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[música] [música] A gente abre a edição de hoje com as notícias da Metrópole. Quem está curtindo e também quem vai curtir o carnaval aqui em Campinas, saiba que estão acontecendo ações de prevenção e de orientação contra casos de assédio e violência. A campanha tem voluntários treinados e também para acolher as vítimas nas tendas de atendimento durante todo o período do carnaval de rua. A campanha Carnaval sem assédio foi criada em 2024 e a iniciativa nasceu com objetivo de transformar o carnaval de Campinas em uma festa marcada pelo respeito e pela segurança, com foco principal no combate e na prevenção da violência sexual. A ideia surgiu em 2024, quando a gente recebeu os dados de violência de 2023, né? E ali mostrava que os os casos de estupro podem aumentar em até 50% durante o período do carnaval, né? E aí a gente fala de todos os tipos de violência, mas principalmente da violência sexual. Eu já vinha do movimento escola sem assédio, de luta contra a violência sexual e a gente entendeu que o carnaval era esse momento para pautar a questão do enfrentamento à violência, principalmente por ser um momento de muita visibilidade, mas principalmente pelo aumento desses casos. Então a gente trouxe esse projeto aqui em Campinas, eu e a Gabi começamos a construir, que primeiramente começou aí como um programa de prevenção. A gente falava sobre prevenção a violência e aí em 2025 nós começamos a experiência das tendas de acolhimento. O atendimento nas tendas de acolhimento é feito por voluntários que recebem um treinamento com todas as informações e instruções sobre como ajudar as vítimas. No treinamento, a gente vai passar as instruções sobre o atendimento na tenda. Então não, a gente vai falar sobre o tipo de violência que podem ocorrer, mas é focado no atendimento que será feito aí dos dias 13 ao dia 17. Então a gente vai passar todas as instruções de como esse atendimento vai ocorrer, como abordar uma mulher caso ela passe por uma situação de violência, né? Isso é muito importante, porque esse fluxo de atendimento não pode revitimizar essa mulher, ela não pode se sentir mais insegura a partir do momento que ela chegar nesse ponto de acolhimento. Então é importante que seja feito com uma delicadeza, com eh uma expertise onde essa mulher se sinta de fato acolhida. Os voluntários estarão na linha de frente para ouvir, acolher e orientar pessoas que sofrerem qualquer tipo de violência ou importunação. Eu fiquei sabendo desse projeto o ano passado, eh, pelas redes sociais e fui eh convidada, fui fui me inserindo nesse projeto. Entrei em contato com a Gabi, com a Rebeca, conheci as meninas e e aí eu me inseri na na tenda com elas. E esse vai ser segundo ano. Como que foi sua experiência? Ai, foi muito legal. Eu acho muito importante ter uma tenda de acolhimento nesse momento, né, que é um momento onde realmente existe muita violência e às vezes fica muito velado e tendo um ponto pra mulher poder se se acolher ali, né, pra gente poder acolher essa mulher, ela poder prosseguir mesmo com as denúncias e buscar também um apoio, né, psicológico, um apoio de fortalecimento dessa estima. É muito legal. Este ano a campanha será multisetorial e terá o apoio de diversas secretarias municipais. É um primeiro ano que tantas secretarias assim se unem em torno desse tema, que é um tema muito importante e isso demonstra o quanto o poder e a gestão pública, né, está alinhado no enfrentamento à violência de gênero. Então, nós estamos aqui como Secretaria da Mulher e temos também a Secretaria de Cultura, temos a CETEC, a INDEC, a Guarda Municipal, a Polícia Civil através das DDMs que também irão participar dessa ação, ou sejam todos unidos. no enfrentamento à violência, né, para que as nossas mulheres possam curtir esse carnaval e se divertir de uma forma muito mais segura. O ponto oficial de acolhimento às vítimas estará no distrito de Barão Geraldo entre os dias 13 e 17 de fevereiro. A gente tem feito alguns trabalhos dentro de bares e restaurantes ali da redondeza, onde onde por onde os blocos passam, né, para que todos estejam muito alertas com relação ao aquele sinal. né, que é esse sinal universal para que todos reconheçam quando uma mulher tiver precisando de ajuda e aí encaminhem para a tenda de acolhimento que vai tá lá eh centralizada ali em Barão Geraldo. Por que Barão Geraldo? Porque é onde tem a maior concentração, né, dos blocos. Então nós vamos fazer esse projeto piloto, digamos assim, Barão Geral desse ano. Eh, a o intuito é que nos próximos anos a gente esteja tenha outros pontos de acolhimento na cidade. Então, a gente vai ver como vai funcionar esse ano ali em Barão Geraldo. Eh, estaremos nos revesando toda a nossa equipe de voluntários também, voluntários da sociedade civil, as mulheres da casa da Secretaria de Política para as mulheres. A gente vai est lá se revisando das 5 da tarde até às 3 horas da manhã. [música] เฮ [música]