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O plenário da Câmara foi o palco do primeiro encontro da Frente Parlamentar de Justiça Social e Trabalhista, que tem como objetivo discutir pautas ligadas à defesa dos direitos dos trabalhadores, ao enfrentamento da precarização laboral e a promoção da equidade social em Campinas. A reunião foi presidida pela vereadora Guida Calisto e teve como tema a preservação de postos de trabalho em condomínios e edifícios diante da automação. Foi um tema trazido pelos trabalhadores eh de edifícios, né, de prédios, de condomínios, trazido por sua representação legal, que é o sindicato Cconéd. Sinconédio tem pautado isso porque eles têm enfrentado uma situação muito difícil. que são cotidianamente os porteiros que na sua ampla maioria já são muitas vezes pessoas idosas, que trabalham em condomínios há 20 anos, há 25 anos, que estão sendo demitidos, que estão perdendo esses poços de de trabalho por conta da implantação de portarias automatizadas, né, eh, virtuais. Quando você tem um um trabalhador ali, uma pessoa que você já conta, uma pessoa idosa que mora num edifício, que conhece o porteiro, que trabalha lá há bastante tempo, sabe que ele pode confiar, se ele mora sozinho, se ele tem algum problema, alguma dificuldade, ele sabe com quem ele pode contar, que é esse trabalhador porteiro, que já se estabeleceu um vínculo, já se estabeleceu uma relação de confiança. O encontro também reuniu alguns especialistas no assunto, como um desembargador federal do trabalho aposentado, representantes do sindicato dos trabalhadores em edifícios e condomínios de Campinas e região e também do Sindicato dos Trabalhadores em Edifícios e condomínios de São Paulo, além do gerente regional do Ministério do Trabalho e Emprego em Campinas. Nesse sentido é que eu vejo que o papel do Ministério do Trabalho, ele tem uma importância muito grande, porque ele é um órgão eminentemente social. E e quando eu vi aqui que a Frente Parlamentária de Justiça Social e Trabalhista, o que nós estamos buscando é a maior possibilidade ou a maisfica para o todo. É para todas as pessoas. Então nós não estamos discutindo uma situação pontual de uma situação de uma categoria que não vai impactar nas outras. Nós não estamos mais conseguindo ter esse vínculo familiar, esse vínculo tão, tão gostoso que existia dentro de um condomínio, de o pessoal descer na portaria e poder bater um papo com o porteiro ou com o zelador, falar de futebol, falar de política, fazer a fofoca da esquina, fazer a fofoca do boteco, que aconteceu no outro dia, tá acabando, né, como foi muito bem dito aqui, eh, é a modernidade, sim, mas acaba com aquela afetividade, com aquela segurança, com aquela proteção, com aquele aquele carinho que existia entre condômino e e profissional, entre zelador e porteiro, entre zelador e morador, entre as visitas que viam, né? Então isso tá se perdendo. É a modernidade, é como foi dito aqui, que preço nós estamos pagando por essa modernidade? Para onde vai esse pessoal que normalmente de 55, 60 anos de idade perde seu posto de emprego? qual vai ser o futuro dele? Nós estamos sofrendo uma extinção de postos de trabalho em Campinas, na região de Campinas, em São Paulo, no Brasil como um todo, tá? Então, ser 100% contra, 95% contra, 75% contra. Eu acho que o que nos converge aqui, esse debate é extremamente importante, porque nós temos um ponto em comum, estão sendo extintos, não são substituídos, são extintos os postos de trabalho em condomínios eh no Brasil, como um todo, pessoal, o desemprego tá muito e os nossos trabalhadores, eles não conseguem voltar pro mercado de trabalho porque é muito difícil voltar. E aí vem a famosa economia, igual todo mundo falou. Mas a gente acha que tem que pelo menos regulamentar de um jeito onde tem a pessoa física dentro do condomínio. Eu sou igual o Paulo, eu sou contra a portaria virtual, assim, sem dúvida. Só que já que a gente não pode proibir, não tem como a gente falar: "Olha, vamos fazer um projeto que tá proibido, não tem como. Vamos pelo menos pedir segurança e postos de trabalho." Guida também falou sobre as próximas reuniões da Frente Parlamentar. A gente já planejou, né? Essa foi a primeira reunião da frente, mas nós já planejamos a Frente Parlamentar, né? suas atividades durante esse ano. Nós vamos ter temas como eh o direito do trabalho para quem serve. A gente vai ter eh discutir sobre questões, por exemplo, da terceirização, né? O quanto a terceirização precariza o trabalho, prejudica também os trabalhadores, enfim. Então, a gente vai debater diversos temas e e outros temas, temas mais teóricos, né? o direito achado na rua, por exemplo, que é um tema bem legal, que a gente muitas vezes a gente sai da faculdade, nunca nem teve, né, acesso a essas questões.