedir ajuda para quem? Como? Isso é muito difícil. Até hoje, que ela já faz terapia faz bastante tempo Às vezes o pedir ajuda é muito difícil Porque você fica sem saber aonde pedir ajuda Então tudo agora a gente fala para ela Como que a gente pode pedir ajuda nessa situação? E a gente vai fazendo, contando historinhas E falando, nessa situação, o que você vai fazer? Justamente porque está crescendo a demanda social Ela saiu já da educação infantil E foi o que a Michelle também falou O bullying é muito importante Porque muitas vezes a criança com TDL não entende o bullying Porque ele é tão sutil, tão na brincadeira Que passa desapercebido Porque pode ser uma piada, pode ser um duplo sentido E a criança com TDL não vai entender Então ela fala, mas ela me falou isso Eu falo, então, mas é porque ela estava te enganando Então, são situações que a gente tem que ensinar a criança com TDL a ter a interação social. Mas eu acho que o mais importante é isso, é que ela tem a vontade, a iniciativa de estar com os amigos, mesmo não conseguindo. Ou, por exemplo, uma outra situação que aconteceu, estava em um grupo de amigas, e as amigas começaram cada uma a dar uma ideia. E aí ela se perdeu no meio do falatório, porque muitas vezes ela também tem muita dificuldade de compreensão, ela sai de cantinho, vai brincar sozinha, e fala, não, eu prefiro ficar aqui, está tudo bem. Então, não é que ela não quer ter a interação, é que para ela ficou tudo muito confuso. E aí, nessa conversa com o Rocine, com o Tiago Ferrari, com a Essila, que faz parte do passo a passo do TDL com a gente, A gente deu muitos passos e ganhamos muito espaço nesse um ano de lei, de projeto, de tudo, porque o passo a passo pelo TDL começou junto com a lei, foi tudo mais ou menos junto. Então, a gente conseguiu a aprovação do projeto de lei, para a lei da conscientização. A gente conseguiu muitas conversas aqui na Câmara, igual a gente está hoje. A gente fez um primeiro simpósio em agosto na Unicamp. A gente foi na rádio, agora, semana passada, falar também sobre o TDL. E a gente tem uma comunidade passo a passo pelo TDL no WhatsApp, onde pode tirar dúvidas, ter acolhimento e tudo mais. Estamos fazendo palestras em escolas, podemos fazer online em outras cidades, para a gente conseguir dar essa visibilidade ao TDL para ajudar muitas crianças. E ampliar cada dia mais para a gente ter essa diferença do TEI e do TDL e as crianças que precisam. Eu falo crianças, mas, gente, todo mundo. Porque TDL tem adulto, tem criança, tem adolescente. Ampliar a possibilidade da informação, do diálogo, da mobilização, porque as pessoas que têm TDL sofrem, sofrem de estarem invisíveis e, muitas vezes, não conseguem ter a ajuda necessária. E adolescente e adulto têm muito TDL. Eu nunca consegui conversar, não consegui falar com o meu professor, eu estou no mercado de trabalho e não consigo explicar o que eu quero. Então, quando a gente amplia esse olhar, a gente vê adultos que falam, eu tenho alguma coisa, eu não consigo conversar, eu não tenho esse repertório, me ensina oratória, não é oratória, é linguagem. Não é oratório, é linguagem. É oratório, é repertório. Ou mesmo entrar em uma reunião e ficar meio... O que eu falo agora? Ou mesmo fazer uma apresentação na escola, ficar empobrecido. Na faculdade, entra na faculdade e tem que apresentar. Eu não consigo apresentar, e agora? E agora, Fono? Eu não consigo apresentar. Não é só timidez. Não é só timidez. Porque todo mundo fala que é muito tímido, então é melhor. Então, não é só timidez. Não é só preguiça. E é perfeito a fala do Rocine. Não é tímido, não é preguiça, não é desatento. Muitos colocam o TDAH no meio, ali, junto também, e falam, ah, é desatento, não está prestando atenção. E o TDAH, não, ele tem problema de linguagem, é o TDAH. Então, a gente deu esses muitos passos, queremos dar muitos outros passos para a gente conseguir ajudar as escolas, o município, a saúde e a comunidade. Então, mostrar para as escolas quais são os sinais que sempre aquele quietinho que não dá trabalho, às vezes, ele não está entendendo o que está acontecendo. Eu acho que a última fala ali, a visibilidade cresce quando a informação circula. Eu acho que isso é muito importante aqui, o que a gente está fazendo. Vai crescer a visibilidade, a informação, Nós conseguimos dialogar sobre E apresentar a trilogia da Lume Que são histórias reais De uma menina com TDL Que a gente foi aprendendo Eu e a minha filha A trancos e barrancos Como ajudar as outras crianças Que precisam da linguagem Mais efetiva Para o dia a dia Os próximos passos aqui a gente já falou Escolas, municípios, formação de professores Saúde Então a gente fica à disposição para o município de Campinas A disposição aqui da Câmara Dos vereadores aqui também Para a gente continuar com isso A gente já agradece muito tudo o que tem feito Rocine e Tiago tem sido Todo o pessoal dele A equipe toda então a gente agradece demais nós estamos conseguindo esse espaço através do projeto de lei que a gente agradece demais foi junto passo a passo com o projeto de lei, então acho que a gente está seguindo rumo a um propósito e ajudar as pessoas, acho que é isso legal, legal, eu fico feliz de ter sido instrumento disso, e aliás assim algumas coisas aconteceram é legal ver esse relato nesse ano que já houve algum avanço para a conscientização e dar visibilidade para o TDL. Os encontros com a educação, com a saúde, com a perspectiva de parcerias. É legal esse relato de que, em escolas, quando vocês apresentam o que é o TDL, os professores, uau, e eu não tinha percebido isso antes. O objetivo da lei é exatamente esse, aproveitar todos os espaços para a gente conscientizar as pessoas sobre a existência desse transtorno. Aliás, eu estava em uma reunião agora há pouco e falei, olha, vou ter que descer, que vai ter a primeira parte, que nós vamos falar sobre a semana de conscientização do TDL. Uma procuradora do município falou, TDL? Vamos conversar sobre. Eu sou de 90 da linguagem. Então, assim, não é questão de nem instrução, não. Porque como é o, nem sei se é novo, mas mais recente, esse olhar de identificação desse transtorno, as pessoas não têm conhecimento. E pela falta de informação e conhecimento, Às vezes, os próprios pais acabam não percebendo e não dando um tratamento, ou tendo um cuidado adequado com a criança. E também no ambiente escolar, às vezes, os professores acabam em tese discriminando ou colocando todo mundo dentro de um guarda-chuva de teia. Mas eu fico feliz. Agora, uma pergunta assim. Uma vez identificado, nem sei se é diagnosticado, o quadro de TDL, Quais são as orientações para dar para os pais? O que pode ser feito? Porque não é um tratamento. São intervenções. Como é que funciona? Identificou? São vários graus, cada pessoa é única. Mas, recomendações? Primeiro, você identificou alguma dessas características que a gente passou aqui. Procure uma ajuda, porque é muito importante essa ajuda. até como uma orientação parental, para explicar para os pais quais são os caminhos e tudo mais. Conversar bastante com o profissional que vai atender seu filho, porque não existem graus igual o TEA, mas existem dificuldades diferentes. Então, procurar uma fono, procurar uma psicopedagoga, porque, como a gente falou, a aprendizagem e a linguagem andam juntas. Então, se é muito pequenininho, pode procurar primeiro uma fono. Uma fono especializada em linguagem, que isso é muito importante. Depois, vai ser uma longa jornada. Porque você... É isso que eu falei. Você não vai ter alta em três meses a SARO, porque o transtorno do neurodesenvolvimento não tem cura. Então, você vai levar isso ao longo da sua vida. com as demandas sociais vão aumentando, você vai precisar de diferentes intervenções. Então, você vai precisar de, quando é pequenininho, a gente vai ensinar o segmento de instrução. Aí você pode até ter uma alta, mas logo você vai ter que voltar, porque a demanda social mudou. Então, é um longo trabalho. Mas o mais importante é arranjar estratégias para você conseguir ter autonomia. Então, junto com os terapeutas, você vai conseguir essas estratégias de pedir ajuda, de falar, não entendi, você pode repetir, não entendi duas, três, dez vezes, porque realmente a criança não entendeu. Então, tem todo esse trabalho por trás, depois de um diagnóstico. E tem a psicologia também, porque interfere muito na autoestima Então é fono, é psicopedagogo, é pedagogia, é psicologia Às vezes tem questão sensorial, uma TO Então o trabalho é em equipe mesmo A gente fazer todo esse diagnóstico Às vezes entra o foneatra, que é o médico especialista também na fala Então é todo mundo, se tiver sensorial, vai para a TO também E a psicologia é muito importante, porque a criança se entender Ela conseguir se empoderar, ela conseguir falar Então, a fono é muito importante, a psicopedagogia e a psicologia. Por isso que a gente luta para dar visibilidade para o que tem, para conseguir ajuda, porque todo mundo que tem um transtorno, tem um prejuízo, precisa de ajuda. Então, é isso. E essa terapia multidisciplinar é muito importante, não é, Miki? Que todo mundo converse, porque, às vezes, a TO percebeu uma coisa que a fono não tinha percebido, porque a questão sensorial, às vezes uma hipotonia, tudo isso ajuda ao desenvolvimento da pessoa. Legal. Já que você falou em ajuda, tem famílias que talvez consigam buscar ajuda, auxílio de um profissional, uma fonoaudióloga, uma psicopedagoga, mas isso nem sempre está acessível para todas as famílias. O movimento, a comunidade passo a passo, atua como um grupo de autoajuda? Por exemplo, pais podem acessar, participar, tem reuniões, encontros para discutir isso? Sim, eu acho que, pensando em pais, Rocine, o acolhimento é muito importante, porque ajudando os pais, você já faz 50% do trabalho, porque você ter um pai seguro do que o seu filho vai ter o desenvolvimento, isso já é uma grande parte do trabalho. Agora, nesse primeiro ano, a gente não fez reuniões de pais, mas a nossa ideia é fazer reuniões de pais, ter esse acolhimento, ter essa ajuda de uma orientação parental mesmo, junto com todas as terapias que a criança precisa. Mas, falando no que você falou, tem muitas pessoas que não conseguem ter as terapias. Então, a gente faz o possível e o real. Então, assim, o que é necessário para a criança Às vezes são muitas terapias e esses pais não têm condições Então, a gente vai trabalhar no que é, hoje, mais importante Prioridades, né? E eu acho que nesse um ano, chá, eu discordo Porque a gente já teve Instagram, que veio várias mães conversando Então, a gente está... não tem um grupo reunido A gente nunca fez uma reunião Não, eu falo assim, numa reunião presencial com todo mundo Mas no Instagram, inclusive, a chá, ela fica totalmente disponível Eu estou lá, meia-noite, a gente está conversando com alguma mãe que está com ajuda no Instagram. Então, assim, temos muitas mães no Instagram, na comunidade nossa, do WhatsApp. Então, a gente ajuda e muito. E como é que, assim, então divulga isso. Alguém que possa, olha, talvez meu filho, minha criança. Onde que ela acessa? Onde que ela busca informação? Ou no Instagram? Como é que faz? É, o nosso Instagram é passo a passo pelo TDL, está disponível. Quem quiser participar da comunidade do WhatsApp também está super convidado. É só mandar uma mensagem no Instagram, que a gente adiciona, a gente manda o link da comunidade. Então, está... Então, Instagram, passo a passo, pelo TDL. Então, acessa lá, se precisar, Michele e Sharon vão estar para ajudar. E, nesse sábado, vai ter uma atividade, não é? Esse sábado, a gente vai ter um abraço ao TDL, na Torre do Castelo, que foi uma iniciativa que a gente quis, primeiro, comemorar, há um ano de lei, comemorar o Dia Internacional de Conscientização do TDL e dar mais visibilidade e exatamente esse acolhimento para as famílias. Então, é estar todo mundo junto num movimento em prol do TDL. E é muito legal ver que profissionais, amigas minhas, fonos, vão estar no evento, então as clínicas vão estar presentes, são pessoas que fazem um trabalho sério, a gente faz um trabalho sério e vai ter paz, vai ter clínica, Então, a gente espera que seja um dia sem chuva, um dia que a gente curta e que seja bom para a gente conscientizar. Nós vamos levar folder, vai ter bexiga. Então, todos estão convidados. Até porque a gente está lá também para tirar dúvida. A gente está à disposição para tirar dúvidas, para perguntar. E assim, não existe essa dúvida, não vou perguntar, porque elas vão falar assim, nossa, você não sabe de nada. Não, qualquer dúvida é dúvida e a gente está super à disposição. E nós aprendemos diariamente, então a gente tem que aprender, a gente está aqui para aprender, para ensinar autonomia para a criança, para ensinar essa funcionalidade, então estamos todos aqui para aprender, nós também aprendemos com as crianças. Então a gente parte do princípio que a gente aprende e a gente está porque é um propósito de vida nosso, não é, Chá? Exatamente. Que bom, eu quero parabenizar a Sharon e a Michele por essa iniciativa, pela organização, pelo movimento passo a passo pelo TDR, pelas conquistas que já lograram nesse ano de resistência da lei. E pode contar com a Câmara, com o nosso mandato para a gente fortalecer esse movimento, porque quanto mais a gente conhece, mais a gente se sente atraído para querer ajudar as pessoas. E como a gente, eu, no caso, é ignorante, tanta coisa acontecendo. Eu tive sábado, teve uma festa de uma ONG, Coração Curumim, que é uma ONG que atende e cuida de crianças com cardiopatia, que é uma especificidade também, enfim, tem todo o cuidado e uma atenção. E eu falei do TBL, e mesmo no meio médico, as pessoas não conheciam. Então, o que a gente precisa é isso, nessa semana de conscientização, mostrar que o TDL é um transtorno, existe. Quanto mais rápido for identificado, mais rapidamente essa criança pode ter um cuidado mais adequado. Obrigada, Rocine, pela figura pública sua, disseminar o TDL por nós. Obrigada. Que bom, que bom. Mas esse é o objetivo mesmo. Temos que encerrar, porque já estamos no inicial. Quero agradecer mais uma vez, Charo, Michele, pela disponibilidade, pela militância, pela causa, e convidar vocês a conhecerem um pouco mais sobre TTL. Entrem no Instagram, passo a passo, pelo TDL. Então, agradecendo mais uma vez a todos, declaro encerrada essa primeira parte da reunião. Muito obrigado. Obrigada. Agora então, 5 horas e 49 minutos, encerrada a primeira parte, que por iniciativa do vereador e presidente da Câmara de Campinas, Luiz Rocine, foi em comemoração à lei que institui em Campinas a Semana de Conscientização do Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem, o TDL. Continue conosco que agora você acompanha a 58ª Reunião Ordinária de 2026. Até mais. TV Câmara, Campinas Medicações anti-inflamatórias, medicações que possam interferir com coagulação, com atividade plaquetária, que possam aumentar risco de sangramento. Então, essas medicações a gente orienta a não tomar. Olá, tudo bem por aí? Por aqui tudo ótimo. Aquele convite especial para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Na próxima edição do Estúdio Câmara, sabe aquela pessoa que pensa assim, se não for do jeito que eu faço, não está bom? Pode ser na organização da casa, no trabalho, na cozinha ou até na maneira de...
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