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A vereadora Guida Calisto presidiu um debate sobre os desafios enfrentados pelas pessoas com gagueira e a aplicação da Lei Municipal 16.791 em Campinas. O encontro promovido pela Frente Parlamentar da Educação reuniu especialistas e o presidente da Associação Brasileira de Gagueira. A lei em questão foi destacada pela vereadora como um passo fundamental no reconhecimento e apoio à causa. É uma lei municipal aqui da cidade de Campinas que institui a Lei Municipal de Atenção à gagueira e à pessoa que gagueja no âmbito do município de Campinas. Essa é uma lei que foi apresentada pelo nosso mandato, eh, mas é uma lei que nasce a partir de uma demanda social, né, de militantes e atuantes na pauta da da luta das pessoas que que gaguejam, que entenderam que seria importante que o nosso mandato apresentasse esse projeto de lei que agora virou lei. Eh, não à toa, né, obviamente, porque eu sou uma pessoa que gagueja, né? Eu sou uma pessoa eh que tenho, né, essa dificuldade na fala, não tenho fluência na fala, né? E eu fiquei bastante honrada, lisongeada por ter sido escolhida para apresentar esse projeto de lei. Porque quando nós, quando a gente se propõe a ser um representante, a gente quer representar de fato. O presidente da Abra Gagueira participou do debate apresentando um breve histórico da instituição e detalhando os principais desafios sociais e econômicos da pessoa que gagueja. E também outro ponto importante da legislação, artigo 6º, é devido do poder público municipal da sociedade da família assegurar a pessoa que gagueja a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à qualidade de vida, a educação acolhedora ao trabalho, a correta informação sobre a gagueira, aos avanços científicos e e tecnológicos relacionados à gagueira, a dignidade ao respeito e à liberdade e a convivência familiar e comunitária, entre outros decorrentes da Constituição Federal e das leis e normas que garantam o seu bem-estar pessoal, social e econômico. A fonoaudióloga e associada da Abra Gagueira, Lívia Mendes, trouxe para a discussão o impacto psicológico do distúrbio na vida dos indivíduos. E eu venho falar aqui hoje sobre esse mito principal de que ela não é causada por problema emocional ou psicológico, que na verdade ela não é causada, mas ela é ela sofre esses impactos, né? Acho que a gagueira ela ela impacta a vida. Na verdade, as pessoas que gaguejam sofrem muito ã os impactos emocionais aí que a sociedade muitas vezes acaba gerando, né? Em seguida, a especialista apresentou um panorama da gagueira abordando as principais causas. A gente sabe que saiu agora, né, que uma criança cada 20 gaguejam no mundo. O que a gente sabe atualmente é que a gente tem 5% de pré-escolares que gaguejam. H, e uma coisa importante é entender que a gente precisa sair daquele discurso de que a gagueira eh acontece na criança porque ela está aprendendo a falar. A gente precisa entender que uma criança que repete sílabas, uma criança que apresenta bloqueios, não consegue falar a palavra, tem tensão no seu corpo, movimentos, isso não faz parte, vamos dizer assim, de um desenvolvimento da nossa fluência. Isso já é um indício de que alguma coisa diferente tá acontecendo. E o que que causa gagueira? É emocional? Não, não é. Ah, mas eu gaguejei porque meu pai falou que eu levei um susto. Ah, porque eu perdi meu gatinho de estimação. Ah, porque o cachorro morreu. Enfim, tem vários fatores aí que a gente muitas vezes atribui. O que a ciência diz hoje é que a causa da gagueira, ela entra numa questão multifatorial. Veja bem, não é que várias coisas causam a gagueira, é a interação entre vários fatores com o genético de base. Então, o meu genético, ele interage com o meu ambiente, interage com o meu corpo e manifesta a gagueira, tá? Então, preciso do orgânico, do gene para desenvolver. Então isso é muito importante. A vereadora Guida Calisto deve solicitar um levantamento de informações detalhado para traçar as próximas ações. Eu acho que a gente precisa fazer um um conjunto de questões, né, requerimentos de informação junto aqui o município, né? Eu já penso, como eu sou da educação infantil, então já penso logo na educação infantil, né? E a melhor entrada é, né? né? Mas eu sei também como o Luiz falou sobre a questão da da própria saúde, né? Mas enfim, a gente já pode talvez fazer alguns eh requerimentos de informação solicitando, né, dados, né? Ou seja, quantas crianças, né, de que idade, de que gaguejam, onde que estão, se tem, né, esses dados, esse levantamento. Acho que a gente pode fazer um conjunto aí. Aí eu vou precisar de vocês, obviamente, né? E aí eu acho que em seguida a gente montar mesmo o grupo de trabalho mesmo para pensar