TV Câmara Campinas
TV Câmara
Campinas
CÂMARA TOTAL
Em destaque · HD Vídeo · CÂMARA TOTAL

CÂMARA TOTAL

4 views Publicado 12/07/2021 HD · 2:47:02

Descrição do vídeo

CÂMARA TOTAL - 08-07-2021

Transcrição completa do vídeo

127 mil caracteres · transcrição automática

Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.

E aí Olá, seja bem-vinda, seja bem-vindo, sextou na quinta-feira, já que amanhã não teremos o Câmara Total por conta do feriado 9 de julho. Mas hoje, quinta-feira, dia 8, estamos ao vivo. 11 horas e 6 minutos e eu quero a sua participação, já que hoje nós temos muitas informações. Vamos até as 2 horas da tarde. O número do WhatsApp já está na sua tela. 19 é o nosso DDD, 978193776. Lembro sempre aqui, você tem a opção de enviar uma mensagem através do nosso QR Code. Pegue o seu celular, abre a câmera como se você fosse tirar uma foto e você vai apontar para este QR Code e já vai aparecer na tela do seu celular o WhatsApp TV Câmara Campinas. Você aperta, a gente conversa ao vivo nesta quinta-feira. Confira agora os destaques de hoje. Vereador Paulo Gaspar faz balanço dos trabalhos da Comissão Especial de Estudos sobre revogação de legislação municipal obsoleta. Governo estadual anuncia funcionamento das atividades econômicas até às 11 horas da noite e aumenta a capacidade dos estabelecimentos para 60%. O quadro de olho na educação analisa a pesquisa do IBGE que aponta. Mais de 4 milhões de estudantes da rede pública de ensino não possuem acesso à internet. E hoje tem culinária. Você sabe o que é um vitelotonato? Aprenda no Cozinha Fácil Já já tem culinária então aqui no Câmara Total E olha só, amanhã sexta-feira o estado de São Paulo celebra o feriado de 9 de julho Lembrando a revolução constitucionalista de 1932 Estamos em pandemia, mas muitas pessoas vão aproveitar este dia Para pegarem a estrada, sair da cidade de Campinas Então, para falar sobre a operação da Polícia Militar Rodoviária, eu vou acionar o nosso repórter André Aranha, que tem mais informações. E André, a previsão de maior fluxo deve ser na rodovia Dom Pedro I. Seja bem-vindo e bom dia. Obrigado, bom dia para você também, Gabriel Castro. Bom dia para todo mundo que está acompanhando o Câmara Total. Sem dúvida, a expectativa na rodovia Dom Pedro de aproximadamente 400 mil carros nos quatro dias, não é? É hoje, amanhã, também no sábado e no domingo, quando acaba esse feriadão prolongado. Bom, é o seguinte, Gabriel, eu estou aqui na rodovia Alemar Pereira de Barros, que é aquela rodovia que liga Campinas a Mojimirim. Nós estamos aqui no quilômetro 120. Essa aqui é a base da Polícia Militar Rodoviária. E para bater um papo conosco a respeito desse feriado, o Tenente Bispo. Tudo bem, Tenente? Bom dia para o senhor. Bom, Tenente, pode encostar um pouquinho mais o microfone para falar justamente a respeito dessa expectativa para o feriado. O que a polícia está esperando? Para esse feriado, a Polícia Militar Rodoviária está até com reforço operacional. O efetivo administrativo também está trabalhando a partir de hoje até domingo, reforçando a segurança nas rodovias, principalmente na região de Campinas. Quais são as orientações para os motoristas nesse feriado, Tenente? Não está chegando. Quais as orientações para os motoristas? As orientações para os motoristas, tanto de veículos, quatro rodas, motocicletas, dirigir com a devida atenção, programem suas viagens, não saiam em cima da hora, mantenham a distância de outros veículos. Esse período também tem o que pese a polícia militar esteja desempenhando suas funções de fiscalização nas rodovias, devido ao aumento do fluxo de veículos, a possibilidade, probabilidade de acidentes também aumenta, principalmente com acidentes com vítimas graves e fatais. Então, principalmente a prevenção e a cautela no deslocamento dos motoristas, aí é muito importante. A direção preventiva é a mais importante. Quais os horários de pico, tenente? Aqueles horários que os motoristas devem evitar, os motoristas que vão pegar a estrada ou que já estão pegando a estrada rumo a alguma cidade, que é no estado de São Paulo ou até mesmo fora do estado, para passar esse feriado, tenente? Quais os horários de pico que devem ser evitados? Os horários de pico, principalmente no feriado, são normalmente os mesmos de períodos normais sem feriado. Hoje, por exemplo, a previsão de maior fluxo de veículos é a partir das 18 horas, que é inclusive o horário que a Polícia Militar Rodoviária está reforçando o policiamento nas rodovias. Amanhã, a previsão de maior volume de tráfego é no período da manhã. E no domingo, no retorno do feriado, a partir das 15 horas. Até o início da noite é o período que tem o maior movimento nas rodovias. Então, se as pessoas puderem evitar esses horários aí e se programarem para ir antes ou depois desses horários, já evita o congestionamento, principalmente. Tenente, desde março do ano passado, a gente está vivendo um momento atípico, que é justamente por conta da pandemia do novo coronavírus. O senhor tem percebido que há, de fato, uma diminuição no movimento nas rodovias, num feriado como esse, por exemplo, numa situação normal, certamente teria mais veículos na rodovia ou não? O senhor acha que já normalizou? Com o início da pandemia em março de 2020, nos primeiros feriados, foi nítida a diminuição do trânsito. Só que desde o segundo semestre do ano passado para cá, todos os feriados vêm se mostrando cada vez mais um volume maior de tráfego de veículos na rodovia. Reflexo disso são as filas em pedágios aí, que praticamente normalizou. Bom, Tenente, durante a operação feriado da Revolução Constitucionalista, o serviço SOS Usuário será intensificado. Gostaria que o senhor falasse um pouco mais a respeito disso, por favor. Sim. Em todos os feriados, prolongados principalmente, as concessionárias de rodovias, né, elas disponibilizam todos os meios deles, praticamente 100% dos meios em prol do serviço ao usuário. Tanto a Autobahn, a Renovias, Rota das Bandeiras, através do serviço de inspeção de rodovia, do serviço de guincho, todos os serviços disponíveis para garantir a fluidez do trânsito. O Centro de Controle Operacional, Tenente, monitora 24 horas todo o sistema viário em conjunto com a Polícia Militar Rodoviária, né? Vocês contam com o que, por exemplo? Sim, o CCOs aí, todas as concessionárias têm. É o Centro de Controle Operacional. E ele é responsável pela parte de, tanto de apoio ao usuário, quanto de vídeo monitoramento. E o vídeo monitoramento hoje, ele está presente em quase 100% do trecho concessionado. E nesses centros de controle, nós temos também policiais rodoviários que trabalham, dando um suporte para as equipes já de serviço, fazendo a prevenção de acidentalidade, quanto também a prevenção de criminalidade. Eu acabei de ver um ciclista passando aqui, tem alguma orientação especial para os ciclistas? Os ciclistas, primeiramente deve-se evitar a rodovia, o rodovia não é um ambiente, digamos assim, saudável para o ciclista, mas se já não tem outra opção, a única forma é transitar pela rodovia mesmo, orientações, sempre no acostamento, se tiver andando em grupo ou mais que um, evita de andar lado a lado com outro ciclista, mas sempre em fila. Vestimentas, utilizar sempre vestimentas coloridas ou chamativas que destacam do ambiente Evitar roupas escuras Lanternas também, se possível, principalmente no período da noite É imprescindível uma lanterna E em período, se estiver chovendo também, evitar de passar sobre as faixas pintadas na rodovia Porque corre o risco de escorregamento Eu perguntei para o senhor ciclista, pedi para o Cristiano Ribas mostrar para a gente, tem uma moça que está tentando atravessar, está esperando inclusive, ou para atravessar ou esperando alguma carona, ali próxima à placa de proibido estacionar. Qual a orientação nesse caso, tenente, para os pedestres que estão na rodovia ou para atravessar a rodovia ou de repente esperando alguém para dar uma carona, além de ser perigoso essa questão da carona? Eu gostaria que o senhor falasse a respeito dessa situação. Certo. Essa senhora aqui, em caso específico, ela está esperando o ônibus, né? Que o ônibus passe aqui também. Mas em qualquer situação de travessia de pedestre, procurar o local mais adequado. Normalmente, as rodovias onde tem as travessias de pedestre, aqui por exemplo, antes da travessia de pedestre, ela tem umas linhas redutoras de velocidade. Até para o próprio motorista, ele se antever e prevenir um acidente, um atropelamento, que na nossa região também tem sido recorrente. O senhor falou que ela está esperando o ônibus Sim Às vezes aglomera o pessoal ali, não é perigoso também? Porque está bem na boca da estrada aqui, né? Aqui já está na área de recu, de aceleração Então é mais tranquilo Sim, aqui sim Nesse ponto específico, sim Mas tem gente, por exemplo, que utiliza alguns setores mais perigosos da rodovia, né? Sim, utilizam para travessias em locais, inclusive com aquelas grades no meio da rodovia, que é justamente para não atravessar, as pessoas atravessam lá. Normalmente é um local com uma velocidade maior, já às vezes até tem uma reincidência de atropelamentos naquele trecho. Outra situação que os motoristas devem ficar atentos é com relação também a animais, né? Que atravessam a rodovia, esse tipo de coisa. Qual que é a orientação nesse caso? Tenente cachorro, enfim, qualquer tipo de animal que atravessa às vezes a rodovia e pode até causar acidente, né? Sim. A atenção no trânsito é imprescindível, né? Tanto quanto a velocidade desempenhada pelo condutor, quanto também a atenção em obstáculos à frente da via. Então, é a direção preventiva. Tudo se baseia na direção preventiva. Se antever aos obstáculos. Bom, Gabriel, o Tenente Bispo está conosco aqui, dando dicas, falando a respeito da operação da Polícia Militar também para esse feriado prolongado. Amanhã, portanto, o feriado, no dia 9 de julho, está falando também a respeito da questão que envolve ciclistas, aquela senhora que está esperando o ônibus, outros que estão atravessando a rodovia, enfim, animal na pista, tudo isso, todas as orientações estão sendo passadas ao vivo aqui no Câmara Total, pelo Tenente Bispo, que está conosco à sua disposição. Pois não, Gabriel? Realmente são muitos cuidados, orientações importantíssimas que estão sendo passadas aqui no nosso Câmara Total Lembrando que amanhã é um feriado em todo o estado de São Paulo Por isso que muitas pessoas, milhares de veículos vão passar pelas rodovias que cortam aqui a cidade de Campinas Por volta de 800 mil, então a orientação está acontecendo aqui no nosso Câmara Total Primeiro-tenente José Carlos Bispo, Fernando, muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo aqui com o programa Câmara Total, da TV Câmara Campinas. E o motorista, ele consegue obter informações atualizadas sobre condições de tráfego no sistema Anhanguera Bandeirantes? Se tem algum acidente, se está fluindo o trânsito? Bom dia mais uma vez ao senhor. Bom dia, Gabriel. Então, tem o site autoban.com.br. Lá, os usuários da rodovia conseguem acessar e ter em tempo real a situação de determinado trecho da rodovia. Além daqueles motoristas que já estão transitando pela própria rodovia, tem aqueles painéis de mensagens, né? que em tempo real também é atualizado a respeito de algum trecho crítico, ou trecho de desvio, ou qualquer anormalidade envolvendo o trânsito. Tem sim. Perfeito, tenente. Mais alguma orientação que o senhor queira falar a respeito da operação que está sendo realizada para esse feriadão que vem aí? Então, como já foi dito, a Polícia Militar Rodoviária vai estar patrulhando e fazendo operações nesses quatro dias aí, com reforço administrativo, inclusive, para potencializar as fiscalizações. E orientação de cunho geral fica para os motoristas respeitarem as regras de trânsito, né? Evitar excesso de velocidade, uso de celular ao volante e, principalmente, uso de bebida alcoólica enquanto dirige, principalmente isso. Perfeito, perfeito. Muito obrigado pela sua atenção conosco aqui, viu, Tenente? participando ao vivo aqui do Câmara Total e passando dicas importantes aí pro pessoal que tá em casa assistindo, tá ok? Então tá bom, muito obrigado ao Tenente Bispo conversando com a gente, lembrando, Gabriel Castro, eu estou aqui na base da Polícia Militar Rodoviária, quilômetro 120 da Rodovia Ademar Pereira de Barros, a rodovia que liga, portanto, Campinas a Modimirim. Por enquanto, a gente observou nas imagens do repórter cinematográfico Cristiano Ribas, Está tudo tranquilo, não há nenhum problema, nenhum posicionamento, mas é importante demais que os motoristas que vão pegar estrada e que vão viajar nesse feriado sigam a risca as orientações, as dicas que foram passadas pelo Tenente Bispo ao vivo aqui na TV Câmara Campinas. Eu volto com você, Gabriel Castro. Muito obrigado, André Aranha, pelas informações. Também ao primeiro-tenente José Carlos Bispo Fernando, da Polícia Militar Rodoviária, sobre essa operação 9 de julho. Estamos vivendo a pandemia, então quem for para outra cidade, muito cuidado. Previsão na Campinas Mogi de 160 mil veículos entre os dias 8 de julho, então a partir de hoje até o dia 11 de julho, no domingo. Na Dom Pedro I, previsão de 400 mil veículos e na Yanguera Bandeirantes, a previsão de 240 mil veículos. Então, atenção e muitos cuidados para você que vai viajar, que vai sair aqui da cidade de Campinas. 11 horas e 22 minutos, hora de falarmos sobre emprego. Uma startup de transporte busca talentos para a área de tecnologia. São 39 oportunidades para profissionais com conhecimento em tecnologia da informação para atuação na cidade de São Paulo. Startup de transporte busca talentos para a área de tecnologia. A GoFlux abre 39 oportunidades para profissionais com conhecimento em tecnologia da informação para atuação em São Paulo. As vagas são para desenvolvimento, analistas de requisitos, cientistas de dados, analistas de qualidade e analista de segurança, entre outras vagas. Os currículos devem ser enviados para vempragolflux.com.br ou basta que o candidato se cadastre pelo site da empresa. Em Jundiaí também há vagas para auxiliar de produção, revisora de peças, costureira, consultor de vendas, auxiliar de produção, vendedor externo, auxiliar de produção e confecção, meio oficial de manutenção predial, eletricista de manutenção predial, pedreiro, controlador de acesso, entre outras vagas. Os interessados devem entrar no site da Prefeitura e fazer o cadastro na vaga desejada. Primeiro intervalo aqui no nosso Câmara Total, 11 horas e 24 minutos. Na volta nós temos as notícias do Legislativo. Nós vamos entrevistar o vereador Cecílio Santos ao vivo aqui no nosso programa. Tem ainda as notícias da Metrópole de Campinas. Amanhã é dia do Guarani entrar em campo, vamos falar de Campeonato Brasileiro da Série B aqui no nosso programa. Muitos assuntos, tem culinária, tem o quadro de cultura, já que amanhã não teremos o nosso Câmara Total. O quadro de cultura vem hoje com informações, com dicas de entretenimento e lazer para o feriado e também para o fim de semana. Muitos assuntos, não sai daí que o intervalo é rapidinho. Câmara Total de volta ao vivo nesta quinta-feira. Já enviou a sua mensagem, a sua participação? Pode ser um elogio, uma crítica construtiva? O que você quer assistir aqui no Câmara Total? 19 é o nosso DDD, 978293776. Lembrando sempre aqui que nós temos o nosso QR Code. Pega o seu celular, abre a câmera, aponte para o QR Code e aí no WhatsApp TV Câmara Campinas você aperta que a gente conversa ao vivo. Como combinado, o Minabreu já está aqui nos nossos estúdios e a gente começa com as notícias do Legislativo. Seja bem-vindo e bom dia, Mirna. Bom dia, Gabriel. Bom dia a você de casa. E a gente começa falando do estado de saúde do vereador professor Alberto. De acordo com o último boletim, o vereador apresentou melhora nesta quarta-feira na contagem de leucócitos. Contudo, o parlamentar continua em leito de UTI entubado e o estado dele ainda é considerado grave. E a gente continua aqui na torcida pelo restabelecimento da saúde do parlamentar. Agora, nesta quinta-feira, você que está acostumado com as notícias do Legislativo, Hoje, diferente, porque nós temos aqui a presença do vereador Cecílio Santos, vai aparecer aqui na nossa tela. Nós vamos conversar com o vereador, que vai fazer um balanço da Comissão Especial de Estudos sobre o Desenvolvimento do Campo Grande. Na verdade, a gente já apresentou o balanço aqui, lembrando que nós estamos em recesso parlamentar no mês de julho, Mas o trabalho continua como já havia sido adiantado pelo presidente da Câmara, o vereador Zé Carlos. Tanto que ontem, a Comissão Especial de Estudos, que analisa o desenvolvimento do distrito do Campo Grande, realizou uma reunião descentralizada. Essa é a primeira de algumas que a comissão já havia anunciado. Essa reunião aconteceu com moradores ali do Jardim Satellite Íris, Florenci e Rocim. E agora, nós conectados com o presidente da comissão, o vereador Cecílio Santos, vamos saber como foi essa reunião. Vereador, primeira vez nessa reunião descentralizada, conta um pouco para a gente o que aconteceu na noite desta quarta-feira. Seja bem-vindo. Obrigado, Mina. Bom dia, Gabriel. Bom dia a todos que nos assistem. Foi importante essa reunião, porque nós elaboramos um relatório preliminar, que já está pronto. E nesta oportunidade que tivemos ontem, esse encontro com a população, nós apresentamos o resultado desse relatório preliminar. Nós fizemos na primeira fase, digamos assim, da comissão, uma série de reuniões com especialistas, com a população, com comerciantes da região, empresários, e colhemos essas informações que estão condensadas nesse relatório. O objetivo da reunião ontem foi a gente apresentar este relatório à população e receber ali contribuições ainda para aprimorar o relatório. Neste primeiro encontro, quais as contribuições que já foram apresentadas ontem, por exemplo, pelo pessoal do Jardim Rocim, Florencia e ali do Satélite Iris? Várias contribuições importantes, cito aqui algumas delas Em relação à mobilidade urbana, uma preocupação grande com o transporte coletivo Tem o eixo do BRT, uma obra importante Mas a população tem preocupação com a conexão com ciclovias E também a operação dos ônibus ligando os bairros ao corredor do BRT Essa é uma preocupação que foi apresentada ontem. Outra é em relação ao desenvolvimento, geração de emprego, novas empresas que possam vir se instalar no campo grande e possibilitar que a população trabalhe mais próximo de casa e não precise se deslocar de ônibus ou em outros meios de transporte para distante das suas residências, necessitando, portanto, acordar cedo, voltar tarde para casa, ficando muito tempo no deslocamento para o trabalho. Isso é uma preocupação grande. A outra, em relação à questão do lixo, o resíduo sólido, é uma preocupação da população que o lixo, toda a cidade é coletado e vem fazer o transbordo aqui na região do Campo Grande, no Aterro Delta, que está encerrado, mas está operando o transbordo. Então, a preocupação de como é que vai se dar esta nova fase e a discussão sobre a PPP que está em andamento. Também uma preocupação apresentada. E, por fim, nós no relatório apresentamos 10 áreas que foram já condensadas ali propostas e nestas 10 áreas somamos 25 propostas conforme vocês, de conhecimento, apresentaram aí o resumo. Vereador, a gente percebe então, de acordo com esta última reunião A preocupação em relação ao transporte, ao lixo Nós já fizemos também uma questão de ordem sobre este assunto Milhares de pessoas morando nesta região, no distrito E o emprego muitas vezes não fica ali, fica perto do centro da cidade e aí este transporte também é bastante prejudicial, porque a pessoa perde muito tempo. A solução para todos estes problemas que a comissão tem encontrado neste primeiro semestre é a curto, é a médio, é a longo prazo e os próximos passos, já que nós estamos encerrando este primeiro semestre. Sem dúvida, Gabriel, é curto, médio e longo prazo. Tem ações nessas três esferas, digamos assim. A curto prazo, sem dúvida nenhuma, é possibilitar esta melhoria na qualidade do transporte e a população possa se deslocar com mais qualidade e, portanto, isso tira o carro da avenida, tira o carro do trânsito, melhorando a fluidez. Então, essa é uma ação, sem dúvida nenhuma, a curto prazo. A médio prazo, a gente entende que é continuar essa discussão com a população para ir aprimorando algumas propostas que a gente vê são bem fáceis de se resolver, mas precisa de aporte do poder público, como, por exemplo, na área da saúde, a contratação de mais profissionais. É uma reclamação grande que a população tem aqui na área da saúde por falta de médicos, profissionais que possam atender melhor a população. E a longo prazo, sem dúvida nenhuma, nessa perspectiva do desenvolvimento do distrito, a atração de empresas, empresas de pequeno, médio, forte e também o incentivo, as que já estão aqui, possibilitando que elas possam ampliar a sua planta, contratar mais pessoas. A ligação entre os bairros e entre a região do Ouro Verde, a região do aeroporto, são situações que precisam de atenção, sem dúvida nenhuma, aliando isso à questão de preservação ao meio ambiente. Quando o senhor fala, vereador, da questão do lixo Que a gente tem o Delta A que hoje serve para o transbordo E a gente tem essa PPP, o edital foi aberto e uma série de coisas Qual é a principal preocupação quando a gente fala ainda Se vai haver uma remissão naquela área Hoje, o que a população do Campo Grande Como elas veem ali o Delta A do modo como está hoje? vem com preocupação, porque o que a população deseja é que não seja apenas um estorvo para a região, mas que ele possibilite desenvolvimento, por exemplo, a geração de energia. E aquela massa de lixo que ali está, essa energia gerada possa ser utilizada e disponibilizada ao conjunto dos moradores da cidade. Portanto, essa tecnologia sendo implantada pode gerar emprego. Agora, a preocupação também que eles apresentam é que não se instale incineração do lixo, que seja implantada então uma usina que possibilite aos moradores a reciclagem, que amplie a reciclagem no município, a coleta seletiva. Então, há um conjunto de preocupações que os moradores apresentam que, no nosso ver, é justo, além de contrapartidas, porque o lixo de toda cidade vem para esta região, no Campo Grande, e não há uma contrapartida significativa para os moradores. Então, eles também apresentam isso como uma grande preocupação. E, claro, espaços de diálogo, de participação, para que a população entenda o que a Prefeitura está propondo, o que está sendo estudado, se isso de fato vem de encontro aos desejos e às necessidades da população. Por isso, nós entendemos que o papel nosso da comissão, o papel da Câmara dos Vereadores, vem sendo cumprido à medida que a gente se coloca à disposição da população para fazer essa discussão, para fazer essa disputa qualificada da nossa população. A comissão vai fazer outras reuniões descentralizadas? Já tem algum outro agendamento agora em julho, vereador? Sim, nós temos mais duas agendas, semana que vem, dia 14, nós temos mais uma agenda, porque nós dividimos a região do Campo Grande em sub-regiões. Nós fizemos aqui, como você anunciou, os bairros mais próximos da Rodovia dos Bandeirantes, e agora nós vamos, digamos assim, para o centro da região, ali no entorno da Praça da Concórdia, Escutar então a população do Jardim Novo Maracanã, do Parque Valença, aquela região do Itajaí, aquele conjunto de bairros ali próximos à Praça da Concórdia. E no dia 28, a gente conclui então essas três reuniões, três rodadas, com a população mais ali do Campina Grande, do São Luís, do Bassoli, os florestas. Nós estamos chamando então a micro região floresta. Vereador Cecílio Santos, de que maneira a pandemia atingiu o distrito e pode prejudicar um possível desenvolvimento da região? Gabriel, é importante essa pergunta, porque um dos impactos é justamente a impossibilidade de a gente fazer um encontro presencial. Recebi várias mensagens das pessoas dizendo, olha, vereador, eu não consegui entrar na sala, não consegui participar. Nós temos uma população que, em muitas situações, tem o aparelho celular, mas não tem internet que possibilite ele entrar na sala e participar da reunião. Então, essa é uma situação. E, ao nosso ver, a falta de acesso à internet de qualidade no distrito também impede esse desenvolvimento. A falta de estrutura bancária também é um limitador no desenvolvimento de segurança, que foi apontado inclusive também no nosso relatório. Isso tudo são limitações para o desenvolvimento do Distrito do Campo Grande, sem dúvida nenhuma, a questão do zoneamento, que nós temos acompanhado, discutido, o zoneamento precisa ser um zoneamento que permita a ampliação das pequenas empresas e regularize o pequeno comércio, farmácias, supermercados, essa é uma questão muito importante. Vereador, agora quando a gente fala nessas três reuniões descentralizadas, agosto retornamos aqui às reuniões na Câmara, elas, já em agosto, a gente vai ter um reflexo dessas reuniões junto às autoridades que possam ser convidadas para as reuniões aqui no Legislativo? Sim, nossa perspectiva é que no mês de agosto a gente finaliza essas reuniões com as autoridades e no mês de setembro a gente finaliza o relatório. Então, no mês de agosto, certamente daremos visibilidade a essa coleta de informações junto à população e também uma discussão que foi nos apresentada em relação à Universidade Federal na cidade. Aí não é necessariamente no Campo Grande, claro, como morador desse distrito gostaria muito que fosse aqui implantada uma universidade. A gente sabe que as instituições de ciência, pesquisa, também são indutoras do desenvolvimento. E Campinas é uma cidade que desponta nesta questão da tecnologia, mas ela está muito concentrada numa região, na região de Barão, aquele eixo, e o Campo Grande, por ser uma região de baixa renda, uma população carente, tendo equipamentos de estudos, de ciência e tecnologia, certamente vai induzir um desenvolvimento porque tem as pesquisas, tem a extensão, tem possibilidade de trazer essa população para se qualificar e, portanto, desenvolver melhor o distrito. A região de Campinas, a cidade de Campinas é muito espalhada do ponto de vista geográfico, né? Então, esse deslocamento, no nosso caso aqui, ele é muito penoso para a população. Quando o senhor fala nessa questão da escola, da universidade, nós temos, inclusive, uma comissão aqui na Câmara Municipal, presidida pela vereadora Guida Calixto, que trata da questão específica do Instituto Federal, né? Mas o que a gente observa hoje, é como o senhor disse, as pessoas fazem um grande deslocamento para conseguir estudar no distrito de Barão Geraldo. Por outro lado, nós tivemos o crescimento do Campo Grande nas últimas décadas relacionados à moradia. Então, nesse contexto, cabe com certeza mais unidades para grupos universitários, para que universidades públicas tenham um campus aí no Campo Grande? Com certeza, sem dúvida nenhuma, porque isso possibilita à população perspectivas. Nosso jovem, ele acaba tendo que se deslocar daqui para estudar em outras regiões e isso dificulta, acaba com uma pequena parcela que consegue fazer isso. A gente, tendo a disponibilidade de equipamentos, de estudos, escolas técnicas, as universidades, estando mais presente no território, sem dúvida nenhuma, nós vamos possibilitar uma perspectiva e uma inserção maior da nossa juventude, que precisa de oportunidade. Nós temos jovens aqui muito inteligentes, capazes, sem dúvida nenhuma, agora precisa dessa oportunidade. Nós temos exemplos aqui de jovens que se deslocam para o centro Paula Sousa e precisa acordar 4h30 da manhã, retorna para casa 9h. Então, isso é um absurdo, entende? É preciso que a gente consiga dar possibilidade que este jovem tenha escolas de qualidade aqui na região e possa se qualificar e não precisar se deslocar e perder tanto tempo nesse deslocamento. Uma outra questão, vereador, já que o senhor mencionou agora há pouco a questão ambiental, é o seguinte, nós temos a APA do Campo Grande, sempre todo mundo fala muito da APA aqui de Sousas, Joaquim Egídio, APA Campinas, a comissão, ela também em determinado momento vai ter esse olhar em relação à APA do Campo Grande e no que diz respeito ao desenvolvimento do distrito? Com certeza, tem quatro propostas na área de meio ambiente, uma delas é sobre a APA do Campo Grande a preservação das nascentes, a APA do Campo Grande é um instrumento muito importante agora precisa de ter o plano de manejo para que as empresas que estão ali no entorno a população que tem área e quer empreender naquela região da APA possa ter claro quais são os limites, quais são as regras para fazer esse empreendimento ali. Sem dúvida nenhuma, é uma área muito bonita, pode, por exemplo, ser empreendido ali ações turísticas, de o pessoal conhecer, fazer trilhas para caminhar, para andar, sem agredir ao meio ambiente, mas preservando. Então, sem dúvida nenhuma, esse é um olhar, a comissão tem esse olhar, sem dúvida nenhuma, e vai apontar sugestões nessa questão. Vereador, como o senhor mencionou que dia 14 tem uma nova reunião, a gente já deixa aqui o convite para que no dia 15 o senhor participe conosco novamente, trazendo o que foi discutido com esse segundo grupo e obrigada pela atenção. Eu que agradeço, estou sempre à disposição da TV Câmara para os esclarecimentos que se fizerem necessários. Muito obrigado, um abraço a todos. Nós aqui agradecemos a participação do vereador Cecílio Santos aqui no nosso Câmara Total, fazendo além deste balanço, contando sobre a reunião realizada no dia de ontem, Comissão Especial de Estudos, que analisa o desenvolvimento do Distrito do Campo Grande. Continuando nas notícias do Legislativo, Mirna Abreu, vamos atualizar o estado de saúde do vereador professor Alberto, que está com Covid-19. É, a gente reforça aqui que de acordo com o último boletim emitido nesta quarta-feira, o parlamentar apresentou melhora na contagem de leucócitos, contudo, ele continua em leito de UTI e entubado e o estado dele ainda é considerado grave. Vamos continuar falando das reuniões das comissões que acontecem aqui na Câmara de Campinas e agora uma presidida pelo vereador Paulo Gaspar. É a Comissão Especial de Estudos que analisa a legislação obsoleta da cidade e que já fez um trabalho neste primeiro semestre. Filtrar as leis que ainda tem aplicabilidade no dia a dia é o objetivo da Comissão Especial de Estudos sobre revogação de legislação municipal obsoleta, criada este ano sob presidência do vereador Paulo Gaspar. Então a gente começou limpando de mais de 15 mil leis, separando aquelas que não nos interessam, nome de rua, nome de praça e focando em leis que hoje não fazem mais sentido de existir, seja porque fazia parte de um tempo que já foi, as próprias mudanças socioeconômicas que aconteceram, tem coisas que não justificam mais. e a gente pretende separar talvez dezenas ou centenas delas para que a gente possa trazer em forma de relatório para essa casa e a gente possa revogar essas leis e assim ir aprimorando e diminuindo um pouco a complexidade. Paulo Gaspar aponta para outro fator que envolve a comissão, o princípio de que as mudanças das dinâmicas da cidade e a evolução da internet, tem exigido uma adaptação cada vez maior do poder legislativo às novas tecnologias. Um exemplo nesse sentido, por exemplo, um projeto que a gente colocou aqui para acabar com as plaquinhas. Você vai num bar, num estabelecimento comercial, você tem 10, 20 placas na parede, o próprio proprietário, a pessoa que trabalha ali, ele não sabe nem o que significa, aquele número lei, número tal, o que quer dizer isso, né? E aí um belo dia vem um fiscal lá e multa ele, não está cumprindo essa lei, mas era aquela lei ali. Então a gente tem hoje um sistema de QR Code, que é, você vai num restaurante, você tem um cardápio no QR Code, você bateu ali e sai tudo no celular. Então, das duas umas, você elimina a poluição visual que existe no estabelecimento, e ali dentro desse cardápio virtual você pode ter muito mais explicações. Então não é só uma plaquinha que você vai entender a complexidade do que existe por trás daquela plaquinha. E ali você vai lembrar as penalidades que tem, do que ela se trata, então fica muito mais interativo, muito mais completo, elimina o custo das plaquinhas e você pode ter um sistema que ele se renova por um banco de dados em que aquilo vai se atualizando. Então você não tem mais a necessidade de ter uma plaquinha lá que já revogou a lei, não vale mais e você está com ela na parede ainda. Usando a tecnologia e uma força-tarefa nos bastidores da Câmara, a comissão já conseguiu avaliar cerca de 5 mil das mais de 15 mil leis com as quais Campinas conta atualmente. Para chegar a este número, ao longo deste primeiro semestre, a comissão fez um trabalho extenso e multidisciplinar, incluindo voluntários e profissionais de TI para acessar todo o arquivo de leis dentro do sistema da Câmara Municipal. O vereador, no entanto, apresentou um requerimento ao presidente da casa solicitando uma prorrogação da comissão por mais seis meses, período no qual os trabalhos vão continuar. É um trabalho de longo prazo, nós já pedimos a renovação, que a comissão demora seis meses para ser terminada e a gente pediu mais seis meses. porque todo o trabalho que nós estamos fazendo depende de muitos voluntários, pessoas que têm que entender um pouco de TI para estar entrando no sistema da Câmara Municipal e fazendo toda essa triagem. A gente segue acompanhando aqui o trabalho das comissões. Vim na Abrão, muito obrigado pelas notícias do Legislativo. Aproveito a sua presença aqui nos nossos estúdios. Vamos falar das notícias da metrópole de Campinas, porque ontem foi dia de coletiva do governador do Estado, E temos mudanças, viu? Atenção, você comerciante, em relação ao horário de funcionamento e em relação também à capacidade dos estabelecimentos. É, o anúncio foi feito ontem pelo governador João Doria e a partir desta sexta-feira nós teremos a ampliação da capacidade de público presencial e o horário de funcionamento dos estabelecimentos. Acompanhe. O Governo do Estado de São Paulo, embora mantenha a fase de transição, que é a fase atual do Plano São Paulo Mas vamos ampliar o horário de funcionamento das atividades econômicas em todo o Estado de São Paulo Exceto onde prefeitos ou prefeitas entenderem que devam ter posições mais restritivas Mas em todo o estado de São Paulo, a partir desta sexta-feira, 9 de julho, as atividades econômicas poderão funcionar até às 23 horas, das 21 para as 23 horas. Isso inclui bares, restaurantes, padarias, shoppings, comércio e serviços. E vamos também aumentar a ocupação, a permissão de ocupação de 40% para 60%, mantidas todas as demais cautelas e protocolos sanitários. A medida passa a valer já a partir desta sexta-feira, 9 de julho, uma data muito importante para os paulistas, e com validade até 31 de agosto. E como o governador mencionou aí, cabe às prefeituras decidir se seguem a determinação do horário do Estado. E Campinas decidiu que vai determinar. Saiu no diário oficial de hoje o novo decreto municipal com também esse horário de ampliação aí do funcionamento até as 23 horas e a capacidade de ocupação dos lugares que agora vai para 60%. A medida inclui todos os setores da economia, como restaurantes, comércio, shoppings, salões de beleza, academias e serviços de um modo geral. E o toque de recolher a partir de amanhã, então, passa a ser das 11 da noite às 5 da manhã. O decreto está no diário oficial desta quinta-feira e a decisão, de acordo com a Prefeitura, foi tomada após avaliação da situação epidemiológica feita pela Secretaria Municipal de Saúde e pelo Departamento de Vigilância em Saúde. tratando, de acordo com a Prefeitura, de que Campinas tem mais de 55% da população adulta já vacinada com a primeira dose e por isso que a Prefeitura tomou essa atitude. Portanto, amanhã, feriado no estado de São Paulo, a gente começa a ter o funcionamento com até 60% da ocupação e até às 11 horas da noite. E agora, além desse anúncio, nós tivemos outros também. Um deles é a volta às aulas presenciais no ensino técnico e superior a partir do dia 2 de agosto. Um retorno com a taxa de ocupação de 60% e obediência a todos os protocolos. Os alunos do ensino técnico e superior do Estado de São Paulo poderão retornar às aulas presenciais a partir do dia 2 de agosto. O retorno prevê taxa de ocupação de 60% nas faculdades de tecnologia e universidades públicas e privadas. Obviamente, com obediência a todos os protocolos de saúde, os protocolos preventivos, incluindo uso de máscaras e álcool em gel. E o Estado deve ter ainda, a partir do dia 17 de julho, 30 eventos modelo com pessoas testadas. Acompanhe. Com a melhoria dos indicadores da pandemia, vamos dar um novo passo na retomada econômica no estado de São Paulo E vamos iniciar o acompanhamento de 30 eventos nas áreas de cultura, negócios, lazer, esportes e turismo Os eventos serão realizados com testagem obrigatória e pessoas vacinadas e manter rígidos protocolos sanitários para segurança, controle e monitoramento dos participantes. O objetivo do governo do estado de São Paulo é, obviamente, começar a impulsionar uma retomada segura e gradual do setor de eventos, negócios, cultura, lazer, esportes e turismo no estado de São Paulo, setores que foram profundamente abalados pela pandemia da Covid-19 em São Paulo. A gente aguarda se há aí a previsão de algum evento que aconteça aqui na cidade de Campinas. E outro assunto foi, com certeza, a vacinação. O governo anunciou a compra de 4 milhões de doses extras da Coronavac para agilizar a imunização no estado. De acordo com o governo, a antecipação do calendário em São Paulo não prejudica o plano nacional de imunização. Vamos antecipar o calendário de vacinação no estado de São Paulo Sem interferir no contrato do Instituto Butantan com o Brasil Uma vez que as vacinas compradas diretamente pelo estado de São Paulo Já vêm prontas para aplicação E agora a gente vai falar um pouquinho dos dados da Covid-19 No Brasil, no nosso estado e aqui na nossa região De acordo com o Ministério da Saúde, foram confirmados, até esta quarta-feira, 18.909.037 casos da Covid-19. São 54.022 novos casos nas últimas 24 horas. E nós temos 528.540 óbitos devido à doença. E ficam aqui as condolências da TV Câmara Campinas. No estado de São Paulo, são 3.809.222 casos da doença, com 130.389 óbitos. Agora, nós vamos falar dos casos nos 21 municípios da região metropolitana de Campinas. Na nossa região, confirmados até esta quarta-feira, 323 mil casos da Covid-19. E Campinas, até esta quarta-feira, tinha 117.901 casos da doença. Na sequência, em Dayatuba, aparece com 27.094 casos. Sumaré, 26.435. Americana, 23.717. Santa Bárbara do Oeste, 20.707. Agora nós vamos falar das cidades que ficam entre 20 e 10 mil casos. Hortolândia, Paulínia, Itatiba e Valinhos. As cidades entre 10 mil e mil casos, Vinhedo, depois nós temos Cosmópolis, Montemor, Nova Odessa, Jaguariúna, Artur, Nogueira, Santo Antônio de Poce, Pedreira, Engenheiro, Coelho, Morungaba e Olambra. De acordo com esta última atualização no município de Campinas, 429 casos a mais, 429 pessoas testaram positivo para a Covid-19 na cidade de Campinas. Quando a gente fala dos óbitos na RMC, são 9.634 mortes confirmadas devido à Covid-19. Campinas até esta quarta-feira tinha 3.838 mortes confirmadas, Sumaré 887, Americana 725, Santa Bárbara do Oeste 705, Indaiatuba 688, Hortolândia 608, Valinhos 344, Itatiba 281 mortes, Paulínia 252, Nova Odessa 209. Na sequência, Monte Mor, com 197, Vinhedo, 169, Jaguariúna, 161 mortes, Cosmópolis, 150, Artur Nogueira, 126, Pedreira, 122 óbitos e as únicas cidades com menos de 100 óbitos na região, Santo Antônio de Poça, Engenheiro Coelho, Morungaba e Olambra. Nesta última atualização, mais 20 óbitos foram contabilizados, por isso que a cidade de Campinas chegou a 3.838 pessoas que perderam a vida. Chamo a atenção aqui para a importância da vacinação. Olha só, nesta última atualização, 8 pessoas tinham mais de 60 anos e 12 abaixo dos 60 anos. Então, a vacinação no público idoso acima dos 60 anos tem tido um efeito. Faixa etária, olha só, homem de 33 e o que eu chamo a atenção aqui. Homem de 34 anos que não tinha comorbidade. Uma outra mulher de 34 anos também não tinha comorbidade saudável. Assim como uma outra mulher de 37 anos que não tinha comorbidade. E depois segue para 41, 42, 48 anos. Então, chegou a sua vez de se vacinar, vacina.campinas.sp.gov.br, faça o agendamento e se você tomar a vacina da Janssen, apenas uma dose. Qualquer outra vacina que você receber, lembre-se, são duas doses que você precisa receber para ficar imunizado contra a forma mais grave da doença. Taxa de ocupação de leitos de UTI Mena Abreu, a gente segue no município de Campinas por volta de 90%. Isso, são 89,82% de ocupação. Porque nesta quarta-feira dos 393 leitos disponíveis para UTI Covid, nós tínhamos 353 ocupados. Temos ainda os 402 pacientes internados em leitos de enfermaria. E haviam três pacientes à espera de um leito de UTI. No SUS municipal, dos 146 leitos, 145 estavam ocupados. Na Unicamp, 40 leitos, 36 leitos ocupados. E na rede particular, dos 207 leitos, 172 estavam ocupados. E nós temos ainda 20 pacientes em leitos de UTI na AME, que é o Ambulatório Municipal de Especialidades. E por isso a gente vai falar agora da vacinação. Então, amanhã é dia D, nós tivemos aí a disponibilização de 30 mil doses para as pessoas com idade acima de 40 anos, que foram agendadas para esta sexta-feira, o dia D. Campinas já abriu agendamento também para pessoas acima de 37 anos e a cidade até o momento já usou 704 mil doses, dos quais 175.639 foram pessoas imunizadas com as duas doses e 570 com dose única. Nesse universo, a Secretaria Municipal de Saúde segue com a vacinação das pessoas em situação de vulnerabilidade, que são essas da primeira dose. E a nossa reportagem acompanhou tudo. A Prefeitura de Campinas está vacinando desde o começo da semana a população em situação de vulnerabilidade. Até o momento, mais de 450 pessoas já receberam o imunizante. A expectativa é que em 15 dias o trabalho seja concluído. Nós temos uma contagem em Campinas de Pessoas em Situação de Rua de 2019 que tem por volta de 860 pessoas em situação de rua. Como a contagem é de 2019, nós estamos usando o número de mil doses. Então essa é a nossa meta. A imunização está sendo feita com a vacina da Janssen, que é aplicada em dose única. Como essa população tem a característica de circular muito, então era muito difícil para a gente localizar para a segunda dose. Então essa é a vacina ideal para esse tipo de população. O Rodrigo, que está há pelo menos uma semana no abrigo municipal, tomou a vacina da Janssen e comemorou. Sim, estou feliz, sim. É bom, né? Mais uma vacina, mais uma proteção. O desafio é encontrar essa população. Embora a gente já trabalhe com essa população há oito anos, nós temos um grande número de usuários que a gente atende com uma certa frequência. Então, por enquanto ainda está tranquila, mas a gente sabe que vamos ter que ir para vários pontos, ir até o usuário. E esse é um dos objetivos do consultório na rua, ir até onde o usuário está. No total, foram vacinadas 973 pessoas, entre as que vivem em situação de rua, profissionais do sexo ou em situação de vulnerabilidade, moradores de ocupações e pacientes dos CAPs de atendimento psiquiátrico. Na próxima semana, está prevista, então, ações em outras regiões da cidade, como a vacinação de moradores de comunidades terapêuticas. E uma decisão da prefeitura, ela vai punir quem escolher vacina, né, Mina? É, a partir desta sexta-feira, quem se recusar a tomar uma dose para escolher o fabricante do imunizante irá para o fim da fila. A medida foi anunciada no final da tarde desta quarta-feira pelo prefeito Dário Saad e o decreto também publicado nesta quinta-feira. Então, a pessoa que se recusar vai assinar um termo assumindo a responsabilidade por essa decisão. Vamos falar sobre transporte agora, porque tem via interditada neste feriado, nesta sexta-feira, aqui na cidade de Campinas. Amanhã nós teremos um trabalho de interligação de uma adutora, instalação de um registro local, ali na rua Francisco Teodoro, na Vila Industrial, e ela vai ficar bloqueada para o tráfego de veículos da meia-noite e meia até quatro e meia da manhã entre a Avenida João Jorge até a rua São Carlos. Amanhã é feriado e isso interfere no funcionamento de alguns estabelecimentos da cidade. Feriado estadual a gente não tem, por exemplo, a farmácia de alto custo não abre nesta sexta-feira E também o Poupa Tempo não abre no dia 9 de julho, mas abre no sábado, normalmente, em Campinas. O Poupa Tempo fica no Campinas Shopping. Os serviços administrativos da Prefeitura Municipal de Campinas também não funcionam nesta sexta-feira feriado e retornam na segunda-feira. Os outros serviços de plantão continuam funcionando normalmente, a Seasa, o Mercadão. E a gente tem ainda o comércio, que a gente já falou da notícia agora há pouco, da extensão do horário, apesar que o comércio do centro tem horário comercial, apenas os restaurantes ficam até a noite, vai abrir de forma facultativa neste feriado de 9 de julho, das 9 da manhã às 5 horas da tarde. Então, tem muito comerciante que vai optar por abrir neste feriado aqui na cidade de Campinas. Certíssimo, Minabreu. Muito obrigado, primeiro, pelas notícias do Legislativo e agora com as notícias da Metrópole de Campinas. Ótimo feriado, ótimo fim de semana e até segunda-feira. Até segunda-feira, um bom feriado. Para todos nós. Meio dia e sete aqui no nosso Câmara Total. Vamos fazer o seguinte, segundo intervalo e na volta tem entrevista ao vivo. Nós vamos falar sobre aquele trabalho híbrido. Fica uma parte em home office, outro na empresa. Tem alguma dúvida sobre esse assunto em relação a salário, aos benefícios? O que a empresa pode ceder? O que é de responsabilidade do funcionário? Muitos assuntos depois do intervalo. Câmara Total de volta ao vivo nesta quinta-feira. E olha só, o trabalho de home office, para quem tem aquele escritório em casa ou para quem realiza o trabalho de forma remota, a partir de 2017, ganhou uma regulamentação. Só que com a pandemia do coronavírus, que impossibilita a aglomeração, aquele trabalho em salas fechadas com muitas pessoas, infelizmente, não foi possível. Então, se tornou quase obrigatório, durante boa parte do tempo, este sistema do trabalho em casa. Com o avanço da vacinação, as empresas vão optar pelo sistema híbrido? Alguns dias na empresa e outros em casa? Bom, sobre este assunto, eu converso com o Leonardo Bertanha, advogado trabalhista. Muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo com a TV Câmara Campinas e o programa Câmara Total. e, ultimamente, esta forma de trabalho de home office e desse sistema híbrido tem ganhado mais espaço, Leonardo? Boa tarde. Boa tarde, Gabriel. Obrigado pelo convite, por poder bater esse papo contigo. A questão do teletrabalho, do home office, Gabriel, ele ganhou... Até 2017, ele era implantado por uma série de empresas no âmbito interno por meio de políticas específicas. Com a forma trabalhista, a Lei 13.467, que iniciou vigência em novembro de 2017, houve uma regulamentação mais branda, um pouco mais ampla, e com a pandemia, em março de 2020, isso acabou sendo uma necessidade em grande parte das companhias. Então, todas as atividades profissionais que puderam ser deslocadas para o âmbito familiar, o âmbito da residência foram realizados obrigatoriamente, seja por uma questão sanitária, de saúde e de segurança. Passado esse um ano e três meses, quatro meses que nós temos já de pandemia, existem pesquisas que mostram que realmente o teletrabalho caiu no gosto do brasileiro, há um número muito grande de brasileiros que desejam permanecer um ou dois dias na semana trabalhando de casa, e você aí precisa tentar conjugar essa vontade dos empregados com também os interesses das companhias, porque existem prós e contras com relação ao teletrabalho. Então, chegar a um consenso, um demandor comum, um ponto de equilíbrio, é o grande desafio hoje dos gestores e dos empregados. O Leonardo, nós ainda estamos vivendo a pandemia, a cidade de Campinas, por exemplo, de acordo com a última atualização, haviam três pessoas na fila de espera por um leito de UTI, centenas de casos todos os dias. Então, claro que é uma situação preocupante que nós estamos vivendo. Agora, se uma empresa que estava trabalhando com os funcionários em home office decide que todo mundo tem que voltar e esse funcionário não se sente seguro, tem o que fazer? Essa é uma situação sempre bastante delicada, Gabriel, porque pela legislação, a partir do momento que a empresa determina o retorno à atividade presencial, em tese todos os empregados deveriam atender a essa determinação e retornar ao trabalho, principalmente independente de quem seja. O que você muitas vezes vai ter que avaliar é se aquele empregado está no grupo de risco, já tem oportunidade de ser vacinado ou não, quais são os protocolos sanitários de saúde e segurança que a empresa adota. Então, ela disponibiliza as máscaras, o álcool em gel, o distanciamento, as baias de trabalho são separadas com o acrílico, como funciona o dia a dia e o protocolo de saúde e segurança. Então, atendidas essas determinações, não me parece razoável simplesmente a recusa pela recusa. Essa recusa precisa estar fundamentada em algo diferenciado para justificar e me parece que em situações dessa natureza são situações mais excepcionais. Então, simplesmente falar que não vai voltar ao trabalho porque a pandemia não se encerrou, nós sabemos que o vírus está aí e ficará conosco durante um bom tempo ainda. Então, a vacinação que acontece hoje de maneira cada vez mais veloz, ainda que aquém, mas nas últimas 10 dias me parece que vem evoluindo a velocidade da vacinação. O próprio governo municipal, o governo estadual federal, prestando esclarecimento sobre as vacinas, evitando a escolha dessas vacinas, tomando até algumas medidas para tentar combater esse sommelier de vacina, como são intitulados as pessoas que preferem escolher. Então, eu acho que tem bastante coisa, a dinâmica da Covid, o ambiente de trabalho é algo extremamente dinâmico, como nós vimos no ano passado e continua. As edições de medidas provisórias persistem, inclusive o próprio teletrabalho tem um projeto de lei que amplia a sua regulamentação. Então, há uma preocupação bastante grandiosa sobre o teletrabalho e como que as coisas devem acontecer daqui para frente. Este trabalho híbrido, esta alternância de dias de atividades na empresa e outros em home office, isso já vem sendo avaliado pelas empresas. É um modelo que você entende que veio para ficar? Vai ser algo comum daqui a 10 anos? Não vai haver mais estes questionamentos? Eu entendo que sim, eu entendo que sim. Porque as empresas também experimentaram ganhos interessantes interessantes com relação a avaliar se precisavam de toda uma estrutura física da forma como tinham antes. Há uma redução de custos, muitas vezes, em determinadas companhias. Do lado dos empregados, você aumenta o convívio social, você evita deslocamentos grandes, principalmente em grandes centros. Em São Paulo, antes de 2017, você já tinha o home office. Muitas vezes, nos dias de rodízio de veículo, por exemplo, Quando você olha para situações locais como Campinas, nós sabemos que muitas vezes o deslocamento de Campinas não é tão simples em razão de trânsito, e você possibilita isso, você tem um ganho, um aumento do compromisso familiar dos empregados, você tem um aumento do tempo disponível para exercitar uma atividade física, leitura ou simplesmente descansar, enfim, você pode ter mais tempo para poder aproveitar de outra forma. ou melhor utilizar o tempo que até então se usava para deslocamento. E até mesmo em determinadas circunstâncias, você reduz o tráfego de veículos, então o empregado que muitas vezes gastava com combustível e manutenção de veículo deixa de ter essa despesa. Por outro lado, tem um impacto super interessante no meio ambiente também, nós vimos pesquisas no ano passado que o confinamento em determinados períodos foi extremamente positivo para o meio ambiente, não que a gente queira isso, mas se você reduzir um pouco do tráfego que nós temos nas ruas, pode ser um fator interessante, ou seja, buscar de novo esse equilíbrio me parece bastante razoável. Este cenário de pandemia já perdura aí por um ano e meio, né? Ao longo deste tempo, a relação trabalhista precisou se adaptar? Nós tivemos mudanças de março de 2020, agora nós estamos em julho de 2021. Nós tivemos mudanças na legislação? Você teve a edição de medidas provisórias, houve a edição de medida provisória 927, que depois ela se confirmou numa lei, você teve a medida provisória 936, que também trouxe os benefícios pagos pelo governo federal, mais recentemente uma nova, a medida provisória 1046, então à medida que o teletrabalho aconteceu, o legislador ficou muito atento com aquilo que poderia ser feito, seja para preservar os empregados, seja também para preservar as empresas que tinham uma queda de receita, enfim. Então, o legislador ficou muito atento a esse binômio capital-trabalho e sim, nós tivemos algumas alterações até para poder fazer. Então, dou um exemplo específico na matéria que nós estamos falando, teletrabalho. Para que eu pudesse fazer, instalar o teletrabalho, vamos imaginar que o Gabriel fosse meu empregado e eu quisesse levá-lo para trabalhar em casa. Isso parte de um consenso entre nós dois. Com a Covid, essa alteração aconteceu de maneira imposta pela empresa aos empregados, ou seja, eu preciso me preocupar com você, eu preciso te proteger e, por hora, eu preciso criar a condição para que você trabalhe de casa. Então, passadas as vigências, as medidas provisórias, esse consenso pela legislação atual volta, se é necessário, Você eventualmente vai entender que você deve sair da sua casa, parar de trabalhar em casa e voltar a trabalhar na empresa. Eu também posso fazer isso de maneira impositiva e vou te dar um prazo para que isso aconteça. Mas eu acho que o mais importante disso é consensar, buscar um equilíbrio da relação, celebrar os agitamentos de contrato ou firmar isso no contrato, como que a vida vai acontecer. Porque como é muito aberta a legislação ainda, passa por uma customização, cada empresa com seus empregados para entender as expectativas dos trabalhadores e também as possibilidades das companhias. O teletrabalho, esta forma de realizar a atividade, houve uma certa desconfiança se ele era válido, se a medicina poderia atender à distância, como isso seria realizado? Como é que a legislação hoje entende? Toda atividade pode fazer o trabalho de forma remota e é um modelo de contrato diferente? Legal, bacana a sua pergunta, Gabriel. A legislação, na verdade, ela não delimita quem pode ou quem não pode trabalhar de casa. Esse é o primeiro ponto. Então, você vai ter, por exemplo, pessoas que trabalham no escritório, exerce tarefas administrativas, tem uma facilidade e uma dinâmica diferente de quem trabalha, por exemplo, na fábrica, na produção por óbvios ou maquinária. Eu acho que esse é o primeiro ponto. O segundo ponto que é interessante a gente distinguir é que o teletrabalho é aquele trabalho realizado preponderantemente fora das dependências da empresa. E esse tipo de teletrabalho, então, vamos imaginar por um critério objetivo alguém que trabalha cinco dias a semana, dos quais trabalha três em casa, ele estará protegido pela legislação do teletrabalho. E aí pode ou não pode ter um controle de jornada, por exemplo. Essa é uma situação. Agora, o home office, que a gente tanto fala, em tese, ele não se confunde com o teletrabalho, porque o home office poderia ser apenas um dia na semana em que aquela empregada trabalha. Então, vamos imaginar de volta naquele exemplo de São Paulo. Se eu tenho rodízio de carros e na segunda-feira o meu carro não roda, ou possui uma limitação para poder circular, eu poderia trabalhar de casa, sendo home office naquela segunda-feira, mas não necessariamente que atinja a questão do teletrabalho. Então, é importante cada empresa e cada empregado entender qual é a política e qual é a sua realidade para avaliar se pode atrair a proteção da legislação referente ao teletrabalho, se possui uma política, a companhia possui uma política específica para isso ou não e quais são os direitos e obrigações de cada uma das partes em razão daquilo que foi adotado. Tá. Neste sistema híbrido, quando o trabalhador está em casa, como é que é calculado o volume de horas trabalhadas? Porque não existe o ponto que você registra a entrada e a saída em casa. E mesmo que faça remotamente por algum sistema, ele pode apresentar falhas. Então, a pessoa pode esquecer de habilitar ou pode trabalhar 20 minutos e achar que não é necessário habilitar naquele período que ela está trabalhando. Como é que esse volume a empresa consegue entender que o funcionário está fazendo? Essa é uma pergunta extremamente complexa e eu vou respondendo inicialmente pela regra geral. A regra geral, quando você tem a configuração do teletrabalho, não há controle da jornada de trabalho. Isso quer dizer o quê? Se o Leonardo trabalhar 4 horas num dia ou trabalhar 20 horas no outro, não há controle da jornada de trabalho, regra geral. Pode a empresa, em razão da sua atividade ou do trabalho que é executado por aquele funcionário, buscar controlar, seja por um controle em Excel, seja por um tempo de conexão na rede do escritório, seja pela produtividade, ou seja, eu não estou preocupado se o Gabriel vai trabalhar 15 horas, ou seja, eu estou preocupado que ele me entregue os trabalhos agendados e marcados para aquele determinado dia. E essa questão é interessante porque, como você bem falou, já existem aplicativos que possibilitam que o empregado registre os seus horários, assim como acontece com determinadas atividades de vendedores que precisam dar satisfação. Então, a dinâmica empresarial, a dinâmica da relação de trabalho é tão dinâmica quanto mais rápida que o legislador. Então, ela vai se adaptando de acordo com a necessidade de cada negócio e empreendimento. Então, você pode não exigir, como regra geral, ou exigindo, você vai possuir as formas mais peculiares e particulares para efeito de controle da jornada de trabalho, Que pode, ao final do mês, ser assinado de forma eletrônica, digital ou simplesmente impresso com a assinatura correspondente para efeito das jornadas que foram realizadas. Neste sistema híbrido, questão de flexibilidade de horário, isso é algo que pode ser combinado? Então, por exemplo, o trabalhador, ele pode fazer duas horas pela manhã, ele escolhe, olha, eu vou trabalhar das 8 às 10, Ele escolhe duas horas da tarde, eu vou trabalhar das três às cinco e vai trabalhar três horas da noite, das oito às onze horas da noite. Isso pode ser combinado, isso pode estar em contrato ou não? Não havendo um controle da jornada de trabalho, Gabriel, você pode estabelecer que o empregado vai entregar. Então, olha, eu vou marcar uma reunião às dez horas da manhã, uma reunião às cinco horas da tarde. O que acontecerá nesse meio tempo entre as reuniões, eu posso executar uma outra determinada tarefa ou simplesmente comparecer as reuniões que foram agendadas. Então, de novo, volta muito dentro da peculiaridade de cada atividade. Agora, essa flexibilidade de trabalho em si, sim, acontece. Você tem empregados que performam melhor de manhã do que no período da tarde ou outros que preferem o período da tarde e começo da noite por conta da execução de outras atividades pessoais pela manhã. É muito sem curiosidade. não controlar a minha jornada de trabalho, eu posso estabelecer dentro de um horário administrativo, dentro de uma razoabilidade, a agenda de trabalho. Então, se eu tenho janelas na minha agenda de trabalho que me permitem, por exemplo, ir ao supermercado, ir a uma academia e voltar a trabalhar, eu posso realmente realizar isso. Agora, se a empresa faz o controle da jornada de trabalho e marca compromissos em horários discrepantes, por exemplo, vou marcar uma reunião às 7h30 da manhã e outras às 8h da noite, e nesse meio tempo eu preciso que você me entregue outros trabalhos, você passa a ter alguns excessos e aí a gente entra num outro tema de discussão super interessante, que é o de direito à desconexão. E que, inclusive, a gente observa em determinadas circunstâncias e pesquisas, o relato de empregados que fazem mensagem que estão trabalhando muito mais agora de casa do que quando trabalhavam presencialmente, seja por uma queda eventualmente de produtividade, seja por conta do aumento de uma demanda específica, ou seja, as causas são as mais variadas. Então, é importante entender, há controle ou não há controle de jornada? Como que funciona a flexibilidade imposta pela empresa, ou possibilitada pela empresa, para que você possa depois fazer uma avaliação se são devidas as horas extras de todo esse período, como você fez menção, porque não houve a possibilidade do empregado desconectar, então ele tem um excesso de jornada de trabalho, ou se a flexibilidade permite que ele faça atividades pessoais durante a jornada que seria de trabalho também. Então, é importante entender caso a caso para não ter uma decisão precipitada. E sobre a interjornada, aquele período de 11 horas de descanso que o trabalhador possui quando ele sai da empresa? Se ele está em home office, permanece esta interjornada, ele precisa contar lá 11 horas ou aí não? Aí a gente volta de novo. Se não há o controle da jornada de trabalho, há uma flexibilidade da jornada de trabalho, o intervalo interjornada, ele acaba caindo dentro do mesmo conceito da ausência de controle. Então, não havendo controle da jornada, eu não realizo horas extras. Por quê? Porque é impossível dimensionar se você trabalhou 5 horas ou 15 horas. Mas para aqueles empregados que trabalham sob controle de jornada, não só o horário de almoço, mas o horário de descanso entre o final de uma jornada até o início da outra, como você bem disse, de 11 horas, que é o mínimo, ele tem que ser respeitado sob pena de punição da companhia de novo, para aqueles casos em que há controle da jornada de trabalho. Neste sistema híbrido que o funcionário está trabalhando em casa, itens de escritório, então a cadeira que o trabalhador tinha antes da pandemia, a impressora, o que é a obrigação da empresa fornecer e o que o funcionário precisa ter? Pela legislação trabalhista, tudo isso parte do consenso entre a empresa e o empregado. É lógico que se eu tenho interesse que o empregado performe, que entregue o resultado do trabalho, eu, empregador, dono da empresa, vou querer que ele tenha todas as ferramentas possíveis e disponíveis para que ele possa trabalhar, se conectar com qualidade e segurança também, para que possam as atividades serem realizadas. Esse é um ponto. Agora, a própria medida provisória que tratou do teletrabalho faz uma menção específica que o empregador pode disponibilizar isso a título de comodato, por exemplo. Então, eu disponibilizo essas ferramentas de trabalho que não necessariamente vão se caracterizar como salário, não se caracterizam porque são ferramentas de trabalho em si. Nós podemos ajustar, eventualmente, algum reembolso de despesa, mas, de novo, passa pela negociação e passa pelo ajuste no contrato, no aditamento em si. Mas, se o empregado precisa dessas ferramentas e não tem condição de adquirir, não tem condição de dispor e a empresa, por sua vez, também não lhe oferece, o empregado continuará recebendo salário, mesmo sem trabalhar, porque esse período de inatividade em razão da falta desses equipamentos será considerado um tempo à disposição dele, empregado, para a empresa. Sobre esse desembolso de gastos que você citou há pouco, a questão da energia elétrica pode entrar, o trabalhador pode reclamar com a empresa? Olha, meu computador ficou ligado 10 horas, algo que se eu estivesse na empresa não estaria, a luz do meu escritório ficou ligada, os gastos extras que ele teve neste sistema, ele pode entrar em acordo com a empresa ou não? Pode, pode sim, a legislação permite isso. Então, esse tipo de reembolso de despesas, todos esses itens que você fez menção, podem compor um pacote, um valor mensal, que é pago pela empresa ao empregado para fazer frente a isso, se entenderem que é realmente necessário. Pensando em um cenário agora sem pandemia A vacinação avançou, a gente conseguiu aí vencer o vírus Dois trabalhadores que exercem a mesma função Um trabalha de casa e o outro trabalha na empresa Eles obrigatoriamente precisam ganhar o mesmo salário Ou por conta do local, às vezes do vale-transporte, de alguns benefícios Traz alguma diferença na renda Eles exercem a mesma função, têm o mesmo tempo de casa, mesmo salário, pode haver diferenças? Se eles estiverem em situações similares em si, com condições que a legislação trata da equiparação salarial, eu vou me imaginar que nós dois trabalhávamos juntos, em determinado momento, em razão da pandemia, nós fomos trabalhar em casa e, num segundo momento, a empresa pediu para que eu retornasse e você ficasse trabalhando de casa. Nessa situação específica, não há o que se falar na diferença de salário, de benefício. Você vai, óbvio, vai ter uma situação, se eu precisar do vale-transporte, eu vou receber pelo vale-transporte para fazer o deslocamento até a empresa, e você que está trabalhando de casa, não me parece fazer nenhum sentido receber por isso, porque isso viabiliza chegar agora. Dentro desse exemplo que eu te dei, não faz sentido haver diferenças de salário e benefício. Em mais um cenário de algo que já aconteceu, quero saber se entra também na questão daquele gasto extra lá. Questão de conexão de internet, né? A empresa que pedir para o trabalhador, caso tenha algum problema na conexão, que esteja complicado este trabalho. A empresa pode exigir que ele tenha uma conexão melhor e aí pode haver, então, essa combinação do funcionário com a empresa para que consiga um valor a mais, para ele melhorar as suas condições de trabalho? Eu entendo que sim, eu entendo que sim. Então vamos imaginar que você tenha um empregado que mora em uma chácara e que por uma questão de infraestrutura ele não tenha disponibilidade, vários prestadores de serviço, várias operadoras, fique restrito a uma determinada operadora que não atende na expectativa que aquele empregado imagina. Se ele observar e encontrar uma outra alternativa, Nada impede que ele proponha isso à empresa para efeito de consenso, de buscar um acordo para fazer frente a essa despesa adicional. Tá. Leonardo, o mundo inteiro está vivendo essa situação de pandemia, né? Em outros países, este modelo também adotado, o sistema híbrido, também tiveram que acontecer adaptações na legislação? Tem alguns exemplos que você pode dar para a gente? Você sabe que até o projeto de lei que tramita no Congresso O projeto de lei 4931 de 2000 do deputado Pedro Paulo do DEM do Rio de Janeiro Dentro das justificativas do projeto dele, ele usa o direito como parado de Portugal, da Espanha E até um quadro da União Europeia também Essa é uma situação que todo mundo viveu Você tem peculiaridades e particularidades de certos países que precisam ser acomodados, mas o fato é que o mundo inteiro está trabalhando nesse sentido de viabilizar o home office de novo, por conta dos ganhos que todos tiveram. Você tem que ter uma preocupação muito grande relacionada à questão da conexão, à questão do engajamento, do comprometimento, evitar que os empregados percondenem, Mas isso tudo que nós experimentamos nesses últimos 16, 17 meses, foi algo que transcendeu tudo aquilo que as empresas imaginavam. Então, como é um caminho sem volta, inúmeros países realmente trataram desse tema e vão evoluindo à medida que vão se deparando com algumas questões específicas. Então, isso acaba sendo uma realidade planetária mesmo, global. Sobre essa questão do funcionário com o DNA da empresa, para a gente poder encerrar, você entende que um dos maiores desafios no home office, ou mesmo nesse sistema híbrido, é que mesmo de casa o funcionário se sinta parte da empresa, que ele mantenha as relações com outros funcionários, porque sempre um vai precisar do outro e a distância, às vezes a comunicação pode se perder. Esse é um desafio que a gente vai ter que aprender a lidar? Sim, sim. Eu acho que esse é um desafio grandioso para os gestores, para os departamentos de recursos humanos, de forma que essa integração, interação e convivência, ainda que remota, não faça com que os empregados se sintam enfermos, se sintam isolados, distantes, e até para que realmente não percam esse DNA, como você fez bastante menção. Então, imaginar que empregados que foram recentemente admitidos e que vão entender como é a dinâmica da empresa, como fazer com que eles se sintam parte integrante da companhia. Esses são pontos realmente chave para que a organização consiga manter o teletrabalho, seja integral, seja de maneira híbrida, omissa, como a gente tratou ao longo do programa, justamente para que você consiga, no final do dia, no final do ano, entregar os resultados que as empresas esperam atingir. Leonardo Bertanha, advogado trabalhista, muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo Todas as informações que você passou aqui para a gente, de grande valia para a gente poder entender este sistema híbrido Uma nova forma de trabalho, tanto para as empresas quanto para os trabalhadores Já fico convite aqui para uma próxima oportunidade para a gente poder sempre voltar a conversar porque este é um assunto que a legislação sempre vai se adaptando às necessidades da sociedade. Obrigado, Gabriel. Agradeço o convite e fico à disposição de vocês. Forte abraço e fiquem bem em segurança. Nós aqui agradecemos, então, a presença do Leonardo Bertanha aqui no nosso Câmara Total. Olha só, meio-dia e 38 agora, véspera de feriado e, excepcionalmente, nesta quinta-feira, ele veio. Rubens Morelli vem chegando com todas as dicas de lazer e entretenimento para você. E ainda tem uma entrevista com um casal que gosta de colocar mais cores no mundo. É o Cultura Total chegando aí na sua tela. Oi, oi, oi, bom dia, uma boa tarde e também uma boa noite para você que está sempre aí, né? Véspera de feriado e a gente está como, hein? Eu estou aqui trabalhando para trazer as dicas de lazer e entretenimento para você poder curtir este fim de semana, este feriado, ou pelo menos aquele intervalinho dedicado para a curtição. Então, bora lá, né? Roda a vinheta. A gente sempre começa com as notícias quentinhas da semana E o feriadão já é bom para passear com a família nos parques municipais de Campinas, não é mesmo? E o Bosque dos Jequitibás vai receber no sábado e no domingo a Feira de Orquídeas e Suculentas para apreciação dos visitantes. A feira contará com orquidários de Campinas e também de outras cidades aqui do estado de São Paulo. Inclusive com a venda de plantas e também dicas dos profissionais para você cuidar bem do seu jardim aí na sua casa. A feira funciona das 9 da manhã às 5 da tarde lá no Bosque dos Jequitibás com entrada gratuita. Mas você também pode doar um quilo de alimento não perecível que será destinado ao Banco de Alimentos de Campinas. O projeto cultural Oficinas de Música Caipira da Escola Estadual Francisco Barreto Leme do Distrito de Joaquim Egídio vai realizar uma live neste sábado para apresentar ao público dois vídeos com composições marcantes da música caipira. Xalana e Chico Mineiro Os alunos da escola Tem aulas regulares De violão e também de viola caipira E a apresentação deste sábado Marca o fim do primeiro semestre Desse projeto cultural Tão bacana pro pessoal lá do distrito Pra acompanhar Você deve acessar a página do Youtube Da Direção Cultura Que é responsável pelo projeto A transmissão começa Às 5 da tarde, então não vai perder E outra dica bacana para o fim de semana é o Teatro Oficina do Estudante Iguatemi. E a gente já falou aqui, né, que o teatro já reabriu as portas na semana passada para ter os shows de stand-up. E nesta sexta-feira, o humorista Afonso Padilha apresenta o seu show solo. No sábado, tem também outra apresentação do Diogo Almeida com Vida de Professor 2. E no domingo é a vez de Emerson Ceará, com o espetáculo Sem Freio. Vale destacar que o teatro está com capacidade reduzida para respeitar as medidas sanitárias, então é bom correr para garantir os ingressos antecipadamente lá por meio do site ingressodigital.com ou também na bilheteria do próprio teatro lá no Shopping Iguatemi. E para você ficar por dentro da programação do mês e também os horários das peças, Vale acessar o site teatrooficinadoestudante.com.br É, e chegou a hora do nosso bate-papo semanal. Toda semana você sabe aí de casa. A gente sempre traz um convidado bacana para conversar com a gente. E dessa vez nós vamos trazer mais cores para a sua vida. Esse colorido é sempre bacana, né? E isso porque as cores fazem parte desse casal bacana que está aqui comigo. o Rogério Pedro e a Luciane Moreira, eles que são artistas e tem o estúdio ROLU, que é bem conhecido aqui de Campinas e até internacionalmente. Tudo bem, Luciane? Tudo bem, Rogério? Obrigado pela presença. Olá, tudo bem? Oi, tudo bem e vocês? Obrigado pelo convite. Tudo bem, graças a Deus. E assim vamos, né? Essas cores fazem parte da vida de vocês. O que significa para vocês ter as cores no dia a dia? Cara, a gente, a cor está muito relacionada a estado de espírito, a gente vive num mundo hoje muito complicado, e muitas vezes o nosso suplemento nos pede que seja feito um trabalho bem colorido, Nosso trabalho começou assim, né? Começou a trabalhar com muita cor e isso é um requisito do nosso trabalho. É, viver com cor é a parte mais legal da história, né? Além de viver no colorido, a gente tem a oportunidade de expandir essa alegria para as pessoas. É, e é bem esse sentido mesmo. Aliás, essa alegria de vocês, vocês se conheceram na Faculdade de Artes, foi isso que aconteceu? Conta aí um pouco, Luciane. Foi isso, a gente se conheceu na FUC, nós iniciamos o curso em 96, o Rogério em 96, eu em 97, e a gente se conheceu lá na Faculdade de Artes Plásticas e já começou, o rolu já começou daí para frente, né? Muito bom, juntaram as tintas aí, vamos dizer assim, juntaram as tintas. É, juntamos. E a criatividade. A gente teve algumas outras experiências, né? Teve um estúdio de design gráfico, com ele, e o estúdio rolou, ele está há uns 10 anos, né? E ele é, a gente focou nosso trabalho para a arte mesmo, para a criação de arte. Então, ele foi tomando mais forma como um instituto de arte 10 anos para cá. E vocês têm esse trabalho com pintura, com ilustrações, mas também tem pinturas de muros, enfim. Virou tão amplo o trabalho de vocês e o reconhecimento também veio na mesma proporção, né? Vocês acabaram participando de projetos, inclusive internacionais, nos Estados Unidos, na Europa. Como é que foi esse boom, esse start que deu tudo isso? A gente sempre curtiu essas vertentes, ilustração, pintura, quadro, muralismo. Hoje o estúdio é bem diversificado, nosso trabalho é bem diversificado. A gente consegue atender uma campanha publicitária, a gente vai criando artes digitais, a gente tem uma produção de telas, isso é uma demanda grande para a gente. E os murais é o momento que a gente expande para grandes formatos E a gente consegue fazer tanto trabalhos autorais como da Arautos Quanto trabalhos que são contratados E o mural, para a gente, é como se fosse uma tela amplificada As artes urbanas, tanto o grafite como os murais eles estão num momento que a comunicação que está sendo feita por eles está sendo muito bem vista. E vem uma moçada nova aí, cada vez trabalhando mais na criatividade, no desenvolvimento desse trabalho. Inclusive o pessoal aqui de Campinas viu, desde o início do ano, um novo mural ali na Praça Arautos da Paz. na verdade, uma renovação do mural que já tinha sido feito por vocês mesmo. Vocês renovaram o trabalho lá e deu um outro significado ali para aquela praça. Gostaria que vocês contassem um pouco a respeito desse projeto, vocês tiveram que subir em guindaste, teve a autorização da Secretaria de Cultura, enfim, para poder concluir, como é que foi esse processo? A gente, aquele, o primeiro mural foi feito, você lembra? 2014, né? 2014, 2015. A arte urbana, ela é efêmera, né? A gente fala, o tempo, né? Ação, tinta exposta ao tempo, né? Então, o trabalho pode durar dois anos ou sete anos, depende muito do clima. E ali já estava, esse trabalho já estava desgastado por tempo, acho que desde o tempo para cá, e a gente já estava passando e querendo refazer. Como ali é um trabalho nosso, totalmente autoral, ou seja, todo investimento a gente está fazendo, e às vezes esses trabalhos não ficam baratos, do tamanho, a gente foi atrás de conseguir, a primeira versão foi feita com o Andami, aí a gente já está meio senhorzinho agora, meio cansado, conseguimos o apoio de uma empresa de plataformas e isso facilitou muito o nosso trabalho. Então, a nossa ideia era refazer o mural e, nesse tempo que o trabalho ficou desgastado, o nosso trabalho teve uma transição. O primeiro foi feito com spray, desde técnica até o estilo, as cores que a gente usou. Então, o primeiro foi feito com outro tipo de material, aqui tinha os outros tipos de parede, o estilo do desenho foi um pouco diferente, mais flat, mais chapado, as cores. Então, a gente teve ali quatro dias, ou três, quatro dias, de trabalho, desde... Nós pintamos por cima do antigo e a gente teve a ajuda do tempo, que não choveu, conseguimos fazer o trabalho inteiro sem ter que parar no meio. E foi um presente para a cidade. Nós tivemos a autorização da prefeitura e a presença da secretária de cultura no domingo, que foi o dia que nós finalizamos, e a gente refez o trabalho para a gente, é um presente, é uma marca, é um presente para a cidade, para uma área que a gente gosta muito, que é a Lagoa, onde tem todo tipo de gente, de galera, de tribo, a gente vê dança, skate, bicicleta, patins, esportista, É uma galera de todas as tribos, né? E aí a gente acha legal ter arte urbana e se rir desse contexto. Na nossa cidade, né? Por onde passa todo mundo ali, os jovens, as crianças, esportistas que vão passear. É um ponto de encontro, né? Dos Campineiros. Claro, e é um lugar muito legal. E um outro ponto de encontro muito famoso, só que não em Campinas, Mas em São Paulo também ganhou uma obra especial do Rogério e da Luciane, lá no elevado Costa e Silva, ao lado do elevado, um prédio de 13 metros, um mural, 13 andares, inclusive com homenagem ao Carlinhos Brown, que está ali presente também. Como é que foi esse processo especificamente, para poder, esse trabalho em conjunto aí? De chegar lá, esse trabalho aparecer ali. A gente costuma brincar que o trabalho do Arauz foi um esquenta do trabalho do Minhocão, porque a gente fez logo em seguida, logo que a gente terminou o trabalho do Arauz, a gente foi para o preço do Minhocão, foi para o prédio. Foi o nosso primeiro prédio. Esse trabalho foi e faz parte de uma amostra, que é uma amostra brasileira, foi uma amostra onde são seis prédios, em que vários artistas participaram. Nós fomos um dos artistas convidados pela amostra para fazer uma das antenas e o estúdio Rolú convidou o Carlinhos Brown para participar. A nossa ideia foi construir uma arte que pudesse dialogar com a natureza, com uma mensagem que pudesse despertar nas pessoas uma mensagem sobre cuidado com a natureza. E a gente encontrou na música do Carlinhos Brown essa mensagem. Então, nós convidamos ele para... pedimos a autorização e convidamos se ele gostaria de participar com a imagem dele. Nós íamos fazer um retrato dele, utilizar uma letra, uma frase de uma música. Ele, lógico, aceitou na hora esse convite, ele esteve lá no início do trabalho, e para a gente foi uma experiência inédita, primeiro prédio, Primeiro trabalho em Balancinho, então tudo ali foi novo, a gente nunca tinha feito trabalho com essas direções. No Minhocão, foi uma estreia, nossa primeira empena estreando no Minhocão, um lugar que... São Paulo, que é o palco nacional das empenas, né, Dércio? São Paulo é a cidade no mundo com o maior número de grafites, a capital mundial do grafite. E é sensacional o fato de ter revitalizado aquela área que por tantos anos foi tão degradada. Sim, sim, ali existe um projeto, ali, né, e o Melcão hoje ele já já quiseram demolir, já quiseram fazer várias coisas ali e existe um projeto de virar um parque, né, então, hoje o Melcão já não funciona a partir das oito horas, já é fechado, e aos fins de semana, né, sábado e domingo, ele já é fechado para os carros e aberto ao público. Então, existe uma ideia de de ser um parque permanente ali. É um tipo de trabalho que vem crescendo muito em São Paulo. Então, as pessoas estão atentas aos lugares, onde é que eu posso fazer, onde é que eu posso pintar. E lá a gente já sabe que existem mais de 100, acho que 150 prédios com a possibilidade de empenho, naquela região do Parque do Campão. Estão disponíveis, mas não existe ainda uma arte. Então, tem muito lugar a ser explorado para ser pintado. E vira uma grande exposição a céu aberto. E é muito legal você ver essa arte estando ali. Céu aberto, é. Exatamente. É interessante porque durante o dia, todo aquele trânsito, né? As buzinas, os carros, o pessoal passa e mexe com a gente que está lá em cima. E aquele vucu-vucu do trânsito, depois a noite fecha e vem uma outra galera, né? E se transforma assim o local. fecha, não passa mais carro e aí é família é gente correndo, fazendo esporte e um monte de gente de novo então daí é um trânsito só de pessoas mesmo lugar assim se transforma São Paulo aquela cidade grande de repente abre um corredor, um minhocão para as pessoas poderem ali se exercitarem curtir as antenas é um trabalho bem legal que o pessoal está fazendo ali das amostras E tem um movimento, uma ideia grande de fazer o Minha Pão virar um highline de artes. E aqueles primeiros andares ali também, o pessoal tem estudo de violino, tem escola de moda. Então, está ficando um lugar bem interessante lá. Vou ser sincero, na época em que eu morei em São Paulo, eu morava ali próximo, no bairro Santa Cecília. E eu sentia falta justamente disso, dessa cor mais viva naquela região. Eu peguei até o comecinho do projeto de transformar o Minhocão em um espaço de lazer, mas logo voltei para Campinas e acabei perdendo a oportunidade, vamos dizer assim, de ver a obra de vocês. E vocês fizeram também um vídeo a respeito desse projeto para poder gravar na história de vocês e até exibir para o resto das pessoas um vídeo do Rafael Felizbino. E a gente tem um trecho aqui, separou um trechinho para mostrar um pouco desse trabalho lá no Minhocão do Estúdio Rolô. Olha aí. É, a gente está aqui conversando com o Rogério Pedro e com a Luciane Moreira, que estão aqui conectados via aplicativo, porque é essa a nossa possibilidade nesses dias. E a gente estava falando dos murais e das pinturas e de tudo mais, Só que eu queria também tratar de uma questão um pouco mais, talvez, delicada, do meu ponto de vista, que é a ilustração de livros. E vocês têm um projeto também recente, o livro Olimpo Tupiniquim. Eu queria que vocês comentassem a respeito desse livro aí. Tem um na mão, né, Rogério? Tem um na mão, em primeira mão, está aqui. Legal você falar desse projeto, porque esse projeto ficou pronto agora. O livro foi selecionado com a Bienal na Eslováquia e nós estamos representando o Brasil lá com mais 14 projetos. Então, a gente está bem feliz, o livro mal saiu e a gente já está lá fora mostrando ele, sendo escolhido para mostrar a nossa cultura. E esse livro é muito bacana, porque essa vertente que eu falei de ilustração, A gente vem trabalhando nesse projeto já há três anos. Três anos acontece muita coisa num projeto. A gente depende de muitos fatores, de patrocinadores, profissionais. E agora ele ficou pronto e a gente conseguiu fazer um livro onde a gente fala sobre. São 23 contos. Ele foi escrito pelo Magela Moreira. São 23 pontos do folclore Numa linguagem atualizada E onde eu ilustro esses pontos Então eu tive que aprender um pouco sobre folclore Vários personagens que eu não conhecia ainda A gente tem o prefácio do Carlos Brown Que fez um poema para a gente Para o livro E a gente agora conseguiu finalizar e a gente está feliz que vai lançar esse livro foi feito com lei de incentivo por enquanto, essa primeira edição não é uma edição para venda não tem disponível em livrarias ele foi já toda a edição foi comprada por duas empresas para ser distribuída, ele vai ser distribuído no Candeal, em instituições escolas públicas, bibliotecas toda tiragem que ele tenha é destinada para essas situações, e a gente já está negociando uma segunda edição com uma editora, e aí nós vamos ter a possibilidade de venda para quem estiver interessado em comprar, e a gente tiver oportunidade novamente, a gente manda para vocês e fala onde é que tem disponível para compra, enfim, a gente tenta fazer com que a criançada leia um pouco mais, isso é muito importante para a formação do indivíduo, a leitura, o conhecimento da cultura, a ilustração. Eu comecei a gostar muito de arte por causa de livro, por causa de gíria. Então, isso me fez ir para esse caminho. A cultura sempre agrega. E só para a gente encerrar, Luciane, a arte é um privilégio ou seria um direito de todo cidadão? Vamos encerrar com tudo. E aí? Poxa, é um direito de todo cidadão, né? E é um dever nosso de passar isso para frente, com muito carinho, com muito orgulho. Muito bom, muito legal. Muito obrigado por essa entrevista. O pessoal que quiser entrar em contato com vocês, conhecer um pouco mais da arte de vocês, quais são os canais oficiais aí do Estúdio Rolô? Tem o nosso Instagram, estúdio Rolú, tem a nossa canal do YouTube e tem o meu site, que é o rogeriopedro.arte.br. A gente agradece a oportunidade desse bate-papo, poder mostrar o nosso trabalho. É isso. É, obrigada. Nós é que agradecemos aqui de ter a oportunidade de entrevistar artistas tão talentosos aqui de Campinas, de Campinas para o mundo, né? Muito obrigado mais uma vez, Luciane e o Rogério. E para você que está aí em casa procurando ainda algumas dicas para esse fim de semana, eu separei algumas para você, olha só. É hora de conferir as estreias dos filmes desse fim de semana. A começar pelo mais esperado de todos. Viúva Negra entra em cartaz nos cinemas de todo o Brasil nesta quinta-feira e amanhã também pela plataforma Disney+, com valor extra para os assinantes que querem ter o primeiro acesso no conforto de casa. No filme, a heroína do universo dos Vingadores tem de revisitar o seu passado para desvendar uma conspiração. Viúva Negra estreia então nos cinemas e também na Disney Plus nesta sexta. Na Netflix estreia A Rua do Medo 1978, que é o segundo filme da trilogia que foi lançada na semana passada. A escola entrou em férias e as atividades do acampamento Nightwish estão ganhando ares dramáticos. A Rua do Medo 1978 estreia nesta sexta na Netflix. E se você gosta mesmo dos filmes de terror, vem aí a Invocação do Mal 3, A Ordem do Demônio. Neste novo capítulo, os investigadores paranormais Ed e Lorraine vão estudar o caso de um assassino que teria sido possuído por um demônio. A Invocação do Mal 3 estreia nesta sexta na HBO Max. É isso aí, moçada. Por hoje é só. Deixe a sua mensagem para a gente no WhatsApp da TV Câmara. O número é esse que está aí na tela, ó, 19-978-29-3776. Muito obrigado pela sua companhia. Até a próxima. Tchau. Para você também, hein? Tchau. Hora de falarmos sobre o Campeonato Brasileiro da Série B, porque amanhã no feriado é dia do Bugri entrar em campo diante do Londrina fora de casa. Já está aqui na minha tela, então atenção torcida Bugrina, porque amanhã sexta-feira, 7 horas da noite, tem duelo contra o Londrina no Estádio do Café. Lembrando que o Bulgri vem de uma vitória importante diante do Brusque, 4 a 1, uma vitória sem contestações. O Guarani, neste momento, é o oitavo colocado com 13 pontos. A primeira equipe do G4, G4 é aquele grupo dos quatro primeiros times que conquistam o acesso à primeira divisão do futebol brasileiro, tem 17. O Guarani, ele tem 13. Então, com essa vitória, aproxima deste grupo que conquista o acesso. Já o Londrina, adversário de amanhã, está desesperado, está na zona de rebaixamento. O Londrina, que tem apenas uma vitória na competição, tenta a reabilitação diante do Guarani. O Bugri, o técnico Daniel Paulista, tem a volta do zagueiro Tales, deve fazer essa dupla com o Ronaldo Alves. O Carlão deve continuar de fora, no restante deve ser a mesma equipe que venceu a equipe do Brusque. E claro que na segunda-feira, se tiver gols, a gente mostra aqui no nosso Câmara Total este duelo entre Londrina e Guarani. Vamos fazer o seguinte, uma hora e quatro minutos, vou chamar mais um intervalo para você que está nos acompanhando, nós estamos ao vivo nesta quinta-feira. Nós temos muitos assuntos para abordar ainda, tem o nosso quadro de educação, tem culinária, tem chefes na quarentena, então não saia daí. Uma pesquisa do IBGE apontou que mais de 4 milhões de estudantes da rede pública de ensino não possuem acesso à internet. Qual seria a alternativa nesse caso? Este é o tema de hoje do quadro De Olho na Educação. Bom, é o quadro de Olho na Educação aqui na tela da TV Câmara Campinas. Olha, mais de 4 milhões de estudantes da rede pública estadual não têm acesso à internet de acordo com o IBGE. É um tema bastante importante, por isso a gente vai conversar aqui com o Ismael, que é doutor em educação. vai bater um papo conosco para falar a respeito desta situação. Tudo bem, Ismael? Olá, como vai? Prazer estar conversando com todos os seus telespectadores. Muito obrigado, o prazer é todo nosso, Ismael. Para falar um pouco a respeito desta situação, é um número realmente que impressiona, mais de 4 milhões de estudantes da rede pública estadual que não têm acesso à internet. Sim, esse número assusta, porque hoje a gente sabe e tem certeza de que a internet é uma ferramenta que dá acesso ao mundo. Então, quando eu estou alijado deste acesso, é como se eu estivesse distante de todas as coisas que estão acontecendo, de todas as informações. Isso faz com que essas crianças estejam muito distantes das outras que têm acesso, equipamento e assim por diante. Então, a distância social que isso gera é incrível. Isso é um passivo muito negativo para a nossa sociedade. Bom, e chama mais atenção ainda, principalmente nas regiões norte e nordeste, né, Ismael? Eu gostaria que você falasse um pouco a respeito disso, porque nessas regiões tem menos ainda acesso os estudantes, né? É, quando o Estado brasileiro opta por fazer o processo de aulas remotas através da internet, que é exatamente o que está acontecendo agora com a pandemia, Nós temos nos estados mais distantes, nas populações mais carentes, um problema muito sério, porque eles não têm acesso à internet, consequentemente, eles estão sem aula, literalmente sem aula durante este ano, quase ano e meio. Quando o Estado opta por usar a internet como ferramenta para levar a informação para os estudantes, o Estado deveria levar em consideração que esse número é um número bastante alto e tentar procurar alternativas, alternativas que existem. Não precisa ser necessariamente o uso da internet para que eu tenha, então, aulas remotas. Eu posso usar a televisão e nós temos uma quantidade muito grande de TVs estatais no Brasil. Eu poderia usar o rádio, que também tem uma penetração muito grande em todas as comunidades, até as comunidades mais distantes. Mas quando se opta por o uso da internet como a ferramenta para fazer educação no Brasil, nós temos um problema muito sério e parece que isso não está impactando os governantes da maneira como deveria impactar. Pois é, então para a gente informar aqui direitinho, olha só, no norte do país eu anotei aqui 38,4% apenas das residências da zona rural tinham acesso à internet e no nordeste o percentual era de 51,9%. Portanto, realmente é algo que impressiona e chama muito a atenção. Então, como disse o Ismael agora para a gente aqui no quadro de Olho na Educação, a única saída, então, seria a utilização do rádio e da televisão nesses casos, Ismael? Sem dúvida, porque se nós temos uma situação, que é uma situação de barreira, barreira de acesso, esse é o termo correto, barreira de acesso, nós temos essa barreira e essa barreira não se resolve, a não ser com um investimento muito grande para que realmente essas comunidades possam ter acesso à internet. Então eu tenho que procurar uma alternativa, eu não posso simplesmente olhar para este número e ficar de braços cruzados, eu deveria ter olhado para esse número antes até de optar por esta ferramenta para poder construir esta relação de ensino e aprendizagem. Então, eu tenho que procurar as alternativas. Essas alternativas já são aplicadas em vários países do mundo, porque esse fenômeno de não acesso à internet não é um problema só do Brasil. Nós temos outros países que também se encontram numa situação como essa. Posso citar para vocês o México, por exemplo. No México, as populações mais distantes dos grandes centros também não têm acesso à internet. E eles optaram pelo rádio. Por quê? Porque o rádio chega, porque nós temos uma quantidade no mundo todo, principalmente no Brasil, de rádios que são rádios comunitárias e que funcionam muito bem, elas atendem as comunidades. E se eu fizer um programa para que realmente, em um determinado horário, as crianças, os adolescentes tenham essa informação pelo rádio, sendo que o material escolar pode chegar através do correio ou através da própria escola, então a secretaria manda o material para a escola e as crianças retiram na escola, então eu teria esse problema sanado. Mas isso é algo que é muito sério, a gente tem que olhar para isso com muita atenção e se preocupar com isso, isso tem que vir para a pauta das nossas conversas. E eu quero parabenizar vocês por terem pautado esse tema tão importante. Legal, bacana, Ismael. Agora, o Brasil é certamente um dos países no mundo que tem o maior número de emissoras de televisão reguladas e tudo mais. Como que fica a distribuição de informações para as escolas públicas utilizando essa plataforma, Ismael? Então, eu só quero voltar num aspecto antes de te responder, André, porque nós temos também um problema muito sério aqui no Brasil, que não é só o problema do acesso através das redes, dos wi-fi, etc. Nós temos também aqui no Brasil um problema muito sério dos equipamentos para que as crianças e os adolescentes e jovens possam acessar estas informações. Então, quando nós temos esses números, André, em que a gente chega em 4 milhões de alguma coisa, de crianças em idade escolar que não têm acesso à internet, se nós levarmos em consideração aquelas famílias que têm um telefone celular, e normalmente os telefones celular pré-pago, e nós temos nessa família três, quatro, cinco crianças para fazer o acesso dessa informação, esse número quase quadruplica, nós chegamos a perto de 20 milhões de crianças em idade escolar sem acesso à informação. Então, assim, o número é mais crítico, porque nós temos a barreira do sinal e nós temos a barreira do equipamento, porque um telefone pré-pago, ele não consegue acessar de maneira adequada todas as aulas que são transmitidas. Ele não consegue gravar, as crianças não conseguem assistir no segundo momento. E, às vezes, as crianças ficam disputando um telefone. Então, a gente tem que levar em consideração esses dois aspectos. Eu coloco isso para responder a sua questão, de que maneira é possível a gente usar as TVs e as rádios? A partir de um planejamento. Um planejamento que teria que ser centralizado, certamente, ou um centralizado em termos de país, que é o ideal que aconteça, onde nós teríamos uma programação que fosse uma programação única. Então, vamos pensar, aula de língua portuguesa para a sétima série iria acontecer às terças-feiras, das duas da tarde às três da tarde. Então, todas as crianças do Brasil, independente do fuso horário, um pouco antes ou um pouco depois, elas abririam as suas apostilas que receberiam pelo correio ou retirariam na própria escola e ligariam o seu aparelho de rádio, que certamente existe, porque o radinho de pilha, como eu disse, existe em qualquer comunidade, isso é uma realidade. E elas teriam oportunidade de ouvir aquela aula, ouvir a explicação do professor, existe toda uma técnica para eu construir uma lógica usando o rádio. No Brasil a gente já fez isso, no Brasil isso já aconteceu em outras épocas, eu tenho que lembrar aos seus telespectadores que existiu no Brasil uma coisa chamada telecurso, E que muita gente foi, inclusive, capacitada para ter o seu diploma do ensino médio, na época do colegial, ou da oitava série, como era chamado antigamente, através do telecurso. Então, se isso funcionou lá atrás, no momento de pandemia, nós poderíamos retomar, inclusive, coisas que já foram comprovadamente feitas e com resultados positivos. Então, é uma questão de vontade política, essa é a minha opinião. Nós tínhamos que olhar para isso com um pouco mais de atenção. Com certeza, até porque, Ismael, do ponto de vista de políticas públicas, o Brasil está muito atrasado nessa questão que envolve toda essa situação de internet, de ensino híbrido e tudo mais. A gente está muito, muito atrasado. É, e mesmo para aquelas comunidades, André, que possuem internet, nós temos uma terceira barreira. A primeira é o sinal, a segunda barreira é o equipamento e a terceira barreira, inclusive, é a capacitação dos professores. Porque os professores foram pegos de surpresa, os professores estavam acostumados a trabalhar presencialmente e de uma hora para outra eles foram levados a trabalhar através de uma plataforma, que é o notebook, o computador, o telefone celular, não importa. E se deu muito pouca importância à capacitação do professor, porque você, como uma pessoa de imprensa, sabe que a linguagem no presencial é completamente diferente da linguagem que é permeada, mediada por uma plataforma. Quando você fala na televisão, você tem uma linguagem diferente daquela que você fala presencialmente. E o professor aprendeu a dar aula presencialmente. Quando ele se vê frente a frente a uma câmera, exigindo que ele trabalhe todo o seu conteúdo de uma maneira diferente, ele não está preparado para isso. Foi herói e eu aplaudo todos os professores do Brasil todo, aí da região também, que eu sei que houve um esforço muito grande dos professores para que pudessem fazer uma entrega de qualidade para todas as crianças e adolescentes, mas a realidade é que eles ainda estão tentando fazer uma entrega dentro de um padrão que a mediação por uma câmera exige. E isso realmente não é tão fácil assim. É necessário aprender e eles não foram ensinados nesse sentido. Bom, estamos conversando com Ismael Rocha, que é doutor em educação, a respeito deste tema tão importante, não é? É por isso que a gente abriu esse espaço, porque é certamente um assunto que interessa muita gente, são números que impressionam. O próprio Ismael falou que esses 4 milhões, eles chegam a 20 milhões de estudantes que não têm acesso à internet, porque, na verdade, fica sem o equipamento também. Então, essa é uma questão que precisa, logicamente, ser avaliada com muito carinho pelos governantes do Brasil. Alguma coisa que você queira falar para encerrar? Alguma coisa que talvez eu tenha deixado de perguntar, Ismael? André, eu quero só agradecer a oportunidade e pedir para que os seus telespectadores coloquem na pauta da conversa na hora do almoço, na hora do jantar, com os amigos no final de semana, o tema educação. A gente precisa trazer o tema educação para dentro das nossas casas, para que a gente possa realmente caminhar como uma nação para algo que seja realmente diferenciado daqui para frente. Temos esta oportunidade. A pandemia cria também uma oportunidade para a gente, que a gente fale de educação de uma maneira um pouco mais caseira, ou seja, que isso faça parte da nossa realidade. Porque um país, ele só consegue progredir, ele só consegue subir alguns degraus se ele tiver uma boa educação. E essa não é uma responsabilidade só dos governantes, também é uma responsabilidade nossa. Nós temos que falar sobre isso, exigir que haja realmente uma educação melhor, promover, acompanhar os nossos filhos. Então, a gente tem que ter um trabalho aí que seja um trabalho coletivo. Esse é o meu recado final para todos os seus telespectadores. Vamos falar sobre educação no nosso dia a dia. É, boa dica, né? E a gente abre esse espaço, tanto que o quadro, o nome do quadro é De Olho na Educação. É de tão importante que é esse último recado que você passou para os telespectadores. Muito obrigado, Ismael. Um abraço a todos. Obrigado. Valeu. Então é isso, pessoal. Até a próxima oportunidade aqui no quadro de Olho na Educação. Tchau. Estamos chegando ao fim da semana e o panorama permanece o mesmo, não muda. Sol aparecendo durante todo o dia, sem muitas nuvens e nada de chuva nesta sexta-feira, no feriado de 9 de julho, portanto, segue a estiagem aqui na cidade de Campinas. Vamos às temperaturas então, já estão aqui na minha tela, olha só, amanhã é sexta-feira, 9 de julho, mínima de 11 graus, essa mínima acontece no início da manhã e também à noite, lembrando sempre da sensação térmica que pode ficar entre 10 ou até 9 graus, só que ao longo do dia a temperatura vai subindo e a máxima pode chegar aos 25 graus aqui na cidade de Campinas. Olha só, em novembro ocorre a COP26, que é a Conferência das Nações Unidas sobre o Clima, um evento que será em Glasgow, na Escócia, com a participação de dezenas de países com um único objetivo, apresentar soluções para diminuir a emissão de gás carbônico na atmosfera e evitar o aumento da temperatura global. O Brasil é um dos membros, mas os desafios são grandes e agora falta pouco tempo. Este é o tema de hoje do quadro Giro Ambiental com a nossa repórter Mariana Meira. Olá, o mundo se prepara para um dos eventos mais esperados na agenda internacional de meio ambiente. A Conferência das Partes sobre a Mudança Climática, a COP26. Ela está marcada para novembro e vai reunir os 195 países que assinam o Acordo de Paris em um encontro de 12 dias para estabelecer novas metas e estratégias capazes de frear o aumento das emissões de gases de efeito estufa e, consequentemente, reduzir o aquecimento global. Em abril já houve um preparativo para essa conferência, que foi a Cúpula do Clima, um evento online devido à pandemia, mas o que aconteceu ali com o Brasil especificamente reforça o que a gente já vinha acompanhando há um tempo, um ceticismo das demais nações perante as propostas anunciadas pelo governo federal, que já haviam sido enviadas em dezembro de 2020 à ONU e foi avaliada por cientistas do Observatório do Clima como, abre aspas, insuficiente e imoral. E o tempo está correndo para que novas ações sejam desenhadas e decisivas contra o que a própria ONU define como emergência climática e que o Fórum Econômico Mundial define como cataclismo antes que seja tarde demais. Ou seja, 2021 já é um ano complicado de crise de saúde pública por conta da pandemia e também agora um ano emblemático para as políticas ambientais do Brasil que estão em xeque. Professora Ana Maria Helminski de Ávila, bem-vinda ao Giro Ambiental. Olá, é um prazer. Seja bem-vinda. Para quem não conhece, a Ana Maria é pesquisadora do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas aplicadas à Agricultura da Universidade Estadual de Campinas. E é a nossa entrevistada de hoje para falar desse tema que é particularmente essencial, muito importante. Vamos entender aqui antes de mais nada. Até o fim de 2020, 75 signatários, nações signatárias, submeteram à ONU suas contribuições nacionalmente determinadas, que são as NDCs, na sigla em inglês. O que são as NDCs? São documentos em que os governos especificam quais metas e medidas pretendem implementar a curto, médio e longo prazo para contribuir com a queda dos impactos ambientais do aquecimento global. E foi nessas propostas que o Brasil teve seu documento interpretado como insuficiente e imoral. Ana Maria, o que nós propusemos ou deixamos de propor que nos foi concedido esse título de insuficiente e imoral? O que aconteceu? Uma das principais questões desse documento é que o que o Brasil apresentou e o que o Brasil vem desenvolvendo, na verdade, nas políticas nos últimos anos. Então as questões seria digamos assim, tudo muito correto, tudo muito eficiente, se realmente o que a gente vê nas propostas estivesse de acordo com o que vem sendo apresentado nas políticas e o que vem sendo, assim, como é que eu vou dizer, vem em desenvolvimento no nosso país. Porque para nós, assim, o nosso grande compromisso, o Brasil ele é um protagonista nesse assunto, das mudanças climáticas, nós tivemos a Eco 92, enfim, ele vem historicamente sendo um protagonista. Só que o que a gente vem percebendo, não é que nós vemos percebendo, o que vem sendo notificado e o que as coisas que vêm acontecendo são, vem em contramão a tudo isso que deve ser, digamos assim, ratificado com relação às tomadas de decisão, com relação à mitigação e adaptação. Então, nós aqui no Brasil, nós temos, os três pilares das mudanças climáticas nossos aqui são o desmatamento, né, o desmatamento, né, sobretudo aí da região amazônica, dos cerrados, a questão das energias renováveis, né, da nossa fonte de energia, das energias renováveis e reduzir a queima de combustíveis fósseis, né, E a questão da agricultura, né, da mudança de uso e ocupação do solo. Mas quando a gente apresenta, quando o Brasil apresenta um documento e que ele realmente vem demonstrando politicamente uma situação oposta, isso vem apresentar como se fosse uma piada mesmo, uma coisa que não está de acordo com as ações tomadas aqui dentro do nosso país. Que tipos de ações, Ana Maria, e políticas públicas ou falta delas, a gente vem observando aqui no Brasil que demonstram essa contradição. A gente tem o desmatamento, a gente tem queimadas, inclusive o Brasil havia se proposto a diminuir as queimadas e desmatamento e na verdade 2020 foi um ano recorde em desmatamento e com relação a queimadas foi o ano de maior número de focos em uma década. Além disso, que outros fenômenos a gente observa no Brasil que demonstram que esse documento nem sempre está de acordo com o que a gente pretende fazer? Dentro desse tripé que a gente falou, que seriam das energias, da mudança e da ocupação do solo e as queimadas, o nosso principal, digamos assim, nosso calcanhar de Aquiles, que nós estamos verificando, é a questão do desmatamento e da, automaticamente, dessa mudança de uso e ocupação do solo, que na verdade estão atrelados. Porque com relação à energia, as energias renováveis, as nossas fontes de energia, nós temos um protagonismo ainda muito importante, que são a questão dos biocombustíveis e a questão também da própria energia elétrica, elétrica que nós temos, que apesar de ser um grande desafio, eu diria que nas próximas décadas essa questão das energias é um desafio muito grande por conta da economia, por conta de tudo que deve ser mudado, digamos assim, redirecionado, eu diria, para que a gente possa entrar nesse protagonismo com mais força, mas de forma geral, em termos de energia, nós estamos tendo um caminho, um caminhamento bastante positivo, porque nós temos a nossa principal matriz de energia aqui, das energias, por exemplo, das energias, nós temos a parte das hidrelétricas, da nossa energia elétrica, nós temos as hidrelétricas, a energia eólica e a energia solar que tendo um crescimento bastante importante aqui no nosso país, então eu diria que isso é uma situação bastante positiva. Então nesse quesito o Brasil vem apresentando uma iniciativa bastante positiva, agora a nossa principal questão negativa e vista pelos países, membros pelos países signatários, A nossa principal, digamos assim, as nossas principais ações que na verdade não estão de acordo em nada com a sustentabilidade e que isso é extremamente, digamos assim, mal visto, é a questão do desmatamento e a questão da mudança de uso e ocupação do solo que na verdade estão atrelados. Então, eu diria que são os dois principais problemas nossos aqui. E agora o relógio está fazendo tic-tac, temos poucos meses para a gente realizar a COP26. Outros países também se encontram em uma situação mais fragilizada, porque não apresentaram uma proposta suficiente. É importante frisar que Paris não é, desculpa, Brasil não é um país exclusivo dessa visão negativa que os demais países têm. Mas agora, Ana Maria, nessa reta final, nesse contexto fragilizado que nós temos, o que o Brasil precisa fazer para se adequar ao Tratado de Paris e o que a ONU e as convenções globais esperam para que a gente atinja a meta de redução de aquecimento global? Já vou responder a tua questão, mas uma coisa que eu gostaria de ressaltar, que eu acho que é bem importante, é que, por exemplo, os Estados Unidos, eles, com o governo Trump, eles abandonaram o Acordo de Paris, e eles partiram para uma, digamos assim, uma postura política totalmente oposta, porque, por questões, algumas questões políticas, evidentemente, mas eles retornaram a toda essa agenda internacional de sustentabilidade e mudanças climáticas com o governo Biden. Então, isso é uma iniciativa muito importante e essa chamada, digamos assim, essa aproximação com o Brasil, não uma aproximação com o Brasil, mas sim esse contato que o Biden fez aqui com o nosso país e tudo, então isso é uma iniciativa muito importante para, digamos assim, reverter essas nossas ações e tentar retomar e pertencer novamente assim como um país protagonista nessas ações internacionais como o Brasil vinha sendo, mas reforço que a grande questão e é um desafio enorme que nós temos pela frente, que é reduzir o desmatamento, a gente já viu que em 2020 nós tivemos um aumento expressivo no desmatamento na floresta amazônica, na região dos cerrados, com queimadas, e esse ano a gente já vem observando também que isso vem se repetindo. Então, de forma geral, nós ainda teríamos que fazer uma ação muito importante para que a gente pudesse realmente retomar aos trilhos, ao que nós vínhamos antes nesse movimento. Mas, pelo menos por enquanto, não tem uma ação efetiva por parte do nosso governo ainda, infelizmente. E o que a gente pode dizer, Ana Maria, a respeito das pesquisas sobre o aumento da temperatura média do planeta? Porque a ONU também espera, temos uma meta de redução, porque a gente vem assistindo inúmeros fenômenos aí no mundo, inclusive derretimento de geleiras, que já estão demonstrando para onde nós estamos caminhando. Qual é a nossa meta? O que a gente tem que fazer para reduzir esse aquecimento global? Olha, a grande questão é que nas últimas décadas o planeta aumentou em média um grau e o que se espera é que esse aumento de temperatura que vem ocorrendo nas últimas décadas, nos últimos anos, ele não ultrapasse dois graus até o fim deste século. mas a grande luta é que essa temperatura não chegue a 1,5°C, nós já chegamos a 1°C, mas que ela não chegue a 1,5°C, no máximo assim, tipo extrapolando a 2°C, por quê? Porque se nós tivermos esse aumento, realmente a situação é irreversível, e alguns cientistas já dizem que nós já estamos numa emergência climática é que a situação é irreversível, inclusive alguns cientistas também defendem que todas as ações elas já são muito difícil da gente reverter porque esses gases de efeito estufa são gases de longa vida que já estão na atmosfera, mas a grande questão é que nós devemos ter essas ações imediatas e controlar o desmatamento é uma ação imediata, urgente e extremamente importante, e a redução da expansão de áreas agricultáveis nessas áreas de desmatamento. A ideia é que o Brasil tem condições, o Brasil tem áreas agrícolas, o Brasil tem áreas de pastagens, o Brasil tem condições de aumentar a sua produção em termos de rendimento e produção de grãos, sem precisar explorar essas áreas de preservação ambiental de florestas e cerrados. Então, existem trabalhos que foram desenvolvidos nas últimas décadas, inclusive o CEPAGRE participou de alguns deles, em que não há necessidade de ampliação dessas áreas de florestas, mas sim essas áreas que estão subutilizadas, que elas sejam, de forma geral, potencialmente desenvolvidas para que a gente possa produzir mais, melhor, inclusive, com uma forma até mais econômica e sustentável. E quais são as consequências, Ana Maria, desse não olhar para as questões de políticas ambientais, para a humanidade, em um futuro breve e distante? São muitas, né? É uma questão irreversível, inclusive nós estamos numa pandemia, uma situação catastrófica que a gente vive globalmente, mas alguns cientistas defendem inclusive que as mudanças climáticas é até por conta das consequências e desse negacionismo, que esse negacionismo é o que faz com que a gente caminhe numa situação contrária aquilo que a gente, digamos, que a ciência está provando que deve ser evitado que é a questão da não preservação, esse negacionismo da política é que faz com que a gente caminhe num sentido contrário ao que a ciência vem mostrando e que é possível, por exemplo, tem vários projetos, por exemplo, na Amazônia, tem a Amazônia 4.0, que é um projeto extremamente importante e que vem mostrando que a Amazônia tem condições de desenvolver, de produzir sem o seu desmatamento, porque é produzir utilizando a floresta, é produzir de acordo com a sustentabilidade, ou seja, tem muito mais a ganhar com a manutenção da floresta de pé do que sem ela. E assim como outras, como essa questão, por exemplo, da expansão da agricultura, que é um desnecessário o uso de terras agricultáveis, de floresta, para expansão da agricultura, com essa, digamos assim, essa fala que a gente precisa produzir para sustentar, evidentemente que precisamos produzir agricultura para sustentar, isso é inegável, mas as questões andam juntas, a questão ambiental e a questão econômica, elas não podem se separar, mas esse é um desafio muito grande, que a economia vê a sustentabilidade como uma forma de perda, e aí é que a gente caminha no sentido contrário, então a gente não precisa desmatar e perder toda essa reserva, esse recurso natural, para que a gente possa produzir mais e melhor, É possível produzir grãos sem essa expansão, sem esse movimento de negacionismo que é o que a gente vem verificando na nossa política. Que vem atrapalhar ainda mais, não só na questão climática, mas também na própria pandemia de coronavírus. Aí a gente poderia fazer uma edição só sobre negacionismo. Renderia um dia inteiro, né Ana Maria? Renderia, com certeza, um dia inteiro e, sobretudo, a gente pode relacionar isso também à questão da educação, em todos os aspectos. A educação, nesse sentido, ela é fundamental, eu diria que é para tudo, a educação é tudo. mas desde a pessoa que pode se sentir como um ator, que ela dentro do seu local, onde ela vive, no seu bairro, ela pode agir, pode tomar consciência de várias questões que podem ser ações mitigatórias, Mas enquanto a gente preserva e alimenta esse negacionismo, é muito cômodo, né? E é muito mais fácil a gente ter esse negacionismo como uma ação de tomada de decisão, né? Porque a gente sempre precisa, por exemplo, pensar na questão da conservação ambiental e a gente precisa se sentir parte desse processo, desde os eventos extremos meteorológicos, como as secas que a gente vem percebendo, que elas vêm se intensificando, é nítido isso. A gente percebe aqui na nossa região que as secas vêm se tornando mais intensas e mais frequentes, das chuvas também mais localizadas, quer dizer, a gente já está vivendo isso, já é um panorama nosso, da nossa vida, do nosso presente, imagina isso se intensificando mais no futuro, então é o nosso dia a dia que a gente pode de alguma forma se inserir no contexto, não é uma questão para o final do século, não é assim das próximas gerações que elas vão se sentir, não, nós já estamos vivenciando isso, enquanto nós temos o negacionismo, nós estamos incentivando para que essas coisas venham a se intensificar ainda, mais rapidamente e de forma mais intensa. E é importante também, para a gente concluir a nossa entrevista, Ana Maria, que o Acordo de Paris, o Tratado de Paris, ele é um conjunto de valores e culturas que nós, enquanto indivíduos, enquanto cidadãos, já estamos fazendo no nosso dia a dia. Então, de nada adianta a gente apresentar um documento que seja suficiente e moral, mas a gente não separa o nosso lixo, a gente joga lixo na rua, a gente não ensina uma criança a cuidar do meio ambiente, a gente joga máscaras de proteção facial no mar, então é um conjunto de valores que a gente precisa mudar e é para ontem, né Ana Maria? Sim, e isso vai trazer melhor qualidade de vida para nós, é isso que a gente precisa entender, né? Isso vai trazer melhor qualidade, imagina se a gente evita que os eventos extremos venham a se repetir mais frequentemente, frequentemente, de forma mais intensa, a gente vê o lixo e a biodiversidade, a redução dessa biodiversidade, as espécies que já estão em extinção, a própria produção agrícola, que tem a sua geografia agrícola, onde produz mais e melhor, quer dizer, de repente a gente vendo tudo isso mudando, os ciclos da produção, por exemplo, o estado de São Paulo é um grande produtor de café, Imagina se essas questões todas passam a não existir mais A gente já sente até um certo saudosismo só de pensar Imagina a gente realmente começando a viver tudo isso Então a gente pode evitar e a gente faz parte Cada um no seu pontinho faz parte E a gente precisa de alguma forma procurar ler e se inteirar dessas questões Que isso é muito nosso, é muito do nosso dia a dia Não é uma questão que vai acontecer e muito distante Não, é uma questão cultural E a gente aprendendo um pouquinho a cada dia e um pouquinho de boa vontade vai fazer a gente ter ações proativas. Agora, enquanto esse negacionismo se estender e se intensificar, a gente vai caminhando num caminho realmente da emergência climática e em algum momento isso se tornando irreversível e mudando totalmente a nossa condição, do nosso clima do planeta, esse clima que nós vivemos como nós conhecemos. Que tenhamos luz, então, para esboçar novas ações. Ana Maria, quero muito agradecer sua participação. A gente, enquanto jornalistas, a gente tem entrevistado pessoas de tantos lugares do Brasil, graças à tecnologia, que veio de maneira forçada por conta da pandemia. A gente não pode trazer nossos entrevistados, mas que bom receber alguém, um especialista da nossa terra, aqui da Unicamp, que nos traz tanto orgulho. Muito obrigada pelo seu tempo e pela sua entrevista. Muito obrigada, até a próxima, estamos à disposição. E para você, que ficou aqui com a gente nesses minutos de giro ambiental, meu muito obrigado também. Te espero na próxima edição, hein? Até. Tchau. Até a próxima Marimeira, hoje falando sobre este Acordo de Paris. Vamos fazer o seguinte, 1h48min, último intervalo aqui no Câmara Total. E na volta já está aqui na minha tela, Cozinha Fácil com Michel Mourinho. Qual será a receita de hoje? Não saia daí. Câmara Total de volta ao vivo nesta quinta-feira Hora da receita e hoje é um vitelo tonato Sabe o que é isso? Sabe qual é a carne utilizada? Será que vai molho? Confira agora então no Cozinha Fácil Olá, mais uma edição do Cozinha Fácil no ar E olha, como sempre, tem receita gostosa aqui na telinha E quem está aqui comigo hoje é o Chef Brunelli Tudo bem, Chef? Tudo ótimo Tudo jóia Chef, que receita que a gente vai ensinar para o pessoal de casa? Hoje a nossa receita top é o vitello tornato à Piemontese. Olha só que delícia. Bom, só pelo sotaque do chef, vocês já repararam que ele não é brasileiro, né? Infelizmente, eu sou italiano. O chef, e a receita é italiana? A receita é italianíssima, tem uma revisitação um pouquinho diferente, mas é um prato típico da tradição piemontese. Torino, por entender, Juventus. Tradicional. Tradicional. E aqui a gente vai fazer uma releitura. É uma releitura de um clássico italiano, de uma entrada clássica italiana, que é o vitello tonnato. É difícil? Não. Não vai me entregar aqui, porque a cozinha é fácil, né? É bem semplicíssimo, é bem gostoso. Então, é bem fácil de executar, né? É bem simples. Eu fiquei impressionado, porque enquanto a gente estava preparando aqui a nossa receita, não vai muito tempo. Eu achei que ia muito tempo no forno, né? Não, é porque isso aqui, a característica do vitello tonnato é que é a cultura rosby, então é a cultura 45°, que é suculenta. Ah, entendi. Então é rapidona. Bom, então o pessoal de casa já vai ficar esperto, né? Aproveita agora para pegar aquele caderninho, que na sequência eu vou mostrar os ingredientes e logo mais o modo de preparo. Enquanto isso, eu quero que o chefe dê uma dica, né? Para dar tempo do pessoal pegar o caderninho, né? Então, chefe, que dica você daria para a gente não errar essa receita? Para não errar essa receita, a coisa mais importante é a coxona da proteína, do lagarto mesmo. Que é bem fácil, porque é 20 minutos a 200 graus. Então, qualquer pessoa pode executar fácil, para não errar o ponto certo, o rosby. Outra coisa que eu achei interessante, que eu vou mostrar logo mais aí, que a gente vai usar manteiga clarificada. E precisa ser a manteiga clarificada, porque senão queima, é isso? Isso, sim, é a manteiga, explico rapidinho, é manteiga comum, cozida, a foco baixinho, e acontece que deixamos evaporar a parte líquida, que normalmente é cero, e fica só a gordura mesmo. Então a gente utiliza essa manteiga cozida para refogar uma carne, que em este caso específico é o nosso regarto, para evitar o tornado. Perfeito. Bom, já deu tempo aí, né, de vocês pegarem um caderninho. Então aproveita para anotar tudo que vai na nossa receita. Anote aí, um quilo de lagarto. Dois ramos de alecrim. Barbante o suficiente para amarrar a peça. E para o molho, duas latas de atum. 50 gramas de alcaparras 500 gramas de maionese Uma dose de conhaque Duas colheres de sopa de manteiga clarificada Pimenta do reino e sal a gosto Bom, agora que você já anotou tudo que vai na nossa receita O chefe vai falar aqui sobre o modo de preparo Como nós já adiantamos, não é nada difícil Não é nada complicado 20 minutinhos no forno É rapidinho Bom, mas aí tem um processo, né? A gente tem que amarrar toda a nossa peça com barbante Utilizando um pouco de alecrim também Que isso já dá todo aquele toque especial O aroma, o sabor Exatamente, é isso E aí, a gente vai selar ela? Selar, sim, na manteiga calificada. E depois vai ao forno a 200 graus por 20 minutos, para ter uma coxona certa. Certo. E aí, depois que ela estiver pronta, a gente precisa fatiar bem fininho? Exatamente. Você deixa descansar um pouquinho, né? Porque, sendo que vem cozida, e depois você tenta fitar bem fininha, com uma faca bem afilada, para deixar tipo a grossura de um carpaccio, para entender. E o molho que a gente vai ensinar para o pessoal de casa também, é um molho que vai a atum. Isso, sim. O caso específico é um vitello tonnato, falo de novo que é um peato típico da tradição piemontese, com uma revisitação estética, mas basicamente é um vitello tonnato. O molho é o molho base de atul com a caparra e maionese. Então, isso é o que acompanha a carne. E acompanha bem assim e dá todo aquele toque especial, né? Porque o pessoal fala, nossa, vou misturar a carne bovina. É, parece uma coisa fora da lógica, mas é um prato bem antigo da tradição piemontese-italiana, clássico tradicionalíssimo italiano. É uma combinação antiga que atualmente é considerada, se você vai em um hotel italiano como entrada, pode comer também o vitral tornado, porque é uma coisa que combina. É só experimentar, é só experimentar. Sensacional, eu acho que então chegou o momento do pessoal ver aí como é que faz a receita. Confira. Você vai amarrar o lagarto com o alecrim. Em uma frigideira grande e bem quente, adicione a manteiga clarificada, sal e pimenta. Sele o lagarto até ficar bem dourado por completo. Uma dica, este processo não dá para fazer com azeite e nem com manteiga normal, precisa ser aclarificada. Quando a peça estiver bem dourada, é o momento de levar ao forno Quente a 200 graus por 20 minutos Enquanto a peça assa, faça o molho Aí você vai colocar a maionese, primeiro no liquidificador Isso é pra bater melhor Na sequência, o conhaque, alcaparras e, por fim, o atum. Aí é só bater e está pronto o nosso molho. Você vai pegar o lagarto pronto, espere esfriar e corte em lâminas bem finas. Chegou a hora de montar o prato Com a ajuda de um aro, você vai montar as fatias Salpicando um pouco de sal E na sequência, coloque o molho Você pode usar rúcula, radíquio e parmesão para finalizar E está pronta a nossa receita. Estamos de volta agora com a parte mais difícil do programa E você já reparou que eu estou sem máscara, né? Mas só reforçando aqui que a nossa equipe seguiu todos os protocolos de distanciamento, higienização, para a gravação desse programa. Mas, chefe, não dá para experimentar, para degustar com máscara. Eu vou fazer esse trabalho difícil. É muito complicado. Enquanto eu vou experimentando aqui, para ver como é que ficou a receita do chefe. Chefe, o pessoal de casa que gostou da receita, mas está com preguicinha de fazer. Quer executar, quer sentar, comer, pronto. É fácil, mas acho que eu quero experimentar o que o chefe faz. E aí, como é que faz? E caso queira experimentar o prato diretamente no Maremonte, do Shopping Galeria, a gente vai esperar aqui em Campinas. Posso falar a verdade? Pode. Estou com medo. Olha, a princípio eu ia falar assim, nossa, mas a gente vai misturar molho de atum. Com carne, com essa coisa loca italiana. Nossa, mas combina muito. Obrigado. Muito bom. Muito obrigado. A rúcula, parmesão. Está perfeito. O pessoal tem que fazer ou tem que vir, né? É, na verdade é isso mesmo. Chefe, eu quero agradecer a participação e o chefe volta em um outro programa, né? Porque tem outra receita aí. Ah, verdade. Mas a gente não vai falar. Ok. O pessoal vai ter que assistir. Ok. Combinado? Combinado. Valeu, gente. A gente fica por aqui e olha, tem esse prato aqui para terminar ainda. Tchau, tchau. Tchau. Vitelo Tonato, né? Um delicioso lagarto, você viu aí, com parmesão, com rúcula, de dar água na boca, não tem como dar errado. Só que o que acontece? Muitas pessoas vão para a cozinha, se arriscam em determinadas receitas, não dá nada certo. E o que acontece? Vai parar no perfil dos chefes na quarentena lá no Instagram e a gente reproduz agora aqui no nosso programa. Um boy who said it'd be true Oh no, oh no, oh no, no, no, no, no Tchau, tchau. Eu diria nesta última receita que foi uma obra de arte, né? Os nossos chefes sempre com dificuldades em relação a doce e também para desenformar ali a sua receita, que não é fácil realmente. O Câmara Total fica por aqui. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Lembrando que amanhã, no feriado 9 de julho, não teremos o Câmara Total. Então, ótimo feriado a você. Juízo, se cuide, estamos em uma pandemia. Ótimo fim de semana e nos vemos na segunda-feira, às 11 horas da manhã e já estamos preparando muitas informações bacanas para você. Até lá então. Tchau, tchau. Legenda Adriana Zanotto
A seguir

Continue assistindo

Próximas horas na grade ao vivo
Programação completa →
Ao vivo
Plenário · 13h

Câmara Notícia — Edição da Tarde

13:00 - 14:00 · Ao vivo
28:32
Matérias · 14h

Matérias — Especial da Semana

14:00 - 14:30
58:12
Perfil · 15h

Perfil — Entrevista da semana

15:00 - 16:00 · T03:E18
45:08
Bairros · 17h

Meu Bairro na TV — Vila Padre Manoel

17:00 - 18:00 · T05:E12
Estreia 1:32:00
Especial · 19h

O Ano em Plenário — Ep 1: Mobilidade

19:00 - 20:30 · Estreia
Ao vivo
Plenário · 20h30

Sessão Ordinária da Câmara Municipal

20:30 - 23:00 · Ao vivo
Mesmo programa

Mais do CÂMARA TOTAL

Edições anteriores do programa
Todas as edições →
2:25:16

CÂMARA TOTAL

2:11:54

CÂMARA TOTAL

2:00:01

CÂMARA TOTAL

1:19:03

CÂMARA TOTAL

2:00:30

CÂMARA TOTAL

2:38:23

CÂMARA TOTAL

2:01:44

CÂMARA TOTAL

2:24:11

CÂMARA TOTAL

2:30:52

CÂMARA TOTAL

1:58:11

CÂMARA TOTAL

2:40:15

CÂMARA TOTAL

2:16:53

CÂMARA TOTAL

2:22:57

CÂMARA TOTAL

2:13:59

CÂMARA TOTAL

1:52:13

CÂMARA TOTAL

2:21:29

CÂMARA TOTAL

2:21:07

CÂMARA TOTAL

1:43:35

CÂMARA TOTAL

2:10:16

CÂMARA TOTAL

1:44:01

CÂMARA TOTAL

Recomendados

Você pode gostar

Outros vídeos selecionados a partir do conteúdo que você acabou de ver
Mais recomendações →
0:00

Jornal Câmara Notícia

58:30

Estúdio Câmara

1:52

Câmara Notícia | PL Rota da Fé Campinas

58:54

Câmara Notícia

20:21

Notícias do Legislativo

5:35

Notícias da Metrópole

9:40

Central I.A | Notícias de Campinas, Brasil e Mundo

11:57

Na Ponta do Lápis | Planejamento Férias Escolares Junho