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E aí moçada, tá começando mais um Cultura Total e aqui você fica sabendo tudo o que acontece na cultura, no lazer, no entretenimento de Campinas e região e também no mundo todo, né? Afinal de contas, essa aqui é a agenda cultural mais completa que você vai ver nesse momento. Então, roda a vinheta aí pra gente! A gente começa pelas notícias. O Museu de Arte Moderna de São Paulo está promovendo três novos roteiros virtuais de visitação inspiradas nas exposições de Antônio Dias. As visitas ocorrem sempre às terças e quintas-feiras, a partir das 10h30 da manhã e às quartas e sextas-feiras, a partir das 14h30 da tarde, por meio de videoconferência mediante um agendamento prévio. Os encontros são destinados às escolas e é bacana juntar um grupinho de umas 10 pessoas ou mais para curtir essa visita. Os interessados no agendamento devem enviar um e-mail para o educativo.org.br. Já que ainda não é possível ir lá pessoalmente, vale a pena conferir essa exposição de maneira virtual. E olha, para você que é artista ou trabalhador da área da cultura, a Secretaria Municipal da Cultura de Campinas recebe até o dia 22 de setembro o credenciamento para a produção de projetos e ações artístico-culturais. Isso é válido para os artistas residentes aqui de Campinas e que tiveram prejuízos por causa da pandemia. É a segunda ação desse tipo aqui na cidade. O credenciamento vai contemplar 699 artistas que vão receber R$ 561,80 por projeto. Não é o melhor valor, né? Mas já é alguma coisa, ainda mais para essa turma que perdeu tudo e toda a renda por causa da pandemia. Então, eu repito, as inscrições vão até o dia 22 pelo site portalcultura.campinas.sp.gov.br.editais. Agora uma notícia triste, né? O Papai Noel não vai chegar esse ano, pelo menos não no Natal de Olambra, cidade aqui da região de Campinas, que todos os anos promove uma grande festa de Natal e sempre atrai muitos turistas. Pois é, a comissão organizadora da Expo Flora, que também organiza o evento de Natal, cancelou a festa desse ano por causa da pandemia, assim como a própria Expo Flora, né, que também foi adiada nesse ano, que aconteceria agora, entre os meses de agosto e setembro. Embora o cenário da pandemia esteja melhorando no estado de São Paulo, a organização achou melhor deixar para o ano que vem para não correr o risco de perder o trabalho, que é feito com antecedência. A ideia é não concentrar muitas pessoas no mesmo local e, claro, preservar a saúde de todos. E também a do bom velhinho, né? Coitado do Papai Noel estar no grupo de risco. Espera aí, se o Papai Noel está no grupo de risco, quem é que vai entregar meu presente? Eu ia pedir um videogame novo. Para quem gosta de acampar, vem aí mais uma edição da Virada Astronômica no Museu Aberto de Astronomia, que funciona no Parque Pico das Cabras, no Distrito de Barão Geraldo. O evento acontece entre os dias 26 e 27 de setembro, é o próximo fim de semana, e são muitas atrações para a galera. E quem conhece o MAS e o Parque Pico das Cabras sabe que tem muita coisa para ver e curtir por lá, né? Na virada vai ter observação das estrelas com telescópios, palestras com astrônomos convidados, tem fogueiras, tem food truck, enfim, tudo com os cuidados necessários para virar a madrugada em segurança e respeitando os protocolos sanitários por causa da Covid. É importante isso, né? Mas é preciso garantir o seu lugar comprando os ingressos antecipadamente, então mais informações sobre o evento e sobre os ingressos estão no site museuabertodeastronomia.com.br. Eu volto a dizer, o evento rola no próximo fim de semana, dias 26 e 27 de setembro. Ah, a natureza é bonita, né? E olha só o que aconteceu num casamento nos Estados Unidos. O noivo estava fazendo uma declaração para a noiva, quando de repente... Oh! Um raio caiu do meio do nada. É, mas você não prestou atenção. Volta aí, volta, volta. Escuta o que ele está falando, ó. Vamos encarar 2020, não tem sido um dos melhores anos e... E tchau! É, a maravilhosa, vamos ter um recado bonito. Não fale mal desse ano, por mais que tenha sido difícil, contemple sempre a natureza, né? E aí, já sabe o que vai assistir no fim de semana? Se ainda não sabe, eu separei umas dicas aqui das plataformas de streaming pra você conferir, olha só. Nesta sexta-feira estreia a série Ratched, que conta a história de uma enfermeira de um hospital psiquiátrico e que desenvolve uma alma sombria. É uma história que se passa antes do clássico do cinema Um Estranho no Ninho para contar a origem da enfermeira Mildred Rated. Para a moçadinha tem uma série em animação do universo Jurassic World. O acampamento jurássico conta a história e os perrengues de seis jovens aventureiros na ilha Nublar. Estreia nesta sexta na Netflix. Eu não me sinto bem em estradas com vento. Na Amazon Prime Video tem o filme Jogos Vorazes, A Esperança ao Final. Nesse longa, os distritos se unem para se rebelar contra o presidente Snow, interpretado por Donald Sutherland. A estreia é no domingo. Agora, o filme mais esperado da semana vai estrear na quarta-feira, dia 23. Enola Holmes com Millie Bobby Brown, interpretando a irmã de Sherlock Holmes. Muita aventura e suspense na Netflix, no dia 23. Muito bem, chegou a hora do nosso bate-papo e hoje que alegria que eu tenho porque eu estou com saudade de uma coisa que se chamava carnaval. Naquela época que existia carnaval no mundo, no Brasil especificamente, eu até já fui num show deles. É o Grupo Sem Tempo que está aqui comigo na plataforma Zoom. é assim que a gente tem que se encontrar hoje em dia, né? Tudo bem, pessoal? Estou aqui com o Renato, com o Guilherme e com o Leandro. Leandro, como é que está sendo isso daí? Vamos botar a ordem, vamos ter que perguntar nominalmente aqui. Tudo bem? Muito bem, vamos para essa entrevista. Pô, a gente que agradece, né? Primeiramente, é bom sempre ter um espaço para estar falando do nosso trabalho que anda meio parado, né? Em termos, né? Para o público, né? Que é o que é o que, o objetivo do nosso trabalho, enfim, Resultar no público A gente ter o contato, estar sempre junto Fazendo o show Ter aquele calor humano Mas infelizmente por um motivo de força maior A gente não está tendo, mas a gente continua trabalhando Produzindo Gravando Fazendo aí O que dá para se fazer na mídia Lives e tal E a gente agradece sempre quando aparece um espaço Para a gente estar falando do nosso trabalho Para a galera estar sempre Se atualizando aí junto, né, sabendo aí o que a gente tá fazendo e tal. Então, a gente agradece aí, Rubens, o convite, a lembrança e que bom que você foi no Carnaval e que saudade do Carnaval, viu, cara? Já tô antecipando a saudade já, mas vamos ser otimistas, né? Quem sabe. Não, quem sabe, ano que vem, quem sabe tem de novo, né? É, vambora. O que que sente mais falta nesse período sem o contato humano com o público? Por favor. Bacana, gente. Primeiramente, boa noite. Muito obrigado, também muito feliz de estar participando aqui com os meus companheiros, meus amigos, nessa entrevista maravilhosa. E, pô, o que eu sinto falta? Sinto falta de tudo, né, cara? Que parece mesmo que foi generalizado tudo o que aconteceu, tudo o que parou. Porque eu acredito que fazer a música, além mesmo da gente estar levando um pouco da nossa alegria, da nossa energia para as pessoas, é um bem que a gente faz primeiramente para a gente, né? Então a gente não está conseguindo fazer Uma das coisas que a gente mais gosta de fazer Já é muito frustrante É difícil, a gente entende todo momento Mas Poxa, está sendo muito complicado A falta mesmo de De contato, a falta de afeto Até dos nossos familiares A gente não pode ficar muito perto Tem todas essas Mas também de muitos amigos Que daí automaticamente a gente não pode estar vendo De muitos lugares Que a gente costuma frequentar eu uso até como exemplo uma viagem que o Centeno faz todo ano pra Ilha Grande que é assim, é onde a gente lava a alma aquele momento de nossa agora vou fazer um som, vou ficar na areia vou ficar legal e aí não teve, então parece que faltou um um braço, sabe, é esquisito pensar nisso aí mas assim como o Leandro falou, o otimismo é de graça, né, então a gente vai fortalecendo nisso aí, que na melhor hora a gente possa voltar e se não for como era antes, que seja melhor né Isso mesmo, e o Renato também, para a gente puxar ele para a conversa Renato, essa questão dessa distância, dá para manter o pessoal ensaiado? Porque tem que encontrar em algum momento para fazer uma live, né? Inclusive, vocês fizeram lives recentemente durante essa pandemia Aproveita para falar aí a respeito dessa união de vocês, mesmo na pandemia, para manter o trabalho Essa coisa da produção musical, a tecnologia favorece, nos favorece nesse ponto. Então a gente consegue, mesmo à distância, produzir algumas coisas. É claro que é inevitável a gente produzir a música sem estar junto. Então a gente fez a live, por sinal foi muito legal. E para fazer a live, parece que não, mas a gente também ensaia, né? Senão não tem live. Então, a gente conseguiu fazer pelo menos um ensaio para a nossa live e além da live, como o Lindo comentou, a gente tem produzido, tem gravado. A vantagem da gravação é que a gente consegue respeitar esse isolamento social, na verdade, o distanciamento social, assim como na própria, o ensaio que a gente faz afastado, na live que a gente fez uma coisa também mais afastada, As gravações a gente consegue, a cada momento está um no estúdio, grava a parte, grava a voz, grava o violão, grava a bateria, grava a perdição. Então, assim, só complementando um pouco do Guilherme, a falta de estar fazendo show, imagina só, o Centeno tem mais de 20 anos. Então, você tem 20 anos que você tem todos os seus finais de semana tomados por shows. De repente você fica sem isso É uma crise de abstinência total É uma dependência química Que a gente tem disso Então a gente consegue De um jeito ou de outro com as lives Com essa produção musical Gravando Tentar compensar um pouquinho Essa falta E uma das músicas que vocês têm Num repertório que é Bastante vasto Tem tudo a ver com esse momento de pandemia, que é o meu mundo parou. Como é que foi? Como é que é isso? O pessoal sempre pede essa música e de repente o mundo parou de verdade. Hein, Leandro? Pois é, cara. Essa música foi gravada em 2006, nosso CD ao vivo. E atual, né? Atual, sim. Acho que é a hora de estourar ela esse ano agora. Nosso mundo parou Parou o mundo de todo mundo Na verdade Mas assim A gente Nesse tempo, desde 2006 A gente vem Executando algumas músicas E tem música que não sai nunca Do repertório, que é essa aí E a gente agora se identificando Realmente com ela A gente quer que o nosso mundo volte O mais rápido possível E o mundo de todos Que todo mundo possa Escutar a música Mas juntos, abraçados Curtindo Numa energia boa de novo Em breve Tomara que esse mundo que esteja parado Volte a andar rápido É, isso mesmo Mas a gente Que continua seguindo com essa vida Quer ouvir um pouco Dessa música também Para a gente parar um pouco da saudade Do grupo Centeno, confere aí Eu andei pensando seriamente no que tá pegando entre a gente Que caiu a ficha e eu tô te perdendo Sua indiferença me maltrata, dói saber que já não faço falta E dói mais ainda ouvir você dizendo Que já não me ama como antigamente E que já não sente mais vontade de me ver Eu não sei o que eu fiz de errado A ser condenado a viver sem você Eu fiquei sem chão, meu mundo parou E o meu coração congelou Já que a gente tá falando de música, vamos fazer uma pausa aqui na entrevista Pra falar das lives desse fim de semana Na semana passada você viu aqui no Cultura Total uma entrevista com a banda campineira Francisco El Hombre. Se não viu, corre lá no YouTube da TV Câmara para ver. Neste fim de semana, o Francisco El Hombre vai se apresentar no Festival Mutio, que vai reunir diversos artistas da América Latina. Entre os confirmados estão o Sr. Flávio, dos fabulosos Cadilaques, da Argentina, Ellen Oléria, do Brasil, Daime Arocena, de Cuba, Santa Mala, da Bolívia, Vila Gran Bolanhos, do Paraguai, entre outros. Muita música boa e de graça pelo YouTube O festival Mútil acontece nesta sexta e neste sábado a partir das 4 da tarde Confere lá Também nesta sexta-feira tem live do Frank Aguiar Muito forró pra você a partir das 6 da tarde pelo canal oficial do cantor no YouTube No sábado tem mais uma live em parceria entre Bruno e Marrone e Wesley Safadão A apresentação começa às 8 da noite pelo YouTube No domingo, a dupla Fernando e Sorocaba promete agitar a sua tarde a partir das quatro e meia. A apresentação vai rolar numa estação ferroviária, então pode se preparar aí para várias surpresas, hein? E para fechar o domingão, tem a live do Moacir Luz. O líder do grupo Samba do Trabalhador vai se apresentar sozinho num show voz e violão dentro da programação Em Casa com o Sesc. É no domingo, às 7 da noite, no canal do Sesc, no YouTube. De quem merece, é o patuá do meu fogão. O sol quando amorece, a tempestade no sertão, pra que a vida bem comece. É, e a gente está aqui conversando com o pessoal do Grupo Sem Tempo, que está sempre fazendo sons, está sempre sem tempo, livre, né? E nessa pandemia teve que ter tempo livre, teve tempo livre, mas vai voltar, né? Como é que vocês estão planejando aí os próximos passos do Grupo Sem Tempo? Essa coisa de sem tempo é uma piada que a gente ouviu a vida inteira, né? A gente sempre estava sem tempo e eu nunca imaginei como fosse. A gente falava, poxa, essa piadinha, todo mundo fazendo a piadinha do sem tempo e a gente reclamando, poxa, que saudade de estar sem tempo de novo. Ultimamente está sobrando tempo para fazer as coisas e não é tão bom quanto a gente imaginava. Eu acho que a expectativa Que existe A parte do entretenimento Acho que vai ser a última coisa a voltar Infelizmente essa parte Porque aí nem é necessário você fazer um show Uma apresentação sem aglomeração Mas o que a gente pensa hoje? A gente Tem a expectativa De que isso Em algum momento vai voltar Que seja devagar Mas, enfim, o que a gente está procurando fazer é gravar músicas inéditas. Esse é o nosso, até aqui de primeira mão, a gente falando sobre esse nosso novo trabalho, tem músicas inéditas aí, composições do nosso querido Guilherme. Então, a gente está produzindo e eu acho que a volta do sem tempo, se a gente pode chamar assim, é exatamente com essa surpresa, com essas coisas novas que a gente vai trazer, que a gente aproveitou essa pausa de shows para trabalhar nisso. Então eu já vou pedir para o Guilherme dar uma palhinha aí de alguma coisa. Vai no gogó mesmo, porque não dá para tocar junto, né? Tem como fazer uma palhinha daí? Cara, até tem, por que não? Sozinho, inclusive, eu acho que tem até um violão aqui, podia ter pego, né? Mas, vamos lá. Eu tive o prazer, né, foi privilegiado também com poder estar colocando uma das minhas composições no repertório das músicas de trabalho do Sem Tempo, né. Então, acho que desde que eu entrei na banda, assim, acho que foi o segundo maior presente que eu ganhei. O primeiro foi estar participando mesmo ativamente, junto com meus amigos, meus parceiros, e o segundo é estar começando essa nova etapa também, colocando um pouco de... um pouco de, sei lá, da energia, sei lá, Não posso nem dizer mais moderna Por conta do que a gente tá andando junto Há muito tempo Eu via eles tocando há muitos anos Aprendi todo o caminho da banda E muitos anos assim também É Alguns anos sim, vamos lá De 20 anos aí que eu acompanhei uns 15 E deu pra acompanhar, legal Então ter também uma música minha No repertório Ainda mais de trabalho É muito gratificante E aí tem a música Calma Lá Que foi a que entrou, que é a primeira inédita Dessa primeira temporada Vou cantar um pedacinho do refrão Que diz A gente se entende muito bem Meu bem Pra que mudar assim Ninguém te entende como eu Desistir dessa ideia De querer o fim Pra gente poder ser feliz também Entender bem melhor assim Tá acesa a chama da paixão Você é minha missão Não para enquanto não tiver Você é pra mim Muito bom, muito bom. Valeu mesmo. Muito obrigado pro pessoal do Sem Tempo. Eu conversei com o Renato, com o Guilherme e também com o Leandro. Ainda falta o Matheus e também o Alex, né? Eles estão presentes em nossos corações nesse momento de pandemia. não dá pra caber todo mundo no Zoom, né? Senão eles estariam aqui junto, com certeza. Pessoal, muito obrigado por essa entrevista. Esperamos que vocês tenham muito tempo ainda pra poder voltar aos palcos e animar as festas como sempre fizeram. Muito obrigado. A gente te agradece, Rubens. Agradeço demais, Rubens. Obrigado você, querido. Em breve, se Deus quiser, vamos estar juntos, fazendo entrevista aí, junto. E você no Carnaval com a gente de novo, hein? Aí sim, falou minha língua. Mas vou demonstrar meu samba no pé de novo. Ah, é? Cara, essa eu quero ver, hein? A gente vai botar com o celular filmando, viu? É, isso mesmo. Muito legal. Muito obrigado, pessoal, por esse tempo. E a gente vai encerrando o nosso Cultura Total também daqui, ouvindo mais um pouco da música deles. Até a próxima semana. Obrigado. Tchau! Vou fazer o que for preciso pra você ficar, mas a decisão Não é sua qual vai ser, vai embora e nem olha pra trás E se olhar vai perceber o quanto eu te fiz feliz Tudo que pude te dar te dei de coração E você quis avaliar o que é melhor fazer Só não pensou que numa dessa eu podia sofrer Não vá meu bem, só quem decide o rumo dessa história É você e eu, e mais ninguém A gente se entende muito bem