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Com o plenarinho da Câmara Municipal completamente lotado, aconteceu o lançamento da Frente Parlamentar do Hip hop e da cultura periférica. e iniciativa da vereadora Guida Calisto. Nesse processo que o mandato eh tem sido convocado nesse período, muitas vezes nesse momento que estamos discutindo o orçamento da cidade, discutindo apoio a a grupos, a organizações da periferia, grupos culturais, enfim. E a gente tava sentindo uma certa eh angústia nesse, né, e uma certa dificuldade muito de apoiar a nossa juventude, a nossa, os nossos irmãos, as nossas os nossos parceiros que estão na periferia lutando, fazendo arte, fazendo cultura, eh, sobrevivendo. Cibelle Rodrigues, educadora social do movimento Cultura Popular, citou a dificuldade, principalmente dos jovens negros. conseguirem viver com dignidade na cidadania plena. O que o hip hop me move e moveu é que a juventude negra periférica, né, tem poucas possibilidades, né, de conseguir se sentir um ser humano, né, um ou alcançar a cidadania de fato. E isso que a Guida falou, né, de da nós produtores culturais eh fazemos isso, né? Eu faço isso há muitos anos, continuo fazendo, ter um apoio, né, ter um olhar, eh, poder conversar com o movimento no sentido de se movimentar politicamente com o que tá acontecendo na cidade nesse momento. Outro problema citado na reunião foi o afastamento de artistas do hip hop que fazem luta social e estão longe das políticas públicas. a gente tem percebido um problema que quando a gente lida com as questões eh culturais, eh os nossos, os artistas populares, sobretudo os artistas do hip hop, a principalmente aqueles que faz luta social no território, que entrega cultura, moda, comportamento, espaço de de produção de conhecimento, de troca, de sociabilidade. né, de uma sociabilidade, inclusive que disputa a juventude com o crime, com as drogas, etc. Eh, não tem tido, não tem alcançado as políticas públicas da cultura, como os outros grupos da cidade alcançam. a cultura hip hop também e principalmente me fez exercer a minha cidadania, que não foi a cidadania pelo exercício do direito, mas foi pela luta pelo direito, que também é uma dimensão do exercício da cidadania, talvez até a mais importante, já que não era não era franqueada a entrada no centro da cidade de Curitiba, o direito de vir, já que não era possível uma escola lá na quebrada. já que não era possível um asfalto, né, mano, já que nada daquilo que deveria ser obrigação do estado se fazia eh presente. Então, o hip hop me dizia para eu não ficar parado, né? M.