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[música] [música] Bom, a gente segue com as notícias da Metrópole. Dança como forma de celebrar a cultura, fortalecer vínculos, promover qualidade de vida na terceira idade. Aqui em Campinas, um projeto gratuito está levando o ritmo do carimbó para mulheres com mais de 60 anos no Parque Itajaí. As aulas unem música, tradição e protagonismo feminino. A dança do carimbó é uma manifestação cultural popular de caráter coletivo e feminino. Ela reúne música, canto e dança e apresenta movimentos inspirados em elementos do universo cultural maranhense. É realizada em roda, onde parte das participantes toca instrumentos e canta, enquanto outras com saias rodadas e coloridas. cantam e dançam. É um projeto que nós eh participamos aí pelo FIC, então foi através do FIC que nós estamos aqui e é um projeto que a gente faz pela segunda vez no bairro, só que a primeira vez a gente ensinou as mulheres a tocar a caixa do divino, que é esse instrumento que vocês vem aí nas imagens, que é o instrumento base para se fazer o carimbó das caixeiras, que é o nome desse projeto, né? E o carimbó ele é do Maranhão, ele não é do Pará, porque existe uma diferença. Você tem o carimbó que é do Maranhão e o carimbó que é do Pará. Eles têm, são próximos porque é ali do ladinho, mas tem características diferentes. Qual que é essa diferença? Então, no caso do Maranhão, ele tá ligado à festa do divino, né? Que é uma brincadeira, é uma dança que as mulheres que t mais de 60 anos, assim, não é rígido, né? Mas enfim, as mulheres mais velhas que cantam músicas que são ali da cultura, né? Então tem o caroço, tem o carimbó, tem o cacurial. O carimbó é uma mistura desses desses desses desses fazeres dançantes da região ali, que é o que a gente tava fazendo. A gente estava fazendo um caroço que faz parte do caricó. O carimbó ele é maior, ele engloba. E é um passo parecido com o carimbó que é eh do Pará, que é um passinho miudinho, né, que é o pé bem próximo do chão, que tem influência indígena. A diferença é que no Pará geralmente é feito de casal, então os homens dançam e no caso do Marença, mas as mulheres que dançam e mais espalhadas pelo espaço. A prática que integra ritmo, movimento e tradição cultural tem como destaque a caixa do divino, um instrumento que a mestra Cristina conhece. Muito bem. Olha, esse instrumento é muito especial. Começou com uma pesquisa minha, né, e da Inês também na época. A gente foi pro Maranhão pesquisar eh as rendeiras e eu acabei conhecendo essa esse instrumento, né? Mas eu já tenho uma familiaridade com percussão há mais tempo do conhecimento desse instrumento, mas quando eu conheci ele, aí eu fiquei apaixonada e fui atrás de saber qual origem, como que funciona, né? E aí eu vi que fiquei mais apaixonada ainda, que é do da festa do divino que são mulheres que tocam. E só no Maranhão ele é considerado sagrado feminino, né? Porque ele ele tem uma ligação só que mulheres fazem, né? Hoje em dia até tem homens, mas originou-se as mulheres tocando esses esse instrumento na festa do divino, como folia de reis, né? Então a festa do divino ela tem uma ligação muito forte também com a folia, tanto que na folia tem esse nessa caixa de folia que eles tocam, né? Além de ser um momento de união, atividade física, dança e muita brincadeira, é também um momento de integração entre as mulheres com mais de 60 anos que aqui nesse espaço fazem novos contatos e amizades. Eu acho que é super importante, muito importante. Por isso que a gente pensou nele, porque a gente sempre pensa que as pessoas que vão ficando mais velhas, inclusive nós somos mais velhas, a gente já passou de 60, eu e a mestra Cris, né? Eh, mas existe uma tendência a ficar mais em casa, não exercitar o corpo, a não ter uma troca coletiva, não interagir, acaba ficando mais na família. E eu acho que a importância do projeto é essa também, que essas mulheres podem estar juntas se divertindo, brincando, que é um termo usado na cultura popular, brincante. Você fala, a pessoa é um brincante. Ela dança, ela tá brincando no sentido que ela faz aquilo para ela, não é para nenhuma finalidade. Ela tá fazendo para se divertir, para se sentir bem, para mexer o corpo, para ter prazer com a música, com a dança. E e eu acho que tá sendo isso mesmo. Elas ficam muito felizes, né, de de est dançando essa possibilidade de dançar e cantar. E pronto, é isso. Tô aqui festando. É um ritmo totalmente diferente do que eu gosto de dançar e eu conheço, né? Mas depois que a gente dançou o carimbó mef agora no fim do ano agora e agora eu que apareceu eu tô dentro. Tô adorando. E é legal aqui esse momento também que tem várias outras mulheres também, né? Como é que é ter esse contato também com as meninas? É, então porque você vê é um grupo de idosa, né? Então uma entende a outra, tá? Uma é mais lenta, a outra é mais vai mais rápido, mas uma entende a outra. E aí com isso a gente vai se dando bem. Uma respeita o tempo da outra, com certeza. Olha, eu faço parte da Viva Feliz. Aí nós foi dançar o carimbó que foi maravilhoso e eu sou uma pessoa abençoada porque 70 anos dancei o carimbó, agora dançando aqui estou muito feliz mesmo. E essa aqui para nós é uma uma bção. Aprendendo uma dança nova também. Dança nova que é maravilhoso. Fez novas amizades também aqui. Nova amizade. Muito, muita amizade mesmo. Isso aqui é divino. A oficina Carimbó das Caixeiras acontece toda quarta-feira no ginásio de esportes do Parque Tajaí em Campinas, das 2 às 5 da tarde. A participação é gratuita e as aulas seguem até o final de junho. A gente já conheceu há um tempo Itajaí aqui, né? E teve essas pessoas que nos acolheram numa apresentação que a gente fez que elas ficaram assim. Então isso foi um chamamento pra gente poder estar junto e também vir aqui trazer para elas essa alegria e fazer um trabalho bacana para elas conhecerem o tambor, conhecerem as danças, sabe, brasileira. Então é, para mim é uma satisfação. [música] [música]