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O vereador Wagner Romão abriu a reunião da Frente Parlamentar do Meio Ambiente de Enfrentamento aos efeitos das mudanças climáticas, abordando a preocupação com a escassez hídrica. Nós temos diversas cidades na região metropolitana de Campinas que estão com problemas graves, né? Estão enfrentando problemas de, né, crises hídricas, emergências hídricas. Campinas também passou por essa situação ali em 2014, 2015. Eh, é uma questão muito séria e que a gente tem que tratar com eh com a maior, né, com a maior eh possibilidade de que a gente possa trazer soluções também. Com o tema água e o futuro de Campinas, o mestre em sustentabilidade Paulo Silas do Amaral mostrou dados alarmantes sobre o clima da cidade, menos chuvas e altas temperaturas. Nós temos uma tendência de chuva que tá caindo aquela aquela aquela média de chuva ali, vocês vem que tá caindo, que é uma média eh previsível, né? Mas tem essa linear, né? E ela tem caído drasticamente. Então, nós temos períodos de seca, isso afeta muito o ciclo hidrológico. Obviamente a temperatura tem subido. Em 2024 nós tivemos o dia mais quente em 124 anos. E aqui um pouco um trabalho que eu fiz ultimamente que foi eh pesquisar como que tem crescido a área urbana em Campinas. E a gente vê que cresceu assim 4%. A área florestada aumentou 2,44%. Mas aí a gente pode perceber com isso e a gente pode fazer uma uma lógica de que se a a área urbana tem crescido, ela tem crescido sobre as áreas rurais. Vicente Guilo trouxe um contraponto sobre não achar culpados vilões no consumo de água. numa criseía, o último o último local que você deveria cortar água é indústria, emprego. É a minha opinião, porque pra pessoa o que que é mais importante? Ela tomar banho em casa ou manter o emprego dela? Ela gera contradições. Então, o problema não é vilanizar. Na questão da água, não se trata de vilanizar o consumo, mas sim organizar o consumo, né? É você não ter desperdício, não tem uma propriedade. José Carlos Perdigão, diretor presidente da ONG Jaguatibaia, trouxe uma apresentação sobre os benefícios da restauração florestal. Benefícios da restauração muitas coisas. captura de CO2, solo mais permeável, a evaporação refresca o o nosso ar, eh a floresta ela estimula a chuva, eh ventos favoráveis ficam temperatura melhor e uma série de coisas, o clima mais seguro, mais estável. Quando a gente pensa numa floresta, a primeira coisa que vem já é a região amazônica, aquele mundo de área imensidão, mas áreas próximas dos centros urbanos também contribuem. Com a presença do vereador Luiz Yabico e ampla participação popular, diversos questionamentos foram realizados. Ao término, o vereador Wagner Romão falou da preocupação do excesso de solo impermeabilizado e de proteção às nascentes. A região da APA de Campinas, ela é muito rica em nascentes, mas a gente tá vivendo um processo muito de eh muito intenso de especulação imobiliária, de novos loteamentos, né, de de impermeabilização dessas áreas em Barão Geraldo. A gente tá vendo isso acontecer também, inclusive a nossa contraposição ao PIDES passa muito por isso. Então, Campinas precisa ter eh a, né, precisa cair em si, a cidade precisa cair em si e também os agentes políticos da cidade de que nós somamos nós assim, nós precisamos de um outro paradigma de cidade, né? Se a gente continuar impermeabilizando o solo, como a gente vem fazendo, nós vamos ter problemas graves, né, de eh de crise hídrica e mais do que isso, de falta d'água para o nosso consumo, para o consumo das empresas. Yeah.