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Câmara Notícia | Campinas Decor, combate ao bullying nas escolas e nova espécie de dinossauro
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Câmara Notícia | Campinas Decor, combate ao bullying nas escolas e nova espécie de dinossauro

61 views Publicado 09/04/2026 HD · 50:30
Resumo editorial

O Câmara Notícia desta quarta-feira, 8 de abril de 2026, abre com a 30ª edição da Campinas Decor, mostra de arquitetura e design de interiores que ocupa mais de 4 mil metros quadrados com 33 expositores de Campinas e região, evento que marca tendências do setor para o público do interior paulista. O telejornal cobre a primeira reunião da Frente Parlamentar de Políticas Públicas para Crianças e Adolescentes, dedicada ao combate ao bullying no ambiente escolar, e a visita de alunos do 5º ano da EMEF Elvira Muraro ao programa Câmara Educa, que aproxima estudantes da rede municipal do funcionamento do legislativo. No quadro Giro Ambiental, a pauta é a descoberta de uma nova espécie de dinossauro no deserto do Saara, no norte da África, achado paleontológico relevante para a ciência mundial. A edição combina cultura, infância, política e ciência, com interação ao vivo pelo WhatsApp da emissora e leituras de mensagens enviadas pelo público campineiro.

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Vídeo do acervo da TV Câmara Campinas.

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Em uma área com mais de 4.000 m² e 33 expositores de Campinas e região, o Campinas Decor chega a sua 30ª edição. Evento que marca as tendências do mercado, levando o melhor do paisagismo e design de interiores ao público. Câmara de Campinas debate em frente parlamentar o combate ao bullying e ambiente escolar. Projeto Câmara Educa recebe alunos do 5º ano da Escola Municipal Elvira Muraro. No giro ambiental, vamos falar sobre uma descoberta importante pra ciência, o encontro de uma nova espécie de dinossauro no deserto do Saara, no norte da África. Olá, chegamos ao meio da semana, quarta-feira, 8 de abril de 2026. Começa agora o jornal Câmara Notícia. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência e participe, mande a sua mensagem para o número do nosso WhatsApp que já aparece aqui embaixo da sua tela. 19 é o nosso DDD. Para você que é de Campinas e região já sabe, né? Pode ir direto no 97829377 ou você tem a opção de enviar a sua mensagem apontando a câmera do seu celular para o QR Code. Já aparece uma mensagem na tela. WhatsApp da TV Câmara Campinas. Você aperta e pode mandar o seu elogio, uma crítica construtiva, o que você quer assistir aqui no nosso telejornal. A gente abre a edição de hoje com as notícias da Metrópole. A maior mostra de arquitetura, decoração e paisagismo do interior paulista está de volta e em clima de celebração. A Campinas Decor completa 30 anos com uma edição histórica e um cenário inédito. A edição comemorativa de 30 anos da Campinas Decor apresenta uma amostra que acompanha as transformações do morar contemporâneo. Expositores que participam desde a primeira edição em 1996 estão de volta trazendo projetos que valorizam o bem-estar, a funcionalidade e a experiência, com ambientes acolhedores e sensoriais que reforçam a casa como um refúgio. Eu comecei como novos talentos em 2002 e eu acho que o evento foi extremamente importante na minha carreira, porque aqui você consegue mostrar o que você gosta do seu trabalho, seu estilo. E é interessante nesses 22 anos como foi a evolução, né? Eu pego hoje em dia foto dos meus primeiros ambientes, são bacanas, mas você vê certamente a evolução. E ele traz clientes, eh, não só na hora, na coisa, mas para anos depois. Tem cliente que vem com a revista de anos atrás me procurar. É muito importante pra gente, né? Bom, eu participo do Campinas Decor em todas as edições, desde a primeira, sem pular um ano. E é sempre uma nova experiência. A gente para tudo no escritório para se dedicar a a essa exposição tão importante para Campinas. E essa edição, então, a 30ª, o que que tem de especial para você que tá desde o início desse evento? Ah, é uma uma edição nesse lugar maravilhoso, onde os ambientes são espaçosos, com pé direito maravilhoso. Eu acho que vai ser assim um sucesso mesmo. O diretor da Campinas Decor, Fernando Penteado Filho, afirma que o evento já se consolidou como uma das principais vitrines para profissionais da área, permitindo a conexão com o público do interior paulista. A Campinas Dec ajudou a desenvolver esse mercado, né, lá em 96, quando foi a primeira edição. O mercado ele era muito pequeno, pouquíssimas lojas, eh uma faculdade apenas de arquitetura na cidade e de repente a gente teve um bom hoje são centenas de lojas do segmento, centenas de profissionais, né? E os profissionais de qualidade que haviam à época não tinham onde expor os seus trabalhos, né? E a Campinas Decor, numa época onde não havia rede social, onde apenas uma revista cobria o segmento e e era da editora Abril ligada a Casa Cor, então ela serviu como uma vitrine para esses profissionais, né? Então hoje grandes nomes que já passaram pela Campinas Decor ganharam o mundo aqui e é um orgulho muito grande, né, a gente poder dar esse espaço, essa vitrine que até hoje com as redes sociais, com outros meios de divulgação, continua sendo uma vitrine muito importante, uma vitrine muito muito eh significativa pros profissionais. Um prédio inteiro transformado em uma verdadeira vitrine de tendências. Essa área com mais de 4.000 m² abriga 33 expositores de Campinas e região que mostram ao público o melhor do paisagismo, design de interiores e decoração. Tudo para mostrar o que é tendência no mercado. É muito especial a gente poder trazer aqui a Campinas Ecora até esse novo patamar, né? São 30 anos inovando e é a primeira vez que a gente faz num espaço comercial desse porte que é o Royal Trade Center, né? um espaço maravilhoso e onde os profissionais puderam desenvolver todo o trabalho e toda a qualidade do da capacidade deles. O espaço realmente eh mais diferente e mais adequado a a receber uma Campinas decor de todos os tempos. Assim, a gente tem um espaço de eventos aqui maravilhoso, esperando todo o público e onde a gente já tem diversas soluções tecnológicas. Nós temos espaços maravilhosos aqui dentro e o local todo ficou maravilhoso. Assim, eu tô sem palavras para dizer assim o quanto a gente tá feliz com a realização da amostra aqui, com o apoio do grupo Royal Palm Plaza, do grupo Picoloto Realmente, e das outros patrocinadores que a gente tem aí, Grupo Alfa e outros mais. Então, pra gente é um prazer assim. E uma edição de 30 anos, é uma edição de muita nostalgia, realmente a minha mãe e a Estela Toso, que foram as duas grandes, vamos dizer, forças por trás da Campinas de Cor aí nos últimos eh 25 anos, né? Fizeram edições maravilhosas. Creio que elas estão orgulhosas onde quer que elas estejam aqui do que a gente tá fazendo esse ano. A Campinas Decor 2026, edição especial de 30 anos, abre ao público de 10 de abril a 7 de junho em um novo endereço, na Avenida Royal Palme Plaza, em Campinas. As visitas acontecem de terça a sexta, das 2 da tarde às 10 da noite e aos sábados, domingos e feriados, a partir do meioia e30. A bilheteria funciona até às 9 da noite. A experiência vai além da arquitetura. Amostra recebe a exposição Manifesto do artista visual Rafa Preto, com obras criadas no Brasil e no exterior. Esculturas que dialogam com os espaços e ampliam a experiência sensorial do visitante. Eu tô muito feliz de estar aqui e foi a convite do do pessoal do evento, né, do Cauê e da EB. É essa edição de 30 anos, né? uma edição muito especial e eles me chamaram para fazer parte disso, trazer essa arte aqui para para dentro do Campinas Decor. Eu tô com uma exposição de 30, mais ou menos, não, 22 peças, né, aqui na dentro da amostra, né, estão espalhadas pela amostra em algum alguns ambientes, né, peças únicas, peças exclusivas que eu criei ao longo da minha carreira, peças do meu acervo e tá sendo um prazer tá aqui. Tô muito feliz, né, de estar nesse nesse evento que tá incrível e convido vocês a virem conhecer que tá valendo muito a pena, tá muito legal. Vamos com as notícias do legislativo, porque a Câmara de Campinas abriu um espaço para o debate ambiental que vai além da preservação, a proteção das abelhas sem ferrão, espécies nativas e essenciais para o equilíbrio ecológico. A proposta discutida por vereadores e especialistas busca conciliar cuidado com o meio ambiente e segurança da população. Por iniciativa do presidente da Câmara, vereador Luís Rossini, a Câmara Municipal de Campinas debateu sobre a lei que trata a proteção das abelhas sem ferrão, espécies nativas e fundamentais para o meio ambiente. A discussão aconteceu durante a primeira parte da 18ª reunião ordinária de 2026. As abelhas nativas sem ferrão, elas respondem por 80% da produção de alimentos, né, na na nossa sociedade. São Paulo concentra a maior quantidade de espécies e abelhas nativas do nosso patrimônio genético nacional. Campinas também tem muitas delas. Então, a ideia de criar essa lei de proteção às abelhas sem ferrão, primeiro é isso, é proteger. Nós precisamos dela. Osmar Mosca, que é extensionista da CAT, inclusive ele participou da reunião, ele disse: "A principal forma de proteger as abelhas é fazendo as conhecidas, ou seja, a sociedade precisa conhecer as abelhas, a importância que elas têm, e eliminar o medo, porque abelha sem ferrão não faz nenhum mal, pelo contrário, só faz bem". A lei que conta com coautoria do vereador Aílton da Farmácia estabelece que em casos de comeias instaladas em locais inadequados, o resgate deve ser feito por profissionais habilitados, evitando a eliminação das abelhas. A proposta busca conciliar a preservação ambiental com a segurança da população. Então, há uma há uma característica marcante das abelhas e a sua organização em sociedade, um trabalho formidável. Sabe que eu percebo presidente Rossini, especialmente nos bairros mais humildes aqui da nossa cidade. Praticamente acabou aquela história de colocar fogo em chames de abelha. E é isso que deve e a nossa lei se deve à conscientização. Conscientização. Essas abelhas precisam ser removidas e não destruídas. mostras que eu digo. Então, devemos proteger meio ambiente de populares das abelhas CPão. O debate contou com a participação de especialistas como o engenheiro agrônomo Osmar Mosca e o gestor ambiental Rodrigo Pires, que reforçaram a importância da conscientização sobre a preservação das abelhas. Nós precisamos nos empenhar para que as escolas de Campinas, a começar, por exemplo, pelas municipais, né, a direção da escola, a associação de pais e mestres, enfim, a coordenação pedagógica se sinta fortalecida no sentido de elas poderem implantar ali os meliponários, né? Porque a criança que conhece uma abelha sem ferrão, convive com ela, prova do melzinho dela ali direto da própria colônia, né? Aprende a respeitá-la através do vislumbre que se dá pelo pela maravilhosa harmonia que elas trazem ali pro ambiente, não é? Então, ela jamais vai esquecer pro resto da vida dela, né? E quando a gente tá falando de proteção de abelha, a gente tá falando de proteção de floresta, de proteção de fauna silvestre, de produção de água, de produção de alimentos. Então, mesmo quando ela incomoda um pouquinho a gente gruda no cabelo e tem gente que fica incomodada por isso, a gente tem que lembrar que esses insetos eles têm eh uma importância vital paraa sobrevivência da nossa espécie do planeta. A gente segue com o presidente da Câmara, o vereador Luís Rossini, porque ele protocolou um projeto de lei para instituir em Campinas a Semana da Força Expedicionária Brasileira. 5 de maio é o Dia Nacional do Expedicionário, data dedicada a honrar os soldados brasileiros. E 8 de maio, o dia da vitória, que marca o fim da Segunda Guerra Mundial na Europa em 1945, celebrando a rendição alemã e o papel decisivo da semana da força expedicionária brasileira. Por este motivo, o presidente da Câmara de Campinas, o vereador Luiz Rossini, quer instituir a semana da força expedicionária brasileira no calendário oficial de eventos do município de Campinas, a ser realizado anualmente entre os dias 2 e 8 de maio. Muitos campineiros integraram a força expedicionária brasileira, né, que mandaram os pracinhas para lutar na Itália para combater o nazifascismo naquele momento. E o dia 8 de maio é o dia da tomada do Monte Castelo, é chamado dia da vitória. Então a associação tem realizado analía, para divulgar, para reconhecer, homenagear os nossos combatentes, né, que muitos eh morreram, mas muitos voltaram e tem que ser lembrados eh por esse feito, por esse ato heróico. Então nós decidimos aquilo que estava sendo feito informalmente que fosse oficializado. Então a ideia de instituir no calendário como lei é para valorizar essa iniciativa e manter viva, né, a memória de uma parte da história do mundo em que o Brasil participou e que Campinas se fez presente através dos nossos pracinhos. A participação brasileira teve grande destaque no momento final da vitória da Segunda Guerra Mundial, quando enviou cerca de 25.000 soldados, o que consolidou a força do país. que o Brasil teve esse papel importante e é interessante que às vezes na Itália, nessas cidades, né, eh o reconhecimento é muito maior, né, na verdade esse essa esse apoio dado, essa iniciativa feita pelos expedicionários brasileiros ajudar ajudou sim na solução da guerra lá na época e fazer com que aquela população pudesse sentir protegida. Eles têm muito carinho, muito reconhecimento, muita gratidão pelos brasileiros que participaram desse esforço de guerra e nós aqui temos que reconhecer também, valorizar a memória, né, desses que foram heróis brasileiros naquele momento histórico. Deu Brasil, meu Brasil. No Dia Nacional de Combate ao bullying, Frente Parlamentar de Políticas Públicas para Crianças e Adolescentes discute o tema e formas de enfrentamento ao bullying nas escolas. A Frente Parlamentar de Políticas Públicas para Crianças e Adolescentes da Câmara Municipal de Campinas, que tem como presidente a vereadora Débora Palermo, realizou a primeira reunião no Dia Nacional de Combate ao bullying para debater o tema. Essa história de que é mimimi, que é ah, é brincadeira, não, não é brincadeira, né? Eu acho que não é mimimi, não é brincadeira e é um mal, um mal terrível que nós temos que combater todos os dias de forma pontual e sistemática. O crescimento preocupante dos casos de bullying, sobretudo no ambiente escolar, foi o assunto principal do encontro que contou com convidados. Hoje nós não falamos que crime é só roubar e matar, né? A forma como me relaciono com o outro é crime, né? Determina se isso é crime ou não. Eu tenho lido bastante sobre o significado de respeito, né, de dignidade da pessoa humana, eh, em contextos culturais, em contextos sociais de todas as tribos, povos, raças, religiões, crenças. E tudo se resume em todas as línguas, em amor ao próximo, em não fazer com o outro que eu não quero que seja feito comigo. O objetivo foi promover o debate qualificado sobre as consequências e discutir estratégias eficazes de enfrentamento e prevenção ao bullying. O bullying, ele não é brincadeira de criança, né? Mas ela começa brincando com um adulto, começa com a gente fazendo brincadeira entre nós e as nossas crianças ao redor assistindo as nossas brincadeiras e muitas vezes de mau gosto. Então não, não é brincadeira. E aí definindo esse grande inimigo, né? E o que é? E o que não é bullying. É todos os espaços onde nós estamos presente, a gente tem assim, ó, o pessoal do bullying tá aí. Olha, isso é bullying. Entende como que a gente já banaliza um tema que é muito sério? Não é a minha presença que vai determinar se é bullying ou não. Os impactos da crise internacional sobre o preço dos combustíveis no Brasil foi tema de um debate público aqui na Câmara Municipal promovido pela vereadora Fernanda Solto, que reuniu especialistas para discutir este assunto. A vereadora Fernanda Solto promoveu um debate público na Câmara Municipal para discutir os impactos da crise internacional sobre o preço dos combustíveis. Participaram do encontro o professor José Augusto Ruas, doutor em teoria econômica pela Unicamp, e Cloviomar Cararini, técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioconômicos, o DIES. Também estiveram presentes representantes do SIND Petrio, Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo, do Simó Petro, Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Combustíveis de Campinas e região e da RecAP, Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Campinas. Bom, nós já fizemos uma primeira atividade que também contou com a participação dos companheiros do CIND Petro pra gente começar a pensar um pouco sobre os impactos, né, da escalada da dos conflitos militares, especialmente no Oriente Médio, sobre o preço dos combustíveis aqui no Brasil e também pensar um pouco sobre a questão eh do desenvolvimento nacional, sobre o que é necessário pra gente avançar no debate da soberania energética brasileira. Com os ataques de Israel, Estados Unidos ao Irã, nós vimos o preço do petróleo explodir o mundo todo, né? E isso muitas vezes sendo utilizado como justificativa para um aumento abusivo dos preços combustíveis aqui no nosso país. Mas é importante a gente retomar também na história recente do Brasil. Durante os governos Temer e Bolsonaro, nós tivemos intervenções muito profundas sobre a cadeia produtiva dos combustíveis, né, do diesel, gasolina, do gás. E isso também tem a sua parcela de impacto relativamente maior nesse aumento que nós temos visto aqui. E é um momento importante pra gente discutir o que é necessário avançar na na verdade e de retomar o controle estatal, controle estratégico sobre a cadeia produtiva dos combustíveis no nosso país e qual a importância disso dentro do debate soberania nacional. Um dos principais pontos abordados foi o impacto da privatização de parte da cadeia de produção e distribuição de combustíveis, o que, segundo o coordenador do Sind Petro, dificulta o controle dos preços em meio ao atual cenário de conflitos internacionais. Em função de uma decisão e estratégica, ideológica, né, de competição e tal, a distribuidora, os postos de gasolina foram vendidos, a distribuição também foi vendida. Então hoje esse pedaço da cadeia de do petróleo, né, dos combustíveis, ele não tem um controle direto do governo. Eh, em alguns momentos, esse controle que existiu cria criou algum problema. a gente sabe, né, que o controle de preços, né, se ele for uma coisa muito exagerada, eh, não é não não causa um desequilíbrio também, mas de alguma maneira, na maior parte do tempo, eh, existia uma convivência eh nesse sistema, né? Então, a gente tá até aqui, o pessoal que tem os postos de gasolina, eh, tem muitos postos aí que têm 50 anos de idade. Então, nesse período, existia uma convivência, um sistema que funcionava. E até nessa questão da distribuição e dos postos, o outro eh malefício que aconteceu é a entrada do crime organizado nos na na questão de distribuição. Porque quando você tinha a BR distribuidora e você tinha os postos da da Petrobras, existia um controle de qualidade, existia um uma eh uma supervisão, pelo menos por parte do governo, né, desses postos, né, e com a privatização total, os postos, o o crime organizado viu ali uma oportunidade de entrar e lavar dinheiro nesse nesse nesse ramo, prejudicando inclusive inclusive aqueles eh postos eh que são honestos, porque a gente viu na refinaria lá de manguinhos eh eh combustível adulterado, comprando combustível de fora e declarando que era petróleo, mas era combustível final, pagando menos impostos. Então, criou uma concorrência desleal, prejudicando toda essa estrutura que tem, que já tinha, que funcionava muito bem. Segundo a parlamentar, a iniciativa buscou esclarecer questões que impactam diretamente a vida da população, como a política de preços dos combustíveis no país e a relação com o cenário internacional, além de quais medidas podem ser adotadas para evitar que esses efeitos econômicos atinjam os trabalhadores. Nós tivemos a participação aqui de pesquisadores, professores, também de representantes do movimento sindical, do Sind Petro, dos sindicatos frentistas, pra gente aliar quem tá pesquisando, pensando, produzindo pesquisa sobre isso e e trazer essas informações, esses dados importantes e também quem tá na luta do dia a dia nessas categorias que estão enfrentando eh diretamente eh enfrentam diretamente essas contradições que se colocam entre as questões internacionais e nacionais. Então, hoje foi um momento importante pra gente fazer uma e eh confluir essas ideias, esse debate e também elaborar uma síntese, né, como a o que que nós em que que nós precisamos avançar. E o que fica claro pela intervenção da mesa, nós precisamos avançar na retomada estatal, ou seja, retomada pela Petrobras de caráter público de toda a cadeia produtiva do petróleo, que a gente fala Petro Petrobras pública do poço ao posto. E esse é um compromisso que o presidente Lula tem assumido com o povo brasileiro e o nosso mandato eh tem atuado na tentativa de aproximar a população de Campinas dessas discussões tão importantes. O advogado Nilson Roberto Lucílio recebeu o título de cidadão campineiro em uma iniciativa da vereadora Paola Miguel, que reconhece a trajetória e os serviços prestados à cidade. A solenidade aconteceu por uma iniciativa da vereadora Paula Miguel. A honraria de cidadão campineiro entregue ao advogado Nilson Roberto Lucílio é concedida a pessoas que não nasceram na cidade, mas que prestaram serviços relevantes e contribuíram de forma significativa para o desenvolvimento de Campinas, deixando um legado em suas áreas de atuação. Tô muito honrada, né, do Nilson ter aceitado essa honraria, né, o título campineiro. Ele que fez tanto já pela cidade de Campinas e ainda tem feito muita coisa. Mas começando do início, né, o Nilson é um advogado que tem um currículo extenso aqui na cidade desde 1995, mas ele chega a Campinas em 79. A cerimônia reuniu autoridades, familiares e amigos, celebrando a trajetória de quem ajudou a construir a história da cidade e agora recebe oficialmente o título de cidadão campineiro. Dizer que é uma honra poder fazer essa homenagem de de título do cidadão campineiro para alguém que tem dedicado a sua vida, principalmente na saúde e aos jeito petista de governar. teve junto com a com o Toninho, com Isalene, teve junto com Demétrio, sempre olhando pela população, trazendo o seu conhecimento lá de Itápolis pra cidade de Campinas para conseguir transformar a nossa cidade e pensar como que a gente poderia diminuir essas barreiras, esses limites através do direito. O homenageado falou sobre a relação construída com Campinas ao longo dos anos e o significado do reconhecimento. Eu tenho muito amor por Campinas. Eu acho que eu tenho mais amor por Campinas hoje do que por Itápolis, né? É a cidade que eu cheguei para fazer faculdade em 79, a cidade onde eu me formei na faculdade de direito da PUC. Muitos amigos estão aqui hoje são daquela época, amigos eh dos bancos acadêmicos, do padre dos Leões e e foi a cidade que eu comecei a estagiar, que eu comecei a trabalhar, que eu me casei, que eu tive os filhos, né? Meus filhos moram em Campinas até hoje, vivem aqui e e é uma cidade que eu amo muito. Eu tô muito feliz por receber o título cidadão campineiro. É uma honra muito grande, é um privilégio, né, que poucas pessoas têm de sair de uma cidade do interior de São Paulo, uma cidade pequena, e poder construir uma carreira, uma vida numa cidade do porte de Campinas, uma cidade que é uma metrópole e que, como bem disse a Delaide, eu tenho a honra de ter um escritório bem no Largo do Rosário, onde eu consigo visualizar e fotografar e participar manifestações mais diversas da cidade. Então, é muito, muito orgulho eh ter esse privilégio e eu quero agradecer a todos por isso. Aprovado com por unanimidade esse título de cidadão campineiro para aquele que já fez muito, mas ainda pode fazer muito mais. Alunos do 5º ano da Escola Municipal Elvira Muraro participaram do programa Câmara Educa, uma iniciativa da Elecamp, a escola do Legislativo aqui da Câmara de Campinas. Eles conheceram as dependências aqui da casa, aprenderam sobre o funcionamento do legislativo. Confira como foi. Com olhares atentos, os alunos da Escola Municipal Elvira Muraro conheceram de perto os espaços e o funcionamento da casa de leis. Eles foram recebidos por representantes da escola do legislativo e também pela vereadora Débora Palermo com o tema bullying não tem graça. Eu acho que é muito importante trazer as as crianças, os alunos, né, os adolescentes para essa casa, para conhecer o funcionamento dessa casa, saber que como se discute política, como que acontecem os projetos de lei. E o Campinas Duca tem feito isso com muita prestreza, feito muito, tem sido um trabalho maravilhoso e hoje o tema é o bullying, porque dia nacional de combate ao bullying e é um tema de extrema importância e relevância, porque o bullying é um é um mal que ainda assola muito a sociedade, traz muitas consequências. A criança ela não tem maturidade emocional nem psicológica para lidar com isso. E não é uma brincadeira. As pessoas tratam como mi mimi, brincadeira, mas é uma extrema maldade. E não é raro você conhecer adultos que levam marcas ainda hoje da infância por conta do bullying sofrido lá atrás. Então nós temos que combater esse mal e hoje nós estamos trazendo esse debate aqui para que as escolas, as osciss, todo mundo tenha acesso a esse material e discuta nas escolas. Acho uma coisa bem chata ficar xingando, batendo nos outros. O programa tem o objetivo de aproximar os estudantes do cotidiano político e mostrar que o entendimento das leis é fundamental para a construção de uma democracia. Eles conheceram o plenário, onde as sessões acontecem, aprenderam sobre as funções do poder legislativo, o papel dos vereadores, visitaram o acervo histórico, a biblioteca e também o estúdio da TV Câmara para entenderem como a programação é transmitida para a população. Como nós somos uma escola municipal, a questão da legislação municipal tá muito presente dentro das nossas escolas no dia a dia. Então, além de estar no conteúdo, né, no currículo, nós temos também a prática, né, das leis municipais, da diferença da rede estadual com a rede municipal. Tudo isso tá dentro da escola. Por exemplo, a questão da merenda escolar municipal, onde os alunos não podem trazer a merenda na escola estadual, eles podem. Então, essas diferenças a gente lida no dia a dia e também com relação ao conteúdo. Acho, eu tô achando bem legal porque eu nunca vim aqui, né? Acho um espaço bem agradável e é isso. Por que que é importante pra cidade? É importante por causa das leis, porque tem gente que não obedece lei, tem gente que obedece. Tem que cumprir as regras, né? Uhum. E sobre o bullying, que que você tem a dizer? Eu acho que é muito ruim pra sociedade, porque deixa essa pessoa triste e tem uma convivência, deixa uma pessoa com uma convivência muito ruim. Bom, e hoje é quarta-feira, portanto é dia de reunião ordinária, a 19ª do ano. A partir das 6 horas da tarde, os vereadores vão se reunir para discutir e votar 18 projetos. Entre eles está em primeira análise de autoria da prefeitura que autoriza a prorrogação excepcional dos contratos de concessão do transporte público coletivo no município por até 3 anos, com o objetivo de garantir a continuidade do serviço até a conclusão do novo processo licitatório. De acordo com o texto, a prorrogação deve estar condicionada a critérios como a existência de uma cláusula resolutiva que encerra automaticamente o contrato assim que a nova concessão entrar em operação e a comprovação de interesse público devidamente justificado em processo administrativo. Quer ficar muito bem informado, saber todos os projetos que serão discutidos e votados? É só acessar o site da Câmara, campinas.sp sp.lege.br. Bom, a gente segue aqui com o jornal Câmara Notícia, porque o país Israel é considerado o segundo maior funil migratório de aves no mundo. Então, sobre o impacto desta guerra na sobrevivência de inúmeras espécies, acompanhe o giro ambiental. Olá, sejam bem-vindos a mais um Giro Ambiental. No programa de hoje, vamos entender os impactos da guerra na migração de aves. Isso porque, enquanto o mundo acompanha os conflitos entre Estados Unidos, Israel e Irã, com imagens de mísseis e sistemas de defesa no céu, existe uma consequência silenciosa que quase ninguém vê e que ameaça a sobrevivência de espécies inteiras de aves do mundo. Para essa conversa, eu recebo o biólogo Víor Filiputi, o Pido. Pido, muito obrigada pela sua participação e seja bem-vindo ao Giro Ambiental. Olá, muito obrigado, obrigado pelo convite e com certeza é um assunto que é bem interessante, bem atual, né? Então vamos falar um pouquinho dele. Vamos lá, Pido. Para começar, eu queria que a gente começasse a situar quem tá assistindo, porque Israel é considerado um dos maiores funis migratórios do mundo. Porque essa região ela é tão estratégica para as aves, tá? Então, a pra gente entender fundo migratório, a ideia é a seguinte, eh, todas as aves da região da Europa, Ásia, Norte, Sul, leste, oeste, elas acabam meio que se convergindo para essa região. E aí funciona, como o nome próprio diz mesmo, é um funil onde as aves se concentram para poder migrar e passar dessa região pro continente africano. Eh, então, traz aves de toda o que a gente chama de Eurásia, né? da região da Eurásia para poder fazer essa migração. Elas se afunilam nessa região para poder fazer essa migração para pro continente africano. Certo? E trazendo pro cenário do conflito, né? O que muda eh na prática? Quais as consequências que essas aves podem enfrentar por conta desses conflitos? Eh, então, eh, todos os anos a estimativa é que cerca de 500 milhões até 1 bilhão e meio de aves, dependendo do período do ano e tudo mais, mas no geral a soma total, né, de todo o período migratório, pode chegar até 15 bilhão e meio de animais, acabam usando esse corredor e esse funil de migração para poder chegar no continente africano. E no final das contas, o resultado prático disso é que muitas dessas aves não conseguem chegar no destino, eh, não consegue atravessar essa região por conta do conflito e não conseguem chegar no destino final delas, que no fim das contas é realmente o continente africano, certo? E pra gente contextualizar também quem tá em casa, quais são essas aves que costumam passar eh nessa região durante esse período migratório? Ó, tem todo tipo de ave, desde aves grandes, como cegonhas, águias, eh, muito presentes na região, abutres, tem bastante também que usam essa região migratória, como aves pequenas, aves de bando, que a gente chama, né, que são aves, porque se a gente pega, por exemplo, águias, eh, cegonhas, eh falcões, gaviões, que tem muito na região, eles tendem a ter uma migração mais solitária, mas a gente tem muita ave migrando em grande quantidade, aqueles blocos grandes de ave migrando. Então, a gente tem todo tipo ali. Eh, eh, Falcão, tem um Falcão, inclusive que ele é o recordista de migração do mundo, que ele passa ali por essa região do funil e todo ano ele migra, ele ele voa cerca de 22.000 1000 km saindo da região eh nativa dele até a região da do continente africano. Então, todo tipo de ave acaba sendo eh afetado por esse conflito que tá na região. E já existe eh evidências de mudança nas rotas eh migratórias dessas aves? evidência de mudança existe. Eh, a gente a gente tem como ter a visualização, apesar de ser um conflito recente ainda, esse tema ele ficou muito evidente por conta da da do das pesquisas que são feitas na chegada dessas aves. E as visualizações e as análises feitas na quantidade de aves que chegam até o destino realmente já diminuíram e estão mostrando que estão sendo afetadas. Agora, os outros tipos de resultados mais amplos, visando o ecossistema e toda a conexão que essas aves t com ecossistema, por enquanto ainda é muito cedo para analisar. A gente sabe o que pode acontecer, a gente sabe o que pode acarretar, mas os resultados reais disso a gente vai ter, por exemplo, só no próximo ciclo ou no fechamento desse ciclo, quando essas aves não estão conseguindo chegar ao seu destino e fazer tudo que elas têm que fazer durante a migração, porque não é simplesmente uma migração, ela sai de um lugar e pro outro, ela tem uma conexão gigantesca com esses ecossistemas que ela passa. E a no fechamento desse ciclo, a gente vai conseguir perceber com mais clareza os resultados de tudo isso, certo? E além da rota, o comportamento também pode mudar? Elas podem alterar, por exemplo, a altitude do voo ou deixa de fazer paradas importantes durante o trajeto? Com certeza. É uma coisa que a gente tem que pensar é o seguinte, primeiro, o por que esse funil é importante? Se a gente pegar a região, de um lado a gente tem mar e do outro lado a gente tem praticamente uma região só de deserto. Então uma região muito quente. Essa região de funil que fica entre o mar e entre o deserto, ela forma uma corrente de de ar eh, com uma temperatura ideal pro voo dessas aves, principalmente as aves maiores. E elas aproveitam como se fosse realmente uma, dá pra gente comparar com uma esteira rolante, onde ela entra nessa massa, nessa corrente de ar, e ela consegue fazer o menor esforço possível para voar o maior tempo ou maior eh espaço possível, com o menor esforço possível. E o que a gente tem que pensar é que essas aves evoluíram durante milhões de anos para fazer exatamente isso. Uma migração, na verdade, ela é um projeto meio que matemático. Então é tudo pensado, é tudo já voltado para economizar energia, porque são longas distâncias e não dá para ficar parando toda hora, senão a meio que o a viagem não rende. E a gente tem um problema muito sério de que bem nessa região do conflito, em algumas áreas, são paradas de descanso dessas aves e paradas de alimentação dessas aves, que elas usam literalmente para recarregar bateria e poder voltar pro processo de migração. E aí quando elas chegam nessa área que elas já tão cansadas e que elas teriam que dar uma pausa para se alimentar, para descansar e para se hidratar, tomar água, tudo mais, elas não encontram esse lugar disponível para isso. E aí a tendência eh são duas. Primeiro ela tentar desviar dessa área de conflito que vai tá ali todo bagunçado, barulho, iluminação, explosões, eh, enfim, tem muitas á que matem essa migração à noite porque favorece de não ter predador, a temperatura é mais amena e aí todas as explosões, iluminação e tudo mais que tem no lugar ou obriga elas a desviarem do caminho e procurar um outro lugar para descansar. E isso naturalmente aumenta o espaço de voo delas. Ou elas acabam tocando reto, tentando passar por cima da área do conflito e não para para descansar. Tanto um quadro, tanto uma situação quanto a outra acaba afetando essa ave e muitos muitas delas não chegam no destino final porque morrem antes literalmente de cansaço, porque elas elas não estão programadas para voar tanto tempo assim sem parar para descansar. E além desse não ter esse descanso, né, além desse cansaço extra, é o barulho também das explosões que acontecem nesses conflitos de caças, de drone, também podem desorientar essas aves? Com certeza. eh tanto o barulho das explosões quanto a iluminação das explosões, eh tudo elas eh elas têm um sistema como se fosse um sistema de GPS mesmo. E eh dentro dessa ideia de voar eh o o economizar energia no voo, a ideia é um voo máximo possível em linha reta e não ficar fazendo desvios para fazer isso. E quando essa iluminação, esses barulhos de explosões, eh, acontecem perto delas, a tendência é que elas não vão simplesmente fazer uma curvinha e passar. Às vezes elas voltam, às vezes elas fazem curvas de 90º e a à noite ou de dia isso pode desorientar elas e levar elas para outro lado. E quando elas se dão conta, elas já estão muito longe da rota normal delas. E além de tudo isso, isso também pode comprometer a reprodução dessas espécies? Com certeza, porque o período de reprodução das aves é um período relativamente curto e programado. Então, ele tá muito ligado e ele tá muito sincronizado com a a ideia da migração. Então, muitas vezes, se essa migração se estende, se essa ave chega cansada no lugar, eh, se ela chega desidratada, desnutrida, por conta desse aumento do período de voo, do aumento do tempo de migração, a última coisa que ela vai pensar é reprodução. E com certeza isso afeta diretamente nos nascimentos depois, né, que estão sincronizados com esse período. E aí que entra a ideia de que a gente só vai entender direitinho o que que acontece com essas populações no final de um primeiro, de um segundo ciclo, quando a gente conseguir ver a quantidade dessas populações comparadas com o período préflito, né, antes do conflito. Certo? E também quando a gente fala sobre essas consequências da migração, quais são os impactos para outras regiões do mundo? falando de meio ambiente também, sabendo que as aves são importantes para polinização, dispersão de sementes, por exemplo. Eh, certo, são três fatores aí que a gente pode citar como exemplo, tá? O primeiro deles é controle de pragas. Então, muitas dessas aves quando param em determinados pontos para se alimentar, a ideia da da dessa sincronia da da migração, ela é tão é uma catraquinha de relógio tão bem regulada que muitas vezes o período que ela para para descansar, ele choca exatamente com o período de reprodução de alguns tipos de insetos e naturalmente alguns tipos de insetos que se tornam pragas em plantações, plantação de trigo, de milho, eh, É, enfim, e essas aves parando para descansar, elas funcionam como controle biológico. Então, elas se alimentam desses desses insetos e elas fazem esse controle natural de pragas. Um efeito prático que isso dá é o aumento das pragas das plantações por diminuição das aves que se alimentam desses insetos. Aí o aumento dos de ceticidas, a diminuição na na no colheita e no resultado final dessas plantações. Então esse já é um resultado direto que até afeta nós, seres humanos. A gente tem um um segundo resultado que é o resultado nas polinizações, eh porque muitas dessas aves elas são nectívoras, então são aves que se alimentam de de néctar. E aí, nesse momento que ela tá se alimentando, ela também tá fazendo o processo de polinização. Então isso acontece geralmente com aves menores. E aí de novo, se são plantas que dependem dessa polinização exatamente naquele período do ano, naquele período de migração, porque sincronizou também ao longo de milhares e milhares de anos com a migração dessas aves, essas plantas vão ficar sem polinização e vão deixar de gerar frutos e consequentemente sementes. E isso também impacta diretamente na população dessas plantas. E como um terceiro impacto importante, a gente tem a dispersão das sementes. Quando algumas outras espécies, que podem ser também frugívoras, elas comem as frutas e voltam a voar, voltam a migrar. Só que nesse período de voo elas vão defecando e as sementes vão sendo liberadas junto com as teses. E aí as sementes vão sendo espalhadas dentro de uma área que já é esperada até ecologicamente, não tendo a aveimentar da fruta, você tem uma menor dispersão de sementes e afeta também na população de várias e várias espécies de plantas. Nossa, são impactos que a gente nem imagina, né? E para finalizar, é o que esse cenário revela também sobre a relação entre conflitos humanos e o equilíbrio ambiental, o que essa perda de conectividade ecológica causada pela guerra, pelos conflitos, elas podem levar décadas para ser recuperadas. Essas aves podem levar décadas para se recuperar, com certeza. Eh, eh, até um ponto importante que muitas vezes a gente pensa que o impacto gerado ele é somente no local onde o conflito tá acontecendo, mas no caso, por exemplo, da migração das aves, a gente tem que pensar que toda essa parte de polinização, conexão com o ecossistema, de maneira geral, acontece onde o conflito tá acontecendo, mas também acontece, por exemplo, no continente africano, aonde essas aves chegam. E se elas não chegam, toda essa dispersão, essa polinização, esse controle de pragas também não acontece num local que o conflito não tá acontecendo e que é muito distante da onde o conflito tá acontecendo. Então tem um impacto significativo não só no local do conflito, mas também em outros locais que às vezes a gente também pensa que não tem nada a ver. E sim, se você tem uma redução, eu falei, por exemplo, de que em todo um período migratório, a estimativa que pode pode chegar até 1 bilhão e meio de aves passando pelo local. Se você reduz essa população e você tem todo um ecossistema que depende desses 1 bilhão e meio de indivíduos que passam por lá todos os anos, para você recuperar tudo isso, você pode levar literalmente décadas. E essas décadas pode passar aí de 60, 70, 80 anos para poder chegar números anteriores no números do pré-conflito. Pid, eu agradeço mais uma vez a sua participação aqui no no programa para contextualizar esse cenário de guerra que a gente nem imagina que acontece também por trás desses conflitos. Eu que agradeço o convite. Muito obrigado e precisando, estamos à disposição aqui. Obrigadão. Forte abraço. Obrigada. Eu agradeço também a sua audiência. Eu fico por aqui, mas você segue com as informações e curiosidades do meio ambiente. Até o próximo giro ambiental. Um vídeo nas águas de Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro, chamou a atenção nas redes sociais. As imagens captadas por um drone registraram um encontro incomum entre dois biju pirás e uma tartaruga de couro, considerada a maior tartaruga marinha do mundo. O momento foi flagrado pelo criador de conteúdo de turismo, Eduardo, que costuma compartilhar imagens aéreas de destinos brasileiros. Um comportamento das baleias descrito por marinheiros há mais de um século e que inspirou o clássico da literatura Mob Dick de Herman Melville, mas que nunca havia sido comprovado, acaba de ganhar confirmação científica. Pesquisadores da Universidade de St. Andrews, no Reino Unido, registraram pela primeira vez em vídeo caixa lotes dando cabeçadas umas nas outras. As imagens foram captadas com uso de drones durante expedições realizadas entre 2020 e 2022 nos Açores, em Portugal e nas ilhas Baleares, na Costa da Espanha. Para amanhã, quinta-feira, a nebulosidade continua em alta. Então é tempo nublado, com o sol tentando aparecer um dia parecido com hoje. E tem previsão de chuva, então guarda chuva sempre por perto, viu? Sobre as temperaturas, sem mudanças, mínima de 18º. Ao longo do dia, a temperatura sobe, podendo chegar aos 28º aqui na cidade de Campinas. O jornal Câmara Notícia fica por aqui. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Continue na nossa programação e nos vemos amanhã na quinta-feira. Até lá. Ciao. Ciao. เ
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