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Nos últimos 4 anos, a região metropolitana de Campinas ganhou quase 147.000 novos eleitores, um salto de mais de 6%. Agora são quase 2.400.000 cidadãos aptos a votar por aqui. Um peso importante nas urnas. Mas quando a gente olha de perto para a maior cidade da região, o caminho foi o inverso. Campinas encolheu. A metrópole perdeu quase 8.000 eleitores em comparação com a última eleição geral. Uma queda discreta de menos de 1%, mas que quebra uma sequência de alta dos últimos anos. Hoje a cidade tem pouco mais de 870.000 cadastrados. Eh, você teve uma diminuição do eletrado na cidade, né? eh, cresceu um pouco na região metropolitana como um todo, né, mas teve uma diminuição. Eh, e a diminuição se concentrou na no grupo mais jovem do eleitorado, né, do pessoal ali a partir dos 16 anos de idade, a faixa mais o eleitor mais jovem. Então você teve uma redução ali maior. No primeiro momento, o que que quer dizer pra gente? A princípio parece uma redução demográfica. princípio parece simplesmente uma questão de eh de redução da da população mesmo, né? A gente tem uma tendência da população brasileira de envelhecimento e diminuição dos nascimentos. Então a gente espera enxergar nos próximos anos cada vez mais esse processo de você ter diminuição do leitorado jovem, porque você tá tá nascendo menos, né? E aumento do leitorado de mais idade, né? Então a gente verificou isso em Campinas, isso aconteceu aqui na na cidade especificamente. A gente não é evidente que esse processo não vai ser igual em todos os lugares. Então por isso que você vai ter essas diferenças, né? Mas mas eh mas é possível que essa alteração de perfil que a gente teve agora tenha conexão mais direta com relação a uma questão que é o processo das da da nossa sociedade hoje em dia, né? Em que os casais têm menor de filhos, né? né? Então, eh, isso dá um impacto, né? A gente vai começar a ver isso não só no leitorado, mas em outros lugares também, né? Então, assim, a princípio, nos números brutos ali olhando, né? Ah, parece muito mais um resultado desse tipo de de realidade, né? Muito mais do que algum impacto eh de qualquer tipo de movimento, né? Mesmo com a retração, Campinas representa 7% de todo o eleitorado do estado. A maioria das pessoas aptas a votar é mulher e tem entre 40 e 44 anos. É, a gente tem um público maior feminino de eleitoras e mas também nós temos uma a população feminina também é maior no Brasil, então até demograficamente casa do mesmo modo, né? com relação a a aos jovens, a questão, né, do processo de educação, eh, educação política mesmo, né, para participação na vida política, a gente teve uma uma fase em que isso foi eh foi um campo de disputas, né, de se você poderia fazer isso ou não, fazer essa formação ou não. Isso caminhou assim por algum tempo e mesmo quando você tinha esse campo de disputa acontecendo, os eleitores jovens você teve até um crescimento de de alistamento eleitoral dessa faixa hectária dos 16 e 17, né? Então agora nesse momento ainda temos um pouco do reflexo dessa disputa, mas ela deu um diminuiu um pouco a temperatura, vamos dizer, né? e vários grupos, na verdade, atuam incentivando a participação do jovem. Então, assim, isso não tá localizado apenas em uma em um universo ideológico, tá espalhado para todas as tendências políticas. Então, é, é isso, é para que venha, tá, trazendo melhoria para o país, né? Isso e investigar sempre tá investigando como é que tá o a ficha dele, se não tá envolvido com corrupção, se não tava envolvido com nenhuma licitação indevida e saber quais são as propostas, se ele cumpriu a proposta a qual você votou no ano, se ele cumpriu ou não. E é isso. Assim, o Brasil, né, no caso, vai trazer melhoria não só para o país, mas para o estado de São Paulo e para as cidades de Campinas. E um dado chama a atenção no raio X do eleitorado de Campinas, o sumisso dos jovens das urnas. Em 2022, mais de 8.000 adolescentes com menos de 18 anos estavam aptos a votar por aqui. Agora esse número despencou para menos da metade, 3.400. É um tombo impressionante de quase 60% no interesse dos mais novos em escolher os seus representantes. O jovem ele tem essa, vamos dizer, ele tá ali, né, não é obrigado ainda votar, né, 16, 17 anos, mas existem vários movimentos que incentivam essa participação e incentivam inclusive a pessoa tirar o título. Você tem campanhas que são feitas, né? Então, como você vê que você tem esse movimento de incentivo e isso não tá acompanhado numericamente, possivelmente é porque de fato a gente tem menos jovens, né, aptos a votar mesmo, né? Nem votei, nem voto, nem fiz a inscrição, nada desses bagulho aí, não, nem voto em ninguém. Na Metrópole, a população 60 mais mantém forte participação nas urnas. É o caso do aposentado Antônio Carlos, que continua exercendo a cidadania. para tentar escolher alguém que ajude nós, pelo amor de Deus, né? Tá votando porque tentar achar a pessoa certa para governar nesse país do nosso Deus aqui. É cada vez mais importante que a gente continue incentivando a participação política, né, dessas pessoas que também não precisariam mais eh participarem obrigatoriamente, porque você tem uma série de decisões políticas que também afetam a qualidade de vida dessas pessoas, né? Então você percebe que tem pessoas nessa faixa etária que participam porque tem esse tipo de de reflexão, de conscientização e que por conta disso continua a exercer esse direito, né? E eu acredito que a gente precisa na verdade incentivar cada vez mais, porque é um setor aqui, né? Parte da população, como eu falei, a tendência é crescer, né? ficar mais numerosa e aí vai ter as suas próprias demandas, suas próprias necessidades e essas demandas e necessidades tem que ter uma tem que ter uma uma influência política, né, para serem atendidas, né?