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[música] [música] A gente abre a edição de hoje com as notícias da Metrópole. O Museu de Arte Contemporânea de Campinas recebe a partir desta semana uma exposição que convida o público a mergulhar no universo das infâncias e na relação entre arte e natureza. Até o dia 12 de abril, o MAC abre as portas para o projeto Cidadela Arte e Natureza da artista visual Maria Esou. A proposta é oferecer ao público uma experiência imersiva que atravessa sensações, memórias e subjetividades da infância em diálogo com a natureza e o coletivo. A ideia da exposição cidadela surgiu com a minha maternidade, tanto da minha primeira filha quando eu demorava muito para conseguir ela para para pôr ela para dormir. Então eu criei a história da Casa das mil janelas, onde cada dia a gente abriu uma janela e contava uma história. Ali na, minha filha demorava muito. Então, tinha dias que a gente abria muitas janelas, então a gente brincou que era a casa das mil janelas. Quando eu tava grávida do meu segundo filho, Martim, essas janelas eu senti que estavam em mim, que meu filho me habitava e que eu era a casa dele. Então eu comecei a pensar tudo que me habitava, a tristeza, a alegria, o coração, o sistema respiratório, digestivo, circulatório, tudo que forma esse corpo humano e onde esse corpo humano habita. No interior da instalação, a cidade imaginária ganha forma em 15 casas, corpos, esculturas moldadas a partir do tronco da própria artista. Cada uma abriga um minimundo com dramaturgia própria, sons, luzes e mecanismos que dialogam com temas como amor, medo, alegria, entre outras emoções. As casas elas são uma intersecção, como se fossem os mapas da cidade. Então, tem uma casa que é a casa amor, que é na que é no telhado, a casa afeto, que é na cozinha, a casa tristeza, que é o quarto de cabeça para baixo. E cada cômodo da casa traz um sentimento e isso faz com que a gente consiga perceber dentro do nosso corpo e dentro do nosso cotidiano a forma de se relacionar com os nossos sentimentos. Eventos como esse envolvem uma série de etapas técnicas e profissionais nos bastidores. Um dos destaques é a parte mecânica das estruturas, responsável pelo funcionamento dos equipamentos e por garantir que toda a operação aconteça com precisão. Eduardo Salzani, que se intitula Mecânico de Pássaros e de Mar, comenta como trouxe a magia dos movimentos para a exposição. A mecânica, eu sempre falo isso quando eu dou as minhas oficinas, eh mecânica, ela é algo muito frio, assim, então a gente tá no no mundo, as coisas mecânicas estão à nossa volta e a gente acaba não percebendo, né? Então eu acho que trazer movimento mecânico para pequenos momentos poéticos assim, né? Eu acho que isso desperta nas pessoas, poxa, como isso tá se movendo? Como é possível isso se mover, né? Então a gente começa a olhar pra mecânica de uma forma mais delicada, né? Mais pequeninha. Eu acho que o que a Maria traz na exposição também, pensando a mecânica especificamente, é essa possibilidade, né, da gente enxergar os pequenos movimentos. Eu sempre gosto de pegar o óculos e falo: "Gente, caramba, isso aqui tem um movimento, como é que isso é construído, né?" Então, acho que a partir dessa exposição a gente consegue perceber assim esses pequenos movimentos. Aqui dentro, cada casa funciona como um espaço de história e emoção. A proposta da artista é reafirmar o corpo como um espaço de autonomia. Embora a cidadela seja voltada ao público infantil, a exposição também convida os adultos a dialogarem com a própria criança interior e a compreenderem os sentimentos de forma lúdica e sensível. A exposição, a gente fala que ela não é uma exposição paraa criança, ela é uma exposição para as infâncias, para todas as infâncias. Então, quando os adultos vêm, eles têm uma relação de de se eh de um retorno à infâncias, de se repensar dentro dessa desses minimundos e se também ter esse trabalho de inteligência emocional e muitas vezes criar um vínculo com a criança que ele tá acompanhando, porque ele para assistir a exposição, ele desce na altura do olhar da criança. [música] [música]