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[música] [música] A escola municipal professor Ciro Magro recebeu um escritor de referência em educação antiracista para um encontro com os alunos. A iniciativa faz parte das ações da rede municipal voltadas à equidade nas escolas. Uma manhã de aprendizado fora do formato tradicional de sala de aula. Cerca de 100 alunos do 5º ano participaram de um encontro com o escritor Odair Marques da Silva, autor do livro Atlas Geocultural da África, obra que faz parte do plano pedagógico da rede municipal. A proposta vai além da leitura e faz parte do programa Campinas antiracista, uma iniciativa da Secretaria Municipal da Educação. Então, nessa perspectiva, além das atividades de valorização da cultura afro-brasileira, e aí entra a obra do professor Odair, nós estamos também com um trabalho intenso de combate ao racismo, né, de mostrar para as crianças o que é, né, trabalhando com a questão do letramento racial, mostrar o que é o racismo, as diferentes formas de racismo, de racismo. E quando a gente traz um um uma personalidade como o professor Odir Marques, a gente também tá criando identidade positiva para nós. É muito importante que as crianças enxerguem, que elas percebam que as pessoas negras podem muito além daquilo que hoje a gente enxerga. Para a direção da unidade, o contato direto com o autor potencializa o projeto pedagógico. É de extrema importância esse momento que nós estamos vivendo aqui na escola, vivenciando, né, com a oportunidade de trazer o professor Odair. O livro dele tem sido trabalhado no projeto Biblioteca em Ação, né, em conjunto com o projeto, é, da cultura antiracista do município e que é muito trabalhado dentro da nossa escola, né, para nossas crianças perceber, né, eh, vislumbrar um futuro diferente, uma possibilidade de acender, né, através da cultura, através da escrita, através da aprendizagem, é de extrema importância o conhecimento né, que o livro também traz sobre a cultura africana, eh, e também a o conhecimento, conhecer, ter a oportunidade de conhecer um autor de perto, um escritor de perto, né? Isso é muito válido paraas nossas crianças, paraa nossa realidade e pro mundo que nós estamos vivendo nesse momento. Mestre pela Unicamp e doutor em ciências da cultura, o autor Odair Marques explica que o Atlas vai além dos dados geográficos. Ele é uma ferramenta de identidade. O Atlas não é só um livro de geografia, como algumas pessoas pensam, de mapas, é um livro principalmente de muitas fotografias de cidades africanas. cidades lindas como Campinas, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, que nós não conhecemos. Então, as crianças vem esses livros com as professoras e elas conhecem aquela África só de pobreza, de animais, de tribos. E quando vem uma África de uma cidade que ela pode fazer um turismo, que ela pode viajar para lá, elas falam isso. Professora, eh, poderíamos viajar paraa África, eu podia fazer um passeio para lá. Tem crianças lá, tem shopping center fal tem, tem playground, tem. Então elas mudam o paradigma, é um rompimento mesmo no sentido do daquilo que a gente conhece do continente africano. E isso faz com que a autoestima delas cresça assustadoramente. Uma das grandes consequências que as crianças é a vontade de aprender, a vontade de ir pra escola e perguntar mais paraos professores, a vontade de ficar na escola. Olha que coisa interessante. Estudar a África com um conceito moderno faz com que elas queiram aprender e isso evita evasão, evita falta, motiva o estudo. Então, as consequências têm sido muito impressionantes. Ele também destaca o nível de engajamento e a curiosidade da turma. Olha, é uma alegria enorme estar com as crianças aqui em Campinas. É surpreendente a qualidade com que os professores têm atuado com essas crianças. Elas são desenvoltas, desinibidas, fazem perguntas. Então, eu tenho a sensação que a qualidade da educação em Campinas tem dado saltos excelentes. Para os estudantes, a oportunidade de conhecer o autor trouxe um novo olhar sobre a história da África. Bom, eu tô gostando bastante. É um sonho conhecer algum ator, né? Eu sempre quis aprender mais sobre o livro, como escrever um livro, qual é o interessante de escrever o livro. Tô gostando muito, sabe, desse projeto. Eh, eu já foliei algumas páginas. O mais interessante, bom, o livro é interessante, né? Mas o mais interessante é os mapas aqui da África, que eu sempre quis conhecer a África. A professora, ela disse que se a gente foliar esse livro, a gente vai est combatendo o racismo. Então, tô achando muito, muito legal e interessante. Esse livro é muito interessante. É uma experiência muito, é, é uma experiência muito legal de se fazer. Por quê? Porque tipo assim, nós nunca teve contato com nenhum autor, nunca veio na escola. Primeira vez. Mais do que aprender, o objetivo é multiplicar. O João Miguel, por exemplo, vai compartilhar o conhecimento com a família. É muito legal. Eu gosto disso sempre. Eu vou ver hoje, vou pedir o autógrafo também e também o Vou ler, vou ficar vou mostrar pra minha mãe, pra minha família, para eles conhecer também. Um encontro que mostra como a educação também se constrói no diálogo, na troca e no reconhecimento da própria história. Momento único, né, e muito importante. Olha só, a Secretaria de Saúde de Campinas registrou o terceiro óbito por síndrome respiratória aguda grave, provocada pelo vírus influenza, que é o causador da gripe, tá? A paciente tinha um histórico de doenças pré-existentes, né, comorbidades, e ainda não havia se vacinado contra a doença este ano. Desde janeiro, a cidade contabiliza 32 casos e três mortes por influenza. E durante todo o ano de 2025, Campinas teve 552 pessoas com a síndrome e 67 mortes pela doença. Dos óbitos, 53 foram de pessoas que não receberam a vacina contra a gripe. Então você que está nos acompanhando, veja, né, se você é do grupo prioritário e procure uma unidade de saúde, porque a vacinação é muito importante. já aproveita e deixa a cadeneta de vacinação atualizada. Olha só, essa semana a PAI Campinas promoveu um encontro especial que uniu esporte e inclusão. Os alunos da instituição participaram de uma clínica de basquete com um convidado especial, o ex-jogador campeão da NBA, Anderson Varejão. A quadra da PAI Campinas virou palco de aprendizado, inclusão e troca de experiências. Atletas atendidos pela instituição participaram de uma clínica de basquete com um convidado mais do que especial, o ex-jogador da NBA, Anderson Varejão, que construiu uma carreira internacional de destaque e hoje atua como embaixador das Olimpíadas Especiais Brasil. Primeiro de tudo, é sempre muito bom estar no Brasil, né? Eu que moro, moro fora, moro em Cleveland, Estados Unidos, poder voltar ao Brasil, voltar, estar aqui em Campinas hoje com toda a garotada aqui do Special Olympics, né, da Olimpíadas Especiais, para mim é uma honra muito grande. Me sinto feliz poder voltar com Clevan Cavaliers, eh, eu que sou embaixador das Olimpíadas especiais, de poder estar próximo, né, sentir esse calor humano deles, abraçar, né, beijar, brincar um pouco, mostrar um pouco da minha da minha história, aprender com eles também, né? não tem nada que eh cativa mais do que os sorrisos, né, e a vontade de estar aqui deles, mas eu gostaria que eles soubessem que a a felicidade deles, a como eles se sentem de eu estar aqui hoje, né, um atleta que tive a a uma carreira internacional, é o mesmo prazer que que eles têm, eu tenho de poder compartilhar com eles a minha experiência, a minha carreira e viver um dia aqui de de clínica, de basquete, que eu acho que é muito importante para eles Também durante a clínica, Varejão comandou exercícios de aquecimento com fundamentos do basquete, além de atividades em quadra. De acordo com o atleta, a maior motivação do projeto é, acima de tudo, oferecer carinho aos participantes e receber esse carinho de volta. A gente sabe que também é uma clínica, é um dia, a gente vai aprender algumas coisas, eles vão aprender algumas coisas, a gente vai aprender com eles, né, que eh querendo ou não, eles ensinam muito pra gente, né, com essa com essa energia que eles têm. Isso é muito importante para para mim. Isso me fortalece, me faz uma pessoa melhor. E eu acho que o mais importante é interagir. Ó, até falei com eles no final, ó. A gente aprendeu basquete, um pouco de basquete hoje, a gente se conheceu um pouco melhor, vocês interagiram e fizeram uma clínica de basquete diferente. No final todo mundo ganha, por isso que a gente deu a volta olímpica, né? Agradecendo a todos que estavam aqui. Eu falei com eles da importância também de agradecer aos aos fãs, né? Quem acompanhou aqui, quem estar aqui com a gente. Então, acho que é é isso, é o que vale o mais. Para pai, ações como essa fazem a diferença dentro e fora das quadras. Então, além da alegria, que é notório, eh é muito além da experiência em si com o basquete aqui. Então, eh, eles, a gente fala sobre o protagonismo, sobre essa alegria, né, que o esporte traz, eh, sobre a inclusão social e sobretudo, eu acredito que a quadra ela fala um pouquinho para nós sobre aquilo que é a nossa grande luta, que é que a pessoa com deficiência seja vista na sociedade pelo seu próprio potencial. Então, acredito que hoje o evento ele traz essa grande marca para nós. Então, a gente trabalha muito esporte aqui dentro, oportunizando os nossos alunos, atletas, né? E isso é uma consequência, porque essa clínica que o Varejão está fazendo com a gente aqui é uma parceria com a PAI de Campinas, com as Olimpíadas Especiais e com o Crível, né? Então, oportuniza esses meninos a ter a inclusão esportiva. Para quem participou, fica a certeza de que o esporte pode transformar realidades e aproximar pessoas. Participar também ajuda todo mundo junto. Quem quem está aqui ficou sentado também participou também. E como que foi essa experiência para você? Ah, para mim a gente faz coisas. A gente a gente ajuda um outro para fazer, a gente ajuda mais pessoas. E antes dessa experiência aqui hoje, você já conhecia o Anderson Varejão? Já conheci lá no, inclusive na inauguração da da quadra de Valinhos lá e também conheci ele também pela internet, acompanhava o jogo. Já conheci o esporte, já gostava do basquete também e ter ele aqui é como ídolo, né, do basquete internacional. É, te inspira também a seguir no esporte? inspira bastante, quer jogar para fora, queria também ser jogador famoso, já tive esse sonho bastante. [aplausos] [música] [música]