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na manhã da última quarta-feira o auditório Fausto Castilho do Instituto de Filosofia e ciências humanas da Unicamp a Universidade Estadual de Campinas recebeu a primeira edição do workshop do projeto energia limpa vida sustentável que atua para promover o acesso à energia elétrica sustentável à comunidades indígenas da Amazônia energia limpa vida sustentável é um dos projetos selecionados pela iniciativa Amazônia mais 10 que apoia a pesquisa e a inovação tecnológica na Amazônia Legal com recursos do confap o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à pesquisa do conect Conselho Nacional de secretários para assuntos de Ciência Tecnologia e inovação e a parceiria do CNPQ o Conselho Nacional de Desenvolvimento científico e tecnológico o projeto é desenvolvido por pesquisadores da Unicamp da unifap Universidade Federal do Amapá e da ufopa Universidade Federal do oeste do Pará e atende a demanda de indígenas de duas regiões do baixo Oiapoque no estado do Amapá e da calha Norte no Pará eh o nosso projeto que é energia limpa vida sustentável ele tá completando um ano de ativação né de existência e esse workshop é um pouco um balanço desse um ano né apresentação do que nós fizemos no projeto que tem várias eh eixos tem vários eixos eixos diferentes cujo eixo de Base é energia solar fotovoltaica o objetivo é justamente esse apoiar as populações indígenas dessas duas regiões baixo oou iapoque que fica no extremo norte do do estado do Amapá e eh da região do nhamunda mapuera Trombetas que fica na Calha Norte do Rio Amazonas no Estado do Pará eh com suas necessidades econômicas esses estudantes de licenciatura intercultural indígena da unifap que são do povo picual ao kunhan falam da importância de projetos como esse que visam promover o acesso a energia elétrica de uma forma limpa aos povos indígenas o meu povo é o picol cué a gente vive no estado Amapá e a nossas aldeias são bem distantes da cidade e a gente tem muita muitos problemas com energia então Eh esse projeto ele foi pensado nisso de trazer uma energia limpa a gente tem motogeradores lá mas não é uma uma energia que que eh uma que traa traga eh traz benefícios porque eh tem a questão do do óleo tem que ir lá pegar então acaba a gente também não tem um transporte adequado para levar esse combustível até as aldeias ele traz dentro dele várias também questões né que a energia ela também pode trazer benefícios por exemplo os nossos artesãos que hoje utilizam tecnologias que depende da energia para fazer os seus artefatos então Eh levar essa energia que pode ser 24 horas para eles poderem fazer o trabalho que lá a gente tem energia mas ele só funciona a parte da tarde até um certo horário então tem um limite então ter essa possibilidade ter uma outra forma de gerar energia também é é bom pra gente olha um um workshop assim com esse tema é porque ele trata sobre energia sustentável né Ele tem muito a ver com a nossa cultura porque eh nós povos indígenas a gente a gente trabalha dentro de um contexto com energia limpa energia sustentável né porque parte da nossa cultura é essa né A gente não não trabalha com uma energia que vai destruir né a gente prefere trabalhar com uma energia muito sustentável faz parte da nossa cultura Nós também enquanto povos indígenas nós somos protetores da natureza né e uma energia limpa e sustentável é uma proteção da natureza e Através disso a gente vem trabalhando enquanto representatividade né do teatro maiori né que é o teatro que a gente tá fazendo e apresenta que mostram isso né Keila picuá artista indígena responsável pela exposição paracap memória e mundo aunan ressalta que o acesso da tecnologia é fundamental para toda a cultura indígena Amazônica é falar da tecnologia dentro da odeia foi sempre um assunto assim que a gente indígena sempre é deixado de lado assim pensar que indígena pode usar tecnologia não pode usar celular ou outras tecnologias como mesa digitalizadora fazer artes então V com projeto proet assim já vai nos dar umas outras oportunidades que a gente pode olhar que a gente não pode est fazendo o nosso trabalho somente na aldeia mas que a gente possa também divulgar isso falar do que que tá acontecendo da nossa realidade dentro do território e a tecnologia ela tem sido como uma forma da gente falar dar voz pros indígenas que estão dentro da odeia que não tem essa oportunidade de poder sair é uma forma da gente poder reforçar ainda a nossa a nossa existência ali da forma da gente resistir também e independente dos espaços que a gente esteja que a gente possa isso usar isso ao a favor da nossa do nosso conhecimento da valorização também principalmente da Preservação a gente possa registrar a nossa língua a as coisas que a gente faz dentro da da nossa aldeia