Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
O seminário Direito à cidade, territórios e conflitos urbanos aconteceu no plenário da Câmara de Campinas. A proposta do vereador Gustavo Peta foi promover um diálogo sobre o uso do espaço urbano, a influência das culturas periféricas e a necessidade de fortalecer políticas públicas para a juventude. A cidade precisa ser disputada, os espaços precisam ser disputados, o orçamento precisa ser disputado, porque mesmo que a gente chegue à conclusão de que realmente a elite que domina a parada e que eles dominam para manter a ordem e esse sistema de desigualdade de injustiça para manter os seus interesses, nós não podemos abrir mão de fazer a disputa porque existe brecha, existe contradição, existe espaço pra gente ocupar. E se a gente fica só do lado de fora também contestando, a gente deixa eles se perpetuarem no domínio sobre tudo, né? É igual, eu tô aqui como vereador. Às vezes o pessoal fala: "Pô, que que adianta eh propor um nome de rua que homenagei uma liderança popular negra, que adianta, porque historicamente os nomes de rua, as homenagens na cidade só são pros barões." Entre os assuntos discutidos, ganhou destaque a batalha de rima como movimento social de rua. Os participantes apontaram que a atividade vem se profissionalizando, especialmente no estado de São Paulo, e que precisa ser reconhecida como expressão cultural e ferramenta de transformação social. É interessante a gente lembrar de onde surgiu a batalha de rima, né, mano? É um movimento negro, periférico, que acolhe ampla diversidade hoje. É uma das principais vozes das mulheres no movimento cultural de rua, né? uma das principais vozes da diversidade. E é uma zona neutra. A batalha de rima é um lugar que nasce onde tinham conflitos de gangues e era uma zona neutra onde o respeito prevalecia por um momento. Ali não. Ali a gente respeita as nossas diferenças e resolve de uma forma pacífica. Então, quando a gente tá falando de um movimento, né, de rua, periférico, pacífico, uma zona neutra dos nossos conflitos em Campinas, a última cidade do mundo a abolir escravidão, mano. Tá ligado? Quando a gente escuta essas coisas, a história contada pra gente, ela é muito eh escura, vamos dizer assim, muito obscuro, muita coisa. E a gente nem se dá o ao prazer de descobrir que Cristóão Colombo era português, que o movimento abolicionista em casas legislativas como essa teve todo um movimento contrário, reacionário, para que não tivesse a abolição da escravidão. E mesmo após a abolição da escravidão, teve todo um movimento contrário, um movimento de criminalização de culturas pretas. A vereadora Guida Calisto destacou que o poder público deve proteger e garantir espaços para que essas manifestações culturais continue crescendo na cidade. Uma delas, nós criamos eh a Frente Parlamentar do hip hop e da cultura periférica. No começo até o Silas tá aqui, ficou meio assim. Eu eu bati o pé, não vai ter que ser hip hop. Por que hip hop? Porque o nessa casa, como o Peta falou na mesa anterior, de fato, essa casa é uma casa que recebe muitos projetos, inclusive projetos eh preconceituosos e que criminaliza a cultura hip hop. nós já conseguimos derrubar uma lei que falava do hip hop nas escolas e agora está tramitando uma outra lei com uma outra roupagem aqui, né, com uma uma falhinha um pouco diferente, né, mas que quer de fato criminalizar essa cultura popular, essa cultura, né, periférica negra, jovem. Então, eh aí nós não vamos demarcar, vamos demarcar que é o hip hop que a gente quer proteger, né? Representantes do setor cultural também participaram das discussões. É muito importante, né, a gente ter o apoio do poder público, mas a gente entende também que a cultura hip hop ela é nossa e a gente precisa também conversar e se organizar entre coletivos, produtores e organizadores, né? Então a minha fala hoje vai mais pro movimento hip hop mesmo. Eu tô com a pauta de diversidade dentro da cultura, entendendo, né, que o movimento hip hop ele surgiu como um grito de socorro. um grito das pessoas que muitas vezes eram invisibilizadas e surgiu toda essa revolução que vemos hoje, né, não só midiática, mas também, como foi falado na fala de várias pessoas aqui, a mudança de vida que a gente tem através de ser acolhidos, através de estar acessando essa cultura, né, entender que a gente também precisa trabalhar entre si pra gente tá permitindo que seja uma cena mais inclusiva, né? Para o curador Rafael Martins, a cultura hip hop deve se organizar para disputar recursos e fazer parte dos orçamentos destinados às políticas públicas. E fica a mensagem que foi falada que a gente precisa disputar o orçamento e para disputar o orçamento precisa participar, se organizar e não pode ser uma participação, né, índio, inocente, né? Tem que entender que tem a sua história e e é bom a gente evitar ficar no bolso, seja de quem for.