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O Procon de Campinas divulgou a pesquisa de preços de produtos de Páscoa deste ano e os resultados mostraram uma grande variação nos preços. Quem vai nos contar sobre as variações e o que o consumidor pode fazer para fugir dos altos preços é a repórter Cassiane Alves. Seja bem-vinda e boa tarde, Cácia. Oi, Gabriel, boa tarde para você, para todo mundo que nos acompanha. Isso mesmo, né? Além dos consumidores prestarem atenção nessa variação de preços, também tem algumas recomendações que o Procon Campinas realiza, né, fez esse levantamento para os consumidores nesse período. Então a gente vai conversar com o Paulo Giglio, ele que é diretor do Procom Campinas, vai trazer algumas informações pra gente, informações importantes, né, Paulo? Boa tarde. Realmente existe essa grande variação aí de preços? Boa tarde. Sim, o Procon Campinas fez pesquisa de preços de barras de chocolate, ovos de Páscoa entre os dias 11, 23 de março. Foram pesquisados 77 produtos com no mínimo três amostras eh encontradas. A variação é bastante grande. Chegamos a achar a variação de preço acima de 60%. Então a gente sempre reforça para que o consumidor pesquise para poder fazer um bom negócio. E esse é um período que muita gente, né, acaba deixando pra última hora, justamente por ser produtos, né, perecíveis, ovos, barras de chocolate. Então, qual que é a primeira orientação que esse consumidor ele tem que levar em consideração no momento dessa compra? É, antes de mais nada, fazer a pesquisa de preços, né? verificar prazo de validade, informações da embalagem e no caso de ovos com brinquedos, verificar se a faixa etária é adequada paraa manipulação da criança que vai receber aquele brinquedo. E Paulo, nessa questão, né, de prestar atenção no prazo de validade, eh, os produtos são perecíveis. Então assim, dificilmente pode, né, acontecer eh de um produto ele estar já vencido, mas ele fica bem próximo ali a data do vencimento. Isso também tem que levar em consideração. Exatamente. Isso para todo tipo de produto, a gente recomenda todo produto alimentício. É muito importante conferir o prazo de validade. E Paulo, qual foi o menor preço, né, eh, levantado aí nessa pesquisa, no produto também? existe essa grande diferença eh de barra e também dos ovos? Sim. Eh, via de regra, as barras como elas são produzidas pro ano inteiro, né? Você tem essa disponibilidade no mercado o ano inteiro, elas têm o preço por peso, um pouco mais em conta. O ovo realmente é um produto específico para essa data comemorativa. Nós encontramos barra de chocolate a partir de R$ 6,29, né? Esse foi o menor preço dos produtos que nós encontramos e o maior preço foi um ovo de Páscoa, um ovo com 540 g, R$ 124,90. É bem diferente, né? Mas também em comparação aí com a a questão visual também, né? Uma barra e também os ovos, principalmente quando os consumidores vão com crianças, né? Acaba chamando mais atenção aquela embalagem temática com brinquedos. Isso também já é um chamariz, né? Para gastar um pouquinho mais. Exatamente. Além do ovo vou algo dentro ou um bombom ou um outro brinquedo, normalmente as barras têm um peso menor, né? Isso também justifica esse preço mais barato. E nessa questão, como a gente tá falando de um período, né, eh, sazonal, falando da Páscoa especificamente, não tem aquela questão de golpes pela internet, porque são produtos que as pessoas vão comprar presencialmente, né, Paulo? Isso é bom, nunca demais a gente reforçar, né, que sempre bom as pessoas estarem atentas quando for fazer um Pix, quando passar o cartão de crédito, mas realmente nesse período de Páscoa, a tendência é que as compras sejam realizadas presencialmente, não online. E a questão também dos valores, né, prestar atenção na marcação, porque geralmente acontece, né, ter um valor marcado ali na embalagem, quando vai pagar é um outro preço. Isso também tem que prestar atenção. Isso. E no caso, acontecendo uma divergência de preço, o consumidor tem o direito de pagar o menor preço no mesmo estabelecimento. Tá certo? Então, Dr. Paulo, eu queria que falasse um pouquinho agora sobre a questão eh das dúvidas e reclamações, né? Onde esse consumidor ele pode acessar? o que ele deve fazer em caso aí de alguma reclamação. Tanto nessa época de Páscoa como durante todo o ano, o Procon Campinas está disposição pelo telefone 151. Eh, também pelo site pode ser feito agendamento para atendimento presencial. A reclamação também pode ser registrada diretamente no nosso site que é procom.campinas.sp.gov.br. Tá certo? Então, muito obrigada, Paulo, pelas explicações. Tá aí, então, Gabriel, a gente conversou com o Paulo Giglio, diretor do Procom Campinas, que trouxe essas informações e também as dicas e orientações para os consumidores. Eu volto com você aí no estúdio. Dicas importantíssimas. Muito obrigado, Casseni Alves, e claro a disponibilidade do tempo do Paulo Diglo, que é diretor do Procom, pelas informações, reta final, Páscoa neste domingo. Então você que vai presentear alguém, importante, né, pesquisar os preços antes de realizar esta compra. Bom, a gente segue aqui com as notícias da Metrópole e tem notícia boa, hein? Valor da cesta básica em Campinas registrou queda no mês de fevereiro. O recuo foi puxado principalmente por conta do tomate. Depois de 5 meses consecutivos de alta, o custo da cesta básica em Campinas apresentou um leve recu. Em fevereiro, a queda foi de 1,77%. Em janeiro, a cesta chegou a quase R$ 800. Agora passou para cerca de 76, segundo o levantamento do Observatório de Economia da PUC Campinas. É, a gente teve, como você bem disse, depois de 5 meses de alta, incluindo o primeiro mês do ano, janeiro, ã, a gente teve uma queda em alguns itens. O principal foi o tomate, que teve uma queda de mais de 20% e é um item significativo na sexta. podemos dizer que ele foi o principal item que puxou o valor dessa cesta para baixo. De certa maneira, essa queda é um é um ajuste novamente depois de uma sucessão de altas, mas eu diria que se a gente comparar com o ano passado, né, o fato de Campinas ter começado o mês, perdão, ter começado o ano eh com uma variação de preço menor do que das outras capitais é um bom sinal, né? Pelo menos a gente tem a esperança de que não se repita o que aconteceu em relação às demais capitais no ano de 25. Além do tomate, outros itens contribuíram para a queda da cesta básica. ficaram mais baratos produtos como açúcar, leite, óleo e manteiga. Por outro lado, alimentos essenciais seguiram em alta, como a batata, que subiu quase 15%, além do feijão, da farinha e do pão francês. Itens de consumo diário que continuam pressionando o orçamento das famílias. Eu destacaria o leite que que tem um peso mais significativo e tá dentro do que é esperado de oscilações do preço. Felizmente foi para baixo. Óleo e açúcar, apesar de serem itens componentes da cesta básica, ele eles não têm um preço um peso tão grande, então, né, mesmo uma queda neles não acaba refletindo tanto no valor final da sexta. Apesar da queda registrada em fevereiro, a instabilidade de alguns produtos essenciais e um cenário econômico incerto indicam que o alívio no bolso do consumidor pode ser apenas temporário. O principal motivo é a questão do preço do petróleo e dos combustíveis em geral, né? E combustível, eh, embora a gente não use para produzir alimentos, mas a gente usa para transportar, né? E o custo relativo do transporte de alimentos é relativamente alto, porque eh alimentos não tm um valor agregado tão grande. Então, sempre que há uma alta de combustível, a alta do frete também, isso aumenta o custo de distribuição e acaba impactando lá na ponta pro consumidor. E nas prateleiras, a percepção é diferente dos números. Consumidores afirmam que ainda não sentiram diferença no bolso. Aumentou bastante. Aumentou. A gente teve registro de que alguns produtos registraram queda no preço. A senhora ainda não sentiu? Então não senti se se essa queda ainda nos preços. E qual é o produto que hoje em dia mais pesa na sua cesta base? Hum, eu acho que é a parte de carnes em geral. Tem feito um rebolado por enquanto. Tô conseguindo aí substituir alguns itens. Não senti. Tô vendo aumento do leite, aumento da carne, feijão, legumes, frutas, tudo alto. Qual é o produto que mais pesa hoje em dia na cesta básica da senhora? A carne. E os básicos, né? Ah, eu vou pego as ofertas e vou buscando, vou atrás de ofertas.