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A audiência pública presidida pelo vereador Wagner Romão reuniu especialistas para avaliar possíveis alternativas ao corte de árvores previsto para a implantação da obra na Praça Ralf Stetinger da Norte Sul. A professora e arquiteta Vera Santana destaca a necessidade de renaturalização do ambiente. Examinando os documentos com relação a essa esse projeto ou um pré-projeto, eh ele, na minha opinião técnica, ele vai na contramão de toda uma uma tendência eh mais contemporânea com relação à drenagem das cidades. Quer dizer, eh, existem exemplos do mundo inteiro, inclusive muitos no Brasil, com relação à necessidade de renaturalização das cidades, com relação a que a gente entenda isso como infraestrutura urbana verde e azul, e não uma coisa que tenha só um apelo estético. É muito mais que isso é infraestrutural e ainda mais com relação aos eventos climáticos extremos. Representando a ONG Resgate Cambuí, a advogada Dayane Mardegan reforça os serviços ecossistêmicos que vem para amenizar os impactos da chuva no solo. O próprio guia de arborização urbana de Campinas, ele traz, né, desde lá de 2007, uma série de serviços ambientais que são prestados pelas árvores. É, aí tem uma lista bem grande de todos eles, mas eu gostaria de ler o trecho em que diz um desses serviços. As árvores amenizam o impacto das chuvas no solo, favorecem a infiltração de água no solo através do seu sistema radicular e consequentemente alimentam os lençóis freáticos, o que de alguma forma contribui para amenizar o escoamento superficial e minimizar enchentes. A presidente da ONG complementa o que foi apontado pela advogada. E aí eu quero comentar o valor dessa obra, do conjunto dela, é por volta de 1 bilhão de reais, né? Então assim é fácil gastar, né? O dinheiro do cidadão. Outra coisa, não tem o AV, que é o estudo de impacto, como é que é? de vizinhança. De vizinhança. Alguns moradores fizeram suas manifestações com o intuito de solucionar as questões de enchentes, sem prejudicar o ambiente e cobrando mais participação da sociedade e do legislativo. A vereadora Fernanda Solto também participou da mesa e questionou a política de compensação. Pelas falas de todo mundo, a gente vê o tamanho do problema e desafio que a gente tem pela frente. uma cidade em que impera a política, é uma política habitacional que privilegia um mercado imobiliário, ampliação do perímetro urbano, que ameaça as nossas matas, as nossas nascentes, impermeabiliza o sol, assoreia os os rios, destrói eh destrói o nosso meio ambiente, suprime árvores saudáveis que não são compensadas. a gente eh na nessa ação que o Ministério Público move aqui contra a Prefeitura de Campinas, um dos pontos é justamente esse, a falta da política de compensação. Ao final da audiência, o vereador Wagner Romão enfatizou a manifestação do público, as alternativas apontadas e a participação do executivo nessas discussões. Eu acho que ficou bastante claro que temha alternativas para que essas obras não aconteçam da forma como estão colocadas. É uma pena que a prefeitura não tenha enviado nenhum representante. Acho que isso é muito ruim paraa relação entre o legislativo e o executivo, mesmo que tenha, né, que esteja um projeto numa fase inicial, mas há provas muito contundentes de que isso já tá bastante bem encaminhado pelo inquérito civil que a gente teve acesso eh que o Ministério Público tá desenvolvendo já desde maio do ano passado. Então nós precisamos fazer essa discussão antes que isso se torne um fato consumado, né? É preciso que a prefeitura se coloque, venha público dizer, afinal de contas, o que que tá sendo pensado e que ela se abra, que a população possa se manifestar também e que a Câmara possa se manifestar também com relação a isso. alternativas, que seão é uma alternativa antiga e que acho que ficou muito claro aqui para nessa discussão que não se não convém para para essa situação das duas praças, da praça Half Steting e da Praça Augusto César ali na Norte Tak.