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funcionando e, além de controlar a velocidade, a medida tem como objetivo reforçar a segurança no trânsito e reduzir comportamentos que podem provocar sinistros. Os seis novos pontos de fiscalização eletrônica de Campinas já estão em funcionamento. Os equipamentos fiscalizam o excesso de velocidade, avanço do sinal vermelho e paradas sobre a faixa de pedestre. Eles estão localizados na avenida Rui Rodrigues, na avenida John Boyden Lope e também na avenida Barão de Itapura, cruzamento ali com Andrade Neves. Esses pontos, eles fazem parte de 10 pontos que nós estamos colocando em operação. No mês passado foram 4 e agora esse mês mais 6 pontos. Esse pacote é justamente para reduzir aquelas ocorrências graves de acidente, de sinistros que muitas vezes acontecem. por excesso de velocidade, por avanço do sinal vermelho e também por parada sobre a faixa que induz a pessoa que está trafegando sobre a faixa, o pedestre, a sair da faixa. Então nós queremos conter esse número de sinistros justamente para garantir a segurança das pessoas que por ali circulam. A definição das instalações dos novos pontos levou em conta o histórico dos locais. Entre 2023 e julho deste ano, foram 118 sinistros em um raio de 200 metros dos pontos. Foram 51 ocorrências com vítimas feridas, 60 sem vítimas, 4 atropelamentos e 3 sinistros fatais. Nós fazemos uma análise desses locais de sinistros que ocorreram. Então, levamos em conta o número de sinistros, a gravidade desses sinistros, para que a gente possa determinar onde esses pontos serão instalados justamente para prevenir esse tipo de ocorrência. Nos novos pontos de fiscalização, o limite de velocidade é de 50 km por hora. Mas em outros espalhados pela cidade, a INDEC já chegou a registrar veículos a mais de 80. E quanto maior o excesso de velocidade, maior também é a penalidade. Quem ultrapassa o limite em até 20% comete infração média, com multa de R$130,15. Entre 20% e 50%, a infração é grave e a multa sobe para R$195,23. Acima de 50%, a infração é gravíssima e a multa é multiplicada por 3, chegando a R$880,41. Já o avanço do sinal vermelho também é infração gravíssima, com multa de R$ 293,47. O equipamento não fiscaliza o avanço do sinal vermelho das 19h às 18h. No entanto, o motorista não tem permissão para fazer isso, porque é uma infração que ele estará cometendo. O equipamento somente fica inativo nesse período, mas a infração, se ela ocorrer, é possível de ser executada. A expectativa da INDEC é que a fiscalização ajude a reduzir comportamentos de risco nos trechos e contribua para a segurança de motoristas e pedestres. Porque, infelizmente, nesses pontos onde nós estamos colocando esses equipamentos, Eles tiveram aí uma recorrência muito grande de desrespeito à sinalização, seja ela de velocidade ou semafórica, enfim. Então o intuito da INDEC é justamente garantir a segurança nesses locais, não só para os condutores de veículos, mas também para os pedestres que por ali circulam e fazem uso, principalmente das travessias onde esses pontos foram instalados, que são pontos de cruzamento, pontos semaforizados. Estamos no meio de setembro e nós tivemos recordes históricos de chuva aqui em Campinas, mês que é considerado o início da primavera, mas que costuma registrar longos períodos secos. O cenário mudou completamente este ano. A combinação de frentes frias e ventos fortes fez o acumulado passar dos 220 milímetros em menos de duas semanas. Nos primeiros 10 dias de setembro, a cidade registrou o maior volume de chuva de toda a série histórica do CEPAGRE da Unicamp Iniciada em 1991 e ultrapassou o limite esperado para o período inteiro, que era de apenas 62 milímetros No mês de setembro ele tem uma grande variabilidade durante os anos Então tem anos que a gente tem menos chuva e anos que a gente tem mais chuva Teve anos que nós tivemos apenas 6 milímetros de chuva em 2023, se não me engano E anos que a gente teve chuvas de 148 milímetros em 2015 Mas em geral a média climatológica do mês é de 62 milímetros O volume surpreendeu as previsões e deixou a cidade em alerta Em pouco tempo o acumulado disparou e estabeleceu um novo marco climático A gente já ultrapassou nesses primeiros 14 dias do mês de setembro de 2026 e a gente já chegou a marca de 266 milímetros nesse ano. De acordo com o especialista do CEPAGRI, o acumulado é o resultado da combinação de diferentes sistemas atmosféricos que favorecem a formação de chuva ao longo do mês. Nesse mês de setembro nós tivemos uma grande entrada de frentes frias mais frequentes, então a gente teve duas frentes frias no começo do mês e na última semana a gente teve a atuação de uma baixa pressão no continente que facilitou a convergência de umidade sobre a nossa região e no sábado chegou uma nova frente fria, então esses dois eventos somados trouxeram esse grande volume de chuva nos últimos dias. A previsão para os próximos três meses indica que o padrão de umidade deve continuar elevado em toda a região. Tinha a previsão que o setembro iria ser com chuvas acima da média, porém superou até a previsão. A gente não tinha uma previsão de um volume tão grande como foi. Nos próximos meses, a expectativa é que também a gente tenha chuva acima da média, assim como era previsto para o mês de setembro. Porém, como no mês de setembro, pode ser que essa previsão ultrapasse a previsão e seja um volume de chuva até maior do que é esperado para os próximos meses. Então, para outubro e novembro, a gente tem previsão que a chuva fique cerca de 25 a 50 milímetros acima da média. Meio dia, mais oito minutos. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Estamos ao vivo nesta quarta-feira e olha só, você que está desempregado, disponível para o mercado de trabalho ou para você que quer mudar de área, mudar de emprego, preste atenção, porque no Centro Público de Apoio ao Trabalhador de Campinas, neste momento, 874 vagas estão disponíveis. Confira algumas delas. A vagas para de limpeza, chefe de serviço de limpeza, fiscal de loja, instalador de alarme, monitor de sistemas eletrônicos de segurança interno, padeiro, pedreiro e vigilante patrimonial. Esta vaga é específica para pessoas com deficiência. Para conferir todas as vagas é só acessar o site cepat.campinas.sp.gov.br Lembrando que o atendimento presencial do CEPAT é realizado mediante agendamento prévio através do site cidadãosenutil.campinas.usp.gov.br A unidade do centro fica na Avenida Campos Salles, número 427, de segunda a sexta-feira, das 7h30 da manhã às 4h30 da tarde. A unidade Douro Verde na rua Armando Frederico Renganesc, número 61, no bairro Jardim Cristina, dentro do Horto Shopping, no segundo andar, de segunda a sexta-feira, das 8 horas da manhã às 4 horas da tarde. E a unidade do Campo Grande, na rua Manuel Machado Pereira, número 902, em frente à Praça da Concórdia, de segunda a sexta-feira, das 8 horas da manhã às 4 horas da tarde. Vamos com as notícias do Legislativo 25 anos sem Toninho. No evento aqui na Câmara, homenageia o legado deixado pelo prefeito Antônio da Costa Santos, morto em 2001. 25 anos sem Toninho. Este foi o tema do evento em homenagem ao prefeito Antônio da Costa Santos, morto em 2001. Realizado pelo mandato do vereador Wagner Romão, contou com a presença de nomes importantes do Partido dos Trabalhadores Logo na abertura, o vídeo que retrata a relação de Toninho com Campinas emocionou quem estava no plenário da Câmara São os 25 anos da passagem do Toninho, uma pessoa que teve uma importância absolutamente fundamental para o Partido dos Trabalhadores na cidade de Campinas, no estado de São Paulo, no Brasil. E nós estamos aqui para reverenciar essa memória, reverenciar essa pessoa, reverenciar toda a construção da qual ele foi protagonista, sobretudo naqueles anos de criação do PT, os anos 80, os anos 90, e o legado dele como professor, como homem público, como prefeito, como um batalhador, em defesa das pessoas que mais precisam, na cidade de Campinas, fora da cidade de Campinas também. As vereadoras da bancada do PT relembraram a trajetória de Toninho. Nesses 25 anos, a gente sempre fica pensando qual é o legado do Toninho, e que foram vários legados. Eu acho que, na minha vida, ele foi muito importante. Eu não tive uma convivência com o Antônio da Costa Santos, Mas eu fui muito, muito afetada pelo homem que ele foi Pelo gestor público que ele foi Quando o Toninho foi tirado de nós de uma maneira tão violenta Eu ainda pequena não entendia como a cidade ia ficar Mas eu tinha a certeza que nada mais seria igual E hoje, ontem, completou 25 anos que a gente ainda não tem respostas do que aconteceu, a gente ainda tem o sonho de uma cidade melhor e a gente tem a dúvida de se Campinas, de como Campinas estaria nesse momento. A ex-prefeita Isalene Tiene, que assumiu o cargo logo após o assassinato de Toninho, lembrou daquele momento. Ele deu um sinal de confiança, foi isso. A fala dele foi gravada. Eu me assustei, porque nunca, nunca, em nenhuma ação, em nenhuma atividade que nós estávamos juntos, ele tinha falado qualquer coisa nesse sentido. O que me deu força foi que nós fizemos um planejamento de campanha e aí os companheiros todos que estão aqui participaram, o tal do livro vermelho. Esse livro vermelho era de um conteúdo com muita participação. Bom, hoje é quarta-feira, portanto é dia de reunião ordinária, a de número 51 deste ano de 2026. A partir das seis horas da tarde, os vereadores vão se reunir para discutir e votar os seis projetos que estão na pauta. Por isso, nós vamos abrir aqui o site da Câmara, campinas.sp.leg.br, porque nós vamos dar destaque aqui a um projeto de lei ordinária de autoria do vereador Herbert Ganem, que acrescenta dispositivo ao Estatuto de Proteção, Defesa e Controle das Populações de Animais Domésticos aqui de Campinas. O projeto prevê o uso de coleiras refletivas para identificar animais comunitários que já passaram por procedimento de castração. Esta medida, segundo o texto, tem como objetivo facilitar a identificação desses animais, além de ampliar a segurança e a proteção deles. E pela proposta, as coleiras deverão ser confeccionadas em material resistente e adequado ao uso em ambientes externos, além de possuir cor ou padrão refletivo que facilite a visualização dos animais durante a noite. O acessório também deverá apresentar uma indicação clara de que o animal já foi castrado. A colocação das coleiras fica sob responsabilidade de quem realizar o procedimento de castração. Entre os responsáveis previstos no texto estão organizações da sociedade civil, clínicas veterinárias parceiras, instituições de ensino superior da área de medicina veterinária e participantes de programas e campanhas desenvolvidos em parceria com o poder público. Para você ficar muito bem informado, saber todos os projetos que serão discutidos e votados, é só entrar aqui, campinas.sp.leg.br e você tem acesso aos projetos que serão discutidos e votados nesta quarta-feira, na reunião ordinária de número 51. Bom, a gente segue aqui com as notícias do Legislativo, porque o vereador Roberto Alves protocola projeto de lei para ampliar o acesso ao Disque 100 de Direitos Humanos. O objetivo do projeto de lei protocolado pelo vereador Roberto Alves é ampliar o acesso ao Disque 100, o Disque Direitos Humanos, por meio da disponibilização de QR Codes nos canais oficiais de comunicação e nas redes sociais institucionais do município. A ação permite o acesso rápido, reprodução e impressão pelos estabelecimentos, instituições públicas e privadas e demais interessados O parlamentar se diz um defensor do Disque 100 Sempre com todo o trabalho que eu fiz no estado de São Paulo, eu sempre procurei que as pessoas tivessem denúncias principalmente sobre o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes, que elas usassem o Disque 100. E hoje eu tenho visto, principalmente aqui na cidade de Campinas, que em vez das pessoas terem que discar Disque 100, que elas pudessem, então, através do QR Code. Hoje nós temos essa ferramenta muito importante, que é o QR Code. Você veja, nós vamos pagar alguma coisa, vai fazer Pix, tudo com o QR Code. Então, quando a pessoa entrar com o QR Code, ela vai poder já entrar direto na página do Disque 100 em Brasília e ela já vai poder fazer a denúncia. Não há necessidade dela ficar discando o Disque 100, talvez para ver se ela consegue uma ligação. E com o QR Code, ela já vai abrir ali a página e ela já vai fazer a denúncia dela. Acredito eu que vai ser muito mais rápido o atendimento. O QR Code deverá direcionar o usuário para o canal oficial relacionado ao serviço Disque Direitos Humanos, o Disque 100, assegurando o acesso seguro e confiável às informações e aos meios oficiais de denúncia. O parlamentar acredita que com mais esta opção, o número de denúncias pode aumentar. Eu tenho certeza que sim. E mais importante ainda seria se um dos nossos deputados federais pudesse fazer uma lei dessa, que ela passa a ser a nível nacional, não fica só restrita somente na cidade de Campinas. Porque as denúncias vão aumentar e muito. Muitas pessoas, às vezes, elas têm medo de usar o Disque 100, dela ligar, ela tem medo. Agora, através do QR Code, vai ser mais fácil e elas vão fazer denúncias. Em todos os estabelecimentos, não só na cidade de Campinas, mas no Brasil todo, já tem esse cartaz, não é novidade, já existe o cartaz com o número Disque 100. E é muito importante que as pessoas façam uso do Disque 100. Mas se tiver o QR Code, ainda é melhor, para poder já ir direto para a página do Disque 100. Foi constrangedor. No duelo da zona de rebaixamento ontem, a Ponte Preta foi humilhada pelo Londrina. Meia dúzia a zero. O vexame, a humilhação pontipretana começou aos 22 minutos. Cobrança de falta ensaiada, João Vítor colocou na área. Heron ganhou de cabeça do Gustavo Almeida e Herbert no meio da área também de cabeça abriu a porteira 1x0 Londrina. Aos 41 minutos, jogada pela direita, Herbert agora foi o garçom, cruzou para trás e Guilherme Portuga marcou o segundo. Enquanto os torcedores comemoraram, o Londrina foi para cima e com muita facilidade, Igor Bahia, sem goleiro de cabeça, só teve o trabalho de dar um leve desvio e fazer 3x0. E aquele ditado vira três, acaba seis, com a Ponte Preta sempre funciona. Na etapa final, aos 13, Nino Paraíba cruzou, teve um desvio de cabeça. E aí Sérgio Palacios, o zagueiro, furou na frente de Herbert, que não perdoou, tocou na saída de Vinícius, 4 a 0. Aos 35, muita liberdade aos atacantes do Londrina, Guilherme Cachoeira cruzou e Vitinho de Cabeça fez o quinto. E aos 38, João Vitor bateu no canto de Vinícius, que ficou parado assistindo a goleada. Então, ficou nisso, no duelo da zona de rebaixamento, Londrina, 1, 2, 3, 4, 5, 6, Ponte Preta, nada. Bom, jogadores perdidos em campo, né, já são fracos tecnicamente, sem receber salário, fica quase impossível vencer uma partida, a ponte está a 22 jogos sem saber o que é vitória e daqui duas rodadas vai ser rebaixada matematicamente. Uma vergonha que o torcedor não aguenta mais. A ponte volta a campo no domingo, 11 horas da manhã, contra o CRB aqui em Campinas, no estádio Moisés Lucarelli. E olha só, levantamento da SOS Mata Atlântica aponta que nenhum trecho do rio Tietê está livre de contaminação. Então, sobre esta expedição, os dados e a recuperação do rio, acompanhe a partir de agora o nosso quadro, o Giro Ambiental. O Rio Tietê atravessa o estado de São Paulo de leste a oeste e faz parte da vida de milhões de pessoas. Mas um levantamento realizado pela Fundação SOS Mata Atlântica revelou que o rio não tem mais nenhum trecho livre de contaminação. A expedição percorreu mais de 1.100 quilômetros da nascente a Foz. E como essas análises foram feitas, o que elas revelam sobre a saúde do Tietê e ainda é possível recuperar o rio? É sobre isso que vamos discutir hoje no Giro Ambiental com Gustavo Veronese, coordenador da Causa Água Limpa da Fundação SOS Mata Atlântica e também líder dessa expedição. Gustavo, seja muito bem-vindo ao Giro Ambiental e também muito obrigada. Para começar, eu queria que você falasse um pouquinho sobre o que motivou a SOS Mata Atlântica a realizar essa expedição pelo Rio Tietê. A SOS Mata Atlântica tem um histórico de luta pelo Rio Tietê, que remonta a uma aparição de um jacaré no Rio Tietê, na cidade de São Paulo, na água poluída do Rio Tietê, no começo da década de 1990, que gerou toda uma mobilização em prol do Rio para a recuperação do Tietê. A SOS Mata Atlântica liderou uma coleta de assinaturas que gerou 1,2 milhão de assinaturas em prol do Rio Tietê. E, a partir do momento que começou as obras de despoluição do Tietê, o projeto de despoluição do Tietê, a SOS Mata Atlântica quis acompanhar essa obra e como fazer isso numa época que não tinha lei de acesso a informação e são obras praticamente invisíveis aos olhos da população porque são tubulações embaixo da terra para levar esgoto a enormes estações de tratamento de esgoto, então isso não é visível para a população, então nada melhor do que olhar o rio e a SOS Mata Atlântica juntou especialistas na área de recursos rídicos para, com base na legislação vigente, desenvolver um projeto que as pessoas, os cidadãos e cidadãs pudessem analisar a qualidade da água e observar se as obras do Tietê estavam realmente evoluindo. Porque nada melhor do que o rio. O rio nos conta tudo o que acontece em uma base hidrográfica. Então, observando o Tietê, a gente saberia se as obras estavam em curso. Então, surgiu daí o Observando o Tietê, que depois, em 2015, a gente expandiu para outros estados brasileiros, que tem Mata Atlântica e passamos a chamar de Observando os Rios. Então, é um projeto de educação ambiental, de mobilização social, de ciência cidadã, quando nem se usava esse termo ainda, das pessoas gerando dados para produção de conhecimento, e tudo isso com foco e influência em políticas públicas. Então, a gente junta voluntários desde o começo da década de 90, pensando na despoluição do rio. Também a Estação Mata Atlântica tem uma tradição de fazer expedições por rios. Já fizemos no Tietê, no Iguaçu, no Rio Doce, entre outros rios, para aferir a qualidade e entender como grandes rios do Brasil sofrem influência dos diversos usos do solo. E, dessa vez, a gente teve essa ideia de ter uma análise mais profunda em relação ao que está acontecendo no Rio Tietê. A priori, a gente estava querendo medir microplásticos na água. A gente sabia que tinha muito microplástico no mar, sabia dessa informação, estava sendo muito difundido isso, mas tinha-se poucas informações sobre como isso estava impactando a água dos rios. Primeiro, a gente quis saber dos plásticos em geral. Fizemos uma eco-barreira no município de Salto para coletar o lixo flutuante, principalmente o plástico flutuante. fizemos em cerca de um mês conseguimos coletar quase uma tonelada de resíduos, 60% disso era plástico e isso nos trouxe uma atenção a gente queria fazer um trabalho mais completo entendendo como funciona o microplástico, aquele plástico invisível e a partir daí fomos trabalhando e conversando com universidades parceiras no caso do microplástico Unifesp eles indicaram a gente fazer também de fármacos e drogas ilícitas. Então, também com a Unifesp fizemos essas coletas para aferir isso. Já tínhamos parcerias com a Universidade Federal do ABC e com a Universidade de São Caetano do Sul, que são nossos parceiros no Observando os Rios. E a Universidade Federal do ABC se dispôs a aferir o carbono na água e a Universidade de São Caetano do Sul a aferir a microbiota e o índice de qualidade da água. Por fim, dado que a gente sabe que boa parte do uso do solo no interior de São Paulo se dá, principalmente nas margens do Tietê, com grandes monoculturas e principalmente de cana, era importante também a gente aferir a quantidade de agrotóxicos na água. E chamamos para isso a nossa parceira, a Sena da USP, o Centro de Energia Nuclear para Agricultura, para fazer a aferição desses dados. Juntamos essa super equipe de pesquisadores de universidades públicas brasileiras para fazer esse estudo inédito que mostrou a situação do Rio Tietê ao longo de todo o seu curso. Gustavo, como foi percorrer o Rio Tietê desde a Nascente até a Foz, como eu comentei? O que vocês encontraram pelo caminho? Você já falou que tinha bastante plástico. Também essa análise começou ano passado, esses resultados foram apresentados este ano. Conta um pouquinho para a gente também. Exato. A expedição aconteceu no mês de junho de 2025. foi uma semana de expedição e os resultados foram lançados em junho desse ano na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo porque demora mesmo são alguns agentes que precisam ser determinados é o tempo da pesquisa não é o tempo da informação que a gente quer então a gente tem que respeitar o tempo da pesquisa então demorou esse tempo tem algumas coisas que ainda ficaram por ser apuradas e que vamos divulgar futuramente, principalmente em relação aos microplásticos e a experiência de percorrer o rio inteiro é fantástica. Primeiro porque é a coisa da sensibilidade, de entender como as pessoas lidam com o rio ao longo do seu percurso. Então a gente tem uma ligação muito profunda na nascente do rio, nas cidades mais próximas ali, Salesópolis, Biritiba, até Mogi das Cruzes tem uma ligação muito forte, mas aí começa a chegar nessa área mais urbanizada da região metropolitana, perde-se completamente essa referência de rio como rio. Quem mora na cidade de São Paulo e as cidades mais próximas simplesmente não tem essa referência do rio como rio. O rio geralmente é um problema porque está poluído e o máximo que acontece é encher em pedras de chuva intensa. Então a gente transformou algo que deveria ser uma solução num problema. E aí o rio faz o seu curso interior adentro e muda-se de novo a percepção das pessoas. Novamente, a gente repara que as pessoas têm uma ligação muito forte com o rio, vivem do rio e vivem para o rio e vivem com o rio, seja tirando seu sustento, seja fazendo seu lazer, enfim, são múltiplos os usos que a gente tem no rio Tietê. Porém, a gente reparou aí na parte técnica que não existe nenhum canto do rio Tietê livre de contaminação, mesmo na nascente do rio, que está com uma qualidade ótima, segundo o que a gente aferiu com o IKEA, o Índice de Qualidade da Água, uma qualidade ótima. Mas, mesmo assim, tem alguns resquícios, tanto de agrotóxicos como também de microplásticos, que não necessariamente estão sendo gerados ali, mas podem estar chegando ali por outros meios, via chuva, via ventos e tudo mais. Também, em uma fossa, está com uma qualidade muito boa, a gente encontrou alguns fragmentos, porque também é o que vai sendo depositado ao longo do percurso inteiro e mais ou menos hora chega lá, com menos intensidade, porque tem muita água para diluir, mas chega também comprometido de alguma forma, então a gente diagnosticou que não tem nenhum ponto do rio sem nenhum tipo de contaminação. Gustavo, você falou que nessa pesquisa vocês encontraram agrotóxico, microplásticos e até drogas presentes no rio. É possível identificar quais atividades ou hábitos humanos mais contribuem para essa contaminação? Dá para identificar de onde está vindo isso? Sim, isso é muito claro. Os pontos que a gente pegou foi o visto que tinha as pontas que tem um uso do solo na parte superior que seja representativo. Então, onde tem agrotóxico é o fato. Está se usando de uma forma muito intensa e de uma forma, muitas vezes, não adequada, esses agrotóxicos nas lavouras. Então, a gente deveria tomar cuidado com isso. Na região metropolitana, o problema maior é esgoto doméstico. Ainda temos um desafio gigante para tratar o esgoto de alguns milhões de pessoas ainda. O desafio é gigantesco. Até você citou que até drogas ilícitas foram achadas na água do rio. No ponto de Osasco, que pega praticamente a cidade de São Paulo inteira, Guarulhos e tudo mais, foi onde se diagnosticou a maior concentração desse elemento. Por quê? Porque falta saneamento básico, é um indicador de que falta saneamento básico. As pessoas estão consumindo essas drogas, o corpo não metaboliza tudo e libera isso na forma de urina, principalmente, e pela falta de tratamento, acaba chegando no rio. Isso daí seria facilmente tratado em uma estação de tratamento de esgoto. Como não chega na estação de tratamento de esgoto, chega direto no rio, foi diagnosticado isso lá. inclusive em Osasco Osasco é o problema o ponto de Osasco é todo o reflexo anterior do rio então ali, basicamente o que a gente viu no rio é que o rio está com a água igual ao esgoto bruto, o esgoto que chega em uma estação de tratamento de esgoto então o trabalho é gigantesco, também na área de cabeceira a gente viu muito agrotóxico sendo usado então são esses tipos de uso que mostram o que está acontecendo no rio e tem solução basta a gente melhorar todos os processos, seja de saneamento, seja do uso de agrotóxicos nas lavouras, que a gente consegue melhorar a situação no nosso rio, sim. E sobre os agrotóxicos, a contaminação muda de acordo com a região por onde o rio passa, tem locais que estão mais concentrados esses materiais? A gente reparou duas coisas, principalmente depois de Salto e Itu, que tem bastante agrotóxico, E a gente reparou também que as barragens que tem ao longo do rio têm dupla função. Uma é de diluição da carga orgânica, porque tem muita água ali, acaba facilitando o processo de degradação. Mas, por outro lado, como para a água ali, tem o efeito contrário de dificultar um pouco essa decomposição, porque a água não está correndo, então não está oxigenando. e também serve como uma barreira para esses elementos que estão na água. E elas acabam, quando está uma água muito mais lenta, quase parada, se alojando no fundo. Em algumas situações, a gente fez umas medições de meio e de fundo de rio para entender a situação, principalmente no quesito de identificar o índice de qualidade da água. Porque tem uma diferença muito grande quando está no fundo, acabava tendo uma qualidade um pouco pior do que em média profundidade. Certo. E essa contaminação, ela afeta a vida dentro do próprio rio? Tem peixes no rio Tietê, plantas, outros organismos? Sim, tem bastante peixe, tanto na área de cabeceiras como de Barra Bonita para baixo. Tem bastante vida aquática, não só peixes, mas todo o ecossistema. Mas eles podem ser também afetados por esses elementos que a gente diagnosticou na nossa expedição. porque vai entrar na cadeia alimentar e no final das contas a gente vai comer o peixe em determinadas situações, então a gente também é prejudicado por aquilo que a gente mesmo faz, então isso é um negócio para a gente pensar, porque volta no planeta tudo é cíclico apesar de tentarem impingir algo linear no nosso planeta de retiro recurso, uso recurso descarto recurso não esqueceram de avisar para o planeta E o planeta continua tendo a sua circularidade. A gente tem o ciclo da água, o ciclo do carbono, o ciclo do nitrogênio e também esse ciclo da vida, que a gente faz parte também. E parece que, às vezes, o ser humano esquece que faz parte da natureza e age como se não dissesse respeito a nós mesmos isso que a gente faz. E é claro que tem as diferentes responsabilidades. A responsabilidade minha, sua, enquanto cidadão, cidadã, é de um nível. A responsabilidade das empresas, dos agricultores, dos grandes agricultores já é muito maior que a nossa. E dos governos, seja municipal, seja estadual, também está nesse patamar das empresas. Eles que estão poluindo mais e que têm a responsabilidade de regular, no caso do governo de regular, todas as empresas de ter uma atitude mais responsável. E para nós cabe ter os nossos hábitos diários, que são muito importantes, não são desprezíveis, e cabe também cobrar, tanto para as empresas como para governos, para terem atitudes mais responsáveis. E você falou desse ciclo, que nós poluímos o rio e esse resultado acaba voltando para a gente posteriormente também. Nós sabemos que em volta do rio Tietê tem muitas cidades, muitas pessoas que moram em volta desse rio, E essa contaminação, ela também representa prejuízos para essas pessoas, para a saúde, quem sabe, o que pode causar também? Temos tanto prejuízos para a saúde, que são significativos, principalmente nas áreas que a gente tem contato com esgoto doméstico ainda, mas mesmo nessas áreas com agrotóxico intenso, isso prejudica tanto a saúde dos animais e das pessoas, e, no caso dessas cidades que têm uma vida voltada pelo rio, que as pessoas usam para lazer, para pesca, tem um outro prejudicial. Quando a gente esteve lá, a gente viu em vários locais a água completamente verde. Por quê? Porque tem muito nutriente dessas aplicações na lavoura. Então, tem muito nutriente na água e aí desenvolve plantas aquáticas. Essas plantas aquáticas acabam cobrindo a superfície do rio, dificulta a entrada tanto de luz como de oxigênio, e aí dificulta toda a vida aquática. Então, prejudica a economia de muita gente, né? E tanto as pessoas que vão fazer passeios, estão lá para fazer passeios de barco, para levar no rio e tal, como as pessoas que pescam para o seu sustento, ou mesmo para lazer, e que não tem mais essa fonte de recursos, ou ela diminui porque há contaminação na água. Gustavo, para a gente ir encerrando, né? O estudo mostra que o rio acaba funcionando como um retrato da sociedade, que a água do rio Tietê revela sobre a forma como produzimos, consumimos e também ocupamos as cidades. O que pode ser revelado através dessa pesquisa também? Eu acho muito bonito isso de falar que o rio é a espelha da sociedade, porque é isso. Quer saber a realidade de um lugar? Olha para o rio daquele lugar. Vai contar um monte de coisa, sem falar uma palavra, porque o rio nos conta um monte de coisa. Então, o resultado dessa expedição também foi isso, não fomos nós que contamos, foi o rio que contou para a gente e a gente foi a porta-voz do rio, do que ele contou para a gente em relação a isso. E isso mostra como a gente tem agido, como que são os nossos hábitos, como tem sido a nossa vida no entorno do rio, e não só pensando no rio e na margem do rio. Sempre quando a gente fala de rio, a gente tem que pensar o conceito da bacia hidrográfica, de todo o território que é drenado por um monte de rio que vai chegar nesse rio principal. Se tem um riozinho chegando no rio Tietê poluído, seja por qual poluição for, por qual contaminação for, o rio Tietê vai continuar poluído, porque a gente precisa pensar no conceito da bacia. Então, esse estudo veio mostrar um pouco de como é a sociedade paulista na bacia do rio Tietê, que é uma boa parte do nosso estado, talvez até mais da metade do nosso estado, e veio mostrar um pouquinho para a gente refletir o que a gente faz e, principalmente, o que a gente pode fazer. A ideia da expedição não é ficar apontando o dedo no nariz de ninguém, é diagnosticar o que está acontecendo para pensar ações que possam melhorar, de fato, a qualidade da água do rio. E, a partir desse diagnóstico, é possível recuperar o rio futuramente, quem sabe? Sim, a gente tem a convicção plena que qualquer rio pode ser recuperado. A gente tem exemplos pelo mundo afora de rios que foram completamente degradados e que tiveram sua vida de volta para a população, para outros tipos de vida aquática. Então, há sim a possibilidade. Mas o primeiro passo é parar de agredir o rio, parar de poluir o rio, parar de tratar o rio como se fosse um inimigo. O rio é um aliado e a gente precisa tratá-lo assim. Perfeito, Gustavo. Muito obrigada pela sua participação aqui no Giro Ambiental para ajudar a gente a entender o que está por trás desses resultados dessa pesquisa da SOS Mata Atlântica. Agradeço demais a oportunidade de poder falar um pouquinho desse estudo inédito sobre o RUTAT. Muito obrigado. Eu agradeço também a sua audiência. O Giro Ambiental fica por aqui, mas você continua agora para conferir as informações e curiosidades do meio ambiente. Até mais. Um urso polar que dormia tranquilamente em terra firme foi acordado de maneira deliberada por um homem que acionou a buzina de nevoeiro de uma embarcação apenas para fazê-lo se mover. O caso ocorreu nas águas próximas ao arquipélago de Svalbard, na Noruega, e resultou em uma multa de US$ 5.255, cerca de R$ 25 mil, aplicada pelo gabinete do governador do território. Finalmente o sol apareceu com intensidade, a chuva dá uma trégua nesta quarta-feira, então aproveitem, viu? Só que os ventos ganham intensidade ao longo do dia e com isso baixa a sensação térmica e reforça a sensação de frio, principalmente à noite, quando a velocidade aí do vento pode ficar entre 30 a 35 km por hora. Para amanhã, quinta-feira, uma condição parecida, com o sol aparecendo pela manhã, à tarde a nebulosidade aumenta e pode chover, mas se cair, vai ser em pequena quantidade. Sobre as temperaturas, elas já estão aqui na minha tela, então olha só, para amanhã, quinta-feira, 17 de setembro, mínima de 15 graus e a máxima não passa dos 24 aqui na cidade de Campinas. O Jornal Câmara Notícia fica por aqui, muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência, lembrando que hoje é quarta-feira, portanto é dia de reunião ordinária, a partir das seis horas da tarde os vereadores vão se reunir para discutir e votar os seis projetos que estão na pauta da 51ª reunião ordinária. Eu volto amanhã ao meio-dia contando tudo pra você. Até lá. Tchau, tchau. O presidente da Câmara de Campinas convoca a 28ª audiência pública que será realizada pela Comissão de Mobilidade.