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A gente abre a edição de hoje com as notícias da Metrópole. Pacientes do sistema público de saúde da região de Campinas passam a ter acesso a uma tecnologia mais avançada para o diagnóstico e acompanhamento de doenças, principalmente o câncer. A novidade está em funcionamento no HC da Unicamp. O HC da Unicamp inaugurou uma nova área de medicina nuclear. O destaque é o novo aparelho Spect CT CZT, o primeiro instalado na América Latina em um hospital público com a tecnologia baseada em detectores CZT, CADM telúrio. E esse equipamento, o Spect CT CZT, então ele traz uma tecnologia que é realmente o estado da arte e em medicina nuclear, em imagens para cintilografia e spec CT. Um grande diferencial dele em relação aos equipamentos anteriores, que até então a gente tinha um equipamento com dois detetores que giravam ao redor do paciente. Agora não. Agora nós temos detetores eh 360º ao redor do paciente. Então isso traz uma precisão de imagem muito maior, uma rapidez muito grande. É, e isso é muito importante, né, pro para um hospital de SUS como o nosso, porque a capacidade de você conseguir fazer muito mais exames e com uma precisão e uma resolução tão boa quanto ou até maior que os anteriores, né? Além da precisão, a tecnologia também reduz o tempo de exame e o uso de radiofármacos, garantindo mais conforto aos pacientes. O sistema ainda conta com inteligência artificial para gerar imagens em 3D de corpo inteiro com maior qualidade. né? Os equipamentos de imagem em geral mais modernos vem com essa com esse recurso e isso traz uma eh uma avaliabilidade muito melhor na movimentação desse equipamento, na hora que o operador tem que preencher a página de aquisição para fazer as aquisições. Isso ajuda também na resolução das imagens. Então você muitas vezes você consegue usar uma quantidade de radiofármaco menor e a mesmo assim mantendo a resolução ou até melhorando a resolução. Então essas ferramentas inovadoras elas ajudam a cada vez mais e você até expor menos o paciente à radiação. Com o novo equipamento, o Hospital de Clínicas passa a contar com uma das tecnologias mais avançadas do segmento da medicina nuclear no país. Um avanço que deve impactar diretamente no diagnóstico e tratamento de doenças, principalmente em pacientes oncológicos. Esse equipamento ele é capaz de fazer todos os tipos de centografias. Então a gente faz imagens para ver funcionamento cerebral, coração, os rins, mas ele realmente tem uma aplicação muito significativa na oncologia. Eh, em medicina nuclear agora se fala muito da palavra teraganóstico e esse equipamento ajuda nisso. Então, o que é o teraganóstico? Eh, eu vou fazer imagens com radiofármacos e esse mesmo radiofármaco, né, que é uma molécula ligada a a uma a um radioisótopo que emite radiação, eu faço primeiramente o mapeamento do corpo para detectar onde estão os tumores, onde estão as metástas. Em seguida, eu pego esse mesmo radiofármaco, essa mesma molécula, só que agora eu ligo no isóo porque é capaz de destruir a célula tumoral. Então aí eu injeto novamente no paciente, mas aí quando esse radiofármaco entra dentro da célula tumoral, ele destrói ela. Então isso é um uma medicina de precisão absoluta. Eh, e isso é um grande ganho pros pacientes oncológicos. O Spect CT CZT foi adquirido com investimento de mais de R$ 8 milhões de reais através de recursos da FAPESP, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e de emendas parlamentares. É importante a gente lembrar, então foram a junção principal de duas verbas, né? Então, foram emendas parlamentares captadas com deputados federais e também uma outra parte importante que foi um grande projeto de pesquisa da FAPESP, né, um CEPID, que é o câncer tera. Então, com a junção dessas duas verbas, tornou isso possível. E além disso, a verba da pesquisa também ajudou a gente a equipar o nosso serviço. Além desse equipamento que nós estamos vendo aqui, nós também colocamos um quarto terapêutico para esses pacientes poderem receber essas terapias e ampliamos a nossa radiofarmácia, que é o coração da medicina nuclear, é onde são preparados essas moléculas pra gente poder fazer o diagnóstico e o tratamento dos pacientes. Segundo a coordenadora do Serviço de Medicina Nuclear, o novo espaço inaugurado também contribui para a área de pesquisa. O HC da Unicamp, ele tá dentro de uma grande universidade, né, a Universidade Estadual de Campinas, que é a Unicamp. E é muito importante, né, que a gente faça novas pesquisas. Então esse equipamento vai ajudar nessas novas pesquisas, em especial do Câncer Tera, que é esse essa pesquisa conquistada aí. junto à FAPES, mas também outras pesquisas que possam vir. E essas pesquisas em geral, nós estamos focando no descobrimento de novos radiofármacos, de novas moléculas ou de novos usos de radiofármacos que já existem, com foco especial em câncer. Mas um equipamento como esse, a amplitude para pesquisa é gigantesca, porque a gente pode ir muito além do câncer. Apesar de envolver radiação, o que pode gerar medo e receio, a Dra. Bárbara afirma que o equipamento é seguro e não traz riscos aos pacientes. Isso é uma uma questão muito importante pra população e eh saber também, né? Porque em medicina nuclear a gente mexe com quantidade de radiação muito pequenininha. Então, apesar da gente injetar esses radiofármacos na corrente sanguínea, eles são muito fisiológicos que a gente fala. Então, são moléculas que imitam o funcionamento do corpo ou imita o funcionamento cerebral, eh, eh, emita o funcionamento do rim, do tumor, pra gente fazer a marcação do tumor e com uma radiação muito pequena. Então, para vocês terem uma ideia, não existe eh eh efeitos colaterais, efeitos adversos com os radiofármacos, né? Então, a gente nem se preocupa com pacientes com alergia, por exemplo. E claro, né, serviços como esse, eles têm que tá totalmente de acordo com as legislações nacionais, né, da da CEM, da Autoridade Nacional Nuclear, com Anvisa. Então agora também com essas adequações que a gente fez no serviço, ele tá totalmente adequado, então é extremamente seguro.