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só uma mãe entende a dor de outra mãe é nessa roda de conversa que mães enlutadas trocam sentimentos emoções dúvidas não há lugar para julgamentos e cobranças apenas acolhimento dificuldade de ter apoio da família e dos amigos porque ninguém tinha sentido a falta de perder filho filho eu acho que só entende quem perdeu filho o projeto começou em 2019 e hoje já ajuda 20 mães aqui de campinas que se encontram quinzenalmente aqui no espaço Gaia para compartilhar experiências a iniciativa também expi em hambra 15 mães fazem parte do grupo enquanto em Americana São 10 tudo começou a partir de uma necessidade observada na ONG Fraternidade sem fronteiras com han Dias atual vice-presidente da Fraternidade sem fronteiras onde eu sou voluntária dessa ONG com uma demanda muito grande que ele começou a encontrar muitas mães né em sofrimento colocou esse assunto para duas psicólogas voluntárias né Na época e na hora a gente abraçou a ideia acolher as mães enlutadas acolher significa o quê dar que elas consigam dar novos significados né para essas dores para esses momentos e conseguirem prosseguir com a vida demanda de suicídio acidentes doenças né Não importa eh como foi a morte mas eh nós não temos religião classe social somos um grupo voluntários né então assim Os encontros acontecem aqui voluntariamente sem custo e elas sabendo do nosso grupo elas entram em contato principalmente no Instagram e a gente já acolhe para estruturar e coordenar melhor o projeto em Campinas a psicóloga fez especialização em tanatologia é importante a gente realmente conhecer muito bem o processo né apesar de ser muito individual tanto para entender também essa individualidade né então eu fiz a pós-graduação em tanatologia que estuda a morte e o morrer por que não falar de morte né se a única certeza que a gente tem Desde o dia que a gente nasceu e não falar de morte dificulta muito o processo de luto meu filho Faleceu faz um ano e meio e quando completou uns 10 meses que ele faleceu eu comecei a frequentar o o projeto da Mônica do que que ele faleceu você poderia contar pra gente ele não morava no Brasil morava no Texas e ele veio para Brasil ficou um tempo comigo voltou dois meses depois teve morte súbita e isso foi difícil porque eu tive que ir lá buscar o corpo dele tudo por isso que é bem difícil isso né o luto não é uma condição patológica é um período de recolhimento uma experiência emocional profunda e individual e é fundamental Não reprimir a dor um e que não são fases como muitas pessoas falam né eles são altos e baixos né aquela montanha russa uma hora eu tô bem Pode passar do anos eu tô lá embaixo ainda subo um pouquinho qu C anos não tem tempo então aqui eu tenho mães Eu acho que é mais recente 3 meses tem de 8 anos tem uma com 22 anos perderam e elas se encontram e são os mesmos Sofrimentos a mesma demanda você tem essas outras Mães que sabe exatamente pelo que você tá passando pela dor que é né de você sentir um sufocamento aqui de querer chorar de vez em quando e saber que isso é normal é ninguém supera ninguém se conforma com a perda de um filho nós não falamos em superação nem superação nem se inconformar com uma perda mas é ressignificação ressignificar É o quê É você trazer uma se adaptar a nova realidade e sem tempo não existe tempo a Márcia perdeu o filho de 24 anos em um acidente de moto há 3 anos ela chegou até o projeto por indicação de uma amiga não é para falar de morte de luto e sim para cada um mostrar sua dor que é única né de cada um cada mãezinha que tá aqui perdeu de uma certa maneira de um certo modo e Isso me conforta bastante conto no dedo para chegar esse dia para estar aqui com elas sinto que eu levo essa ajuda pro meu lar meu marido meu outro filho essas trocas são muito enriquecedoras porque geralmente dentro do núcleo familiar mesmo e amigos familiares né O entorno então nem se fala mas elas não encontram espaço né para chorar né Não não pode chorar não não sei o quê não porque você tá depressão então assim aqui elas vão trocando as suas experiências e vão vendo nossa eu não tô ficando louca eu é normal então aqui elas encontram permissão para sofrerem para explorarem né o seu sentimentos os seus vazios a Sueli também perdeu uma filha de 24 anos em 2021 ela tratava uma leucemia e havia acabado de passar pelo transplante de medula ósea quando contraiu a covid na época o irmão da jovem foi O doador compatível eu conheci foi na missa de sétimo dia né da minha filha que tinha a mãe de uma amiga dela que trabalha né com esse projeto e indicou para mim e isso foi muito importante porque até hoje me ajuda né porque é uma coisa que nunca vai passar né e aqui então é um espaço que você encontra mais força para conseguir tocar sua vida né isso isso sem dúvida nenhuma porque eu acho que sozinha seria muito mais difícil muito mais difícil [Música] mesmo n [Música]