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Prefeitura inicia a nova fase de atendimento no antigo hospital de amor. Comissão para Assuntos de Segurança Pública recebe Centro Integrado de Comando e Controle de Campinas. O Giro Ambiental de hoje traz o racismo ambiental como uma questão urgente para a melhoria da qualidade de vida da população negra indígena. Olá, [música] chegamos ao meio da semana, quarta-feira, 26 de novembro de 2025, começa agora o jornal Câmara Notícia. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência e participe, mande a sua mensagem para o número do nosso WhatsApp que já aparece aqui embaixo da sua tela. 19 é o nosso DDD. Para você que é de Campinas e região já sabe, né? Pode ir direto 97829377 ou você tem a opção de enviar o seu elogio, uma crítica construtiva, o que você querá assistir aqui no nosso telejornal, apontando a câmera do seu celular para o Qcode. A gente abre a edição de hoje com as notícias da Metrópole, porque a Secretaria de Saúde aqui de Campinas iniciou uma nova etapa da setorização da assistência em especialidades com atendimentos pelo Centro de Referência de Diagnóstico em Oncologia, no espaço do antigo Hospital de Amor. O novo serviço da média complexidade terá prioritariamente atendimentos no rastreio e detecção precoce em oncologia. Na fase inicial são realizados atendimentos em proctologia que são condições relacionadas ao intestino grosso, reto e anos e gastroclínica, que são doenças do aparelho digestivo. Acho que a gente vem evoluindo bastante, né, no na atenção secundária, que são serviços de especialidade próprios do município. Acho que é um uma evolução importante. A Secretaria de Saúde de Campinas iniciou uma nova etapa da setorização da assistência em especialidades com atendimentos pelo Centro de Referência de Diagnóstico em Oncologia no espaço do antigo Hospital de Amor. A gente começou, né, mais uma parte da reestruturação da especialidade no município, né, que ela vai reorganizar os serviços de especialidade. A gente já teve a inauguração do SEM, que é o Centro de Especialidades Médicas, é, esse ano, o Uraim, que é o Centro de Referência de Atenção Integral à Mulher, também agora em agosto. E agora a gente tá ocupando aqui esse prédio com outras especialidades. A gente tá fazendo essa reorganização dos serviços. Os pacientes do SUS Municipal são atendidos no CDO mediante encaminhamento pelas equipes das unidades básicas e outros serviços de saúde da cidade. O fluxo vai continuar o mesmo, né, que ele já acontece. As unidades de atenção primária fazem os encaminhamentos, né? a gente tem um departamento que faz os agendamentos e eles vão acontecer aqui no no prédio. Eh, a gente já tá atendendo aqui desde o dia 3 de novembro gastroclínica e coloproctologia, né? E vão vir mais algumas especialidades que a gente já atende em outros lugares, né? como a dermatologia, a colonio endoscopia, o ambulatório de estomias, a urologia, nefrologia e hematologia também vem para cá. Os primeiros usuários contemplados pelo Centro de Referência já estavam com consultas agendadas. As agendas já estão feitas, né, e vão elas vão sendo abertas, né, dentro de um prazo que já é o de costume. E a gente tá fazendo essa mudança gradualmente para não ter nenhum impacto pros os pacientes que já estão agendados. A abertura do CDO para a organização de um novo serviço da atenção especializada integra o processo de reordenamento da assistência em saúde de média complexidade. A gente funciona aqui das 7 às 18 de segunda a sexta-feira com atendimentos agendados, né, que são agendados pelo serviço do 160 pros pacientes que já estão em acompanhamento ou são encaminhados das unidades de atenção primária. [música] Bom, depois de amanhã, na sexta-feira, dia 28 de novembro, acontece a Black Friday, aquele dia em que os lojistas realizam uma série de promoções. Aliás, muitas lojas já estão anunciando, né, que estão com queda nos preços. Então, é preciso ficar atento. Oi, pessoal, tudo bem? Eu sou a Vanessa, educadora financeira e fundadora da Investindo. E eu tô aqui hoje para trazer para você duas dicas para aproveitar a Black Friday da melhor maneira possível, sem se endividar, que é o mais importante. Primeira dica, planeje, tem uma lista, faça uma lista papel e caneta daquilo que você precisa, daquilo que você quer comprar. Quantas vezes a gente vai no mercado sem uma lista, enche o carrinho de compra, quando chega em casa cheio de sacola, vê que o que precisava comprar ficou para trás e em casa agora tem um monte de coisa que a gente nem imaginou comprar. Assim funciona na Black Friday. Então faça sua lista antes de acessar o site. Segunda dica, orçamento. Acesse a sua conta bancária. Veja quanto você tem disponível para gastar. Como está a fatura do seu cartão de crédito? Quão comprometido estão os limites do seu cartão? Veja se você vai pagar no Pix, se você vai pagar parcelado, se você pode pagar no boleto. É muito importante. Então, siga essas duas dicas. Primeiro, faça uma lista no que você quer. Segundo, tenha bem claro quanto você pode gastar. E terceiro, boas compras. Bom, vamos falar sobre cultura agora, porque em julho deste ano nós exibemos aqui no jornal Câmara Notícia uma reportagem sobre a lenda do boi falou: "Essa história virou um curta chamado hoje não. Nós acompanhamos a gravação e a exibição acontece hoje, então, nesta quarta-feira, às 6 horas da tarde na Casa de Vidro, lá no Parque Portugal, no Taquaral. O filme que foi escrito e produzido pela Cláudia Garcia Costa, pelo Jaime Balbino, dirigido por Daniel de Almeida. Então tem a exibição hoje às 6 horas da tarde, muito bacana pra gente poder valorizar, né, os nossos atores, o cinema nacional. Bom, a gente segue aqui com o jornal Câmera Notícia nesta quarta-feira. Vamos com as notícias do legislativo, porque o vereador Igor Diego, que é o presidente da Comissão Especial de Estudos, que está fazendo um acompanhamento das obras de ações anti-enchente aqui na cidade, realizou uma visita e acompanhou essas obras do reservatório de contenção RP1, que é o pisinão do Jardim Paranapanema. A visita técnica foi da comissão especial de acompanhamento das obras e ações de prefechentes, que tem como presidente o vereador Igor Diego. É uma obra muito complexa, então é difícil até pros vereadores conseguir entender essa questão de engenharia, mas é importante a gente pegar de maneira macro o acompanhamento. A obra está dividido em passo a passo. Então aqui a gente já entendeu que o primeira a primeira fase já foi feita mais de 40%. A prefeitura tem condição financeira para tá fazendo esse pagamento. O pagamento está em dia. Isso é muito importante para que a gente consiga chegar no final, acompanhar o o o financeiro, né, que é o empréstimo adquirido, aprovado pela Câmara, e também o andamento da obra. Tem como finalidade a visita que foi realizada pelo vereador Igor Diego, avaliar as obras que estão sendo realizadas pela prefeitura. Estamos aqui diante de uma obra muito aguardada paraa cidade de Campinas, uma demanda histórica que é obras para evitar, né, as nossas enchentes, alaramentos, que traz tantos prejuízos para vidas humanas do nosso povo, como também pro desenvolvimento econômico da cidade de Campinas. Era obra muito esperada. A gestão municipal junto com a Câmara Municipal aprovou, né, resolveu colocar a mão na massa e enfrentar esses problemas e tá aqui hoje a obra, né, sendo executada. Aqui são três dos primeiros piscinões que estão sendo construídos, mega obras. Não existe obra dessa magnetude no Brasil em andamento no momento. É a maior do Brasil nessa função. Então é importante a Câmara Municipal que está em cima acompanhando o andamento passo a passo. Nós resolvemos fazer um projeto para eh de uma maneira completa resolver os problemas das enchentes, dos alargamentos na região central de Campinas. Essa região central, ela é afetada por dois rios que formam o Anumas. Um é chamado de Proença, que é onde nós estamos, e o outro é o Serafim, que é ali na região da Orozimbo Maia. O reservatório RP1, conhecido popularmente como Pisinão, terá capacidade para 120 milhões de litros de água. Durante as cheias, ele vai receber o excesso de água do córrego do Proença, evitando assim enchentes na Avenida Princesa do Oeste. Esse reservatório, que será o maior de todos, que tá aqui no Proença, ele começou a ser feito porque ele tá, digamos, na cabeceira do rio. Nós vamos capturar aqui 120 milhões de litros de água. É uma coisa extremamente grande que vai trazer água tanto da Avenida Princesa do Oeste como do próprio Córgo Proença que tá aqui nas imediações da onde nós estamos aqui na Praça Paranapanema. Esse esse reservatório, então, quando for ser utilizado, ele vai acumular toda esta água que antes ficava nas ruas, provocando as enchentes com até 1 m, 1,20 m de altura, como nós temos os registros históricos aqui. E aí essa água é acumulada, o processo é esse. Durante a chuva forte, a água é acumulada, que não vai estar, portanto, nas ruas. Depois que passa a chuva, ela vai ser liberada por bombeamento gradativamente para o leito do rio novamente, sem provocar inundação. Quer dizer, a água vai ser acumulada e devolvida ao rio. A ideia da visita é justamente permitir que os membros da comissão conheçam o estágio atual do projeto e possam dialogar com o executivo sobre o cronograma e as próximas etapas. Qual a previsão pr pra entrega da obra, secretário? A nossa previsão é a final do próximo ano de entregar essa obra aqui. Então nós esperamos que nesse verão, infelizmente não é não era possível estar pronto, mas para o verão do próximo ano, final do ano que vem, nós já vamos poder contar com essa estrutura aqui para poder sustentar e evitar as enchentes. Comissão para Assuntos de Segurança Pública recebe o Centro Integrado de Comando e Controle da Secretaria de Segurança Pública de Campinas, que fez uma apresentação de resultados. A reunião teve como tema estrutura e resultados o Centro Integrado de Comando e Controle CCC, da Secretaria de Segurança Pública de Campinas e contou com a explanação do capitão e diretor do centro que apresentou o SIM. Qual é a função do SIM? No SIM está integrado as 20 inteligências das guardas municipais dessas cidades que fazem parte da região metropolitana de Campinas. Então, o objetivo do sim, além de congregar as inteligências, onde a nós temos reuniões mensais de planejamento, capacitação das inteligências, o Centro Integrado de Comando e Controle oferece apoio e capacitações a diferentes órgãos de segurança que atuam nas diversas operações da cidade e região. O vereador já citou, mas eu tinha preparado aqui também a a explanação, né, o roubo que teve na última quinta-feira e no Shopping Guatemi. Esse roubo eh foi uma ação ousada pelo dia, pelo local, pelo número de pessoas envolvidos, envolvidas ali, né, passeando, fazendo compras. E a inteligência, o sim, foi fundamental para a solução dessa crise que se instalou lá. Eh, os criminosos roubaram um veículo, um Cronos, e esse veículo evadiu-se do estacionamento do shopping. A área de inteligência começou a monitorar as câmeras e fez os as possíveis rotas de fuga. Foi aí que logramos êxito lá na cidade de Pedreira, onde a Guarda Municipal de Campinas junto com a PM e a Guarda Municipal de Pedreira conseguiram deterado. Ao todo são 4.731.000 câmeras de monitoramento espelhadas pelo CICC, que atua na Segurança Pública de Campinas. como reforçou o presidente da comissão, um centro integrado que faz o monitoramento por câmeras de toda a cidade e ele explicou aqui com parcerias, com empresas, com entidades que disponibilizam as suas câmeras para fazerem parte desse centro. E nós sabemos que segurança pública se combate com força, sim, mas não só isso. Se combate com inteligência e com estratégia. E as câmeras fazem parte disso daí. A tecnologia, a estratégia, inteligência é fundamental nos dias de hoje para combater a criminalidade. E nós vimos aí uma apresentação dos resultados que têm sido alcançados através do Centro de Controle e também do SIM, que é o centro integrado metropolitano que envolve todas as 20 cidades da região metropolitana de Campinas. Inclusive o senhor até citou, né, um fato importante que aconteceu aqui em Campinas na quinta-feira após o feriado de consciência negra. E justamente esse trabalho que eles têm feito foi o que ajudou a encontrar quem deveria ser encontrado. Pois é, um caso emblemático que mostra a importância desse trabalho, né? Através da das câmeras, através do rastreamento de um carro furtado que eles usaram para o roubo do shopping, é que chegaram nos assaltantes. Então, vejam como é importante esse trabalho e como nós estamos vulneráveis, né? Infelizmente, nós estamos muito vulneráveis à criminalidade. Os criminosos têm avançado muito e cabe a nós, cabe ao poder público, as forças de segurança, avançarem para combater toda essa criminalidade. Câmara de Campinas realiza cerimônia especial para reconhecer a trajetória de uma educadora que marcou gerações. A Maria Helena Novais Rodrigues recebeu o título de cidadã emérita, uma homenagem que reuniu autoridades, familiares e representantes de diversas instituições. A homenagem proposta pela vereadora Débora Palermo destaca décadas de atuação dedicada à educação, à inclusão social e à formação cidadã educadora. Hoje celebramos a história de uma mulher que escolheu servir a cidade de Campinas. A gente se emociona, viu? [risadas] Com generosidade, inteligência e sensibilidade. Maria Helena Novais Rodrigues, educadora por vocação, gestora por excelência e cidadão por cidadã por essência. Maria Helena construiu uma vida de serviço, não só a comunidade, atuando com firmeza e afeto nas áreas da educação, mas da inclusão social, da cultura e [roncando] da proteção ambiental. Ao longo da carreira, Maria Helena construiu um legado como professora universitária, gestora pública e voluntária. Na guardinha presidiu vários mandatos, também atuou em conselhos municipais e na Fundação FEAC. É muito emocionante para mim tudo isso. Então, como eu falei, tenho duas perspectivas sobre as quais eu gostaria de falar. Primeiro que é isso mesmo, a gente não faz nada sozinho e tudo que a gente fez foi inspirado em pessoas que fazem coisas boas e na percepção de que há muito por fazer, porque a sociedade civil eh em Campinas, que é uma cidade como tantas outras, né, tem suas desigualdades sociais muito graves. E como eu falo e sempre repetir, né, nós estávamos sempre acostumados, né, como comentei no carro, a ver nossos familiares e todos nós da família com olhar que ia para fora do portão de casa. A gente teve um tio que foi prefeito, a gente teve um outro tio que adorava esporte e ensinou um monte de gente a nadar. Vocês lembram do tio Ari, não é? Lembram do Rui Novais que foi o prefeito e tenho aqui um neto do Rui Novais para minha para minha alegria. Eu vou dizer uma coisa também para ver como se misturam coisas de família e as coisas que são da cidade da política pública para a qual a gente tem que trabalhar, não é? para conseguir a a igualdade social, a garantia de direitos para todos as crianças, os adolescentes, os adultos. O reconhecimento com o título de cidadã emérita, foi entregue em um evento que reuniu autoridades, familiares e representantes de diversas instituições. Honraria a gente não pode banalizar, a gente tem que entregar para pessoas que têm história, que deram a sua contribuição, que fizeram história e de verdade, trabalho que a gente tem compromisso e comprovado e você tem isso. Então você merece sim, viu? Eh, como a Clébia falou, não tem como a gente falar em guardinha sem falar lembrar da Marelena e nem olhar para Marelena e não lembrar da guardinha, né? Não tem como. E olha só, o Câmara Integrada, atividade organizada pela Coordenadoria de Saúde e Qualidade de Vida aqui da Câmara, que tem como objetivo reforçar os vínculos entre os servidores e proporcionar um clima organizacional cada vez mais positivo, celebrou os aniversariantes do mês de novembro. Uma terça-feira diferente para os servidores e funcionários da Câmara Municipal de Campinas. Pela manhã aconteceu a confraternização entre os presentes para celebrar os aniversariantes do mês de novembro. É o Câmara Integrada. Casa cheia, né? Nesse Câmara Integrada, isso mostra assim o acerto da iniciativa, né? Nasceu lá na diretoria de gestão de pessoas, que aliás o Pedro faz aniversário também esse mês. Mas é bom ver essa integração, né? essa união, as pessoas se conhecendo um pouquinho mais, se confraternizando e como eu digo, a cada encontro desse a gente melhora, né, esse espírito de companheirismo, de amizade, é, que existe entre aqui os profissionais, a Câmara se torna cada vez mais uma família unida e o ambiente organizacional saudável, né, que deixam as pessoas felizes, produzem mais e se sentem eh recompensado trabalhar na Câmara de Campinas, que é a melhor câmara do Brasil. Pedro Mazar, o diretor de gestão de pessoas aqui na Câmara, é um dos aniversariantes do mês e, claro que aproveitou o momento e comemorou com os colegas. É um evento que a gente faz todos os meses para todos os aniversariantes e hoje em especial, né, o evento do meu aniversário e podemos reunir muitos servidores aqui da Câmara. é um ambiente muito bom e só tem a acrescentar aí pro nosso dia a dia. A gente precisa integrar, né, e fazer com que todos os servidores, todos os colaboradores, na verdade, possam se conhecer, eh, possam se ajudar e ter esse ambiente que é o nosso diferencial aqui da Câmara de Campinas. Ser vereador em Campinas já é uma honra, né? Uma coisa que deve deixar todo vereador feliz, realizado e ser presidente da Câmara de Vereadores de Campinas, então é uma coisa ainda mais nobre, importante, a responsabilidade é grande, mas a gente dividir esses momentos com a equipe é fantástico. Meu coração pulsa mesmo de alegria, de felicidade e assim me dá mais motivação, né, de continuar nessa caminhada, porque tudo que a gente faz aqui é pra população, né? Quando a gente tem uma equipe assim motivada, capacitada, qualificada, animada, o serviço que a gente devolve paraa população é cada vez melhor, de excelência. Isso me dá alegria e orgulho. Bom, a gente segue aqui com o jornal Câmara Notícia nesta quarta-feira porque, olha só, a nossa equipe conversou com uma pesquisadora que explicou o termo racismo ambiental, que foi criado para descrever a forma como as populações mais pobres e marginalizadas são afetadas de forma desproporcional pelos impactos ambientais negativos, como a poluição do ar, a contaminação da água, as enchentes e o desmatamento. Tema que você acompanha a partir de agora no Giro Ambiental. [música] A falta de acesso a serviços básicos, como água potável e saneamento, de estrutura urbana e de condições de moradia digna, afetam a saúde e a qualidade de vida dos moradores e agrava ainda mais os impactos das mudanças climáticas, ocasionando enchentes e deslizamentos. Nesse contexto, nós vamos falar no giro ambiental de hoje sobre racismo ambiental, que não se configura apenas como ações que tenham uma intenção racista, mas também através de ações que tenham impacto racial, não obstante a intenção que lhes tenha dado origem. Só que pra gente entender melhor esse contexto, o giro de hoje tá conectado com a pesquisadora Natália Oliveira. Seja bem-vinda aqui com a gente. E eu já peço a você, por favor, esclarecer para quem tá em casa, para que [roncando] a gente entenda um pouquinho essa origem do racismo ambiental. Natália, olá. O termo racismo ambiental, ele surgiu no começo da década de 80 nos Estados Unidos, quando queriam instalar um aterro de lixo contaminado industrial próximo a uma comunidade onde moravam bastante pessoas pretas e padas. Então, o termo surgiu dentro desse contexto. De lá para cá, a gente vem usando o termo racismo ambiental para dizer que ele ele ele representa eh uma estrutura social que mostra quem é que vai respirar o ar mais poluído, morar nos locais com menos condições ambientais e ter menos acesso às áreas verdes, ao saneamento básico, estar nas áreas que mais alagam. Então ele não é frescura. Mimimi, ele é um termo sério e que precisa ser tratado dessa forma pela nossa sociedade. Natália, historicamente, quando a gente pensa no nosso país, sabemos que após a abolição da escravatura, pretos e exescravizados foram para áreas como morros, eles não tiveram direito à terra sem nenhum direito a saneamento básico. Na época a gente sabe que era precáve, mas minimamente não tinha condição. E essas comunidades e favelas, elas foram constituídas principalmente pelo povo preto, que teve que ocupar esses lugares porque não tinha condição alguma. Isso influencia hoje diretamente no modo de vida. E nessa questão quando a gente pensa nesse direito, a um ar que se fosse em outro lugar teria o esgoto, teria um ar menos poluído e tudo mais. Com certeza essas pessoas não foram morar em regiões periféricas porque elas quiseram. Elas foram levadas a habitar esses locais por uma série de desigualdades históricas que acompanham o povo preto e pardo do nosso país e de vários outros países também, tá? Agora, eh, conforme outros locais que foram sendo ocupados por pessoas também foram recebendo saneamento básico, serviço de saúde, escola, essas pessoas foram sendo deixadas em segundo plano. Então, o racismo ambiental é uma forma eh é uma dimensão racial da injustiça ambiental, tá? Então, eh, essas pessoas que habitam esses locais, geralmente regiões mais periféricas, elas também merecem os mesmos direitos a saúde, ao meio ambiente saudável que todas as outras pessoas que habitam quaisquer outras regiões do nosso país. Quando a gente pensa também nesse contexto, uma população que vive em área de risco, por exemplo, quais são os impactos disso? É verdade. Eh, a gente tem várias dimensões, né, do racismo ambiental. Então, áreas mais poluídas são habitadas por pessoas que moram em regiões periféricas, por pretos e pardos. Áreas de encostas também são habitadas. A gente vê isso muito na cidade de São Paulo, do Rio de Janeiro, em várias outras cidades, eh, áreas, eh, que estão próximas a terros sanitários ou outros riscos, áreas de ilhas de calor, onde há muita pavimentação do solo e pouco verde. Então, essas pessoas sofrem um cenário bastante injusto de forma ambiental e isso tem e repercussões em várias outras questões, incluindo na saúde dessa população, por conta de um meio ambiente insalubre que elas acabam habitando e que recebe pouco ou nenhuma atenção do poder público. Inclusive, a gente tem dados do censo de 2022, pessoal. Olha, quando a gente pensa nessa questão de áreas de risco, de acordo com o estudo, o relatório aponta que 66.58% de população residente em áreas de risco é a população negra. Um impacto bem importante, Natália. É verdade. A gente tem dados também dos Estados Unidos que eu imagino não sejam muito diferentes aqui. Lá comunidades negras são expostas a 56% mais poluição do que a que a média que elas mesmos geram, enquanto as comunidades brancas são expostas a 17% menos poluição ambiental do que elas mesmas geram. Então é um cenário bastante injusto. Ela mesma tá gerando e ela tá sendo beneficiada se for branca com menos do que essa poluição que ela gera ou prejudicada se ela for negra, né? É um cenário extremamente injusto que coloca as pessoas pretas e pardas indígenas também e quilombolas em uma condição de racismo ambiental e injustiça ambiental. Sim, quando a gente fala dessa injustiça, nós estamos aí primavera, logo começa o verão, tempo de ondas de calor, muita chuva. Tivemos recentemente, claro que foi lá no Sul, mas quando a gente pensa nessas eh nesses eventos climáticos acontecendo e muitos deles, claro, a maioria, inclusive em função de tudo o que tá acontecendo, é como que é possível a gente pensar em tentar proteger essas pessoas que hoje minimamente conseguem morar nesses locais? Olha, a gente tem exposição a várias vários cenários, né, de injustiça ambiental. Então, desde falta de saneamento até maior eh probabilidade de enchente, deslizamento, morar em ilhas de calor, lugares lugares com pouco verde. Mas em qualquer um desses cenários, a gente tem três passos para pensar em combater o racismo ambiental e viver em uma sociedade mais justa. O primeiro deles é reconhecer, reconhecer que isso existe e que essas pessoas, principalmente pretas pardas indígenas e que habitam as periferias, elas sofrem com eh a falta de estrutura ambiental que afeta a vida delas em vários setores. O segundo passo, depois de reconhecer é avaliar e disseminar esses dados, né? Então, a gente precisa avaliar o que está acontecendo em cada uma das cidades, o que está acontecendo com a população preta, com a população branca, com a população periférica, com a população central, ver a que riscos elas estão sendo expostas e divulgar essas informações para que a gente chegue no passo três, tomar ações, principalmente na forma de políticas públicas. Uma vez que a gente reconhece isso, o que é que pode ser feito? Melhora, por exemplo, da infraestrutura urbana. melhora criação de praças, parques, porque quando a gente aumenta a área verde numa região periférica, a gente não tá simplesmente plantando árvores, a gente tá plantando equidade ambiental para todo mundo que mora nessa cidade. Inclusive, importante salientar que quando a gente fala de racismo ambiental também tem, claro, a uma influência importante na população indígena, nos povos originários aqui do nosso país, né, Natália? É verdade. E as essas comunidades têm também algo que pesa muito, que é o fato de que os locais onde eles habitavam originalmente tá sendo cada vez mais reduzido, né? Então tem uma questão sim de injustiça ambiental, de racismo ambiental e tem também uma questão que afeta a sobrevivência dessas pessoas que dependem da natureza e do meio ambiente que antes era todo delas e agora cada vez menos não eh eh cada vez menos terra pertence a esse pessoal indígena, que sofre bastante também com o racismo ambiental. Inclusive o tema foi um dos painéis na COP 30. Se fala justamente dessa questão da justiça climática e combate ao racismo ambiental. No seu ponto de vista, Natália, quais são os caminhos pra gente buscar então essa justiça climática, tanto para o povo negro, quilombola e os indígenas, que são os que mais sofrem com essa questão? Então, tudo começa com reconhecer o problema, avaliar o problema e tomar ações, atitudes práticas e concretas que possam atingir diretamente as pessoas que são mais injustiçadas ambientalmente. Um exemplo disso foi o que nós estudo que nós fizemos na cidade de Lorena, que fica no Vale do Paraíba, onde nós mapeamos toda a cidade, vimos onde a gente tem ilhas de calor, onde tem mais e menos vegetação na cidade e também vimos a prevalência de doenças crônicas não transmissíveis. Aonde é que estão as pessoas no mapa da cidade que sofrem com essas doenças? E quem são essas pessoas? São pretas? São pardas? São indígenas? em que condições elas estão morando, eh como é que é a renda dessa população. Então, nós fizemos um mapeamento da cidade em relação a essa questão do racismo ambiental. Os resultados que a gente encontrou foram alarmantes. A maior parte das da população preta e parda mora longe deas áreas verdes, em locais mais quentes da cidade. E entre essas pessoas a gente tem uma maior prevalência de doenças crônicas. Tendo esse panorama, a gente tá fornecendo dados para que a gestão pública tome providências na área de saúde, de meio ambiente e de infraestrutura. Nós acreditamos que as políticas públicas elas têm que ser intersetoriais, porque só assim a gente consegue atacar de forma equitativa os grandes problemas da nossa sociedade. Inclusive, na COP 30, olha só, o Brasil assinou uma declaração conjunta contra o racismo ambiental, enfatizando a centralidade dos povos afrodescendentes indígenas na agenda climática. É um importante passo. É um importantíssimo passo. A gente tá com isso reconhecendo que esses povos são importantíssimos pro nosso país, pra nossa cultura, pro nosso desenvolvimento e que eles merecem uma atenção especial. Isso é o mínimo que o país pode fazer perante um povo que nos deu origem e que desde lá de trás sofre com grandes injustiças e que hoje em dia a nossa sociedade não os trata da forma como eles mereciam. Então todos nós temos uma dívida histórica com os nossos povos originários, com o povo preto, com o povo indígena. E o mínimo que pode ser feito é que isso comece a ser reparado na forma de a gente fornecer um ambiente um pouquinho mais justo para essas pessoas. Agora, Natália, nesse estudo que vocês fizeram em Lorena, que é uma cidade, eh, lá tem quantos mil habitantes em média? 90.000 habitantes. 90.000 habitantes, uma cidade considerada pequena. Quando a gente pensa em grandes metrópoles, por exemplo, eu estou falando aqui de Campinas com cerca de 1.200.000 1 habitantes. Isso é maior nos nas grandes cidades. Quanto maior a cidade, parece que o problema fica ainda maior. As desigualdades elas crescem. Eu falo com você daqui de São Paulo e acho que o pior exemplo pro nosso país em termos de injustiça ambiental é a cidade de São Paulo. Eh, Campinas não tá tão longe também. é uma cidade muito grande, né, que dá nome a uma grande região metropolitana também. Então, quanto maior a cidade, maiores os problemas, maior a desigualdade e maior a necessidade de ações para que esse problema possa ser amenizado e que essa injustiça possa ser reparada aos poucos. Mas como eu disse, tudo começa com reconhecer que o problema existe. Depois vamos mapear pra gente poder tomar ação. E eu acho que tanto São Paulo quanto Campinas estão começando nesse caminho. Então esse primeiro passo é o mais importante, reconhecer que a cidade está sendo injusta para com grupos de pessoas e então a gente poder tomar ações que melhorem um pouco a vida dessas pessoas, tá certo? Então, olha, a gente acaba de conversar com a Natália, que é especialista, mestrado, doutorado em Ciências Médica, Ciências Médicas, pesquisadora. Nós temos aí ela uma pesquisa que ela fez sobre os efeitos de florestas urbanas na saúde humana, pós-doutora da Escola de Engenharia de Lorena, onde estudou a relação justamente das florestas urbanas e determinantes socioambientais da saúde, entre tantas outras colaborações através da pesquisa. Eu queria inclusive aproveitar e parabenizá-la por essa pesquisa que traz esses recortes tão importante dessa relação que às vezes quem tá em casa não tem essa ideia, né, da questão do clima do meio ambiente com a saúde e o quanto é importante a gente passar a olhar eh com carinho para isso, né, Natália? É verdade. O ambiente em que a gente vive, tanto dentro da nossa própria casa, como o ambiente que nos cerca, a comunidade onde a gente mora, os locaisonde a gente circula para trabalho, para lazer, são os locais onde a gente passa a maior parte do nosso tempo. Então eles interferem na nossa vida, na nossa mobilidade e na nossa saúde. A gente sabe que pessoas que moram em áreas menos verdes, mais cinzas, estão sujeitas a mais poluição e a maior incidência de algumas doenças importantes e muito prevalentes, como obesidade, pressão alta, diabetes. Eh, essas exposições no longo prazo levam a esse quadro que uma vez instalada a doença, ele é um quadro irreversível. Por isso a gente precisa pensar nas nossas cidades, nas nossas comunidades como um todo, para que a gente forneça uma cidade ambientalmente justa para todos, para que todos possam ter uma melhor saúde, habitar num lugar agradável e saudável, tá certo? Então, muito obrigada, Natália. E olha só, não saia daí porque agora o giro ambiental vai mostrar curiosidades e mais informações sobre sustentabilidade e meio ambiente. Um estudo inédito publicado na revista New Fitologist mapeou a localização das maiores árvores da Amazônia que ultrapassam 60 m de altura. Liderada pela Universidade do Estado do Amapá, a pesquisa mapeando a densidade de árvores gigantes [música] na Amazônia utilizou o sensoreamento remoto por lidar, que é Light Detection and Ranging. Os dados foram coletados entre 2016 [música] e 2018 em 900 áreas da floresta. Essas árvores gigantes são cruciais para o ecossistema, pois armazenam carbono, mantém o equilíbrio da floresta e são vitais para a biodiversidade. A maior árvore conhecida na Amazônia atualmente [música] é um angelim vermelho descoberto em 2019. Estamos numa semana de tempo estável, portanto o sol aparece durante todo o dia com pouca nebulosidade e não tem previsão de chuva. Quinta-feira amanhã de tempo aberto, clima estável e faz calor. Então, para quem estava com saudades, a temperatura continua subindo. Olha só, quinta-feira de mínima de 15º. Ao longo do dia, essa temperatura sobe. Percebe aí a amplitude térmica, porque os termômetros podem chegar aos 30º. Então, uma amplitude térmica aí de 15º entre a mínima e a máxima aqui na cidade de Campinas. O Jornal Câmara Notícia fica por aqui. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Continue na nossa programação e nos vemos amanhã na quinta-feira. Até lá. Ciao. Ciao. [música] [música] [música] [música]