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[música] [música] E agora nós vamos com as notícias da Metrópole, porque você sabia que os livros da lista do vestibular da Unicamp podem ser encontrados nas bibliotecas municipais aqui da cidade para saber quais as obras e Como realizar este empréstimo você confere agora na reportagem de Rafael Turat. [música] [música] Estudar para o vestibular exige foco, tempo e muitas vezes um investimento alto em materiais. Pensando nisso, todas as bibliotecas públicas de Campinas reforçaram seus acervos para oferecer de forma totalmente gratuita os livros exigidos nas listas de leitura obrigatória da Unicamp. A iniciativa visa democratizar o acesso à leitura e apoiar os estudantes que nem sempre possuem recursos para adquirir todos os títulos da lista. é apostar no acesso igualitário, na possibilidade de efetivamente todas as pessoas terem a possibilidade de acessar esse material. A leitura é fundamental, ela capacita para as pessoas uma série de coisas. Então, quem tiver a possibilidade de poder acessar as bibliotecas, faça a carteirinha e acesse esse material de leitura. É garantia de competir pau a pau com as pessoas. E o que é mais legal é que como essa leitura ou empréstimo na biblioteca é feita por tempo determinado, ela também disciplina a sua leitura, né? Então são vários aspectos aí que a o empréstimo desse material da biblioteca, dessa literatura voltada para o vestibular, ele possibilita para as pessoas. E para realizar o empréstimo é simples. Basta apresentar o RG, o CPF, um comprovante de residência. Vale tanto o documento físico quanto digital. E cada pessoa pode retirar até dois itens que devem ser devolvidos em um prazo de até 15 dias. A gente respeita que às vezes a pessoa eh precisa de um pouquinho mais de tempo. A gente tem uma tolerância com relação a isso, mas é fundamental imaginar que outras pessoas também precisam fazer essa leitura. Então a devolução dentro do prazo pra gente é fundamental. As bibliotecas funcionam de segunda a sexta-feira com horários que variam conforme cada unidade. A lista com endereços, telefones e horários de funcionamento dos espaços estão no site da prefeitura. Você tem todos os autores que você puder imaginar. A gente tem Conceição Evaristo, Crenc, eh José Paulo Pa eh Shimamanda, nós temos de tudo aqui. Você tem material que tem em braile, tem coisa que tá em quadrinhos. Então, a possibilidade de leitura para quem está com vontade de competir, passar no vestibular, é só chegar nas bibliotecas públicas de Campinas. é um espaço público extremamente democrático e de fazer acesso à informação, ao conhecimento e à literatura de qualidade. [música] Em Campinas, o Orion, novo laboratório de biossegurança máxima, está previsto para inaugurar em 2027. A nossa equipe foi conhecer os novos protocolos de segurança e os procedimentos exigidos para evitar contaminação na entrada e saída do local. O Orão, primeiro laboratório de biossegurança máxima construído em Campinas, está localizado no CNPEN, Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais. A previsão é que fique pronto em 2027 e para isso precisa seguir protocolos rigorosos para que pesquisadores analisem com segurança vírus e bactérias considerados os mais perigosos pelo alto potencial infeccioso e letal. O complexo Orion, eh, é um complexo laboratorial, então, muito se fala sobre o nível de biossegurança 4, né, que será o primeiro do país, mas o também eh eh terá outros laboratórios, né, desde o nível de biossegurança dois eh até o quatro. Então, a expectativa é que a gente possa ter muitas pesquisas voltadas para preparação de pandemia, como eh a COVID-19, né? A gente viu como é importante essa preparação, ter laboratórios e pesquisadores eh treinados para esse tipo de trabalho. Esse espaço, por exemplo, que nós estamos é um laboratório de treinamento. Então, mesmo antes do Oion ficar pronto, é possível treinar pesquisadores aqui, fazer simulações, tanto em nível de biossegurança três quanto em nível de biossegurança quatro. O espaço conta com um centro de treinamento que simula, sem nenhum risco real, o procedimento para acessar o laboratório, evitando contaminação. Cada pesquisador passa por esse treinamento até ficar apto para atuar num laboratório real. Hoje a gente tem um programa de treinamento, né, estruturado. Ele começou em fevereiro de 2024, nesse espaço. Eh, e a gente recebe oito pessoas por treinamento. Então, é um treinamento bem individualizado, que é para ser um treinamento bastante prático, não demonstrativo, pro pesquisador sair daqui, a pessoa que vai trabalhar nesse nível, sair daqui com segurança para voltar pra sua instituição e trabalhar de forma segura. Então, esse treinamento ele é pro nível três de biossegurança que a gente já tem esquematizado, né? o mesmo laboratório que a gente trabalhou durante toda a pandemia com a COVID-19, né, que a gente utiliza os EPIs que são descartáveis, né, que máscara, aquele conjunto de EPIs eh o pro nível 4 de biossegurança, então a gente tá nos capacitando para receber esse treinamento, para poder dar esse treinamento, na verdade, né? Então, a etapa que a gente tá agora do projeto é receber os treinamentos para capacitar a equipe, para ser capaz de dar o treinamento pros pesquisadores, né, que vão trabalhar no ORO futuramente num treinamento para nível quatro de biossegurança. Então, a gente faz uma sempre um paralelo com o treinamento de um piloto de avião, né? Então ele vai ter lá aulas teóricas, depois ele vai ter a oportunidade de treinar num ambiente seguro como um laboratório desse. E a partir de quando ele vai acumulando horas ele vai ser avaliado para ele subindo de níveis. Então ele começa nessa parte teórica, passa por um laboratório simulado e ele vai começar assim a entrar num laboratório real. Então essas primeiras entradas num laboratório real é com supervisão, né? sempre para saber se a pessoa tá fazendo os protocolos da forma correta e depois ele vai ser liberado aí para poder entrar no laboratório e ter autonomia para fazer isso. Então essa etapa ela pode durar até um ano, né, de treinamento para uma pessoa ser capaz e ter autonomia para entrar numa área NB4 e ir trabalhar com esses agentes classe 4. Nos treinamentos que a gente desenvolve aqui é muito abordado os protocolos. Eh, esse tipo de laboratório, tanto de nível de biossegurança três e quatro, existem protocolos desde a entrada. Então, quando o pesquisador tá se preparando para entrar, existem protocolos de segurança, de conferência dos EPIs, a forma certa de colocar os EPIs e tem os protocolos também eh de prevenção de acidente até para solucionar possíveis acidentes que podem acontecer dentro do laboratório. Então aqui a gente consegue preparar os pesquisadores para que eles saibam como agir diante de qualquer situação que possa ocorrer durante as pesquisas, durante os experimentos. Os novos protocolos incluem trage especial, como macacão pressurizado, capacete, botas e luvas acoplados. Além disso, o pesquisador fica conectado a uma mangueira que fornece ar filtrável e respirável. No caso do nível de biossegurança 4, é a principal diferença é que o pesquisador ele não não respira o ar de dentro do laboratório. Então, eh, se a gente for ver os níveis, por exemplo, no nível dois, nível três, o pesquisador respira um ar filtrado, seja com uma máscara ou com um respirador motorizado. Quando chega no nível de biossegurança 4, o operador ele vai respirar um ar que vem de fora do laboratório. Por isso a necessidade desse macacão, a gente vai ver daqui a pouco, é que ele fica inflado. Então essas mangueiras azuis, por exemplo, é um ar que vem de fora do laboratório, um ar filtrado, ar respirável. E esse pesquisador não tem contato nenhum com o laboratório. A saída do laboratório de nível quatro também precisa ser rigorosa. Para garantir a segurança do pesquisador e evitar qualquer exposição de risco, o profissional passa por um banho químico obrigatório, ainda com um macacão por cerca de 7 minutos. O treinamento começa de uma forma lúdica, com brinquedos e tintas, para que os pesquisadores criem habilidades motoras com os equipamentos de proteção individual, sem que haja risco biológico. Os pesquisadores quando colocam essa roupa a primeira vez e entram nesse espaço, primeiro eles têm que garantir a habilidade de se movimentar com essa roupa. Então o primeiro passo é aprender a fazer uma conexão e desconexão, né? Porque você sempre tem que estar conectado com pressão positiva, né? para manter a segurança, porque se a gente tiver qualquer comprometimento com a roupa, o ar esse refluxo de ar. Então, o pesquisador tá conectado enquanto ele tá trabalhando. Ele vai precisar se locomover de uma área de trabalho para outra. Ele vai precisar desconectar e conectar na mangueira mais próxima para continuar o trabalho. Então, a primeira etapa do treinamento é conseguir ter essa habilidade de locomoção com a roupa e aprender a conexão e desconexão. A segunda etapa vai ser criar essa habilidade motora, né? Porque a gente trabalha ali com algumas camadas de luva. Então, geralmente nessa roupa tem uma camada de luva por baixo e uma luva por cima. E dependendo do procedimento, você pode ter até outras luvas por cima dele. Então você imagina que a habilidade motora vai ficar mais reduzida mesmo. E lembrando que nos experimentos no laboratório você vai manusear tubos, coisas que são muito delicadas. Então você precisa ter essa capacidade, né, de manipular esses esses equipamentos com esse EPI. Então, a primeira parte do treinamento é estimular a coordenação motora através de, a princípio parecem brincadeiras, mas que tem um fundo didático muito importante, né? E também tem essa capacidade lúdica da pessoa esquecer um pouco que ela tá com essa roupa e se concentrar nessa atividade que ela tá fazendo. Então, como vocês observaram, tem uma uma linha lógica, né, onde ela vai est com os brinquedos ali manuseando até ficar cada vez mais real e mais parecido com o laboratório, né? até que ela esteja pronta para sentar dentro da cabine de segurança biológica, que é esse equipamento, e poder fazer os as os manuseios lá dentro. O complexo laboratorial de máxima contenção biológica representa um avanço para o Brasil, que permitirá pesquisas com patógenos capazes de causar doenças graves e com alto grau de contágio das chamadas classes 3 e 4. Estrutura essa que não existe até hoje em toda a América Latina. [música] [música]