Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
Olá, boa noite. Terça-feira, dia 6 de agosto de 2019, está no ar o Jornal Câmara Notícia. Quero agradecer desde já a sua companhia e audiência. Confira agora os destaques de hoje. Mantido o veto total ao projeto de lei sobre a obrigatoriedade de implantação pelas empresas de máquinas de cartão de crédito e débito Adaptadas para pessoas com deficiência visual Aprovado em primeira discussão, projeto de lei que obriga as repartições públicas do município A fixarem placas informando aos cidadãos que corrupção constitui crime previsto no código penal E no quadro Olhe o Esporte Aí, uma modalidade que chegou ao Brasil na década de 30 por italianos. Você conhece o tamborel? Ontem foi dia da 41ª reunião ordinária. Os vereadores discutiram e votaram cinco projetos. Confira agora o resultado completo da pauta. Foi mantido o veto total ao projeto de lei de autoria do vereador Jorge da Farmácia que trata da obrigatoriedade de implantação pelas empresas de adquirência de máquinas de cartão de crédito e débito de máquinas adaptadas para as pessoas com deficiência visual em Campinas. Segundo a justificativa do veto, o projeto é inconstitucional porque é de competência da União estabelecer normas gerais sobre matérias relativas à produção e consumo. Aprovado em primeira votação o projeto de lei de autoria do vereador Luiz Cirilo, que determina a fixação de placas em todas as repartições públicas municipais, informando que a corrupção constitui crime previsto em lei federal e incentivando a denúncia de tal ato aos órgãos públicos. Aprovado em turno único, o projeto de decreto legislativo de autoria do vereador Carmo Luiz, que concede o diploma de mérito educacional professor Darcy Ribeiro a Aldair José Falavinha, o homenageado é idealizador, professor e diretor do Precoltec. Aprovado também em turno único o projeto de decreto legislativo de autoria do vereador Aurélio Cláudio que concede o diploma de mérito odontológico Dr. José Roberto Magalhães Teixeira ao Dr. Michel de Carvalho Silva e à Dra. Michele Ziroudo Silva O Dr. Michel é cirurgião dentista, graduado pela USP, especialista em implantodontia e mestre em periodontia A doutora Michele é cirurgiã dentista também formada na USP, especialista em ortodontia e ortopedia funcional dos maxilares. E por fim foi aprovado também em turno único o projeto de autoria do vereador Fernando Mendes, que denomina como Praça Marcelo Xavier de Souza o sistema de lazer 3, com área de mais de 7 mil metros quadrados, localizado na Ville Santelene, no distrito de Souzas. Quem quiser rever ou assistir a reunião ordinária, ela já está disponível no Facebook da TV Câmara Campinas. Ainda sobre a reunião ordinária de número 41, a Câmara manteve o veto ao projeto que exigia maquininha de cartão com acessibilidade para deficientes visuais. Por 13 votos a 11 o plenário manteve o veto total do executivo ao projeto de lei do vereador Jorge da Farmácia Que exigia a implantação pelas empresas de adquirência de máquinas adaptadas para as pessoas com deficiência visual no município de Campinas O vereador justifica sua proposta e fala do veto Para que elas pudessem digitar o valor da sua compra em todo o mercado, farmácia, açougue, loja, a senha, sem passar para um terceiro. Mas infelizmente esse projeto foi vetado pelo executivo e na justificativa é justamente isso, dizendo que esse projeto é de competência a nível federal e não do município. Como presidente da Comissão da Pessoa com Deficiência ou Mobilidade Reduzida, o parlamentar afirma que o tema não será esquecido e diz que vai continuar lutando por essa inclusão. Eu vou começar a trabalhar nesse sentido para que nós possamos cada vez mais, temos aqui vários deputados federais ao qual eu tenho muito contato, e pedir a eles para que nós possamos fazer novamente essa lei para que ela seja aprovada a nível federal e chegue no nosso município para dar mais autonomia para essas pessoas. Ainda sobre os projetos aprovados, está em primeira análise o de autoria do vereador Luiz Henrique Cirilo que determina a fixação de placas em todas as repartições públicas municipais informando que corrupção é crime Confira a proposta A finalidade do projeto é obrigar as repartições públicas do município a informarem os cidadãos através de placas que a corrupção constitui crime previsto no Código Penal A ideia também é incentivar a denúncia deste tipo de ato. A corrupção assola o nosso país, nosso estado e, por que não dizer, o nosso município. E cabe a nós, vereadores, apresentar à população legislações que possam efetivamente contribuir no combate à corrupção. É um projeto simples que determina, que obriga que as repartições públicas tenham uma placa contendo que corrupção é crime, É prevendo o artigo penal que acaba dando ao infrator a sanção correspondente Mas o mais importante é permitir com que o projeto, tornando-se lei Forneça o site eletrônico, o endereço eletrônico, o telefone do Ministério Público e da ouvidoria Para que possa o cidadão comum, o cidadão de bem, que presencie ou tome conhecimento da corrupção Possa denunciar Eu acho que nós temos que estimular a denúncia Eu acho que fazendo isso, nós estamos, de alguma maneira, contribuindo para que nós possamos erradicar, de uma vez por todas, a corrupção na nossa cidade. O vereador Luiz Henrique Cirilo, do PSDB, confirmou na sessão que as placas precisam ter telefone do Ministério Público e da ouvidoria também. Com isso, a população teria condições de denunciar, desde que os cidadãos notem que existe corrupção. A emenda foi apenas gramatical, a doutora Camila Grant, procuradora aqui da casa, analista do judiciário, ela fez apenas uma observação onde existe uma legislação federal que trata do tema da corrupção e nós temos que amoldar dentro daquilo que a legislação federal trata, a legislação municipal, infraconstitucional, possa efetivamente tratar de forma harmônica. Então foi um ajuste para que possam ambas as leis, caso essa nossa seja sancionada, tratar no universo federal a legislação federal e a municipal com harmonia. Estamos no agosto dourado, mês dedicado a informar e conscientizar sobre a importância de amamentar os bebês. Hoje vamos conhecer a experiência de uma nutricionista, mãe de primeira viagem. A Semana Mundial do Aleitamento Materno é comemorada em muitos países entre os dias 1 e 7 de agosto. No Brasil, por meio da Lei nº 13.435, agosto tornou-se o mês do aleitamento materno, o agosto dourado. Mês para informar e debater sobre a importância de amamentar os bebês. Se no passado a amamentação era acompanhada pelas mães, pelas avós, hoje existe uma gama de profissionais prontos para auxiliar as mães de primeira viagem. E nós vamos conhecer a Aline, a mãe da Olivia, que agora está com 3 meses, mas tem a sua experiência para contar. Tudo deu certo, né? Sou mãe de primeira viagem, mas eu fui muito bem orientada. Eu tive a Olivia no CAISME, aqui em Campinas. Então, eles têm um programa de aleitamento, eles dão esse suporte para as mulheres que têm os bebês lá. Então, foi muito tranquilo. Eu tive algumas fissuras no início, mas foi bem tranquilo. A gente tem pomadas que passam, enfim, para não ter rachaduras, mas foi muito tranquilo. Ela mama bem, ela pega bem, então eu não tive nenhum problema A questão da pega, que é uma das coisas que acontece bastante com os bebês e com as novas mães Mas não tive problemas nenhum, ela mama perfeitamente Eu não tive que fazer nenhum tipo de... colocar aquele... seringa para fazer a amamentação Completar a amamentação, não tive nenhum problema quanto a isso Foi tudo muito bom até agora. Um desejo comum entre as mães é amamentar por muito tempo. Mais que um ano, né? O ideal seria mais que um ano mesmo, então, exclusivamente seis meses, né? E depois inserir introdução alimentar, pelo menos com um ano e meio, dois. Vamos tentar, vamos ver até quando ela consegue ficar no peito. Eu acredito que não tenha tempo demais. Eu acho que a criança, ela mesmo se adapta, e a mãe, enfim. Mas as crianças que mamam um pouco, sim, elas teriam um problema em relação ao desenvolvimento. A gente sabe que mamar no peito ou a amamentação exclusiva, ela não só melhora o sistema imunológico, mas como o desenvolvimento do bebê. Então, mamar menos, como as estatísticas hoje no Brasil, Só 20% conseguem ter a amamentação exclusiva até os seis meses. Então, seria um problema por conta desse desenvolvimento mesmo da criança. Principalmente o desenvolvimento da parte cerebral, do sistema imunológico. A gente sabe que o leite materno é rico em oligosacarídeos, enfim, é super benéfico. Então, mamar menos seria prejudicial ao desenvolvimento do bebê. Como nutricionista, a Aline sabia muito sobre a importância da amamentação. Mas será que teve algum medo, como a maioria das mães? Sim, de não conseguir amamentar, exclusivamente, até os seis meses, no mínimo. De ter algum problema com a amamentação. Esse foi o meu maior medo. Um recado desta mãe para quem quer ter filhos e amamentá-los. Ficar calma e procurar ajuda. Ter sempre apoio da família, do marido, enfim. Se preocupar em só amamentar. Às vezes, no início da amamentação, as mães se preocupam porque é só o colostro, enfim. ah, meu bebê não está ganhando peso, então tem todas essas questões. É só se conectar a eles de forma amorosa, esquecer o restante do mundo e amamentar. Usar o que a gente mais tem, que é o instinto, o instinto maternal. Então usar o instinto, ouvir o corpo e sentir, e sentir o bebê também, ele vai dizer. Amamentem, amamentem os seus bebês o máximo que conseguirem. Isso é super importante para o desenvolvimento, com certeza. E que se conecte aos seus filhos dando amor, dando o seu tempo, que a amamentação também é tempo, e dando um pouquinho de amor, se conectando com eles quando mais necessário e importante, que é amamentar. E nós vamos continuar falando sobre o Agosto Dourado, mas agora com a repórter Viviane Novaes, que está ao vivo na maternidade de Campinas, neste inverno que tem feito muito frio, as doações diminuíram, Vivi? É isso mesmo. Nesse mês aí que acontece a campanha de conscientização para a amamentação, o estoque aqui do banco de leite de Campinas está pedindo socorro. Isso porque o estoque está cada dia mais baixo. Só que a demanda, a gente sabe, não para. Essa daí só está crescendo. Eu estou aqui na maternidade de Campinas, bem no corredor onde ficam as mamães e os bebês. Cheguei mais cedo, fui lá dar uma olhadinha no estoque e olha, é triste a situação. Está precisando de muita doação sim. A gente não pode ir lá e mostrar porque é um local isolado, refrigerado. E esse entra e sai de gente pode provocar aí alguma contaminação. Mas para explicar melhor como que está essa situação, eu estou aqui com a Olivia, que é coordenadora do Banco de Leite aqui da maternidade. Olivia, boa tarde. Por que de repente o estoque cai tanto? Boa tarde. Nessa época de inverno o estoque chega a cair de 30% a 50% por conta do frio. O que acontece nessa época é que as mães bebem pouca água e a água é essencial para a gente aumentar a produção de leite. Mas como a gente viu, tem pouco estoque lá, só que a demanda está crescendo, sempre tem bebezinho aqui precisando. Isso. Hoje nós temos aqui na maternidade 40 leitos de UTI neonatal. Desses 40, 22 leitos são destinados ao SUS. E aí, para suprir esses leitos, nós precisaríamos de 200 litros por mês. E hoje nós estamos trabalhando com cerca de 100, 120 litros por mês. Explica para a gente, qualquer mulher que esteja amamentando pode doar? Isso. Qualquer mulher que esteja em casa, saudável, amamentando o seu filho, ela pode entrar em contato aqui com o banco de leite através do telefone, nós vamos preencher uma ficha de cadastro, nós vamos convocá-la para vir até a maternidade uma única vez para coleta de exames de sangue, depois nós que passamos a ir até a mãe, ela não precisa vir aqui mais. Nós passamos a ir na residência semanalmente para buscar o leite e também fornecemos a ela todo o material de coleta, que são os frascos de vidro com tampa plástica. Ah, isso que é legal então, ela não precisa se deslocar, que ah, estou com um bebê pequeno, não vou doar porque não consigo ir até a maternidade. Vai toda uma equipe lá e ensina a mulher a tirar esse leite. Isso, na primeira visita a gente ensina ela, então ela vem aqui uma única vez, que é para a coleta de exames de sangue, para a gente estar liberando esse leite. E a gente sabe aí que tem muito mito em relação a isso, né? A mulher que tirar o leite, corre o risco de ficar sem, de parar de produzir, e aí pensar, não vou ter como amamentar o meu próprio bebê? As mulheres têm medo, né? Acham que vai faltar para o próprio filho, mas é o contrário. Porque funciona, o nosso organismo, para ele produzir o leite, funciona como uma fábrica. Quanto mais eu retirar, mais eu vou produzir. E aí ela fornece mais, ela acaba produzindo mais leite. E o leite materno, ele é insubstituível, né? Pode ter vários leites com suplementação aí, mas não é como o leite materno? Não, não tem. As indústrias tentam fazer, mas não existe nada como o leite materno. Então, é importante mesmo fazer esse gesto. Isso, é super importante para os prematuros que estão aqui internados, para que eles tenham uma alta precoce, para que eles não tenham infecção, para que eles não tenham doenças futuras como cardiovasculares e diabetes. E a mulher, como que ela sabe que ela pode ser uma doadora? Tem que estar sobrando o leite? Existe aí um controle? Isso, então aquela mulher que amamenta o seu filho e mesmo assim ela ainda tem leite, essa que a gente chama para ser doadora. Que aí ela retira o leite que a gente chama de excesso, depois que ela amamentou o seu filho. E esse excesso, vale até ressaltar para o pessoal de casa, acaba sendo perigoso para a mulher se ficar ali e o bebezinho dela não tomar? Isso, porque se ela deixar esse leite parado, pode causar o engurgitamento ou o que a gente chama de mastite, que é a inflamação das mamas. E aqui fornece leite para todos os bebezinhos que ficam internados hoje? Tem muito bebezinho aqui? Hoje tem. A gente está sempre com a UTI cheia. Então é fazer esse apelo para o pessoal de casa, a mulher que estiver amamentando, não custa Não custa, liga aqui para a gente no nosso banco de leite, no 3306-6039 E aí a gente passa todas as informações Ok, muito obrigada pelas informações, como vocês viram, o banco de leite aqui de Campinas está precisando da sua doação A Olivia já passou o telefone, mas eu acho que vale a pena reforçar É o 3306-6039. Você que está em casa, mamãe, está amamentando, viu o que está sobrando, dá uma ligadinha e descobre aí como que doa. Não dói nada e vai ajudar muito o bebezinho aqui, né Gabriel? Com certeza, muito obrigado Viviane pelas informações e eu reforço aqui então o pedido para doações para suprir a demanda da unidade de terapia intensiva neonatal Dos 40 leitos da UTI, 22 são destinados à saúde pública. Vamos fazer o seguinte? Rápido intervalo e na volta tem a previsão do tempo para esta quarta-feira. Quadro é o bicho, mostrando o trabalho do Instituto IVA. E tem, olha, esporte aí. Rubens Morelli se aventurou no tamboréu. Sabe o que é? Ele vai mostrar pra gente já já. Todos os profissionais podem literalmente alcançar e almejar situações melhores, né? Então, hoje eu vou comentar aqui sobre três principais. Primeiro, seja o piloto da sua vida, da sua carreira. Se você literalmente quer performance, seja você o piloto. Seja você ter o planejamento para que você possa encabeçar e, literalmente, continuar. Segundo, seja o maestro da sua vida, o maestro da sua carreira. Dê oportunidade para você reger a sua vida. Não deixe que terceiros comandem. Muitas vezes, nós fomos, literalmente, cultivados ou tivemos a cultura de mudar o mundo externo primeiro. Conserta aqui, arruma ali, mas, primeiramente, nós precisamos mudar o nosso mundo interior. Então, seja você o maestro da sua vida. E o terceiro, que eu acredito que é um dos mais importantes, que é seja um eterno aprendiz. Então, muitas vezes nós apenas estudamos, mas na minha concepção, aprender é diferente de estudar. Então, muitas vezes nós só estudamos em nossas vidas, mas não colocamos o nosso conhecimento em prática. Então, o aprendizado vem com prática, conhecimento, prática e repetição, porque a repetição é a lei do aprendizado. Então, são esses três segredinhos que nós vamos comentar hoje e que fazem uma grande diferença na sua vida também. Eu queria saber se pode doar sangue todo mês. O desconto e quanto tempo pode doar sangue. Yara, a legislação do Ministério da Saúde coloca que homens podem doar a cada dois meses e no limite de 12 meses terem no máximo 4 doações e mulheres podem doar a cada 3 meses e no intervalo de 12 meses terem no máximo 3 doações. Por que essa distinção? Porque mulheres menstruam. Então, por nós perdermos mais ferro, nós levamos um tempinho a mais para recuperar isso. Amanhã, quarta-feira, o panorama permanece o mesmo. Dia estável, com o sol aparecendo entre nuvens, mas não chove. A temperatura, essa sim, começa a subir. Mínima de 14 e máxima de 26 graus. Ao longo da semana, poderemos chegar aos 29 graus, mas eu atualizo amanhã. O quadro É o Bicho de hoje mostra o trabalho do IVA, o Instituto de Valorização Animal. Confira. Esse é o Chico Ele não para Até parece que tem mola nas patinhas É assim sempre que surge alguém diferente Chico quer chamar a atenção Quem sabe assim conquista uma família Cada animalzinho aqui reage de uma forma Uns ficam tão eufóricos que não param de correr, já outros só observam. Desconfiado, o Billy fica de longe, ou melhor, em cima do telhado do canil, de olho em tudo. Mas é só chegar perto que ele transborda carinho. A Ana é quem ajuda a cuidar dos animais e conhece cada um deles. É o Chiquinho, o Negão, aí tem o Theo e o João, depois tem a Mônica, o Caco, o Clóvis e o Costela. Aí tem a preta, a gorda, o neguinho e a nina. Depois tem, eu já falei do Billy, da Rebeca, né? Depois tem as quatro lá embaixo, que são a rana, a mel, eu dei o nome de sapeca pra ela porque ela é terrível, ela pulava até o muro pra fugir. E tem a outra preta, a neguinha. Depois tem o joaquinho e o egídio, e são mais quatro gatos, os gatos não tem nome, Só um que eu nomeei de Homem-Aranha, porque ele adora ficar pendurado na tela. Os cães ficam na casa da dona Leontina, que faz parte do Instituto de Valorização da Vida Animal, o IVA. Ela acolhe os bichinhos no próprio quintal, que virou uma espécie de canil. Conforme vinha chegando, eu ia construindo. Dava um jeito e construía. Os animais chegavam aqui como, para a senhora? Sempre abandonado, ou eu encontrava abandonado. ou recebia alguma informação que lá tinha bicho sofrendo, aí a gente ia buscar, eu ia buscar com o meu carro. O IVA não tem sede própria e nenhum abrigo para acolher os animais. Todos os bichinhos que são encontrados nas ruas vão para um lar temporário. Isso porque o Instituto acredita que o animal achado na rua, muitas vezes ele está machucado, Ele tem medo das pessoas. Em um lar temporário, ele é inserido num ambiente familiar, pelo menos uma vez na vida. E assim recebe todo carinho e amor. É o caso da Lilica, que olha só, agora ocupa um lugar especial no sofá e tem até roupinha. O trabalho de recuperação dos animais não é fácil. Mesmo recebendo cuidados e atenção, a gorda fica assim, distante, com medo das pessoas. Já foi levado, já foi devolvido, já foi doado, já foi devolvido, então eu acho que eles são muito sofridos. Depois de cuidados, os cães vão para as feirinhas de adoção. O presidente do IVA explica que o trabalho é realizado apenas por voluntários e que o instituto sobrevive graças às doações. A mão de obra nossa é voluntária, isso já evita gasto com funcionário, por ser até uma OSCIP, que não tem fins lucrativos, e a arrecadação de dinheiro por meio de sócios contribuintes, que pagam os boletos com valores que optarem. O problema é que a conta não fecha e os animais não param de aparecer. Parece que está enxugando gelo, porque a todo tempo tem animal abandonado, todos os dias, todos os sábados, às vezes na própria feira, chega na feira já tem uma caixinha com filhotes, até uma questão de consciência, responsabilidade social que as pessoas não têm, as pessoas transferem os seus problemas para os outros. Às vezes vem pedir ajuda, isso que é o principal, mas todo dia tem telefonema, todos os sábados tem problema e aparecem, é um problema constante, até que as pessoas se conscientizem e que a castração atinja um ponto suficiente para evitar o abandono e a posse irresponsável. Trabalho difícil e constante, mas que também cura. Na verdade, eu sofria de depressão, sofro um pouco ainda, não foi tudo embora, mas eles são a minha vida, porque eu esqueço da depressão. Eles são o seu remédio? Meu remédio, exatamente. O Tamboréu chegou às praias de Santos na década de 30 por meio de dois italianos. E até hoje, atrai as pessoas pela mobilidade e força no jogo. Você confere essa tradição agora no quadro Olha o Esporte Aí. Uma modalidade que chegou ao Brasil na década de 30, trazida pelos europeus, e que se consolidou aqui no estado de São Paulo de geração em geração. É o tamboréu, esse instrumento aqui de madeira, e se joga com uma bolinha. É o que nós vamos conhecer agora. Olha o esporte aí! O tamboréu surgiu nas praias de Santos como forma de recriação de dois italianos, mas logo se espalhou para o interior de São Paulo. Campinas é uma das cidades que mantém a tradição desse esporte, que se assemelha com o tênis, mas que carrega características próprias. A diferença do tênis é que você tem que haver troca de mãos do próprio tamborel A hora você joga com a direita e com a esquerda você tem que mudar de mão A diferença grande do tênis é essa E o tamborel não tem o cabo que a raquete do tênis tem Então você tem que fazer um pouco mais de força no lançamento E haja força para lançar a bola pela quadra, que tem 34 metros de comprimento ao todo, por 10 de largura. Para isso, é preciso ter foco e concentração para acertar a bolinha com o tamborel, que pode ser confeccionado com tampo de madeira ou com rede de nylon. O que muda é a força aplicada. A força que você precisa fazer com um ou com outro. O tamborel com a rede, ele proporciona uma força maior, uma velocidade maior a bola e um esforço menor no braço do que o tampo de madeira. Outra característica marcante é a amizade que a modalidade proporciona entre os jogadores. Nós temos aqui jovens jogando, o mais novo acho que tem 11, o mais velho tem volta de 80 Tem mulheres jogando também, então jogam crianças, jogam adultos, jogam senhores e jogam senhoras Todo mundo pode brincar Todo mundo pode brincar, sim, claro Um exemplo é o Guilherme, curioso, descobriu o esporte ao ouvir o barulho da batida da bola Na verdade, eu estava um dia passando aqui, eu ouvi o barulho e eu vim para cá, eu vim olhar. Aí eles falaram, você quer jogar? Aí eu entrei e comecei a jogar. Aí que veio meu tio e aí eu não parei até hoje. E olha que ele já praticou outros esportes, mas achou a sua turma aqui, nas quadras do Tamboréu. Eu já pratiquei futebol, basquete, vôlei, mas o que eu mais me identifiquei foi o Tamboréu. E por quê? Ah, porque é um jogo que você precisa de bastante, você precisa de agilidade, precisa de foco, porque não é toda bolinha que é fácil E é um jogo assim que você olha e parece fácil, mas que na verdade não é, que precisa de bastante concentração E aqui você é o mais jovem, vamos dizer, entre a turma, o esporte está sempre se renovando também por conta de pessoas como você Você acha que isso vai para o seu futuro também, você vai continuar jogando? Ah, eu pretendo continuar jogando e mostrar o tamboréu para outras pessoas também. Assim, precisa de bastante concentração, mas que qualquer um se pegar para fazer consegue, assim. É um jogo bem tranquilo. E você me ensina a jogar então? Ensino, vamos lá. Com o tamboréu nas mãos, já percebo de cara a diferença para uma raquete de tênis, por exemplo, e a dificuldade na adaptação para se aproximar da bola. Coisa feia. Eu acho que ela faz bem para a saúde. Eu não consigo ficar sem praticar um esporte, que é esse esporte que eu faço há 40 anos atrás, desde 1970 e por aí. Se eu vou ficar 40 anos jogando tamborel, ainda não sei, mas que dá vontade, isso dá. É assim que a gente encerra a reportagem Fazendo um ponto bonito Na próxima semana a gente volta com mais Olha o esporte aí, até lá, tchau Peço desculpas Mas vocês acompanharam aí Os piores momentos do Tamborel Talvez uns 40 anos Mesmo para o repórter Rubens Morelli Aprender a modalidade Mas na verdade o que importa é competir Jornal Câmara Notícia fica por aqui Eu volto amanhã Ao meio de meia, ao vivo Até lá, tchau tchau Legenda Adriana Zanotto