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Presidida pela vereadora Guida Calisto, a Frente Parlamentar da Educação recebeu o professor e diretor na Escola Estadual Tenista, Marister Bueno, que fez uma apresentação e elencou alguns pontos em que ele considerou crítico na educação do Estado, como retirada de recursos da educação pública paulista, entrega das escolas à iniciativa privada, avanço das escolas cívico-militar e mostrou como o ensino hoje está baseado em plataformas. Bem-vindo. Então, vocês que não conhecem o sistema de plataformas, então nós temos lá, você tem plataforma aluno presente, que é a plataforma que registra quando o professor faz chamada, ela gera esse dado na plataforma aluno presente. Cada escola tem uma meta. A meta da minha escola é 85% de presença semanalmente. Se não tem, o supervisor chama para conversar, tá entendendo? Tem escola que tem 90, depende. Quanto mais você bate a meta, mais aumenta a meta, entendeu? Então, esse ano é 85, o ano que vem pode ser 87 a meta, vai subindo a meta. Então, aluno presente, eh, a plataforma e Canademy, é uma plataforma de ensino de matemática. O professor dá aula de matemática, depois de cada cinco aula, ele tem que levar os alunos eh eh os tablets nas escolas, pros alunos acessar essa plataforma para fazer as lições de matemática. Isso conta para o professor e conta pra escola. A escola tem uma meta da quantidade de plataformas que os alunos têm que fazer. O diretor ainda critica o modelo que enxerga apenas o resultado. Isso gera uma tensão por metas o tempo todo. A educação perde o seu sentido. Veja aqui, eu não tô dizendo para vocês que não é interessante ter um BI para acompanhar a frequência, que não é isso. O BI ajuda você ver você, né, um BI para você acompanhar eh, por exemplo, eh, as provas, o resultado, eh, que os alunos fazem em prova. Isso é muito interessante, são informações muito interessantes. Eu consigo ver sala por sala que aluno tá se dedicando ou não. A questão diz aí a Ravit, a questão é o uso que é feito disso para punir, para responsabilizar e mais dizer que a escola pública é incompetente e que se ela for entregue pra iniciativa privada, ela vai ser competente para gestores privados. Se for militar, então melhor ainda. O professor José Carlos Monteiro criticou uma possível mudança na Escola Municipal Reverendo Nogueira para uma educação integral. Se virar o ensino integral, como já está projetado, o ensino médio irá acabar naquela região e os alunos que precisam eh do ensino médio terão que ir para outras escolas. Então, de acordo com a projeção da diretoria de ensino para o ano que vem, o reverendo Nogueira já está eh sendo projetado como PEI, já vai e e a projeção deles não tem muito cabimento, não tem muita lógica, porque existem 12 salas de aula e eles projetaram 13 turmas. Então, Guida, é assim, a conta não fecha. Ao término, a vereadora Guida Calisto justificou o porquê a Câmara de Campinas debateu o modelo educacional do estado. Nós estamos falando de uma de uma área que é que é da educação, de competência do estado, mas que tá sendo implementada na nossa cidade. Então nós estamos falando de alunos da nossa cidade, nós estamos falando de famílias que estão se utilizando de um serviço público que ele é implementado na nossa cidade. Então, de fato, a Câmara Municipal não pode ficar alheia a essas questões, né? Então, não é porque, ah, é do governo do estado, a gente não pode falar, pelo contrário, né? Quando a Constituição Federal fala que a educação ela é uma pasta, que ela tem é uma competência compartilhada entre União, estados e municípios, mas a gente tá falando de como que esse serviço educacional chega numa pessoa eh que mora aqui na nossa cidade, que reside aqui, que precisa ter acesso. S.