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E aí e a sopa está Apetitosa como sempre Aliás a sopa é o símbolo aqui do bairro Jardim Paraíso de Viracopos graças ao trabalho desenvolvido pela casa da sopa uma ONG E trabalhou por muito tempo para garantir o sustento e facilidade as famílias que moram aqui Aliás a história desta instituição se composto com a história de uma pessoa específica a Dona Benedita que trabalhou muito pelo desenvolvimento aqui do bairro e hoje no programa A histórias de vida mas vamos conhecer a história da Dona Benedita aqui da casa da sopa e E aí E aí [Música] Olá eu sou Benedita Aparecida Franco de Camargo Presidente e fundador aqui da casa da sopa eu vim para Campinas com um ano de idade eu já tem 70 né então beleza essa Campineira né aí meu pai mexer sempre com fazenda então a gente rodou tudo muito parecido já tudo que existia até eu vim aí eu casei e me manda aqui no Jardim Paraíso i e é conhecida né porque eu acho que eu não vou deixar para você vir aqui 75 a gente não tinha água não tinha luz a gente bebe água de poço aquela água tipo cor ferrugem que fala que fazia mal para saúde né aí na na época o meu marido ainda ele era vivo a gente fazia posso tudo mas tinha que beber não tem outro jeito tipo a gente não ele é uma Água Boa tem que ter um presidente de barra e foi aonde come candidatei e ganhei eleição E aí eu cheguei com luz água para família que sim Aí começou a chegar a invasão dos barracos e E desde quando eu mandei aqui com a filha pequena Às vezes tem aquela Viação Campos Elíseos velha Você lembra dela que ela antiga não tinha asfalto era Terra os ônibus em kayawa aí a gente eu e ele arrumava a rua chamada emdec sei lá sair dessa mesmo no Zap e foi para onde você poder passar aí a gente ia lá comune tava que tava consertada e o ônibus começava então sempre vê se me ajudasse a Além disso Começa Uma História lá atrás o primeiro casamento meu um casamento assim ele não era bom sabe a gente passava muita dificuldade depender sempre de família da minha mãe meu pai meu filho passou eu vivia pedindo as coisas para ele sua banquinha de fruta essas coisas não é que negócio que você vai no mercado se confirmação se comprar ela época não tinha era luxa sabe e e era dura aí foi subindo meu filho sempre passando necessidade que a nossa casamento né Aí você me separei aí comecei a trabalhar eu fazia faxina para tratar dos meus filhos Eu vendi é salgado na porta de empresa a coxinha essas coisas para poder trazer comida para casa aí passou um tempo eu me separei aí fiz um outro casamento que fiquei 25 anos casado que também não deu muito certo sabe que continuou na dificuldade mesma E aí dona vivendo Às vezes a gente ia trabalhar Cíntia grava lá na empresa ela Comecei na empresa berço Belo tanto Sem pressa aí você tava lá na hora do almoço assim que eu ia mostrar lembrava aqui na minha casa tava faltando Aí eu falava para minhas crianças vai para casa de vizinho vê se vocês consegue alguma coisa aí chegava lá não ganhava nem água sabe então a gente se inscreva se aquilo no eu falo que se hoje daquela época que pegasse uma casa que nem essa meus filhos não tinha ia passada dificuldade aí começou a chegar Invasão na beira do Córrego e dava aquelas enchente e levavam tudo chamava Defesa Civil isso foi 95 96 para frente eu trabalhava no estacionamento do dalben eu deixo sair do serviço para ajudar a família a cor o adolescente aí uma comecei a pegar fazer sacolinha lá no Isa para dar para a família também não dava e jogava confusão aí um dia uma Senhorinha falou para mim assim beleza porque não vejo você fazer essa colinha faz sopa distribuir só pão aí comecei aí ela 750 litros de sopa por semana e era numa construção do outro lado e levar na Bandeirantes Vitória da minha casa aí começou a chegar um monte de barraca né botando para trás as enchentes e levava tudo perdi um tudo e eu tinha meu marido que brigava comigo falava para ver se ai um dia você vai pegar uma doença uma hora você vai mexer afogada na briga lá do Capivari ricos que têm andado meio Eu não tava nem aí brigava com o marido tava com todo sabe E aí foi aonde que eu comecei a sopão aí meu marido tava construindo uma casa do outro lado e não tinha nem porta e nem já né oi Toni você não empresta essa construção aí para mim começar o sopão ele me emprestou aí a gente poderia com uma lona e foi lá que começou de lá e aí já veio Por nada é porque a força de cestinha de jornal eu tinha um coral e um monte de coisa e depois em dois mil não foi o dia que eu falei para você que a Band passou a reportagem e somar ao viu lá da funcionária do banco lá que construir aqui para mim aí a gente brigou pelo pedaço de terra aqui também ganhamos a causa e fiz a casa da sorte [Música] abobrinha batatinha chuchu hoje nós vamos fazer uma sopa de feijão o caldo de feijão E aí já é o povo ficar bem alimentado e só fica bem alimentado pessoal gosta a minha satisfação se tivesse feito muito feliz na época que eu comecei a casa da moradora aqui do outro lado da conta e quando as coisas eu consegui ter ele tijolo minha vida de muita gente aqui no bairro e quando eu fiz barraco também aqui depois que chovia aqui era vezes ela não vem à noite uma hora da manhã eu caso a pela cintura gritando para os moradores suspender as coisas que a gente tava chegando aí trazia tudo pessoal para casa da sopa e eu pedi para mim virou um abrigo de ver viu e se precisar ele vira de novo é eu conheci a Dona Benedita quando assim que eu mudei para cá né porque quando eu mudei para cá minhas condições não era muito boa né eu tava desempregada meu marido também tava desempregado Aí quem foi o meu socorro na época Dona Benedita nem aí eu vim até aqui na casa da sopa a gente conversou ela começou a me ajudar e daí em diante né ela sempre esteve do meu lado quando eu preciso sempre estava ao meu lado eu vejo ela assim como a grande mulher mulher de fibra e eu aprendi muito com ela mulher guerreira essa época agora não tem o pobre no teu rico não tem mais ninguém da situação que a gente tá vivendo mas eu acho que o povo precisa de emprego sabe para sustentar para dar valor naquilo que ganha é mesma coisa você faz um brechó Se você pegar a roupa e da chega ali na esquina joga fora se você poderá 50 centavo da peça a turma dói no bolso aí não joga mesma coisa assim Se você começar a dar só comida e não dá um emprego entenda que eu ia trabalhar mais usa é porque não tem nenhuma você não tem emprego para idoso que não é aposentado no uma mãe não tem mais não tem creche suficiente né E o povo tem que trabalhar arrumar uma renda para dar valor né na vida o que não é só de viver pedindo né Ganhar esperando ganhar alguma coisa para ter só falo para as mulheres quando vem pedir um prato de comida não nega é tão doendo a gente mandar vim pedir você levar ou não é doido né então a recomendação não é mostrar que a gente lembra só que a gente passou também e é só quem passou que sabe o quanto dói eu já passei muito já chorei muito sabe então e é isso aí ela tem um coração enorme né ela já ajudou muita gente que pode chegar mais 10 pessoas e sempre vai ter um lugar para ela poder ajudar sempre dá um jeito entendeu a gente sempre Dom dá um a gente sempre assim dá um socorro entendeu Tipo improvisam já chegou alguém ali tal entendeu vai dar a gente dá um jeitinho' sabe sempre não sai Ninguém está em ser atendido e O que são Estou ligado na casa é um orgulho né que é Nossa a gente não se cata de alegria ao merecimento é uma gratidão né que só Deus para pagar eu me sinto feliz e e a palavra só de amor assim que ser amor amor dedicação né e é o amor constrói né Eu só tenho que agradecer a Deus e o povo poderia ter eu sozinha também não estaria aqui hoje né então primeiro lugar em Deus e todos que não ajudou não tem esse minha filha minha pequena meu grande que só tem que agradecer aqui tem o povo também eu não teria não taria aqui agora é E aí [Música] E aí