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16 views Publicado 06/11/2025 HD · 42:52

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Artistas da Fundação Síndrome de Down expõe trabalhos na exposição Expressões Radicais. Câmara aprova de forma definitiva o projeto que trata de incentivos fiscais para o comércio e serviços na área central [música] de Campinas. Projeto de lei estabelece incentivo ao uso de energia fotovoltaica em prédios públicos. Projeto de lei do vereador Gustavo Peta, que institui a feira literária Riustianas e a insere no calendário oficial de eventos do município de Campinas. [música] [música] Olá, boa tarde. Quinta-feira, 4 6 de novembro de 2025, começa agora o jornal Câmara Notícia ao vivo meio-dia, mais 5 minutos. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência e vamos conversar. Participe, mande a sua mensagem para o número do nosso WhatsApp. 19 é o nosso DDD. Para você que é de Campinas e região, já sabe, né? Pode ir direto no número que aparece aqui embaixo da sua tela, é o 97829377. Ou você pode mandar o seu elogio, uma crítica construtiva, o que você queira assistir aqui no nosso telejornal, apontando a câmera do seu celular para o QRcode. Também já aparece uma mensagem na sua tela. WhatsApp da TV Câmara Campinas. Você aperta e a gente conversa ao vivo nesta quinta-feira. A gente abre a edição de hoje com as notícias da Metrópole. Exposição Expressões Radicais celebra a pintura como um gesto de liberdade e inclusão na galeria da Fundação Síndrome de Down aqui em Campinas. Três artistas, três corpos e três maneiras singulares de existir e criar. Essa é a ideia da amostra de arte expressões radicais que está exposta na galeria da Fundação Síndrome de Dal em Campinas. As 32 obras foram inteiramente produzidas no Atelier Tomás Perina, um dos espaços de vivência e aprendizado da fundação, que completa 40 anos de atividades em 2025. A exposição tem a proposta de ser uma experiência viva, sensorial e transformadora a partir das vivências individuais de cada um dos artistas, Aninha, Tristã e Pedro. Pressões a gente trouxe porque são pessoas que trabalham muito com o movimento gestual, com o corpo. Tristão é uma pessoa que pinta, por exemplo, em pé, nenhum momento e passa sentada. Então essa coisa de colocar o movimento do corpo junto com a dança do movimento do corpo, de gerar um traço ali, uma linha, uma cor. E por isso a textura é bem densa. Quando você olha o trabalho, você vê que tem eh algumas camadas de cores. Eh, Pedro eh tem uma questão de produção eh batucando, então o lance do movimento de de bateria mesmo. Tenho até um eh pincel feito para essa técnica, já que ele tem esse movimento. E a Ana também tinha uma produção muito extensa, assim, Ana acabava produzindo trabalhos três vezes na três trabalhos por dia. Agora ela tem diminuído a questão da produção por conta da linha que ela tá usando pincéis mais finos e aí fazendo traços mais é refinados, mas é uma produção muito densa também. Então a gente trouxe esses artistas que estão muito que transgride a produção para poder colocar nessa exposição e brincar também com a questão da raiz, de ter uma coisa muito relacionada com a sua identidade, com a sua origem e por isso expressões radicais. A exposição busca valorizar a pintura como força vital e transgressora, destacando o uso de cores intensas, massas de tintas e camadas de energia. A maioria dos trabalhos aqui são feitos com gis pastel oleoso, que é um material que a gente não costuma ter, por exemplo, dentro da do espaço escolar. Então, a gente busca também incentivar que esses materiais sejam eh melhores para ter uma produção mais refinada e também trazer referências artísticas de outros artistas, como por exemplo, aqui tem uma releitura do Vanangog, uma referência como Tadaskia e Jeder belks, artes contemporâneos e também eh já usar o que eles têm de referência como a tinta acrílica, que é um trabalho mais e relacionado à pintura, que a gente tem costume, né, de utilizar, se lá no espaço colar, a guache. E a gente eh apresenta a tinta acrílica que tem um refinamento melhor. Cada um tem uma forma de se comunicar e de se expressar e através da arte isso é possível. Então tem pessoas que a gente atende que não são não verbais, né? Muitas vezes não conseguem no dia a dia eh se expressar expor seus sentimentos, seus desejos e através da arte acho que isso é possível. Cada um do seu jeitinho, com a sua singularidade. Algumas pessoas que são atendidas na instituição e que participam do atelier puderam conhecer de perto os quadros feitos pelos três colegas. Que você mais gostou. São todos quadros bastante coloridos, né, Alex? É, colorído. E que que você mais gostou assim? Qual que foi o que você mais gostou? Foi o quadro da Aninha, do Pedro, da Isa. O Pedro, Aninha. E ela também voltei. E e você e você gosta de participar do atelier também? Gosto. Por quê? Eu gosto de pitar. É bonita. Vale a pena. Vai. Eu gosto de corirete. Eu gosto de corir do que eu gostei que ferete. Eu gostei diferente. Eu acho que vai muito da do vínculo, né? Nessa exposição tem uma colega deles, né? que tá participando dessa exposição. E acho que o vínculo criado com essa colega eh dá mais ainda vontade de estar nesse espaço, de apreciar uma obra que um colega fez, né? E como eles também participam desse espaço de criação, de arte, eh vê que é possível, nossa, tá todo mundo apreciando uma uma obra de arte que meu colega fez, que eu fiz. Então, acho que é fortalecer, né, essa autoestima deles, é mostrar para eles que eles têm capacidade também. E é muito gratificante ver o resultado e o avanço de cada um. Quem quiser conhecer de perto as obras, o atelier de arte, né, Tomás Perina, da Fundação Síndrome de Down, fica localizado na rua José Antônio Marinho, número 430, em Barão Geraldo. A visitação vai até o dia 28 de fevereiro de 2026, de segunda a sexta-feira, das 8 horas da manhã às 6 horas da tarde. Vamos com as notícias do legislativo, porque ontem, durante quase 3 horas, os vereadores se reuniram para discutir e votar oito projetos. A Mina Breu acompanhou tudo e traz agora as informações. Seja bem-vinda e boa tarde, Mina. Boa tarde, Gabriel. Boa tarde a você que nos assiste. Os vereadores aprovaram na noite desta quarta-feira de forma definitiva o projeto que atualiza a lei de 2023, que criou o Procentro, que é o programa de incentivos fiscais da área central. E o vereador Carlinhos Camelô, que é o presidente da Frente Parlamentar de Revitalização do Centro da Cidade, falou sobre a importância deste projeto. Muitas pessoas têm um sonho de ter um comércio no centro da cidade e agora nós temos um projeto que vai abaixar através do ISSQN, vai abaixar 3,5%, depois 2%, depois vai indo. Mas é um incentivo e é um começo para que as pessoas voltem para o centro e mostrem seu comércio, monte seu comércio e dê emprego, gera renda e torne a voltar ao centro como nós queremos ele. Também foi aprovado de forma definitiva o projeto que trata da atualização da lei que criou a Fundação José Pedro de Oliveira e criou uma reserva florestal. Lembrando que a fundação ela é gestora da Mata Santa Genebra em Campinas. O presidente da comissão de meio ambiente da Câmara, o vereador Luizo, falou sobre a proposta. Essa nova lei de hoje que estamos voltando vai reforçar a proteção da Mata Santa Genebra, reforçar a os investimentos na matação Gen proporcionando aí doações, acordos, dinheiro de de acordos, recursos de uso de imagem ou de espaço da área protegida, dinheiro de multas por danos do meio ambiente, oferecer cursos e treinamentos e consultorias e o conselho fiscal, que é novidade, tem que ser criada para proteger a mata no quesito orçamento, também de forma definitiva. A Câmara aprovou o projeto de autoria do vereador Paulo Hadad, que trata da proibição da comercialização e também da administração de medicamentos inibidores do estro. São medicamentos anticil. O autor da proposta também falou da importância dessa medida em Campinas. Ele é importante no que diz respeito ao uso indiscriminado dessa medicação, que é um hormônio, né, anticil para que eh os gatos e as cachorras, as fêmeas de cachorro, elas recebam essa medicação para que elas não entrem no seu e eventualmente venham a ficar prenhas e ter aí, né, a a alguns filhotes que seria indesejável, né, pro tutoro, pra pessoa que é o dono do animal. Então, qual o método contraceptivo mais e eh eh eficaz? É você aderir essas campanhas de castração que Campinas tem o castóvel, né? Hora ou outra ele ele se ele se eh eh se faz presente em algumas localidades. Isso é avisado, né, com certa antecedência. Então esse é o método mais eficaz. A única o único senão eh que nós temos aí como permitir o uso desses contraceptivos é através, né, de uma prescrição do médico veterinário. Então aquela eh situação do balconista vender de forma indiscriminada, é isso que a gente quer passar pra nossa população, que ela tem consciência que isso não é bom, não é o melhor pro seu animal. E já em primeira discussão, a Câmara aprovou dois projetos de autoria do vereador Igor Diego. Um cria o Programa Municipal de Prevenção e Combate à obesidade. O outro obriga que loteamentos e empreendimentos imobiliários que sejam construídos em Campinas tenham a luz LED ou tecnologia similar na rede de iluminação pública. E o parlamentar justificou as duas medidas. A Campinas tem um programa, né, de transformar toda a cidade e eh em LED. Nós fizemos uma concessão, a empresa Conecta hoje que opera esse serviço na cidade. Porém, os novos empreendimentos, eles estão trazendo ainda aquelas lâmpadas antigas. É importante que esteja em sincronia, em consonância com essa ideia de lâmpadas LED, que além da questão energética e sustentável, ela também vai encontro, né, com esse programa que já é uma realidade ao município. A obesidade no Brasil, ele já se transformou em uma epidemia, né? É importante que a prefeitura e a cidade de Campinas tenha um programa específico para ter um olhar eh sobre essa questão. É importante também ressaltar que, por exemplo, o medicamento como Ozenique no próximo ano já é feito a quebra dessa patente, ou seja, o SUS já pode fazer a aquisição para entregar dentro de um programa com acompanhamento, mas isso é importante que esse programa esteja ativo aqui no município. Então o projeto tem essa finalidade. As duas propostas vão passar pelas comissões de mérito antes de voltar aqui ao plenário para ser analisada em segunda discussão. O resultado completo você confere lá no site da Câmara Municipal de Campinas e também a íntegra da reunião no youtube.com/tvcâmaracampinas. é com você no estúdio. Obrigado, Mina Abreu, pelas informações. A gente segue aqui com as notícias do legislativo, porque a primeira parte da reunião ordinária de número 67 debateu a reestruturação da carreira de pesquisador científico em São Paulo. O debate presidido pela vereadora Fernanda Solto teve como objetivo apontar questionamentos sobre o projeto de lei complementar da Lesp, que propõe a reestruturação da carreira de pesquisador científico e barrar a evolução do projeto que já foi sancionado pelo governador do estado de São Paulo. Na verdade, é um projeto de desestruturação da dessas carreiras, ataca a estabilidade desses servidores e servidoras da pesquisa, ataca os investimentos e a autonomia dos institutos públicos de pesquisa e, infelizmente, foi sancionado. Agora, ele deixou de ser um projeto de lei complementar, se tornou uma lei, lei 1435 de 2025 e vai trazer muitos prejuízos para a ciência, a tecnologia, a produção independente de ciência no estado de São Paulo. Então esse debate foi pra gente apresentar alguns dos principais pontos problemáticos desse projeto de leis. Foi feita uma mobilização intensa da categoria junto de entidades representativas como Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo. Foi realizada uma mobilização intensa da categoria junto de entidades representativas como a Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo e também do Sindicato dos Trabalhadores de Pesquisa e Ciência e Tecnologia. A proposta gerou críticas de pesquisadores que alegam que ela precariza a carreira, podendo desestimular a permanência de talentos. Para mim é uma coisa muito grave. A gente no CPQ ficou bastante preocupado. Isso tem uma característica mesmo de fazer com que os institutos públicos de pesquisa, as universidades públicas percam a autonomia, né? A gente viu isso, esse movimento já no na época do Dória com a CPI, né, a Lesespendo a CPI das universidades públicas, né, era uma é uma tentativa, né, de fazer com que essas eh esses esses centros de pesquisa, esses centros de contestação sejam destruídos, sejam eh desmembrados para que eles possam controlar corações e mentes. lá dentro, o que que se produz de pesquisa, o que que se produz e de conhecimento. O projeto propõe criação de seis níveis e três categorias para a carreira de pesquisador científico, jornada de trabalho de 40 a 44 horas semanais, sob regime de dedicação exclusiva, critérios objetivos para progressão de carreira baseados em desempenho e mérito e criação de uma comissão permanente de avaliação para garantir a transparência nas promoções. Existe uma insatisfação e uma revolta generalizada na categoria. Por exemplo, esse projeto prevê o fim da dedicação exclusiva dos pesquisadores. Eh, pode congelar a remuneração, diminuir salários, além de causar um desequilíbrio entre os pesquisadores da ativa e aposentados e de forma muito grave pode interferir na autonomia dos pesquisadores e dos institutos públicos de pesquisa. Meio-dia mais 20 minutos. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Estamos ao vivo nesta quinta-feira. A gente segue aqui com as notícias do legislativo, agora com o projeto de lei de autoria do vereador Aílton da Farmácia, que contempla uma das ações da agenda de desenvolvimento sustentável da ONU, a Organização das Nações Unidas, e tem como objetivo diminuir os impactos do aquecimento global. O projeto de lei do vereador Aíton da Farmácia visa incentivar a utilização de energia renovável pelos edifícios públicos da cidade. A ideia desse projeto é uma ideia de colher a energia solar, é uma energia limpa e hoje nós precisamos e muito disso. nosso, no nosso país tá tendo, vai ter agora pouco, poucos dias vai ter a COP 30 e é a su sustentabilidade, sustentabilidade tanto do nosso país, do nosso Brasil. E assim, esse projeto traz limpeza limpa, energia limpa, energia que é ela, ela não traz danos nenhum, ela traz benefícios para o meio ambiente, para o planeta. Pensando nos prédios públicos, o projeto de lei visa a diminuição de gastos a partir da criação da própria energia. Hoje o nosso município, muitas pessoas elas já têm essa energia nas próprias casas dela. E por que não o município fazer eh as repartições públicas do nosso município fazer? Por quê? é uma energia totalmente gratuita, totalmente limpa. É uma energia que traz traz traz eh como é que fala assim, pro meio ambiente eh um futuro. O futuro é esse, ele chegou e nosso município também está no futuro. Nós temos que aproveitar essa energia limpa que vem do sol. O projeto de iniciativa inédita prevê também a economia para os cofres públicos. E nós sabemos hoje que essa economia, o excedente até tem muitas pessoas hoje que t, ela consegue passar para uma outra moradia dela. E eu quero que aconteça isso no nosso município, porque como eu disse, tá tendo a COP 30, vai ter a COP 30 no nosso país. Mais um motivo, né, pra gente pedir pros vereadores aqui apoiar esse projeto. É um projeto que, gente, que só traz benefícios. Projeto de lei de autoria do vereador Gustavo Peta quer instituir a Feira Literária Riust Tianas e inserir no calendário oficial do município de Campinas com o objetivo de divulgar o legado da autora e promover a cultura artística no município. O projeto de lei ordinária de autoria do vereador Gustavo Peta tem como objetivo instituir a feira literária Riustianas no calendário oficial de eventos de Campinas a ser realizada trimestralmente. Em sua primeira edição realizada em agosto deste ano, a feira presenteou a cidade de Campinas com reabertura da Casa do Sol, moradia e residência artística da escritora Hilda Hilst após as obras de restauro deste patrimônio campineiro. No momento da sua devolução à cidade eh foi feito junto com uma feira literária Ianas, que é uma feira que pretende promover literatura, debates, reflexões, né? uma feira também de livro e foi um evento muito marcante na cidade. Então, por conta disso, nós, a pedido também dos organizadores, nós estamos apresentando essa proposta que institui a feira eh literária e usianas no calendário oficial da cidade, para que ela tenha também apoio, estímulo, divulgação, eh promovendo a literatura e reforçando esse caráter de Campinas de ser uma capital cultural também do nosso país, tanto pela literatura como por outras manifestações artísticas. Hilda Hilst foi poeta, ficcionista, cronista e dramaturga brasileira. Considerada pela crítica especializada como sendo uma das maiores escritoras em língua portuguesa do século XX e teve suas obras traduzidas para oito idiomas. A feira literária Rustianas se mostra como uma iniciativa que garante acesso à literatura, cultura, música e arte de forma gratuita para a população de Campinas e toda a região. Um esforço de divulgar o legado da Udach, que é uma escritora realmente muito importante do Brasil, né, reconhecida internacionalmente. Então, a feira também tem essa importância e ao mesmo tempo de promover outros autores, reflexões, debates, eh, nesse estilo, vamos dizer assim, como acontecem para ti todos os anos, promovendo a literatura e as diversas artes na nossa cidade, no nosso país. Projeto protocolado aqui na Câmara de Campinas propõe dar a Torre do Castelo o nome oficial de Torre do Castelo Víor Negrete. A iniciativa valoriza um dos principais símbolos da cidade e presta homenagem ao montanhista e ambientalista campineiro, que levou o nome de Campinas para o mundo. O projeto de lei ordinária que institui a Torre do Castelo Vittor Negrete é de autoria do vereador Eduardo Magoga. O documento oficializa o nome Torre do Castelo Víor Negrete, em homenagem ao montanhista, ambientalista e educador campineiro, reconhecido internacionalmente por suas conquistas no alpinismo e pelo trabalho em projetos de educação ambiental. A proposta também prevê que a torre continue sendo ponto de referência nas campanhas de conscientização com iluminação temática. A Torre do Castelo é uma área central bonita, bem vista, bem conceituada e ela homenageia um esportista da nossa cidade. Então você sempre passa lá e você vê aquelas iluminações. Então, de acordo com os novembros azuis, os maios amarelos, agosto, dourado, a gente quer tornar aquele monumento algo já pronto para que você possa homenagear todas essas ações que existem de prevenção ou ações para a gente relembrar da importância de cada fato. De acordo com o projeto, caberá ao poder público municipal adotar medidas para garantir a preservação e manutenção da estrutura. Essas ações poderão ser realizadas com emendas parlamentares destinadas pelos vereadores. Porque hoje, através de emendas parlamentares, nós podemos fazer com que aquele local seja um local onde possa ter tecnologia, possa ter aí uma boa aparência, uma manutenção e ainda fazer um papel social na cidade, na defesa aí de todas essas pautas que se tratam. Construída na década de 1940 para auxiliar no abastecimento de água de Campinas, a Torre do Castelo se transformou ao longo dos anos em um símbolo da cidade e ponto de encontro de moradores e visitantes. Muito querido e muito conhecido. Então, vale muito a pena a gente investir nos patrimônios da nossa cidade. Cólicas incapacitantes e menstruação intensa. Como a endometriose impacta a jornada de trabalho das mulheres. É o saúde agora. [música] Olá, [música] hoje no Saúde Agora vamos falar sobre a endometriose. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, essa doença afeta aproximadamente 190 milhões de mulheres em idade reprodutiva no mundo, que corresponde a cerca de 10% desse grupo populacional. No Brasil, as estimativas apontam que cerca de 8 milhões de mulheres convivem com a doença. Nosso convidado de hoje é o ginecologista e obstetra Marcos Ternakovsk e também é a diretor de comunicação da Sociedade Brasileira de Endometriose. É um prazer recebê-lo aqui no nosso bate-papo. Seja muito bem-vindo, doutor. O prazer é todo meu, Tociane. eh a você e a todos os telespectadores da Câmara Campinas. Legal, doutor. Pra gente começar então, né, esse bate-papo, o que é a endometriose? É uma doença crônica? Existem tipos diferentes de endometriose? É perfeita essa tua essa tua pergunta. Eh, por mais que a gente fale em endometriose e a paciente chega para nós, né, falando: "Olha, eu tenho endometriose". Quando você pergunta a ela exatamente o que que é endometriose para que ela explique pra gente exatamente qual a doença que ela tem, eh, por incrível que pareça, ela não consegue explicar, ela não consegue entender isso. Então, é importante que a gente conceitue. endometriose nada mais é do que a saída do tecido endometrial, aquela camada interna que reveste o úro, aquela o o o a própria menstruação, ela é normal sair pela vagina, mas ela vai através das tubas e cai dentro da pelva e dentro da barriga dessa mulher. Então, endometróve nada mais é do que a saída desse tecido menstrual para fora do útero. E é claro que isso causa eh repercussões, né? Causa uma reação inflamatória. E a gente deve falar muito sobre sintomas que que a endometriose causa. E isso é importante, é uma doença crônica. Isso acontece muitas vezes dentro da fase da adolescência dessa mulher e muitas vezes repercute de forma grave na fase adulta. Perfeito, doutor. A gente vai falar um pouquinho sim sobre os sintomas, né? Mas queria que o senhor explicasse exatamente quais são as causas, né? O senhor já deu aí esse início falando que acomete também, principalmente, né, adolescentes ali no primeiro ciclo menstrual. Algumas mulheres elas tendem eh dificuldade de identificar quais são os sintomas, porque em algumas mulheres a cólica é um pouquinho mais forte, o ciclo mesmo, né, eh, menstrual é intenso, tem uma quantidade, né, significativa de sangramento. Como que é então identificado a endometriose? Eles as mulheres conseguem identificar de fato esse tipo de doença crônica? É, eu cada vez mais eh a gente tem que falar sobre endometrirose. Endometriose, para que vocês tenham uma ideia, já deveria estar sendo considerado um problema de saúde pública, já com programas muito bem determinados, tanto do ponto de vista federal, eh, estadual ou municipal, porque, como você bem disse, acomete cerca de 10% de todas as mulheres que menstruam no mundo inteiro. E nós estamos falando de cerca de 200 milhões de mulheres no mundo e, como você mesmo falou, 8 milhões de mulheres brasileiras. a causa eh, nós não sabemos exatamente, eu sempre falo que quem descobrir eh o que causa exatamente a endometriose, com certeza vai ganhar o prêmio Nobel de medicina daquele ano. Mas nós sabemos sim que existe uma causa imunológica muito bem determinada nisso tudo, eh, e uma causa genética. Eh, o que é o certo seria essa causa imunológica? E o que seria essa causa genética? nós ainda não sabemos. E aí nós vamos pros sintomas. Claro que o tecido de dentro do útero foi feito para ficar dentro do útero. Se ele vai para fora, ele causa uma reação inflamatória dentro daquela pel, dentro daquela barriga. E essa reação inflamatória pode ser uma reação inflamatória muito pequena, como pode ser uma reação inflamatória de uma maneira muito grave. Isso causa sintomas. O principal deles, aquele que você falou, relacionados ao ciclo menstrual. Então, é aquela mulher que não tinha cólica menstrual e passa a ter uma cólica menstrual incapacitante ou aquela mulher que tinha já uma cólica menstrual e passa a ter de uma maneira muito mais intensa. Outra situação, dor no ato sexual, que nós chamamos dispareunia. Então, aquela mulher que não tinha também dores para ter relação sexual e passa a ter aquela paciente com dor pélvica crônica, eh, aquela dor há mais de 6 meses, tem que chamar atenção, dor ao evacuar, dor ao urinar. E a paciente que tem, que vem ao nosso consultório, ao nosso ambulatório, com história de dificuldade de se engravidar. Hoje nós sabemos que 30 a 50% dessas pacientes eh podem ter como diagnóstico a endometriose. E isso tem que se chamar atenção. Então as mulheres hoje elas não podem normalizar situações que não são normais. Quando você pergunta à aquela mulher: "Poxa, você tem dor eh para para menstruar?" "Ah, eu tenho, mas é normal". E ou você tem TP? Ah, eu tenho, mas é normal. Não, gente, ter dor e não pode aceitar isto como uma situação eh ou algo que a incomode como uma situação normal. Perfeitamente colocação, doutor, né? Falando sobre esses principais sinais que a mulher ela tem que ficar atenta, né, com esses primeiros sintomas. Quando então elas chegam com essas queixas, né, no consultório, há um exame, há algum exame assim de imagem, algo para identificar, fazendo um diagnóstico exatamente da endometriose? Excelente pergunta, Taciene. Eh, bom, eh, eu acho que o que tem que ficar eh muito bem claro aqui é que, eh, consulta, ela precisa ser uma consulta muito bem direcionada, muito bem feita. Não são consultas que têm que ser realizadas em 5 minutos, em 10 minutos. Nós temos que escutar muito bem a paciente. Depois o exame físico, que é o exame de toque, é um exame extremamente importante. Para que vocês tenham uma ideia, se eu fizer uma boa namnese, que é uma boa história, e fizer um bom exame, que é um exame de toque, pensando exatamente na doença, eu estou diante de 70% de chance de já eh nessas duas situações determinar que estou diante de uma endometriose. E aí eu vou lançar mão de basicamente dois exames importantes. Ultrassom com preparo intestinal, não esses ultrassoms normais que nós fazemos no dia a dia, e sim um ultrassom com preparo intestinal, uma ressonância magnética com preparo intestinal. Não há necessidade de se fazer os dois. Então, dependendo do local onde ela esteja, a gente precisa usar aquele exame que possa ser o mais fácil, o mais tranquilo para ela realizar. Então, quando eu faço esses dois exames, praticamente eu chego em quase 100% de chance de saber que eu estou diante de uma endometriose. E aí sim, diante dessas três situações, eu vou determinar se eu estou diante de uma eh situação que eu possa acompanhar clinicamente, ou já ela teria uma indicação de ir já para uma cirurgia, elas normalmente minimamente vazia. Ah, perfeitamente, doutor. Então, existe a possibilidade de um tratamento sem a necessidade de cirurgia. Seria isso? Seria isso? Porque determinadas situações hoje, se eu sei que eu sempre falo que uma pessoa ela não opera porque ela tem endometriose, ela opera porque ela tem repercussão dessa endometriose. Para fazer uma analogia, mesma situação que a gente faz com outras doenças. Não é porque uma paciente tem mioma uterino que ela vai operar de mi uterino. Ela vai operar pelas repercussões que esse mioma possa dar. Então, se eu estou diante de uma endometriose em que essa paciente não fez tratamento nenhum como bloqueio desta menstruação e já falando um pouquinho de de tratamento, a primeira linha de tratamento clínico é anticoncepcionais, que são esses que nós usamos no nosso dia a dia mesmo. Não existe um melhor, não existe um pior, é aquele anticoncepcional que essa paciente melhor se adapta. E por que dos anticoncepcionais? porque eu vou bloquear. eh normalmente ela tem esses sintomas quando ela menstrua, então não existe eh eh problema nenhum eu brecar este ciclo menstrual para essa paciente, melhorando a qualidade de vida dela e evitando com que essa doença progrime. Claro que os anticoncepcionais não vão eliminar as lesões, assim como eles também não vão eliminar aquele miomoterino, mas essa paciente vai conseguir através disso eh ter seus sintomas extremamente melhorados e a qualidade de vida melhorada, não havendo a necessidade de ir para uma cirurgia. Caso eh com este tratamento ela não consiga melhorar esses sintomas e algumas dessas pacientes acontece isso também. É claro que a gente pode falar sobre cirurgia ou quando operar esta paciente, aí sim está determinado eh uma um ato cirúrgico para essa mulher. Doutor, eh a gente fala, né, sobre essa questão do lado emocional também, né? o senhor fez essa colocação em relação à qualidade, né, de vida, de bem-estar também da mulher, não só o sintoma físico, né, mas também acaba envolvendo aí uma questão do lado emocional, né, qualidade de vida, assim, a rotina do dia a dia, trabalho, a vida pessoal, a vida profissional. A gente falou, entrou na questão sobre a relação também da endometriose em relação à infertilidade da mulher. Algumas mulheres têm essa dificuldade de engravidar. depois que ela faz o tratamento ou com métodos normais, né, sem a cirurgia, ela continua tendo algum tipo de sintoma, tem alguma reação eh do da medicação ou desse tratamento, algum efeito colateral também que vá prejudicar de certa forma? Não, eu te pergunta, Taciane. Eu sempre hoje em Dometriose e eu sempre falo que o Marcos sozinho não trata mais endomitriose. A gente precisa de outros profissionais que estejam junto com a gente. Então, se nós percebemos que a paciente se abalou muito com a endometriose, com esse diagnóstico, o acompanhamento psicológico é importante para que ela realmente conviva e saiba conviver com isso. a parte de uma nutricionista. Hoje a gente sabe que existem alimentos mais inflamatórios, alimentos menos inflamatórios. Então, uma orientação nutricional para essa paciente extremamente importante. Atividade física extremamente importante, o nosso melhor anti-inflamatória anti-inflamatório que nós temos no nosso corpo é endorfina e e a atividade física libera endorfina. Então eu eu eu falo o seguinte, que ela não pode aceitar que a endometriose seja maior que ela. É maior que a endometriose. Então tudo que a endometriose quer é que ela fique para baixo, fique depressiva, não queira fazer nada. ela vai estar fazendo o jogo da endometriose. Porque quando uma pessoa fica depressiva, fica para baixo, sem vontade de fazer nada, isso baixa a imunidade dela e existe uma propensão ainda maior para que a endometriose se alastre e aumente essa qualidade de vida pior. Portanto, ela eh precisa mudar eh os as atividades do que ela faz no dia a dia e dá para se conviver muito bem com a endometriose. Endometriose não é um diagnóstico eh eh final. E muitas vezes essa paciente chega: "Olha, eu não tenho, eu tô com uma doença que não tem eh cura, que ela tem controle apenas, mas não tem problema, é melhor que a gente controle mesmo. E isso acontece com qualquer outra doença que a gente tem no nosso dia a dia, tá? Então essa é a mensagem que tem que ficar para essas mulheres. Muito esclarecedor, então, as suas respostas, doutora. A gente então tem que ficar atento mesmo, né, a esses sinais. O que a mulher não pode deixar é realmente de sentir, né, o que o seu organismo está pedindo, né, prestar atenção no nosso corpo, prestar prestar atenção no nosso organismo e realmente chegar no consultório, fazer os exames de rotina. Eu acho que essa é a primeira eh opção que a pessoa tem, né? A primeira questão que a mulher ela vai conhecer o seu corpo, conhecer o os seus sintomas para poder então chegar nesse diagnóstico para fazer um tratamento adequado, né? Não, exatamente. Eh, se uma mulher ouvir do colega médico de que essa é uma situação normal, de que ela tem que conviver com esses sintomas, com essa situação que a incomode, eh, sinceramente, ela tem que procurar outras opiniões e procurar alguém que a abrace e alguém que acredite exatamente naquilo que ela tá sentindo. Não é incomum paciente passar por tr 4, cinco colegas e chegar ao nosso consultório ou ao ambulatório lá da faculdade de medicina da ABC da qual eh eu chifio e e nós falarmos: "Olha, agora vamos examinar" e ela estranhar que ela tá sendo examinada porque ninguém a examinou, ninguém a escutou. Então isso isso que você falou é extremamente importante. Não aceite como normal eh você ter dor, tá? Eh isso isso acho que é o mais importante. Não se preocupem também em relação à cirurgia. Hoje nós deixamos cirurgia para as pacientes que existem falhas de tratamento clínico ou aquelas pacientes que a gente está acompanhando e a gente percebe a progressão dessa doença. Caso de infertilidade em que a gente sabe que as lesões que estão eh lá dentro da da pélvia da barriga dessa dessa paciente justificam essa infertilidade. e para casos muito especiais, como comprometimento de intestino, comprometimento de bexiga, eh muitas vezes diafragma, apêndice. Então, eh eh deixem que o colega que está acompanhando isso eh ao sempre de forma positiva, tá? Eu costumo falar que nós temos que ser otimista e não pessimista em relação a o diagnóstico da endometriose. Ótimo. Muito obrigada, doutora. A gente conversou com o ginecologista e obstetra Marcos Ternakoves, que muito obrigada pela sua participação, por tirar as nossas dúvidas, né? Realmente acredito que as mulheres e todo o público que assiste aqui a programação da TV Câmara conseguiu, né, identificar um pouquinho os sintomas e foi realmente respostas assim esclarecedoras. Muito obrigada. Eh, imagina, Tcine, eu que agradeço esse espaço para falar aqui na Câmara da Campinas. Eu acho que quanto mais nós falarmos sobre endometrió, quanto mais informações com credibilidade nós dermos, melhor eh pro público em geral. E e parabéns você pela condução dessa entrevista e por ter acertado o meu sobrenome de primeira, que é uma coisa extremamente difícil. Muito obrigada. Muito obrigada. Eu que agradeço. Muito obrigada a você. Obrigada também pela audiência e continuem assistindo a programação da TV Câmara Campinas. Até mais. Hoje, dia estável, né? Nós falamos ontem aqui no general Câmara Notícia que a chuva ia dar uma trégua e de fato hoje o sol aparece durante todo o dia. Para amanhã, sexta-feira, uma condição muito parecida, viu? com o sol aparecendo entre nuvens. E a diferença é que a temperatura vai subir sexta-feira de calor. Olha só, elas já estão aqui na minha tela. Então, o fim da semana tá chegando com mínima de 20º, já é uma mínima elevada. Ao longo do dia, a temperatura sobe, podendo chegar aos 32º aqui na cidade de Campinas. O jornal Câmara Notícia fica por aqui. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Continue na nossa programação e nos vemos amanhã na sexta-feira ao meio-dia ao vivo. Te esperem até lá. Ciao. Ciao. [música] [música]
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