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[Música] [Música] Olá mais uma edição do Câmara notícia começando e dá só uma olhada nas principais informações que a gente separou para você nesta quarta-feira comissão de educação e esporte promove mais uma reunião entre os assuntos abordados pelo presidente Gustavo peta foram os direitos dos trabalhadores da Educação Infantil Câmara realiza reunião solene para homenagear Quem muito fez e faz pela cidade e falando em homenagem hoje você vai conhecer a história de laudelina de Campos Melo mulher que até hoje marca a vida de quem mora em Campinas Será que vem mais chuva por aí o que dá para adiantar aqui na hora do jogo do Brasil contra a Sérvia o clima estará mais agradável estas e outras notícias você confere agora no Câmara notícia a gente começa esta edição já com as notícias do que está acontecendo aqui na casa de leis de Campinas o vereador Professor Alberto por meio de requerimento pede informações ao executivo em relação ao loteamento Morada das Nascentes vamos entender o motivo na reportagem o vereador Professor Alberto protocolou o requerimento em que pede informações sobre o loteamento Morada das Nascentes Pois é entre Os questionamentos o parlamentar quer saber se o loteamento é regular Se a Prefeitura Municipal de Campinas aprovou o registro e porque não atuou nas irregularidades desde 1977 o diretor presidente da moocamp que é o Doutor Cláudio Sanches e me procurou com um grupo de moradores que vieram acompanhar a nossa sessão na última terça-feira e ele disse que esse loteamento desde 1977 encontra-se com problemas irregularidades na verdade segundo ele e é por isso que eu faço essa solicitações para que nós tenhamos uma resposta oficial da municipalidade Ele disse que a primeira planta do loteamento ou arruamento era de uma maneira mas na prática se desenrolou de outra maneira então a planta oficial tem um arruamento mas a realidade é outra é um outro avoamento o vereador também Pergunta se o empreendimento foi fiscalizado pela prefeitura E se a Secretaria de Meio Ambiente fez alguma fiscalização no loteamento outro questionamento esse a prefeitura comunicou ao proprietário sobre o recuo dos terrenos o morador às vezes ele pergunta lá na prefeitura fica tudo achismo né falaram isso falaram aquilo aí vai um representante do bairro recebe uma informação aí vem eu acho que nós precisamos de um documento oficial documento oficial É Esse instrumento com o vereador tem te apresentar os requerimentos aí vai na secretaria adequada eles vão fazer o levantamento adequado e nós teremos nós daremos segurança para os moradores o loteamento Residencial está em uma área de preservação ambiental em Joaquim Egídio em reunião a câmara entregou honrarias para as pessoas que por meio do trabalho realizado entraram para a história de Campinas a câmara municipal entregou o diploma de mérito médico Dr Roberto Maia Rocha Brito a Sueli Cabral e memória por proposição do vereador Marcelo Silva e a medalha exemplo Digno General Nelson Santini Júnior a José Amarildo cavassini e Rogério Gonçalves da Silva por proposição dos vereadores Jair da farmácia e Paula Haddad eu me sinto presenteado nós temos aqui os homenageados e os vereadores de sempre presenteados porque de alguma forma nós fomos atendidos naquilo que nós é pleiteamos ou sugerimos que as pessoas que de alguma forma se destacaram na sociedade Campineira elas pudessem ser homenageadas que é uma das nossas prerrogativas enquanto vereadores essas homenagens são os dias que eu mais gosto de ver a câmera porque a gente encontra a gente homenageia realmente pessoas que fizeram e fazem a diferença nas nossas vidas na cidade de Campinas a homenageadas Sueli Cabral foi referência na área da saúde mental de crianças e adolescentes faleceu em 2020 aos 62 anos quando eu sou médica também quando a gente né é médico a gente faz o juramento a gente se propõe a cuidar aliviada a dor mas o que faz a minha mãe merecer esse prêmio é porque ela fez algo muito mais é realmente a gente fala não tem como explicar minha mãe não tem como explicar o que ela fazia porque que ela fazia do jeito que ela fazia né Eu sempre tive muito orgulho quando ela me levava em todos os lugares nas clínicas psiquiátricas nos hospitais para fazer visita para ela e depois com ela e depois que eu me tornei médica Eu sempre tive muito orgulho em dizer oi prazer eu sou a Isabel a filha da doutora Sueli por fim Rogério Gonçalves da Silva é escrivão da polícia a primeira classe lotado na Delegacia Geral de Polícia classificado no denter 2 Campinas em exercício de chefia terceiro DP de Campinas nesses 20 anos de extremo servir Nunca deixei apagar esse fósforo que há em mim em nós nas frias noites de plantões ou nas árvores jornadas em finais de semana e feriados onde saibam os senhores e senhoras da área ser constitucional do terceiro DP de Campinas com milhares de habitantes e na municipalidade de Campinas que um se desdobra na ausência de vários para ser cobrado por muitos e na área da saúde o vereador Otto Alejandro protocolou o requerimento solicitando informações sobre estudo de viabilidade para a construção de um centro de saúde no bairro Jardim São Judas Tadeu no requerimento Vereador Alejandro pede informações sobre um estudo de viabilidade para construção de um centro de saúde no bairro Jardim São Judas Tadeu Eles já havia feito uma indicação no mesmo sentido em 2021 o questionamento é o mesmo de lá de trás nós fizemos a indicação para a implantação do Centro de Saúde Ali no bairro São Judas Tadeu para atender os três bairros São Judas Tadeu Ouro Preto e Jardim Uruguai porque todas as moradores desses três mais hoje eles têm que se deslocar para outras regiões para serem atendidos no Centro de Saúde se a resposta for positiva Alejandro pergunta qual a previsão para iniciarem as obras até porque segundo o parlamentar a população desta região tem sido muito prejudicada é desumano né muitas muitas pessoas não têm veículos Há muitas pessoas também não tem condição financeira de irem Até outro bairro para poder passar no Centro de Saúde Então essa indicação Nossa vai atender esse três vai e trazer a dignidade a todos os moradores desses três bairros E ontem a comissão de educação Esporte presidida pelo vereador Gustavo Pieta realizou o novo encontro a Dalila Pereira acompanhou a reunião e conta agora para a gente como foi a comissão de educação e esportes realizou sua nona reunião o presidente da Comissão o vereador Gustavo peta abriu a reunião apresentando as pautas do dia nós temos na verdade hoje três faltas primeira pauta será a discussão da carreira das monitoras e a gente da Educação Infantil uma pauta que a gente acompanha aqui pela comissão há alguns anos né que é muito importante uma reivindicação justa legítima e que nós temos acompanhado nos últimos anos nós vamos fazer aqui uma atualização da situação em que se encontra o essa reivindicação das monitoras e das agentes um segundo ponto que é mais sobre a pauta de esporte que é o lançamento da semana 2023 de skateboard criação do plano Municipal também de skate pode esporte radicais de 2023 que a gente vai ter aqui de ativistas esportistas do skate para fazer o lançamento também discutir um pouco o tema e o terceiro ponto que é a aprovação de alguns projetos para a primeira pauta foi convidada Andréia Centurião representante da comissão de Agentes da educação infantil que relatou sobre a criação da comissão e a luta dos agentes até então Nós criamos uma comissão Por meio dessa comissão Nós contratamos o Dr Alexandre para nos assessorar né nós a partir daí o Doutor Alexandre começou nos assessorar né Nós também pleiteavamos o bônus na época conseguimos alguns diálogos na Câmara de Vereadores também falando em nome dos agentes da Educação Infantil esteve presente o advogado da comissão Alexandre Mandel a vereadora da importância de fazer um forte movimento para para garantir o direito dos agentes e o vereador Paulo Buffalo ressaltou o papel desses profissionais organizar uma agenda organizar uma parceria e escancarar para a cidade eu acho que a gente vai ter que aproveitar agora todos os espaços escancará para cidades cancará nos espaços de comunicação nas escolas ou fazer algo com um pouco mais de fôlego e ter um pouco mais de radicalidade nessa não tô dizendo nem radicalidade enquanto o movimento que seria importante se a gente tivesse bastante gente organizada mas radicalidade do ponto de vista da gente publicizada a gente gritar por socorro acho que a gente precisa a primeira coisa é escancarar isso Olha é um terço ontem a secretaria convocou para assumir 544 vagas de monitores então assim como é que tá funcionando essa rede né como que tava funcionando essa rede como que tá funcionando essa rede até hoje não o reconhecimento só mas é da compreensão do papel que as agentes de educação infantil e monitoras tal tem como na educação infantil ela ela tem a ver com vencer Barreiras legais como questões que estão sendo apresentadas aqui mas há de se vencer um entrave político que muitas vezes as pessoas que estão à frente dessas decisões inclusive acabam discutindo isso nas suas teses nos seus textos nas suas elaborações e nunca chega efetivar de fato na segunda pauta do dia os convidados foram Rafael Martins do Conselho Municipal de juventude Felipe Gonçalves coordenador de políticas públicas de juventude de Campinas fortes e lazer André aqui presidente da associação Campineira de skateboard e Mário sodeira do Grid do Futuro ensino de skateboard na mesma reunião Ainda foram discutidos e votados 12 projetos de lei nós fizemos um debate que da semana Municipal de skate que vai ser aprovado inclusive na sessão de amanhã aqui na Câmara Municipal E além disso tudo 12 projetos aprovados que entraram na pauta que são na sua grande maioria denominações de ruas de Praças que é uma atribuição aqui da câmara é fazer essas homenagens a partir da denominação da nomenclatura dos logradouros públicos da cidade e hoje acontece a reunião ordinária de número 44 14 itens estão na pauta do dia e entre os projetos de lei previstos para a votação em análise final estão duas propostas sobre o transporte coletivo aqui da cidade ambas são de autoria do executivo a primeira delas propõe a reorganização dos serviços de transporte público coletivo para adequar a lei que Originalmente organizou o sistema e cria uma nova forma de remuneração do serviços prestados como objetivo de segunda prefeitura gerar a criatividade e equilíbrio na futura licitação do Transporte já o segundo projeto de lei autoriza o poder executivo a fazer uma nova licitação para a operação do serviço de transporte público coletivo aqui do município de acordo com a proposta o prazo da nova licitação não poderá ser superior a 15 anos podendo ser prorrogado uma única vez por mais cinco anos a pauta completa você confere em www.campinas.sp.lejo.br e a reunião começa às 6 horas da tarde e claro você confere aqui pela tela da TV Câmara Campinas e também por meio das nossas redes sociais [Música] o tempo hoje amanheceu mais fechado né E para amanhã olha só pouca coisa deve mudar a mínima fica em 17 graus esse tá pensando em fazer aquele churrasquinho durante o jogo do Brasil contra Sérvia é bom que seja em um lugar mais fechado viu porque deve chover a previsão é de que chova o dia todo e o dia deve ficar fresquinho já que a temperatura máxima deve ficar entre os 25 graus e mudar de assunto agora porque a gente vai falar sobre reportagem especial gente especial aqui de campinas histórias de ruas negras na nossa série você vai conhecer hoje a vida de laudelina de Campos Melo fundadora do primeiro sindicato das trabalhadoras domésticas que viveu em Campinas e dá nome a uma rua que fica lá no Parque Itajaí 2 [Música] ativista sindical e trabalhadora doméstica uma trajetória marcada pela luta contra o preconceito racial subvalorização das mulheres e exploração das empregadas domésticas laudelina de Campos Melo é citada no livro ruas de histórias negras de Edna Lourenço e também na tese de doutorado da urbanista Alessandra Ribeiro intitulado o projeto ruas de histórias negras e a representação da matriz africana em Campinas a disputa do território Urbano um estudo de caso a placa biográfica desta mulher é uma das 43 indicadas pelos trabalhos e a única de uma mulher negra que é homenageada os meninos ainda tem a referência do futebol aqueles que gostam de jogar bola as meninas elas têm algumas referências quando ela tem o espelho da mãe e do pai que orienta e que mostra Olha esses são as nossas Essas são as nossas heroínas negras se não a gente já sabe quais são então nós precisamos que as nossas crianças tenham autoestima elevada na sala de aula a rua com o nome da mulher que representa a Luta pelos direitos trabalhistas das empregadas domésticas no Brasil fica no Parque Itajaí 2 em Campinas um bairro de moradia Popular que recebeu então um totem que conta um histórico da fundadora do Sindicato da categoria E é nessa rua que nossa equipe encontrou o casal que fez o pedido para que havia recebesse o nome desta mulher uma história de luta sindical e amizade que começou nos anos quando todos moravam na Vila Castelo Branco chamada de Vila Bela em Campinas eternizada com pedido deles após serem contemplados nos anos 90 com a moradia da COHAB no distrito do Campo Grande a categoria das empregadas domésticas a qual a Marquise foi incentivada a participar a época também não tinha organização nenhuma tava tudo estagnado né Foi aí que começou se procurar quem é quem tava sobre a responsabilidade né é da associação com quem tava o documento né então ficou tempos procurando esse documento foi até na Aparecida do Norte pesquisa no Rio de Janeiro porque a dona Nina é antes ela participava da frente Negra também há muito tempo já aí depois que descobriu quem era a dona nina tava junto da gente Nós já se conheceu já começou a participar do movimento né articulando as coisas né então não foi difícil tem uma casa de vila e a gente foi contemplado a época a gente veio morar para cá enquanto a gente foi morar para cá mas como a gente já participava de movimentos ele falou assim eu vou mudar lá para o bairro né a gente vai ter que se organizar porque na época quando entregou esse bairro aqui ele só foi entregue com as guias com os posse de rua mas sem sem luminária e sem pavimentação quando a Dona Nina faleceu é que foi no começo dos anos 90 né A gente achou pelo histórico que a gente conhecia dela que a gente devia homenagear ela com o nome da rua aonde a gente morava porque era antiga Rua 15 não tinha nome a gente juntou a documenta a documentação e deu a denominação pelo nome dela E aí vocês chegaram a conversar com os outros moradores da Rua falando olha vamos vamos pedir para que chame Rua laudelina de Campos Melo como que foi isso sim aí a gente conversou e na época também a gente tinha um tipo de a gente fazia panfleto né janelinha passou para os moradores explicando na época Quem era a dona nina né qual a importância que ela tinha então houve não houve problema com os moradores houve a concordância e tá aí até hoje aí a gente participava junto das coisas né da organização do bairro e a gente foi se descobrindo o pessoal né aceitou né porque vocês tem que conversar com o povo né E aí foi feito foi rápido foi assim né e não foi difícil foi difícil não não é porque nós já tava no bairro nós já tinha feito assim muita muita coisa aqui no bar então a gente era bastante conhecido né então não foi difícil não e ela também foi merecedora eu não ia dar um nome numa pessoa assim do nada né então acho que foi bem importante a lei de 1991 é de autoria do ex-vereador Arlindo Dutra que hoje fala com orgulho da homenagem que concedeu a uma mulher que representa muito a classe das trabalhadoras domésticas dado histórico de luta sindical sindicato das domésticas doméstica me solicitar que homenageasse essa laudelina com a rua no bairro dele o que me deixou muito honrado de poder ser o compositor desse projeto e naquela rua laudelina no Parque Itajaí Imagina a minha gratidão de poder homenagear uma pessoa negra mulher e Sindicalista algo que era difícil na oportunidade você vê hoje o momento sindical se pensa em homens né o negro até hoje ele é não é aceito na sociedade como um todo tem essa discriminação o preconceito são nossos irmãos são Construtora da sociedade a minha família é de origem Negra e mulher também que sempre foi discriminada na sociedade não tem seus valores respeitado Então para mim foi Muita honra poder homenagear uma mulher negra Sindicalista com a rua município de Campinas Mas afinal de contas Quem foi essa mulher que viveu na Vila Bela em Campinas sem herdeiros laudelina ou imóvel ao Sindicato das empregadas domésticas de Campinas e região e que teve um resumo de sua luta neste livro juvenil o autor conta como foi conhecer a história de uma mulher que viveu à frente do seu tempo eu sentia falta né de ter referências negras na minha vida na minha história desde muito cedo desde muito pequena eu sentia falta de ter esses elementos que me ajudassem na construção da minha personalidade e aí fiz uma pós-graduação em 2019 comecei ela em 2019 que era uma pós-graduação em matriz africana E aí foi me dando alguns elementos da nossa cultura e isso foi me ajudando nessa construção em 2021 eu era repórter de um jornal aqui da cidade e me tornei colunista também era uma coluna bem importante que existia 20 anos e nem uma pessoa preta nunca tinha ocupado aquele espaço nunca tinha escrito ali e todo domingo saía a foto do colunista junto com a com a coluna e eu achei importante sendo uma única pessoa negra ocupando aquele espaço que eu trouxesse também a comunidade Negra junto né pessoas da nossa da nossa da nossa Negritude da nossa raça importante ocupar aquele espaço e aí eu comecei a fazer pesquisas de pessoas negras ou de fatos históricos ligados aos negros que pudessem ser descritos ali naquela coluna E durante essas pesquisas em 2021 apareceu eladelina e aí primeiro me foi um choque assim porque uma pessoa que fez tudo que ela fez e que não foi só localizada em Campinas ela fez história aqui ela fez história em Santos ela fez história em Poços de Caldas que foi Onde ela nasceu e a luta dela mudou a realidade do país porque foi a partir dela que as mulheres negras aliás todas as mulheres né tiveram empregadas domésticas tiveram direito a carteira assinada aos benefícios previdenciários Então se ela fez uma grande mudança depois de 40 anos de luta que ela voltou por isso desde a década de 30 isso foi aprovado na década de 70 e ninguém sabia dela gente não sabia dela aí eu achei muito importante trazer então eu escrevi sobre ela nessa coluna E aí a editora mostarda essa essa reportagem entrou em contato comigo para a gente fazer um projeto junto de escrever essa história para o público infanto-juvenil para apresentar essa figura que é tão emblemático o sindicato objetos e peças do acervo de laudelina uma mulher que amava cultura e que não se contentava com a segregação racial que existia na época uma mulher negra que nasceu em 1904 ou seja pouquíssimo tempo depois da libertação dos escravizados então a gente imagina que a sociedade era aquela na época racismo se hoje ele ainda é chocante e muito presente na nossa sociedade imagina naquela época em 1904 e numa cidade pequena como Poços de Caldas em Minas Gerais que é tem toda aquela questão escravagista e fazendas até hoje né então você imagina o que foi o ambiente que essa menina nasceu e cresceu e aí ela desde pequena a partir dos 7 anos começou a trabalhar como empregada doméstica ela perdeu o pai muito cedo e ela ajudava a mãe cuidar dos irmãos ela não pode estudar por conta disso também mas ela gera muito antenada ela era uma pessoa muito à frente do tempo dela então ali já com 16 anos ela criou um clube chamado 13 de Maio que era para dar cultura de investimento para as pessoas negras porque ainda era muito segregado não podiam entrar em clubes não podia participar de festas Então ela criou esse clube e ela virou a presidente com 16 anos de idade uma mulher negra é sempre bom frisar isso ela já começou a fazer essa diferença ali naquela comunidade e ela dizia que ela não fazia política ali mas só o fato dela ocupar aquele espaço criar aquele espaço esse corpo já é um corpo político ela já tava fazendo política mesmo que talvez ela ainda nem soubesse aí muito cedo com mais ou menos de 19 anos ela foi morar em São Paulo já é casada e ela começou a perceber que as mulheres empregadas domésticas trabalhavam 20 30 anos na mesma casa na mesma família e quando ficavam velhas eram literalmente jogadas na rua ficavam ali com a canequinha pedindo dinheiro e ela começou a cuidar dessas mulheres ela percebeu que ela tinha que lutar por esse tipo de público e aí lá em Santos ela criou na década de 30 a primeira associação para as empregadas domésticas sindicato né então ela criou a primeira associação que foi fechada na ditadura Vargas passa-se um tempo ela vem morar aqui em Campinas na década de 40 E ela percebeu que na cidade existia um Apartheid muito grande então tinha a praça que os negros só podiam caminhar na parte interna e os brancos na parte externa e ela fazia um zigue-zague já para provocar uma discussão mostrando que ela não aceitava aquilo as meninas não podiam por exemplo entrar em clubes então não podia debutar aí ela criou o concurso Pérola Negra que era para que essas meninas ao fazerem 15 anos pudessem debutais se apresentadas para a sociedade como acontecia na época e o que ela fez foi tão grandioso que esse concurso ele aconteceu dentro do teatro municipal da cidade então na história do Brasil era a primeira vez que um evento de negros acontecia dentro de um teatro municipal A revista O Cruzeiro na época que era mais importante que existia veio para cá para cobrir o evento de tão espantoso que era aquilo acontecer o uniforme do tempo em que serviu na força de paz no porto de Santos durante a segunda guerra com decorações ela teve contato durante a segunda guerra com o livro azul do Hitler onde ele descreviam os ideais dele aqueles horrores e principalmente O Extermínio da Raça Negra e quando ela viu aquilo lá ficou chocada e ela resolveu se alistar nas Forças de paz no Brasil para combater os ideais do Hitler Então ela realmente se tornou uma soldada ela não pegou em arma mas ela se tornou uma soldada e ela atuava ali dentro de Santos na ordem da cidade parava caminhão e ela Fazia tudo que o homem fazia então tem até uma passagem que um caminhoneiro passou e ela viu que ele tava com um caminhão com mais carga do que deveria ela pediu para ele parar e ele ignorou as ordens dela de parada e ela correu atrás desse caminhão até que ele parou e quando ela perguntou porque que ele não tinha parado quando ela deu a ordem Ele respondeu porque ele não tinha enxergado ninguém mas é que ele não tinha visto aquele não ele uma mulher negra dando uma ordem para ele era praticamente nada e ela falou ah então tá bom agora você vai me enxergar ela chamou outro soldados que levaram esse homem para delegacia e ele ficou com esse caminhão parado mais de 12 horas dando explicações de onde vinha para um dia nota fiscal porque que tava carregado daquele jeito até resolver toda a situação ela conseguiu fazer sua mãe ficar parado então ela disse agora acho que ele me enxergou né fotos revelam momentos grandiosos E também o respeito que laudelina tinha em toda a nos encontros com políticos ministros e presidentes ela já tinha uma questão que essa coisa da profissão da profissionalização Então ela dizia por exemplo a empregada doméstica ela não é a babá então a empregada doméstica ela tem que entender de limpeza ela tem que saber como a casa funciona ela tem que entender um pouco de química para saber dos produtos que tipo de junção vai dar o que qual tipo de produto serve para qual tipo de limpeza Então tinha que ser profissional então babá tinha que entender de pedagogia a Flávio não tem como ser formada mas tem que ter noções de pedagogia para entender como criar uma criança e a babá não é cozinheira a cozinheira tem que ter noção de como guardar os alimentos de como conservar os alimentos tem que ter noção de nutrição de nutrição De qual alimento combina com qual o que que aquela família precisa porque a criança precisa de uma coisa a pessoa mais idosa precisa de outra então cada um dentro do seu quadrado sendo profissional cada um sendo bem pago de acordo com a sua especificidade então ela já tinha essa noção Desde aquela época ela começou a lutar para que fosse reconhecida essa profissão como qualquer outra e tivesse benefícios como qualquer outra então ela começou essa luta desde a década de 30 por toda essa luta dela ela era conhecida pelo pelo ministro da do trabalho como o terror das patroas de tanto que ela trabalhava essa causa não só em Campinas né mas aqui foi o ápice E aí com toda essa luta dela ela ia para Brasília ela participava de criação de Sindicato de associações de empregados domésticos no país todo ela era chamada para vários lugares para fazer esse tipo de levantamento tipo de construção Até que em 1972 foi realmente colocado que esses profissionais tinham direito a carteira assinada e aposentadoria então começou com uma luta dela depois de 40 anos e a gente viu que só em 2013 teve a PEC das domésticas que que parou a profissão de empregado doméstico a qualquer outra profissão no Brasil então agora tem direito a férias remuneradas a jornada de trabalho é afastamento tudo que qualquer outra fundo de garantia tudo que qualquer outra profissão também tem direito ela ia usando de vários elementos que ela tinha disponível a época para fazer as coisas acontecerem por exemplo as rádios de Domingo tinham matinês então fazer um filas para crianças para as crianças entrarem brincarem os negros eram sempre colocados no final da fila e a hora que chegava a vez deles a moça disse e falava que não tinha mais vaga não podia entrar então ela Dalila chegava lá com o advogado e falava Olha é uma concessão pública ou as crianças negras vão entrar ou nós vamos fechar essa rádio aí a contra-gosto tinha que deixar entrar então ela sempre muito perspicaz as crianças negros não tinham instrução não tinha não tinha escola de música ela criou a Escola Santa Efigênia de bailados buscava professor em São Paulo porque aqui ninguém queria dar aula para os negrinhos como ele chamavam ela buscava a gente lá em São Paulo que se dispunha vir até aqui nem que fosse uma vez por semana para dar aula para essas crianças e aqui de novo ela criou outra associação para as empregadas domésticas que acabou fechando mas na década de 80 já com final da ditadura as amigas dela chamaram elas de volta para fazer o sindicato E aí ela foi e criou o primeiro Sindicato das empregadas domésticas que foi aqui em Campinas ela sempre falava a respeito da educação que era uma coisa muito importante porque as pessoas tinham que ter consciência de classe ela sempre dizia isso para poder lutar pelos seus direitos porque se você não se conhece você não sabe qual é seu papel na sociedade Como que você vai exigir alguma coisa Falar de laudelina eu não tô falando de algo distante eu tô falando da minha realidade porque a minha mãe tem oito irmãs e ela e as oito irmãs ou são Ou foram empregadas domésticas então eu e meus primos A gente cresceu na casa das patroas A gente cresceu brincando com os filhos das patroas eu sei dessa realidade eu sei que essas mulheres passam porque a realidade da minha família né então falar de lado Ele ainda tá falando da minha mãe tá falando das meias tô falando das minhas avós a minha avó morreu esse ano com 84 anos ela trabalhou como empregada doméstica até a última semana da vida dela com 84 anos na mesma família fazia mais de 40 anos então uma realidade muito próxima então sabia que essa mulher existiu e que o legado dela continua vibrando aqui até hoje é esse livro Fazendo diferença chegando para as crianças mudando a minha vida então assim a Laura linda ela não tá presente fisicamente mas ela tá muito presente ainda através do seu legado através da sua luta [Música] [Música] e o câmera notícia desta quarta-feira fica por aqui a você de casa muito obrigada pela companhia e audiência nada de mudar de canal viu continue acompanhando toda a nossa programação Lembrando que 6 horas da tarde tem reunião ordinária e você acompanha tudo aqui a votação e a discussão de todos os projetos a gente se vê amanhã no Câmara notícia ao vivo mais uma vez muito obrigada Uma boa tarde para você tchau [Música] [Música]