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A música que atravessou gerações, ganhou novos arranjos e um palco especial no prédio do relógio em Campinas. O concerto Belquior Sinfônico, 80 anos, levou ao público clássicos do eterno rapaz latino-americano, [música] como sujeitos de sorte, Mucuripe e Como Nossos Pais. O cantor João Cavalcante foi convidado para dar voz e emoção aos sucessos aclamados pelo público de mais de 3600 pessoas. [música] Eu de uma nova consciência [música] de casa [música] eu chando seu [música] cara além de uma prestação de serviço, eu acho, porque o Belor ficou num lugar que tá no imaginário público assim, mas não tem o mesmo o mesmo nível de incensamento que grandes canones da música brasileira. tem. Então, acho que esse esse concerto do Bequ sinfônico, ele joga a luz de uma forma muito reverente a um repertório que é muito rico. Ele é rico politicamente, ele é rico em citações de outros textos, de outros poemas, é muito rico de referências e e acho que a gente foi muito e bem-sucedido na tentativa de sublinhar isso assim, de expor essas víceras da obra do Belkior. Chorado da cachorro. Ano passado eu morri, mas esse ano eu solta. [música] Tenho sangrado demais, tenho chorado para cachorro. Na sanfona, Marcelo Calde, instrumentista convidado pela orquestra para o conserto, também emocionou o público. [música] [música] É sempre um desafio tocar com orquestra. a gente tem que se preparar muito, mas a gente ficou muito bem cercado. O maestro Carlos Prazeres é um é um maestro muito experiente com repertório popular também, além do repertório de conserto. A gente tem arranjos fabulosos do Thiago Jap Palone, eh temos a presença do João Cavalcante e eu tô ali na sanfona praticamente fazendo uma costura entre as músicas. E a gente tem também vários elementos eh de transição, digamos assim, entre as músicas de Belkior, que são justamente eh citações que tem dentro da obra dele. Tem citações de músicas dos Beatles, tem citações de poemas como Olavo Bilac. Então isso tudo é assum preto, Blackbird, né? A gente a gente quando a gente vai se debruçando sobre as letras, a gente vai criando essas imagens na cabeça. E isso foi muito legal porque isso foi traduzido em música. E a sanfona cumpre um pouco esse papel de solar nesses momentos, de est ali à frente, como é o papel do de nós solistas. É sempre um prazer pra gente tocar todo tipo de música, né? que a gente sabe que levar uma música mais popular e de um de uma pessoa tão amada como foi o Belkiora é sempre interessante porque chama mais público e a gente vai agregando mais público para depois vir aqui dentro do teatro, né? Mais do que uma homenagem aos 80 anos de Belquior. O concerto dessa noite marca um momento especial para a música de Campinas. Sob a regência do maestro Carlos Prazeres, a orquestra sobe ao palco hoje em tom de despedida. Desde maio de 2022, à frente da orquestra, o maestro se despede de Campinas, deixando um legado de sensibilidade e abertura para novos caminhos sonoros. Tô muito emocionado. Essa cidade foi uma cidade que me acolheu. Eu vivi intensamente essa cidade. Vivi Campinas na sua vida de bairro. Vivi Campinas eh em todas as suas peculiaridades. E a Orquestra Sinfônica de Campinas me acolheu tão bem, o público campineiro me acolheu tão bem. Eu saio daqui levando o nome dessa sinfônica que é uma das mais importantes do Brasil, quase centenária, eh levando o nome dessa sinfônica para toda parte, torcendo por ela. Saio também levando todo esse carinho do público campineiro. Tô muito emocionado com essa minha despedida que vai ser um até logo, porque daqui a pouquinho vou est regendo de novo vários concertos aqui, não mais como diretor artístico, mas regendo concertos sim. a parte popular da sinfônica de Campinas, eh, ultimamente tem trazido um público imenso e claro que esse público ele acaba, eh, chegando junto dos concertos clássicos e esse é o nosso objetivo também, sabe? Que uma orquestra seja seja acessível, que mostre pra sociedade que ela é igual a cada um de vocês, sabe? Não é, nós não somos extraterrestres aqui estudando o nosso instrumento clássico em prol de civilizar uma uma sociedade. Não. Somos uma orquestra viva, pulsante, atenta ao que tá sendo feito aqui em Campinas, no Brasil, no mundo. E por isso Belquior é a melhor mensagem que a gente pode dar. O novo sempre vem, sabe? Refletir sobre nossa posição como cidadão na sociedade [música] e o pior nos ensina como ninguém. [música] [música] Carlos Prazeres construiu carreira em importantes conjuntos sinfônicos do Brasil e do exterior. Em Campinas, o maestro se destacou por aproximar a música clássica da sociedade e [música] fortalecer o diálogo com o público. Primeiro dizer que o maestro Carlos Prazeres, né, demonstrou assim profundo conhecimento técnico, histórico, cultural, né, das músicas, toda a apresentação é quase que ele dava uma aula, né, ele contextualizava e colocava o público para entender cada parte da área ou da sinfonia que ele estava regendo, né, mostrou rapidamente uma paixão pela nossa orquestra sinfônica, pela nossa cidade. bastante comunicativo, muito agradável. Eh, eu acho que nesse período que ele ficou aqui, ele deu uma revigorada na Orquestra Sinfônica eh de Campinas, que é um patrimônio obviamente da cidade. Além do clássico, né, das músicas que a orquestra sempre executou, essa ideia de popularizar, trazer músicas que são mais do conhecimento popular, mas fazer isso de uma forma com muita qualidade também foi algo que fez com que a população de Campinas pudesse conhecer e usufruir mais e da nossa orquestra. O maestro Carlos Prazeres, ele deixa um legado de aproximação da orquestra sinfônica de toda a população de Campinas. Ele é um maestro hoje reconhecido na cidade inteira, fez um trabalho nesses anos importantíssimo, popularizou a orquestra sinfônica pra população de Campinas. Então, sem dúvida, vai deixar muita saudade. Eu falo que não é uma despedida, é um até breve, porque as portas eh da cidade, da regência da Orquestra Sinfônica estarão sempre abertas pro Maestro Carlos Prazeres. É a primeira vez eh que a orquestra se apresenta aqui num espaço que ao mesmo tempo é grande, mas tem a vantagem de ser coberto, né, que hoje a gente tinha uma instabilidade de tempo. Então acho que vai ser mais uma alternativa de espaço. Além do Teatro de Arena, Concha Acústica, é mais um espaço além da Estação Cultura que a gente vai poder aproveitar com a orquestra. A despedida com repertórios de Belquior foi aprovada pelo público. Bom, chegaram cedo aqui para curtir o conserto. Por que tanta antecipação? Ah, pregar o melhor lugar, né? É o melhor lugar. O show é muito bom. A gente assistiu uma vez, viemos para repetir hoje. Já conhecem então o trabalho de orquestra? Temos trabalho de orquestra, especificamente do Belkior sinfônico. É muito bom. É fã de Belor? Muito. E você também fã de Belor. Que que te atraiu mais para esse conserto? Belkior, de fato, somos fãs há muitos anos, acho que desde criança. E rever as músicas dele aqui com João Cavalcante, com Carlos Prazeres. Nós já tivemos a oportunidade de assistir no Teatro Castro Mendes e foi incrível. que quisemos repetir a dose. Eu que sou fã, né, do Belcor, não tive oportunidade de ver ele vivo, mas pelo menos eu tenho tenho a oportunidade de ver outras pessoas tocando, então tinha que garantir meu lugar aqui, né? Como você já conhecia o trabalho da orquestra também ou vai conhecer hoje? Conhecer hoje o trabalho, mas dizem que eles são muito bons. Vamos ver, né, se se vai desenrolar alguma coisa. Expectativa então é demais, alta demais, muito fácil para ele. Acompanharam ele até aqui, foi muito bom a sensibilidade. E vocês são fãs de Belkior? Sim, sim, sim. Eu já morei lá em Fortaleza também. O Belkior lá em Fortaleza, ele é assim, ele é muito adorado até hoje, né? Então assim, é uma oportunidade que eu não podia perder mesmo. E vocês já conhecem o trabalho da orquestra ou vão conhecer hoje? Não, já assistimos orquestra. Não, não, não sou assim um exe conhecedor, mas já assisti. É muito bom orquestro. Muita expectativa. A gente vem do Nordeste, a minha esposa é cearense e conterrânea do homenageado da noite, cabeló. Vocês já conhecem o trabalho da orquestra ou vão conhecer hoje? A gente vai conhecer hoje o trabalho dessa orquestra. A gente tá morando aqui há pouco tempo, inclusive. Eu que hora foi o que atraiu. É, sim. A gente tá buscando já por espetáculos e obras assim, né, nesse sentido que a gente gosta de cultura. E aí, qual música do meu Kor que não pode faltar aqui hoje? Ah, eu vou confessar que eu não conheço os nomes ainda, mas eu quero apreciar esse espetáculo. Tenho sado demais. Tenho chorado para cachorro. Vamos passar