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5:26, cobertura especial da TV Câmara Campinas. Há pouco eu tinha dito, né, que o ministro Cristiano Zanim do Supremo Tribunal Federal decretou uma prorrogação da votação em todo o território nacional até 7 horas da noite. Mas de acordo com o cartório eleitoral de Campinas, o presidente do TRE, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, o desembargador José Antônio Encinas Manfré, decidiu pela não prorrogação. Nós vamos informando até aqui você então o que vai acontecer, se é prorrogação em todo o Brasil ou não. Bom, agora eu converso com o Emerson Saraiva, que é cientista político, especialista em marketing eleitoral, esteve conosco no primeiro turno, gentilmente aceitou o convite para estar aqui neste segundo turno. Importante só, ó, nós temos aqui o que já foi apurado, tá? 0,25% das sessões totalizadas. Lula saiu na frente com 57,66% e Flávio Bolsonaro com 42,34%. Nós vamos atualizando você que está nos acompanhando em tempo real nesta barra que você vê aqui embaixo. Emerson, muito obrigado por ter aceito o convite novamente. E me lembro que conversamos no primeiro turno que tinha sido morno, né? foi num ritmo um pouquinho mais lento. E neste segundo turno, acho que não teve outro assunto, né? Era eleição todos os dias e sempre acontecendo alguma coisa. Foi o exército do Lula, organizado pelo deputado André Janones, que criou um canal de WhatsApp para mobilizar os apoiadores de Lula. chegou até 10 milhões. Aí teve reação do Flávio Bolsonaro no TSE, a entrada do Pablo Marçal na campanha do Flávio Bolsonaro. Enfim, um debate aconteceu na transmissão eh da Band e mais repercussão, desafio da abertura do sigilo bancário e agora mais essa, né? Se vai ser prorrogada ou não a votação. O meu sentimento é que nós passamos aí um ano de trabalho em apenas 21 dias. tem essa sensação também de que foi um segundo turno agitado. Seja bem-vindo e boa noite, Emerson. Boa noite, Gabriel. Realmente parece é é assim como eh nem eu nem você estávamos envolvidos nesse processo, então eh ninguém tá com cabelo mais grisado, mas eu acredito que teve uma galera que daquele dia 4 para cá deve tá assim, deve literalmente deve est um caco, né? Porque no final das contas, eh, eu não gosto muito de encarnar esse papel de mãe de não, mas aconteceu basicamente tudo que a gente conversou aqui no dia 4ro, né? A campanha virou uma loucura, foi uma nova campanha, né? os debates que no primeiro turno tiveram pouca ou nenhuma importância, no segundo turno tiveram um papel decisivo. candidatos, né, principalmente a campanha de Lula. Eh, a gente pode dizer que a campanha de Lula, de certa forma, acordou e foi em busca de uma estratégia que é uma estratégia fundamental em campanha, mas que não estava sendo utilizada pela campanha de Lula no primeiro turno como deveria, que foi a mobilização a partir do exército do Lula comandado pelo Janon, né? E como parece que eu eu acho que tem gente que não quer que essa eleição acabe nunca, ainda veio agora essa novidade do pessoal querendo eh prorrogar por mais duas horas o horário de de votação, né? Eh parece que levaram muito a sério o que a gente que trabalha com marketing diz, que eleição não acaba nunca. É verdade. E chega a informação aqui, a nossa produção tá até confirmando, mas que prorrogou de fato em todo o Brasil por mais duas horas. Tanto é que tá paralisada com 0,25% das sessões totalizadas. Teoricamente, eh, os portões fecharão às 5 horas, 30 minutos depois a gente só tem 0.25. Então, tô vendo a nossa produção aqui no telefone, confirmando esta informação e era uma informação que já estava sendo discutida o Emerson pela tarde. Eh, eu tava assistindo aqui eh os canais de notícias Prisão em Salvador, já tinha pedido de secretário de transporte, eh, notícias circulando em rede social na cidade de São Paulo. E é uma E é uma informação que só agora essa prorrogação, né? Como é que você enxerga isso, né? Há uma falta de diálogo do STF com o TRE, com o TSE. Essa informação tinha que ter sido divulgado antes. Na sua visão, quem perder cabe recurso, porque a gente já tem um resultado, tudo bem, parcial, nem 1%, 0,25, mas teoricamente as pessoas ainda têm o direito de votar até 7 horas da noite. Então, na sua visão, como é que você enxerga o resultado depois? Vai dar margem para quem perder contestar este resultado dependendo do que aconteceu? Porque o que nós falávamos é vai ser a eleição mais apertada da história. De acordo com as pesquisas eleitorais, pelo que a gente estava vendo até nos trackings aí que não pode ser divulgado, mas que acaba circulando nas redes sociais, é, de fato, tá dando aí perto de um empate a um candidato com uma vantagem para outro. Dependendo do que acontecer, você acha que pode mais uma vez ser judicializada esta eleição? Eu não tenho nenhuma dúvida que a gente vai terceiro turno nessa eleição. Eh, uma coisa que tá ficando, inclusive eh, tá ficando costumeira no Brasil, né? um processo que tá acontecendo, que já faz parte do processo eleitoral, esse esse terceiro turno no tapetão. E normalmente, né, o as campanhas, tanto a estratégia da campanha como também os departamentos jurídicos da das campanhas, eles eh à medida em que o final da eleição vai chegando e que o cenário não tá definido ou até se você tem ali, se você tá numa campanha que essa campanha não tá indo como você esperava, principalmente nas pesquisas internas, né? Porque as pesquisas, as pesquisas que estão divulgadas, eu acredito que elas chegaram a um consenso nesse segundo turno, né? Eu acredito, não sei se vi todas, mas eu particularmente não vi nenhuma campanha, nenhuma pesquisa com um resultado muito elástico, nada além dos cinco pontos. Acho que a pesquisa que deu mais espaço a favor de Flávio deu cinco pontos, mas também você também não tem nenhuma pesquisa em favor de Lula, né? Citando aqui o professor Antônio Lavareda, que é um grande especialista em estratégia política e pesquisa. Eu tava vendo uma entrevista dele esses dias e ele tava falando que se chegasse eh empatado, né, se as pesquisas dessem empatadas, eh a gente e a aposta dele, né, tô eu tô citando ele porque essa aposta é dele, não necessariamente minha, mas mas eu, eu até concordo com ele, eh, pelo histórico que a gente tem, que se chegasse empatado na eleição, a tendência era que Flávio Bolsonaro vencesse, né, na no cálculo dele, ele ele acredita que num cenário de empate, Flávio tem 55% de chance de se eleger, não 55% dos votos. E eu de certa forma concordo com isso, porque o histórico que a gente tem é que normalmente esse voto que a gente chama de voto envergonhado ou shy voter, a gente também tem o fenômeno da espiral do silêncio, né, que é aquele aquele eleitor que não fala nada, mas ele fica vendo tudo que tá acontecendo ali e ao longo do período, até período pré-eleitoral, ele vai juntando os argumentos internos, né, os argumentos de consciência dele para na hora do voto ele votar em um candidato ou em outro candidato. Então, nas últimas eleições, esses fenômenos eles eh se transformaram em vantagens para a direita e até no primeiro turno dessa eleição isso aconteceu. Mas aí eh a gente tá vendo nessa nesse segundo turno, particularmente, a gente tem uma expectativa muito grande em relação às quebras de tabu, né? Então você tem eh primeiro aquele aquele eh aquela tradição brasileira que nunca um candidato que saiu em segundo lugar no primeiro turno virou no segundo turno na campanha presidencial, embora já tenha acontecido em vários estados e inúmeras cidades. Eh, aí o segundo o segundo tabu que tá se conversando muito se quebra ou não quebra nessa eleição é a votação em Minas Gerais, né? também tem essa essa história que eh o candidato que vence em Minas Gerais, ele vence no Brasil. Então também foi feito um trabalho muito forte em Minas Gerais para garantir, né, principalmente pela direita, com a força de Cleitinho, de Nicolas. Eh, também do outro lado você tinha Janon, você tinha Anelis, você tinha também a galera da esquerda trabalhando muito forte em Minas Gerais, mas é um outro tabu que tá para ser tá para ser validado ou não. E aí eu incluo esse tabu também, né? Porque como a gente teve por parte da esquerda, principalmente, uma reação muito forte do ponto de vista da mobilização digital, então é possível sim que a gente tenha aí um voto, um voto silencioso, um voto envergonhado, um voto que dessa vez ele vá pro lado da esquerda. Então, é um cenário que a gente chega nesse nesse momento com um cenário de completa indefinição. Mas, Gabriel, eu inclusive essa semana conversando com alguns colegas jornalistas, algumas entrevistas que que o pessoal me chamou para para dar em alguns veículos, eu eu tenho assim, eu eu tenho um cenário e eu eu tenho esse cenário de de uma eleição muito apertada, né? a gente ter um presidente eleito por 50,2 a 48,9. Eu entendo que e se sair um número como esse, esse número será será de Lula. Mas eu também vejo que existe uma possibilidade pelo que a gente e aí como você falou, a questão dos tracking, né? Eu tive acesso, a gente tava acompanhando pessoal, enfim, como você disse, isso circula, as campanhas, né, nos bastidores de alguma maneira aquele print maroto sempre cai em algum em algum grupo e alguém eh faz o faz o papel ali de fofoqueiro. Eh, o que a gente tem é que o o a minha perspectiva é que se o o número for mais elástico, esse número será proflável. Então, eu não vejo um cenário, por exemplo, de vou vou post chutar aqui 55 45 para Lula. Eu vejo que Lula vencendo, ele vence por muito pouco. E se o cenário, se a diferença for maior, essa essa essa diferença seria proflável, né? Eu tava eu tava dizendo a minha esposa que se eu dormisse agora, acordasse às 11 da noite e ela me dissesse só o o resultado, sem dizer os os de quem foi a votação, saberia? Então, se ela me disser a eleição terminou 50,2 a 49,8, eu iria dizer que quem venceu era Lula. E se ela dissesse que a eleição deu 55 a 45, eu iria dizer que quem venceu foi Flávio. Aí a gente vai ver o que que acontece depois das 19 horas. Ã, Emerson, no primeiro turno nós tivemos 33 milhões de eleitores que não compareceram às urnas, né, que são as abstenções. E nós tivemos ainda 2.300.000 1781 votos em branco e 3.774.149 votos nulos. Qual que é a sua análise em relação à abstenção e à pessoas que não escolheram nenhum candidato? Essa questão da abstenção, Gabriel, tem um ponto importante aí nessa lógica da abstenção, que é o seguinte, eh, as pessoas cometem quando falam de abstenção é imaginar que essa abstenção ela é toda formada por pessoas que simplesmente não quiseram votar. Ou seja, coloca esse número absurdo de mais de 30 milhões. 30 milhões de brasileiros simplesmente não quiseram votar. E não é bem assim. Você tem aquelas pessoas que estão viajando, você tem aquelas pessoas que estão trabalhando, você tem aquelas pessoas que estão morando em outro lugar e que por por opção própria eh decidem não transferir o título. a gente sabe que existe o voto em trânsito, então sim, essas pessoas conseguiriam votar, mas por exemplo, né, eu sei que é horrível quando alguém usa esse um exemplo pessoal para tentar trazer uma uma perspectiva nacional, mas eu particularmente no primeiro turno, quando eu fui votar, eu me assustei porque quando eu cheguei lá no colégio onde eu voto, tinha uma fila gigantesca, eu disse: "Ih, rapaz, não acredito que eu vou pegar essa fila". Aí o pessoal disse: "Não, isso aqui é a fila do pessoal que veio para justificar o voto". E aí tem a galera que justifica e tem a galera que se habilita para fazer o voto em trânsito. Então você tem isso e aí você tem também eh os aspectos de no primeiro turno, por exemplo, né? meu sotaque entrega. Eu sou nordestino. A gente tem uma situação que não é só no Nordeste. Eu não quero parecer, eu não quero parecer preconceituoso com minha própria gente falando sobre isso, mas isso de fato são dois fenômenos que acontecem muito mais fortes no Nordeste, que são o primeiro é aquela tradição dos candidatos levarem os eleitores para votar, né, que é uma coisa que inclusive antigamente existia uma grande fiscalização em torno disso, né? Eu me lembro até falando sobre essa questão do dessa confusão que tá em relação ao transporte público, eh é bom a gente levar em consideração que o transporte público não é toda cidade que tem transporte público. Normalmente você vai ter aí na maioria dos estados o transporte público na capital e nas principais cidades. Então nas cidades pequenas você não tem essa lógica do transporte público. Eu não sei como é que tá hoje. Eu não sei se você lembra, Gabriel, que antes você tinha aqueles carros circulando pela cidade o tempo todo, que era para transporte de eleitores. O cara pegava o carro da Secretaria de Saúde, o carro da secreta da da, enfim, da dos órgãos públicos, do Ministério da Fazenda e tal, e metia lá o carro, o adesivo da, né, aquele papel lá da do do Tribunal Regional Eleitoral e ficava fazendo transporte de eleitores. Mas também tem, isso a gente não pode esconder, por parte dos candidatos, essa logística de pegar os eleitores, de levar, tem os cabos eleitorais, né? A gente tem aquela lógica do cabo eleitoral que combina com a turma. Olha, não se preocupa não que eu vou te buscar em casa, vou te levar para votar até para até para dar uma fiscalizada lá para ver se o cara vai votar mesmo, né? A gente sabe que não tem como saber se o cara eh em quem votou, né? embora a as campanhas façam aquele cálculo, principalmente nas campanhas proporcionais, deputado estadual, deputado federal, quando você tem ali uma urna que você sabe que tem cinco ou seis pessoas disseram vão votar em você, você até consegue fazer um cálculo em relação a isso. Mas eh você tem em várias regiões do Brasil, mais no Nordeste e no Norte, de certa forma, isso também é mais forte. essa questão do deputado estadual, do deputado federal, do prefeito da cidade, do vereador da cidade, da liderança, levar o eleitor para votar e que agora no segundo turno, a gente não sabe em que nível os políticos estaduais, né, os os políticos de presença estadual se envolveram ao ponto de fazer esse essa logística dos eleitores. E a gente tem um outro aspecto também que é o caso dos eleitores que no primeiro turno não foram votar. E aí, mais uma vez, eu quero colocar um exemplo anedótico que não é o ideal, não é não é um extrato válido, mas eh pela pelo conhecimento que eu tenho isso, não só no Nordeste, em várias outras regiões, a gente identificou em pesquisa quali, a gente identificou em, enfim, em em alguns processos que a gente faz de ver como é que tá acontecendo a o processo eleitoral e as pessoas dizendo assim: "Eu não vou botar porque é muito difícil, né, só de número de candid candidato eram 19 números, você ainda tinha que apertar o verde, então, se não me engano, dava 26 números que tinha que você tinha que digitar para poder conseguir cumprir toda a votação do primeiro turno. E aí você tem esse fenômeno, ou seja, quem não foi votar, não necessariamente, né, são 30 milhões de pessoas que estavam desacreditadas da política e decidiram não votar. Eu não acredito que seja esse número todo. E a gente tem todos esses aspectos que agora no segundo turno, por exemplo, na perspectiva dizer assim: "Não, agora são só três números. Digita lá um, três confirma ou dois do confirma". Isso pode ter sido uma forma também de ajudar os políticos, né, os os eleitores a a dizerem assim: "Ah, agora agora eu vou votar, agora tá mais fácil". Então são tantos aspectos em relação a essa questão da conversão da do não voto, né, do da abstenção em voto, que a gente não pode dizer, não pode criar uma massa homogênea de eleitores e dizer assim: "Esse no segundo turno o a abstenção vai diminuir, porque ela é formada basicamente por esse tipo de eleitor. Então, a gente sabe que tem um eleitor eh cético, um eleitor eh enfim, que que tá triste com a política, que tá decepcionado com a política. E no final das contas, para concluir, eh também a gente tem que levar em consideração que o isso puxa para um lado e puxa pro outro. Então o eleitor da esquerda, a esquerda pode conseguir mobilizar seus eleitores, tá? E a direita também pode, ou até o próprio movimento de um pode incentivar o eleitor do outro. Só desculpa te cortar, temos um chamado da nossa repórter Mina Abreu, que está aqui no cartório eleitoral de Campinas para falar sobre esta situação. Prorrogação da votação até 7 horas da noite, mas muitos colégios eleitorais já estão fechados. Então eu quero saber da mina como é que tá essa situação aqui na cidade de Campinas. Presidente, para começar. Gabriel, estou Gabriel, estou. Gabriel, estou aqui com a Gabriel, estou aqui com a EG, que é chefe de cartório, que vai explicar o que tá sendo feito em relação a essa questão do encerramento ou não da votação até às 19 horas. EGLE, alguns locais já tinham fechado, inclusive a gente mostrou alguns locais de votação que já tinham encerrado os trabalhos. Qual é a orientação? Tem local aberto ainda? Detalha pra gente, por favor. Boa tarde. Boa tarde. A decisão de, né, de prorrogação da votação, ela chegou pra gente era 17:12. Então, a maioria dos locais de votação de Campinas já tinham eh dado início aos procedimentos de encerramento. Apenas locais de votação das zonas 274 e 33, alguns locais de votação da zona 333 e 274 ainda não haviam encerrado. Eu não tenho todos os dados ainda, vocês estão acompanhando bem ao vivo. Eh, assim que eu tiver mais dados, eu passo para todo mundo. nas sessões que já foram encerradas, é, não tem como a gente retomar a votação, né? As urnas já estão vindo para cá e a gente vai dar início aos procedimentos de de apuração. Até para quem tá em casa e não entende muito do processo, não basta dizer: "Olha, é só ligar nova novamente o equipamento." Não é assim que funciona? Exatamente. Não é só religar que a votação recomeça. A partir do momento que ela encerra, eh, são gravados os dados na mídia da urna e aquela votação ela é encerrada até paraa segurança da própria votação, a segurança da informação que tá depositada ali. Então, não é possível eh retomar a votação na urna eletrônica após o encerramento dela na sessão eleitoral. Tá bem, obrigada. E a gente aguarda novas informações, tá joia? Podem contar comigo. E a gente continua por aqui, Gabriel. Nós já estamos no prédio da justiça eleitoral acompanhando esse desdobramento. Nós estávamos no andar terra, inclusive a Guarda Municipal, nós estamos checando, a nossa produção checa neste momento essa informação de que no colégio Progresso aqui da zona 33, eleitores teriam ido até o colégio para registrar o voto. No entanto, como o colégio já encerrou as suas atividades, inclusive eh a Guarda Municipal foi até o local para verificar porque eles exigiam o direito de votar após as 5 horas diante desta determinação. No entanto, como a chefe de cartório explicou, encerrada a votação, encerrado o uso desse equipamento, ele não pode ser reiniciado para uma nova votação na data de hoje. Eu volto aí com você no estúdio e tendo novas informações, eu te aciono. É, até porque eh perguntas eh precisam ser feitas e chegarem às respostas, né? Então, por exemplo, se tem essa determinação do STF, que é até às 7 horas da noite, como vai ser feito? Então, eh, existem novas urnas que não foram ligadas, porque a gente sabe que tem ali eh um número de urnas extra para em caso de substituição. Será que essas urnas elas podem ser utilizadas? Será que nesses colégios eleitorais tem cédulas para as pessoas poderem votar? Se tá até às 7 horas da noite, teoricamente os colégios eleitorais de Campinas precisam estar abertos. E aí, como é que vai ser feita esta votação? Com novas urnas, já que a EGLE disse que não tem como, ela encerra ali a partir das 5 horas e essa urna ela não consegue religar novamente. Mas e com essa nova determinação? Existem novas urnas em todos os colégios eleitorais de Campinas, serão cédulas. Então, a nossa equipe tá apurando, quero agradecer a nossa repórter Miru, nossa equipe de produção também para poder eh passar então essa informação sobre cédula e sobre novas. Eh, sigo com o Emerson e já já a mina tem prioridade, vai nos chamar aqui para poder eh passar as informações. Eh, Emerson tá me ouvindo, retomando o nosso contato? Ouvindo, tô ouvindo. Tá um pouquinho baixo, Gabriel, mas tô ouvindo. Tá bom. A gente vai aumentar então este som para chegar muito bem aí até você. Ô, Emerson. Vamos aos desafios dos candidatos à presidência. Primeiro do atual presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva. Porque nunca na história nós tivemos uma virada no segundo turno. Desde quando foi implementado dois turnos, nunca um presidente que ficou na segunda colocação, ele conseguiu vencer. Qual que é o tamanho deste feito que o presidente Lula tem? Lembrando que a diferença de votos foi de pouco mais de 2 milhões. Isso mesmo, né? Eu eu tinha comentado sobre isso. Esse é um dos tabus que está na mesa em relação à eleição desse ano, ou seja, eh algo que nunca aconteceu e que pode acontecer pela primeira vez. Eh, o que eu o que eu analiso, Gabriel, é que eu até falei com você, eu acredito que a gente falou no dia qu eleição, a campanha do segundo turno, ela é uma outra campanha, né? Eu até lembro de um de um político que eu que eu acompanhava, né? Eu enfim, trabalhei para ele e acompanhei durante muito tempo e ele ele ele venceu três eleições, né? Ele foi eleito três vezes, mas ele dizia que venceu seis eleições. E aí o cara dizia: "Não, mas você só foi eleito três vezes". Ele diz: "Não, mas cada turno é uma eleição. O primeiro turno é uma eleição, o segundo turno é uma outra eleição." Então, de fato, o que aconteceu nesse segundo turno foi uma nova eleição, foi uma nova campanha eleitoral. E o que o que a gente viu foi que eh de fato a campanha de Lula não esperava o resultado que teve. a gente pelos trekings que a gente via do primeiro turno, os números eram aqueles. Ou seja, eu não sei, sendo sendo muito sincero, Gabriel, eu não sei se a surpresa eh que a campanha de Lula teve, foi porque, de fato as pesquisas que eles tinham, as pesquisas internas mostravam números diferentes e as urnas trouxeram essa surpresa. E aí eu digo isso porque nas pesquisas que a gente tinha, nas pesquisas que eu tinha acesso, de fato, o resultado que a urna ia dar era aquele. E até alguns institutos deram um resultado muito parecido, ou seja, não foi uma surpresa para todo mundo, foi mais uma surpresa para eles. Então, eu não sei se a pesquisa eh não tava mostrando, eu não sei se a pesquisa tava mostrando aquele resultado, mas eles acreditavam que poderia haver uma uma mudança ou eu não sei se foi apenas a narrativa, né? A campanha hoje em dia é uma verdadeira guerra de narrativas. Eh, inclusive tem a possibilidade, sendo muito sincero, como essa foi uma declaração dada pelo presidente Lula lá no evento do dia 4, existe a possibilidade dele não ter tido acesso a essa informação. Então, a gente sabe que em campanha, não tô dizendo que é a campanha de Lula, nem a equipe de Lula, a gente sabe que em campanhas no Brasil acontece, em campanha de prefeitura, de cidade pequenininha, às vezes o pessoal tem lá uma informação e elas não passam pro candidato para não desestabilizar o candidato, para não preocupar o candidato. Então, talvez tenha sido uma surpresa apenas para Lula e a pesquisa que eles tinham já mostrasse isso. Só que aí o que é que a gente tem? a gente tem eh um cenário que eu eu paraa gente falar sobre o segundo turno, a gente precisaria falar sobre o primeiro, porque no primeiro o que a gente entende que Lula, de fato, eh, a campanha de Lula perdeu oportunidades no primeiro turno. Então, a campanha de Lula poderia ter chegado melhor no primeiro turno. Inclusive, é algo que a gente, do ponto de vista estratégico, as informações que, enfim, todo mundo que atua na política, que atua no campo do marketing tem acesso, é que a estratégia da esquerda, a estratégia do PT, de Lula, de no primeiro turno evitar que houvessem aquelas outras candidaturas de esquerda, como aconteceu, por exemplo, em 2022, que você tinha várias candidaturas do campo da esquerda e apenas duas, né, no caso do campo da direita, se a gente considerar a candidatura de Jair Bolsonaro e a do padre Kelmon. Era as duas candidaturas da direita que a gente tinha. As outras eram esquerda ou centroesquerda. Ou seja, já existia esse cálculo de que se Bolsonaro com a máquina na mão, com a caneta na mão, ele poderia eh ele poderia fazer tudo para se eleger no primeiro turno. E essas outras candidaturas que estavam ali no entorno de Lula tinham a função de gerar o segundo turno. Esse ano isso se se inverteu. Então você tinha ali Caiado, Zema, o próprio eh o próprio eh Renan, quem quem assim, a gente precisa levar em consideração isso, não que ele fosse um candidato auxiliar, nem Caiado era, nem Zema era, mas lógico que não houve um trabalho gigantesco para barrar essas candidaturas, porque óbvio que a campanha de Flávio entendia que se que esses candidatos poderiam evitar que Lula vencesse no primeiro turno. Então a gente pode entender que no primeiro turno foi onde a campanha de Lula, se a gente for considerar que houve algum tipo de erro, foi onde a campanha de Lula errou ao deixar que concorrendo com Flávio Bolsonaro, um cara que foi lançado poucos meses antes da da campanha, um cara que não era o líder do grupo, eh num movimento em que outros candidatos até nas pesquisas antes dele ser lançad apareciam como eh possibilidades melhores. o próprio Tarcísio daí de São Paulo, eh, a Michele Bolsonaro e outros candidatos até. Então, eh, a a grande chance de Lula era vencer no primeiro turno. E aí, no segundo turno, a gente teve essa surpresa para Lula, não para a direita, porque a direita já esperava eh ir pro segundo, trabalhou para ir pro segundo turno, teve uma campanha que eu acredito que foi uma campanha que mobilizou muito e a estratégia funcionou, inclusive a estratégia de avançar no Nordeste, não vencer no Nordeste, mas avançar no Nordeste. a eleição para o Senado também favoreceu muito à direita a partir de de trazer o do STF, de trazer as pautas do do STF, do Senado. Então isso favoreceu à direita. E aí no segundo turno, a minha leitura é que a campanha de Lula não errou, a campanha de Lula acertou, a campanha de Lula foi boa, mas a campanha de Flávio também foi. Então aí é onde tá o grande problema que fez com que essa virada, se ela acontecer na urna, ela não tivesse aparecido nas pesquisas. É que a campanha de Lula ela foi bem, eu acredito que fez tudo o que dava para fazer. Não consigo ver outras opções do que a campanha de Lula pudesse fazer, né? A gente não eh eh o tal do engenheiro de obra pronta, a gente que trabalha com marketing odeia essa figura, não quero fazer aqui esse papel, mas analisando de fora, né? Também tem uma vantagem você tá de fora do do processo para você ter mais, né, ter uma ecidistância ali de um lado e de outro. Então o meu entendimento é que a campanha de Lula no segundo turno ela foi o que ela poderia ser. Ela não não tinha nada mais que ela pudesse ser. Eu não consigo ver nada que dissesse assim: "Ah, porque faltou isso, faltou aquilo". Mas aí a gente também tem a campanha de Flávio. Então, a campanha de Flávio também foi tudo que ela poderia ser. E aí, como Flávio saiu em vantagem no primeiro turno, o que a gente tem, basicamente, se a gente for considerar que eh as urnas tragam um resultado bem próximo ao que os as principais pesquisas e as pesquisas que mais acertam eh tão trazendo nessa reta final, o que a gente vai ver é que basicamente o segundo turno foi uma manutenção do resultado do primeiro. É como se a gente tivesse uma corrida em que na primeira volta o carro que todo mundo esperava que chegasse em segundo chegou um pouquinho na frente. O carro que estava em segundo acelerou, mas o que estava em primeiro ainda tinha condições de acelerar também. E nesse nessa questão agora do Flávio Bolsonaro, ele precisou mobilizar os eleitores, já que ele venceu o primeiro turno, porque a maioria dos candidatos derrotados ficou do lado dele. É mais difícil mobilizar quem já venceu no primeiro turno. Eh, existe, né, aqueles candidatos, ó, o Augusto Curi ficou junto com ele, o Ronaldo Caiado, o Zema e a Clariana Barão, né, declararam abertamente pro Flávio Bolsonaro. Então você já vence o primeiro turno e você tem alguns candidatos derrotados que estão ao seu lado. É mais difícil você mobilizar? Quais são os desafios que ele enfrentou neste segundo turno? É difícil sim, Gabriel. Eu entendo que tanto é que a gente viu isso na prática, no na forma como os próprios candidatos se, né, se se portaram no segundo turno. A gente teve ali o momento do anúncio de Caiado, que foi o anúncio, acredito, foi o anúncio mais festivo de todos. Eh, então teve um evento, teve um negócio tipo um comício e pronto. Aí a gente teve o anúncio de Zema, que era algo que também já era muito esperado. I Zema, o próprio apoio dele se enfraqueceu pela votação que ele teve. Então, de fato, já o entendimento que a gente tem é que os votos de Zema migraram ainda no primeiro turno. Que Zema tinha de o que tinha de de Flávio tirar de Zema, ele tirou ainda no primeiro turno, então ficou meio que sem importância. Aí a gente tinha Augusto Curi, que era uma era uma necessidade para Flávio ter o apoio de Augusto Curi. Eh, porque o eleitor de Curi já tinha uma tendência a não ir pro lado de Flávio por essa essa imagem mais radical da direita. Então, eh, Colocou muito nessa lógica da moderação de um centro, mas não de um centro político, de um centro mais conectado com o centro, o o a gente, eu entendo que a gente tem dois centros no Brasil. A gente tem o centro político, o centrão, o famoso centrão dos partidos e tal, que trabalham com a força política em Brasília, trabalham com a com essa questão das articulações políticas em Brasília e a gente tem o eleitor de centro, a gente tem um conjunto de eleitores que se considera de centro, que é um conjunto de eleitores que eh no começo da campanha ele eh ele é bem maior, né? Quando começa ali em fevereiro, março, abril, maio, você tem mais gente se posicionando como nem um nem outro. À medida que a campanha vai se afunilando, aí vem o voto útil, vem o contravoto, né? O cara que vota mais para tirar o outro do que para eleger alguém. E aí esse voto vai diminuindo. Então Augusto Curi, ele simbolizava muito isso. Se ele fosse para Lula, eh, seria um prejuízo paraa campanha de Flávio, mas ele indo para Flávio, ele também não tinha grande poder sobre o eleitorado que conseguisse tracionar todo o eleitorado para Lula. Então, de fato, esse apoio de Augusto, ele foi importante. Eh, todos eles, de certa forma, foram. Mas eh o ponto principal, e aí tem a ver com sua pergunta, é que eles não você não viu Caiado fazendo campanha loucamente para para Flávio depois do apoio. que a gente viu aí, isso é, isso ficou muito claro na campanha de Flávio, na campanha de Lula também, mas na campanha de Flávio eu acredito que se destacou mais que foram os eh os eleitos, os apoiadores que se elegeram, os apoiadores dessa direita mais conectada a Bolsonaro, que de fato caíram para dentro da campanha de Flávio. Na campanha de Lula isso também aconteceu, mas aí teve um problema na campanha de Lula que foi o grande número de candidatos de Lula que não se elegeram. Então, é óbvio que a gente tem, por exemplo, para citar São Paulo, se a gente tivesse em São Paulo, eh, vamos imaginar que a gente tivesse Marina Silva e Simone Tebet eleitas senadoras e tivesse um segundo turno em São Paulo, por exemplo, com Haddad no segundo turno, não tenho nenhuma dúvida que a mobilização da esquerda em São Paulo seria muito maior no segundo turno. Então, o que a gente teve foi Tarcísio, muito atuante na campanha de Flávio, Derrite, muito muito atuante, André do Prado, muito atuante. Então, eh, os candidatos da direita, os eleitos da direita, eles se mobilizaram fortemente, ou seja, não foram comemorar, deixaram para comemorar. Depois os da esquerda vieram muito mais naquela lógica da operação abafa mesmo, sabe? Dizer assim: "Não, a gente agora tem que tem que partir para dentro". inclusive na lógica dos não eleitos, né? Então você tem aí vários candidatos que não foram eleitos ou reeleitos pelo campo da esquerda que dependem de uma eleição de Lula para conseguir ocupar algum tipo de cargo na estrutura governamental. E aí eles também foram paraa campanha, mas pelo fato de terem perdido a eleição, o peso deles ficou menor. Eu vou, só para finalizar, eu vou dar um exemplo. Se você prestar atenção, João Campos de Pernambuco, né, João Campos sempre foi visto quando como um grande fenômeno das redes sociais, um fenômeno da política. era visto até meses atrás como sucessor natural de Lula, se elegeria eh governador de de Pernambuco no primeiro turno com grande folga, eh, e depois iria construir a partir do governo de Pernambuco a possibilidade de uma presidência da República. E aí João perdeu no primeiro turno. Eh, a campanha de João, né, a pré-campanha e a campanha reagiram muito mal à forma como Raquel Lira cresceu. E aí no final o que a gente identifica é que João não foi um grande ativo da campanha de Lula. Então o Lula perdeu também nesse aspectos, né, de nesse aspecto de eh ele não tinha candidatos que tivessem um grande resultado e que pudessem agregar muito valor paraa campanha. Tanto é que a gente teve até o caso de Ana Elisa, que foi a deputada federal, que teve uma votação estupenda em Minas Gerais e que num primeiro momento da campanha se sobressaiu muito nessa lógica, dizer assim: "Vamos pegar os grandes vencedores da esquerda e trazer pra campanha de Lula". Na direita tinha muito mais grandes vencedores. Nós estamos passando aqui, ó, os votos no exterior. Nós temos aí já muitos países, né? Já fechado na Alemanha. O Lula venceu por 79 a 20, passando aí os países. Na Espanha, a vitória do Lula foi de 68%. Agora nós temos no exterior, no geral, 59,42% contra 40,58% de Flávio Bolsonaro, 100% das zonas apuradas no exterior, né? Então nós temos então essa paralisação aqui no nosso país por conta desta determinação do Zarin até às 7 horas da noite, mas eh é difícil de entender, né, Emerson, porque as urnas teoricamente abertas até às 7 horas da noite. Nós entrevistamos a EGLE do cartório eleitoral falando que não tem como você voltar no sistema. Então assim, tem a ordem do STF até às 7 horas da noite, mas se não existe essa possibilidade nos municípios e aqui em Campinas, por exemplo, muitas urnas já estão chegando para esta apuração, então de fato, a gente não sabe se essa tá liberado ou não, se é um colégio ou não, enfim, é algo aí que vai ser eh discutido, mas eh as urnas as urnas estão chegando. Isso. No no exterior tem 57,36%, então com o Lula com 59, o Flávio Bolsonaro com 40. A Mirna Abreu já passou a informação aqui que estão apurando onde ainda está aberto aqui na cidade de Campinas. E aí a gente informa para quem está eh nos acompanhando. Eh, eu sigo aqui com o Emerson nessa entrevista ao vivo pra gente poder eh entender este cenário de segundo turno que realmente foi muito conturbado e os desafios dos candidatos, né? Perguntei do Lula e perguntei também eh do Flávio eh Bolsonaro. Ã, Emerson, outro aspecto que chamou a atenção foi a quantidade de disputa entre as campanhas na justiça eleitoral, né? Acho que ficou muito conhecido o caso do exército do Lula lá, que gerou decisões diferentes no TSE, levou a novos questionamentos sobre o funcionamento dos canais eh de apoiadores. Essa judicialização passou a fazer parte da estratégia eleitoral. Até que ponto uma ação na justiça pode ter um efeito político mesmo antes de uma decisão definitiva? A a judicialização, Gabriel, ela não é não é nada novo no processo eleitoral, né? Hoje em dia, inclusive na na montagem do jurídico de uma campanha eleitoral, a gente sempre leva em consideração, a gente tem normalmente a gente tem quatro divisões hoje, né? Já fica a dica aqui para quem vai se candidatar nas próximas. A gente, normalmente a gente divide o jurídico em quatro divisões. A gente tem o jurídico de defesa, né, que é aquele que fica se defendendo, né, fazendo as defesas de eventualmente até de eventualmente falhas que haja na campanha, porque eh de fato às vezes a campanha erra em alguma coisa, a propaganda eleitoral coloca alguma coisa que não era para colocar. Então a gente tem essa divisão, a gente tem uma divisão que faz tempo que existe, que é a divisão do ataque. Então você é exatamente o que vai gerar as demandas para defesa do outro candidato. Então são aqueles advogados que trabalham na fiscalização para ver se o nome do vice tá do tamanho certo, se o material tá saindo na proporção exata, se no material impresso tem a tiragem. Então você tem ali aquela galera que faz a fiscalização para judicializar qualquer erro que a campanha do adversário ou do do do opositor eh cometa. Você tem hoje um ponto muito importante que é a divisão de digital, a divisão de redes sociais. Então as campanhas que são mais estruturadas do ponto de vista do jurídico, elas montam também. E agora a gente tem também a o que a gente brinca, que a gente chama carinhosamente do jurídico de narrativa, né, que são situações onde a gente sabe que aquilo não vai dar em nada, a gente sabe que aquilo não tem nenhum peso paraa campanha, mas a gente aciona um departamento, uma parte do jurídico para entrar com determinadas ações, só para gerar comentário, gerar factoide, gerar repercussão, gerar polêmica. Então essa campanha ela foi muito forte e assim isso não é nada de novo. Tudo isso que eu tô falando aqui, Gabriel, a gente já fez em campanhas passadas, em campanhas onde eu atuei. Só que nessa campanha, na campanha presidencial especificamente, e também em algumas campanhas estaduais, campanhas, né, até campanha para senador, aconteceu muito isso, que é a questão do jurídico agora como par como parte do processo, como polo das demandas. Então, se antes você tinha um advogado, um grupo de advogados ali na campanha que eles entravam com uma determinada ação, eh, apenas para dizer assim: "Olha, fulano está sendo processado por isso, porque às vezes na cabeça do eleitor processado é a mesma coisa de condenado, né? Ah, Gabriel foi processado por ser o melhor apresentador de São Paulo, cara. Ah, você foi condenado?" Não, eu fui processado ainda. Não fui condenado ainda. Calma. Então, eh, a gente também trabalha com esse tipo de coisa na de guerra de narrativa. Só que agora você tem a questão que se eu entro com um processo contra um candidato adversário meu e esse processo cai na mão de um determinado juiz, aquele juiz que é de um lado, aquele juiz que é do outro, que foi indicado por fulano, que tem um um uma algum tipo de relacionamento com Vcá ou com quem quer que seja, a decisão daquele juiz se transforma em parte da minha narrativa. Então, esse ano a campanha teve esse peso extra que foi o quê? Olha, nós precisamos trazer o judiciário para fazer parte da para fazer parte da disputa política, da geração de polêmica, da criação de narrativas. Sem dúvida. Agora, o Emerson, quais fatores que o senhor considera mais importante pra gente poder entender o resultado deste segundo turno quando ele sair? é a abstenção, é o mais importante, é a economia, a rejeição aos candidatos ou a mobilização nas redes sociais ou até a capacidade de conquistar o eleitor indeciso. Que análise que o senhor faz deste segundo turno? E o que que foi mais importante? Trazer o eleitor para votar, questões econômicas, o que que define aí este possível vencedor do segundo turno? Você foi perfeito, Gabriel, porque você citou basicamente eh os os elementos que fazem esse segundo turno ser o que ele o que ele foi, não, que ele ainda é, né, porque ainda tem votação. Aí, então assim, você tem, obviamente, a rejeição é o elemento mais antigo dessa dessa dessa conversa, ou seja, desde o início já se sabia que essa eleição seria uma eleição baseada na rejeição. Então, o número, eh, acredito que a maioria dos analistas políticos quando abria qualquer caderno de de pesquisa, corria lá para ver como é que tava a rejeição, se tinha crescido, se tinha, né, em que públicos tinha crescido, rejeição entre as mulheres, rejeição entre os jovens, rejeição na região Nordeste. Então, a rejeição era um ponto importante. Eh, aí essa rejeição, ela, os motivos dessa rejeição, eles eram levados em consideração. Então, no caso de Lula, né, embora à direita trabalhasse sempre essa questão de trabalhar Lula, as conexões de Lula, caso da Lava-Jato, enfim, todo o passado de Lula, mas a rejeição de Lula, o que as pesquisas mostraram nessa campanha, eh, e que isso ficou muito forte também no segundo turno, foi a questão econômica. né? Eu acho, eu, eu particularmente considero meio fora de sentido às vezes quando eu tô assistindo os debates e os caras falam lá do PIB, da dívida pública, da taxa de juros, o eleitor ele não entende isso. O que o eleitor entende é a gasolina na bomba, eh o arroz na prateleira do supermercado, é o preço do pastel na feira. Então isso de fato essa economia da conta do bolso do eleitor, ela chegou de fato a conversa. Então foi um elemento também muito importante e eu acredito que eh teve um um uma novidade, olha que engraçado, né? A gente a essas alturas do campeonato, a gente falando que a novidade da campanha foi a mobilização, quando a mobilização ela é na prática a estratégia mais antiga de fazer campanha, né? quando não existia rádio, quando não existia TV, as campanhas eram feitas na base da mobilização. Então, os candidatos, não os candidatos, mas especificamente a campanha de Lula, ela meio que descobriu a mobilização no segundo turno e aí foi uma campanha de muita mobilização. Mas tem um ponto aqui, Gabriel, que eu queria ressaltar, é um ponto até que gera muito crítica às vezes quando eu falo sobre isso. Eh, mas essa questão da mobilização de Lula, como ela foi feita, é bom a gente prestar atenção, porque tem um elemento aí importante que é quando a gente faz um trabalho de mobilização, eu, por exemplo, quando eu trabalho numa campanha, a gente tem uma área da campanha que é a área da mobilização. E a gente mobiliza, a gente busca mobilizar as pessoas certas com a mensagem certa, no contexto certo para as pessoas certas. O que foi que aconteceu na campanha de Lula? foi feito um trabalho de mobilização, mas esse trabalho de mobilização, ele foi feito de uma maneira tão assodada, foi feito de uma maneira tão rápida e foi feito, inclusive de uma maneira descentralizada da estratégia central da campanha, que a gente precisa analisar dentro do que a mobilização trouxe, o que a mobilização afastou. Por quê? Vou colocar um exemplo aqui para você. Se você diz assim, Ernerson, nós vamos fazer a campanha de fulano de tal e nós precisamos fazer um exército de mobilização dele, nós vamos selecionar as pessoas. Nós não, nós, óbvio, nós vamos pedir para todo mundo curtir, comentar, compartilhar, produzir vídeo. Isso é normal, né? O que a gente chama hoje em dia de UGC, né? Do conteúdo gerado pelo usuário. Isso foi um ponto importante da campanha e eu ressaltei muito isso até antes da campanha começar. Mas quando você trabalha a mobilização estruturada dentro da campanha, você tem dois elementos que são fundamentais. O primeiro elemento é que as pessoas que vão trabalhar nessa mobilização, elas precisam ser selecionadas, porque tem pessoas que se você coloca a cara dessa pessoa para fazer a divulgação da sua campanha, a defesa do candidato, o ataque do outro candidato, existe um efeito colateral no caso dessa pessoa. Tem pessoas que têm uma rejeição altíssima dentro da própria comunidade. Então você tem aí, eu não tenho nenhuma dúvida que não, obviamente que eu não posso nesse momento dizer um índice, dizer a o a quantidade, né, a relevância desse dado, mas é possível dizer que da forma como esse trabalho de mobilização foi feito, especificamente para Lula, já que a direita já tem esse trabalho mais forte, a direita basicamente fez uma manutenção do seu trabalho de mobilização, mas a esquerda foi quem trouxe isso meio que como a grande novidade do segundo turno. Você tem pessoas ali que estavam mobilizando que essas pessoas têm uma imagem negativa, essas pessoas elas representam eh elementos que fazem justamente com que o eleitor de direita ele tenha ainda mais certeza de votar inflável. Então você tinha pessoas ali que essas pessoas apareciam na campanha de Lula pedindo para os eleitores votarem em Lula e quando o eleitor via isso, não no cenário apenas no cenário nacional, também no cenário nacional e regional, mas principalmente no cenário local. É aquela coisa do cara que vê aquele vizinho que nunca falou com ele, aquele vizinho que sempre teve uma postura meio arrogante, aquele vizinho que, enfim, que cagava regras e tal. E aí de repente aquele vizinho aparece todo humilde, todo, né, todo sensível. Olha, eu preciso conversar com você, eu quero que você vote no meu candidato. Às vezes também com uma linguagem equivocada. E esse é o último elemento. Ou seja, você tem as pessoas que mobilizaram e a forma como elas mobilizaram. Então, embora a gente tivesse ali uma voz de comando de Janones no exército do Lula ali no grupo dizendo, gente, vamos fazer isso, vamos fazer aquilo, mas a gente também teve movimentos que a gente sentiu que foram movimentos que nasceram ali na base. Alguém teve uma grande ideia de dizer assim: "Vamos entrar nos Ubers e vamos usar determinada estratégia para tentar convencer todos os motoristas de Uber do Brasil usando essa estratégia." E às vezes tinha uma galera que publicava os vídeos mostrando o que é que tava fazendo. Eu dizia: "Irmão, não faça isso não". De repente você até convenceu esse Uber, mas só o fato de você ter divulgado esse vídeo do jeito que você divulgou, você entregou sua estratégia e agora qualquer Uber que vi alguém falando isso você tá falando ou então as pessoas que estão vendo a estratégia que você tá utilizando, elas vão ou elas não vão pro seu lado e vão continuar onde estão e nenhum lado nem o outro ou elas podem ir pro outro lado. Uma coisa que é certeza, quem tá do outro lado vai ficar mais firme no lado que está em relação ao que quer. Eu tô falando especificamente do desse erro cometido no âmbito da campanha de Lula, porque como historicamente a direita já tem um trabalho de mobilização que é mais antigo, isso faz, isso fez com que a campanha de Lula, ao mesmo tempo em que ela puxou para cima, ela puxou para baixo. Ótimo. E até em cima disso que você tá falando, Emerson, e até para para encerrar aqui da minha parte, que eu sei que eu já tomei bastante o seu tempo, eh, já dá para responder qual que é a principal lição de marketing eleitoral que esta campanha vai deixar para as próximas eleições? Eu odeio odeio fazer isso novamente, eh, Gabriel, mas assim, eu vou ter que eu vou ter que fazer o papel da mãe de novo. O tempo, o tempo foi mais uma vez o elemento fundamental dessa campanha. A forma como os candidatos utilizaram o tempo foi predominante para o resultado que vai sair das urnas hoje. A forma como o Lula usou os 3 anos eh 10 meses e 25 dias de mandato dele e a forma como o Flávio utilizou aí, considerando que ele foi lançado ali por volta de dezembro do ano passado. Então, vamos colocar aqui uns 10 meses, 11 meses. Eh, a forma como eles utilizaram de fato foi o aspecto fundamental. Eu acredito que nenhum político que pretenda ter sucesso na política hoje, nenhum profissional de comunicação e marketing, ninguém que esteja envolvido nesse mercado pode eh fugir dessa dessa que é uma não digo que é uma verdade absoluta, mas é um fato muito difícil de ser negado. você não usa bem o tempo do ponto de vista de você começar antes, de você se antecipar, de você fazer as coisas na hora certa, mas também de você, no tempo que você tem, trabalhar de forma inteligente, de forma focada, de forma eh que que você priorize o que realmente importa. Isso é o grande prejuízo. E aí eu amo não apenas para a campanha presidencial, mas para todas as campanhas. Não tenho nenhuma dúvida que em São Paulo, como em todos os estados do Brasil hoje, os candidatos que perderam as eleições, se você colocar aí numa planilha, qual foi o principal problema que eles tiveram? Eles vão, você vai ter candidatos dizendo, por exemplo, que se tivesse mais uma semana de campanha ou mais um mês de campanha, teria sido eleito. Da mesma forma que você também tem candidatos, e é bom levar isso em consideração, também você vai ter candidatos que não tiveram sucesso na campanha desse ano, que vão dizer assim: "A campanha precisava ter acabado uma semana antes, porque eu estava no auge da minha campanha uma semana antes e na última semana eu fui atropelado." Então, lidar com o tempo do jeito certo é não é um segredo, porque a gente fica dizendo isso o tempo todo. Mas aí se você vê quem teve mais sucesso na campanha desse ano, você vai ver que na média ou na proporção de, sei lá, de 80 para 20, você vai ter candidatos que souberam tratar melhor o tempo. Ô Emerson, só para encerrar, porque me me surgiu agora, né? Eu tava dando uma olhada aqui, eu tinha feito a pergunta para você sobre eh os candidatos, eh, aquela famosa terceira via ou até um político de centro que queira chegar à presidência nessa questão de tempo, nesses 4 anos? Tem tempo para isso? Difícil. É difícil. O que eu entendo hoje, Gabriel, é que assim, o a terceira via, ela um um ponto importante, assim falando rapidinho, teve um ponto que me chamou atenção nessa reta final, no discurso, eu não sei se veio da campanha de Flávio, não sei se saiu de alguma pesquisa quali, não sei quem foi que trabalhou isso. Pelo que eu vi em alguns conteúdos, me parece que essa narrativa surgiu de Pablo Marçal, do trabalho que ele fez na campanha. Eh, o termo alternância de poder, eu acredito que ele ganhou muita força nos últimos dias e nas últimas horas, ou seja, nessa perspectiva de você eh mostrar paraas pessoas que precisava, ó, vamos tirar Lula, vamos colocar Flávio, depois a gente, se Flávio não der certo, a gente tira Flávio e coloca outro, né? Até porque o próprio Flávio tem vendido essa perspectiva de que não quer ir paraa reeleição e quer abrir espaço para outros candidatos do campo da direita ou de qualquer outro campo. Então, a a terceira via, eu entendo que é uma lenda urbana. Eu acredito que não faz sentido um candidato tentar vender essa lógica. E isso vale, inclusive, é bom, é bem importante entender isso, pra campanha municipal de 2028 que tá começando agora. Então, o cara que quer ser prefeito e ele tentar construir essa lógica de que eu quero ser a terceira via eh numa num cenário onde exista uma polarização, já existam duas vias, eh ele não consegue ter resultado na grande maioria dos casos. Alguém pode aqui trazer um exemplo de uma cidade ou outra onde isso aconteceu, mas na grande maioria dos casos, o grande objetivo de quem não está nem de um lado nem de outro da polarização, seja da polarização ideológica, seja da polarização, no caso municipal, tem muito aquela polarização de oposição contra situação, grupo da família tal contra o grupo da família tal ou do partido tal contra o partido tal. Então o que esse candidato precisa fazer é não tentar derrubar os dois de uma vez, colocar, se colocar numa posição que diga assim: "Eu sou a terceira via contra esses dois". Ele precisa acabar com um, ele precisa substituir um, ele precisa ocupar o espaço de um na polarização. Então ele não será a terceira via, ele fará com que um dos dois passe a ser não a terceira via, mas a terceira opção, a terceira a o a terceira marca que a a cidade lembra. Então, se eu fosse candidato na campanha de 2028, por exemplo, a prefeito e eu não fizesse parte de nenhum dos grupos, não tivesse nem na oposição, nem na situação, nem no grupo do da família tal, nem da família tal, e eu quisesse usar essa lógica da terceira via, eu usaria agora na possibilidade de fazer com que no início de 2028 a cidade olhasse para mim como o príncipe principal elemento político da cidade como político mais relevante, mais conhecido, mais respeitado, mais temido, mais querido, eh, e aí os outros dois, eles ficassem lá se engalfeando para representar o grupo político. Então, você precisa, na lógica da terceira via, você precisa, pelo campo mercadológico construir um espaço que não tem a ver com política, não tem a ver com grupo, com partido, com base na câmara, nem nada desse tipo. Eu vejo estrategicamente a minha visão para quem quer ter sucesso nas próximas eleições é não acreditar, não cair nessa cilada da terceira via, mas entender que dá para construir um espaço de dentro da polarização política do município, se colocando não como terceira via, mas como um dos polos na perspectiva mercadológica e não política. Emerson, muito obrigado pela aula que você deu aqui pra gente. Informações de grande eh credibilidade pro nosso telespectador Emerson Saraiva, que é cientista político, especialista em marketing digital. Conversamos aqui por mais de uma hora, passando todo este panorama aqui do nosso país, que não é fácil ser cientista político no Brasil, né, Emerson? Mas acho que ficou muito claro aí para quem estava nos acompanhando, né, a análise do que foi feito e até um um prognóstico aí do que teremos pela frente. Já faço um novo convite pro senhor retornar aqui à nossa programação e fica aberto as suas considerações finais, agradecendo novamente o tempo disponibilizado aqui pra nossa equipe. Muito obrigado, Gabriel. Foi um prazer estar aqui com você mais uma vez. Grande abraço a todos os telespectadores da cidade de Campinas e de todo o estado de São Paulo. Tô sempre aqui à sua disposição. Vamos ver se vai terceiro turno, né? Quem sabe a gente tá aqui na apuração de terceiro turno. Já pensou se tem uma nova eleição? Olha, não, não deu certo, o pessoal não votou, as urnas já tinham sido finalizadas e aí vamos fazer uma nova eleição. Parece que o Brasil tá querendo coisas desse tipo, né? A gente já teve ali a pandemia quando a eleição foi adiada. Não, nada. Eh, eu até fiz um vídeo essa semana dizendo que tudo poderia acontecer até esse domingo, até às 17 horas. Olha o que aconteceu. Aconteceu tudo mesmo. E podia acontecer inclusive nada. O nada é muito difícil hoje no Brasil. Então, obrigado, Gabriel. Valeu sempre as suas ordens. Eu que agradeço e a gente fica então neste aguardo, né, se teremos o terceiro turno ou não. Emerson Saraiva conversando ao vivo aqui com a gente na TV Câmara Campinas. Vamos fazer o seguinte, enquanto está paralisada, né, a pelo menos um resultado, né, porque as UNAS seguem chegando até o cartório eleitoral. Só uma informação importante sobre essa prorrogação até 7 horas da noite. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanim, esclareceu que a decisão de prorrogar a votação até às 7 horas da noite deve ser aplicada apenas nos locais em que as urnas ainda estavam abertas no momento da decisão. Então, tira aquela dúvida, né, se seriam em todos os colégios eleitorais, porque daí daria a oportunidade de quem não foi até 5 horas da tarde de votar. Mas de fato chega então essa informação que é apenas naqueles colégios que estavam abertos aqui na cidade de Campinas. A informação que a gente tem é no Jaime Crates e também no Progresso. Bom, vamos então para o exterior para saber como é que os brasileiros que moram fora do Brasil votaram. Então olha só, nós temos aqui primeiro Portugal, o Lula venceu com 59,42%, foram 34.319 319 votos contra 40,58% do Flávio Bolsonaro, que recebeu 23.43 votos. Depois nós temos eh no Japão, o Flávio Bolsonaro venceu com 50,10%. Ah, agora sim, eu tô me entendendo aqui com a tecnologia. Olha só. Então, nós temos o Japão com 80,10%, 28.236 votos e o Lula com 19,90%, muito próximo do que foi no primeiro turno. Aí nós temos aqui depois no Reino Unido, vitória do Lula com 63,34%, 10.968 votos contra 36% de Flávio Bolsonaro, que recebeu pouco mais de 6.000 votos. Nós temos na Alemanha vitória expressiva do Lula com 79,09% diante de 20,91%. Foram 16.000 contra 4.000 votos. Na Espanha, 68,2 contra 31,58. Foram pouco mais de 9.000 votos do Lula contra 4.200 votos de Flávio Bolsonaro na Itália. Vitória também de Lula, 59,99% contra 40,01%, 7921 contra 5.283 votos. Informação que chega aqui da Mirnabu são 15 UNAS em Campinas que permanecem abertas até às 7 horas da noite, 15 UNAS. Então tem essa possibilidade dos eleitores votarem em 15 urnas aqui da cidade de Campinas. Retornando aqui, passamos a vitória de Lula na Itália. Nós temos também os brasileiros no exterior, passando aqui país por país. Na França, vitória expressiva a 83,96%, mais de 10.000 votos contra apenas 2.000 votos. Nós temos aqui também na Suíça 56,68%, 7.000 votos para o Lula contra 43,32% com 5419 votos. Na Austrália, mais uma vitória de Lula, 63,46% com 6.000 votos contra 36,54%. Pouco mais de 3.000 votos para Flávio Bolsonaro. Isso na Austrália, na Irlanda, mais uma vitória expressiva de Luís Inácio Lula da Silva, 80% com 7.194 votos. Flávio Bolsonaro ficou com 19,80%. Recebeu aí pouco mais de 1700 votos. Países baixos que alguns gostam de dizer, Holanda com 80,13%, mais um país que o Lula atingiu a casa dos 80% com 5.578 votos e Flávio Bolsonaro com 19,87%, recebendo pouco mais de 1300 votos. Na Bélgica, vitória do Lula com 58,72%, 3064 votos contra 41,28% de Flávio Bolsonaro, pouco mais de 2100 votos. No Líbano, vitória de Lula, 68,20%, com 2736 votos e Flávio Bolsonaro com 31,80%. Na Suécia também uma vitória expressiva de Lula com 78,26%, 2127 votos contra 21,74% de Flávio Bolsonaro. Em Israel, vitória expressiva de Flávio Bolsonaro, alcançando a casa dos 80%, e o Lula com 19,19%. Na Áustria, 74,98%, para Lula, 25,02. Para Flávio Bolsonaro, 1178 contra 393 votos. Essa foi a diferença na Áustria. Na Nova Zelândia, 80,54%, recebeu 418 votos. Flávio Bolsonaro, com 19,46 recebeu 101 votos Lula mais um país na casa dos 80%. Emirados Árabes, vitória de Flávio Bolsonaro com 772 votos diante de 643 de Lula. Pouco mais de 100 votos a diferença nos Emirados Árabes. Dinamarca, até aqui a maior diferença de Lula com 85,06%, 1383 votos e Flávio Bolsonaro com 243. Na Noruega também vitória de Lula com 76,78% contra 23,22% de Flávio Bolsonaro. Na China, o Lula recebeu 65,68%. Contra 34,72% de Flávio Bolsonaro, 502 a 267 votos. Na Palestina, vitória de Lula, 95,60% a maior até aqui. 1000 votos cravados contra 4,40% de Flávio Bolsonaro, que recebeu 46 votos. Depois nós temos na Jordânia o Lula vencendo com 90,51%, recebeu 725 a 76 votos. Na Finlândia, mais uma vitória de Lula, 74,83% com 550 votos contra 25% de Flávio Bolsonaro, que recebeu 185. Na Grécia, vitória de Flávio Bolsonaro, 54% com 311 votos diante de 255, mas apertado, né? 45% para Luís Inácio Lula da Silva, que tenta a reeleição. Na África do Sul, vitória de Flávio Bolsonaro, 57,92%, recebeu 256 votos contra 42,08, 186 votos de Lula. Singapura, vitória de Lula com 63,77%, recebeu 213 diante de 121 votos de Flávio Bolsonaro. Na Hungria, 75,21% diante de Flávio Bolsonaro com 24,79%. Na Síria, mais uma vitória expressiva de de Lula com 90.60 60 contra apenas 9% de Flávio Bolsonaro. Depois nós temos no Qatar vitória de Flávio Bolsonaro com 55% contra 44,92 de Lula. Polônia, vitória expressiva, 75% de Lula contra 24 de Flávio Bolsonaro. Estamos passando aqui os brasileiros no exterior, 916.000 1 eleitores em 133 países, nós tivemos um comparecimento de 44% e uma abstenção de 56%. Isso com 60,29% das sessões do exterior. Na Angola 100% da apuração. Lula venceu com 58,60 diante de Flávio Bolsonaro com 41,40%. Depois, passando para Tquia, vitória de Lula, 77.95, Flávio Bolsonaro 22,05 a 86 votos. Em Taiwan Vitória de Flávio Bolsonaro, 130 a 94 votos. Também apertado, 58. Moçambique, hein? Foi quase voto a voto ali, 117 a 108. 52 para Flávio Bolsonaro, 48 para Lula. Na Coreia do Sul, o presidente Lula venceu por 64 a 35. Nós estamos passando este panorama para você ter a noção do que aconteceu no exterior. Vitória na Turquia, 77 a 22%. Na Estônia, mais uma vitória expressiva de Lula chegando à casa dos 80%, recebendo 160 votos contra 33 de Flávio Bolsonaro. Na Arábia Saudita, 49 a 31, vitória de Luís Inácio Lula da Silva. Depois, na Tailândia, quem venceu foi o Flávio Bolsonaro, 60 votos a 56. Olha só, em uma diferença de apenas quatro votos, 5172 a 4828. Depois nas Filipinas mais uma vitória de Flávio Bolsonaro, 59% a 40, 39 a 27, diferença de 12 votos. No Egito, vitória expressiva de Lula, 60 votos a 16, 78 a 21%. Na Índia, vitória de Lula. Foram 196 eleitores na Índia, dando uma vitória de 25 votos para o Lula, 23 para Flávio Bolsonaro, apertadíssimo, 52 a 47. Depois nós temos na Indonésia, vitória de Flávio Bolsonaro, 23 votos contra 15. na Malásia. Mais uma vitória de Flávio Bolsonaro, 44 a 41, bastante apertado. Eslovênia, vitória de Lula na casa dos 70%. Cabo Verde, 62% para Lula, que venceu também no Kuwait com 78,48%. Vitória de Lula também no Chipre. Nós estamos na Europa agora porque na Croácia deu Luís Inácio Lula da Silva com 54,39%. Reta final dos brasileiros no exterior. Estamos indo aqui país a país para você que está nos acompanhando. Em Senegal 72,84%, 59 a 22. Depois nós temos na Eslováquia 77% para o Lula, 47 a 14 foi a diferença. Na Romênia, 40 votos a 25, uma diferença de 15. Depois no Marrocos, expressiva a vitória de Lula, 83,78%, 31 votos a 6. Na Sérvia, mais uma vitória de Lula, 35 votos contra 13, 72 a 27 a porcentagem. No Kênia, continente africano, 64,44 com 20 votos. Flávio Bolsonaro com 35,56. Este é o último país que nós temos aqui com 100% zonas apuradas. Portanto, passamos aqui país a país para você que está nos acompanhando no exterior, já que a eleição aqui no Brasil está paralisada, né, a partir das 7 horas da noite. Também para você que está nos acompanhando, quando der 7 horas da noite, aí essa apuração, ela já vai est praticamente aí muito bem encaminhada, porque as urnas já estão chegando, né? Os colégios que tiveram já os seus portões fechados, essas urnas já estão no cartório eleitoral, essa mídia já é enviada pra Brasília. Então fique ligado porque a partir das 7 horas da noite certamente a gente vai ter uma atualização muito grande. Vamos fazer o seguinte. Eh, eu tenho o reis na linha ou não? Senão vou fazer um rápido intervalo só para tomar água, tá? Nós estamos aguardando. Vamos fazer o seguinte, então. 2 minutinhos só para tomar aquela água e depois eu tenho entrevista ao vivo com o Dr. Reis, que é especialista em direito eleitoral para saber se esta eleição corre o risco de ser aí anulada. Rápido intervalo e eu volto com mais entrevista ao vivo e depois apuração em tempo real. Aí nós vamos direto já com os resultados. Cobertura especial da TV Câmara Campinas nestas eleições. Não. É.