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Esúdio Câmara - Influência das Temdências na sociedade
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Esúdio Câmara - Influência das Temdências na sociedade

14 views Publicado 25/09/2026 HD · 54:50
Resumo editorial

O programa discute como tendências que viralizam nas redes sociais influenciam comportamentos e exercem pressão social, a partir do exemplo de jovens que não tomam banho antes de encontros amorosos. O estúdio reflete sobre a diferença entre o que viraliza e o que realmente representa comportamentos de uma geração. O programa convida o público a questionar criticamente as tendências, analisando se fazem sentido, a origem da informação e as evidências científicas por trás delas.

Bairros mencionados

Descrição do vídeo

Um desafio viral sugere não tomar banho antes de um encontro amoroso, com a justificativa de preservar o cheiro natural do corpo e potencializar a atração. A partir desse exemplo, o programa de entrevista e debate da TV Câmara discute como tendências repetidas nas redes sociais passam a parecer normais, a pressão social por trás dos desafios e até onde a geração atual realmente segue o que viraliza. Participação do público pelo WhatsApp (19) 97829-3776.

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E pra você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas, estamos chegando! Estúdio Câmara ao vivo no ar, hoje dia 25 de setembro, sextamos! Vamos fechar a semana com chave de ouro, porque nós vamos conversar hoje com você sobre as tendências que viralizam nas redes sociais. Vamos lá! Uma brincadeira, um desafio, uma dica ou até uma suposta explicação científica podem ganhar milhões de visualizações e, de repente, começar a influenciar comportamentos fora da tela. Um exemplo recente chamou a atenção. Jovens discutindo nas redes a ideia de não tomar banho antes de um encontro amoroso com a justificativa de preservar o cheiro natural do corpo e, assim, potencializar a atração. Mas será que uma tendência viral realmente representa o comportamento de uma geração? E por que uma ideia que aparece tantas vezes na nossa tela pode começar a parecer normal, verdadeira e até necessária? É sobre influência, comportamento, pressão social e também sobre a nossa capacidade de questionar aquilo que viraliza que nós vamos conversar hoje. E, claro, você pode participar com a gente através do nosso WhatsApp, que já está na sua tela, 1997-829-3776. Manda a sua pergunta, seu comentário ou conta pra gente. Você já mudou algum hábito porque viu uma tendência nas redes sociais? E aí, o que você fez? Você compartilhou dessa tendência e seguiu fazendo isso até quando? Isso representa o que pra você? Mande pra gente a sua experiência, o seu comentário, a sua pergunta, porque nós já estamos aqui com os nossos convidados e daqui a pouquinho vamos apresentá-los, tá? Mas antes disso, nós temos uma informação, temos a previsão do tempo pra você. O TP vem comigo que eu preciso dar a informação porque Campinas recebe hoje, não, no sábado, né? Recebe amanhã, dia 26, mais uma edição do programa Chega Junto da Prefeitura. A ação será das nove ao meio-dia, no CEI Recanto da Alegria, no Jardim Nilópolis. Gente, esse programa é bem interessante porque reúne mais de 30 serviços públicos gratuitos em um só local e facilita o acesso dos moradores a atendimentos municipais. Então, olha, entre os serviços estão cadastro único, orientações sociais, atendimento do PROCON, vagas de emprego pelo CEPAT, vacinação, exame de vista, corte de cabelo e serviços de trânsito. Também haverá atendimento veterinário para os cães e gatos, ações da Defesa Civil e da Guarda Municipal e orientações para mulheres, informações sobre cursos gratuitos e serviços da CPFL, como tarifa social e parcelamento de débitos. O Chega Junto acontece mensalmente, sempre no último sábado do mês, em diferentes regiões de Campinas. Então, você aí do Nilópolis, aproveite todos os serviços reunidos em um só local amanhã, sabadão, tá certo? Agora vamos com a previsão do tempo. Gente, que beleza, né? Previsão do tempo. Nós temos aí uma área de alta pressão que deve começar a atuar sobre a nossa região, favorecendo a redução de nebulosidade e a manutenção de um tempo estável. Então, bora lavar roupa, né? Tá todo mundo na mesma vibe. Não tem previsão de chuva, tá? As temperaturas seguem em elevação, com máxima aí de 29 graus, então vamos lá, hoje, sexta-feira. Dia de sol, algumas nuvens, teve uma névoa ao amanhecer, mas agora tá tudo lindo. Noite, com poucas nuvens, de acordo com a previsão, mínima 16, máxima 27 graus. Amanhã, sábado, dia de sol com algumas nuvens, névoa também ao amanhecer, então noite com poucas nuvens, Vai dar um sábado maravilhoso Mínima 16, máxima 30 graus E domingão, gente Sol com algumas nuvens O dia fica lindo Com céu azul de brigadeiro E vai ser ensolarado Mínima 18, máxima 31 graus Então aproveite Hidrate-se Vamos curtir o final de semana Com quem Você acredita que faz bem pra você E faça algo que faça sentido pra sua vida, aproveite faz tempo que a gente não vê o sol da forma que ele vai aparecer pra gente no final de semana, então é uma oportunidade legal pra gente tirar o mofo e bora viver, gente vamos lá, agora sim voltamos ao nosso tema central porque a gente precisa entender porque que a tendência consegue sair da tela e chegar no nosso comportamento, então a conversa de hoje reúne dois profissionais da área de psicologia, então quero dar as boas vindas ao psicólogo Danilo Freitas ele é graduado pela Universidade Paulista especialista em psicologia da saúde pelo Hospital São Luís e também é terapia cognitivo comportamental, quero dar as boas-vindas a você, seja muito bem-vindo, bom dia obrigada pela participação. Bom dia obrigado pela oportunidade, espero poder contribuir nesse tema tão atual e relevante. Muito bem, com a gente também a psicóloga e neuropsicóloga Maria Luciana de Paula ela tem formação em terapia cognitivo comportamental ela é especialista em neuropsicologia e ecoterapia, uau, seja bem-vinda, bom dia. Bom dia, Rúbia, é um prazer estar aqui com vocês, compartilhando com esse tema atual, importante, e muito obrigada pelo convite e pela oportunidade. Nós que agradecemos, o Estúdio Câmara já está no ar há quase dois anos, mas a gente consegue trazer essa informação robusta para vocês mediante o aceite dos nossos convidados. Nós temos aqui informação de quem realmente estudou para nos orientar. E sem vocês, a gente não conseguiria fazer o programa. Então, a gente agradece demais a presença e a disponibilidade de vocês. Então, a gente começa perguntando para o Danilo. Danilo, a gente vai falar de tendência hoje, influência das tendências na sociedade. Que tendência? Tendência da rede social. Então, quando uma tendência aparece repetidamente nas redes, Por que o nosso cérebro, a nossa mente, pode começar a perceber aquele comportamento como mais comum, natural ou aceitável do que ele realmente é? Vamos colocar o exemplo daquela galera que falou que não ia tomar banho antes do encontro porque o feromônio que o corpo libera seria legal para essa ocasião. Pois é, um comportamento que não é tão comum, mas ele aparece repetidamente e ele acaba sendo aceitável. Por que a gente tem essa tendência de a gente ver, ver, ver, aí a gente aceita? Perfeito, acho que excelente questão. Acho que primeiro é importante a gente entender que ao longo do nosso processo evolutivo é natural, né? E foi até importante a gente aprender com pares, então essa observação em relação ao que o outro está fazendo, a como a sociedade está se comportando, foi até adaptativa e funcional para o nosso desenvolvimento em linhas gerais. Acho que o que acontece hoje, nessa estrutura no qual a gente vive, é que quando a gente percebe um conteúdo viral que está engajado em visualizações, em comentários, em curtidas, parece que há uma prevalência de comportamento, ou seja, o fato de esse conteúdo ter viralizado, indica uma alta probabilidade pra aquela pessoa que tá tendo contato com ele de que de fato esse conteúdo ele é algo que todo mundo tá fazendo quando na verdade o fato do conteúdo ter viralizado não necessariamente significa que de fato há uma prevalência na vida real e que as pessoas estão levando isso pra realidade delas e a gente percebe hoje que muitos desses conteúdos vêm com essa maquiagem de ciência esses termos que são muito utilizados hoje e que inevitavelmente servem como prova social, então a pessoa olha vê muitas curtidas, muitos comentários conteúdo viralizado algumas pessoas testam compartilham as experiências que elas estão tendo e, de fato, aquele conteúdo começa a se fazer presente na vida de algumas pessoas. Mas eu acho que é importante a gente diferenciar que um conteúdo viralizado não necessariamente indica que muitas pessoas estão fazendo isso na vida real. Então, acho que são pontos diferentes, mas inevitavelmente é um conteúdo que aumenta a probabilidade da pessoa ter aquele comportamento. Exatamente. Como você falou, uma prova social, né? A gente acaba sendo testado. E aí, nosso cérebro se adapta com a repetição, então quanto mais você vê, mais você entende que tá certo, que tá ok e quando você nem percebe você já tá fazendo igual então, Maria Luciana Maria Luciana, que linda Maria Luciana existe uma espécie de efeito assim, tá todo mundo fazendo né, e como que a percepção de que determinado comportamento é popular pode influenciar as nossas escolhas, então assim, tá todo mundo fazendo então eu percebo que se tá todo mundo fazendo, isso é popular a partir disso as minhas escolhas elas podem ser alteradas a partir desse comportamento que tá todo mundo fazendo que é popular, porque eu também quero ser popular. Certo então as trends em si não é o problema o problema é como a gente acessa esse conteúdo porque existe lá um sistema dopaminérgico que libera dopamina em algumas regiões do cérebro, provocando motivação, consequência, aprendizagem e até a vontade de experimentar, ou seja, o prazer. E também as trends chamam muito a atenção. Muitas pessoas que estão assistindo se identificam com aquele conteúdo, se sente pertencente naquele grupo e vem a experimentação, a partir daí a repetição e como fala o psicólogo Albert Bandura ele fala que nós aprendemos através do comportamento então esse comportamento pode produzir consequências E essas consequências podem ser boas e ruins. Então, é preciso ter autonomia para ter uma escolha consciente, porque também desenvolver um pensamento crítico, entender essa trend, esse conteúdo é bom para mim ou eu estou fazendo porque o outro está fazendo. Exatamente, porque nas redes sociais, a gente não vê necessariamente um retrato fiel da sociedade, a gente vê aquilo que ganhou atenção, que foi compartilhado, que foi comentado e que não representa, de repente, a verdade, né? Porque a gente sabe que a rede social é algo que, o que se coloca lá é algo que a pessoa quer que você veja, não o que é necessariamente o dia a dia ou que representa algo que faça sentido, né? Mas como estamos inseridos aí nesse espaço e muitas vezes inconscientemente, só rolando feed, a gente é tomado pela dopamina, pela falta um pouquinho de consciência e a gente acaba inserido nesse mundo virtual de uma forma que quando você dá um passo para trás e dá uma olhada assim no amplo mesmo, você fala o que que eu tô fazendo né, depois vem o despertar da consciência, não é? Perfeito e eu acho que tem um ponto importante que esse tempo que a gente tá vivendo, eu acho que inevitavelmente ele traz uma percepção de um contato com excesso de informações então a gente tá rodeado de informações e muitas dessas informações elas passam por um crivo de fazer sentido e o fato daquele conteúdo que está sendo compartilhado, publicado, fazer sentido, não necessariamente ser plausível faz com que aquele conteúdo de fato seja científico seja um conteúdo que tenha uma base de evidências que sustentem realmente aquele conjunto de ideias transitar para a tua vida prática então eu acho que muito mais do que só entrar em contato com o conteúdo, vale muito a pena exercitar essa capacidade crítica da gente checar quais possíveis evidências, eu sei que talvez eu esteja falando mais numa posição aqui de cientista, talvez, e já tenha talvez esse hábito mais desenvolvido, mas eu acredito que com esse excesso de informação que chega pra gente, eu vejo muito a gente consumindo muitas informações e checando pouco o quanto essas informações de fato são verídicas ou não, né? Verdade, ontem, em programas de ontem nós falamos sobre infoxicação e rage bait, né? Infoxicação é o que? É a intoxicação por conta de muitas informações, e o rage bait é o que? É aquela raiva que às vezes você sente em ver algo que não faz sentido pra você, mas você se sente preso nessa visualização na verdade a gente já sabe que tudo isso foi criado com essa intenção de nos prender ali nesse feed, nesse rolar infinito e isso está trazendo consequências para a nossa saúde mental porque mexe, não adianta você vai ver um vídeo de algo que não faz sentido para você porque o algoritmo mandou ali para você e por curiosidade você acaba vendo aquilo vai despertar inúmeras emoções e se você não tem o entendimento Você acaba se perdendo nesse caminho e aí vem a questão da raiva, aquela questão do comentário que você comenta em um vídeo de forma inconsciente, você chegou ali, você viu, vai comentar, aí depois você olha e fala, nossa, o que eu fiz? Então é importante a gente falar sobre a influência das tendências das redes sociais na nossa sociedade, no nosso dia a dia, porque a gente está agindo muito por impulso, sem parar para analisar. Quando você vê, você já fez. E aquela questão que vocês sempre ensinam para a gente, dê um passo atrás, amplia a visão e analise se isso faz sentido para você ou não. é a mesma coisa dessa questão da influência das redes. Você trouxe pra gente a questão da de pertencimento de pertencimento esse negócio de influência faz parte do pertencimento? Se eu vejo algo que está influenciando todo mundo que está lá na rede um vídeo, alguma coisa assim e eu não pertenço a nenhum grupo, de repente esse comportamento vai me influenciar para que eu possa me sentir pertencente a gente tem essa discrepância e a gente de repente toma uma atitude só pela o fato de sentir que estou pertencendo a algo sim, com certeza aí que vem a consciência principalmente os adolescentes que estão em formação, em maturação ele está com o córtex pré-frontal ainda em desenvolvimento e eles têm muitas dúvidas, não é que eles não têm capacidade eles têm capacidade, mas porém eles têm uma dificuldade de desenvolver essa tomada de decisão se realmente é saudável ou não E muitas vezes, devido ao reforço social, à validação, eles entram nesse grupo para se sentir pertencente. Exemplo daquele 6-7, né, galera? E tinha uma outra trend que viralizou, eu não lembro agora, mas o pessoal ia para a praça, dançar lá, fazer alguma coisa, eu não lembro agora, mas eu acho que vocês sabem do que eu estou falando. Danilo, até que ponto isso pode ser saudável e quando que a gente precisa acender o alerta da minha necessidade de pertencimento e da viralização das trends que faz com que eu altere o meu comportamento Perfeito, eu acho que antes da gente chegar no entender o que é saudável ou não, primeiro eu gosto de falar que a gente precisaria passar por um crivo de valores como a gente entende o que é valoroso pra mim na vida, o que eu gosto os meus interesses, as minhas habilidades a minha personalidade eu acho que como psicólogo, inevitavelmente eu tenho um conflito de interesse aqui de falar que sou muito a favor desse processo de autoconsciência ser um processo ativo nas pessoas então quando a gente fala de um conteúdo viral, talvez eu não esteja necessariamente falando de um conteúdo que esteja alinhado aos meus valores às minhas aspirações, ao que eu de fato vejo sentido na vida só que antes disso eu também preciso entender que talvez nem eu tenha criado a percepção ou passado por um processo de entender o que de fato eu gosto ou não você comentou que os adolescentes ainda estão criando ali, maturando o córtex pré-frontal, criando uma base de quem são eles o que eles gostam ou não Então eu acho que talvez a hipótese que eu levanto aqui é que esses conteúdos virais passam a não ser tão saudáveis quando eles conflitam com possíveis valores, aspirações que essas pessoas de repente poderiam ter e acabam nem percebendo que realizar aquele comportamento sendo influenciado pelo conteúdo que está acessando, de médio e longo prazo, pode ter um prejuízo desadaptativo na vida. Sim, e esses prejuízos têm que serem observados, porque pode causar ansiedade, irritabilidade, dificuldade na tomada de decisão, autorregulação e também a segurança. Por isso é preciso entender a família, fazer um acolhimento, entender qual o significado desse conteúdo para a pessoa que está buscando, estar ali atento, orientando, porque algumas trends é um entretenimento e outras é um risco. Então, assim, precisa estar atentos para essa autonomia, para essa consciência de escolhas e para entender de fato se aquilo é bom, como o Danilo falou. E, se caso necessário, procurar ajuda de um profissional. excelente, porque a gente é meio autodidata, eu sempre falo nessa questão de internet e de rede social, por quê? Porque quando a gente está aprendendo algo, vem algo novo daí você começa a aprender, quando você acha que está dominando, vem algo novo a gente não tem o controle, e aí o que acontece? Os jovens eles têm mais tendência em estar inserido nesse negócio de tendência e tal e os pais ou cuidadores, enfim, a gente precisa se inserir nesse mundo. Por mais que a gente ache, poxa vida, mas eu, né, eu vou ver o que é essa trend e eu vou... Precisa. A gente precisa se inserir nesse mundo porque a partir disso a gente tem um vocabulário pra gente poder chegar e conversar com os nossos adolescentes, não é, Danilo? Exatamente. Tanto é que eu acho que pegando esse gancho super importante que você tá puxando, existem muitas pessoas estudando sobre essa temática atualmente, tem um autor que é um psicólogo norte-americano, psicólogo social, que tem um livro que viralizou, que é o Geração Ansiosa, o Jonathan Haidt, e ele traz muito alguns dos aspectos que seriam importantes da gente ter cuidado em relação a esse processo de desenvolvimento. Ele traz uma frase que eu acho que é muito importante, que ele fala que superprotegemos no mundo real e subprotegemos no mundo digital então acho que cada vez mais se faz necessário esse entendimento de que hoje as redes sociais não é só mais uma ferramenta é também um contexto é também um ambiente no qual essa criança esse adolescente vai estar ali exposto, eu acho que olhar dessa forma mais cuidadosa é muito importante, ele vai trazendo ali também várias reflexões no que se refere a como que seria um cuidado, na visão dele, adaptativo, funcional e como que seria um cuidado talvez não tão adaptativo, mas incisivo e que talvez possa não trazer benefícios ali para aquela criança e para aquele adolescente. É verdade. Como que a gente faz para inserir essa conversa, os pais, os cuidadores, os educadores, nas escolas principalmente. Às vezes a gente tem que mudar um pouquinho o nosso roteiro para a gente poder inserir o adolescente no nosso roteiro ou sair do nosso roteiro e ir para o roteiro do adolescente, como é que a gente trabalha pra que a gente possa conversar sem agredir sem julgar e comunicar de uma forma não digo assertiva porque não é tudo tão assertivo assim, mas se comunicar de uma forma mais que acolha, eu acredito que seja, né? Interessante, né? Primeiro, estar buscando conhecimento, entender se realmente essas tendências têm uma comprovação científica, buscando entendimento desse assunto pra poder orientar as crianças e os adolescentes, né? acolher sem julgamento fazer um acolhimento orientação entender realmente qual o significado do adolescente ou a criança está buscando por esse conteúdo ver a importância é muito importante nesse acolhimento sem julgamento e pra que porque se os pais ou os educadores falarem não faça isso, eles não vão entender, porque todos estão fazendo, aí eles vão pensar se é bom pra ele, vai ser bom pra mim, e nem sempre vai ser bom, então a orientação o acolhimento é essencial nesse contexto eu queria complementar pegando esse gancho do que seria saudável ou não eu acho que também é interessante a gente olhar que a experiência que os pais e essa geração Z talvez, e outras gerações também, mas talvez principalmente a Z está tendo nesse mundo teoricamente é algo novo na nossa existência, é algo recente, então lendo estudando muito sobre essa questão de literatura, se a gente for não muito longe, até alguns anos atrás, obviamente não querendo fazer uma comparação determinista de uma coisa que parece com a outra, mas não, muito longe existiam pessoas que fumavam em ambientes fechados, né? Exato. Cinto de segurança quando que foi? Verdade. Passar a tornar obrigatório. Então acho que os cuidados em relação à rede social ainda é um processo em desenvolvimento eu acho que é super comum esperar dos pais se sentirem também inseguros, porque a gente ainda não tem realmente uma regulamentação do que de fato é efetivo, do que não é como eu disse, o Jonathan nos Estados Unidos ele tá criando protocolos, está criando orientações mas ainda é muito debatido existem idiosincrasias do funcionamento do ser humano que seriam especificidades de cada pessoa, de cada cultura então eu acho que a insegurança ela vai fazer parte, mas eu acho que esse processo de buscar acolher, entender, validar perguntar e dar esse espaço para aquela criança e aquele adolescente trazer o que talvez esteja incomodando, o que esteja pensando, pode ser um espaço possível de cuidado, né, nesse sentido. Exatamente. E assim, não é demonizar as redes sociais, né? É entender realmente aquele conteúdo, se ele é saudável ou se ele está causando prejuízos, né, na rotina, se está atrapalhando o sono, os estudos, o trabalho. Exatamente. E aqui a gente está falando da influência das tendências nas redes e na sociedade, porque a gente percebe a mudança e alteração de comportamento em algumas situações de coisas que viralizam, e um começa e o outro vai, e o outro vai, e assim é um efeito manada. Só que a pessoa às vezes nem sabe por que ela está fazendo aquilo, ela está repetindo aquilo, mas é por conta às vezes da sensação de pertencimento, simplesmente quer pertencer a algo e acaba tomando uma atitude que se quando ela para pra olhar ela não tomaria, né, então às vezes vem muito depois disso a questão, poxa, por que que eu fiz isso, né essa frustração, essa culpa consigo mesmo, também é algo que precisa ser acolhido porque dependendo do que viraliza e dependendo do que é feito, a pessoa ela vai, quando ela der um passo pra trás ela vai se sentir um pouco frustrada não é Danilo? Sem dúvidas e eu acho que a frustração absolutamente, as emoções que vem desencadeadas pelo comportamento como a gente está dizendo, acho que precisa ser validado, precisa ser olhado precisa ser levado em consideração como algo real, realmente esse contexto ele é novo, é um contexto que você pode ter contato a conteúdos que talvez possam te levar a aumentar a probabilidade de ter um determinado comportamento e que por vezes pode ser um comportamento que vem a causar emoções desconfortáveis eu acho que a ideia é buscar entender o que talvez eu possa aprender com isso seja um pai olhando para um comportamento de um filho, ou seja até mesmo nós mesmos, na nossa dinâmica nas redes sociais, tentando entender qual que é o sentido da gente estar seguindo ali esse efeito manada que a rede social acaba podendo causar na gente é verdade, olha só tem uma questão, TP fica comigo que eu quero trazer agora algo bem importante aqui Viralização não é sinônimo de representatividade Tem gente que pensa que é Mas tem um estudo de 2024 Foi feito com mais de 1.600 adolescentes australianos Esse estudo mostrou que diferentes fatores Como motivação Internalização de padrões de aparência Se relacionam de maneiras diferentes Com os comportamentos das plataformas E essas pessoas que foram alvo dessa pesquisa, eles acabaram tendo o comportamento do que viralizou, entendendo que aquilo fazia parte deles, mas depois, como tudo que viraliza chega um momento que não viraliza mais, depois vem aquela sensação que eu acabei de te trazer porque fiz, a atitude que eu tomei, isso representou o que pra mim e todo aquele ponto negativo que a pessoa não viu antes de entrar quando finalizou mesmo sendo adolescente, ele teve o senso crítico mas agora eu te pergunto Maria, porque o senso crítico, ele vem só depois que eu executo aquela situação. Você entendeu? Por quê? Eu só vou entender, vou conseguir separar, ver o que eu fiz quando aquilo não é mais, não tá mais em trend, que não viralizou mais. É porque é como é novo, né? É novo, né? Pra pessoa. E a pessoa não tem experiência. Então, ela está ali sendo influenciada, ela está motivada e ela quer experimentar, então por isso que ela vai conseguir entender só depois que termina depois que não existe mais é onde vai vir frustração medo, arrependimento e por isso que tem que ter o acolhimento para entender, até mesmo porque eles têm essa dificuldade de perceber de tomar decisões e todas essas coisas que viralizam, pode distorcer a nossa percepção, Danilo porque assim, é tudo muito e vem muita informação e aí chega um momento que distorce a percepção e você só vai sim, tem um autor que é o Cialdini que ele escreveu um livro que fica mais voltado à classificação que a gente chama de autoajuda mas ele é muito interessante que é Armas da Persuasão, e aí ele vai detalhando ali vários vieses que normalmente a gente pode ter e que podem aumentar a probabilidade da nossa percepção ter ali algum tipo de distorção e aí pegando esse gancho tem essa parte dos vieses de percepção e tem também o próprio funcionamento do cérebro porque quando você está exposto a um movimento que talvez esteja aumentando a probabilidade de você estar acessando um conteúdo mais voltado ao que a gente chama de sistema límbico, que é uma parte do funcionamento do cérebro que normalmente fica mais voltado à parte das emoções, você pode diminuir o acesso ou a probabilidade de deixar atuante o córtex pré-frontal, que é uma área responsável pela tomada de decisão, raciocínio lógico. Então, tanto você tem, sim, os vieses que podem servir como confundidores, quando eu estou ali num conteúdo que estou vendo que todo mundo está fazendo, então tem várias viés de confirmação eu só procuro aquilo que confirma, né e todo esse movimento que o próprio cérebro vai fazendo que inevitavelmente serve como uma ferramenta que entra como mais um confundidor que de repente você está muito mais tomando uma ação pela parte emocional do que necessariamente pela parte racional e aí que você fala que normalmente vem de forma retroativa a reflexão, né é isso mesmo, só você vai ter o pensamento crítico entender aquilo que aconteceu, depois que não tá mais viralizado você para, olha, fala, nossa e aí importante a gente falar que não está viralizado, mas está na rede e vai ficar ali então, por isso que a gente precisa se atentar é, aí que vem a consciência, né, a autorregulação pare pense, né acalma-se pra depois ver se vai seguir ou não, né com esse conteúdo e que a gente sabe que influencia isso influencia, né, a gente tá falando aqui de trends e tal, mas é o algoritmo traz pra você aquilo que você faz na internet, né, então vamos lá você tá, roupa aí você começa a olhar a roupa, de repente vem lá, umas peças maravilhosas e você acha que tá todo mundo usando aquilo, né, não é só vídeos de trends que viralizam ali essas propagandas, né isso vem muito pra você e você acaba vendo toda hora, todo momento, todo momento, a mesma informação a mesma informação, aí você acaba tendo aquela visão de tudo e fala, não, é isso aqui, é isso aqui, pronto e quando você vê, já foi né, algo que a gente faz meio que no inconsciente isso preocupa um pouco, não é preocupa, eu acho que como eu disse, existe também um funcionamento natural, né, da gente ser impactado pelas informações que estão chegando até nós então acho que isso se alinha às nossas preferências aos nossos gostos e o algoritmo é muito bom, né em saber o que talvez ele queira entregar pra gente exatamente, então eu acho que foi o que minha colega falou todo um processo de quem sou eu o que eu quero, o que eu gosto porque se a gente for extrapolar o exemplo, realmente eu falar que você vai controlar todas as informações que o mundo digital vai te entregar, né, poderia ser algo irreal aqui utópico, mas eu posso a partir das informações que chegam até a mim, decidir o que faz sentido ou não e que acho que inevitavelmente eu tô falando desse processo de entender o que eu quero, o que eu não quero quem eu sou, acho que inevitavelmente essa tomada de decisão ela tende a ficar mais alinhada aos seus valores como eu falei no outro momento, quando você é exposto a algum tipo de viralização algum tipo de estímulo ali sim, a gente tem que cuidar porque essa influência ela não pode substituir a nossa capacidade de decidir, né, então se você tá vendo, mas ainda tem a capacidade de decidir, beleza agora, se você tá vendo tá indo por impulso, e quando você vê já foi, e aí quando você olha, você se arrepende, você se frustra, e isso traz uma consequência pro seu dia a dia, é porque você foi invadido pelo sistema e a sua capacidade de decidir, acabou, seu córtex pré-frontal tá desativado, entende? Então, você precisa rever os conceitos. Isso é importante a gente saber. Por quê? Porque, de repente, tem lá um jovem na sua casa, de repente, você mesmo está tomando essas atitudes influenciada pela rede e, às vezes, você acaba se culpando. Não. Tudo tem um porquê. E por isso que os nossos psicólogos estão aqui nos explicando o que acontece com a gente. Bom saber disso, porque, de repente, a gente vai um pouquinho, assim, olhar essas questões das redes sociais com mais cuidado com mais atenção tá bom? Agora 8h44 eu quero mandar um abraço agora bem especial, porque a Maria Luciana vai me ajudar, sobrinho, seu sobrinho né? Pedro Augusto o sobrinho dela, tá assistindo o programa, de onde? de Patrocínio Minas Gerais então tá, Pedro Augusto de Patrocínio Minas Gerais que bom que você tá com a gente, quero te mandar um abraço um beijo, agradecer você, tá bom, por estar assistindo o Estúdio Câmara aqui na TV Câmara Campinas e a tia tá linda, você viu como ela tá ensinando pra gente, ó um beijo pra você, tá bom, obrigada viu, tá vendo, deu certo viu só, um abraço, né ele é um querido e tá assistindo a gente pediu pra gente mandar um abração pra ele, tá aí, um abraço e um beijo ó, um abraço bem gostoso pra você tá bom? Agora sim 8h45, vamos com as perguntas, né? O pessoal de casa tá mandando perguntas pra gente vamos ver quem é que tá conosco pode colocar a primeira pergunta pra gente, produção, por favor estamos falando das tendências, essas coisas que viralizam, né? E que acabam nos levando junto. O Paulo Henrique do Cambuí, quando todo mundo comenta o mesmo vídeo no trabalho fico com vontade de assistir só pra entender a conversa, porque é tão desconfortável estar de fora da tendência, olha a sensação de pertencimento chegando aí, Danilo olha aí, todo mundo lá no trabalho comentando de um vídeo, eu não sei do que é mas daí eu vou querer saber eu vou querer entrar lá, porque eu quero comentar também, isso faz parte é natural, a gente é assim mesmo eu acho que faz parte é o que eu falei lá no começo, a gente inevitavelmente vai aprendendo com os pares e vai avaliando por exemplo, você chega em uma fila, aonde que está a fila onde que a fila está organizada essa capacidade da gente olhar para o outro e avaliar o que talvez seria interessante fazer, aprendendo com o que o outro está fazendo, é algo absolutamente normal e adaptativo inclusive, a grande questão nessa pergunta específica que eu acho que é interessante é acho que inevitavelmente o contexto pode aumentar a probabilidade de trazer provocações do que talvez você deva fazer ou não olhar ou não e existe sim um sentimento do eu escolher e não fazer me desconectar desse grupo a questão do pertencimento que eu acho que inevitavelmente entra aí só que existe a minha individualidade a grande questão que eu acho que é importante a gente voltar eu vejo sentido em olhar esse vídeo e se sim, por quê? acho que a questão da frase da mãe se todo mundo faz, você vai fazer também eu acho que a grande questão aqui é esse entendimento do porquê que eu quero ver, qual que é o motivo que está me levando a achar que talvez seja necessário ver é uma questão mais de aprovação, validação aonde que talvez esse comportamento vai te levar e em alguns momentos não necessariamente algo tão complexo, às vezes realmente o ambiente influenciou, você sentiu vontade eu acho que existem níveis aqui de como que você pode olhar pra essa questão sabe? Excelente, excelente você quer completar? É, também porque chama a atenção, né, todos estão fazendo eu também quero então também a curiosidade então são vários os fatores né, pra experimentar que leva a experimentar né? Exatamente mas que leva, leva, né? Olha, é todo mundo, não é só você, Paulo, eu, o pessoal aqui da TV, todo mundo, nós estamos inseridos nesse mundo e a gente não aprendeu, e agora nós temos a oportunidade de aprender o que esse mundo virtual, essa internet, tudo que é maravilhosa, mas o que ela pode causar na gente, então agora a gente consegue ir fazendo as distinções, né? Isso é muito bom. Estamos aprendendo juntos, tá bom? Pode colocar mais uma na tela, produção, por favor. Vamos ver quem é que tá com a gente agora. Ana Paula, Barão Geraldo. Minha mãe acha graça dos vídeos que mando, mas diz que não entende metade das referências. Como as tendências mudam a conversa entre pessoas de idades diferentes? Olha só, Maria Luciana, esse negócio de mandar vídeo pra mãe é interessante, né? Porque a mãe recebe os vídeos, ou então a mãe começa a mandar vídeo pra gente que aprendeu, daí manda, manda, manda, manda, mas não entende o que tá ali nos vídeos e continua mandando, né? Essas tendências elas mudam, alteram a nossa conversa com as pessoas, como é que é? Principalmente as pessoas mais idosas. Sim, as pessoas, elas recebem como uma diversão, né? Um entretenimento, aí prende, né? Prende a pessoa, mas porém ela não entende mas ela está sorrindo ela está compartilhando foi compartilhado pela filha então ela também está se sentindo pertencente é interessante eu acho que como esses vídeos que a Ana manda para a mãe dela são talvez vídeos que estão mais presentes ou teoricamente quem está tendo mais contato são as gerações atuais eu acho que na mesma proporção que talvez os vídeos sejam difíceis da mãe dela entender talvez existam características da geração da mãe dela que também seja difícil dela entender, eu acho que é realmente uma questão aqui geracional do que a pessoa tem de repertório informacional e que pode aumentar a probabilidade da pessoa não conseguir estruturar aquela percepção do que está chegando até ela pela ausência da totalidade das informações interessante o que o Danilo falou uma experiência foi aquela trend dos anos 80 muitos assim aí já é o contrário os adolescentes queriam experimentar pra ver como eles eram nos anos 80 então foi bem interessante completando interessante e pegou todo mundo quase vocês participaram disso também? sim, aí ó, tá vendo então, e é algo que desperta a curiosidade, né por que que a gente se sente que sente vontade de participar disso, quando você vê que já tá inserido é impressionante não é, Danilo? Sim, sim, acho que inevitavelmente alguns dos pontos que a gente vem falando vão pra uma direção muito parecida mas quando a gente pega pra estudar por exemplo, caçadores-coletores lá na savana africana, nesse processo evolutivo que a gente passou é muito curioso, mas esse movimento da gente se juntar da gente reproduzir padrões parecidos, como eu disse, fizeram com que a gente sobrevivesse, porque ficavam mais comida disponível as pessoas conseguiam se ajudar mais em grupos, a tribalização das pessoas no que se refere a elas se juntarem e virar tribos permitiram com que elas sobrevivessem em linhas gerais Então acho que naturalmente a gente tem esse movimento de querer ir pra esses lugares que normalmente a gente percebe que as outras pessoas talvez estejam indo pra uma questão de pertencimento e pra uma questão evolutiva em linhas gerais mesmo. Exatamente, né? Algo que está com a gente. E aí a internet fez isso ficar exacerbado, né? As redes sociais. Interação também, né? É uma forma de interagir. É algo legal, né? Só que a gente precisa cuidar quando a gente não tem mais a capacidade de decidir e estamos sendo levados pelas trends, né? Pelos vídeos que viralizam. Aí precisa acender o alerta e cuidar e buscar uma terapia pra poder tentar entender, né? E voltar pra si, porque esse negócio tira a gente do rumo, viu? E tira mesmo, tem que tomar cuidado. 8h53, a última perguntinha do programa, daí a gente já vai pras considerações finais vamos ver quem tá com a gente, o Thiago Ribeiro do Flamboyant, um amigo começou a falar e se vestiu como os influenciadores que acompanha, isso pode ser uma forma de experimentar quem ele quer ser? Uau, Thiago vamos lá, Danilo e Maria eu acho que sim, como eu disse naturalmente a gente vai tendo contato com informações que chegam até a gente e essas informações elas podem como a gente disse aqui em um outro momento, eu acho que nem tudo que também chega até a gente nas redes sociais, é algo que a gente precisa olhar com nós isso daqui é extremamente ruim, acho que a questão da influência entra num ponto de, por que que eu tô seguindo essa pessoa, então eu acho que é esse mapeamento do entender que existem coisas que você não pode controlar que chegam até você, mas você talvez escolha parcialmente as pessoas que você está seguindo então acho que fazer essa seleção de porque eu estou seguindo essa pessoa é importante e naturalmente o que chega até você de informação direto ou indiretamente pode influenciar o seu gosto a sua preferência, obviamente isso vai se sustentar dentro de uma base que provavelmente já vai estar mais sólida mas naturalmente você vai poder experimentar coisas que talvez chegam até você de informação e que podem vir aí por influenciadores, eu acho que aqui não tem também um ponto só de lado negativo aqui, né? Sim, não, não, não Sim, e também o seu amigo ele pode estar identificando, né, com o influenciador, com o estilo dele por isso ele quer entender o significado, né, por trás de tudo Exatamente, se a gente para pra analisar, hoje nós falamos assim porque nós temos a rede social e ficou tudo muito exacerbado mas sempre teve essa tribalização, esse negócio de se juntar pra poder fazer algo, né, que lembra dos passinhos na época de mil e quanto, 1980, e a galera se juntava e todo mundo dançava igual e ia pra uma praça, um lugar, fazer aquilo, então todo mundo não é feito uma nada, todo mundo fazia, todo mundo sabia, né, mas não tínhamos a internet, então isso não viralizava, mas no grupinho da rua, da escola todo mundo queria estar pertencente àquele grupo então é algo que como o Danilo trouxe, faz parte da nossa natureza é interessante, está vendo como a gente vai aprendendo? Só que nós precisamos a gente traz essa conversa para o programa, para a gente entender até que ponto isso é natural faz parte da nossa natureza mesmo, e a partir de que momento isso pode de vir a ter consequências mais graves para a nossa saúde mental, para o nosso dia a dia. Então, essa é a diferenciação. Não demonizar a internet, mas também não banalizar, né? E lembrar que todo movimento faz parte da nossa vida. Isso é importante, né, Danilo? Exatamente. Eu acho que você concluiu com as melhores colocações possíveis. eu acho que existe uma parcela da estrutura que a gente está vivendo hoje, desse excesso de informações das redes sociais que a gente ainda está tentando entender até que ponto é saudável ou não, eu acho que é um processo válido de reflexão que a gente tem que fazer, assim como eu dei o exemplo de comportamentos antes que não eram consideráveis nocivos e que passaram a ser por um processo de acúmulo de conhecimento eu acho que não vai ser diferente com esse novo mundo que a gente está experienciando. A gente só está aprendendo, né, Maria? Estamos iniciando algo que nós vamos deixar para a próxima geração, não é? Sim, com certeza. E precisamos entender até onde vai o limite, né? E observar o que realmente é bom, o que é saudável, fazer escolhas conscientes para conseguir ter uma rotina ir bem nos estudos no trabalho na vida, no dia a dia temos que cuidar pra que não afete a nossa tomada de decisões que o nosso córtex pré-frontal esteja sempre ali blindado e trabalhando e funcionando é isso gente agora 8h57 a gente vai encerrando o programa quero agradecer demais a sua participação aí de casa, a participação de vocês sempre é maravilhosa eu adoro ouvir vocês falarem que a gente vai aprendendo se você pegar todos os programas tem lá a playlist do Estúdio Câmara dá uma olhadinha, naquele que se identifica com você, final de semana assista, é uma aula gente, a gente aprende muito com vocês então nós muito obrigada, Maria considerações finais, gratidão pela sua participação, eu que agradeço obrigada por compartilhar conhecimento conosco, deixa uma dica aí pro pessoal de casa, que no final de semana eu sei, vai pra rede social e a gente precisa tomar um cuidado pra não ser influenciado demais a dica é ter autonomia e escolher consciente uau, obrigada mais uma vez eu que agradeço. Danilo, obrigada a você pela participação, pela presença pelo ensinamento, compartilhamento de conhecimento, é bom demais e vocês fazem isso com destreza eu assim, fecho o programa todo dia muito feliz, porque é um conteúdo muito robusto que a gente consegue produzir aqui, graças ao assente de vocês, então, muito obrigada eu só tenho a agradecer pensar na possibilidade de eu poder contribuir com um tema tão atual, relevante e poder contribuir nessa discussão pra mim fica extremamente grato e acho que se eu pudesse finalizar com talvez um direcionamento eu lembro muito de um professor meu da época da faculdade uma frase que ele falava que era questione o óbvio eu acho que questionar o óbvio por vezes pode se fazer interessante olha aí, faz todo sentido o óbvio precisa ser dito e ser questionado fechamos com chave de ouro é isso gente, fica a reflexão pra quem tá em casa do programa de hoje, nem tudo que viraliza representa a maioria, nem tudo que parece científico é ciência Então, antes de experimentar uma tendência, vale perguntar, isso faz sentido para mim? De onde veio essa informação? E existe alguma evidência por trás dela? Então, para, dá um passo atrás, dá uma olhada no geral e vê se faz sentido para você, tá bom? Um grande abraço, um ótimo final de semana, se cuide. Lembrando que segunda-feira nós temos Estúdio Câmara de novo. E olha só a nossa conversa. Vamos falar sobre os conflitos entre gerações. A geração Z está chegando à vida adulta, com novas prioridades em relação a trabalho, dinheiro, relacionamentos, lazer e qualidade de vida. Você sabia disso? A galera está vindo aí de uma forma bem diferente e a gente precisa entender o que realmente mudou. e por que essas escolhas podem entrar em choque com as expectativas das gerações anteriores. Seria um conflito de gerações? Quais são as novas prioridades da geração Z? Importante, sabe por quê? Porque eles nos ensinam também. Tem muitas situações que nós vivemos, nós da geração anterior vivemos, que hoje a geração Z não permite e se a gente para para pensar, ah, que legal que eles estão assim, é isso, as gerações vão evoluindo. Então a gente precisa entender se realmente é um conflito de gerações ou se são ensinamentos que são passados de geração para geração. A gente vai fazer isso na segunda-feira, a partir das oito da manhã ao vivo, em mais uma edição do nosso Estúdio Câmara. Um grande abraço, beijo, fique bem e até segunda-feira, se Deus quiser. Tchau, tchau. Legenda Adriana Zanotto Legenda por Sônia Ruberti Salve, famílias destruídas, porque alguém bebeu e dirigiu 34% das mortes no trânsito de Campinas tem influência do álcool Além de infração gravíssima, é crime Não deixe uma tragédia cair na sua conta
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