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[música] [música] A gente abre a edição de hoje com as notícias da Metrópole, porque o tratamento contra o câncer vai muito além dos remédios e procedimentos médicos. Aqui em Campinas, um novo espaço tem ajudado pacientes a cuidarem também da mente e das emoções durante esta fase tão delicada. A chamada Casa do Bem-estar oferece atividades gratuitas integrativas, bem em frente ao centro de oncologia, facilitando o acesso e promovendo mais qualidade de vida. Na Casa do Bem-Estar, o tratamento contra o câncer vai além da medicina tradicional. O novo local fora da área do Centro de Oncologia de Campinas fica bem em frente ao hospital, facilitando o acesso para os pacientes. Corpo, mente e espírito passam a ser cuidados de forma integrada com atividades físicas. Os pacientes eles são encaminhados pelos médicos, né? Muitos deles não tão tão fragilizados. Eh, tem uns pacientes que chega logo no início do tratamento, outros já no final do tratamento ou no meio do tratamento. Tenho eh pacientes de todas fases do tratamento e o exercício físico, ele vai est auxiliando a prevenir os sintomas e os efeitos colaterais do tratamento oncológico. Então ele ajuda na prevenção da fadiga oncológica, é a diminuição da perda da massa muscular que é muito acentuada durante o tratamento, auxilia no sono, né, esses pacientes eles eh dormem melhor e tem uma resposta muito melhor ao tratamento, né, com benefício do exercício físico, é como uma resposta anti-inflamatória. atividade física regular, ela é responsável por uma redução tanto da ocorrência de câncer na população geral que tem maior risco, quanto na redução do risco da doença progredir. Significativo, só foi medido em estudos clínicos e beira entre 20 e 30% de benefício. Benefício medido na sobrevivência, benefício medido no na cuidado da doença em si. O que a gente percebe é que essas outras terapias que vêm ao lado, elas contribuem muito emocionalmente pros pacientes, não é? E essa e essa contribuição emocional dá mais força para o paciente continuar enfrentar os seus problemas e tratar adequadamente. Então veja, é um contexto universal no em volta do paciente e oferecer essas oportunidades pros pacientes para nós também causa bastante conforto e bastante alegria. A gente percebe que tá encontrando algo mais para auxiliar no combate à doença de cada um, né? A escolha de cada um. Essas atividades são de graça, tanto para pacientes quanto familiares daqueles que estão em tratamento, além dos pacientes que já estão na fase final ou fase de reabilitação do tratamento contra o câncer. São atividades que ajudam não só no físico, mas também no emocional de cada paciente. Passando aqui para agradecer a Ana Luía e ao Centro de Oncologia pela oportunidade que foi me dada de participar das sessões de acupuntura. Eh, foi novo para mim, foi algo novo para mim. E eu percebi que no primeiro, na primeira sessão, eu já senti eh menos calor devido ao uso do tamoxifeno e dois dias depois da da sessão, eu também tive um sono de qualidade. Então, eu agradeço muito e espero que outras pessoas possam ter esse privilégio que eu estou tendo também. Hoje eu estou fazendo parte das atividades integrativas proporcionadas aos pacientes. Eu estou fazendo acupultura, yoga, dança e cerâmica. Durante as atividades, eu venho percebendo uma conexão maior comigo e um bem-estar que eu já não vinha sentindo há algum tempo. Aqui a gente encontra acolhimento, amor e muita dedicação dos colaboradores. Eu sou muito grata à oportunidade, ao acesso tão humano e transformador que essas atividades nos trazem. Meu muito obrigado a toda a equipe do COF, aos colaboradores por nos manter firmes e fortes nessa luta. Aqui nós criamos um espaço que a gente chama de casa do bem-estar, né? A ideia, na verdade, é integrar outras terapias não médicas, tá? Paramédicas, vamos chamar assim, que possam trazer conforto pras pessoas, né? Possa trazer benefício pras pessoas. Não é só tratar o câncer, é olhar para o paciente como um todo e oferecer para ele atividades que possam trazer conforto espiritual, conforto físico, conforto mental, né? Então a gente tem aqui várias atividades em desenvolvimento, desde acupuntura, yoga, atividade física, relaxamento, não é? Massoterapia, educação física, arteterapia. Quer dizer, existe umas várias opções para que as pessoas possam escolher, olha, eu me eu gosto mais desse tipo de atividade, gosto mais daquilo. E a gente acredita sim que essa é uma oportunidade de oferecer algo fora da atividade habitual de uma clínica oncológica, mas que traga o benefício para todo o contexto terapêutico. Então essa é a ideia. A ideia é essa e ela tá nascendo agora, mas tá sendo muito bem aceita. você percebe que as pessoas estão gostando da ideia e nós acreditamos que isso vá realmente se consolidar. A AID é professora de cerâmica e conta como as atividades ajudam pacientes a lidarem com sentimentos difíceis. O processo é longo, né? Então você vai esperando, né? Primeiro tem a gente faz a peça, aí ele seca em ponto de couro, aí a gente faz os detalhes que a gente quer, aí ele seca em ponto de osso, a gente queima. São 24 horas de queima. Aí sai, a gente pinta, queima de novo e finalmente tá pronto, né? Então tem alguma coisa ali para elas eh ficar antecipando também, né? Esperando a alegria de ver a peça no final, mas que elas conseguem desestressar por um momento, por duas horas, né, que a gente faz a aula, que elas ficam mais tranquilas. E tem o lado social também, né? Porque eh muitas vezes elas estão, elas ficam sozinhas em casa, né? é uma das nossas pacientes. Ela falou pra gente no primeiro dia que ela veio que ai, se eu não tivesse aqui eu ia estar em casa, eu ia est deprimida embaixo de uma coberta. Só que eu tô aqui, eu tô tão feliz de estar com vocês, eu tô fazendo alguma coisa com as mãos, né, e conversando com as outras meninas que fazem aqui, com as professoras. Isso me traz muita alegria e é isso que a gente quer, né, com o projeto. [música] [música]