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O encontro aconteceu no plenário da Câmara de Campinas e reuniu representantes de movimentos sociais, pesquisadoras e especialistas em direitos humanos. Durante a reunião, Elisângela Nunes, do Centro de Referência em Direitos Humanos para a Prevenção e Combate ao Racismo e a Discriminação Religiosa, destacou a importância de acolher denúncias e fortalecer políticas públicas de enfrentamento ao racismo institucional e nas relações de trabalho. O Centro de Referência e ele foi inspirado no Centro de Referência de Promoção, que hoje é Centro de Referência de Promoção da Igualdade Racial da cidade de São Paulo, mas eh no ano de 2006 foi criado como Centro de Referência em Direitos Humanos eh na prevenção e combate ao racismo lá na cidade de São Paulo. pessoal daqui de Campinas ficou sabendo que São Paulo tinha um serviço como esse e falaram: "Olha, a gente quer também" e começaram a luta e demorou 10 anos de muita luta para que eh Campinas tivesse, né? Após o São Paulo é de 2006 e o nosso de 2016. Mas o que faz esse centro de referência? Basicamente nós atuamos em duas frentes de trabalho, sendo a primeira o atendimento de casos de racismo e discriminação religiosa, né? Nós acolhemos pessoas que são vítimas de racismo e discriminação religiosa para orientações, encaminhamentos, eh tudo que na perspectiva técnica de um atendimento eh pode ser feito. a gente fala que um caso de racismo, né, a construção de todos esses anos nos levou a entender que o atendimento de um caso de racismo precisa contemplar cinco dimensões, que é a jurídica administrativa, social, educativa e de saúde mental, né? A militante Naná Cosm, integrante da Maré Negra e do coletivo Afoché e Leogun, chamou a atenção para os impactos do racismo estrutural na rotina dos trabalhadores negros e defendeu ambientes profissionais mais seguros, inclusivos e livres de violência. O racismo no local de trabalho no Brasil, ele começa com a escravidão, né? ele já começa ali e a gente observa que para você fazer uma pessoa trabalhar exaustivamente, eh, sem ter nenhum tipo de recompensa, né, a violência era a coesão violenta era o que era utilizado na época do Brasil colônia. E esse histórico, ele acaba deixando marcas profundas aqui na nossa sociedade. Ã, quando a gente olha pro Brasil colônia, a gente vê mulheres negras, né, escravas, que trabalhavam na casa. A gente vê mulheres que trabalhavam na lavoura, homens que trabalhavam na lavoura, eh famílias eram destroçadas, né? as pessoas da mesma família eram vendidas para e tudo isso, o próprio racismo, a própria escravidão já é uma grande violência que eles passam. e o local de trabalho, que basicamente nessa época é o meio rural, né? Também a forma eh era bastante violenta, os castigos, a morte, enfim, marcados a ferro muitas vezes e e a gente acaba herdando eh um preconceito muito grande por conta da desse período da escravidão em relação a algumas ocupações no Brasil. Já a socióloga e pesquisadora Mara Takacarrashi abordou como diferentes formas de violência relacionadas ao trabalho afetam a saúde física e mental dos trabalhadores e ressaltou a necessidade de enfrentar desigualdades históricas dentro das instituições. O racismo no trabalho é uma violência estrutural, né? Eh, as minhas companheiras aqui já reforçaram isso. Ela é sistêmica e ela ainda não foi devidamente, Você passa para mim, Nana, faz favor. Ela ainda não foi devidamente enfrentada no Brasil, então, eh, ela é uma dívida social que só se acumula. Presidida pela vereadora Mariana Conte, à frente debateu desafios para garantir condições de trabalho mais humanas e igualitárias, especialmente para a população negra. Segundo a parlamentar, o aumento dos casos de racismo em Campinas reforça a necessidade de ampliar o debate. É muito delicado quando a gente fala de trabalho, porque as companheiras colocaram, né, muitas pessoas têm medo e com razão, porque elas têm medo da retaliação. Infelizmente a gente tá numa situação em que existe uma vulnerabilidade econômica do trabalhador. A gente teve aqui, no caso em Campinas a situação do Rodney, que foi um rapaz que foi e sofreu racismo no trabalho e foi demitido ao realizar a denúncia de racismo. Então isso a gente procurou o Ministério Público, procurou os órgãos, né? Isso, esse foi um caso que veio à tona, porque ele fez uma denúncia pública, isso publicizou, isso veio à tona, mas, infelizmente, a partir disso, as pessoas começaram a nos procurar sobre relatando esses casos. E aqui foi mencionado várias coisas, né, a questão do do racismo no ambiente do trabalho, no ambiente da escola. E por isso é tão importante a lei 10.639, 639, que coloca o ensino de história da África como a política necessária. E nós sabemos que aí existe, não existe interesse do governo de fazer fazer fazer valer essa lei, porque essa lei também implica em você trazer feridas à tona, mas que é super necessário. Да.