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A Câmara de Campinas sediou no último sábado o seminário corredor ecológico reconecta RMC, recuperação e preservação da bacia dos Jaguari, Atibaia e Pirapitingui. O evento é uma iniciativa conjunta do legislativo, da AMA Paulíia, do Fórum Socioambiental de Campinas, do Coletivo Educador Ambiental e da Frente Parlamentar pelo Meio Ambiente e Enfrentamento aos efeitos das mudanças climáticas. Representantes da sociedade civil, do poder público, universidades e empresas discutiram as estratégias integradas de conservação ambiental para a região metropolitana de Campinas, procurando integrar todos os municípios e comprometer todos os municípios com esse esforço de preservação da biodiversidade regional, procurando recuperar, restaurar, preservar matas ciliares nascentes, né? preservar FA na flora regional, formar e integrar corredores ecológicos da nossa região. E recentemente fui procurado aqui pelo vereador Wagner Romão, a vereadora Guida, que trouxe a Câmara, os representantes do AMA Paulíia, que eh na verdade estavam no movimento no sentido de dar sequência a esse plano que está no papel, muito bonito, bem elaborado, mas que precisa efetivamente ser eh concretizado nesse período histórico, nessa quadra da história que a gente tá eh discutindo as questões ambientais, lutando contra a expansão urbana, lutando contra a devastação, lutando contra eh a destruição dos nossos biomas, nada mais do que oportuno a gente apresentar um projeto como esse num ato mesmo de resistência, né, num ato de resistência ambiental. E então, mais do que nunca meu o nosso mandato, né, eu me prontifiquei a procurar o presidente Rossine paraa gente poder estabelecer esse diálogo. o presidente prontamente nos atendeu e o presidente prontamente eh entendeu, inclusive pela sua história também, né, de participação nas questões ambientais, né, na luta na militância das questões ambientais, mas do que eh prontamente ele foi e falou: "Não, vamos de fato pensar porque é um projeto importante." a gente tem trabalhado muito na frente só na frente eh parlamentar pelo meio ambiente, pelo enfrentamento aos efeitos das mudanças climáticas, eh com eh temas super diversos. A gente sabe que o tema, a questão ambiental, ela é multifacetada, mas no sábado passado nós estávamos aqui eh discutindo justamente a questão da água, né? Eh, então a a nossa compreensão sobre a importância da água, das nascentes, das bacias hidrográficas, dos córregos, né, eles são a água é vida, a água é veículo, né, de de vida, de de trajeto das espécies eh vegetais, das espécies animais. E a gente tem uma tarefa muito importante, né, que eu acho que é começar a pensar eh a preservação ambiental como um todo a partir desse referencial. Eu acho que esse ato aqui hoje, nesse primeiro de novembro na Câmara Municipal é uma pré-cope. É uma preops no nosso país, no sul, no norte, no Centro-Oeste. E isso daqui eh que representa hoje a quantidade de pessoas comprometidas, de ambientalistas, pessoas comprometidas com os seus municípios, com o nosso estado, com o nosso país, é uma precópia. O programa Reconecta, o projeto ou programa Reconecta, como a gente fala, eh, ele foi um programa muito exitoso na sua concepção. Aqueles que não tiveram ainda oportunidade de lê-lo, a peço que o façam para vocês entenderem a profundidade do que foi o planejamento, a a idealização, a fixação de ações, de governança, eh, da das da das temáticas, das diretrizes, eh, que são implementadas ou que são previstas de implementação nesse programa. Aonde tá o gargalo que o programa eh eh tem hoje na sua implementação? O processo de governança imposto ou estabelecido desse dentro desse programa ainda não está acontecendo a contento. A gente não avança muito. a gente tem um grande desafio, eh, que é, eh, colocar todos esses planos de papel que foram sendo, eh, criados ao longo do tempo e torná-los uma numa prática de restabelecimento das conexões entre os os remanescentes florestais. E a gente começa essa conversa eh por conta da Ari de Santa Genebra e Ari de Matão, eh uma no município de Campinas e Paulí, outro no município de Cosmópolis e a gente percebendo a grande influência do polo petroquímico na nossa região. Vai chegar um tempo que a gente não vai poder beber dinheiro, a gente não vai poder comer dinheiro, a gente precisa de ações imediatas pra recuperação eh desses remanescentes florestais, dessas conexões. E essa conexão não é a conexão só da fauna, é a conexão nossa também. No encontro foi apresentado o projeto Cinturão Ecológico das andorinhas, interligando áreas de proteção ambiental em Campinas, Cosmópolis e Paulíia, com foco na restauração de ecossistemas e na promoção de práticas sustentáveis. A gente fez um mapeamento de quantidade de nascentes. Para quê? Para que primeiro as áreas prioritárias tm que ser quais? as áreas que produzem mais água, os maiores fragmentos, as áreas que conectam unidades de conservação, as áreas que estão sobre afloramentos de áreas de recarga dos aquíos, que também é pouco discutido. E se a gente for ver o abastecimento privado de água, ele vem boa parte via poos tubilares, né? Então é via aquío, enquanto o abastecimento público utiliza mais a água superficial. Então a ideia é utilizar o quê? identificar essas zonas estratégicas, essas áreas de fragilidade ou de favorabilidade ambiental, né, as áreas que têm maior potencial para gerar, né, serviços ambientais e ecossistêmicos. Outro ponto de destaque é a integração do projeto com iniciativas já existentes, como o corredor ecológico Reconecta RMC e o corredor das onças, que reforçam o compromisso regional com a conectividade entre áreas verdes, a proteção da biodiversidade e a mitigação dos impactos das mudanças climáticas. A coluna vertebral do plano diretor do município, um dos eixos principais é o sistema Savio C, sistema de unidade de conservação e áreas verdes. E, portanto, ele faz parte do nosso planejamento urbano. Evidentemente que foi apresentado o córrego das andurinhas e aí nós, a equipe da secretaria da região metropolitana se coloca à disposição para fazer essa essa essa aproximação com a AM a AMA Paulíia pra gente refinar esses esses projetos. próximo, porque afinal de contas todos os financiamentos são bem-vindos. A gente direciona termo de compromisso ambiental, tax, tcrass, a gente direciona todos os plantils compensatórios para essas áreas, mas são 49 parques lineares aqui em Campinas, tem muita coisa para se fazer. Tudo isso tem que convergir para um objetivo comum. E não adianta a gente falar assim: "Olha, esse recursinho aqui, ó, vai para essa instituição da Mata Santa Genebra, esse vai para essa, esse vai para tá bom, mas isso tem que ser feito de forma coordenada. Se não tá coordenado, a gente vai voltar a ter essa mesma discussão que a gente tá tendo aqui daqui a 5 anos, porque vai continuar fragmentado. Na COP, eh, existem seis eixos, eh, que que dialogam com a água, né? Eh, um dos eixos é gestão e governança da água. O segundo é segurança hídrica. O terceiro é sanamento básico. Eh, o quarto é água como solução para a mitigação e a adaptação. O quinto, espaços dedicados ao tema. E o sexto, integração com outros temas. Nós estamos nesse quinto espaço, espaço dedicado ao tema. É isso aí. É, é como é uma precópia. Nós estamos na precópia, em todos os lugares nós estamos fazendo essa discussão. Então, nós estamos embutido aqui, mas nós também estamos discutindo a integração com outros temas que é a questão da água, com agendas eh cruciais como bioeconomia, preservação florestal e essas coisas