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[música] [música] A gente abre a edição de hoje com as notícias da Metrópole. E no hospital de clínicas da Unicamp, um gesto simples ganhou um significado enorme. Um corte de cabelo virou esperança para que enfrenta o câncer. Ação solidária e a corte do bem reuniu doadores e voluntários para captar mechas que serão transformadas em perucas para pacientes em tratamento em todo o Brasil. A ação corte do bem é um evento solidário de doação de cabelos para arrecadar mechas para a confecção de perucas destinadas a pacientes em tratamento em hospitais de todo o Brasil. O evento ocorreu na entrada principal do Hospital de [música] Clínicas da Unicamp e atraiu pacientes, acompanhantes e também alunos da instituição. Eu tô fazendo uma disciplina aqui em Campinas, no campus deirão Geraldo e soube da ação e achei muito muito legal. Acho que é uma iniciativa muito importante, né? as pessoas que estão passando por tratamento oncológico já estão enfrentando um período muito difícil. Então, qualquer iniciativa para ajudar a a dar um up na autoestima delas já é muito válida. E eu me sensibilizei com a causa e topei aqui doar um pouco do meu cabelo para Como é que foi essa essa experiência por aqui? Que que você achou do novo visual? Ah, eu já tava acostumada, não é a primeira vez que eu dou, eu já, acho que é a segunda ou terceira vez. Eh, e foi bem tranquilo, foi bem rapidinho, não demorou muito, o pessoal foi muito gentil, simpático e solícito. Foi bem tranquilo. Eu sempre trago meus pais para fazer acompanhamento aqui na Unicamp e assim que eu cheguei já vi montando, né, uma estrutura. Falei assim: "Olha, mãe, vai acontecer alguma coisa". Ela foi, fez o procedimento, voltamos, quando eu vi corte do bem, eu sempre tive vontade de doar o cabelo. Aí eu falei assim: "Ai, mãe, vai ser hoje". Ela: "Então vamos lá". Aí doei o cabelo. Tô muito feliz. E o que que te inspirou a fazer essa doação? A gente sempre gosta de ajudar, né? Sempre que a gente pode, a gente participa, né? Então assim, foi o momento e ai, eu tô muito feliz, muito me tá ajudando mesmo. Você comentou que a sua filha também já fez o corte para doação, é isso? Sim, sim. Ela ela tinha um cabelo na cintura, ela chegou a cortar, que o sonho dela era doar, só que a gente não conseguiu encontrar o lugar, né, para poder doar. E aí conversando com o pessoal que pode trazer o cabo, nossa, ela vai ficar muito feliz que a gente guardou o cabelo dela até hoje para poder doar. Novo visual seu também aprovado. Ah, super, super, super aprovado. Amei. A Júlia acompanhou a sogra Marisa, que vai começar o tratamento paliativo contra um câncer de laringe e resolveu doar os cabelos [música] para quem está enfrentando a mesma batalha. A gente veio que começar o tratamento paliativo, aí ela viu uma moça cortando e quis também tomou essa iniciativa de fazer o corte já que ela falou assim: "Agora eu criei coragem e vou cortar". [risadas] E aí você tá acompanhando aqui dando apoio? Isso. Eu tô só acompanhando, não quero não. [risadas] Mas o que que você achou da iniciativa dela, né, de sensibilizar também com a causa e doar esse cabelo também para outras mulheres? Ah, eu achei bonito e é uma coisa que ela quis. Ela falou assim: "Eu vou guardar, vai que um dia vai ser a minha de novo para utilizar o meu próprio cabelo". Aí eu assim, ah, então vamos lá cortar. Atitude corajosa, bem corajosa. [risadas] Toda essa ação aqui no HC da Unicamp conta com a ajuda de voluntários, desde os profissionais que fazem os cortes de cabelo até as pessoas que doam além do cabelo, tempo também para essa ação acontecer. A logística para entrega aos pacientes e confecção das perucas também conta com uma corrente do bem e com a ajuda do tio fininho. Isso. Nós temos uma ONG a combinando bem que o intuito é a informação do diagnóstico precoce de criança infante juvenil e apoiar as crianças. E dentre esses projetos nós unimos a solidariedade com as mechas de esperança e esses cabelos em parceria com vários hospitais como é o HC da Unicamp. tem a doação, a gente vem, recolhe, vai pro fio da alegria, que é a nossa parceira, transforma em peruca e eles voltam. E aí é doado pros pacientes, tanto em tratamento oncológico quanto em algum outro tratamento que os cabelos caem. Aí você participa dessas ações também de entrega, é isso? Isso. As entregas num raio de 500 km a combinando bem muitas vezes está presente. E nas regiões mais distantes do Brasil, a gente faz de outra forma, inclusive o Fio da Alegria, que viaja um pouco mais nessa questão dos cabelos, ele faz a entrega da peruca para nós e simbolizando todas essas pessoas que doam seus cabelos, que a gente fala que doar o cabelo também é como se fosse doar um órgão, que quando você fala em doar um gesto de amor, doando um pedaço de si, a gente considera que o cabelo também é um órgão muito especial para quem precisa tanto de um uma esperança de um cabelo, de uma peruca nova até o tratamento finalizar. A voluntária Mariane fundou em 2014 o projeto Fio da Alegria, após perder um sobrinho com leucemia súbita e dois meses depois passar pelo mesmo hospital [música] de câncer infantil para acompanhar o tratamento da filha de 2 anos que se recuperou. Ela então aprendeu a confeccionar as perucas e uniu outros voluntários. Então, para fazer uma peruca dessa, a gente precisa de 250 g de cabelo já limpo, já tecido, né? E para juntar 250 g não é de só de um doador, né? São vários doadores que vão doando. A gente vai guardando os cabelos iguais, o mesmo tecido, da mesma cor. A gente vai juntando para fazer a tecelagem. A gente vai faz 8 m de tecelagem e depois é passada a tecelagem pra touca. E aí que forma a peruca. E aí quando a paciente recebe é como que é ver esse retorno, essa alegria, né, de quem recebe essa doação? É a autoestima. né? A gente vê a felicidade de pessoas que não saiam de casa, começam a sair, adolescentes que não vão pra escola, quando põe a peruquinha, anima a ir pra escola. Ajuda muito no tratamento, né? Autestima é tudo, né? Depois elas vão no salão, faz o formato, faz a franja, faz o que é o o corte da peruca do rostinho dela, né? A gente tenta deixar várias perucas nos bancos para elas poderem chegar e experimentar qual se adapta melhor com o rostinho dela. Para doar, o cabelo tem que estar limpo e seco com pelo menos 20 cm de comprimento. [música] Rafael, mestrando da Unicamp, deixou o cabelo crescer por 3 anos para fazer a doação. E eu recebi a ação pelo e-mail aqui institucional que a gente tem na Unicamp. Uma amiga também me enviou para confirmar duas vezes, né? E aí, como eu já tinha em mente essa doação, o cabelo tá crescendo há uns 3 anos mais ou menos. Era hoje, né? Tinha que vi. E aí, p cortei e espero doar para alguém. É essa segunda vez já, né? A segunda vez que você já faz a doação, então isso, isso. A primeira foi pelo Cabo Alegria lá em São Paulo. E como eu descobri agora que aqui recebe também, já sou do dor de sangue aqui, cadastro na medula óssea, terminar esse trio, né, de doação. Bom, então 3 anos, cabelo crescendo, rendeu bastante a doação, mostra pra gente. Acho que sim, né? Espero que tenha sido suficiente para manter, né, fazer esse projeto acontecer. O Hospital de Clínicas da Unicamp é um dos poucos pontos permanentes de arrecadação de mechas de cabelo na região. Desde 2021, foram mais [música] de 4500 doações que ajudaram na produção de cerca de 500 perucas para pacientes de todo o país. É uma central de captação desde 2021 aqui no HC, né? E as pessoas vem doar, manda por correio. Então a gente tem todo um trabalho já há anos e essas pessoas sim doam sem receber nenhum incentivo, né? Não precisam do incentivo para para vir. Então doam pela causa mesmo. Doam pela causa para fazer o bem e sempre sem olhar a quem. Eh, a gente fez toda a programação do evento, o projeto, fizemos o intermédio aí com vários eh além dos voluntários que estão aqui presentes hoje, a gente tem voluntários por trás disso. Então, a gente tem os patrocinadores, então a gente conseguiu locação de cadeira com uma empresa de locação. A gente conseguiu toda a parte de arte gráfica, toda a parte de criação com uma agência daqui de Campinas a solo e que sempre apoia a gente. O Saltine do McDonald's sempre apoia a gente. Então assim, e o Instituto Altaia também que doou as tendas e as camisetas. Então só isso, é possível graças a também à ajuda de todos esses esses apoiadores, nossos eus voluntários. [música] [música]